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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação do método enzímico-gravimétrico AOAC 985.29, para a determinação da fibra alimentar em grãos crus de aveia e milho]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[SUMMARY. Evaluation of the AOAC 985.29 enzimic gravimetric method for determination of dietary fiber in oat and corn grains. The precision attributes and use of the enzymatic-gravimetric method of Prosky et al. (1992) (AOAC 985.29) were evaluated using corn (BR 5202 Pampa) and oat (UFRGS 15) samples. The effect of laboratory batches carried out in different days were evaluated in six laboratory batches, using for each material one duplicate for total fiber (FT) determination, one duplicate for insoluble fiber (FI) determination and blank ones for FT and for FI (both in duplicate). In order to characterize repetitive aspects, five other FT and FI determinations added to each sample were evaluated, summing up 11 data. The low coefficients of variation in the first six batches were considered acceptable as an expression of expected total intralaboratory variation. The repetitive of the method was considered good for FT determinations (CVs < 10%). However, in the FI determination a high frequency of negative values of ash and blanks was found, impairing the repetitive aspects evaluation. The magnitude of the total gravimetric corrections varies with the kind of the sample and is especially influenced by the protein content.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Fibra total]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[   <B>    <P ALIGN="CENTER"><font size="4">Avalia&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo enz&iacute;mico-gravim&eacute;trico AOAC 985.29, para a determina&ccedil;&atilde;o da fibra alimentar em gr&atilde;os crus de aveia e milho</font></P>     <P ALIGN="CENTER"></B><font size="3">Leila Picolli da Silva, Maria de Lourdes Santorio Ciocca, Eliana Badiale Furlong</font></P>     <P ALIGN="left"><font size="3">Centro de Ci&ecirc;ncias Rurais da Universidade Federal de Santa Maria - Universidade Federal do Rio Grande do sul Universidade do Rio Grande. Brasil</font></P> <B>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">RESUMO. </font> </B><font size="3">Foram avaliados os atributos de precis&atilde;o e o uso do m&eacute;todo enz&iacute;mico-gravim&eacute;trico descrito por Prosky <I>et al.</I> (1992) (AOAC, 985.29) para a determina&ccedil;&atilde;o de fibra alimentar em gr&atilde;os de cereais, utilizando-se  milho (BR 5202 Pampa) e aveia (UFRGS 15). Para determinar o efeito de corridas laboratoriais executadas em diferentes dias, organizou-se seis corridas para cada amostra, cada qual formada por uma duplicata para a determina&ccedil;&atilde;o de fibra total (FT), uma para fibra insol&uacute;vel (FI) e provas em branco, tamb&eacute;m em duplicata, para FT e FI. A fim de caracterizar a repetibilidade, outras cinco determina&ccedil;&otilde;es de FT e FI foram realizadas para cada uma das amostras, totalizando 11 dados. Os coeficientes de varia&ccedil;&atilde;o de FT e FI obtidos nas 6 primeiras corridas foram baixos, indicando uma varia&ccedil;&atilde;o intralaboratorial total aceit&aacute;vel. Os CVs (&lt;10%) encontrados para FT de milho e aveia indicaram alta repetibilidade do m&eacute;todo para essa fra&ccedil;&atilde;o da fibra alimentar. Nas determina&ccedil;&otilde;es de FI, observou-se alta freq&uuml;&ecirc;ncia de valores negativos para corre&ccedil;&otilde;es de cinzas e provas em branco, que diminu&iacute;ram a confiabilidade dos resultados finais. A magnitude do total das corre&ccedil;&otilde;es gravim&eacute;tricas variou com a natureza da amostra e foi grandemente influenciada pela corre&ccedil;&atilde;o de  prote&iacute;na.</font></P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Palavras-chave</font></B><font size="3">: Fibra total, fibra insol&uacute;vel, repetibilidade.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><B><font size="3">SUMMARY. Evaluation of the AOAC 985.29 enzimic gravimetric method for determination of dietary fiber in oat and corn grains</font></B><font size="3">. The precision attributes and use of the enzymatic-gravimetric method of Prosky et al. (1992) (AOAC 985.29) were evaluated using corn (BR 5202 Pampa) and oat (UFRGS 15) samples. The effect of laboratory batches carried out in different days were evaluated in six laboratory batches, using for each material one duplicate for total fiber (FT) determination, one duplicate for insoluble fiber (FI) determination and blank ones for FT and for FI (both in duplicate). In order to characterize repetitive aspects, five other FT and FI determinations added to each sample were evaluated, summing up 11 data. The low coefficients of variation in the first six batches were considered acceptable as an expression of expected total intralaboratory variation. The repetitive of the method was considered good for FT determinations (CVs &lt; 10%). However, in the FI determination a high frequency of negative values of ash and blanks was found, impairing the repetitive aspects evaluation. The magnitude of the total gravimetric corrections varies with the kind of the sample and is especially influenced by the protein content.</font></P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Key words:</font></B> <font size="3"> Total dietary fiber, insoluble dietary fiber, repetitive aspects.