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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O processamento doméstico do feijão-comum ocasionou uma redução nos fatores antinutricionais fitatos e taninos, no teor de amido e em fatores de flatulência rafinose, estaquiose e verbascose]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The domestic processing of the common bean resulted in reduction in the antinutritional factors phytates and tannins, in the starch content and in the flatulence factors raffinose, stachiose and verbascose. The objetive of this study was to evaluate the effect of the soaking step and the domestic processing of the common bean, on the chemical composition, the levels of phytate, tannin, starch and flatulence factors by utilizing the follows treatments: raw bean (FC), freeze-dried cooked unsoaked bean (FCSM), freeze-dried cooked bean without the non-absorved soaking water (FCSAM), freeze-dried cooked bean with the non-absorved soaking water (FCCAM) and the soaking water (AM). The beans were soaking for a period for 16 hours in the proportion 3:1 (water:beans) at room temperature. The effect of the phytates and tannins on the net protein efficiency ratio (NPR) and protein digestibility using male Wistar rats were studied. A decrease in the phytate content of the beans (85%) with use of soaking was observed. In the case of the tannin content, only the cooking of the beans promoved high decomposition (84%). In the (FCSAM) treatment a decrease in the raffinose (25.0%), stachiose (24.8%), verbascose (41.7%) and starch (26.8%) contents was observed. Diets containing casein (control), casein plus the soluble solids obtain from the soaking water showed no significant difference (p>0.05) for the NPR, as well as for the different bean treatments, although these showing lower values. The treatment (FCSM) showed the higher digestibility (74.3± 5.8%) of the bean treatments, the casein diets showing 94.6± 0.9%. The reduction of the phytates, tannin, starch contents and flatulence factors in the common bean was most effective when the soaking water not absorved was descarted (FCSAM).]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <B>     <P align=center><font size="4">O processamento doméstico do feijão-comum ocasionou uma redução  nos fatores antinutricionais fitatos e taninos, no teor de amido e em fatores de  flatulência rafinose, estaquiose e verbascose</font></P></B><I>     <P align=left>Admar Costa de Oliveira, Keila da Silva Queiroz, Elizabete  Helbig, Soely Maria Pissini Machado Reis, Francisco Carraro</P></I>     <P align=center>Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil</P><B>     <P align=justify>RESUMO. </P></B>     <P align=justify>Avaliou-se o efeito da maceração e do processamento doméstico  do feijão-comum na composição química, nos teores de fitatos, de taninos, de  amido e de fatores de flatulência, utilizando os seguintes tratamentos:  feijão-comum cru (FC), cozido sem maceração liofilizado (FCSM), cozido sem água  de maceração não absorvida liofilizado (FCSAM), cozido com água de maceração não  absorvida liofilizado (FCCAM) e na água de maceração (AM). Os feijões foram  macerados por um período de 16 horas, na proporção 3:1 (água:feijão), em  temperatura ambiente. Através de ensaio biológico com ratos machos Wistar,  estudou-se o efeito de fitatos e taninos no quociente de eficiência protéica  líquida (NPR) e digestibilidade protéica. Observou-se redução nos teores de  fitatos (85%) pela utilização da maceração. No caso do conteúdo de taninos,  somente o processo de cozimento do feijão promoveu alta decomposição dos mesmos  (84%). No tratamento (FCSAM) observou-se redução nos teores de rafinose (25,0%),  estaquiose (24,8%) e verbascose (41,7%) e no teor de amido (26,8%). No ensaio  biológico observou-se que o NPR da dieta controle (caseína) e da dieta caseína  mais sólidos solúveis da água de maceração, não apresentaram diferença  significativa (p<FONT face=Symbol>&gt;</FONT> 0,05); entre os tratamentos de  feijão também não houve diferença significativa, sendo os valores dos NPR  menores do que aqueles da caseína. A digestibilidade do tratamento (FCSM) foi a  maior dentre os tratamentos de feijão (74,3<FONT face=Symbol>±</FONT> 5,8%); a  caseína apresentou valor de 94,6<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,9%. A remoção dos  fatores antinutricionais fitatos e taninos, teor de amido e dos fatores de  flatulência do feijão-comum foi mais efetiva no tratamento onde a água de  maceração não absorvida era descartada (FCSAM). </P><B>     <P align=justify>Palavras chave:</B> Feijão-comum, maceração, fitatos, taninos,  oligossacarídeos tipo rafinose, amido, proteína, valor nutritivo</P><B>     <P align=justify>SUMMARY. </P></B>     <P align=justify>The domestic processing of the common bean resulted in  reduction in the antinutritional factors phytates and tannins, in the starch  content and in the flatulence factors raffinose, stachiose and verbascose. The  objetive of this study was to evaluate the effect of the soaking step and the  domestic processing of the common bean, on the chemical composition, the levels  of phytate, tannin, starch and flatulence factors by utilizing the follows  treatments: raw bean (FC), freeze-dried cooked unsoaked bean (FCSM),  freeze-dried cooked bean without the non-absorved soaking water (FCSAM),  freeze-dried cooked bean with the non-absorved soaking water (FCCAM) and the  soaking water (AM). The beans were soaking for a period for 16 hours in the  proportion 3:1 (water:beans) at room temperature. The effect of the phytates and  tannins on the net protein efficiency ratio (NPR) and protein digestibility  using male Wistar rats were studied. A decrease in the phytate content of the  beans (85%) with use of soaking was observed. In the case of the tannin content,  only the cooking of the beans promoved high decomposition (84%). In the (FCSAM)  treatment a decrease in the raffinose (25.0%), stachiose (24.8%), verbascose  (41.7%) and starch (26.8%) contents was observed. Diets containing casein  (control), casein plus the soluble solids obtain from the soaking water showed  no significant difference (p&gt;0.05) for the NPR, as well as for the different  bean treatments, although these showing lower values. The treatment (FCSM)  showed the higher digestibility (74.3<FONT face=Symbol>±</FONT> 5.8%) of the  bean treatments, the casein diets showing 94.6<FONT face=Symbol>±</FONT> 0.9%.  The reduction of the phytates, tannin, starch contents and flatulence factors in  the common bean was most effective when the soaking water not absorved was  descarted (FCSAM). </P><B>     <P align=justify>Keywords:</B> Common bean, soaking, phytates, tannins,  raffinose-type oligosaccharides, starch, protein, nutritive value</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>Recibido: 14-09-2000 Acepado: 04-04-2001</P> <B>     <P align=center>INTRODUÇÃO</P></B>     <P align=justify>As leguminosas são importantes fontes de proteínas, vitaminas,  carboidratos e minerais. Contudo, a presença de fatores antinutricionais e os  níveis de oligossacarídeos causadores de flatulência limitam a utilização deste  alimento (1,2). No Brasil, a produção de grãos no ano de 1995 foi de 2.946.267  toneladas (3). Os processamentos domésticos e os métodos de cocção são  conhecidos por reduzirem os fatores antinutricionais melhorando o valor  nutricional das leguminosas (4). </P>     <P align=justify>Nas sementes de leguminosas, o ácido fítico faz parte de  aproximadamente 70% do conteúdo de fosfato, sendo estruturalmente integrado com  proteínas e/ou minerais na forma de complexos (5)<I>. </I>De acordo com Torre  <I>et al.</I> (6), sob condições fisiológicas, o ácido fitico é fortemente  ionizado e capaz de interagir extensivamente com proteínas e íons metálicos.  Muitos desses complexos são insolúveis e biologicamente indisponíveis para seres  humanos em condições fisiológicas normais. Os taninos, fenóis condensados, são  considerados potentes inibidores de enzimas devido a sua complexação com  proteínas enzimáticas (7). A grande tendência dos taninos para formar complexos  com proteínas ao invés de carboidratos e outros polímeros, pode explicar a baixa  digestibilidade das proteínas das leguminosas, inibição do crescimento e aumento  da excreção de nitrogênio fecal em animais (8,9).