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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Relation of some nutritional supplements and physical performance. Many athletes and active people have consumed a large variety of supplements in order to get a good shape or a better performance in competitions. Due to this, several studies have been carried out to determine if these supplements are in fact ergogenic aids. Creatine seems to be related to the performance enhance in high intensity intermittent exercises. Carnitine might probably improve the aerobic capacity by stimulating lipid oxidation on muscle cells during long term exercise. Bicarbonate is thought to increase blood pH delaying the onset of peripheral fatigue in high intensity exercises of short duration and strength training. Some other supplements like branched-chain amino acids and chromium are also involved in body composition changes as a gain of fat free mass and loss of fat mass. The effects caused by these supplements during physical activity have not been fully described in literature yet as well as their side effects.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[   <B><FONT SIZE=5> </FONT><FONT SIZE=4>    <P ALIGN="CENTER">Rela&ccedil;&atilde;o de alguns suplementos nutricionais e o desempenho f&iacute;sico</P> </B></FONT><I>    <P ALIGN="CENTER">Mariana de Rezende Gomes e Julio Tirapegui</P> </I>    <P ALIGN="CENTER">Laborat&oacute;rio de Nutri&ccedil;&atilde;o. Faculdade de Ci&ecirc;ncias Farmac&ecirc;uticas da Universidade de S&atilde;o Paulo</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">&#9;&#9;&#9;&#9;&#9;</P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">RESUMO</B>: </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Muitos atletas e praticantes de atividade f&iacute;sica vem consumindo os mais diversos suplementos afim de obterem melhor forma f&iacute;sica e desempenho em competi&ccedil;&otilde;es. Com isso estudos vem sendo feitos para determinar se estes suplementos realmente promovem efeitos ergog&ecirc;nicos. A creatina parece estar relacionada com aumento do desempenho em exerc&iacute;cios intermitentes de alta intensidade, a carnitina com a melhora da capacidade aer&oacute;bia estimulando a utiliza&ccedil;&atilde;o da gordura como substrato energ&eacute;tico durante os exerc&iacute;cios de longa dura&ccedil;&atilde;o e o bicarbonato com o aumento do pH sangu&iacute;neo prorrogando a fadiga em exerc&iacute;cios semelhantes aos indicados para creatina. Outros suplementos como cromo e amino&aacute;cidos de cadeia ramificada est&atilde;o tamb&eacute;m envolvidos nas altera&ccedil;&otilde;es de composi&ccedil;&atilde;o corporal como ganho de massa magra e perda de gordura corporal. A maior parte dos efeitos causados por esses suplementos durante a atividade f&iacute;sica ainda n&atilde;o est&aacute; totalmente elucidada na literatura, bem como seus efeitos colaterais. </P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Palavras chaves</B>: Suplementa&ccedil;&atilde;o, desempenho f&iacute;sico, creatina, carnitina, amino&aacute;cidos de cadeia ramificada, bicarbonato de s&oacute;dio, cromo.</P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">SUMMARY.&nbsp; </P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Relation of some nutritional supplements and physical performance. Many athletes and active people have consumed a large variety of supplements in order to get a good shape or a better performance in competitions. Due to this, several studies have been carried out to determine if these supplements are in fact ergogenic aids. Creatine seems to be related to the performance enhance in high intensity intermittent exercises. Carnitine might probably improve the aerobic capacity by stimulating lipid oxidation on muscle cells during long term exercise. Bicarbonate is thought to increase blood pH delaying the onset of peripheral fatigue in high intensity exercises of short duration and strength training. Some other supplements like branched-chain amino acids and chromium are also involved in body composition changes as a gain of fat free mass and loss of fat mass. The effects caused by these supplements during physical activity have not been fully described in literature yet as well as their side effects. </P> <B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Key words</B>: Supplementation, physical performance, creatine, carnitine, branched-chain amino acids, sodium bicarbonate, chromium.</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Recibido:29-06-1999 Aceptado:28-08-2000</P> <B>    <P>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">A suplementa&ccedil;&atilde;o vem se tornando cada vez mais comum no meio esportivo. Isto porque os atletas ou mesmo as pessoas que praticam atividade f&iacute;sica est&atilde;o visando um melhor rendimento e/ou ganho de sa&uacute;de e forma f&iacute;sica. Muito suplementos ditos ergog&ecirc;nicos s&atilde;o baseados em dados obtidos com animais de laborat&oacute;rio (1) e pouco se pode extrapolar para o ser humano garantindo os mesmos benef&iacute;cios. Estudos dentro de um mesmo elemento trazem os mais diversos resultados e argumentos por parte dos autores, logo a compara&ccedil;&atilde;o entre esses estudos se torna dif&iacute;cil em fun&ccedil;&atilde;o dos diferentes protocolos utilizados. Nesta revis&atilde;o ser&atilde;o abordados alguns dos suplementos mais discutidos ultimamente (creatina, amino&aacute;cidos de cadeia ramificada, L-carnitina, bicarbonato de s&oacute;dio e cromo) no que diz respeito aos mecanismos de a&ccedil;&atilde;o desses compostos no organismo e aos resultados de pesquisas recentes relacionando-os com a pr&aacute;tica esportiva.</P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Creatina </P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">A creatina &eacute; um composto nitrogenado derivado do amino&aacute;cido glicina (N-[aminoiminomethyl]-N-methyl-glycine) e pode ser encontrado em alimentos de origem animal principalmente nas carnes vermelhas ou ent&atilde;o ser sintetizado no organismo pelos rins, f&iacute;gado e p&acirc;ncreas a partir dos amino&aacute;cidos glicina, arginina e metionina (2-4). A maior reserva de creatina do organismo est&aacute; nos m&uacute;sculos esquel&eacute;ticos (95%), tanto na forma livre como na forma de creatina-fosfato (CP) representando de forma absoluta entre 120 e 140 g (3). As reservas de CP se esgotam rapidamente durante o exerc&iacute;cio, sendo respons&aacute;veis pelo decl&iacute;nio do desempenho, mesmo n&atilde;o ocorrendo redu&ccedil;&atilde;o significativa do conte&uacute;do de glicog&ecirc;nio muscular (5). Aproximadamente 2/3 do "pool" de creatina muscular est&aacute; sob a forma de creatina fosfato e em uma concentra&ccedil;&atilde;o 3 a 4 vezes maior que a reserva de ATP (adenosina trifosfato), a forma de energia utilizada para contra&ccedil;&atilde;o muscular (6). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O "turnover" di&aacute;rio de creatina &eacute; aproximadamente 2g em um homem de 70 kg, enquanto a ingest&atilde;o m&eacute;dia corresponde a 1 g/dia (2-7). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">A concentra&ccedil;&atilde;o plasm&aacute;tica de creatina est&aacute; entre 40 e 100 µmol.L<SUP>-1 </SUP>(3) enquanto a muscular &eacute; em m&eacute;dia 125 mmol/kg de m&uacute;sculo seco limitando-se em 150-160 mmol/kg de m&uacute;sculo seco, ou seja dificilmente as reservas de creatina superam esses valores (4). A suplementa&ccedil;&atilde;o seria eficaz quando os estoques de creatina muscular fossem inferiores &agrave; 120 mmol/kg de m&uacute;sculo seco (8,9) e o aumento desses estoques ocorre em fibras do tipo II. (2-4). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Nos exerc&iacute;cios de alta intensidade e curta dura&ccedil;&atilde;o a reserva de ATP &eacute; hidrolizada rapidamente no citoplasma da c&eacute;lula, mas n&atilde;o atinge um n&iacute;vel zero, &eacute; observado em humanos uma queda de 25 a 30% da concentra&ccedil;&atilde;o inicial no momento da fadiga (10). O composto creatina fosfato est&aacute; no m&uacute;sculo servindo como um reservat&oacute;rio de fosfato de alta energia, assim conforme a reserva de ATP vai sendo hidrolizada a creatina quinase vai transferindo fosfatos das CPs para as mol&eacute;culas de ADP, ressintetizando o ATP at&eacute; 30 segundos de exerc&iacute;cio (4,6). O n&iacute;vel basal de ATP, que est&aacute; por volta de 24 mmol/kg, n&atilde;o pode diminuir mais que 30% para n&atilde;o comprometer o mecanismo de contra&ccedil;&atilde;o muscular, da&iacute; a import&acirc;ncia da ress&iacute;ntese de ATP imediata pela quebra da CP (6). Contudo, al&eacute;m de manter n&iacute;veis elevados de ATP intracelular a hidr&oacute;lise da CP libera 10,3 kcal/mol de energia enquanto a energia livre da hidr&oacute;lise do ATP &eacute; igual a 7,3 kcal/mol (2).<a href="#fig1">fig1</a>,<a href="#fig2">2</a>,<a href="#fig3">3</a>,<a href="#fig4">4</a> </P>     <P ALIGN="center"><a name="fig1"></a></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER"><IMG SRC="/img/fbpe/alan/v50n4/art01form1.gif" WIDTH=550 HEIGHT=52></P>     
<P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">A creatina livre originada da ress&iacute;ntese do ATP pode se transformar em creatinina e cair na circula&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea, sendo posteriormente excretada pelos rins. Entretanto se houver participa&ccedil;&atilde;o do metabolismo oxidativo (utiliza&ccedil;&atilde;o de gorduras e carboidratos como substratos energ&eacute;ticos) durante o exerc&iacute;cio, no repouso os ATPs que "sobraram" provenientes desta via s&atilde;o hidrolizados no interior da mitoc&ocirc;ndria liberando fosfatos que v&atilde;o reconstituir a mol&eacute;cula de creatina fosfato atrav&eacute;s da a&ccedil;&atilde;o da enzima creatina quinase mitocondrial (3,6). </P>     <P ALIGN="center"><a name="fig2"></a></P>     <P ALIGN="CENTER"><IMG SRC="/img/fbpe/alan/v50n4/art01form2.gif" WIDTH=550 HEIGHT=186></P>     
<P ALIGN="JUSTIFY">Uma maior disponibilidade de creatina fosfato no m&uacute;sculo pode influenciar a gera&ccedil;&atilde;o de energia durante exerc&iacute;cios de alta intensidade e curta dura&ccedil;&atilde;o acelerando a ress&iacute;ntese de ATP (10). Essa maior disponibilidade est&aacute; relacionada com uma maior concentra&ccedil;&atilde;o de creatina fosfato muscular que pode ser alcan&ccedil;ada atrav&eacute;s da suplementa&ccedil;&atilde;o de curta dura&ccedil;&atilde;o (20-30 g/dia _ 1 semana) ou prolongada (5 g/dia _ semanas) (1-3,6,7,11). Esse aumento dos estoques de creatina muscular pode variar entre 10 e 20% para creatina livre e entre 20 e 40% sob a forma de CP (11). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">A suplementa&ccedil;&atilde;o de 25 g/dia dividida em 5 doses de 5 g por 7 dias n&atilde;o mostrou efic&aacute;cia em promover maior desempenho em 3 tiros de corrida de 60m no estudo de Redondo et al. (7). Isto pode ser explicado pelo fato desses autores n&atilde;o terem medido o n&iacute;vel basal de creatina muscular antes do teste. O efeito ergog&ecirc;nico &eacute; dado pelo aumento da concentra&ccedil;&atilde;o de creatina muscular que ocorre por sua vez, quando os estoques est&atilde;o reduzidos, pois a capacidade de capta&ccedil;&atilde;o de creatina pela fibra muscular &eacute; limitada. Visto isso, os autores levantam a hip&oacute;tese de que os atletas que n&atilde;o responderam &agrave; suplementa&ccedil;&atilde;o de creatina provavelmente estavam com seus estoques repletos antes da suplementa&ccedil;&atilde;o (7). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Burke et al. (8) tamb&eacute;m n&atilde;o observaram resultados ergog&ecirc;nicos em nadadores de elite suplementados com 4 doses de 5 g/dia por 5 dias que se submeteram a uma &uacute;nica sess&atilde;o de velocidade de 25, 50 e 100 m. Os autores descrevem que fatores como o desconhecimento da concentra&ccedil;&atilde;o de creatina muscular antes do teste e as varia&ccedil;&otilde;es de condi&ccedil;&atilde;o de treinamento podem interferir no aproveitamento da creatina ingerida, mas argumentam que estes podem n&atilde;o ser fatores limitantes para a resposta ergog&ecirc;nica em um "sprint" &uacute;nico entre 25-100 m (12-60s). A suplementa&ccedil;&atilde;o de creatina pode ser efetiva para testes de repetidas s&eacute;ries de alta intensidade e curta dura&ccedil;&atilde;o com pequenos intervalos entre elas (menos de 1 minuto), mas que por outro lado n&atilde;o refletiriam situa&ccedil;&otilde;es de competi&ccedil;&atilde;o como esta (8). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O mesmo resultado foi observado por Peyrebrune et al. (12) confirmando a argumenta&ccedil;&atilde;o de Burke et al. (8). Em um estudo feito com nadadores, Peyrebrune et al. (12) testaram o desempenho de atletas de elite em um &uacute;nico "sprint" de 50 jardas e em uma s&eacute;rie de 8 "sprints" de 50 jardas com intervalo de 1 minuto e 30 segundos entre eles. A suplementa&ccedil;&atilde;o de creatina foi de 9 g/dia por 5 dias. Mesmo sem o conhecimento das concentra&ccedil;&otilde;es de creatina pr&eacute;-exerc&iacute;cio, os autores descrevem que a reten&ccedil;&atilde;o da creatina suplementada durante os cinco dias foi elevada, cerca de 67 % ou aproximadamente 26 g evidenciada pelos dados de an&aacute;lise urin&aacute;ria. As respostas metab&oacute;licas para ambas situa&ccedil;&otilde;es foram similares, por&eacute;m o desempenho durante os "sprints" repetidos foi mais veloz ap&oacute;s a suplementa&ccedil;&atilde;o de creatina. Os resultados encontrados por estes autores em rela&ccedil;&atilde;o ao desempenho de um &uacute;nico "sprint" coincidem com a argumenta&ccedil;&atilde;o de Burke et al. (8), de que a suplementa&ccedil;&atilde;o de creatina em s&eacute;ries repetidas levaria a um ganho de performance, como foi observado por Peyrebrune et al. (12). O efeito do aprimoramento do desempenho nas s&eacute;ries repetidas pode ter sido dado pelo aumento da creatina muscular que propiciaria maior ress&iacute;ntese de CP refletida nas maiores concentra&ccedil;&otilde;es desta nas &uacute;ltimas s&eacute;ries. Sem a suplementa&ccedil;&atilde;o o conte&uacute;do de CP assim como a ress&iacute;ntese desta diminuem, pelo intenso consumo para a forma&ccedil;&atilde;o de ATP ao longo das s&eacute;ries, o que reflete em uma queda na<I> </I>ress&iacute;ntese do pr&oacute;prio ATP, ocasionando a fadiga. Por outro lado, nos exerc&iacute;cios de uma &uacute;nica s&eacute;rie esses estoques poderiam n&atilde;o se depletar o suficiente para se beneficiarem do aumento da concentra&ccedil;&atilde;o de CP muscular dada pela suplementa&ccedil;&atilde;o. Outro fato que poderia explicar um aumento do desempenho em exerc&iacute;cios de s&eacute;ries repetidas seria uma maior capta&ccedil;&atilde;o de &iacute;ons H<SUP>+</SUP> para ress&iacute;ntese da CP. Durante o processo de ress&iacute;ntese tanto de ATP quanto de CP h&aacute; necessidade de incorpora&ccedil;&atilde;o de H<SUP>+</SUP> e um aumento no "turnover" de creatina fosfato aumentaria o consumo desses &iacute;ons impedindo a queda de pH do meio, melhorando a capacidade de tamponamento muscular e retardando a fadiga (6,12,13). Contudo, as altera&ccedil;&otilde;es de pH sangu&iacute;neo forma similares para os grupos suplementados e controles. N&iacute;veis de am&ocirc;nia tamb&eacute;m podem estar aumentados em fun&ccedil;&atilde;o da desamina&ccedil;&atilde;o do AMP em exerc&iacute;cios de alta intensidade, e servirem como um dos par&acirc;metros para medir a taxa de ress&iacute;ntese de ATP, por&eacute;m neste estudo n&atilde;o houve diferen&ccedil;a entre os grupos (12).</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O efeito da suplementa&ccedil;&atilde;o de 20 g/dia de creatina fosfato por 7 dias para um teste de dois tiros de 700m (90-120s) de corrida n&atilde;o refletiu em melhor desempenho para nenhum dos atletas participantes. Neste estudo os autores argumentam que o aumento dos n&iacute;veis de creatina muscular n&atilde;o garantiram um melhor desempenho devido, ao menos em parte, pelo curto intervalo relativo de descanso entre as s&eacute;ries o qual consistia de 60 minutos, menor que de outros eventos atl&eacute;ticos, mas bem maior que os citados at&eacute; agora e sugerido por Burke et al. (8) para que a suplementa&ccedil;&atilde;o de creatina surta efeitos positivos (13). Em corredores de 150 m ("sprinters") a suplementa&ccedil;&atilde;o de 25 g/dia/3dias tamb&eacute;m n&atilde;o resultou em aumento de desempenho (13). Snow et al. (15) tamb&eacute;m n&atilde;o obtiveram o mesmo resultado em 20s de "sprint" em bicicleta ergom&eacute;trica com indiv&iacute;duos n&atilde;o treinados suplementados com 30 g de creatina/dia/5dias. Bem como, n&atilde;o houve diferen&ccedil;a entre os grupos no que diz respeito &agrave; degrada&ccedil;&atilde;o muscular e ac&uacute;mulo de metab&oacute;litos durante o exerc&iacute;cio e recupera&ccedil;&atilde;o apesar de haver aumento significativo no total de creatina muscular. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Por outro lado em diferentes dura&ccedil;&otilde;es de "sprints" &uacute;nicos (90,150 e 300s) em bicicleta ergom&eacute;trica, McNaughton et al. (16) encontrou resultados positivos da suplementa&ccedil;&atilde;o de 20 g/dia/5dias no aumento do desempenho de indiv&iacute;duos jovens n&atilde;o treinados. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Vandebuerie et al. (17) estudaram os efeitos da suplementa&ccedil;&atilde;o de creatina antes e durante um exerc&iacute;cio com protocolo de endurance acrescido de 5 "sprints" finais de 10 s cada. Os resultados obtidos demonstraram que a dosagem de creatina de 25 g/dia por 5 dias aumentou a pot&ecirc;ncia para os "sprints" finais do exerc&iacute;cio em cerca de 8 a 9%, ap&oacute;s o protocolo de endurance de 2 horas e 30minutos pedalando abaixo do limiar anaer&oacute;bio. Isto indica que mesmo ap&oacute;s um esfor&ccedil;o de endurance a suplementa&ccedil;&atilde;o de creatina &eacute; capaz de aprimorar uma fase final de alta intensidade prioritariamente anaer&oacute;bia. Surpreendentemente, a administra&ccedil;&atilde;o de 5 g/h durante os 5 "sprints" n&atilde;o potencializou o efeito ergog&ecirc;nico da creatina, pelo contr&aacute;rio provocou um efeito dito ergol&iacute;tico ainda n&atilde;o elucidado (17). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Dosagens menores de creatina podem produzir &agrave;s vezes os mesmos efeitos de superdoses ou at&eacute; mais acentuados. Em um estudo a suplementa&ccedil;&atilde;o de 6 g/dia por 5 dias ou 30 g/semana promoveu aumento dos n&iacute;veis plasm&aacute;ticos de creatina e creatinina durante o repouso, elevou os picos de pot&ecirc;ncia em 18 % durante o protocolo de exerc&iacute;cio de endurance intervalado com fases de maior intensidade e velocidade na bicicleta e diminuiu a queda da glicemia durante o exerc&iacute;cio. Contudo n&atilde;o aprimorou o desempenho de endurance isolada (3). Este estudo como o de Vandebuerie et al. (17), v&ecirc;m demonstrando uma maior efic&aacute;cia da suplementa&ccedil;&atilde;o de creatina em "sprints" dentro de exerc&iacute;cios de endurance em compara&ccedil;&atilde;o aos "sprints" isolados, bem como quanto menor o n&uacute;mero de repeti&ccedil;&otilde;es destes menor o benef&iacute;cio da suplementa&ccedil;&atilde;o (8,11-13). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O suplemento de creatina fosfato tem sido usado tamb&eacute;m entre alterofilistas no intuito de ganhar massa muscular e for&ccedil;a. A dosagem de 10 g/dia/5dias no estudo de Maganaris &amp; Maughan (18), resultou em uma capta&ccedil;&atilde;o de creatina entre 64 e 66% eq&uuml;ivalendo a 30 a 31 g das 50 g oferecidas na suplementa&ccedil;&atilde;o. Contudo, o dado mais importante deste trabalho foi o aumento da contra&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria m&aacute;xima (CVM) e resist&ecirc;ncia isom&eacute;trica em sustentar as contra&ccedil;&otilde;es at&eacute; a fadiga ap&oacute;s a ingest&atilde;o de creatina. Ocorreu ainda aumento da massa magra em 1,7 _ 1,8 kg nos indiv&iacute;duos que participaram do programa de treinamento de for&ccedil;a que pode ser dado por aumento da s&iacute;ntese prot&eacute;ica muscular (hipertrofia) ou reten&ccedil;&atilde;o h&iacute;drica (18). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O ganho de massa magra com a suplementa&ccedil;&atilde;o de creatina est&aacute; entre 0,8 e 3 kg dependendo da dura&ccedil;&atilde;o do experimento, protocolo de exerc&iacute;cio e quantidade de creatina oferecida (19). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Kreider et al. (11) tamb&eacute;m observaram ganho de peso correspondente ao aumento da massa muscular de 0,6 a 1,1 kg, ganho de for&ccedil;a e melhor desempenho em 6 "sprints" em bicicleta ergom&eacute;trica em jogadores de futebol. A an&aacute;lise dos lip&iacute;dios s&eacute;ricos trouxe ainda a evid&ecirc;ncia de que a creatina pode elevar os n&iacute;veis de HDL e reduzir os n&iacute;veis de VLDL e triacilglicer&oacute;is em indiv&iacute;duos ativos moderadamente hiperglic&ecirc;micos. Esses atletas ingeriram 15 g de creatina por 28 dias e os autores sugerem que a suplementa&ccedil;&atilde;o de creatina por 9-56 dias pode melhorar a qualidade do treinamento levando a um aumento do desempenho em "sprints" e/ou for&ccedil;a (11). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O mesmo resultado n&atilde;o foi encontrado por Bermon et al. (20) em 8 semanas de treinamento de for&ccedil;a com 52 dias de suplementa&ccedil;&atilde;o, sendo 20 g de creatina monohidratada nos primeiros 5 dias e manuten&ccedil;&atilde;o de 3 g/dia at&eacute; o final do experimento. Os indiv&iacute;duos que participaram do estudo tinham idade m&eacute;dia de 70 anos e eram sedent&aacute;rios ou moderadamente ativos, implicando respostas diferentes em compara&ccedil;&atilde;o &agrave; indiv&iacute;duos jovens e treinados. A distribui&ccedil;&atilde;o dos tipos de fibras &eacute; diferente no idoso evidenciando uma diminui&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do de fibras do tipo II que poderia explicar a baixa reten&ccedil;&atilde;o de creatina muscular nestes indiv&iacute;duos (32-47%). N&atilde;o foi detectado altera&ccedil;&otilde;es de composi&ccedil;&atilde;o corporal nem aumento de resist&ecirc;ncia isom&eacute;trica (20). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Surpreendentemente a capta&ccedil;&atilde;o de creatina pode ser maior em indiv&iacute;duos de meia idade em compara&ccedil;&atilde;o &agrave; indiv&iacute;duos jovens. Smith et al. (21) observaram um maior tempo &agrave; exaust&atilde;o e maior disponibilidade de fosfocreatina muscular durante exerc&iacute;cios de for&ccedil;a com a suplementa&ccedil;&atilde;o de 3 g/kg por dia durante 7 dias em indiv&iacute;duos de meia idade comparando-os com jovens. Na fase de meia idade h&aacute; uma redu&ccedil;&atilde;o na ress&iacute;ntese de CP refletindo uma menor concentra&ccedil;&atilde;o desta nas fibras musculares. Contudo, ainda n&atilde;o h&aacute; um decr&eacute;scimo significativo das fibras do tipo II, como observado em indiv&iacute;duos idosos. Com estoques mais baixos que indiv&iacute;duos jovens e sem decr&eacute;scimo na quantidade de fibras tipo II como nos idosos o aumento da ress&iacute;ntese de CP em resposta &agrave; suplementa&ccedil;&atilde;o de creatina &eacute; mais evidente nos indiv&iacute;duos de meia idade. Al&eacute;m disso, a hidr&oacute;lise de CP durante o exerc&iacute;cio ap&oacute;s a suplementa&ccedil;&atilde;o parece ser maior nos mesmos, sugerindo que uma grande propor&ccedil;&atilde;o do ATP gerado no trabalho muscular &eacute; proveniente da CP. Entretanto os autores argumentam que seus resultados n&atilde;o indicam que a suplementa&ccedil;&atilde;o de creatina eleva a resist&ecirc;ncia muscular numa magnitude maior em indiv&iacute;duos de meia idade x jovens (21). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O tempo de dosagem prolongado pode trazer benef&iacute;cios em exerc&iacute;cios de resist&ecirc;ncia como os resultados encontrados por Vandenberghe et al. (22) em 10 semanas de ingest&atilde;o de creatina iniciadas por 4 dias com 20 g/dia e mantido 5 g/dia at&eacute; a &uacute;ltima semana. Houve aumento de for&ccedil;a, diminui&ccedil;&atilde;o de gordura corporal e aumento de performance em exerc&iacute;cios de alta intensidade e curta dura&ccedil;&atilde;o em uma magnitude maior que a superdosagem de 4 dias. Esses resultados s&atilde;o contr&aacute;rios aos achados por Bermon et al. (20), contudo os participantes escolhidos em ambos estudos eram sedent&aacute;rios demonstrando que o condicionamento f&iacute;sico n&atilde;o interfere nas respostas &agrave; suplementa&ccedil;&atilde;o de creatina. Os diferentes resultados refor&ccedil;am ent&atilde;o a argumenta&ccedil;&atilde;o de Bermon et al. (20) de que a inefic&aacute;cia da suplementa&ccedil;&atilde;o de creatina em seu estudo deve-se ao fato de que idosos possuem um menor conte&uacute;do de fibras do tipo II e portanto menor capta&ccedil;&atilde;o de fosfocreatina. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Poucos estudos relatam os efeitos colaterais das dosagens prolongadas de creatina em atletas e n&atilde;o atletas. Embora muitos efeitos positivos da suplementa&ccedil;&atilde;o de creatina estejam descritos na literatura com indiv&iacute;duos saud&aacute;veis, poucos se preocuparam com seus efeitos delet&eacute;rios e inclu&iacute;ram em seus trabalhos vari&aacute;veis cl&iacute;nicas para avaliar algum potencial negativo do uso agudo e cr&ocirc;nico da creatina. Em fun&ccedil;&atilde;o disso deve-se ter muita cautela antes de se recomendar o uso deste suplemento (23,24). Todavia, mais estudos s&atilde;o necess&aacute;rios para afirmar os efeitos ergog&ecirc;nicos da suplementa&ccedil;&atilde;o de creatina, bem como os transtornos &agrave; sa&uacute;de advindos dos seus efeitos colaterais. </P> <B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Amino&aacute;cidos de cadeia ramificada (leucina, isoleucina e valina) </P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">A suplementa&ccedil;&atilde;o de amino&aacute;cidos de cadeia ramificada (AACR) surgiu com a hip&oacute;tese da fadiga central. Este tipo de fadiga seria causado por um decl&iacute;nio da concentra&ccedil;&atilde;o plasm&aacute;tica de AACR permitindo ent&atilde;o, um maior influxo de triptofano livre no c&eacute;rebro, que por sua vez &eacute; precursor do neurotransmissor serotonina ou 5-hidroxitriptamina (5-HT) relacionado ao estado de letargia, cansa&ccedil;o e sono. Os AACR e o triptofano s&atilde;o amino&aacute;cidos neutros que competem na barreira hematoencef&aacute;lica, logo aquele que estiver em maior concentra&ccedil;&atilde;o &eacute; transportado para dentro do c&eacute;rebro. O aumento do triptofano livre durante o exerc&iacute;cio deve-se a maior mobiliza&ccedil;&atilde;o de gordura que aumenta os n&iacute;veis de &aacute;cidos graxos no plasma que necessitam da albumina para serem carreados. Uma vez estando grande parte da albumina plasm&aacute;tica ligada &agrave; esses elementos n&atilde;o restaria albumina suficiente para ent&atilde;o carrear o triptofano (&uacute;nico amino&aacute;cido que necessita de carreador plasm&aacute;tico) permanecendo este na forma livre (25-27). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Durante a atividade motora prolongada o m&uacute;sculo capta AACR da corrente sangu&iacute;nea para oxid&aacute;-los na gera&ccedil;&atilde;o de energia, logo a ingest&atilde;o de AACR poderia resultar num aumento de performance por oferecer ao m&uacute;sculo substratos que diminu&iacute;ssem a necessidade da quebra do glicog&ecirc;nio (1). Da mesma forma reduziria a degrada&ccedil;&atilde;o prot&eacute;ica durante o exerc&iacute;cio e aumentaria o ganho de massa magra no repouso (19). A ingest&atilde;o conjunta de AACR e carboidratos diminuiria a degrada&ccedil;&atilde;o muscular durante o exerc&iacute;cio minimizando o catabolismo por aumento da oferta de substratos energ&eacute;ticos (19,26).</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Em exerc&iacute;cios prolongados nos quais a temperatura corporal eleva-se significativamente a fadiga poderia ocorrer de forma mais r&aacute;pida em fun&ccedil;&atilde;o da diminui&ccedil;&atilde;o do volume sangu&iacute;neo, maior concentra&ccedil;&atilde;o de lactato plasm&aacute;tico e consumo de glicog&ecirc;nio. Mittleman et al (28) argumentam que a suplementa&ccedil;&atilde;o de AACR nas condi&ccedil;&otilde;es de exerc&iacute;cio em altas temperatura reduzem em 50% a rela&ccedil;&atilde;o triptofano livre/AACR que pode por sua vez ser respons&aacute;vel pela prorroga&ccedil;&atilde;o do aparecimento da fadiga encontrada neste estudo. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Calders et al. (29) observaram uma redu&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o triptofano livre/AACR plasm&aacute;tica e o aumento do tempo &agrave; exaust&atilde;o em ratos que receberam inje&ccedil;&atilde;o intraperitoneal de uma solu&ccedil;&atilde;o contendo 30 mg de AACR 5 minutos antes do esfor&ccedil;o de resist&ecirc;ncia. Entretanto esses autores descreveram um aumento significativo da concentra&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea de am&ocirc;nia durante o exerc&iacute;cio, fato tamb&eacute;m observado em outros estudos (26,30-32). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O aumento da concentra&ccedil;&atilde;o plasm&aacute;tica de am&ocirc;nia pode levar a um aumento do influxo de am&ocirc;nia no c&eacute;rebro durante o exerc&iacute;cio ocasionando a fadiga central por mecanismos ainda n&atilde;o totalmente esclarecidos. Uma das hip&oacute;teses seria a da detoxica&ccedil;&atilde;o, onde a am&ocirc;nia incorporar-se-ia ao glutamato estimulando a s&iacute;ntese de glutamina no sistema nervosos central (SNC). O glutamato por sua vez &eacute; respons&aacute;vel pela s&iacute;ntese de GABA (&aacute;cido gama-aminobut&iacute;rico) e ambos atuam como intermedi&aacute;rios metab&oacute;licos e neurotransmissores. O glutamato &eacute; o amino&aacute;cido excitat&oacute;rio mais importante que dentre outras fun&ccedil;&otilde;es age no est&iacute;mulo locomotor e o GABA &eacute; considerado o maior neurotransmissor inibit&oacute;rio envolvido na regula&ccedil;&atilde;o da locomo&ccedil;&atilde;o pela medula. Se o influxo de am&ocirc;nia no SNC estimula a s&iacute;ntese de glutamina, as concentra&ccedil;&otilde;es de glutamato e GABA diminuem e seus efeitos sob a regula&ccedil;&atilde;o motora tamb&eacute;m, podendo explicar a fadiga (33). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O exerc&iacute;cio praticado em maiores altitudes promoveria uma maior degrada&ccedil;&atilde;o prot&eacute;ica e uma perda de peso variando entre 1,1 e 1,8 kg. Nestas situa&ccedil;&otilde;es uma adi&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria de AACR poderia minimizar esse catabolismo (34). As concentra&ccedil;&otilde;es plasm&aacute;ticas de AACR normalmente diminu&iacute;das durante o exerc&iacute;cio prolongado mant&eacute;m-se e esse efeito preventivo est&aacute; relacionado com a suplementa&ccedil;&atilde;o diet&eacute;tica de acordo com Bigard et al. (34). Contudo, apesar de mantidos os n&iacute;veis plasm&aacute;ticos de AACR, em seu estudo os autores n&atilde;o conseguiram demostrar altera&ccedil;&otilde;es significativas de composi&ccedil;&atilde;o corporal (34). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Vukovich et al. (35) n&atilde;o observaram altera&ccedil;&otilde;es de desempenho ou composi&ccedil;&atilde;o corporal com dosagens baixas de AACR (2,6 g/dia) isoladamente ou combinadas com treinamento de ciclismo. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Com doses muito elevadas (308 mg/kg) o efeito ergog&ecirc;nico parece ser mais significativo em 90 minutos de exerc&iacute;cio din&acirc;mico localizado segundo MacLean et al. (30). Os autores observaram em seu estudo uma eleva&ccedil;&atilde;o significativa da concentra&ccedil;&atilde;o plasm&aacute;tica de AACR acompanhada do aumento da capta&ccedil;&atilde;o desses amino&aacute;cidos pelo m&uacute;sculo e da redu&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis sangu&iacute;neos de lactato. Por&eacute;m, a libera&ccedil;&atilde;o de am&ocirc;nia, bem como glutamina e alanina tamb&eacute;m foi alta (32). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O momento de fadiga em exerc&iacute;cios de longa dura&ccedil;&atilde;o parece estar relacionado com o conte&uacute;do de glicog&ecirc;nio muscular pr&eacute;-exerc&iacute;cio e a oferta de carboidratos durante o mesmo. A oferta de carboidratos na forma l&iacute;quida durante as provas, al&eacute;m de ter grande praticidade parece n&atilde;o influenciar nas respostas glic&ecirc;micas e insulin&ecirc;micas de forma significativa (36). Alguns estudos associam a suplementa&ccedil;&atilde;o de AACR com carboidratos no intuito de potencializar o efeito ergog&ecirc;nico dos amino&aacute;cidos e poupar glicog&ecirc;nio durante o exerc&iacute;cio de endurance. Contudo os resultados encontrados n&atilde;o favorecem esta conduta. Quando a glicose (100 mg) foi administrada antes do exerc&iacute;cio o suplemento de AACR (30 mg) n&atilde;o demonstrou efeito adicional no desempenho, enquanto o suplemento de AACR (30 mg) isolado aumentou o tempo &agrave; exaust&atilde;o em ratos (37). A administra&ccedil;&atilde;o de glicose + AACR durante exerc&iacute;cio de endurance prolongado de 100 km de bicicleta com ciclistas treinados tamb&eacute;m n&atilde;o resultou em aumento de desempenho (38). Em outro estudo indiv&iacute;duos treinados foram submetidos a exerc&iacute;cio exaustivo a 75% do VO<SUB>2</SUB> m&aacute;x em bicicleta ergom&eacute;trica ap&oacute;s a redu&ccedil;&atilde;o de seus estoques de glicog&ecirc;nio e receberam solu&ccedil;&otilde;es a 6% de carboidrato e 0,7% de AACR durante o teste. Nenhuma diferen&ccedil;a foi encontrada em termos de desempenho entre os grupos que ingeriram s&oacute; carboidrato e carboidrato + AACR. As concentra&ccedil;&otilde;es musculares e plasm&aacute;ticas de AACR aumentaram 35 e 120% respectivamente no grupo que ingeriu AACR + carboidrato, mas n&atilde;o influenciaram a degrada&ccedil;&atilde;o prot&eacute;ica durante o exerc&iacute;cio (39). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">A redu&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de glicog&ecirc;nio muscular por efeito de jejum n&atilde;o interferiu na concentra&ccedil;&atilde;o plasm&aacute;tica de AACR durante o exerc&iacute;cio, mas propiciou um aumento do aparecimento de triptofano livre na circula&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea em fun&ccedil;&atilde;o do maior catabolismo prot&eacute;ico e aumento da concentra&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea de &aacute;cidos graxos livres. Isto refletiu na eleva&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o triptofano livre/AACR plasm&aacute;tica nos indiv&iacute;duos que iniciaram a atividade com pouca reserva de glicog&ecirc;nio em compara&ccedil;&atilde;o &agrave;queles que ingeriram carboidrato pr&eacute;-exerc&iacute;cio (40). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Numa situa&ccedil;&atilde;o de "overtraning" (aumento de 40% no volume de treinamento) n&atilde;o houve altera&ccedil;&atilde;o na rela&ccedil;&atilde;o triptofano livre/AACR, sendo que a fadiga n&atilde;o pode ser relacionada com a hip&oacute;tese do maior influxo de triptofano livre para o c&eacute;rebro e dispensaria a suplementa&ccedil;&atilde;o de AACR (41). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Mais estudos ainda precisam ser feitos para afirmar ou negar os efeito ergog&ecirc;nicos dos AACR principalmente para exerc&iacute;cios de endurance.</P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Carnitina </P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">A carnitina &eacute; um composto fundamental para o transporte de &aacute;cidos graxos de cadeia longa para serem oxidados na mitoc&ocirc;ndria. &Eacute; sintetizada no f&iacute;gado, rins e c&eacute;rebro mas tamb&eacute;m pode ser consumida em alimentos de origem animal, principalmente a carne vermelha. Sua maior concentra&ccedil;&atilde;o end&oacute;gena est&aacute; nos m&uacute;sculos esquel&eacute;ticos (42,43). Sua forma ativa &eacute; a L-carnitina (1). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">No citoplasma os &aacute;cidos graxos de cadeia longa se unem a uma mol&eacute;cula de coenzima A (acil-coA) a qual &eacute; imperme&aacute;vel a membrana mitocondrial necessitando ent&atilde;o da carnitina para formar um complexo perme&aacute;vel (acil-carnitina) pela a&ccedil;&atilde;o da enzima carnitina palmitoil transferase I (CPT I). No interior da mitoc&ocirc;ndria esse complexo &eacute; desfeito e o grupo acil &eacute; ligado &agrave; uma coenzima A mitocondrial pela enzima carnitina palmitoil transferase II (CPT II), regenerando a mol&eacute;cula de acil-coA que &eacute; levada &agrave; matriz para ent&atilde;o ser oxidada na b-oxida&ccedil;&atilde;o e dar origem ao acetil-coA para o ciclo de Krebs (44,45). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">A carnitina aumenta tamb&eacute;m a disponibilidade de coenzima A garantindo a funcionalidade do ciclo de Krebs. Uma redu&ccedil;&atilde;o na rela&ccedil;&atilde;o de acetil-coA : coA pode estimular a enzima piruvato desidrogenase aumentando a convers&atilde;o de piruvato em acetil-coA, o que resultaria numa redu&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;cido l&aacute;ctico (1). </P>     <P ALIGN="center"><a name="fig3"></a> </P>     <P ALIGN="CENTER"><IMG SRC="/img/fbpe/alan/v50n4/art01form3.gif" WIDTH=550 HEIGHT=194></P>     