</font></P>     <P><font size="3">Recibido: 14-08-2002</font>&nbsp;&nbsp; <font size="3">Aceptado: 30-09-2003</font></P> <B>     <P ALIGN="left"><font size="3">INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</font></P> </B>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">O m&eacute;todo proposto por Prosky e colaboradores para a determina&ccedil;&atilde;o de fibra alimentar total (1) e recomendado pela AOAC, em primeira a&ccedil;&atilde;o, no ano de 1985 (2) (m&eacute;todo n<SUP>0 </SUP>985.29) e em a&ccedil;&atilde;o final, a partir de 1986 (3), foi desenvolvido com base na proposi&ccedil;&atilde;o de Asp e colaboradores (4). Neste, a determina&ccedil;&atilde;o da fibra total &eacute; feita utilizando-se digest&atilde;o enzim&aacute;tica, seguida de precipita&ccedil;&atilde;o etan&oacute;lica da fibra sol&uacute;vel e a corre&ccedil;&atilde;o do res&iacute;duo resultante desta opera&ccedil;&atilde;o para cinzas, provas em brancos e prote&iacute;na (1).  Mais tarde, em 1988, Prosky e colaboradores indicaram o uso deste m&eacute;todo, com pequenas modifica&ccedil;&otilde;es, para as determina&ccedil;&otilde;es adicionais das fra&ccedil;&otilde;es insol&uacute;vel  e sol&uacute;vel da fibra (5), sendo adotado em primeira a&ccedil;&atilde;o pela AOAC em 1991 para a determina&ccedil;&atilde;o de fibra insol&uacute;vel (6) e em 1993 para a determina&ccedil;&atilde;o de fibra sol&uacute;vel (7).</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Embora este m&eacute;todo tenha passado por v&aacute;rias modifica&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo de 1984 a 1995, com muitos dos seus problemas solucionados (8), outros, referentes aos procedimentos anal&iacute;ticos empregados para a precipita&ccedil;&atilde;o da fibra sol&uacute;vel e para as corre&ccedil;&otilde;es gravim&eacute;tricas preconizadas, foram detectados tanto em estudos colaborativos como em trabalhos investigativos (1, 5, 6, 9, 10, 11).</font>   </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">AACC (8) e Ma&ntilde;as e colaboradores (9, 10) levantaram a possibilidade de incompleta precipita&ccedil;&atilde;o etan&oacute;lica da fibra sol&uacute;vel, o que causaria subestima&ccedil;&atilde;o da fibra total, ou co-precipita&ccedil;&atilde;o de outros compostos que n&atilde;o comp&otilde;e a fibra alimentar, superestimando os resultados.  Quanto &agrave;s corre&ccedil;&otilde;es gravim&eacute;tricas, h&aacute; relatos tanto de superestima&ccedil;&atilde;o como de subestima&ccedil;&atilde;o do teor de cinzas presente no res&iacute;duo da digest&atilde;o enzim&aacute;tica. A superestima&ccedil;&atilde;o seria provocada pela precipita&ccedil;&atilde;o, em &aacute;lcool, dos sais dos tamp&otilde;es usados na an&aacute;lise (Na e Ca); e a subestima&ccedil;&atilde;o seria decorrente de perdas de componentes vol&aacute;teis das cinzas durante a incinera&ccedil;&atilde;o a 525<SUP>0</SUP>C (10, 11).</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">A maioria dos estudos sobre o comportamento do m&eacute;todo enz&iacute;mico-gravim&eacute;trico proposto por Prosky e colaboradores (6) para a determina&ccedil;&atilde;o de fibra alimentar e de suas respectivas fra&ccedil;&otilde;es, basearam-se unicamente em produtos destinados a alimenta&ccedil;&atilde;o humana. No entanto, a avalia&ccedil;&atilde;o de sua aplicabilidade para produtos destinados &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o animal tamb&eacute;m &eacute; de extrema import&acirc;ncia, considerando  a possibilidade de se estabelecer rela&ccedil;&otilde;es entre os teores de fibra alimentar (total, insol&uacute;vel e sol&uacute;vel) com diferenciados efeitos fisiol&oacute;gicos que, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, se refletir&atilde;o diretamente sobre o desempenho animal (11).</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Neste contexto, o objetivo do presente trabalho foi de avaliar os atributos de precis&atilde;o e a aplicabilidade do m&eacute;todo proposto por Prosky e colaboradores (6) para a an&aacute;lise da fibra total e insol&uacute;vel em gr&atilde;os de cereais destinados &aacute; nutri&ccedil;&atilde;o animal.</font></P> <B>     <P ALIGN="left"><font size="3">MATERIAL E M&Eacute;TODOS</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Amostras</font> </P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Gr&atilde;os de milho BR 5202 Pampa e de aveia UFRGS 15 foram coletados em ensaios de produ&ccedil;&atilde;o conduzidos em 1996 no Centro de Pesquisa de Agricultura de Clima Temperado/EMBRAPA (Pelotas/RS) e na Esta&ccedil;&atilde;o Experimental Agron&ocirc;mica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, respectivamente. As esp&eacute;cies de cereais utilizadas foram escolhidas de modo que representassem dois pontos extremos quanto aos teores de fibra sol&uacute;vel.</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><B><font size="3">Prepara&ccedil;&atilde;o das amostras</font> </P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Os gr&atilde;os de aveia foram descascados manualmente para posterior prepara&ccedil;&atilde;o. As amostras foram mo&iacute;das em moinho tipo Wiley com peneira de 1 mm e, seq&uuml;encialmente, submetidas a nova moagem em moinho de facas (Control Qu&iacute;mica MC 2, capacidade de 150 g) com velocidade de rotor de 20.000 rpm, por 45 segundos, a fim de se obter tamanho de part&iacute;culas apropriado para as an&aacute;lises de fibra (6).