</P>     <P align=justify>Nas leguminosas, o amido é o principal carboidrato do ponto de  vista quantitativo, e os oligossacarídeos tipo rafinose estão em pequenas mas  significativas quantidades. Algumas investigações evidenciam que os  oligossacarídeos tipo rafinose causam flatulência e sensação de desconforto após  ingestão de feijão (10). Os efeitos da flatulência são causados pela falta de  atividade da enzima <FONT face=Symbol>a</FONT> -galactosidase (E.C.3.2.1.22) no  trato digestivo de humanos e de animais experimentais, pois os oligossacarídeos  tipo rafinose ao passarem pelo intestino grosso são anaerobicamente fermentados,  produzindo gases como o H2, CO2 e CH4 podendo causar flatulência, diarréia e dor  abdominal (11). Com relação à maceração, embora certos fatos sejam conhecidos,  como a redução do tempo de cozimento do feijão com a embebição dos grãos,  aspectos mais profundos, como a existência no próprio feijão da enzima  alfa-galactosidase, o que levaria, pelo menos em parte, à clivagem das ligações  alfa-galactosídicas dos oligossacarídeos tipo rafinose, presentes no feijão e  causadores de flatulência (12), ou a atividade desta enzima devido à microflora  do intestino grosso (13), faz com que os oligossacarídeos tipo rafinose  presentes em leguminosas continuem objeto de estudo. </P>     <P align=justify>No processamento doméstico do feijão-comum (<I>Phaseolus  vulgaris</I>, L.), a maceração dos grãos crus em água por 12 a 16 horas, durante  a noite, é prática corrente, e apesar deste procedimento ser secular, está  baseado apenas na experiência, sem caráter científico, sendo portanto empírico.  Entretanto, alguns autores têm pesquisado sobre o efeito dos tratamentos  caseiros de feijão, incluindo maceração prévia a cocção, no seu valor nutritivo  e nos hábitos preferenciais dos consumidores (14-16). Outros estudos  demonstraram que existe uma importante diminuição em oligossacarídeos tipo  rafinose, amido e fatores antinutricionais em feijão cozido ou feijão macerado e  cozido (17,18). </P>     <P align=justify>Objetivou-se através deste estudo avaliar o efeito da maceração  e do processamento doméstico do feijão-comum, mais particularmente, na  composição química, nos teores de fitatos, de taninos, de amido e dos fatores de  flatulência (oligossacarídeos tipo rafinose) em feijão-comum macerado e não  macerado liofilizado, com e sem uso de água de maceração não absorvida, e na  água de maceração.</P><B>     <P align=center>MATERIAIS E MÉTODOS</P></B>     <P align=justify>A matéria-prima utilizada foi feijão-comum IAC-Carioca,  proveniente do Instituto Agronômico, Campinas, SP, Brasil. A matéria-prima foi  submetida a diferentes tratamentos; dois tratamentos de feijão (proporção  feijão:água de 1:3) foram submetidos à maceração por 16 horas à temperatura  ambiente, cozidos em panela de pressão doméstica por 40 minutos após saída  constante de vapor pela válvula de pressão. Um destes tratamentos foi cozido com  a água de maceração não absorvida pelos grãos e o outro sem a água de maceração,  ao qual foi acrescentado água para o cozimento. Foi feito um terceiro tratamento  onde o feijão foi cozido sem maceração, nas mesmas condições de cozimento. Os  feijões cozidos foram congelados em freezer doméstico e posteriormente  liofilizados (liofilizador Virtis modelo N<FONT face=Symbol>°</FONT> 10-146  MR-BA) sendo então triturados na forma de farinha com granulometria 70 mesh.  Utilizou-se também caseína comercial com teor protéico 80,2%, proveniente de M.  Cassab Comércio e Indústria Ltda.</P><B>     <P align=justify>Composição centesimal</P></B>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>Nos feijões cru e cozido sem maceração e liofilizado foram  determinadas as seguintes características composicionais: lipídeos totais (19);  proteína bruta pelo método semimicro Kjeldahl (20), utilizando-se como  catalizador na fase da digestão o dióxido de titânio (21), utilizando-se 5,40  como fator de conversão de nitrogênio para proteína (22); cinzas (23); umidade  (24); fibra bruta segundo procedimento utilizado no Instituto de Tecnologia de  Alimentos, Campinas, SP, Brasil (25) e carboidratos determinados por diferença,  usando a fórmula: 100 – (proteína bruta + lipídeos totais + fibra bruta +  cinzas). O conteúdo de proteína bruta na caseína utilizada nas dietas  experimentais foi calculado utilizando-se 6,38 como fator de conversão de  nitrogênio para proteína de caseína (26). As análises foram feitas no mínimo em  triplicata. </P> <B>     <P align=justify>Fitatos e taninos</P></B>     <P align=justify>As análises de fitatos e taninos foram feitas em feijão cru,  feijão cozido sem maceração liofilizado, feijão cozido com maceração com e sem  uso da água de maceração não absorvida pelos grãos liofilizados, e também na  água de maceração. A determinação do conteúdo de fitatos seguiu metodologia  proposta por Latta &amp; Eskin (27). Os fitatos foram extraídos de 5g de farinha  de feijão cru com 100ml HCl (2,4%) em agitação por 1 hora à temperatura  ambiente, seguida de centrifugação (Centrífuga Modelo RC5C, Sorvall Instruments  DuPont) a 3000rpm por 10 minutos. Coletou-se 1ml do sobrenadante, em triplicata,  e diluiu-se em balão volumétrico de 25ml em água destilada. Após, 10ml da  amostra submetida à diluição foi eluída em coluna com resina de troca aniônica  AG1-X8, inicialmente com 15ml de solução de NaCl 0,1M e por último com 15ml de  solução de NaCl 0,7M para remoção de fitatos da amostra. Ato contínuo à  extração, adicionou-se em tubos de ensaio 1ml da solução de Wade (0,03%  FeCl<SUB>3</SUB>.6H<SUB>2</SUB>O e 0,3% ácido sulfossalicílico em água  destilada) e 3ml de extrato da solução de NaCl 0,7M. O branco da reação foi  feito utilizando-se 3ml de água destilada e 1ml da solução de Wade.  Posteriormente, as amostras foram deixadas em repouso por 15 minutos e então  foram lidas a 500nm em espectrofotômetro Beckman, modelo DU-70. A curva padrão  foi elaborada a partir de concentrações crescentes da solução de fitato de sódio  (Sigma Chemical Co., St. Louis, Missouri). Todas as análises foram feitas no  mínimo em triplicata. Para determinação de taninos, seguiu-se a metodologia  proposta por Deshpande <I>et al.</I> (28). A extração deu-se a partir de 0,5g de  farinha de feijão cru, com adição de 20ml de metanol em constante agitação por  20 minutos. Após, a amostra foi filtrada e recolhidos 2ml do sobrenadante; a  este acrescentou-se 2,5ml de HCl em metanol a 8%, em triplicata; a seguir,  adicionou-se 2,5ml de vanilina 1% em metanol; ao branco adicionou-se 2,5ml de  metanol e 2,5ml de vanilina. Após 20 minutos a 30<FONT face=Symbol>°</FONT> C,  foi lida a absorbância a 500nm em espectrofotômetro Beckman, modelo DU-70. A  curva padrão foi elaborada com catequina (Sigma Chemical Co., St. Louis,  Missouri), 1mg/ml em metanol. Usou-se diluições 0, 1, 2, 5 e 10mg/ml em solução  de metanol para obter-se a curva padrão, sendo que a percentagem de taninos foi  calculada como sendo aproximadamente 42% do equivalente de catequina,  baseando-se na curva padrão. As análises foram feitas no mínimo em triplicata,  com 5 repetições de cada.</P><B>     <P align=justify>Amido</P></B>     <P align=justify>A determinação de amido, em termos de substâncias  sacarificáveis totais, seguiu o método clássico de Bergeret (29), com  modificações para as condições de trabalho. Utilizou-se como amostra, 10g de  farinha de feijão cru, feijão cozido com água de maceração não absorvida  liofilizado, feijão cozido sem água de maceração liofilizado, feijão cozido sem  maceração liofilizado, e 10ml de água de maceração. As amostras foram  transferidas para balão volumétrico de fundo chato de 250ml. Adicionou-se 75ml  de água destilada e 15ml de ácido clorídrico concentrado. Procedeu-se a  destilação ao refluxo por 2 horas. Após resfriar o balão, filtrou-se com lã de  vidro e neutralizou-se com solução de hidróxido de sódio 2N, utilizando-se papel  indicador. As amostras foram levadas a volume com água destilada para se obter  200ml de solução. Determinou-se as substâncias sacarificáveis totais por  titulação segundo o método de Eynon e Lane (30), com modificações para as  condições de trabalho, utilizando-se Aparelho de Oxirredutimetria por Titulação,  modelo TE da Tecnal. Determinou-se os teores de amido multiplicando-se o  resultado encontrado pelo fator 0,90. As análises foram feitas no mínimo em  triplicata.</P><B>     <P align=justify>Oligossacarídeos tipo rafinose</P></B>     <P align=justify>Os oligossacarídeos foram extraídos de 10g de farinha de feijão  cru, feijão cozido com água de maceração liofilizado, feijão cozido sem água de  maceração liofilizado, feijão cozido sem maceração liofilizado, e 10ml de água  de maceração com 100ml de etanol a 80%, utilizando-se destilação ao refluxo por  15 minutos, seguido de filtração em funil de vidro Hermex com placa porosa  n<FONT face=Symbol>°</FONT> 1 (31). O resíduo foi reextraído duas vezes e lavado  com água destilada até que o Teste da Reação de Molisch (32) desse negativo.  