<P ALIGN="JUSTIFY">A trajet&oacute;ria da carnitina no metabolismo oxidativo levanta a hip&oacute;tese de que esta promova um poss&iacute;vel efeito ergog&ecirc;nico durante o exerc&iacute;cio principalmente os de longa dura&ccedil;&atilde;o aumentando a taxa de oxida&ccedil;&atilde;o de &aacute;cidos graxos de cadeia longa e poupando glicog&ecirc;nio (1,44,46). A lip&oacute;lise come&ccedil;a a se tornar realmente importante quando o exerc&iacute;cio ultrapassa 4 horas de dura&ccedil;&atilde;o com uma intensidade abaixo de 70% do VO<SUB>2</SUB> m&aacute;x, logo a suplementa&ccedil;&atilde;o de carnitina seria indicada para esportes de ultra-endurance (47). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">A biodisponibilidade da carnitina ingerida &eacute; cerca de 10 a 15% e os estoques corporais est&atilde;o estimados em 128 mmol ou 20 g em indiv&iacute;duo de 70 kg. Uma dose oral de 2 g/dia pode aumentar 0,12 g di&aacute;rias no "pool" de carnitina e a suplementa&ccedil;&atilde;o de 8 semanas pode resultar num aumento apenas de 8% desse "pool"(44). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Muitos estudos foram feitos mensurando a capacidade de aumento no VO<SUB>2</SUB> m&aacute;x (volume de oxig&ecirc;nio m&aacute;ximo inspirado durante o exerc&iacute;cio) dado pela suplementa&ccedil;&atilde;o de carnitina como par&acirc;metro para avaliar altera&ccedil;&otilde;es no metabolismo oxidativo (48-52). Em tr&ecirc;s estudos houve aumento do VO<SUB>2 </SUB>m&aacute;x com dosagens de carnitina de 2 g uma hora antes do exerc&iacute;cio (51), 3 g por 3 semanas (50) e 4 g por 2 semanas (48), sendo os dois &uacute;ltimos realizados com atletas competitivos de endurance. Em outros dois, 3 g por 1 semana (52) e 2 g por 2 semanas (49) n&atilde;o produziram qualquer efeito sob a capta&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima de oxig&ecirc;nio durante o exerc&iacute;cio. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">A administra&ccedil;&atilde;o de 2 g de carnitina 2 horas antes de uma maratona e aos 20 km da mesma foi associada a um aumento da concentra&ccedil;&atilde;o plasm&aacute;tica de carnitina n&atilde;o acompanhada por altera&ccedil;&atilde;o no tempo percorrido, raz&atilde;o de troca respirat&oacute;ria (RER) e metab&oacute;litos plasm&aacute;ticos (lactato, piruvato, glicose, &aacute;cidos graxos livres, glicerol, b-hidroxibutirato), horm&ocirc;nios (insulina, glucagon, cortisol) ou atividade das enzimas creatina quinase e lactato desidrogenase. Isto indica que a utiliza&ccedil;&atilde;o de substrato durante a corrida n&atilde;o foi modificada pela suplementa&ccedil;&atilde;o aguda de carnitina (53). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Outro estudo feito com maratonistas a dosagem de carnitina foi prolongada (2 g/dia/6 semanas) entre dois testes de esteira. No segundo, ap&oacute;s a suplementa&ccedil;&atilde;o, houve um aumento de aproximadamente 6% na velocidade da corrida acompanhado de um decr&eacute;scimo no consumo de oxig&ecirc;nio, diminui&ccedil;&atilde;o do RER e aumento da concentra&ccedil;&atilde;o plasm&aacute;tica de carnitina em rela&ccedil;&atilde;o ao primeiro teste sem a ingest&atilde;o de carnitina. Os autores desse trabalho conclu&iacute;ram que a suplementa&ccedil;&atilde;o de carnitina influencia de modo positivo na capacidade aer&oacute;bia e sugeriram estudos associados &agrave; suplementa&ccedil;&atilde;o conjunta de &aacute;cidos graxos para verificar o efeito sobre a performance atl&eacute;tica (54). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">No que diz respeito a modifica&ccedil;&atilde;o na utiliza&ccedil;&atilde;o de substrato energ&eacute;ticos durante o exerc&iacute;cio, uma redu&ccedil;&atilde;o do RER causado pela suplementa&ccedil;&atilde;o de carnitina indicaria um maior consumo de triglicer&iacute;dios, principalmente intramusculares (55,56) e diminui&ccedil;&atilde;o da necessidade de glicog&ecirc;nio, poupando esses estoques e retardando a fadiga (56). Contudo D&eacute;combaz et al. (56) n&atilde;o encontraram resultados significativos sobre o efeito poupador de glicog&ecirc;nio em ratos submetidos a treinamento de corrida por 3 semanas e suplementados com 100 mg/kg/dia nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s dias de experimento, nem quando a lip&oacute;lise foi estimulada por inje&ccedil;&atilde;o de heparina. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Igualmente, em humanos, Vukovich et al. (55) n&atilde;o encontraram efeito da suplementa&ccedil;&atilde;o de 6 g/dia por 7 e 14 dias sobre o aumento da oxida&ccedil;&atilde;o de &aacute;cidos graxos, diminui&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o de glicog&ecirc;nio e aumento da concentra&ccedil;&atilde;o de carnitina muscular durante testes de endurance. Mesmo com a eleva&ccedil;&atilde;o das lip&iacute;dios plasm&aacute;ticos por aumento da ingest&atilde;o de gordura 3 horas antes do teste, administra&ccedil;&atilde;o de heparina e aumento da concentra&ccedil;&atilde;o plasm&aacute;tica de carnitina livre n&atilde;o houve altera&ccedil;&atilde;o dos valores de RER, VO<SUB>2 </SUB>m&aacute;x e utiliza&ccedil;&atilde;o de substratos (55). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Ap&oacute;s a deple&ccedil;&atilde;o de glicog&ecirc;nio muscular tamb&eacute;m n&atilde;o h&aacute; evid&ecirc;ncias de que a suplementa&ccedil;&atilde;o de L-carnitina altere a taxa de oxida&ccedil;&atilde;o de lip&iacute;dios durante exerc&iacute;cio subm&aacute;ximo. Na situa&ccedil;&atilde;o de redu&ccedil;&atilde;o nos estoques de carboidratos a lip&oacute;lise pode aumentar at&eacute; duas vezes em compara&ccedil;&atilde;o ao estado normal e a oferta de L-carnitina poderia acelerar o transporte dos &aacute;cidos graxos provenientes desta para o interior da mitoc&ocirc;ndria. Contudo, D&eacute;combaz et al. (57) n&atilde;o verificaram esses efeitos em seu estudo. Ap&oacute;s a suplementa&ccedil;&atilde;o de carnitina a concentra&ccedil;&atilde;o plasm&aacute;tica desta aumentou 5 vezes, mas n&atilde;o evidenciou altera&ccedil;&otilde;es no RER, retardo na fadiga ou produtos da oxida&ccedil;&atilde;o de lip&iacute;dios e carboidratos no sangue. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Tem sido observado que a ingest&atilde;o de L-carnitina aumenta as concentra&ccedil;&otilde;es plasm&aacute;ticas da mesma, mas a sua capta&ccedil;&atilde;o pelo m&uacute;sculo n&atilde;o &eacute; influenciada pela concentra&ccedil;&atilde;o plasm&aacute;tica. Isto pode ser explicado pelo fato de que os n&iacute;veis plasm&aacute;ticos de carnitina &eacute; cerca de 100 vezes menor que os musculares, logo a capta&ccedil;&atilde;o de carnitina ocorre contra um gradiente de concentra&ccedil;&atilde;o. A carnitina plasm&aacute;tica encontra-se 40 e 60 <I>µ</I>mol/L enquanto a muscular de 3 a 4 mmol/L demostrando que se a suplementa&ccedil;&atilde;o promove um aumento da concentra&ccedil;&atilde;o plasm&aacute;tica, os n&iacute;veis musculares podem se manter inalterados (42,43). A maioria dos estudos n&atilde;o descrevem efeitos positivos na utiliza&ccedil;&atilde;o de substratos ou performance com administra&ccedil;&atilde;o oral ou intravenosa de L-carnitina (42). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Todavia, a suplementa&ccedil;&atilde;o de 2 g/dia de L-carnitina por 4 semanas aumentaria os n&iacute;veis musculares desta e a atividade de enzimas oxidativas. A ingest&atilde;o por menos de 14 dias parece n&atilde;o trazer efeito ergog&ecirc;nico algum, enquanto que doses mais elevadas acarretam uma maior excre&ccedil;&atilde;o de carnitina pela urina (1). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O exerc&iacute;cio de endurance provoca uma s&eacute;rie de altera&ccedil;&otilde;es adaptativas para melhorar a capta&ccedil;&atilde;o de substratos energ&eacute;ticos, como aumento no tamanho e n&uacute;mero de mitoc&ocirc;ndrias, migra&ccedil;&atilde;o destas para as extremidades da c&eacute;lula e maior capilariza&ccedil;&atilde;o (58). Isto facilita o acesso de nutrientes e oxig&ecirc;nio para dentro da c&eacute;lula, entretanto, foi proposto recentemente que a difus&atilde;o de &aacute;cidos graxos livres do sangue para os espa&ccedil;os intersticiais das fibras musculares pode consistir na maior limita&ccedil;&atilde;o para a utiliza&ccedil;&atilde;o destes durante o exerc&iacute;cio (56). Da mesma forma que a quantidade de L-carnitina no interior da mitoc&ocirc;ndria parece estar adequada &agrave; oxida&ccedil;&atilde;o lip&iacute;dica (55).</P> <B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Bicarbonato de s&oacute;dio </P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Durante o exerc&iacute;cio h&aacute; um aumento da capta&ccedil;&atilde;o de O<SUB>2</SUB> e consequentemente maior produ&ccedil;&atilde;o de CO<SUB>2</SUB> em fun&ccedil;&atilde;o do aumento da ventila&ccedil;&atilde;o pulmonar. Quanto maior a intensidade do exerc&iacute;cio, maior a contribui&ccedil;&atilde;o da glicose como substrato energ&eacute;tico e a produ&ccedil;&atilde;o de CO<SUB>2</SUB> pode exceder a 5000 ml/min. Contudo altas taxas de glic&oacute;lise levam &agrave; um ac&uacute;mulo de &aacute;cido l&aacute;ctico no sangue associado &agrave; um aumento da concentra&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ons H<SUP>+</SUP> na c&eacute;lula (excedendo 300 a 400 nmol/L), reduzindo o pH do meio intracelular (&gt;6,5) o que ocasionaria a inativa&ccedil;&atilde;o de enzimas e conseq&uuml;ente fadiga perif&eacute;rica (59). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">A fadiga esta associada com esfor&ccedil;os de alta intensidade durante um per&iacute;odo de 30 segundos a 3 minutos, no qual h&aacute; grande ac&uacute;mulo de &aacute;cido l&aacute;ctico no sangue ou deple&ccedil;&atilde;o de ATP e fosfocreatina. A alta concentra&ccedil;&atilde;o de H<SUP>+</SUP>, dissociados do &aacute;cido l&aacute;ctico, inibe a atividade de enzimas como a fosfofrutoquinase e fosforilase que s&atilde;o cr&iacute;ticas para regula&ccedil;&atilde;o da glic&oacute;lise e ress&iacute;ntese de ATP. A falta de ATP se torna um fator limitante para a contra&ccedil;&atilde;o muscular, assim como a redu&ccedil;&atilde;o de pH diminui a capacidade de liga&ccedil;&atilde;o do c&aacute;lcio com a troponina, necess&aacute;ria para a forma&ccedil;&atilde;o do complexo actina-miosina na contra&ccedil;&atilde;o muscular (60). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O organismo possui um mecanismo regulador do pH sangu&iacute;neo que consiste no tamponamento dos &iacute;ons H<SUP>+</SUP> dissociados no plasma pelos &iacute;ons de bicarbonato atrav&eacute;s da seguinte rea&ccedil;&atilde;o: </P>     <P ALIGN="center"><a name="fig4"></a> </P>     <P ALIGN="CENTER"><IMG SRC="/img/fbpe/alan/v50n4/art01form4.gif" WIDTH=550 HEIGHT=52></P>     