</font> </P> <B>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">An&aacute;lises laboratoriais</font> </P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">As determina&ccedil;&otilde;es de fibra total (FT) e fibra insol&uacute;vel (FI) foram realizadas de acordo com o m&eacute;todo descrito por Prosky e colaboradores (6), utilizando as enzimas TERMAMYL 120L (&#97; -amilase), com atividade declarada de 120KNU/g; ALCALASE 0.6L (protease), com atividade declarada de 0.6AU/g; e AMG 200 (amiloglicosidase) com atividade declarada de 200AGU/ml, todas fabricadas pela Novozymes Ltda. e mantidas em refrigerador (temperatura m&eacute;dia de 5ºC) ap&oacute;s cada uso. A atividade das enzimas foi testada periodicamente, utilizando o kit Sigma TDF-C10<font FACE="Symbol"><font SIZE="2">â</font></font></font><font face="Symbol" size="2">.</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Nos cadinhos de fundo de vidro sinterizado (capacidade 50 ml/porosidade 40-60&nbsp; <font SIZE="2"><font FACE="Symbol">m</font></font>m) foi adicionado, aproximadamente, 1g de l&atilde; de vidro como auxiliar de filtra&ccedil;&atilde;o. O conjunto (cadinho+l&atilde; de vidro) foi submetido a queima em mufla a 525<SUP>0</SUP>C por 5 horas, tratados com solu&ccedil;&atilde;o de HCl &#177;  2N por uma noite e lavados com &aacute;gua destilada para ent&atilde;o, serem utilizados. Esse procedimento se repetiu a cada nova utiliza&ccedil;&atilde;o do material.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Os resultados de FT e FI, expressos em percentagem na mat&eacute;ria seca, foram obtidos ap&oacute;s subtra&ccedil;&atilde;o dos valores de cinzas e brancos (res&iacute;duo das provas em branco corrigidos para cinzas e prote&iacute;na), determinados conforme Prosky e colaboradores (6); e subtra&ccedil;&atilde;o da prote&iacute;na bruta (N x 6,25), sendo N determinado por destila&ccedil;&atilde;o em micro-Kjeldahl (12). Adicionalmente, foi determinada a composi&ccedil;&atilde;o centesimal das amostras conforme as t&eacute;cnicas descritas no AOAC (13) para umidade, cinzas, prote&iacute;na bruta (Nx6,25) e extrato et&eacute;reo.</font> </P> <B>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Condu&ccedil;&atilde;o do experimento</font> </P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">a fim de testar o efeito de corridas laboratoriais executadas em dias diferentes, para cada material, foram organizadas seis corridas. Cada corrida foi composta de uma duplicata para determina&ccedil;&atilde;o de FT, uma duplicata para determina&ccedil;&atilde;o de FI, uma prova em branco para FT e outra para FI, ambas em duplicata.</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Para caracterizar a repetibilidade foram agregadas outras cinco determina&ccedil;&otilde;es de FT e de FI por amostra, totalizando 11 dados experimentais.</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">O efeito de corridas laboratoriais e a repetibilidade foram avaliadas atrav&eacute;s dos coeficientes de varia&ccedil;&atilde;o obtidos para FT e FI em ambas as amostras conforme indicado por Wernimont  (14).</font>  </P> <B>     <P ALIGN="left"><font size="3">RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</font></B></P>     <P ALIGN="left"><font size="3">Os teores de mat&eacute;ria seca (MS) determinados nas amostras de milho e aveia foram, respectivamente, de 95.50 e 86.77%, e os teores de cinzas (Cz), prote&iacute;na bruta (PB) e extrato et&eacute;reo (EE), expressos em 100g de MS, foram 1.54; 9.32 e 5.92% na amostra de milho e, na mesma ordem, 1.36; 15.20 e 4.03% na amostra de aveia. Os dados de Cz, PB e EE referentes a amostra de milho foram, respectivamente, 23.4; 6.9 e 35.1% superiores aos valores citados na Tabela de Composi&ccedil;&atilde;o Qu&iacute;mica e Valores Energ&eacute;ticos para Su&iacute;nos e Aves (15). Quando comparados os valores de composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica de gr&atilde;os descascados de aveia UFRGS 15, observou-se que os teores de Cz, PB e EE foram, respectivamente, 40.3%; 13.6% e 44.1% menores que os citados por Floss e colaboradores (16) para essa mesma cultivar. Esta diferen&ccedil;a nos valores das medidas de composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica de gr&atilde;os de milho e aveia entre os trabalhos, provavelmente possa ser atribu&iacute;da &agrave;s distintas condi&ccedil;&otilde;es de cultivo (ano e local de cultivo, condi&ccedil;&otilde;es ambientais, aspectos nutricionais da planta, etc.) e, no caso da aveia, devido &agrave; diferen&ccedil;as na t&eacute;cnica utilizada para retirada da casca dos gr&atilde;os.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Os resultados das determina&ccedil;&otilde;es de FT e FI nos dois materiais experimentais obtidos nas seis primeiras corridas, encontram-se nas seis primeiras linhas da <a href="#tabl1"> Tabela 1</a>. No caso do milho, as m&eacute;dias de FT e FI (13.27 &#177;  0.90 e 12.29 &#177; 0.94%, respectivamente) foram ligeiramente superiores aos valores m&aacute;ximos verificados por  Lesson e colaboradores (17), para 23 amostras diferenciadas de milho. J&aacute; para aveia, as m&eacute;dias obtidas (12.34 &#177;  0.44 para FT e 10.08&#177;  0.42% para FI) ficaram dentro da faixa de varia&ccedil;&atilde;o do conjunto de dados citados por Prosky e colaboradores (5), e ligeiramente mais elevados do que aqueles citados na Tabela Brasileira de Composi&ccedil;&atilde;o de Alimentos-USP, para aveia em flocos (18). Os CVs obtidos para ambas as determina&ccedil;&otilde;es foram baixos (6.77 e 7.61% para FT e FI de milho e 3.59 e 4.20% para aveia) indicando uma varia&ccedil;&atilde;o intralaboratorial total aceit&aacute;vel (5).