Completou-se o volume a 100ml e usou-se alíquotas deste extrato, filtrado em  membrana Milipore (ME 0,45<FONT face=Symbol>m</FONT> m<FONT face=Symbol>´</FONT>  47mm), para a análise cromatográfica. As determinações foram realizadas em  equipamento de Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (HPLC), provido de bomba  (Varian 9012), utilizando o programa de bomba Star Chromatography Workstation e  detector de índice de refração (Varian Star 9040 IR). Utilizou-se as seguintes  condições cromatográficas: coluna revestida com grupos NH2; acetonitrila-água  ultra pura (75:25) como fase móvel, velocidade de fluxo de 1ml/min, volume de  injeção de 20<FONT face=Symbol>m</FONT> l e detector de índice de refração (33).  Padrões de rafinose e estaquiose (Sigma Chemical Co., St. Louis, Missouri)  diluídos em água ultra pura foram utilizados para estudar a linearidade da  concentração dos oligossacarídeos rafinose e estaquiose em relação às áreas dos  picos e construção da curva de calibração, através de injeções de soluções com  concentrações de 0,25, 0,50 e 1,00mg/ml. A quantificação de cada oligossacarídeo  foi feita por comparação da altura dos picos com os correspondentes padrões, no  mínimo em triplicata. À exceção do oligossacarídeo verbascose, para o qual a  quantificação seguiu-se por comparação da área dos picos e do tempo de retenção  em relação aos oligossacarídeos rafinose e estaquiose, conforme relatos na  literatura (34-37), que quantificaram o oligossacarídeo verbascose em  leguminosas por métodos cromatográficos, verificando que este oligossacarídeo  apresenta um tempo de retenção aproximado entre 20-25 minutos após o início da  corrida cromatográfica. </P><B>     <P align=justify>Ensaio biológico</P></B>     <P align=justify>Para o ensaio biológico foram elaboradas 6 dietas  (tratamentos), sendo que dois tratamentos tiveram como fonte protéica a caseína  e a um deles adicionou-se os sólidos solúveis encontrados na água de maceração  descartada na cocção, para fins comparativos; os outros três tratamentos tiveram  como fonte protéica feijão-comum cozido liofilizado. Dois tratamentos de feijão  (proporção feijão:água 1:3) foram submetidos a maceração por 16 horas à  temperatura ambiente (aproximadamente 25<FONT face=Symbol>°</FONT> C), cozidos  em panela de pressão doméstica por 40 minutos após saída constante de vapor pela  válvula de pressão. Um destes tratamentos foi cozido com a água de maceração não  absorvida e o outro sem a água de maceração ao qual foi acrescentado água para o  cozimento. Foi feito um terceiro tratamento onde o feijão foi cozido sem  maceração sob as mesmas condições de cozimento. Os feijões cozidos foram  congelados em freezer doméstico e depois liofilizados, sendo então moídos em  forma de farinha. Também foi elaborada dieta aprotéica. As dietas purificadas  eram formuladas segundo o "American Institute of Nutrition" (38), dieta AIN  93-G, para ratos em crescimento, à exceção do teor protéico, para determinação  dos índices de qualidade protéica (39). Foram liofilizados 3,6 litros de água de  maceração (1,2kg de feijão), que originaram 8,35g de sólidos solúveis (contendo  1,37g de fitatos e 0,61g de taninos) que foram adicionados a uma das dietas de  caseína. Foram utilizados oito ratos Wistar recém-desmamados (48,4<FONT  face=Symbol>±</FONT> 6,4g) por tratamento, em gaiolas individuais, com  alimentação e água <I>ad libitum</I>, sendo o Laboratório de Ensaios Biológicos  mantido com temperatura e umidade relativa de 23<FONT face=Symbol>±</FONT>  1<FONT face=Symbol>°</FONT> C e 50-60%, respectivamente, com ciclo claro/escuro  de 12 horas.</P>     <P align=center><b>TABELA 1</b></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=center>Composição das dietas experimentais utilizadas no ensaio  biológico</P><FONT size=2> </FONT>     <div align="center">       <center> <TABLE border=1 cellPadding=4 cellSpacing=1 width=360>   <TBODY>   <TR>     <TD vAlign=top width="32%">           <P align=center><B><FONT size=2>Ingredientes</B></FONT></P></TD>     <TD vAlign=top width="21%">           <P>&nbsp;</P></TD>     <TD vAlign=top width="23%"><B><FONT size=2>           <P align=center>Dieta<SUP>1</B></SUP></FONT></P></TD>     <TD vAlign=top width="23%">           <P>&nbsp;</P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="32%">           <P>&nbsp;</P></TD>     <TD vAlign=top width="21%"><B><FONT size=2>           <P align=center>Caseína*</B></FONT></P></TD>     <TD vAlign=top width="23%"><B><FONT size=2>           <P align=center>Feijão**</B></FONT></P></TD>     <TD vAlign=top width="23%"><B><FONT size=2>           ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=center>Aprotéica</B></FONT></P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="32%"><FONT size=2>           <P align=justify>Feijão</FONT></P></TD>     <TD vAlign=top width="21%">       <DIR><FONT size=2>           <P align=justify>_</P></DIR></FONT></TD>     <TD vAlign=top width="23%">       <DIR><FONT size=2>           <P align=justify>617</P></DIR></FONT></TD>     <TD vAlign=top width="23%">       <DIR><FONT size=2>           <P align=justify>_</P></DIR></FONT></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="32%"><FONT size=2>           <P align=justify>Amido de milho</FONT></P></TD>     <TD vAlign=top width="21%">       <DIR><FONT size=2>           <P align=justify>453</P></DIR></FONT></TD>     <TD vAlign=top width="23%">       <DIR><FONT size=2>           <P align=justify>_</P></DIR></FONT></TD>     <TD vAlign=top width="23%">       <DIR><FONT size=2>           <P align=justify>603</P></DIR></FONT></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="32%"><FONT size=2>           <P align=justify>Caseína</FONT></P></TD>     <TD vAlign=top width="21%">       <DIR><FONT size=2>           ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>150</P></DIR></FONT></TD>     <TD vAlign=top width="23%">       <DIR><FONT size=2>           <P align=justify>_</P></DIR></FONT></TD>     <TD vAlign=top width="23%">       <DIR><FONT size=2>           <P align=justify>_</P></DIR></FONT></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="32%"><FONT size=2>           <P align=justify>Amido dextrinizado</FONT></P></TD>     <TD vAlign=top width="21%">       <DIR><FONT size=2>           <P align=justify>132</P></DIR></FONT></TD>     <TD vAlign=top width="23%">       <DIR><FONT size=2>           <P align=justify>167</P></DIR></FONT></TD>     <TD vAlign=top width="23%">       <DIR><FONT size=2>           <P align=justify>132</P></DIR></FONT></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="32%"><FONT size=2>           <P align=justify>Sacarose</FONT></P></TD>     <TD vAlign=top width="21%">       <DIR><FONT size=2>           <P align=justify>100</P></DIR></FONT></TD>     <TD vAlign=top width="23%">       <DIR><FONT size=2>           <P align=justify>86</P></DIR></FONT></TD>     <TD vAlign=top width="23%">       <DIR><FONT size=2>           ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>100</P></DIR></FONT></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="32%"><FONT size=2>           <P align=justify>Óleo de soja</FONT></P></TD>     <TD vAlign=top width="21%">       <DIR><FONT size=2>           <P align=justify>70</P></DIR></FONT></TD>     <TD vAlign=top width="23%">       <DIR><FONT size=2>           <P align=justify>70</P></DIR></FONT></TD>     <TD vAlign=top width="23%">       <DIR><FONT size=2>           <P align=justify>70</P></DIR></FONT></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="32%"><FONT size=2>           <P align=justify>Fibra (celulose)</FONT></P></TD>     <TD vAlign=top width="21%">       <DIR><FONT size=2>           <P align=justify>50</P></DIR></FONT></TD>     <TD vAlign=top width="23%">       <DIR><FONT size=2>           <P align=justify>15</P></DIR></FONT></TD>     <TD vAlign=top width="23%">       <DIR><FONT size=2>           <P align=justify>50</P></DIR></FONT></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="32%"><FONT size=2>           <P align=justify>Mistura vitamínica<SUP>2</SUP> </FONT></P></TD>     <TD vAlign=top width="21%">       <DIR><FONT size=2>           ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>10</P></DIR></FONT></TD>     <TD vAlign=top width="23%">       <DIR><FONT size=2>           <P align=justify>10</P></DIR></FONT></TD>     <TD vAlign=top width="23%">       <DIR><FONT size=2>           <P align=justify>10</P></DIR></FONT></TD></TR></TBODY></TABLE></center> </div> <SUP>     <blockquote>       <blockquote>         <blockquote>     <P align=center><font size="2">1 </font> </SUP><font size="2">Valores em g/kg de dieta (AIN 93-G).</font></P><SUP>     <P align=center><font size="2">2, 3 </font> </SUP><font size="2">Segundo formulação da AIN 93-G.