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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Obesidade mórbida em mulheres - Estilos alimentares e qualidade de vida]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Morbid obesity in women - Eating style end quality of life. Morbid obesity has been widely studied due to its high incidence and its bad consequences to health. Studies about obesity have been emphasived some important aspects such as eating styles and quality of life. This study aim to investigate the eating styles and the quality of life of women with morbid obesity, patients in treatment at the Ambulatory of Eating Disorders, University Hospital of the Faculty of Medicine of Ribeirão Preto, University of São Paulo. Sixty women were assessed, 30 obese (Body Mass Index - BMI > 40 kg/m²) and 30 nonobese (BMI 20 to 25 kg/m²). A semi-structured interview, the Dutch Eating Behaviour Questionnaire and the Short-form Health Survey: Medical Outcomes Study were used for the assessment, after translate to portuguese and adapted. The data were rated and quantified and the groups were statistically analyzed through the Tests of Mann-Whitney. The groups differed significantly as for restrained (p<0.001) and emotional eating (p<0.01), and did not differ as for external eating. The groups also differed in quality of life, concerning physical and social limitations (p<0.001), the presence of emotional indicators (p<0.001) and general health condition (p<0.001). Findings suggest that eating styles contribute to explain the difficult of eating control - but are not only factor in the obesity characterization. Moreover, morbidly obese women presented a quality of life more compromised and have an adequate perception of their physical, social and emotional limitations. That might favor a therapeutic approach to them]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[   <B><FONT SIZE=5>    <P ALIGN="CENTER">Obesidade m&oacute;rbida em mulheres - Estilos alimentares e qualidade de vida</P> </B></FONT><I>    <P ALIGN="CENTER">Graziela Aparecida Nogueira de Almeida, Sonia Regina Loureir0, Jos&eacute; Ernesto dos Santos</P> </I>    <P ALIGN="CENTER">Universidade de S&atilde;o Paulo</P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">RESUMO</B>. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">A obesidade m&oacute;rbida tem sido amplamente estudada em fun&ccedil;&atilde;o de sua incid&ecirc;ncia e por suas conseq&uuml;&ecirc;ncias &agrave; sa&uacute;de. Estudos t&ecirc;m destacado como vari&aacute;veis relevantes os estilos alimentares e a qualidade de vida. Objetiva-se investigar os estilos alimentares e a qualidade de vida de mulheres com obesidade m&oacute;rbida, pacientes do Ambulat&oacute;rio de Dist&uacute;rbios de Conduta Alimentar do Hospital das Cl&iacute;nicas da Faculdade de Medicina de Ribeir&atilde;o Preto da Universidade de S&atilde;o Paulo. Foram sujeitos 60 mulheres, sendo 30 obesas (&Iacute;ndice de Massa Corporal - IMC<U>&gt;</U>40 kg/m²) e 30 n&atilde;o-obesas (IMC entre 20 e 25 kg/m²). Procedeu-se &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de uma entrevista semi-estruturada, do Question&aacute;rio Holand&ecirc;s de Comportamento Alimentar e do Exame de Sa&uacute;de ap&oacute;s tradu&ccedil;&atilde;o para a l&iacute;ngua portuguesa e adapta&ccedil;&atilde;o dos mesmos. Os dados foram cotados e quantificados, procedendo-se &agrave; compara&ccedil;&atilde;o dos grupos atrav&eacute;s do Teste de Mann-Whitney. Os grupos diferiram significativamente quanto &agrave;s subescalas alimenta&ccedil;&atilde;o restrita (p<U>&lt;</U>0.001) com valores inferiores para o grupo de obesas, e alimenta&ccedil;&atilde;o emocional (p<U>&lt;</U>0.01) com valores superiores para o grupo de obesas, n&atilde;o tendo se diferenciado quanto &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o externa. Tamb&eacute;m diferiram quanto &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e sociais (p<U>&lt;</U>0.001), &agrave; presen&ccedil;a de indicadores emocionais (p<U>&lt;</U>0.001) e ao estado geral de sa&uacute;de (p<U>&lt;</U>0.001), em todas as categorias com valores superiores para o grupo de obesas, caracterizando maior dificuldade. Conclui-se que: a) os tr&ecirc;s estilos alimentares parecem contribuir para explicar a dificuldade quanto ao controle alimentar, sem contudo terem um car&aacute;ter exclusivo na caracteriza&ccedil;&atilde;o da obesidade; b) as mulheres morbidamente obesas apresentaram maior comprometimento na qualidade de vida, bem como percep&ccedil;&atilde;o adequada quanto aos preju&iacute;zos relativos &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, podendo ser este um indicador favor&aacute;vel &agrave; abordagem terap&ecirc;utica.</P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Palavras-chaves: </B>Obesidade, alimenta&ccedil;&atilde;o, qualidade de vida.</P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">SUMMARY. </P> </B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Morbid obesity in women - Eating style end quality of life.<B> </B>Morbid obesity has been widely studied due to its high incidence and its bad consequences to health. Studies about obesity have been emphasived some important aspects such as eating styles and quality of life. This study aim to investigate the eating styles and the quality of life of women with morbid obesity, patients in treatment at the Ambulatory of Eating Disorders, University Hospital of the Faculty of Medicine of Ribeir&atilde;o Preto, University of S&atilde;o Paulo. Sixty women were assessed, 30 obese (Body Mass Index - BMI <U>&gt;</U> 40 kg/m²) and 30 nonobese (BMI 20 to 25 kg/m²). A semi-structured interview, the Dutch Eating Behaviour Questionnaire and the Short-form Health Survey: Medical Outcomes Study were used for the assessment, after translate to portuguese and adapted. The data were rated and quantified and the groups were statistically analyzed through the Tests of Mann-Whitney. The groups differed significantly as for restrained (p<U>&lt;</U>0.001) and emotional eating (p<U>&lt;</U>0.01), and did not differ as for external eating. The groups also differed in quality of life, concerning physical and social limitations (p<U>&lt;</U>0.001), the presence of emotional indicators (p<U>&lt;</U>0.001) and general health condition (p<U>&lt;</U>0.001). Findings suggest that eating styles contribute to explain the difficult of eating control - but are not only factor in the obesity characterization. Moreover, morbidly obese women presented a quality of life more compromised and have an adequate perception of their physical, social and emotional limitations. That might favor a therapeutic approach to them.</P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Key words: </B>Morbid obesity, eating styles, quality of life.