</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Com base nestes resultados, considerou-se que os dados experimentais referentes as determina&ccedil;&otilde;es de FT e FI obtidos em diferentes corridas laboratoriais, poderiam ser agregados em um mesmo conjunto para an&aacute;lise estat&iacute;stica.</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">As m&eacute;dias dos teores de FT e FI obtidas com os 11 dados experimentais de cada amostra (<a href="#tabl1">Tabela 1</a>) diferiram das encontradas nas 6 primeiras corridas em menos de 5%.  Os CVs foram mais altos que os observados nas seis corridas iniciais, mas ainda pr&oacute;ximos aos citados por Prosky e colaboradores para determina&ccedil;&atilde;o de  fibra total (5) e fibra insol&uacute;vel (6), nas faixas de concentra&ccedil;&atilde;o correspondente &agrave;s encontradas no presente trabalho.</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Em v&aacute;rias determina&ccedil;&otilde;es das fra&ccedil;&otilde;es de fibra, especialmente da insol&uacute;vel, foram encontrados valores negativos para as corre&ccedil;&otilde;es gravim&eacute;tricas. Nas determina&ccedil;&otilde;es de FI, somente em duas corridas para a amostra de milho, e nas corridas  1, 2, 5 e 6 para a amostra de aveia, foram encontrados valores de cinzas positivos. No restante das determina&ccedil;&otilde;es todos os valores referentes a esta corre&ccedil;&atilde;o gravim&eacute;trica foram negativos. Nas determina&ccedil;&otilde;es de FT em milho, observou-se valores negativos para cinzas nos res&iacute;duos de digest&atilde;o das corridas 5, 7, 10 e 11. J&aacute;, quando determinada esta mesma fra&ccedil;&atilde;o nos res&iacute;duos de digest&atilde;o enzim&aacute;tica de aveia, todos os valores foram positivos.</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Valores impr&oacute;prios, tais como corre&ccedil;&otilde;es gravim&eacute;tricas negativas, diminuem a confiabilidade nos resultados finais, apesar de n&atilde;o induzirem, necessariamente, a grandes erros (19). Considerando este fato, os dados de FI e FT obtidos por corre&ccedil;&otilde;es gravim&eacute;tricas negativas n&atilde;o foram utilizados para a avalia&ccedil;&atilde;o de repetibilidade. Assim, n&atilde;o foi poss&iacute;vel determinar a repetibilidade para FI, uma vez que grande maioria destes valores originaram-se de corre&ccedil;&otilde;es gravim&eacute;tricas negativas.</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Para FT, adotando o mesmo crit&eacute;rio, foram considerandos apenas 7 valores para milho e os 11 valores para aveia. Os CVs obtidos a partir destes dados ficaram em torno de 10%, indicando alta repetibilidade do m&eacute;todo para determina&ccedil;&atilde;o desta fra&ccedil;&atilde;o em ambos os cereais (<a href="#tabl1">Tabela 1</a>).</font> </P>     <P ALIGN="center"><B><font size="3"><a name="tabl1"></a>TABELA 1</font> </P> </B>    <P ALIGN="CENTER"><font size="3">Teores de fibra alimentar total (FT) e insol&uacute;vel (FI) dos gr&atilde;os de milho BR 5202 Pampa e de aveia UFRGS 15, expressos em percentagem da mat&eacute;ria seca</font></P>     <CENTER><TABLE BORDER CELLSPACING=1 CELLPADDING=4 WIDTH=411> <TR><TD WIDTH="17%" VALIGN="TOP">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">Corridas</font></TD> <TD WIDTH="41%" VALIGN="TOP" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">Milho BR 5202 Pampa</font></TD> <TD WIDTH="41%" VALIGN="TOP" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">Aveia UFRGS 15</font></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="17%" VALIGN="TOP">&nbsp;</TD> <TD WIDTH="16%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">FT</font></TD> <TD WIDTH="25%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">FI</font></TD> <TD WIDTH="18%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">FT</font></TD> <TD WIDTH="23%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">FI</font></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="17%" VALIGN="TOP">     <P><font size="3">1</font></TD> <TD WIDTH="16%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">13.31*</font></TD> <TD WIDTH="25%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">11.24</font></TD> <TD WIDTH="18%" VALIGN="TOP">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER"><font size="3">12,38*</font></TD> <TD WIDTH="23%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">9,57</font></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="17%" VALIGN="TOP">     <P><font size="3">2</font></TD> <TD WIDTH="16%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">12.73*</font></TD> <TD WIDTH="25%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">12.13</font></TD> <TD WIDTH="18%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">11,95*</font></TD> <TD WIDTH="23%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">9,98</font></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="17%" VALIGN="TOP">     <P><font size="3">3</font></TD> <TD