</font></P>     <P align=center><font size="2">*Dieta controle (caseína) e dieta de caseína mais sólidos  solúveis encontrados na água de maceração.</font></P>     <P align=center><font size="2">** Dieta de feijão cozido sem maceração, feijão cozido sem água  de maceração e feijão cozido com água de maceração liofilizados.</font></P>       </blockquote>     </blockquote>   </blockquote> <B>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>Tratamento estatístico</P></B>     <P align=justify>Os resultados foram submetidos à análise de variância ANOVA e  testes de confronto de médias, de Duncan e Tukey, usando o programa Statistica,  considerando p<FONT face=Symbol>&lt;</FONT> 0,05 como probabilidade mínima  aceitável para diferença entre médias.</P><B>     <P align=center>RESULTADOS E DISCUSSÃO</P></B>     <P align=justify>A composição centesimal do feijão-comum utilizado encontra-se  na <A HREF="#Tab2">Tabela 2</A>. Os resultados dessa análise serviram de base para o cálculo das  dietas experimentais usadas no ensaio biológico.</P>     <P align=justify>Na <A HREF="#Tab3">Tabela 3</A> estão apresentados os valores de fitatos e taninos.  </P> <A NAME="Tab2"></A>     <P align=center style="line-height: 100%"><b>TABELA 2</b></P>     <P align=center style="line-height: 100%">Composição centesimal do feijão-comum (<I>Phaseolus vulgaris,  </I>L.), cultivar IAC-Carioca, cru (FC) e cozido liofilizado sem maceração  (FCSM)</P><FONT size=2> </FONT>       <div align="center">         <center> <TABLE border=1 cellPadding=4 cellSpacing=1 width=312>   <TBODY>   <TR>     <TD vAlign=top width="42%">           <P align=justify>Componentes</P></TD>     <TD vAlign=top width="31%">           ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>*FC</P></TD>     <TD vAlign=top width="27%">           <P align=justify>*FCSM</P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="42%">           <P align=justify>Proteínas</P></TD>     <TD vAlign=top width="31%">           <P align=center>18,4<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,1</P></TD>     <TD vAlign=top width="27%">           <P align=center>19,8<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,1</P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="42%">           <P align=justify>Lipídeos</P></TD>     <TD vAlign=top width="31%">           <P align=center>2,3<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,0</P></TD>     <TD vAlign=top width="27%">           <P align=center>2,5<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,1</P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="42%">           <P align=justify>Cinzas</P></TD>     <TD vAlign=top width="31%">           <P align=center>0,6<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,0</P></TD>     <TD vAlign=top width="27%">           ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=center>0,7<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,0</P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="42%">           <P align=justify>Fibras</P></TD>     <TD vAlign=top width="31%">           <P align=center>4,6<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,1</P></TD>     <TD vAlign=top width="27%">           <P align=center>5,7<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,2</P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="42%">           <P align=justify>Umidade</P></TD>     <TD vAlign=top width="31%">           <P align=center>9,4<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,0</P></TD>     <TD vAlign=top width="27%">           <P align=center>1,5<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,1</P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="42%">           <P align=justify>Carboidratos**</P></TD>     <TD vAlign=top width="31%">           <P align=center>64,7</P></TD>     <TD vAlign=top width="27%">           <P align=center>69,2</P></TD></TR></TBODY></TABLE>     </center>   </div>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=center><font size="2">*Dados apresentados em base seca (média<FONT  face=Symbol>±</FONT> desvio-padrão, no mínimo n=3)</font></P>     <P align=center><font size="2">**Determinados por diferença</font></P> <A NAME="Tab3"></A>     <P align=center><b>TABELA 3</b></P>     <P align=center>Quantificação de fitatos e taninos nos diferentes tratamentos de  feijão-comum (<I>Phaseolus vulgaris,</I> L.), cultivar IAC-Carioca, em base seca  , e na água de maceração</P>       <div align="center">         <center> <TABLE border=1 cellPadding=4 cellSpacing=1 width=484>   <TBODY>   <TR>     <TD vAlign=top width="38%">           <P align=center><B>Tratamento</B></P></TD>     <TD vAlign=top width="32%"><B>           <P align=center>mg fitatos/g feijão</B></P></TD>     <TD vAlign=top width="30%"><B>           <P align=center>mg taninos/g feijão</B></P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="38%" align="center">           <P align=center>Feijão Cru</P></TD>     <TD vAlign=top width="32%" align="center">           ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=center>13,82<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,57<SUP>a</SUP></P></TD>     <TD vAlign=top width="30%">           <P align=center>13,78<FONT face=Symbol>±</FONT>  0,57<SUP>a</SUP></P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="38%" align="center">           <P align=center>FCSM*</P></TD>     <TD vAlign=top width="32%" align="center">           <P align=center>11,20<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,67<SUP>b</SUP></P></TD>     <TD vAlign=top width="30%">           <P align=center>2,24<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,25<SUP>b</SUP></P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="38%" align="center">           <P align=center>FCSAM**</P></TD>     <TD vAlign=top width="32%" align="center">           <P align=center>2,04<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,05<SUP>c</SUP></P></TD>     <TD vAlign=top width="30%">           <P align=center>1,63<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,31<SUP>b</SUP></P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="38%" align="center">           <P>FCCAM***</P></TD>     <TD vAlign=top width="32%" align="center">           <P>2,29<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,64<SUP>c</SUP></P></TD>     <TD vAlign=top width="30%">           ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="center">1,73<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,29<SUP>b</SUP></P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="38%" align="center">           <P align=center>Feijão Cru</P></TD>     <TD vAlign=top width="32%" align="center">           <P align=center>13,82<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,57<SUP>a</SUP></P></TD>     <TD vAlign=top width="30%">           <P align=center>13,78<FONT face=Symbol>±</FONT>  0,57<SUP>a</SUP></P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="38%" align="center">           <P align=center>Água de Maceração****</P></TD>     <TD vAlign=top width="32%" align="center">           <P align=center>0,51<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,01</P></TD>     <TD vAlign=top width="30%">           <P align=center>0,12<FONT face=Symbol>±</FONT>  0,01</P></TD></TR></TBODY></TABLE></center>   </div>   <SUP>     <P align=center><font size="2">a, b, c </font> </SUP><font size="2">Letras diferentes na mesma coluna indicam  diferença estatística (p&lt;0,05) (média<FONT face=Symbol>±</FONT>  desvio-padrão, no mínimo n=3).</font></P>     <P align=center><font size="2">*Feijão cozido sem maceração.</font></P>     <P align=center><font size="2">**Feijão cozido sem água de maceração.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=center><font size="2">***Feijão cozido com água de maceração.</font></P>     <P align=center><font size="2">****valores expressos em mg/ml.</font></P>     <P align=justify>Observando-se os teores de fitatos demonstrados na <A HREF="#Tab3">Tabela 3</A>,  verificou-se que nos tratamentos submetidos à maceração ocorreu notável redução  desses componentes, o que foi também constatado em estudo realizado por  Barampama &amp; Simard (18). Pôde-se observar redução no teor de fitatos de 19%,  85% e 84% nos tratamentos FCSM, FCSAM e FCCAM respectivamente, em relação ao  feijão cru. A redução deste fator antinutricional é de grande importância, uma  vez que altos níveis de ingestão de fitatos podem estar associados com efeitos  nutricionais adversos ao homem (40); em condições fisiológicas normais, o ácido  fítico é fortemente ionizado e capaz de interagir com proteínas e íons metálicos  (41), tornando estes complexos insolúveis e biologicamente indisponíveis aos  seres humanos.