<P>O aumento da capacidade desse sistema tamp&atilde;o, ou seja o aumento da concentra&ccedil;&atilde;o plasm&aacute;tica de bicarbonato poderia proteger o organismo contra a acidose metab&oacute;lica e retardar a fadiga durante os exerc&iacute;cios com um componente anaer&oacute;bio predominante. A forma de aumentar essa capacidade de tamponamento seria a suplementa&ccedil;&atilde;o de bicarbonato de s&oacute;dio para os praticantes desses exerc&iacute;cios (61). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O aumento do pH extracelular causado pela ingest&atilde;o de bicarbonato de s&oacute;dio resulta num gradiente de pH (queda da concentra&ccedil;&atilde;o de &iacute;ons H<SUP>+ </SUP>no sangue) respons&aacute;vel por um aumento no efluxo de &iacute;ons H<SUP>+</SUP> e lactato do meio intracelular, aumentando indiretamente o pH dentro da c&eacute;lula. Sabido que o bicarbonato &eacute; imperme&aacute;vel &agrave; membrana celular ele n&atilde;o age diretamente pelo efeito tamp&atilde;o no meio intracelular, mas pode contribuir para um controle do pH desse meio<I> atrav&eacute;s </I>do mecanismo descrito acima (61). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">As dosagens mais comuns utilizadas nos estudos est&atilde;o entre 0,2 g/kg a 0,3 g/kg, mas tamb&eacute;m h&aacute; relatos de dosagens<I> </I>mais altas, por&eacute;m causando s&eacute;rios dist&uacute;rbios gastrointestinais, principalmente em se tratando de dosagens agudas (19,62). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">As dosagens de 0,3 g/kg promovem efeitos positivos mais significativos, ou seja maior capacidade de tamponamento do &aacute;cido l&aacute;ctico sangu&iacute;neo em compara&ccedil;&atilde;o &agrave;s dosagens de 0,15 e 0,2 g/kg (61) e pode resultar num aumento de 4 a 5 mmol/L na concentra&ccedil;&atilde;o de bicarbonato e 0,03 a 0,06 unidades de pH no plasma venoso 2 a 3 horas ap&oacute;s a administra&ccedil;&atilde;o (62). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Relacionando a ingest&atilde;o de bicarbonato e fadiga muscular perif&eacute;rica, Verbitsky et al. (63) observaram que a ingest&atilde;o 0,4 g/kg de bicarbonato 1 hora antes de iniciar um teste com estimula&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica para contra&ccedil;&atilde;o isom&eacute;trica do quadr&iacute;ceps resultou em redu&ccedil;&atilde;o de fadiga e acelera&ccedil;&atilde;o da recupera&ccedil;&atilde;o. Um maior n&uacute;mero de contra&ccedil;&otilde;es foi obtido at&eacute; a exaust&atilde;o do m&uacute;sculo e uma maior concentra&ccedil;&atilde;o de CO<SUB>2</SUB> no plasma indicaram a atividade mais efetiva do bicarbonato em tamponar a &aacute;cido l&aacute;ctico e prolongar a fadiga em carga supram&aacute;xima (63). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O efeito ergog&ecirc;nico da suplementa&ccedil;&atilde;o de bicarbonato &eacute; suscept&iacute;vel a algumas vari&aacute;veis como dosagens, tipos e intensidades dos exerc&iacute;cios praticados (61), contudo Someren et al. (64), argumentam que em exerc&iacute;cios anaer&oacute;bios o estresse m&aacute;ximo da via glicol&iacute;tica ocorre por volta dos 2 minutos de atividade (d&eacute;ficit m&aacute;ximo de oxig&ecirc;nio acumulado), logo este seria o momento em que ocorreria uma produ&ccedil;&atilde;o aguda de &aacute;cido l&aacute;ctico com aumento da capacidade do sistema tamp&atilde;o. Esses autores fizeram um estudo com suplementa&ccedil;&atilde;o de citrato, pois este metaboliza-se &agrave; bicarbonato e causa menos dist&uacute;rbios gastrointestinais e sugeriram que para obter um efeito ergog&ecirc;nico significativo da suplementa&ccedil;&atilde;o de citrato ou bicarbonato esta deve ser feita em caso de exerc&iacute;cios que se aproximem ou excedam 2 minutos. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Comparando a suplementa&ccedil;&atilde;o de bicarbonato de s&oacute;dio com a de citrato de s&oacute;dio em exerc&iacute;cio de 600 m de corrida, Tiryaki &amp; Atterbom (65) n&atilde;o encontraram diferen&ccedil;as no que diz respeito &agrave;s concentra&ccedil;&otilde;es de H<SUP>+</SUP> e NaHCO<SUB>3</SUB> e ac&uacute;mulo de lactato dada pelos dois suplementos. Isto veio indicar que os efeitos em exerc&iacute;cios curtos de ambos suplementos na homeostase &aacute;cido-b&aacute;sico s&atilde;o indistingu&iacute;veis . </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Em 3 dias de ingest&atilde;o de um suplemento m&uacute;ltiplo de tamp&otilde;es (bicarbonato de pot&aacute;ssio, fosfato de s&oacute;dio e carnosina as concentra&ccedil;&otilde;es de bicarbonato e pH plasm&aacute;ticos se elevaram, mas n&atilde;o refletiram num aumento do pico de pot&ecirc;ncia (ponto m&aacute;ximo de velocidade atingida) de ciclistas durante teste de exerc&iacute;cio intermitente de alta intensidade. Um dado interessante foi o aumento do 2,3 difosfoglicerato (2,3 DPG - composto que auxilia a libera&ccedil;&atilde;o de oxig&ecirc;nio da hemoglobina para os tecidos) acompanhado de melhora na recupera&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s o pico de pot&ecirc;ncia. Este aumento pode ser explicado pelo aumento da concentra&ccedil;&atilde;o plasm&aacute;tica de fosfato inorg&acirc;nico (Pi) que &eacute; captado pela hemoglobina para a s&iacute;ntese de 2,3DPG (66).</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">No estudo de Granier et al. (62) a inje&ccedil;&atilde;o intravenosa cont&iacute;nua de bicarbonato de s&oacute;dio aumentou significativamente a concentra&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea arterial deste, diminuindo a diferen&ccedil;a art&eacute;rio-venosa de lactato durante um teste de exerc&iacute;cio intermitente (for&ccedil;a e velocidade). Um aumento na concentra&ccedil;&atilde;o de lactato p&ocirc;de ser explicado pela redu&ccedil;&atilde;o da capta&ccedil;&atilde;o deste pelas fibras musculares e maior capacidade de tamponamento do &aacute;cido l&aacute;ctico. Contudo a alcalose metab&oacute;lica induzida n&atilde;o ocasionou aumento dos picos de pot&ecirc;ncia durante o exerc&iacute;cio, mas elevou a for&ccedil;a m&aacute;xima estendendo a dura&ccedil;&atilde;o do teste, ou seja o n&uacute;mero de repeti&ccedil;&otilde;es. Esse aumento no desempenho pode ter sido dado pelo fato de que o lactato &eacute; um substrato muito utilizado como precursor para a gliconeog&ecirc;nese, sua eleva&ccedil;&atilde;o no plasma implicaria em uma maior preserva&ccedil;&atilde;o dos estoques de glicog&ecirc;nio, que quando est&atilde;o muito reduzidos levam &agrave; fadiga perif&eacute;rica (62). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Ciclistas competitivas suplementadas com 0,3 g/kg de bicarbonato 2 horas antes de um teste de exerc&iacute;cio intermitente at&eacute; a exaust&atilde;o em altitude de 2800 m, tamb&eacute;m n&atilde;o apresentaram melhora de desempenho. O protocolo do estudo baseava-se em intervalos que consistiam de 1 minuto de trabalho intenso a 95 % do VO<SUB>2</SUB> m&aacute;x seguido de 1 minuto de recupera&ccedil;&atilde;o pedalando a 60 W. A performance foi medida atrav&eacute;s do n&uacute;mero de intervalos completados pelas ciclistas. Em maiores altitudes a press&atilde;o parcial de oxig&ecirc;nio &eacute; menor e consequentemente a satura&ccedil;&atilde;o de hemoglobina diminui, havendo um maior est&iacute;mulo &agrave; ventila&ccedil;&atilde;o pulmonar. Num primeiro momento esse aumento da ventila&ccedil;&atilde;o provoca alcalose por maior libera&ccedil;&atilde;o de CO<SUB>2</SUB> e no intuito de regularizar o pH sangu&iacute;neo o organismo aumenta a excre&ccedil;&atilde;o de bicarbonato pela urina, diminuindo por outro lado a capacidade do sistema tamp&atilde;o de &iacute;ons H<SUP>+</SUP>. Baseado nisto, os autores argumentam que o impacto da suplementa&ccedil;&atilde;o de bicarbonato poderia ser maior em exerc&iacute;cios praticados em altitudes maiores, mas o resultado encontrado n&atilde;o justificam essa teoria. Um fato que poderia explicar a inefic&aacute;cia da suplementa&ccedil;&atilde;o de bicarbonato nestas condi&ccedil;&otilde;es seria o de que indiv&iacute;duos aclimatados apresentam menor necessidade de tamponamento do &aacute;cido l&aacute;ctico durante o exerc&iacute;cio em compara&ccedil;&atilde;o &agrave; indiv&iacute;duos que se encontram ao n&iacute;vel do mar, por raz&otilde;es ainda n&atilde;o esclarecidas, mas que demostram um mecanismo de compensa&ccedil;&atilde;o da perda de HCO<SUB>3</SUB><SUP>-</SUP> (67). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Embora a suplementa&ccedil;&atilde;o de bicarbonato seja mais indicada para exerc&iacute;cios intermitentes, existem alguns estudos que relatam os seus efeitos em exerc&iacute;cios de endurance (68-71). Apesar da alcalose metab&oacute;lica favorecer uma redu&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea de H<SUP>+</SUP> n&atilde;o h&aacute; melhora no desempenho f&iacute;sico em nenhum momento durante o exerc&iacute;cio que entra em "steady state" e termina com aumento da intensidade at&eacute; a exaust&atilde;o (69). O aumento da concentra&ccedil;&atilde;o de lactato no sangue induzida pela maior presen&ccedil;a de bicarbonato &eacute; inversamente proporcional aos n&iacute;veis plasm&aacute;ticos de &aacute;cidos graxos livres, isto porque o lactato possui um forte efeito inibit&oacute;rio sob a lipase horm&ocirc;nio sens&iacute;vel do tecido adiposo, diminuindo a mobiliza&ccedil;&atilde;o dos &aacute;cidos graxos para o sangue. Contudo Galloway &amp; Maughan (70) n&atilde;o verificaram diferentes n&iacute;veis sangu&iacute;neos de &aacute;cidos graxos entre os grupos que ingeriram 0,3 g/kg de bicarbonato e placebo, bem como a alcalose metab&oacute;lica induzida n&atilde;o repercutiu em aumento de performance. Houve uma eleva&ccedil;&atilde;o significativa do VO<SUB>2</SUB> m&aacute;x ap&oacute;s a ingest&atilde;o de bicarbonato que poderia ser explicada por uma maior oxida&ccedil;&atilde;o de lip&iacute;dios como substratos energ&eacute;ticos, mas neste<B> </B>estudo n&atilde;o houve evid&ecirc;ncia de que isto estivesse ocorrendo. Em outro estudo n&atilde;o foi observado altera&ccedil;&atilde;o de VO<SUB>2 </SUB>m&aacute;x e concentra&ccedil;&atilde;o de lactato em exerc&iacute;cio subm&aacute;ximo com a suplementa&ccedil;&atilde;o 0,3 g/kg de bicarbonato, apesar dos valores de pH e concentra&ccedil;&atilde;o de bicarbonato sangu&iacute;nea mostrarem-se elevadas. O bicarbonato como subst&acirc;ncia ergog&ecirc;nica para exerc&iacute;cios aer&oacute;bios de intensidade constante pode ter um potencial limitado (71).<B> </P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">A acidose metab&oacute;lica pode ser atingida por manipula&ccedil;&otilde;es diet&eacute;ticas como a restri&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o de carboidratos, al&eacute;m do exerc&iacute;cio. Ball et al. (68) investigaram os efeitos da suplementa&ccedil;&atilde;o aguda de bicarbonato ap&oacute;s uma acidose induzida por restri&ccedil;&atilde;o glic&iacute;dica de 3 dias durante exerc&iacute;cios de alta intensidade. Esses autores n&atilde;o encontraram efeitos sobre a dura&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio com a administra&ccedil;&atilde;o de bicarbonato. Os grupos com dieta baixa em carboidratos ingerindo bicarbonato ou n&atilde;o, levaram menos tempo para terminarem o exerc&iacute;cio em rela&ccedil;&atilde;o aos que estavam com dieta normal. A ingest&atilde;o aguda de bicarbonato reverteu a acidose metab&oacute;lica provocada pela restri&ccedil;&atilde;o de carboidratos, por&eacute;m n&atilde;o foi demostrado efeito ergog&ecirc;nico da suplementa&ccedil;&atilde;o de bicarbonato sobre a capacidade de endurance at&eacute; 95 % do VO<SUB>2</SUB> m&aacute;x. Assim como Someren et al. (64), seus resultados demostraram uma concentra&ccedil;&atilde;o de lactato maior aos 2 minutos de exerc&iacute;cio no grupo com dieta normal, no qual a ingest&atilde;o de bicarbonato levou a um aumento mais acentuado da concentra&ccedil;&atilde;o de lactato plasm&aacute;tico em compara&ccedil;&atilde;o ao grupo de restri&ccedil;&atilde;o glic&iacute;dica. Isto refor&ccedil;a a teoria de que o efluxo de H<SUP>+</SUP> do meio intracelular durante o exerc&iacute;cio &eacute; maior mediante a suplementa&ccedil;&atilde;o de bicarbonato (68). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O bicarbonato pode ser realmente efetivo para "sprints" repetidos com curto espa&ccedil;o de recupera&ccedil;&atilde;o entre eles ou em protocolos que iniciem com uma intensidade subm&aacute;xima e aumente progressivamente at&eacute; um n&iacute;vel pr&oacute;ximo ao m&aacute;ximo (ex: protocolos em rampa) (60). </P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Cromo </P> </B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">O cromo &eacute; um mineral tra&ccedil;o essencial envolvido no metabolismo de carboidratos, lip&iacute;dios e prote&iacute;nas, mais especificamente na capta&ccedil;&atilde;o da glicose e amino&aacute;cidos pelas c&eacute;lulas. As principais fontes deste s&atilde;o: oleaginosas, aspargos, cogumelos, ameixa, cereais integrais, carnes, v&iacute;sceras, leguminosas e vegetais (73,74). Este mineral age potencializando a a&ccedil;&atilde;o da insulina e &eacute; portanto, fundamental para a manuten&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o desse horm&ocirc;nio (19,72). O mecanismo pelo qual o cromo potencializa a a&ccedil;&atilde;o da insulina ainda n&atilde;o est&aacute; totalmente esclarecido na literatura, mas ele pode aumentar a fluidez da membrana celular, facilitar a liga&ccedil;&atilde;o da insulina com seu receptor e a internaliza&ccedil;&atilde;o da mesma. O seu papel no metabolismo lip&iacute;dico parece estar relacionado com o aumento das lipoprote&iacute;nas de alta densidade (HDL) e redu&ccedil;&atilde;o do colesterol total e das lipoprote&iacute;nas de baixa densidade (LDL, VLDL) em indiv&iacute;duos com valores inicialmente elevados. Durante o exerc&iacute;cio o cromo &eacute; mobilizado de seus estoques org&acirc;nicos para aumentar a capta&ccedil;&atilde;o de glicose pela c&eacute;lula muscular, mas sua secre&ccedil;&atilde;o &eacute; muito mais acentuada em presen&ccedil;a de insulina. Um aumento da concentra&ccedil;&atilde;o de glicose sangu&iacute;nea induzida pela dieta estimula a secre&ccedil;&atilde;o de insulina que, por sua vez provoca maior libera&ccedil;&atilde;o de cromo. O cromo em excesso no sangue n&atilde;o pode ser reabsorvido pelos rins, logo &eacute; excretado na urina. &Eacute; muito comum observar n&iacute;veis aumentados de cromo na urina ap&oacute;s grande ingest&atilde;o de carboidratos, principalmente simples (73). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O exerc&iacute;cio aer&oacute;bio agudo eleva as perdas urin&aacute;rias de cromo que pode ser dada pelo aumento das perdas teciduais que n&atilde;o s&atilde;o acompanhadas pelo restabelecimento das reservas atrav&eacute;s da maior absor&ccedil;&atilde;o intestinal de cromo (75). Rubin et al. (75) diferenciaram o cromo absorvido do cromo perdido pelos tecidos atrav&eacute;s da an&aacute;lise com is&oacute;topos est&aacute;veis (<SUP>53</SUP>Cr) e observou que o exerc&iacute;cio tanto agudo quanto o treinamento de for&ccedil;a aumenta a absor&ccedil;&atilde;o de cromo e mais acentuadamente a perda urin&aacute;ria deste mineral. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O interesse em colocar o cromo como suplemento dentro do meio esportivo &eacute; que ele poderia estar favorecendo a via anab&oacute;lica atrav&eacute;s do aumento da sensibilidade &agrave; insulina que por sua vez estimularia a capta&ccedil;&atilde;o de amino&aacute;cidos e consequentemente a s&iacute;ntese prot&eacute;ica. Isto levaria a um aumento do componente corporal magro por ganho de massa muscular (19). Ainda existe a especula&ccedil;&atilde;o de um efeito lipol&iacute;tico causado pelo cromo, por&eacute;m os resultados de estudos em humanos ainda s&atilde;o muito controversos, mas podem ser validados pelos estudos em animais (76). Rubin et al. (75) tamb&eacute;m observaram em seu estudo que o aumento da absor&ccedil;&atilde;o de cromo, estimulado pelo exerc&iacute;cio, aumentou o percentual de massa magra e diminuiu o percentual de gordura corporal em 16 semanas de treinamento de resist&ecirc;ncia, melhorando tamb&eacute;m a resposta &agrave; insulina mediante ao conte&uacute;do de glicose plasm&aacute;tica (aumentou a sensibilidade &agrave; insulina). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">As dosagens mais comuns e seguras de toxicidade s&atilde;o por volta de 200 <I>µ</I>g/dia (19,76,73). A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundialde Sa&uacute;de (OMS) n&atilde;o determina um valor seguro para a ingest&atilde;o de cromo, mas relata que dosagens de 125 a 200 <I>µ</I>g/dia al&eacute;m da dieta habitual pode reverter a hipoglicemia e intoler&acirc;ncia &agrave; glicose, melhorar o perfil lip&iacute;dico e os n&iacute;veis plasm&aacute;ticos de insulina. Dessa forma a dosagem m&aacute;xima, dentro de um limite de seguran&ccedil;a, poderia estar acima de 250 <I>µ</I>g/dia, o que chegaria a ser dez vezes maior que a necessidade basal aproximada (25 <I>µ</I>g/dia), a qual acrescida de 30 % representaria as necessidades normativas de ingest&atilde;o de cromo por dia (33 <I>µ</I>g/dia) para a popula&ccedil;&atilde;o (77). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">As formas mais comuns de cromo comercializadas s&atilde;o : picolinato de cromo &gt; nicotinato de cromo &gt; cloreto de cromo numa escala de potencialidade, mesmo porque as duas primeiras consistem em formas org&acirc;nicas e s&atilde;o melhor absorvidas (73). Existem estudos que administram doses maiores de cromo, que alcan&ccedil;am at&eacute; 800 <I>µ</I>g/dia (19), ainda n&atilde;o se tem ao certo o conhecimento sobre os efeitos colaterais de altas dosagens de cromo e a partir de quanto eles ocorrem (76). Contudo parece que dosagens entre 200 <I>µ</I>g/dia e 800 <I>µ</I>g/dia em curto espa&ccedil;o de tempo n&atilde;o produzem efeitos positivos no que diz respeito &agrave; perda de massa gorda e ganho de massa magra (19). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Hallmark et al. (78) suplementaram 200 <I>µ</I>g/dia de picolinato de cromo em indiv&iacute;duos sedent&aacute;rios por 12 semanas com programa de treinamento de resist&ecirc;ncia 3 vezes por semana. Esses autores encontraram que a suplementa&ccedil;&atilde;o de cromo auxiliada pelo treinamento n&atilde;o aumentou significativamente o conte&uacute;do de massa muscular ou reduziu o percentual de gordura corporal. O ganho de for&ccedil;a foi igual para ambos os grupos (suplementado _ 24% e placebo _ 33%) indicando que as altera&ccedil;&otilde;es observadas resultaram somente do treinamento. A excre&ccedil;&atilde;o de cromo urin&aacute;rio foi maior no grupo que ingeriu o picolinato de cromo. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Durante 24 semanas de suplementa&ccedil;&atilde;o de 400 <I>µ</I>g/dia de picolinato de cromo em nadadores resultou em uma perda de massa gorda da ordem de 4,6% com decr&eacute;scimo de 6,4% na porcentagem de gordura corporal e ganho de massa magra de 3,3% que ocorreu entre a 12º e a 24º semana. Os autores deste estudo sugerem tempos mais prolongados assim como dosagens maiores para que altera&ccedil;&otilde;es significativas na composi&ccedil;&atilde;o corporal possam ocorrer (79). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Em outro estudo 16 semanas de suplementa&ccedil;&atilde;o de 400 <I>µ</I>g/dia de picolinato de cromo n&atilde;o foram suficientes para alterar a composi&ccedil;&atilde;o corporal de indiv&iacute;duos ativos tamb&eacute;m submetidos &agrave; exerc&iacute;cios aer&oacute;bios moderados, 3 vezes por semana de no m&iacute;nimo 30 minutos. Os autores argumentam que de acordo com a literatura os resultados efetivos da suplementa&ccedil;&atilde;o de cromo deve ocorrer com exerc&iacute;cios os quais possuam maior componente anaer&oacute;bio (80). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Grant et al. (81) observaram que a administra&ccedil;&atilde;o de cromo sem programa de treinamento ocasionou ganho de peso em mulheres obesas, enquanto que, quando esse suplemento era conjugado com atividade f&iacute;sica ocorria perda significativa de peso e menor secre&ccedil;&atilde;o de insulina em resposta a quantidade de glicose sangu&iacute;nea em 9 semanas de experimento. Esses autores sugerem que altas dosagens de cromo (400 <I>µ</I>g/dia) n&atilde;o devem ser administradas isoladamente, principalmente para indiv&iacute;duos obesos ou com tend&ecirc;ncia &agrave; ganho de peso. A suplementa&ccedil;&atilde;o deve estar sempre associada &agrave; programas de treinamento e pode ser mais efetiva em casos de pessoas diab&eacute;ticas, diminuindo os fatores de risco gerados pela hiperglicemia. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Atletas diab&eacute;ticos podem se beneficiar com a ingest&atilde;o aumentada de cromo, mas ainda n&atilde;o existem dados suficientes na literatura de estudos feitos com esse tipo de popula&ccedil;&atilde;o (73). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Alguns dos estudos que n&atilde;o encontraram efeitos ergog&ecirc;nicos na suplementa&ccedil;&atilde;o de cromo justificam que isto pode ser dado pelo fato de que nenhum dos indiv&iacute;duos participantes sofressem de defici&ecirc;ncia de cromo e isto seria um fator limitante para o melhor aproveitamento do cromo ex&oacute;geno. Pelo fato deste ser altamente hidrossol&uacute;vel e n&atilde;o ser reabsorvido pelos rins a sua excre&ccedil;&atilde;o urin&aacute;ria &eacute; aumentada quando os estoques corporais n&atilde;o precisam ser preenchidos (78,80,81). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Mais estudos ainda precisam ser feitos para garantir o limite m&aacute;ximo de seguran&ccedil;a para a ingest&atilde;o adicional de cromo, enquanto isso a OMS aconselha n&atilde;o ultrapassar 250 <I>µ</I>g/dia. Paralelamente, mais estudos para maior esclarecimento da contribui&ccedil;&atilde;o do cromo no desempenho f&iacute;sico, bem como as altera&ccedil;&otilde;es na composi&ccedil;&atilde;o corporal decorrente da suplementa&ccedil;&atilde;o. </P> <B>    <P>CONCLUS&Otilde;ES E CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">As subst&acirc;ncias discutidas nesta revis&atilde;o s&atilde;o propostas como ergog&ecirc;nicas por possu&iacute;rem efeitos positivos no aumento da performance f&iacute;sica. Contudo nem todos os estudos encontraram esses resultados, provavelmente em fun&ccedil;&atilde;o dos diferentes protocolos utilizados, ou seja, tipos e intensidades de exerc&iacute;cios, dosagens suplementadas e popula&ccedil;&atilde;o estudada. Este fato limita a compara&ccedil;&atilde;o dos dados encontrados por diversos autores, mas que por outro lado podem se completar e enriquecer a discuss&atilde;o da quest&atilde;o da suplementa&ccedil;&atilde;o. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">A suplementa&ccedil;&atilde;o de creatina parece ser mais efetiva em exerc&iacute;cios intermitentes de alta intensidade e curta dura&ccedil;&atilde;o e intervalo entre as s&eacute;ries. Dentro do exerc&iacute;cio de endurance, caracterizado por um alto componente aer&oacute;bio, existem momentos anaer&oacute;bios nos quais aumenta-se a velocidade e a intensidade da atividade, como nas retas finais das competi&ccedil;&otilde;es de maior dura&ccedil;&atilde;o. Nesses momentos a reserva aumentada de fosfocreatina muscular pode proporcionar um melhor desempenho para o atleta. Apesar de muitos estudos n&atilde;o descreverem resultados satisfat&oacute;rios, a maioria foi un&acirc;nime em afirmar o aumento dos n&iacute;veis plasm&aacute;tico e musculares (fibras do tipo II) de creatina com a suplementa&ccedil;&atilde;o. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Os amino&aacute;cidos de cadeia ramificada est&atilde;o relacionados principalmente a hip&oacute;tese da fadiga central. Muitos estudos falharam em demostrar um aumento do tempo de exerc&iacute;cio at&eacute; a fadiga com a suplementa&ccedil;&atilde;o de AACR e concordaram em descrever um aumento significativo da am&ocirc;nia circulante. Os n&iacute;veis plasm&aacute;ticos desses amino&aacute;cidos aumentam com a suplementa&ccedil;&atilde;o, mas isto n&atilde;o reflete necessariamente um aumento da capta&ccedil;&atilde;o destes pela c&eacute;lula muscular e menor degrada&ccedil;&atilde;o prot&eacute;ica. N&atilde;o h&aacute; evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas suficientes para afirmar o ganho de massa magra atrav&eacute;s do aumento da ingest&atilde;o de AACR, mais estudos ainda precisam ser feitos neste sentido. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">A L-carnitina por ter uma participa&ccedil;&atilde;o fundamental no transporte de &aacute;cidos graxos de cadeia longa para dentro da mitoc&ocirc;ndria gerou a hip&oacute;tese de que a sua disponibilidade aumentada causaria um aumento na oxida&ccedil;&atilde;o desses &aacute;cidos graxos. Contudo n&atilde;o se obteve resultados, na maioria dos estudos descritos, de que isto realmente ocorresse, o que se encontrou foi uma controversa muito grande e estudos mais voltados para o aumento da capacidade aer&oacute;bia (VO<SUB>2 </SUB>m&aacute;x) que para diminui&ccedil;&atilde;o de gordura corporal. O aumento da capta&ccedil;&atilde;o de L-carnitina pela c&eacute;lula muscular n&atilde;o est&aacute; relacionada com o aumento desta na corrente sangu&iacute;nea, pois o seu transporte para a c&eacute;lula vai contra um gradiente de concentra&ccedil;&atilde;o, diminuindo as possibilidades da suplementa&ccedil;&atilde;o promover uma maior disponibilidade de L-carnitina dentro da c&eacute;lula. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">A suplementa&ccedil;&atilde;o de bicarbonato est&aacute; relacionada com o tamponamento do &aacute;cido l&aacute;ctico proveniente da via glicol&iacute;tica anaer&oacute;bia durante os exerc&iacute;cios de curta dura&ccedil;&atilde;o e alta intensidade ou treinamento de for&ccedil;a. Os estudos s&atilde;o un&acirc;nimes em demonstrar que a suplementa&ccedil;&atilde;o de NaHCO<SUB>3</SUB> promove um aumento da concentra&ccedil;&atilde;o plasm&aacute;tica de lactato, bicarbonato, unidades de pH e efluxo de &iacute;ons H<SUP>+</SUP> e lactato do meio intracelular, mas poucos demonstram um aumento de desempenho relacionando a normaliza&ccedil;&atilde;o do pH sangu&iacute;neo e a prorroga&ccedil;&atilde;o da fadiga. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O efeito da suplementa&ccedil;&atilde;o de cromo estudada &eacute; o ganho de massa magra por maior est&iacute;mulo &agrave; s&iacute;ntese prot&eacute;ica e ainda h&aacute; evid&ecirc;ncias de que ele diminua o conte&uacute;do de gordura corporal e das lipoprote&iacute;nas de baixa densidade. Esses resultados parecem ser obtidos com dosagens altas (400 <I>µ</I>g/dia) e por um tempo mais prolongado (aproximadamente 1 m&ecirc;s). Contudo a maioria dos estudos dispon&iacute;veis consistem em experimentos com metade desta dosagem, dentro do preconizado pela OMS, n&atilde;o relatando efeitos significativos no que diz respeito &agrave; altera&ccedil;&otilde;es de composi&ccedil;&atilde;o corporal. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Existe um ponto comum que poderia justificar os resultados n&atilde;o obtidos por estes suplementos com exce&ccedil;&atilde;o dos AACR, que seria o fato da aus&ecirc;ncia de defici&ecirc;ncia desses elementos no organismo. Com os estoques repletos o excesso da subst&acirc;ncia administrada &eacute; excretada atrav&eacute;s da urina, assim como quando essas reservas est&atilde;o reduzidas o efeito ergog&ecirc;nico pode ser evidenciado. Muitos estudos ainda precisam ser feitos incluindo a dosagem dos estoques corporais desses elementos pr&eacute; e p&oacute;s experimento e repetindo protocolos afim de definir melhor o papel destes e outros suplementos sobre o desempenho f&iacute;sico. </P> <B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>AGRADECIMENTOS</P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Os autores agradecem &agrave; FAPESP e CNPq pelo apoio financeiro e bolsas outorgadas. </P> <B>    <P>REFER&Ecirc;NCIAS</P> </B>    <!-- ref --><P>1. Clarkson PM. Nutrition for improved sports performance. Sports Med 1996; 21: 393-401.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358708&pid=S0004-0622200000040000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>2. Toler SM. Creatine is an ergogen for anaerobic exercise. Nutr Rev 1997; 55: 21-23.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358709&pid=S0004-0622200000040000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>3. Engelhardt M, Neumann G, Berbalk A, Reuter I. Creatine supplementation in endurance sports. Med Sci Sports exerc 1998; 30: 1123-1129.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358710&pid=S0004-0622200000040000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>4. Williams MH &amp; Branch JD. Creatine supplementation and exercise performance: an update. J Am Coll Nutr 1998; 17:216-234.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358711&pid=S0004-0622200000040000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>5. Hargreaves M, McKenna MJ, McKenna MJ, Jenkins DJ, Warmington SA, Li JL, Snow RJ, Febbraio MA. Muscle metabolites and performance during high-intensity, intermittent exercise. J Appl Physiol 1998; 84: 1687-1691.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358712&pid=S0004-0622200000040000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>6. Maughan RJ. Creatine supplementation and exercise performance. Int J Sports Nutr 1995; 5: 94-101.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358713&pid=S0004-0622200000040000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>7. Redondo DR, Dowling EA, Graham BL, Almada AL, Williams MH. The effect of oral creatine monohydrate supplementation on running velocity. Int J Sports Nutr 1996; 6: 213-221.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358714&pid=S0004-0622200000040000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>8. Burke ML, Pyne DB, Telford RD. Effect of oral creatine supplementation on single-effort sprint performance in elite swimmers. Int J Sports Nutr 1996; 6: 222-233.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358715&pid=S0004-0622200000040000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>9. Geenhaff PL. Creatine and its application as an ergogenic aid. Int J Sports Nutr1995; 5 (suppl): S100-S110.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358716&pid=S0004-0622200000040000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>10. Karlsson J &amp; Saltin B. Lactate, ATP and CP in working muscles during exhaustive exercise in man. J Appl Physiol, 1970; 29: 598-602.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358717&pid=S0004-0622200000040000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>11. Kreider RB, Ferreira M, Wilson M, Grindstaff P, Plisk S, Reinardy J, Cantler E, Almada AL. Effects of creatine supplementation on body composition, strength, and sprint performance. Med Sci Sports Exerc 1998; 30: 73-82.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358718&pid=S0004-0622200000040000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>12. Peyrebrune MC, Nevill ME, Donaldson FJ, Cosford DJ. The effects of oral creatine supplementation on performance in single and repeated sprint swimming. J Sports Sci 1998; 16:271-279.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358719&pid=S0004-0622200000040000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>13. Terrillion KA, Kolkhorst FW, Dolgener FA, Joslyn SJ. The effect of creatine supplementation on two 700-m maximal running bouts. Int J Sports Nutr 1997; 7: 138-143.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358720&pid=S0004-0622200000040000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>14. Javierre C, Lizarraga MA, Ventura JL, Garrido E, Segura R. Creatine supplementation does not improve physical performance in 150m race. Rev Esp Fisiol 1997; 53: 343-348.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358721&pid=S0004-0622200000040000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>15. Snow RJ, McKenna MJ, Selig SE, Kemp J, Stathis CG, Zhao S. Effect of creatine supplementation on sprint exercise performance and muscle metabolism. J Appl Physiol 1998; 84: 1667-1673.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358722&pid=S0004-0622200000040000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>16. McNaughton LR, Dalton B, Tarr J. The effects of creatine supplementation on high-intensity exercise performance in elite performers. Eur J Appl Physiol 1998; 78:236-240.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358723&pid=S0004-0622200000040000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>17. Vandebuerie F, Eynde B V, Vandenberghe K, Hespel P. Effect of creatine loading on endurance capacity and sprint power in cyclists. Int J Sports Med 1998; 19:490-495.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358724&pid=S0004-0622200000040000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>18. Maganaris CN &amp; Maughan RJ. Creatine supplementation enhances maximum voluntary isometric force and endurance capacity in resistance trained men. Acta Physiol Scand 1998; 163: 279-287.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358725&pid=S0004-0622200000040000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>19. Kreider RB. Dietary supplements and the promotion of muscle growth with resistance exercise. Sports Med 1999; 27:97-110.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358726&pid=S0004-0622200000040000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>20. Bermon S, Venembre P, Sachet C, Valour S, Dolisi C. Effects of creatine monohydrate ingestion in sedentary and weight-trained older adults. Acta Physiol Scand 1998; 164:147-155.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358727&pid=S0004-0622200000040000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>21. Smith AS, Montain SJ, Matott RP, Zientara GP, Jolesz FA, Fielding RA. Creatine supplementation and age influence muscle metabolism during exercise. J Appl Physiol 1998; 85: 1349-1356.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358728&pid=S0004-0622200000040000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>22. Vandenberghe K, Goris M, Hecke V, Leemputte, Vangerven L, Hespel P. Long term creatine intake is beneficial to muscle performance during resistance training. J Appl Physiol 1997; 83: 2055-2063.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358729&pid=S0004-0622200000040000100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>23. Bolotte CP. Creatine supplementation in athletes: benefits and potential risks. J La State Med Soc 1998; 150: 325-327.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358730&pid=S0004-0622200000040000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>24. Cordain L. Does creatine supplementation enhance athletic performance? J Am Coll Nutr 1998; 17:205-206.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358731&pid=S0004-0622200000040000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>25. Kreider RB, Miriel V, Bertun E. Amino acids supplementation and exercise Performance: proposed ergogenic value. Sports Med 1993; 16: 190-209.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358732&pid=S0004-0622200000040000100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>26. Davis JM. Carbohydrate, branched-chain amino acids and endurance: The central fatigue hypothesis. Int J Sport Nutr 1995; 5 (suppl): S29-S38.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358733&pid=S0004-0622200000040000100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>27. Davis JM. Central and peripheral factors in fatigue. J Sports Sci 1995; 13 (suppl): S49-S53.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358734&pid=S0004-0622200000040000100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>28. Mittleman KD, Ricci MR , Bailey SP. Branched-chain amino acids prolong exercise during heat stress in men and woman. Med Sci Sports Exerc 1998; 30 : 83-91.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358735&pid=S0004-0622200000040000100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>29. Calders P, Pannier JL, Matthys DM, Lacroix EM. Pre-exercise branched-chain amino acids administration increases endurance performance in rats. Med Sci Sports Exerc 1997; 29: 1182-1186.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358736&pid=S0004-0622200000040000100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>30. MacLean DA &amp; Grahan TE. Branched-chain amino acids supplementation augments plasma ammonia responses during exercises in humans. J Appl Physiol 1993; 74: 2711-2717.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358737&pid=S0004-0622200000040000100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>31. Wagenmakers AJM &amp; Edwards RHT. Metabolism of BCAA and ammonia during exercise: clues from McArdle disease. Int J Sport Med 1990; Suppl 2 (11): S101-S113.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358738&pid=S0004-0622200000040000100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>32. MacLean DA, Grahan TE, Saltin B. Stimulation of muscle ammonia production during exercise following BCAA supplementation in humans. J Physiol 1996; 493: 909-922.