WIDTH="16%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">14.15*</font></TD> <TD WIDTH="25%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">12.74</font></TD> <TD WIDTH="18%" VALIGN="TOP">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER"><font size="3">11,90*</font></TD> <TD WIDTH="23%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">9,62</font></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="17%" VALIGN="TOP">     <P><font size="3">4</font></TD> <TD WIDTH="16%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">12.20*</font></TD> <TD WIDTH="25%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">11.32</font></TD> <TD WIDTH="18%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">12,96*</font></TD> <TD WIDTH="23%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">10,43</font></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="17%" VALIGN="TOP">     <P><font size="3">5</font></TD> <TD WIDTH="16%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">14.51</font></TD> <TD WIDTH="25%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">13.71</font></TD> <TD WIDTH="18%" VALIGN="TOP">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER"><font size="3">12,07*</font></TD> <TD WIDTH="23%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">10,58</font></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="17%" VALIGN="TOP">     <P><font size="3">6</font></TD> <TD WIDTH="16%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">12.73*</font></TD> <TD WIDTH="25%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">12.58</font></TD> <TD WIDTH="18%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">12,76*</font></TD> <TD WIDTH="23%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">10,28</font></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="17%" VALIGN="TOP">     <P><font size="3">7</font></TD> <TD WIDTH="16%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">13.33</font></TD> <TD WIDTH="25%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">11.62</font></TD> <TD WIDTH="18%" VALIGN="TOP">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER"><font size="3">13,69*</font></TD> <TD WIDTH="23%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">9,60</font></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="17%" VALIGN="TOP">     <P><font size="3">8</font></TD> <TD WIDTH="16%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">13.18*</font></TD> <TD WIDTH="25%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">12.33</font></TD> <TD WIDTH="18%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">11,10*</font></TD> <TD WIDTH="23%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">8,21</font></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="17%" VALIGN="TOP">     <P><font size="3">9</font></TD> <TD WIDTH="16%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">14.29*</font></TD> <TD WIDTH="25%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">12.05</font></TD> <TD WIDTH="18%" VALIGN="TOP">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER"><font size="3">12,80*</font></TD> <TD WIDTH="23%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">8,54</font></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="17%" VALIGN="TOP">     <P><font size="3">10</font></TD> <TD WIDTH="16%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">14.29</font></TD> <TD WIDTH="25%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">10.73</font></TD> <TD WIDTH="18%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">15,48*</font></TD> <TD WIDTH="23%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">9,40</font></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="17%" VALIGN="TOP">     <P><font size="3">11</font></TD> <TD WIDTH="16%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">11.57</font></TD> <TD WIDTH="25%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">11.38</font></TD> <TD WIDTH="18%" VALIGN="TOP">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER"><font size="3">15,50*</font></TD> <TD WIDTH="23%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">9,78</font></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="17%" VALIGN="TOP">     <P><font size="3">M&eacute;dia<SUP> †</SUP></font></TD> <TD WIDTH="16%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">13.30</font></TD> <TD WIDTH="25%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">11.98</font></TD> <TD WIDTH="18%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">12,96</font></TD> <TD WIDTH="23%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">9,64</font></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="17%" VALIGN="TOP">     <P><font size="3">M&eacute;dia<SUP> ‡</SUP></font></TD> <TD WIDTH="16%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">13.23</font></TD> <TD WIDTH="25%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">---</font></TD> <TD WIDTH="18%" VALIGN="TOP">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER"><font size="3">12,96</font></TD> <TD WIDTH="23%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">---</font></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="17%" VALIGN="TOP">     <P><font size="3">CV<SUP> †</SUP> (%)</font></TD> <TD WIDTH="16%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">7.14</font></TD> <TD WIDTH="25%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">7.04</font></TD> <TD