</P>     <P align=justify>Com relação ao conteúdo de taninos, verificou-se que somente o  processo de cozimento do feijão, promoveu acentuada redução dos mesmos; tal fato  foi confirmado por outros autores (18,40,41,42). A redução do teor de taninos  foi de 84% para FCSM, 88% para FCSAM e 87% para FCCAM comparando-se ao FC, o que  conferiu ao processo e ao método eficácia na redução deste componente capaz de  interferir no valor nutritivo desta leguminosa; os taninos formam complexos com  proteínas diminuindo a digestibilidade, inibindo o crescimento e aumentando a  excreção de nitrogênio fecal em animais (8).</P>     <P align=justify>Na <A HREF="#Tab4"> Tabela 4 </A> estão demonstrados os valores de oligossacarídeos  rafinose, estaquiose e verbascose quantificados por HPLC nos diferentes  tratamentos de feijão.</P> <A NAME="Tab4"></A>     <P align=center style="line-height: 100%"><b>TABELA 4</b></P>     <P align=center style="line-height: 100%">Quantificação de oligossacarídeos rafinose, estaquiose e  verbascose por HPLC, nos diferentes tratamentos de feijão-comum (<I>Phaseolus  vulgaris</I>, L.), cultivar IAC-Carioca, em base seca, e na água de maceração</P><FONT size=2> </FONT>     <div align="center">       <center> <TABLE border=1 cellPadding=4 cellSpacing=1 width=500>   <TBODY>   <TR>     <TD vAlign=top width="25%">           <P align=center><B>Tratamento</B></P></TD>     <TD vAlign=top width="25%"><B>           ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=center>Rafinose</P>           <P align=center>(g/100g)</B></P></TD>     <TD vAlign=top width="25%"><B>           <P align=center>Estaquiose</P>           <P align=center>(g/100g)</B></P></TD>     <TD vAlign=top width="25%"><B>           <P align=center>Verbascose</P>           <P align=center>(g/100g)</B></P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="25%">           <P align=center>Feijão cru</P></TD>     <TD vAlign=top width="25%">           <P align=center>0,40<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,03<SUP>a</SUP></P></TD>     <TD vAlign=top width="25%">           <P align=center>3,23<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,18<SUP>a</SUP></P></TD>     <TD vAlign=top width="25%">           <P align=center>0,12<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,01<SUP>a</SUP></P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="25%">           ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=center>FCSM*</P></TD>     <TD vAlign=top width="25%">           <P align=center>0,32<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,04<SUP>b</SUP></P></TD>     <TD vAlign=top width="25%">           <P align=center>2,95<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,15<SUP>bd</SUP></P></TD>     <TD vAlign=top width="25%">           <P align=center>0,08<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,00<SUP>b</SUP></P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="25%">           <P align=center>FCSAM**</P></TD>     <TD vAlign=top width="25%">           <P align=center>0,30<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,02<SUP>b</SUP></P></TD>     <TD vAlign=top width="25%">           <P align=center>2,43<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,04<SUP>c</SUP></P></TD>     <TD vAlign=top width="25%">           <P align=center>0,07<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,00<SUP>b</SUP></P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="25%">           <P align=center>FCCAM***</P></TD>     <TD vAlign=top width="25%">           <P align=center>0,48<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,02<SUP>c</SUP></P></TD>     <TD vAlign=top width="25%">           ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=center>2,85<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,07<SUP>d</SUP></P></TD>     <TD vAlign=top width="25%">           <P align=center>0,10<FONT face=Symbol>±</FONT>  0,01<SUP>ab</SUP></P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="25%">           <P align=center>AM****</P></TD>     <TD vAlign=top width="25%">           <P align=center>0,11<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,03</P></TD>     <TD vAlign=top width="25%">           <P align=center>0,24<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,02</P></TD>     <TD vAlign=top width="25%">           <P align=center>0,04<FONT face=Symbol>±</FONT>  0,01</P></TD></TR></TBODY></TABLE></center> </div> <SUP>     <P align=center><font size="2">a,b,c,d </font> </SUP><font size="2">Letras diferentes na mesma coluna indicam  diferença estatística (p<FONT face=Symbol>&lt;</FONT> 0,05) (média<FONT  face=Symbol>±</FONT> desvio-padrão, no mínimo n=3).</font></P>     <P align=center><font size="2">FCSM* Feijão cozido sem maceração e liofilizado.</font></P>     <P align=center><font size="2">FCSAM** Feijão cozido sem água de maceração e liofilizado.</font></P>     <P align=center><font size="2">FCCAM*** Feijão cozido com água de maceração e liofilizado.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=center><font size="2">AM**** Água de maceração (valores expressos em g/100ml de água  de maceração).</font></P>     <P align=justify>Na <A HREF="#Tab4">Tabela 4</A>, comparou-se os teores de oligossacarídeos  rafinose, estaquiose e verbascose dos diferentes tratamentos. Observou-se  redução nos teores dos oligossacarídeos rafinose (20,0% e 25,0%), estaquiose  (8,7% e 24,5%) e verbascose (33,3% e 41,7%) para os tratamentos FCSM e FCSAM,  respectivamente, em relação ao feijão cru. Observou-se também que o  oligossacarídeo verbascose foi o oligossacarídeo encontrado em menor quantidade.  A redução dos oligossacarídeos tipo rafinose após o processamento doméstico de  cocção seguida de maceração onde a água de maceração não absorvida pelos grãos  era descartada (FCSAM), demonstra a hidrossolubilidade destes oligossacarídeos.  As mudanças que ocorrem nos teores de açúcares, especificamente nos teores de  oligossacarídeos rafinose, estaquiose e verbascose, nos processos de maceração e  de cocção, associados ou não, podem ser atribuídas ao metabolismo nos grãos, à  difusão de componentes para a água de maceração e à influência do crescimento de  microrganismos na água de maceração (43). Os teores dos oligossacarídeos  rafinose, estaquiose e verbascose encontrados estão em concordância com outros  autores (43-48).</P>     <P align=justify>O teor do amido (substâncias sacarificáveis totais) encontrado  para os tratamentos feijão cru, feijão cozido sem maceração liofilizado, feijão  cozido sem água de maceração liofilizado e feijão cozido com água de maceração  liofilizado, valores expressos em g/100g em base seca, e água de maceração,  valores expressos em g/100ml de água de maceração, foram respectivamente:  46,76<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,05, 40,19<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,00,  34,21<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,06, 36,91<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,07 e  0,27<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,00. Verificou-se que o teor de amido diferiu  (p&lt;0,05) entre o tratamento feijão cru e os demais tratamentos de feijão, que  apresentaram uma redução no teor; portanto, o processamento doméstico de  maceração associado ou não à cocção, contribuiu para uma sensível redução nos  teores de substâncias sacarificáveis totais (49,50). As mudanças físico-químicas  que ocorreram nos grãos e na água durante a maceração e na cocção, ou seja, as  mudanças na estrutura resultante do grão, poderiam facilitar a extração de  componentes hidrossolúveis, bem como ativar enzimas endógenas do grão causando  degradação e liberação de constituintes.</P>     <P align=justify>Nas Tabelas <A HREF="#Tab5">5</A> e <A HREF="#Tab6">6</A>, estão dispostos os resultados encontrados  para NPR e digestibilidade.</P>     <P align=justify>Na <A HREF="#Tab5">Tabela 5</A> são apresentados os resultados referentes a ganho  de peso, consumo de dieta e NPR encontrados no ensaio biológico. Para o  tratamento aprotéico obteve-se -4,7g<FONT face=Symbol>±</FONT> 1,2g, como perda  de peso média e consumo de dieta médio de 40,0g<FONT face=Symbol>±</FONT> 4,7g.  Observou-se ainda que, nas dietas cuja fonte protéica era caseína, nenhum dos  índices apresentaram diferenças significativas, indicando que tanto os fitatos  quanto os taninos contidos no feijão não afetaram diretamente a utilização  líquida da proteína. Com relação aos tratamentos com feijão, verificou-se que os  mesmos não diferiram entre si quanto ao ganho de peso e NPR, diferindo somente o  feijão cozido sem maceração dos demais, quanto ao consumo de dieta, que  apresentou valor maior.