</P> <B>    <P ALIGN="CENTER">&nbsp;</P> </B><FONT SIZE=2>    <P>&nbsp;</P> </FONT>    <P ALIGN="JUSTIFY">Recibido: 26-10-2000</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Aceptado: 02-10-2001</P> <B>    <P ALIGN="CENTER">&nbsp;</P>     <P ALIGN="CENTER">INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">A obesidade m&oacute;rbida, mais recentemente, tem sido objeto de muitos estudos em fun&ccedil;&atilde;o de sua incid&ecirc;ncia na sociedade e tamb&eacute;m por suas s&eacute;rias conseq&uuml;&ecirc;ncias &agrave; sa&uacute;de (1). Os efeitos da obesidade na sa&uacute;de f&iacute;sica t&ecirc;m sido amplamente documentados, contudo os correlatos psicol&oacute;gicos do excesso de peso necessitam ainda de mais estudos (2,3). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Neste contexto, tem aumentado o reconhecimento de que a obesidade &eacute; heterog&ecirc;nea no que diz respeito &agrave; etiologia, aos efeitos do excesso de peso em vari&aacute;veis cl&iacute;nicas, e &agrave;s respostas a diferentes modalidades de tratamentos (2). Considerando a complexidade de fatores envolvidos na obesidade, faz-se necess&aacute;rio identificar aspectos diagn&oacute;sticos que favore&ccedil;am o reconhecimento do estilo e da qualidade de vida destas pessoas. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">A investiga&ccedil;&atilde;o acerca dos estilos alimentares tem conquistado um espa&ccedil;o importante em pesquisas com obesos. Wardle (4) aponta para a relev&acirc;ncia dos tr&ecirc;s estilos alimentares - alimenta&ccedil;&atilde;o restrita, emocional e externa - no desenvolvimento da obesidade. Ao se conhecer mais sobre a forma como os estilos alimentares podem influenciar o peso corporal, pode-se facilitar as modifica&ccedil;&otilde;es no grau de obesidade (5). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; qualidade de vida, estudos t&ecirc;m mostrado que n&atilde;o apenas a obesidade, mas tamb&eacute;m o comportamento de emagrecimento por meio de restri&ccedil;&atilde;o alimentar, podem estar associados a preju&iacute;zos (6,7). Estudos sobre qualidade de vida indicam que ela &eacute; freq&uuml;entemente comprometida em pessoas obesas, devido a preju&iacute;zos no funcionamento f&iacute;sico e psicossocial (1,8-13). Al&eacute;m do risco aumentado de morbidade e mortalidade associados ao excesso de gordura corporal, o excesso de peso tamb&eacute;m pode afetar condi&ccedil;&otilde;es diversas relacionada &agrave; sa&uacute;de (10,14). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Em estudo realizado no Brasil com pacientes morbidamente obesos, Garrido J&uacute;nior (15) observou que a maioria destes pacientes sofriam de mais de uma doen&ccedil;a associada &agrave; obesidade. Pacientes com obesidade m&oacute;rbida, mais do que outros obesos, parecem sofrer de s&eacute;rias conseq&uuml;&ecirc;ncias, estas relacionadas &agrave; comorbidade com doen&ccedil;as como hipertens&atilde;o arterial, diabetes melito, entre outras, dificuldades para trabalhar e se divertir, al&eacute;m do impacto psicossocial relacionado ao estigma da obesidade, bem como &agrave; discrimina&ccedil;&atilde;o e desprezo social (7,13).</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Neste contexto, o presente estudo objetiva investigar os estilos alimentares e os aspectos relativos &agrave; qualidade de vida de mulheres com obesidade m&oacute;rbida, comparativamente a um grupo de mulheres n&atilde;o obesas .</P> <B>    <P ALIGN="CENTER">METODOLOGIA</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Sujeitos</P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Foram estudados 60 sujeitos do sexo feminino, com idade variando de 30 a 60 anos, os quais foram divididos em dois grupos, de acordo com o &Iacute;ndice de Massa Corporal (IMC). O primeiro - Grupo Experimental (GE) - foi formado por pacientes que estavam em tratamento baseado em reeduca&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos alimentares e dieta, no Ambulat&oacute;rio de Dist&uacute;rbios de Conduta Alimentar (ADCA) do Hospital das Cl&iacute;nicas da Faculdade de Medicina de Ribeir&atilde;o Preto – Universidade de S&atilde;o Paulo (HCFMRP-USP), tendo diagn&oacute;stico m&eacute;dico de Obesidade M&oacute;rbida, ou seja, um IMC igual ou superior a 40 Kg/m². O segundo - Grupo Controle (GC) - foi formado por mulheres com IMC variando de 20 a 25 Kg/m², condi&ccedil;&atilde;o esta excludente para o diagn&oacute;stico de obesidade. Foram contatadas no Centro M&eacute;dico, Social e Comunit&aacute;rio de Vila Lobato, em Ribeir&atilde;o Preto, S&atilde;o Paulo, por ocasi&atilde;o de sua presen&ccedil;a no servi&ccedil;o, buscando atendimento para si junto &agrave; Ginecologia, ou para seus filhos junto &agrave; Pediatria, ou ainda quando da participa&ccedil;&atilde;o em cursos profissionalizantes oferecidos &agrave; comunidade, quando ent&atilde;o era solicitada a sua colabora&ccedil;&atilde;o na pesquisa.</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Quanto &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o dos sujeitos, observa-se que 50,0% das mulheres morbidamente obesas e 53,3% das mulheres n&atilde;o obesas apresentaram idade variando de 40 a 49 anos. A m&eacute;dia de idade dos sujeitos obesos foi de 46,1 <U>+</U> 5,95 anos (Md = 45,5), e a dos n&atilde;o obesos foi de 42,6 <U>+</U> 8,11 anos (Md = 45,5). Quanto &agrave; escolaridade, 76,7% das obesas e 60,0% das mulheres com peso normal cursaram apenas o primeiro grau. No que diz respeito ao IMC, todas as obesas apresentaram &iacute;ndices maiores ou iguais a 40 kg/m², enquanto que todas as n&atilde;o obesas apresentaram &iacute;ndices que variaram de 20 a 25 kg/m². O perfil descrito mostra que os sujeitos dos dois grupos s&atilde;o compar&aacute;veis em termos de idade e escolaridade e significativamente diferentes em termos de &iacute;ndice de massa corporal.</P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Instrumentos</P> </B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Foram utilizados os seguintes instrumentos para a coleta dos dados: </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">a) uma entrevista semi - estruturada, desenvolvida de acordo com os objetivos da pesquisa, como fonte de dados complementares.</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">b) Question&aacute;rio Holand&ecirc;s de Comportamento Alimentar (QHCA) - Dutch Eating Behaviour Questionnaire (4), para avaliar os estilos alimentares, composto de tr&ecirc;s subescalas abrangendo as seguintes &aacute;reas: </P><DIR>      <P ALIGN="JUSTIFY">-&#9;alimenta&ccedil;&atilde;o restrita: estilo alimentar relativo ao conhecimento de h&aacute;bitos nutricionais adequados;</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">-&#9;alimenta&ccedil;&atilde;o emocional: estilo alimentar relativo ao estado emocional do indiv&iacute;duo;</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">-&#9;alimenta&ccedil;&atilde;o externa: estilo alimentar relativo aos atrativos de aroma e sabor dos alimentos, bem como com a alimenta&ccedil;&atilde;o associada &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es sociais.