WIDTH="18%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">10,95</font></TD> <TD WIDTH="23%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">7,60</font></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="17%" VALIGN="TOP">     <P><font size="3">CV <SUP>‡</SUP> (%)</font></TD> <TD WIDTH="16%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">5.81</font></TD> <TD WIDTH="25%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">---</font></TD> <TD WIDTH="18%" VALIGN="TOP">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER"><font size="3">10,95</font></TD> <TD WIDTH="23%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER"><font size="3">---</font></TD> </TR> </TABLE> </CENTER> <DIR> <DIR> <DIR> <DIR>      <P ALIGN="JUSTIFY" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0"><font size="3">* Valores usados para teste de repetibilidade;</font></P> <SUP>    <P ALIGN="JUSTIFY" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0"><font size="3">†</font></SUP> <font size="3"> M&eacute;dia e coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o (CV) dos 11 valores de cada fra&ccedil;&atilde;o analisada;</font></P> <SUP>    <P ALIGN="JUSTIFY" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0"><font size="3">‡</font></SUP> <font size="3"> M&eacute;dia e coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o (CV) dos valores usados para determina&ccedil;&atilde;o da repetibilidade.</font> </P>  <FONT SIZE=1> </FONT></DIR> </DIR> </DIR> </DIR>      <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Os teores calculados de FS para aveia e milho foram de 3.33 (CV = 45.44%) e 1.31% (CV = 77,98%), respectivamente. Os CVs resultantes foram aproximadamente 60% superiores aos citados por  Prosky e colaboradores para esta faixa de concentra&ccedil;&atilde;o de FS (5, 6). Nestes trabalhos a FS foi determinada independentemente, e a explica&ccedil;&atilde;o para os CVs insatisfat&oacute;rios foi atribu&iacute;da a problemas de filtra&ccedil;&atilde;o da amostra. A possibilidade de reten&ccedil;&atilde;o de componentes sol&uacute;veis na FI e os problemas relatados com a precipita&ccedil;&atilde;o etan&oacute;lica, tamb&eacute;m podem ter causado recupera&ccedil;&atilde;o incompleta dos componentes da fibra ou co-precipita&ccedil;&atilde;o de outros compostos n&atilde;o pertencentes &agrave; fibra na fra&ccedil;&atilde;o correspondente a FS (5, 9, 10).</font></P>      <P ALIGN="JUSTIFY"><B><font size="3">Componentes de varia&ccedil;&atilde;o das determina&ccedil;&otilde;es de fibra total e insol&uacute;vel</font></P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Na primeira etapa do procedimento anal&iacute;tico, que compreendeu as digest&otilde;es enzim&aacute;ticas at&eacute; a obten&ccedil;&atilde;o do res&iacute;duo seco, foi constatada baixa variabilidade entre os dados experimentais (<a href="#tabl2">Tabela 2</a>). Neste caso, os CVs encontrados para os res&iacute;duos de digest&atilde;o enzim&aacute;tica, em torno de 10%, indicaram que essa etapa teve pouca influ&ecirc;ncia na variabilidade dos resultados finais de fibras total e insol&uacute;vel para ambas as amostras.</font></P> <B>     <P ALIGN="CENTER"><font size="3"><a name="tabl2"></a>TABELA 2</font></P><DIR>  </B>    <P ALIGN="CENTER"><font size="3">Peso m&eacute;dio das amostras, dos res&iacute;duos de digest&atilde;o enzim&aacute;tica e das corre&ccedil;&otilde;es gravim&eacute;tricas nas determina&ccedil;&otilde;es de fibra alimentar total (FT) e fibra insol&uacute;vel (FI) em gr&atilde;os de milho BR 5202 Pampa e de aveia UFRGS 15</font></P></DIR>      ]]></body>
<body><![CDATA[<CENTER><TABLE BORDER="1" CELLSPACING=1 CELLPADDING=4 WIDTH=574> <TR><TD WIDTH="43" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2 bordercolor="#FFFFFF" bordercolorlight="#FFFFFF" bordercolordark="#FFFFFF">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">Esp&eacute;cie</font></TD> </CENTER> <TD WIDTH="120" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2 bordercolor="#FFFFFF" bordercolorlight="#FFFFFF" bordercolordark="#FFFFFF">     <P ALIGN="left"><font size="2">Amostra</font></TD> <TD WIDTH="95" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=3 bordercolor="#FFFFFF" bordercolorlight="#FFFFFF" bordercolordark="#FFFFFF">     <P ALIGN="left"><font size="2">Res&iacute;duo</font></TD> <TD WIDTH="92" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=3 bordercolor="#FFFFFF" bordercolorlight="#FFFFFF" bordercolordark="#FFFFFF">     <P ALIGN="left"><font size="2">Cinzas</font></TD> <TD WIDTH="97" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=3 bordercolor="#FFFFFF" bordercolorlight="#FFFFFF" bordercolordark="#FFFFFF">     <P ALIGN="left"><font size="2">Prote&iacute;na</font></TD> <TD WIDTH="86" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=3 bordercolor="#FFFFFF" bordercolorlight="#FFFFFF" bordercolordark="#FFFFFF">     <P ALIGN="left"><font size="2">Branco</font></TD>      <CENTER> <TD WIDTH="30" VALIGN="MIDDLE" bordercolor="#FFFFFF" bordercolorlight="#FFFFFF" bordercolordark="#FFFFFF">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">Total</font></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="42" VALIGN="MIDDLE">&nbsp;</TD> <TD WIDTH="58" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">mg</font></TD> <TD WIDTH="52" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER"><font size="2">mg</font></TD> <TD