</P> <A NAME="Tab5"></A>     <P align=center><b>TABELA 5</b></P>     <P align=center>Ganho de peso, consumo de dieta e NPR das fontes protéicas  experimentais do ensaio biológico com ratos Wistar machos recém-desmamados</P><FONT size=2> </FONT>     <div align="center">       <center> <TABLE border=1 cellPadding=4 cellSpacing=1 width=500>   <TBODY>   <TR>     <TD vAlign=top width="28%">           <P align=center><B>Tratamentos</B></P></TD>     <TD vAlign=top width="28%" align="center"><B>           ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=center>Ganho Peso</B></P></TD>     <TD vAlign=top width="28%"><B>           <P align=center>Consumo de Dieta</B></P></TD>     <TD vAlign=top width="16%"><B>           <P align=center>NPR</B></P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="28%" align="center">           <P>Caseína Controle</P></TD>   </center>     <TD vAlign=top width="28%" align="center">           <P align=center>52,2<FONT face=Symbol>±</FONT>        6,2<SUP>a</P></SUP></TD>       <center>     <TD vAlign=top width="28%">           <P align=center>119,6<FONT face=Symbol>±</FONT>        10,5<SUP>a</P></SUP></TD>     <TD vAlign=top width="16%">           <P align=justify>4,1<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,4<SUP>a</SUP></P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="28%" align="center">           <P align=center>CSS*</P></TD>     <TD vAlign=top width="28%" align="center">           <P align=center>48,5<FONT face=Symbol>±</FONT>        5,6<SUP>a</P></SUP></TD>     <TD vAlign=top width="28%">           ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=center>117,0<FONT face=Symbol>±</FONT>        5,4<SUP>a</P></SUP></TD>     <TD vAlign=top width="16%">           <P align=justify>3,9<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,5<SUP>a</SUP></P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="28%" align="center">           <P align=center>FCSM**</P></TD>     <TD vAlign=top width="28%" align="center">           <P align=center>21,8<FONT face=Symbol>±</FONT>        4,0<SUP>b</P></SUP></TD>     <TD vAlign=top width="28%">           <P align=center>72,8<FONT face=Symbol>±</FONT>        10,0<SUP>b</P></SUP></TD>     <TD vAlign=top width="16%">           <P align=justify>2,9<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,4<SUP>b</SUP></P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="28%" align="center">           <P align=center>FCSAM***</P></TD>     <TD vAlign=top width="28%" align="center">           <p align="center">18,8<FONT face=Symbol>±</FONT>        3,9<SUP>b</SUP></TD>     <TD vAlign=top width="28%">           <P align=center>60,4<FONT face=Symbol>±</FONT>        7,1<SUP>c</P></SUP></TD>     <TD vAlign=top width="16%">           <P align=justify>2,9<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,6<SUP>b</SUP></P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="28%" align="center">           ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=center>FCCAM****</P></TD>     <TD vAlign=top width="28%" align="center">           <p align="center">18,2<FONT face=Symbol>±</FONT>        4,9<SUP>b</SUP></TD>     <TD vAlign=top width="28%">           <P align=center>68,2<FONT face=Symbol>±</FONT>        6,6<SUP>b,c</P></SUP></TD>     <TD vAlign=top width="16%">           <P align=justify>2,8<FONT face=Symbol>±</FONT>    0,2<SUP>b</SUP></P></TD></TR></TBODY></TABLE></center> </div> <SUP>     <blockquote>       <blockquote>     <P align=center><font size="2">a,b,c </font> </SUP><font size="2">Letras diferentes na mesma coluna indicam diferença  significativa (p&lt;0,05).</font></P>     <P align=center><font size="2">*Caseína + sólidos solúveis.</font></P>     <P align=center><font size="2">**Feijão cozido sem maceração.</font></P>     <P align=center><font size="2">***Feijão cozido sem água de maceração.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=center><font size="2">****Feijão cozido com água de maceração.</font></P>   </blockquote> </blockquote> <A NAME="Tab6"></A>     <P align=center><b>TABELA 6</b></P>     <P align=center style="line-height: 100%">Digestibilidade aparente e verdadeira (%) <I>in vivo</I>, de  feijão-comum (<I>Phaseolus vulgaris,</I>L.), cultivar IAC-Carioca</P><FONT  size=2> </FONT>     <div align="center">       <center> <TABLE border=1 cellPadding=4 cellSpacing=1 width=384>   <TBODY>   <TR>     <TD vAlign=top width="36%">           <P align=center><B>Tratamento</B></P></TD>     <TD vAlign=top width="35%"><B>           <P align=center>Digestibilidade</P>           <P align=center>Aparente</B></P></TD>     <TD vAlign=top width="30%"><B>           <P align=center>Digestibilidade</P>           <P align=center>Verdadeira</B></P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="36%">           ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>Caseína Controle</P></TD>     <TD vAlign=top width="35%">           <P align=center>93,1<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,7<SUP>a</SUP></P></TD>     <TD vAlign=top width="30%">           <P align=center>94,5<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,8<SUP>a</SUP></P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="36%">           <P align=justify>CSS*</P></TD>     <TD vAlign=top width="35%">           <P align=center>93,2<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,9<SUP>a</SUP></P></TD>     <TD vAlign=top width="30%">           <P align=center>94,6<FONT face=Symbol>±</FONT> 0,9<SUP>a</SUP></P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="36%">           <P align=justify>FCSM**</P></TD>     <TD vAlign=top width="35%">           <P align=center>72,1<FONT face=Symbol>±</FONT> 5,7<SUP>b</SUP></P></TD>     <TD vAlign=top width="30%">           <P align=center>74,3<FONT face=Symbol>±</FONT> 5,8<SUP>b</SUP></P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="36%">           <P align=justify>FCSAM***</P></TD>     <TD vAlign=top width="35%">           ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=center>65,3<FONT face=Symbol>±</FONT> 2,8<SUP>c</SUP></P></TD>     <TD vAlign=top width="30%">           <P align=center>67,4<FONT face=Symbol>±</FONT> 2,6<SUP>c</SUP></P></TD></TR>   <TR>     <TD vAlign=top width="36%">           <P>FCCAM****</P></TD>     <TD vAlign=top width="35%">           <P align=center>65,0<FONT face=Symbol>±</FONT> 3,6<SUP>c</SUP></P></TD>     <TD vAlign=top width="30%">           <P align=center>67,2<FONT face=Symbol>±</FONT>    3,8<SUP>c</SUP></P></TD></TR></TBODY></TABLE></center> </div> <SUP>     <blockquote>       <blockquote>         <blockquote>     <P align=center><font size="2">a,b,c,d,</font></SUP><font size="2">Letras diferentes na mesma coluna indica  diferença estatística (p&lt;0,05).</font></P>     <P align=center><font size="2">*Caseína + sólidos solúveis.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=center><font size="2">**Feijão cozido sem maceração.</font></P>     <P align=center><font size="2">***Feijão cozido sem água de maceração.</font></P>     <P align=center><font size="2">****Feijão cozido com água de maceração.</font></P>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>     <P align=justify>Feijões crus da espécie <I>Phaseolus vulgaris</I> são tóxicos e  somente podem ser consumidos quando apropriadamente cozidos; a proteína de  feijão apresenta baixa digestibilidade se comparada à boa qualidade das  proteínas de origem animal. De acordo com vários pesquisadores, a baixa  digestibilidade de proteínas de feijão é uma das muitas causas de seu menor  valor nutritivo. Estudos <I>in vitro</I> demonstraram que a digestibilidade de  feijão-comum (<I>Phaseolus vulgaris</I>) situou-se entre 76,8 e 84,1%,  apresentando-se diminuída quando a pigmentação do grão aumenta. Os pigmentos  são, em geral, compostos fenólicos que podem interagir com proteínas do feijão,  diminuindo sua digestibilidade e utilização<SUP> </SUP>(51). Os dados refentes à  digestibilidade do feijão estão demonstrados na <A HREF="#Tab5">Tabela 5</a>, onde observou-se que  esta proteína apresenta menor digestibilidade, conforme literatura acima  descrita. No entanto, verificou-se que os tratamentos diferiram entre si,  conferindo maior digestibilidade ao feijão-comum cozido não macerado. Contudo,  para este fato não se dispõe de explicação até o momento. A menor  digestibilidade observada em dietas contendo feijão-comum, não pode ser  explicada somente pela presença de fatores antinutricionais; os mecanismos ainda  não são claros, mas interações proteína-taninos (52,53)<SUP> </SUP>aparentemente  afetam a digestibilidade e disponibilidade de aminoácidos. Outros fatores, tais  como as fibras que causam aumento na excreção de nitrogênio endógeno, devem ser  também considerados.