</P></DIR>      <P ALIGN="JUSTIFY">c) Exame de Sa&uacute;de (ES) - Short-form Health Survey: Medical Outcomes Study (16), como indicador de qualidade de vida.</P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Procedimento</P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Os question&aacute;rios utilizados no estudo - QHCA e ES - primeiramente, foram submetidos a tradu&ccedil;&otilde;es independentes para a l&iacute;ngua portuguesa realizadas pela primeira pesquisadora e por dois psic&oacute;logos que dominam a l&iacute;ngua inglesa e que tamb&eacute;m usam escalas de avalia&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas em suas rotinas de trabalho. As tradu&ccedil;&otilde;es foram comparadas e os pontos divergentes foram analisados, procedendo-se &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o destes, mantendo-se a forma consensual para dois avaliadores. Os instrumentos foram comparados aos originais de forma a manter-se a adequa&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do. Em seguida, foi realizada uma testagem preliminar de tais escalas em um estudo piloto, com 10 sujeitos adultos, do sexo feminino, com diagn&oacute;stico m&eacute;dico de obesidade m&oacute;rbida, atendidas no Ambulat&oacute;rio de Dist&uacute;rbios de Conduta Alimentar do HCFMRP-USP. Tais aplica&ccedil;&otilde;es foram individuais e, ap&oacute;s as mesmas, a pesquisadora conversou com os sujeitos, solicitando sugest&otilde;es quanto &agrave;s formula&ccedil;&otilde;es e esclarecimentos de pontos que n&atilde;o estivessem claros na apresenta&ccedil;&atilde;o das mesmas. Com base nestas etapas citadas, procedeu-se &agrave;s reformula&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias e novamente os instrumentos traduzidos foram comparados aos originais de forma a garantir a preserva&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Os 30 sujeitos do GE foram contatados por carta ou durante o retorno m&eacute;dico. Os instrumentos foram aplicados individualmente pela primeira autora, em duas sess&otilde;es de avalia&ccedil;&atilde;o, em um consult&oacute;rio do ADCA do Hospital das Cl&iacute;nicas em condi&ccedil;&otilde;es ambientais adequadas.</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Os 30 sujeitos do GC foram contatados no Centro M&eacute;dico, Social e Comunit&aacute;rio de Vila Lobato. Os instrumentos foram aplicados individualmente pela primeira autora, em sess&atilde;o &uacute;nica, em um consult&oacute;rio no pr&oacute;prio Centro M&eacute;dico.</P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Tratamento dos dados</P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Para a cota&ccedil;&atilde;o dos protocolos referentes aos dois instrumentos, estabeleceram-se crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Quanto ao QHCA, a pontua&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima poss&iacute;vel nesta escala &eacute; de 33 pontos. Considera-se que, quanto maior a pontua&ccedil;&atilde;o, menor a capacidade de controle alimentar; e, quanto menor a pontua&ccedil;&atilde;o, maior a capacidade de controle.</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">No que diz respeito ao ES, a pontua&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima poss&iacute;vel neste instrumento &eacute; de 84 pontos. Considera-se que, quanto maior a pontua&ccedil;&atilde;o, maior o comprometimento da sa&uacute;de; e, quanto menor a pontua&ccedil;&atilde;o, menor o comprometimento da sa&uacute;de.</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Visando uma compreens&atilde;o dos dados de avalia&ccedil;&atilde;o do ES, procedeu-se a uma divis&atilde;o do mesmo em tr&ecirc;s categorias, considerando-se a percep&ccedil;&atilde;o que os pacientes apresentam com rela&ccedil;&atilde;o aos pr&oacute;prios limites ou dificuldades com a sa&uacute;de. Para tal, considerou-se as seguintes categorias: 1) limita&ccedil;&atilde;o ou incapacidade quanto &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de atividades f&iacute;sicas e sociais; 2) refer&ecirc;ncia a quest&otilde;es emocionais; 3) estado geral de sa&uacute;de.</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Com o objetivo de comparar os grupos foram calculados os valores relativos &agrave; m&eacute;dia, desvio-padr&atilde;o e mediana dos escores totais e parciais apresentados pelos sujeitos do GE e do GC nos dois instrumentos, bem como foram calculadas as propor&ccedil;&otilde;es de respostas dos sujeitos nas subescalas e categorias. Em seguida foram feitos tratamentos estat&iacute;sticos dos dados, utilizando-se para tal o teste n&atilde;o param&eacute;trico de Mann-Whitney, considerando-se porcentagens significativas com valores de <I>p</I><U>&lt;</U> 0.01.</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Visando a compreens&atilde;o dos perfis dos sujeitos atrav&eacute;s dos dois instrumentos, foram feitas testagens de correla&ccedil;&otilde;es, por meio do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman. </P> <B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER">RESULTADOS</P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Inicialmente ser&atilde;o apresentados os dados relativos ao QHCA. Os valores relativos &agrave; m&eacute;dia, desvio-padr&atilde;o e mediana dos escores apresentados pelos sujeitos dos dois grupos s&atilde;o mostrados na Tabela 1.</P>     <P ALIGN="CENTER">&nbsp;</P>     <P ALIGN="CENTER"><a href="#tab1">TABELA 1</a></P>     <P ALIGN="CENTER">Valores relativos &agrave; m&eacute;dia, desvio-padr&atilde;o e mediana dos escores totais e parciais apresentados pelos sujeitos do GE - obesas, e GC - n&atilde;o obesas, no Question&aacute;rio Holand&ecirc;s de Comportamento Alimentar (QHCA)</P>     <P ALIGN="CENTER"><a name="tab1"></a></P>     <div align="center">       <center> <TABLE BORDER="1" CELLSPACING=1 CELLPADDING=4 WIDTH=465> <TR><TD WIDTH="37%" VALIGN="TOP">     <P><B>Instrumento/Subescalas</B></TD> <TD WIDTH="31%" VALIGN="TOP" COLSPAN=3> <B>    <P>GE - obesas</B></TD> <TD WIDTH="32%" VALIGN="TOP" COLSPAN=3> <B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>GC – n&atilde;o obesas</B></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="37%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">QHCA/Escore Total</TD> <TD WIDTH="10%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">M</P>     <P ALIGN="CENTER">12.33</TD> <TD