WIDTH="59" VALIGN="MIDDLE">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">% *</font></TD> <TD WIDTH="47" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">mg</font></TD> <TD WIDTH="37" VALIGN="MIDDLE">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">% <SUP>†</SUP></font></TD> <TD WIDTH="51" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">mg</font></TD> <TD WIDTH="40" VALIGN="MIDDLE">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">% <SUP>†</SUP></font></TD> <TD WIDTH="46" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">mg</font></TD> <TD WIDTH="53" VALIGN="MIDDLE">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">% <SUP>†</SUP></font></TD> <TD WIDTH="30" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">% <SUP>†</SUP></font></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="42" VALIGN="MIDDLE">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">Milho</font></TD> <TD WIDTH="58" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>&nbsp;</TD> <TD WIDTH="52" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>&nbsp;</TD> <TD WIDTH="59" VALIGN="MIDDLE">&nbsp;</TD> <TD WIDTH="47" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>&nbsp;</TD> <TD WIDTH="37" VALIGN="MIDDLE">&nbsp;</TD> <TD WIDTH="51" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>&nbsp;</TD> <TD WIDTH="40" VALIGN="MIDDLE">&nbsp;</TD> <TD WIDTH="46" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>&nbsp;</TD> <TD WIDTH="53" VALIGN="MIDDLE">&nbsp;</TD> <TD WIDTH="30" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>&nbsp;</TD> </TR> <TR><TD WIDTH="42" VALIGN="MIDDLE">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER"><font size="2">FT</font></TD> <TD WIDTH="58" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">1001.4&#177; 0.5</font></TD> <TD WIDTH="52" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">168.2&#177; 15.2</font></TD> <TD WIDTH="59" VALIGN="MIDDLE">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">16.8&#177; 1.5</font></TD> <TD WIDTH="47" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">3.3&#177; 5.3</font></TD> <TD WIDTH="37" VALIGN="MIDDLE">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">1.9&#177; 3.0</font></TD> <TD WIDTH="51" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">23.1&#177; 10.0</font></TD> <TD WIDTH="40" VALIGN="MIDDLE">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">13.5&#177; 5.0</font></TD> <TD WIDTH="46" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">8.7&#177; 0.7</font></TD> <TD WIDTH="53" VALIGN="MIDDLE">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">5.2&#177; 0.6</font></TD> <TD WIDTH="30" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER"><font size="2">20.6&#177; 5.3</font></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="42" VALIGN="MIDDLE">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">FI</font></TD> <TD WIDTH="58" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">1001.5&#177; 0.7</font></TD> <TD WIDTH="52" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">137.1&#177; 6.0</font></TD> <TD WIDTH="59" VALIGN="MIDDLE">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">13.7&#177; 0.6</font></TD> <TD WIDTH="47" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">-0.8&#177; 1.9</font></TD> <TD WIDTH="37" VALIGN="MIDDLE">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">-0.5&#177; 1.4</font></TD> <TD WIDTH="51" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">16.1&#177; 4.1</font></TD> <TD WIDTH="40" VALIGN="MIDDLE">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">11.8&#177; 3.0</font></TD> <TD WIDTH="46" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">1.7&#177; 2.3</font></TD> <TD WIDTH="53" VALIGN="MIDDLE">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER"><font size="2">1.3&#177; 1.7</font></TD> <TD WIDTH="30" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">12.5&#177; 3.9</font></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="42" VALIGN="MIDDLE">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">Aveia</font></TD> <TD WIDTH="58" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>&nbsp;</TD> <TD WIDTH="52" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>&nbsp;</TD> <TD WIDTH="59" VALIGN="MIDDLE">&nbsp;</TD> <TD WIDTH="47" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>&nbsp;</TD> <TD WIDTH="37" VALIGN="MIDDLE">&nbsp;</TD> <TD WIDTH="51" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>&nbsp;</TD> <TD WIDTH="40" VALIGN="MIDDLE">&nbsp;</TD> <TD WIDTH="46" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>&nbsp;</TD> <TD WIDTH="53" VALIGN="MIDDLE">&nbsp;</TD> <TD WIDTH="30" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>&nbsp;</TD> </TR> <TR><TD WIDTH="42" VALIGN="MIDDLE">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">FT</font></TD> <TD WIDTH="58" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">978.3&#177; 54.3</font></TD> <TD WIDTH="52" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">196.3&#177; 22.9</font></TD> <TD WIDTH="59" VALIGN="MIDDLE">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">20.0&#177; 1.6</font></TD> <TD WIDTH="47" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">8.9&#177; 4.3</font></TD> <TD WIDTH="37" VALIGN="MIDDLE">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">4.5&#177; 1.9</font></TD> <TD WIDTH="51" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">52.1&#177; 15.0</font></TD> <TD