</P>     <P align=justify>Diante disso, salienta-se a necessidade de maiores informações  do efeito destes fatores antinutricionais em diferentes fontes protéicas e  contendo diferentes concentrações dos mesmos, visando traçar-se um perfil  comprometedor para o aproveitamento de nutrientes dietéticos. A questão sobre os  riscos à saúde provocados por fatores antinutricionais, o desconhecimento dos  níveis de tolerância, o grau de variação do risco individual e a influência de  fatores ambientais sobre a habilidade de destoxificação do organismo, bem como  os danos devidos à prolongada ingestão de fatores antinutricionais são muito  difíceis de serem avaliados, porquanto existem controvérsias com relação à  extrapolação dos resultados de sistemas experimentais para seres humanos que se  alimentam com dietas complexas.</P><B>     <P align=center>CONCLUSÃO</P></B>     <P align=justify>O processamento doméstico do feijão-comum incluindo maceração  prévia à cocção com descarte da água de maceração não absorvida pelos grãos,  ocasionou redução nos fatores antinutricionais fitatos (85%), taninos (88%), no  teor de amido (26,8%) e nos fatores de flatulência rafinose (25%), estaquiose  (24,5%) e verbascose (41,7%).</P>     <P align=justify>A adição dos sólidos solúveis encontrados na água de maceração  à dieta de caseína não afetou o seu valor nutritivo (NPR e digestibilidade).</P>     <P align=justify>O tratamento FCSAM foi o mais efetivo na remoção dos fatores  antinutricionais fitatos e taninos e nos fatores de flatulência rafinose,  estaquiose e verbascose, embora a maceração prévia à cocção do feijão-comum não  interferiu no seu valor nutritivo.</P><B>     <P align=center>AGRADECIMENTOS</P></B>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>Os autores agradecem as bolsas de Mestrado de QUEIROZ, K.S.  (Processo N<FONT face=Symbol>°</FONT> 98/04323-7) e de HELBIG, E. (Processo  N<FONT face=Symbol>°</FONT> 98/04324-7), bem como ao apoio financeiro concedidos  ao Projeto (Processo N<FONT face=Symbol>°</FONT> 1998/4325-0) pela Fundação de  Amparo à Pesquisa do estado de São Paulo (FAPESP).</P>     <P align=justify>À Dra. Priscila Fratin Medina, do Instituto Agronômico de  Campinas pelo fornecimento do cultivar puro de feijão-comum. Ao Dr. Olavo Rusig,  de M. Cassab Comércio e Indústria Ltda. pelo fornecimento da mistura  vitamínica.</P><B>     <P align=center>REFERÊNCIAS</P> <DIR></B>     <!-- ref --><P align=justify>1. Knudsen IM. High-performance liquid determination of  oligosaccharides in leguminous seeds. J Sci Food Agric 1986;37(6):560-6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373806&pid=S0004-0622200100030001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>2. Valenzuela MRC, Sgarbieri VC. Influence of various dry bean  fractions, cv. Carioca 80, on diet efficiency and dietary protein utilization. J  Nutr Sci Vitaminol 1990;36(2):141-51.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373807&pid=S0004-0622200100030001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>3. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Anuário  estatístico do Brasil. Rio de Janeiro, 1996. v.56, p.3-53: produção vegetal.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373808&pid=S0004-0622200100030001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>4. Khokhar S, Chauhan BM. Antinutritional factors in moth bean  (<I>Vigna aconitifolia</I>): varietal differences and effects of methods of  domestic processing and cooking. J Food Sci 1986; 51(3):591-4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373809&pid=S0004-0622200100030001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>5. Zhou JR, Erdman JW. Breadmaking properties of composite  flours of wheat and faba beanprotein preparations. Crit Rev Food Sci Nutr<B>  </B>1995;35(6):495-508. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373810&pid=S0004-0622200100030001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>6. Torre M, Rodriguez AR, Saura-Calixto F. Effects of dietary  fiber and phytic acid on mineral availability. Crit Rev Food Sci Nutr<B>  </B>1991;1(1):1-22.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373811&pid=S0004-0622200100030001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>7. Naczk M, Nichols T, Pink D, Sosulski F. Condensed tannins in  canola hulls. J Agric Food Chem 1994;42(10):2196-2200. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373812&pid=S0004-0622200100030001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>8. Kaur D, Kapoor AC. Nutrient composition and antinutritional  factors of rice bean (<I>Vigna umbellata</I>). Food Chem 1992;43(22):119-24.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373813&pid=S0004-0622200100030001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>9. Deshpande SS, Damodaran S. Food legumes: chemistry and  technology. Adv Cereal Sci Technol 1990;10:147-241. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373814&pid=S0004-0622200100030001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>10. Ida EI, Silva RSF, Rao CS. Oligosaccharides of soybeans:  problems and solutions. Arq Biol Technol 1981;24(4):25-30.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373815&pid=S0004-0622200100030001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>11. Sánchez-Mata M, Teruel-Peñuela M, Cámara-Hurtado M,  Díez-Marqués C, Torija-Isasa ME. Determination of mono-, di-, and  oligosaccharides in legumes by high-performance liquid chromatography using an  amino-bonded silica column. J Agric Food Chem 1998;46(9):3648-52.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373816&pid=S0004-0622200100030001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P align=justify>12. Baldini VLS, Draetta IS, Yong KP. Purification and  characterization of <FONT face=Symbol>a</FONT> -galactosidase from bean  Phaseolus vulgaris. J Food Sci 1985; 50 (6):1766-7.</P>     <!-- ref --><P align=justify>13. Jacorzinski B. Der einfluss einer raffinose – diet und  gekochter leguminosensamen auf einig prozesse im dickdarm der ratte. Nahrung  1987;31(10):971-80.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373818&pid=S0004-0622200100030001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>14. Goycoolea F, Gonzalez de Mejia E, Barron JM, Valencia ME.  Efecto de los tratamientos caseros en la preparacion de frijol pinto  (<I>Phaseolus vulgaris</I>, L) sobre o contenido de taninos y valor nutritivo de  las proteinas. Arch Latinoam Nutr 1990;40(2):263-74.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373819&pid=S0004-0622200100030001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>15. Bressani R, Navarrete DA, Garcia Soto A, Elias LG. Culinary  practices and consumption characteristics of common beans at the rural home  level. Arch Latinoam Nutr 1988;38(4):925-34.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373820&pid=S0004-0622200100030001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>16. Castellanos JZ, Maldonado HG, Jimenéz A, Mejía C, Ramos  JJM, Gallegos JAA, Hoyos G, Salinas EL, Eguiarte DG, Pérez RS, Acuña JG,  Villalobos JAM, Hernández PF, Cáceres B. Hábitos preferenciales de los  consumidores de frijol común (<I>Phaseolus vulgaris</I>, L.) en México. Arch  Latinoam Nutr 1997;47(2):163-7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373821&pid=S0004-0622200100030001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>17. Barampama Z, Simard RE. Oligosaccharides, antinutritional  factors and protein digestibility of dry beans as affected by processing. J Food  Sci 1994;59(4):833-8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373822&pid=S0004-0622200100030001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>18. Barampama Z, Simard RE. Effects of soaking, cooking and  fermentation on composition, in-vitro starch digestibility and nutritive value  of common beans. Plant Foods Hum Nutr 1995; 48(4):349-65.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373823&pid=S0004-0622200100030001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>19. Bligh EG, Dyer WJ. A rapid method of total lipid extraction  an purification. Can J BiochemPhisiol 1959;37(8):911-7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373824&pid=S0004-0622200100030001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>20. Association of Official Analytical Chemists. Official  methods of analysis. 12. ed., HORWITZ, W., ed., Washington D.C.: AOAC, 1975.  