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358739&pid=S0004-0622200000040000100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>33. Guezennec CY, Abdelmalki, Serrurier B, Merino D, Bigard X, Berthelot M, Pierard C, Peres M. Effects of prolonged exercise on brain ammonia and amino acids. Int J Sports Med 1998; 19: 323-327.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358740&pid=S0004-0622200000040000100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>34. Bigard AX, Lavier P, Ullman L, Legrand H, Douce P, Guezennec CY. Branched-chain amino acids supplementation during repeated prolonged skiing exercises at altitude. Int J Sports Nutr 1996; 6: 295-306.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358741&pid=S0004-0622200000040000100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>35. Vukovich MD, Sharp RL, Kels LD, Schaulis DL, King DS. Effects of low-dose amino acid supplement on adaptations to cycling training in untrained individuals. Int J Sports Nutr 1997; 7: 298-309&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358742&pid=S0004-0622200000040000100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>36. Cyrino ES, Burini RC. Modula&ccedil;&atilde;o nutricional na fadiga. Rev Bras Ativ F&iacute;s Sa&uacute;de 1997; 2 : 67-74.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358743&pid=S0004-0622200000040000100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>37. Calders P, Matthys DM, Derave W, Pannier JL. Effect of branched-chain amino acids (BCAA), glucose, and glucose plus BCAA on endurance performance in rats. Med Sci Sports Exerc 1999;31: 583-587.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358744&pid=S0004-0622200000040000100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>38. Madsen K, MacLean DA, Kiens B, Christensen D. Effects of glucose, glucose plus branched-chain amino acids, or placebo on performance over 100 km. J Appl Physiol 1996; 81: 2644-2650.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358745&pid=S0004-0622200000040000100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>39. Blomstrand E, Anderson S, Hassmen P, Ekblom B, Newsholme EA. Effects of branched-chain amino acid and carbohydrate supplementation on the exercise-induced change in plasma and muscle concentration of amino acids in human subjects. Acta Physiol Scand 1995;153:87-96.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358746&pid=S0004-0622200000040000100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>40. Zanker CL, Swaine IL, Castell LM, Newsholme EA. Eur J Appl Physiol 1997; 75: 543-548.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358747&pid=S0004-0622200000040000100040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>41. Tanaka H, West KA, Duncan GE, Bassett DR Jr. Changes in plasma tryptophan/branched-chain amino acid ratio in responses to training volume variation. Int J Sports Med 1997; 18: 270-275.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358748&pid=S0004-0622200000040000100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>42. Jeukendrup AE, Saris WHM, Wagenmarkers AJM. Fat metabolism during exercise: A review _ Part III: Effects of nutritional interventions. Int J Sports Med 1998; 19: 371-379.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358749&pid=S0004-0622200000040000100042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>43. Hawley JA, Brouns F, Jeukendrup A. Strategies to enhance fat utilization during exercise. Sports Med 1998; 25: 241-257.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358750&pid=S0004-0622200000040000100043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>44. Brass EP &amp; Hiatt WR. The role of carnitine supplementation during exercise in man and in individuals with special need. J Am Coll Nutr 1998; 17: 207-215.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358751&pid=S0004-0622200000040000100044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>45. Champe PC, Harvey RA. Fat acid and tryacilglycerol metabolism. In: Biochemistry. 2nd<SUB> </SUB>rev. New Jersey: Lippincott-Raven, 1994: 171-190.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358752&pid=S0004-0622200000040000100045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>46. Glace, B. Carnitine as an ergogenic aid in health and disease. J Am Coll Nutr 1998; 17:203-204.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358753&pid=S0004-0622200000040000100046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>47. Lambert EV, Hawley J, Goedecke J, Noakes TD, Dennis SC. Nutritional strategies for promoting fat utilization and delaying the onset of fatigue during prolonged exercise. J Sports Sci 1997; 15: 315-324.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358754&pid=S0004-0622200000040000100047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>48. Marconi C, Sassi G, Carpinelli A, Cerretelli P. Effects of carnitine loading on the aerobic and anaerobic performance of endurance athletes. Eur J Appl Physiol 1985; 54: 131-135.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358755&pid=S0004-0622200000040000100048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>49. Greig C, Finch KM, Jones DA, Cooper M, Sargeant AJ, Forte CA. The effects of oral supplementation with L-carnitine on maximum and submaximum exercise capacity. Eur J Appl Physiol 1987; 56: 457-460.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358756&pid=S0004-0622200000040000100049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>50. Dragan GI, Vasiliu A, Georgeseu E, Dumas I. Studies concerning chronic and acute effects L-carnitine on some biological parameters in elite athletes. Physiologie 1987; 24: 23-28.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358757&pid=S0004-0622200000040000100050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>51. Vecchiet L, Di Lisa F, Pieralisi G, Ripari P, Menabo R, Giamberardino MA, Siliprandi N. Influence of L-carnitine administration on maximal physical exercise. Eur J Appl Physiol 1990; 61: 486-490.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358758&pid=S0004-0622200000040000100051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>52. Wyss V, Ganzit GP, Rienzi A. Effects of L-carnitine administration on VO<SUB>2</SUB> m&aacute;x and aerobic-anaerobic threshold in normoxia and acute hipoxia. Eur J Appl Physiol 1990; 60: 1-6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358759&pid=S0004-0622200000040000100052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>53. Colombani P, Wenk C, Kunz I, Kr&auml;henb&uuml;hl S, Kuhnt M, Arnold M, Frey-Rindova P, Frey W, Langhans W. Effects of L-carnitine supplementation on physical performance and energy metabolism of endurance-trained athletes: a double-blind crossover field study. Eur J Appl Physiol 1996; 73: 434-439.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358760&pid=S0004-0622200000040000100053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>54. Stwart I, Rossouw J, Loots JM, Kruger MC. The effects of L-carnitine supplementation on plasma carnitine levels and various performance parameters of male marathon athletes. Nutr Res 1997; 17: 405-414.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358761&pid=S0004-0622200000040000100054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>55. Vukovich MD, Costill DL, Fink WJ. Carnitine supplementation: effects on muscle carnitine and glycogen content during exercise. Med Sci Sport Exerc 1994; 26: 1122-1129.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358762&pid=S0004-0622200000040000100055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>56. D&eacute;combaz JE, Reffet B, Bloemhard Y. Effect of L-carnitine and stimulated lipolysis on muscle substrates in the exercising rat. Experientia 1990; 46: 457-458.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358763&pid=S0004-0622200000040000100056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>57. D&eacute;combaz JE, Deriaz O, Acheson K, Gmuender B, Jequier E. Effect of L-carnitine on submaximal exercise metabolism after depletion of muscle glycogen. Med Sci Sport Exerc 1993; 25: 733-740.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358764&pid=S0004-0622200000040000100057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>58. McArdle WD, Katch FI, Katch VL. Fisiologia do exerc&iacute;cio. 4<SUP>a</SUP>. rev ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358765&pid=S0004-0622200000040000100058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>59. Kowalchuck JM &amp; Scheuermann BW. Acid-base balance: Origin of plasma [H<SUP>+</SUP>] during exercise. Can J Appl Physiol 1995; 20: 341-356.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358766&pid=S0004-0622200000040000100059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>60. Horswill CA. Effects of bicarbonate, citrate, and phosphate loading on performance. Int J Sports Nutr 1995; 5 (suppl): S111-S119.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358767&pid=S0004-0622200000040000100060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>61. Linderman JK &amp; Gosselink KL. The effects of sodium bicarbonate ingestion on exercise performance. Sports Med 1994; 18: 75-80.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358768&pid=S0004-0622200000040000100061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>62. Granier PL, Dubouchaud H, Mercier BM, Mercier JG, Ahmaidi S, Pr&eacute;faut CG. Effect of NaHCO<SUB>3</SUB> on lactate kinetics in forearm muscles during leg exercise in man. Med Sci Sports Med 1996; 28: 692-697.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358769&pid=S0004-0622200000040000100062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>63. Verbitsky O, Mizrahi J, Levin M, Isakov E. Effect of ingested sodium bicarbonate on muscle force, fatigue, and recovery. J Appl Physiol 1997; 83: 333-337.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358770&pid=S0004-0622200000040000100063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>64. Someren KV, Fulcher K, McCarthy J, Moore J, Horgan G, Langford R. An investigation into the effects of sodium citrate ingestion on high-intensity exercise performance. Int J Sports Nutr 1998; 8: 356-363.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358771&pid=S0004-0622200000040000100064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>65. Tiryaki GR &amp; Atterbom HA. The effects of sodium bicarbonate and sodium citrate on 600m running time of trained females. J Sports Med Phys Fitness 1995 Sep; 35: 194-8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358772&pid=S0004-0622200000040000100065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>66. Kraemer WJ, Gordon SE, Lynch JM, Pop MEMV, Clark KL. Effects of multibuffer supplementation on acid-base balance and 2,3-diphodphoglycerate following repetitive anaerobic exercise. Int J Sport Nutr 1995; 5: 300-314.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358773&pid=S0004-0622200000040000100066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>67. Kozack-Collins K, Burke ER, Schoene RB. Sodium bicarbonate ingestion does not improve performance in women cyclists. Med Sci Sports Exerc 1994; 26: 1510-1515.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358774&pid=S0004-0622200000040000100067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>68. Ball D, Greenhaff PL, Maughan RJ. The acute reversal of a diet-induced metabolic acidosis does not restore endurance capacity during high-intensity exercise in man. Eur J Appl Physiol 1996; 73: 105-112.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358775&pid=S0004-0622200000040000100068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>69. Potteiger JA, Webster MJ, Nickel GL, Haub MD, Palmer RJ. The effects of buffer ingestion on metabolic factors related to distance running performance. Eur J Appl Physiol 1996; 72: 365-371.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358776&pid=S0004-0622200000040000100069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>70. Galloway SDR &amp; Maughan RJ. The effects of induced alkalosis on the metabolic response to prolonged exercise in humans. Eur J Appl Physiol 1996; 74: 384-389.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=358777&pid=S0004-0622200000040000100070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>71. 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