WIDTH="9%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">DP</P>     <P ALIGN="CENTER">6.0</TD> <TD WIDTH="12%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">Md</P>     <P ALIGN="CENTER">13</TD> <TD WIDTH="10%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">M</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER">12.67</TD> <TD WIDTH="10%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">DP</P>     <P ALIGN="CENTER">4.4</TD> <TD WIDTH="12%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">Md</P>     <P ALIGN="CENTER">12</TD> </TR> <TR><TD WIDTH="37%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">Alimenta&ccedil;&atilde;o Restrita</TD> <TD WIDTH="10%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">2.07</TD> <TD WIDTH="9%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">1.3</TD> <TD WIDTH="12%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">2</TD> <TD WIDTH="10%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">5.83</TD> <TD WIDTH="10%" VALIGN="TOP">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER">2.2</TD> <TD WIDTH="12%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">7**</TD> </TR> <TR><TD WIDTH="37%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">Alimenta&ccedil;&atilde;o emocional</TD> <TD WIDTH="10%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">5.40</TD> <TD WIDTH="9%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">4.2</TD> <TD WIDTH="12%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">5</TD> <TD WIDTH="10%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">2.73</TD> <TD WIDTH="10%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">3.4</TD> <TD WIDTH="12%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">2*</TD> </TR> <TR><TD WIDTH="37%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">Alimenta&ccedil;&atilde;o Externa</TD> <TD WIDTH="10%" VALIGN="TOP">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER">4.87</TD> <TD WIDTH="9%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">2.6</TD> <TD WIDTH="12%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">4</TD> <TD WIDTH="10%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">4.10</TD> <TD WIDTH="10%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">2.3</TD> <TD WIDTH="12%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">4.5</TD> </TR> </TABLE>    </center> </div>      <P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">* p <U>&lt;</U> 0.01 (Teste de Mann-Whitney)</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">** p &lt; 0.001 (Teste de Mann-Whitney)</P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P> </B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Quanto aos escores totais do QHCA, o grupo das mulheres morbidamente obesas n&atilde;o apresenta diferen&ccedil;as estatisticamente significativas, quando comparado ao grupo das n&atilde;o-obesas. Contudo, quanto aos escores nas subescalas do question&aacute;rio analisados isoladamente, verifica-se diferen&ccedil;as significativas. As mulheres com peso normal apresentam escores significativamente mais elevados na subescala alimenta&ccedil;&atilde;o restrita quando comparadas &agrave;s obesas. Visto que tal subescala avalia o estilo alimentar relacionado ao conhecimento de h&aacute;bitos nutricionais adequados, os dados sugerem que as n&atilde;o-obesas n&atilde;o det&ecirc;m estas informa&ccedil;&otilde;es ou n&atilde;o se preocupam de forma mais intensa com as mesmas. Na subescala alimenta&ccedil;&atilde;o emocional, que avalia o estilo alimentar relacionado ao estado emocional do indiv&iacute;duo, as mulheres obesas apresentam escores mais elevados, sugerindo a presen&ccedil;a de dificuldades quanto ao controle alimentar diante de sentimentos ou estados afetivos diversos. Quanto &agrave; subescala relativa &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o externa, n&atilde;o &eacute; observada diferen&ccedil;a estatisticamente significativa entre os grupos, o que sugere que ambos lidam de forma semelhante com os atrativos de aroma e sabor dos alimentos, bem como com a alimenta&ccedil;&atilde;o associada &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es sociais.</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Os dados relativos ao ES s&atilde;o apresentados na Tabela 2.</P>     <P ALIGN="CENTER">&nbsp;</P>     <P ALIGN="CENTER"><a href="#tab2">TABELA 2</a></P>     <P ALIGN="CENTER">Valores relativos &agrave; m&eacute;dia, desvio-padr&atilde;o e mediana dos escores totais e parciais apresentados pelos sujeitos do GE - obesas, e GC - n&atilde;o obesas, no Exame de Sa&uacute;de (ES)</P>     <P ALIGN="center"><a name="tab2"></a></P>     <div align="center">       <center> <TABLE BORDER="1" CELLSPACING=1 CELLPADDING=4 WIDTH=576> <TR><TD WIDTH="31%" VALIGN="TOP">     <P><B>Instrumento/</B> <B>Categorias</B></TD> <TD WIDTH="43%" VALIGN="TOP" COLSPAN=3> <B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>GE - obesas</B></TD> <TD WIDTH="26%" VALIGN="TOP" COLSPAN=3> <B>    <P>GC – n&atilde;o obesas</B></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="31%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">ES/Escore Total</TD> <TD WIDTH="9%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">M</P>     <P ALIGN="CENTER">59.07</TD> <TD WIDTH="13%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">DP</P>     <P ALIGN="CENTER">11.6</TD> <TD WIDTH="21%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">Md</P>     <P ALIGN="CENTER">61</TD> <TD WIDTH="8%" VALIGN="TOP">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER">M</P>     <P ALIGN="CENTER">32.30</TD> <TD WIDTH="10%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">DP</P>     <P>10.82&#9;2</TD> <TD WIDTH="8%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">Md</P>     <P ALIGN="CENTER">8.5**</TD> </TR> <TR><TD WIDTH="31%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">Limita&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e sociais</TD> <TD WIDTH="9%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">18.47</TD> <TD WIDTH="13%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">5.4</TD> <TD WIDTH="21%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">17</TD> <TD WIDTH="8%" VALIGN="TOP">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER">10.43</TD> <TD WIDTH="10%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">2.4</TD> <TD WIDTH="8%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">9**</TD> </TR> <TR><TD WIDTH="31%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">Aspectos emocionais</TD> <TD WIDTH="9%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">16.00</TD> <TD WIDTH="13%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">5.3</TD> <TD WIDTH="21%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">17</TD> <TD