p.927-8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373825&pid=S0004-0622200100030001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>21. Williams PC. The use of titanium dioxide as a catalyst from  large scale Kjeldahl determination of the total nitrogen content of cereal  grains. J Sci Food Agric 1973;24(6):343-8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373826&pid=S0004-0622200100030001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>22. Mossé J. Nitrogen to protein conversion factor for ten  cereals and six legumes or oilseeds; a reappraisal of its definition and  determination. Variation according to species and to seeds protein content. J  Agric Food Chem 1990;38(1):18-24.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373827&pid=S0004-0622200100030001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>23. Pearson D. Técnicas de laboratorio para el análisis de  alimentos [laboratory techiques in food analysis]. Zagaroga: Acribia, 1976.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373828&pid=S0004-0622200100030001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>24. Lees R. Manual de análisis de alimentos. Zaragoza: Acribia,  1979.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373829&pid=S0004-0622200100030001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>25. Instituto de Tecnologia de Alimentos. Manual técnico de  análises. Campinas: ITAL, 1987.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373830&pid=S0004-0622200100030001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>26. Association of Official Analytical Chemists. Official  methods of analysis. 16. ed., CUNNIF, P., ed., Washington D.C.: AOAC, 1995. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373831&pid=S0004-0622200100030001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>27. Latta M, Eskin M. A simple and rapid colorimetric method  for phytate determination. J Agric Food Chem. 1980;28(6):1313-15.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373832&pid=S0004-0622200100030001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>28. Deshpande SS, Cheryan M, Salunke DK. Tannin analysis of  food products. Crit Rev Food Sci Nutr 1986;24(4):401-49.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373833&pid=S0004-0622200100030001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>29. Bergeret G. Curso de industrias agrícolas: técnica  analítica. Revista AGROS, 1937; 7(129):99.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373834&pid=S0004-0622200100030001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>30. Association of Official Analytical Chemists. Official  methods of analysis. 11.ed., HORWITZ, W., ed., Washington D.C.: AOAC, 1970.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373835&pid=S0004-0622200100030001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>31. Vidal-Valverde C, Frias J, Valverde S. Changes in the  carbohydrate composition of legumes after soaking and cooking. J Am Diet Assoc  1993;93(5):547-50. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373836&pid=S0004-0622200100030001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>32. Assumpção RMV, Morita T. Manual de soluções, reagentes e  solventes: padronização, preparação e purificação. São Paulo: Edgard Blucher,  1968.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373837&pid=S0004-0622200100030001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>33. Carvalho PRN. Cromatografia líquida de alta eficiência  aplicada à análise de alimentos: manual técnico. Campinas: ITAL, 1993.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373838&pid=S0004-0622200100030001000033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>34. Frias J, Hedley CL, Price KR, Fenwick GR, Vidal-valverde C.  Improved methods of oligosacchride analysis for genetic studies of legume seeds.  J Liquid Chromat 1994; 17(11):2469-83.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373839&pid=S0004-0622200100030001000034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>35. Revilleza MJR, Mendonza EMT, Raymundo LC. Oligosaccharides  in several philippine indigenous food legumes: determination, localization and  removal. Plant Foods Hum Nutr 1990; 40(1):83-93.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373840&pid=S0004-0622200100030001000035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>36. Sosulki FW, Elkowicz L, Reichert RD. Oligosaccharides in  eleven legumes and their air-classified protein and starch fractions. J Food Sci  1982; 47(2):498-502.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373841&pid=S0004-0622200100030001000036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>37. Macrae R, Zand-Moghaddam A. The determination of the  component oligosaccharides of lupinseeds by high pressure liquid chromatography.  J Sci Food Agric 1978; 29(12):1083-6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373842&pid=S0004-0622200100030001000037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>38. Reeves PG, Nielsen FH, Fahey JR. GC. AIN-93 purified diets  for laboratory rodents; final report of the American Institute of Nutrition ad  hoc writing commitee on the reformulation of the AIN-76A rodent diet. J Nutr  1993;123(11):1939-51. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373843&pid=S0004-0622200100030001000038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>39. Pellet PL, Young VR. Nutritional evaluation of protein  foods. Tokyo: The United Nations University, 1980, 154p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373844&pid=S0004-0622200100030001000039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>40. Guzmán-Maldonado H, Castellanos J, González de Mejía E.  Relationship between theoretical and experimentally detected tannin content of  common beans (<I>Phaseolus vulgaris,</I> L.). Food Chem 1996;55(4):333-5. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373845&pid=S0004-0622200100030001000040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>41. Chitra VU. Variability in phytic acid content and protein  digestibility of grain legumes. Plant Foods Hum Nutr 1995;47(2):163-72.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373846&pid=S0004-0622200100030001000041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>42. Sharma A, Shegal S. Effect of domesting processing, and  germination on the trypsin inhibitor activity and tannin content of faba bean  (<I>Vicia faba</I>). 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Nutrients and antinutritional factors in faba beans as  affected by processing. Zeitung Lebensm Unters Forsch 1998; 207(2):140-5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373849&pid=S0004-0622200100030001000044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>45. Nwinuka NM, Abbey BW, Ayalogu EO. Effect of processing on  flatus producing oligosaccharides in cowpea (<I>Vigna unguiculata</I>) and the  tropical african yam bean (<I>Sphenostylis sternocarpa</I>). 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Food Chem  1993;46(1):25-31.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373852&pid=S0004-0622200100030001000047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>48. Sgarbieri VC. Composition and nutritive value of beans  (<I>Phaseolus vugaris</I>, L). World Rev Nutr Diet 1989;60(46):132-98.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373853&pid=S0004-0622200100030001000048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>49. Kataria A, Chauhan BM, Punia D. Effect of domestic  processing and cooking methods on the contents of carbohydrates of amphidiploids  (black gram <FONT face=Symbol>´</FONT> mung bean). Food Chem 1990;  36(1):63-72.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373854&pid=S0004-0622200100030001000049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>50. Jood S, Mehta U, Singh R. Effect of processing on available  carbohydrates in legumes. J Agric Food Chem 1986;34(3):417-20.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373855&pid=S0004-0622200100030001000050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>51. Aw TL, Swanson BG. Influence of tannin on <I>Phaseolus  vulgaris </I>protein digestibility and quality. J Food Sci<B>  </B>1985;50(1):67-71.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373856&pid=S0004-0622200100030001000051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>52. Khokhar S, Fenwick GR. Phytate content of indian foods and  intakes by vegetarian indians of Hisar region, Haryana state. J Agric Food Chem  1994;42(11):2440-4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373857&pid=S0004-0622200100030001000052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 53.Reddy NR, Sathe SK, Salunkhe DK. Phytates in legumes and cereals. Adv&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Food Res 1982; 28: 1-91.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=373858&pid=S0004-0622200100030001000053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body>
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