WIDTH="8%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">10.37</TD> <TD WIDTH="10%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">4.3</TD> <TD WIDTH="8%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">9.5**</TD> </TR> <TR><TD WIDTH="31%" VALIGN="TOP">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Estado geral de sa&uacute;de</TD> <TD WIDTH="9%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">24.60</TD> <TD WIDTH="13%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">5.9</TD> <TD WIDTH="21%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">27</TD> <TD WIDTH="8%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">11.50</TD> <TD WIDTH="10%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">5.7</TD> <TD WIDTH="8%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">10**</TD> </TR> </TABLE>    </center> </div>      <P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">** p &lt; 0.001 (Teste de Mann-Whitney)</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Verifica-se que os sujeitos obesos e n&atilde;o-obesos se diferenciam significativamente em todas as compara&ccedil;&otilde;es entre os escores totais e parciais relativos ao ES. Os resultados sugerem que as mulheres obesas apresentam maiores limita&ccedil;&otilde;es quanto &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de atividades f&iacute;sicas e sociais, maior preju&iacute;zo emocional, bem como percep&ccedil;&atilde;o do estado geral de sa&uacute;de mais prejudicado.</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Os resultados relativos &agrave; propor&ccedil;&atilde;o de respostas dos sujeitos em cada subescala do QHCA e em cada categoria do ES s&atilde;o mostrados na Tabela 3.</P>     <P ALIGN="CENTER"><a href="#tab3">TABELA 3</a></P>     <P ALIGN="CENTER">Compara&ccedil;&otilde;es entre as propor&ccedil;&otilde;es de respostas de cada subescala do Question&aacute;rio Holand&ecirc;s de Comportamento Alimentar (QHCA) e de cada categoria do Exame de Sa&uacute;de, relativas ao GE - obesas e ao GC - n&atilde;o obesas, atrav&eacute;s do Teste de Mann-Whitney</P>     <P ALIGN="center"><a name="tab3"></a></P>     <div align="center">       <center> <TABLE BORDER="1" CELLSPACING=1 CELLPADDING=4 WIDTH=582> <TR><TD WIDTH="137" VALIGN="TOP">     <P>&nbsp;</TD> <TD WIDTH="137" VALIGN="TOP"> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Compara&ccedil;&otilde;es</B></TD> <TD WIDTH="136" VALIGN="TOP"> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">GE – obesas</B></TD> <TD WIDTH="120" VALIGN="TOP"> <B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">GC - n&atilde;o obesas</B></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="137" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">QHCA</TD> <TD WIDTH="137" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">-AR X Aem</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">-AR X Aex</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">-AEm X Aex</TD> <TD WIDTH="136" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">0.006*</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">0.001**</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">0.76</TD> <TD WIDTH="120" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">0.001**</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">0.005*</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">0.01*</TD> </TR> <TR><TD WIDTH="137" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">ES</TD> <TD WIDTH="137" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">-LFS X QE</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">-LFS X EGS</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">-EGS X QE</TD> <TD WIDTH="136" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">0.15</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">0.001**</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">0.001**</TD> <TD WIDTH="120" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">0.72</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">0.50</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">0.71</TD> </TR> </TABLE>    </center> </div>      <P ALIGN="JUSTIFY">AR - alimenta&ccedil;&atilde;o restrita&#9;* p <U>&lt;</U> 0.01</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">AEm - Alimenta&ccedil;&atilde;o emocional&#9;** p &lt; 0.001</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">AEx - Alimenta&ccedil;&atilde;o externa</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">LFS - Limita&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e sociais</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">QE - Quest&otilde;es emocionais</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">EGS - Estado geral de sa&uacute;de</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">No grupo das mulheres obesas, o estilo alimentar predominante &eacute; o relativo &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o externa, com diferen&ccedil;a estatisticamente significativa com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o restrita (<I>p</I><U>&lt;</U>0.001). Quanto ao grupo das mulheres n&atilde;o-obesas, nota-se que o estilo alimentar predominante &eacute; o relativo &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o restrita, com diferen&ccedil;a estatisticamente significativa com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o emocional (<I>p</I><U>&lt;</U>0.001) e &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o externa (<I>p</I><U>&lt;</U> 0.005).</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Ao se tratar do ES, verifica-se que o maior preju&iacute;zo encontrado no grupo das mulheres obesas parece se concentrar nas quest&otilde;es relativas ao estado geral de sa&uacute;de, com diferen&ccedil;a estatisticamente significativa com rela&ccedil;&atilde;o aos aspectos emocionais (<I>p</I><U>&lt;</U>0.001) e &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e sociais (<I>p</I><U>&lt;</U>0.001). Com rela&ccedil;&atilde;o ao grupo das mulheres n&atilde;o obesas, nota-se que o maior preju&iacute;zo parece se concentrar nas quest&otilde;es relativas ao aspecto emocional, por&eacute;m n&atilde;o se observam diferen&ccedil;as estatisticamente significativas nas compara&ccedil;&otilde;es.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Por meio do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman n&atilde;o se observam correla&ccedil;&otilde;es entre os perfis dos sujeitos obesos e n&atilde;o-obesos nos dois instrumentos, o que sugere que a avalia&ccedil;&atilde;o realizada atrav&eacute;s dos mesmos aponta para resultados independentes. </P> <B>    <P ALIGN="CENTER">DISCUSS&Atilde;O</P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Ao se analisar isoladamente cada subescala do QHCA, verifica-se que os escores referentes &agrave; subescala alimenta&ccedil;&atilde;o restrita foram maiores entre as mulheres com peso normal, enquanto que os referentes &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o emocional foram maiores entre as obesas. Quanto &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o externa n&atilde;o se observam diferen&ccedil;as entre os escores das obesas e n&atilde;o-obesas. Comparativamente ao estudo original com tal instrumento, desenvolvido por Wardle (4), observou-se diferen&ccedil;a quanto &agrave; subescala alimenta&ccedil;&atilde;o restrita e semelhan&ccedil;as quanto aos escores referentes &agrave;s subescalas alimenta&ccedil;&atilde;o emocional e externa. Os resultados obtidos aqui tamb&eacute;m foram diferentes com rela&ccedil;&atilde;o a outro estudo utilizando o mesmo instrumento, onde se verificou que o comportamento alimentar entre grupos de obesos e n&atilde;o obesos era semelhante nas tr&ecirc;s subescalas (17).</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">No estudo em quest&atilde;o, os dados sugerem que as pacientes obesas parecem deter mais conhecimentos acerca de h&aacute;bitos nutricionais adequados do que as mulheres com peso normal. Considerando que as obesas eram pacientes em tratamento, o qual visava a reeduca&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos alimentares, possivelmente tal situa&ccedil;&atilde;o influenciou os resultados obtidos. &Eacute; interessante notar que o estilo alimentar predominante no grupo de mulheres com peso normal foi o relativo &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o restrita, sugerindo novamente a falta de conhecimento acerca de h&aacute;bitos nutricionais adequados por parte destas pessoas ou uma despreocupa&ccedil;&atilde;o com este aspecto.</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Ao se tratar do comportamento alimentar diante de sentimentos ou estados afetivos diversos, as obesas se diferenciaram das n&atilde;o-obesas, apresentando escores mais elevados. Este dado &eacute; concordante com Campos (8) que afirma que pessoas obesas apresentam dificuldades de postergar seus desconfortos, quando, ent&atilde;o, elas tendem a se alimentar, na tentativa de se sentirem aliviadas. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Quanto ao comportamento alimentar associado a fatores externos, n&atilde;o foi encontrada diferen&ccedil;a entre os dois grupos. No entanto, este foi o estilo alimentar predominante no grupo das pacientes obesas. Estes dados parecem concordantes com um estudo relativo aos estilos alimentares, onde se observou que os sujeitos obesos foram mais responsivos &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o externa e menos responsivos &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o interna, como por exemplo, respostas &agrave;s sensa&ccedil;&otilde;es de fome e saciedade (4). Concordando com Rodin et al. (5), pode-se supor que a externalidade seja uma caracter&iacute;stica geral e n&atilde;o comum de pessoas obesas, j&aacute; que parece existir indiv&iacute;duos em diferentes categorias de peso que respondem ao ambiente externo, alimentando-se. Ou seja, parecem existir outras vari&aacute;veis que influenciam no comportamento psicossocial associado &agrave; obesidade, j&aacute; que nem todos os sujeitos que respondem externamente tornam-se obesos. Sup&otilde;e-se, assim, que os diferentes estilos alimentares apenas contribuem para explicar a dificuldade no que diz respeito ao controle alimentar - interno ou externo - sem, contudo, terem um car&aacute;ter exclusivo no que diz respeito ao desenvolvimento ou manuten&ccedil;&atilde;o da obesidade.</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Destaca-se, assim, a presen&ccedil;a de uma complexidade de quest&otilde;es que envolvem a obesidade. Nota-se, al&eacute;m disso, a dificuldade de isolar vari&aacute;veis que possam interferir no funcionamento psicossocial de pessoas severamente obesas. Contudo, a presen&ccedil;a de um conjunto de vari&aacute;veis, como por exemplo, preju&iacute;zos nas condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de f&iacute;sica, social e psicol&oacute;gica, sugerem que a obesidade m&oacute;rbida est&aacute; interferindo na qualidade de vida destas pessoas.</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">A an&aacute;lise dos resultados relativos ao ES, aponta que as mulheres morbidamente obesas apresentaram maiores limita&ccedil;&otilde;es quanto &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de atividades f&iacute;sicas e sociais, maior preju&iacute;zo emocional, e estado geral de sa&uacute;de mais prejudicado do que as pessoas com peso normal. Esses resultados v&atilde;o ao encontro de outros estudos (3,11,12,15) que, avaliando a qualidade de vida de pessoas morbidamente obesas, verificaram a presen&ccedil;a de preju&iacute;zos no funcionamento f&iacute;sico, emocional e social dessas pessoas. Os dados do presente estudo, de forma semelhante aos achados de estudos pr&eacute;vios, sugerem que a qualidade de vida &eacute; freq&uuml;entemente comprometida em pessoas obesas devido a preju&iacute;zos no funcionamento f&iacute;sico e psicossocial (7).</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Ao se tratar de aspectos mais espec&iacute;ficos da avalia&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; qualidade de vida, observa-se que as mulheres com obesidade m&oacute;rbida referiram limita&ccedil;&otilde;es relacionadas ao trabalho de uma forma geral, tendo sido observada, atrav&eacute;s de relatos, a incapacidade destas pacientes de realizar certas atividades - como por exemplo, servi&ccedil;o dom&eacute;stico - relacionando tais limita&ccedil;&otilde;es &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de. Verifica-se tamb&eacute;m que a sa&uacute;de destas mulheres, segundo sua percep&ccedil;&atilde;o, tem limitado a realiza&ccedil;&atilde;o de atividades f&iacute;sicas diversas - desde aquelas que exigem muito esfor&ccedil;o f&iacute;sico, como correr, at&eacute; atividades mais simples, como se vestir, tomar banho ou usar o banheiro. Referiram ainda que a sa&uacute;de tem limitado as suas atividades sociais, como visitar amigos ou parentes. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Resultados semelhantes a estes foram encontrados por Wadden e Stunkard (13) que verificaram que pessoas morbidamente obesas apresentavam diversas limita&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e sociais. Os referidos autores ainda observaram que os obesos estavam constantemente expostos a situa&ccedil;&otilde;es humilhantes em fun&ccedil;&atilde;o de suas restri&ccedil;&otilde;es. Ao se tratar do aspecto relativo ao trabalho, Sullivan et al. (3) consideraram que a obesidade m&oacute;rbida parece estar associada com uma inabilidade para trabalhar, o que traz conseq&uuml;&ecirc;ncias s&eacute;rias para o indiv&iacute;duo obeso em um contexto bastante amplo, j&aacute; que o trabalho est&aacute; intimamente relacionado ao status s&oacute;cio-econ&ocirc;mico-cultural das pessoas. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Quanto aos aspectos emocionais associados &agrave; obesidade, as pacientes obesas relataram manifesta&ccedil;&otilde;es de nervosismo, des&acirc;nimo, tristeza e infelicidade com freq&uuml;&ecirc;ncia significativamente maior do que as mulheres com peso normal. Estas mulheres n&atilde;o obesas, apesar de terem apresentado escores significativamente inferiores aos das obesas em todas as outras categorias, o maior preju&iacute;zo com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de foi o relativo ao aspecto emocional. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Sup&otilde;e-se que o sofrimento psicol&oacute;gico encontrado em obesos possa estar relacionado &agrave; deprecia&ccedil;&atilde;o e &agrave; discrimina&ccedil;&atilde;o sofrida por estas pessoas14. Al&eacute;m disso, pelo fato das mulheres obesas estarem fazendo dieta no per&iacute;odo referente &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o, esta tamb&eacute;m pode ter sido uma vari&aacute;vel que interferiu no estado emocional das mesmas. Tal explica&ccedil;&atilde;o fundamenta-se nos estudos de Sarlio-Lahteenkorva et al. (7) e Lopez (6), que constataram que pessoas obesas em tratamento para perda de peso com restri&ccedil;&atilde;o de dieta manifestaram preju&iacute;zos na qualidade de vida e no funcionamento psicol&oacute;gico. Sup&otilde;e-se, assim, que o sofrimento emocional dos obesos pode estar associado aos problemas f&iacute;sicos decorrentes do excesso de gordura corporal, bem como &agrave;s suas tentativas - atrav&eacute;s de dietas - de se adaptar aos padr&otilde;es de apar&ecirc;ncia. Como uma tentativa de suprir as necessidades psicol&oacute;gicas dos obesos, favorecendo uma melhora no bem-estar f&iacute;sico e emocional, parece importante a utiliza&ccedil;&atilde;o de programas de tratamento para perda de peso que associem dieta e/ou atividade f&iacute;sica a interven&ccedil;&otilde;es psicoterap&ecirc;uticas.</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O presente estudo objetivou investigar os estilos alimentares e a qualidade de vida de mulheres morbidamente obesas, n&atilde;o se propondo, portanto, avaliar, em profundidade, aspectos emocionais relativos &agrave;s caracter&iacute;sticas de personalidade dessas pessoas. Nesse sentido, ao se tratar da avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida relacionada aos aspectos psicol&oacute;gicos, foi poss&iacute;vel apenas constatar a presen&ccedil;a de comprometimento emocional por parte das obesas. Considerando que indiv&iacute;duos obesos participando de tratamento para obesidade apresentam maior preval&ecirc;ncia de psicopatologias (2), pode-se supor que a diferen&ccedil;a entre os grupos encontrada neste estudo esteja fundamentada no fato de que as obesas estavam sob dieta e que esta vari&aacute;vel pode ter influenciado os dados, interferindo negativamente no funcionamento psicol&oacute;gicos destas mulheres.</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Ao se tratar do estado geral de sa&uacute;de, as pacientes com obesidade m&oacute;rbida se diferenciaram significativamente das mulheres com peso normal, relatando que a sua sa&uacute;de n&atilde;o estava boa e referindo a presen&ccedil;a de dor corporal durante as quatro semanas antecedentes &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o. As pacientes tamb&eacute;m se autodescreveram como pessoas doentes e que estavam se sentindo mal nos &uacute;ltimos tempos. Estes resultados parecem ir ao encontro dos achados de Sullivan et al. (3) e Fontaine et al. (1), onde se observou que indiv&iacute;duos severamente obesos apresentaram importantes limita&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e sociais em conseq&uuml;&ecirc;ncia do excesso de peso, bem como em fun&ccedil;&atilde;o de dores corporais comum entre estas pessoas. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Os dados emp&iacute;ricos aqui apresentados sugerem que as quest&otilde;es relativas aos tr&ecirc;s estilos alimentares - alimenta&ccedil;&atilde;o restrita, emocional e externa - parecem contribuir para explicar a dificuldade quanto ao controle alimentar interno ou externo. Por&eacute;m, n&atilde;o parecem explicar por si s&oacute; o desenvolvimento e/ou a manuten&ccedil;&atilde;o da obesidade nas pacientes avaliadas. Ambos os grupos parecem ter dificuldades quanto ao controle alimentar externo, ou seja, diante dos atrativos relacionados ao aroma e sabor dos alimentos, bem como diante de situa&ccedil;&otilde;es sociais diversas, onde se tenha oferta de alimentos, parece dif&iacute;cil resistir &agrave; vontade de comer. Parece interessante apontar ainda que, mesmo detendo os conhecimentos necess&aacute;rios acerca de h&aacute;bitos nutricionais adequados, isso n&atilde;o parece suficiente para impedir o desejo de alimenta&ccedil;&atilde;o por parte das mulheres obesas. Tamb&eacute;m n&atilde;o parece ser suficiente para o controle da obesidade, sugerindo, novamente, a forte influ&ecirc;ncia do ambiente externo. Assim sendo, parece relevante considerar a import&acirc;ncia do desenvolvimento do autocontrole – com maior &ecirc;nfase ao controle externo – como um dos elementos de reeduca&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos alimentares na abordagem terap&ecirc;utica de pacientes com obesidade m&oacute;rbida. O controle de vari&aacute;veis externas, bem como a &ecirc;nfase na responsabilidade do pr&oacute;prio paciente frente ao seu tratamento, parecem fatores importantes para um prov&aacute;vel sucesso no tratamento.</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Os dados sugerem, ainda, que as mulheres morbidamente obesas apresentaram importantes preju&iacute;zos na qualidade de vida relacionada &agrave; sa&uacute;de, sendo esta influenciada por uma diversidade de vari&aacute;veis que parecem atuar de forma a prejudic&aacute;-la, como as dores corporais, as limita&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e sociais, bem como os problemas emocionais. No entanto, as mulheres obesas demostraram uma percep&ccedil;&atilde;o adequada quanto &agrave;s suas limita&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas, sociais e emocionais, podendo ser este um indicador favor&aacute;vel &agrave; abordagem terap&ecirc;utica dessas pessoas, como complementar aos programas de redu&ccedil;&atilde;o de peso.</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Nota-se a import&acirc;ncia de tratamentos que sejam voltados n&atilde;o somente para a redu&ccedil;&atilde;o de peso em si, mas tamb&eacute;m para as necessidades individuais de cada sujeito, como tentativa de melhorar a qualidade de vida relacionada &agrave; sa&uacute;de f&iacute;sica e mental. Sup&otilde;e-se que as utiliza&ccedil;&otilde;es de programas baseados em redu&ccedil;&atilde;o de peso, podem ter seus resultados potencializados quando associados &agrave; abordagem psicoterap&ecirc;utica. Nesse sentido, tais programas deveriam se ajustar &agrave;s necessidades a aos valores individuais de cada paciente, encorajando-os a se autocontrolarem, a se tornarem independentes e aut&ocirc;nomos, bem como a propiciarem seu crescimento pessoal.</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Os instrumentos utilizados no presente estudo pareceram de grande relev&acirc;ncia, j&aacute; que permitiram diferenciar vari&aacute;veis espec&iacute;ficas dentro de cada grupo estudado. Do ponto de vista cl&iacute;nico, tanto o QHCA como o ES pareceram instrumentos importantes para a triagem e a sele&ccedil;&atilde;o de pacientes para programas de tratamento da obesidade baseado em reeduca&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos alimentares. Pode-se destacar contribui&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas dos mesmos, a saber: a) o uso do QHCA pode facilitar a compreens&atilde;o de &aacute;reas espec&iacute;ficas relativas aos estilos alimentares que necessitam de interven&ccedil;&atilde;o; b) o uso do ES pode facilitar a sele&ccedil;&atilde;o de pacientes para programas psicoterap&ecirc;uticos que levem em conta a homogeneidade de preju&iacute;zos na qualidade de vida relacionada &agrave; sa&uacute;de f&iacute;sica e mental, e c) o uso de instrumentos como estes favorece a sistematiza&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es sobre os pacientes de modo a ampliar a compreens&atilde;o sobre a obesidade m&oacute;rbida e sobre o impacto dos programas terap&ecirc;uticos.</P> <B>    <P ALIGN="CENTER">REFER&Ecirc;NCIAS</P><DIR>  </B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">1.&#9;Fontaine KR, Cheskin LJ, Barofsky I. Health - related quality of life in obese persons seeking treatment. Journal of Family Practice 1996; 43 (3): 265-70.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=383384&pid=S0004-0622200100040000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">2.&#9;Friedman MA, Brownell KD. Psychological correlates of obesity: moving to the next research generation. Psychological Bulletin 1995; 117 (1): 03-20.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=383385&pid=S0004-0622200100040000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">3.&#9;Sullivan MB, Sullivan LG, Kral JG. Quality of life assessment in obesity: physical, psychological, and social function. Gastroenteroly Clinical of North America 1987; 16 (3): 433-42.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=383386&pid=S0004-0622200100040000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">4.&#9;Wardle J. Eating Style: a validation study of the Dutch Eating Behaviour Questionnaire in normal subjects and women with eating disorders. Journal of Psychosomatic Research 1987; 31 (2): 161-69.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=383387&pid=S0004-0622200100040000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">5.&#9;Rodin J, Schank D, Striegel-Moore R. Psychological Features of Obesity. Medical Clinics of North America 1989; 73 (1): 47-66.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=383388&pid=S0004-0622200100040000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">6.&#9;Lopez KM. Value conflict: the lived experiences of women in treatment for weight loss. Health Care for Women International 1997; 18: 603-11.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=383389&pid=S0004-0622200100040000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">7.&#9;Sarlio-Lahteenkorva S, Stunkard A, Rissanen A. Psychosocial factors and quality of life in obesity. Int J Obes Metab Disord 1995; 19: S1-S5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=383390&pid=S0004-0622200100040000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">8.&#9;Campos ALR. Aspectos psicol&oacute;gicos da obesidade. Pediatria Moderna 1993; 29 (2): 129-30.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=383391&pid=S0004-0622200100040000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">9.&#9;Chandarana PC, Conlon P, Holliday RL, Deslippe T, Field VA. A prospective study of psychosocial aspects of gastric stapling surgery. Psychiatric Journal Univ Oyy 1990; 15 (1): 32-5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=383392&pid=S0004-0622200100040000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">10.&#9;Fontaine KR, Barofsky I, Cheskin LJ. Predictors of Quality of Life for Obese Persons. 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Quality of life assessment of morbidly obese patients: effect of weight-reducing surgery. American Journal of Clinical Nutrition 1998; 67 (2): 197-201.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=383395&pid=S0004-0622200100040000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">13.&#9;Wadden TA, Stunkard AJ. Social and Psychological Consequences of Obesity. Annals of Internal Medicine 1985; 103: 1062-67.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=383396&pid=S0004-0622200100040000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">14.&#9;Stunkard AJ, Stinnett JL, Smoller JW. Psychological and Social Aspects of the Surgical Treatment of Obesity. The American Journal of Psychiatry 1986; 143 (4): 417-29.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=383397&pid=S0004-0622200100040000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">15.&#9;Garrido J&uacute;nior AB. Situa&ccedil;&otilde;es especiais: tratamento da obesidade m&oacute;rbida. In: Halpern A, Matos AFG, Suplicy HL, Mancini MC, Zanella MT. Obesidade. S&atilde;o Paulo: Lemos Editorial, 1998: 331-40.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=383398&pid=S0004-0622200100040000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">16.&#9;Stewart AL, Hays RD, Ware JE. The MOS Short-Form General Health Survey - reliability and validity in a patient population. Medical Care 1988; 26 (7): 724-35.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=383399&pid=S0004-0622200100040000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">17.&#9;Van Strien T, Frijters JE, Roosen RG, Knuiman-Hill WJ, Defares PB. Eating behavior, personality traits and body mass in women. Addictive Behaviors 1985; 10 (4): 333-43.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=383400&pid=S0004-0622200100040000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P></DIR> </B>    ]]></body>
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