WIDTH="40" VALIGN="MIDDLE">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER"><font size="2">26.4&#177; 6.0</font></TD> <TD WIDTH="46" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">8.3&#177; 2.5</font></TD> <TD WIDTH="53" VALIGN="MIDDLE">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">4.3&#177; 1.4</font></TD> <TD WIDTH="30" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">35.2&#177; 5.8</font></TD> </TR> <TR><TD WIDTH="42" VALIGN="MIDDLE">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">FI</font></TD> <TD WIDTH="58" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">978.5&#177; 54.0</font></TD> <TD WIDTH="52" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">129.6&#177; 13.1</font></TD> <TD WIDTH="59" VALIGN="MIDDLE">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">13.2&#177; 0.8</font></TD> <TD WIDTH="47" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">-0.8&#177; 1.5</font></TD> <TD WIDTH="37" VALIGN="MIDDLE">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">-0.7&#177; 1.2</font></TD> <TD WIDTH="51" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER"><font size="2">33.8&#177; 7.6</font></TD> <TD WIDTH="40" VALIGN="MIDDLE">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">26.0&#177; 4.5</font></TD> <TD WIDTH="46" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">2.2&#177; 2.5</font></TD> <TD WIDTH="53" VALIGN="MIDDLE">     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">1.7&#177; 2.0</font></TD> <TD WIDTH="30" VALIGN="MIDDLE" COLSPAN=2>     <P ALIGN="CENTER"><font size="2">27.0&#177; 5.1</font></TD> </TR> </TABLE> </CENTER>    <P style="margin-top: 0; margin-bottom: 0"><font size="3">* Percentagem de res&iacute;duo em rela&ccedil;&atilde;o a amostra inicial (valores expressos com base na mat&eacute;ria seca);</font></P> <SUP>    <P style="margin-top: 0; margin-bottom: 0"><font size="3">† </font> </SUP><font size="3">Percentagem da corre&ccedil;&atilde;o gravim&eacute;trica em rela&ccedil;&atilde;o ao res&iacute;duo de digest&atilde;o (valores expressos com base na mat&eacute;ria seca).</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">A segunda etapa, que compreendeu a realiza&ccedil;&atilde;o das an&aacute;lises para obten&ccedil;&atilde;o dos dados das corre&ccedil;&otilde;es gravim&eacute;tricas preconizadas, foi a que exerceu maior influ&ecirc;ncia para o aumento da variabilidade entre os resultados finais. O total de corre&ccedil;&otilde;es gravim&eacute;tricas (cinzas + prote&iacute;na + branco) variou de  acordo com a natureza da amostra,  onde os maiores valores foram observados nas determina&ccedil;&otilde;es em aveia (<a href="#tabl2">Tabela 2</a>).</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">A contribui&ccedil;&atilde;o de cada uma das corre&ccedil;&otilde;es sobre o total tamb&eacute;m foi vari&aacute;vel, por&eacute;m, a prote&iacute;na foi a que exerceu maior influ&ecirc;ncia sobre as determina&ccedil;&otilde;es das fra&ccedil;&otilde;es de fibra (<a href="#tabl2">Tabela 2</a>). A corre&ccedil;&atilde;o para prote&iacute;na representou aproximadamente 13 e 12% dos res&iacute;duos de FT e FI em milho e, na mesma ordem, 26 e 26% em aveia. As corre&ccedil;&otilde;es para cinzas foram menores, representando aproximadamente 2 e 4.5% do res&iacute;duo de FT de milho e aveia e, na mesma ordem, -0.5 e –0.7% do res&iacute;duo da FI.</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">A distribui&ccedil;&atilde;o dos  valores de prote&iacute;na, cinzas e provas em branco obtidos nos res&iacute;duos de digest&atilde;o enzim&aacute;tica das amostras utilizadas neste experimento foram analisados individualmente e encontram-se na <a href="#fig1"> Figura 1.</a>  Embora as medidas realizadas no presente trabalho n&atilde;o tenham sido direcionadas &agrave; avaliar a efici&ecirc;ncia da prote&oacute;lise ou inefici&ecirc;ncia da remo&ccedil;&atilde;o da prote&iacute;na dos res&iacute;duos de digest&atilde;o, a ampla dispers&atilde;o detectada quanto os teores de prote&iacute;na bruta entre repeti&ccedil;&otilde;es provenientes de mesma amostra (<a href="#fig1">Figuras 1a e 1d</a>), demonstrou a grande variabilidade existente entre corridas na etapa de digest&atilde;o enzim&aacute;tica no que se refere &agrave; prote&oacute;lise.</font> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Os valores das corre&ccedil;&otilde;es gravim&eacute;tricas de cinzas tamb&eacute;m foram amplamente dispersos e, em muitos casos, negativos <a href="#fig1"> (Figuras 1b e 1e</a>). Por&eacute;m, a ocorr&ecirc;ncia de valores negativos para cinzas e provas em branco n&atilde;o foi verificada somente no presente trabalho, mas tamb&eacute;m no pr&oacute;prio estudo colaborativo referente ao m&eacute;todo utilizado (6).</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"> <font size="3"> Os CVs obtidos para a medida de cinzas nos res&iacute;duos de FT e FI de milho e aveia foram de 157.9 e 42.2% e, 280.0 e 171.4%, respectivamente. A maior freq&uuml;&ecirc;ncia de cinzas negativas em res&iacute;duos de FI (Figura 1e) quando comparados aos res&iacute;duos de FT (<a href="#fig1">Figura 1b</a>), sugere que na filtra&ccedil;&atilde;o de FI, feita para a remo&ccedil;&atilde;o da FS, ocorram perdas de minerais. Ma&ntilde;as e colaboradores (9) comentam que na determina&ccedil;&atilde;o de fibra alimentar, junto com a precipita&ccedil;&atilde;o etan&oacute;lica de compostos org&acirc;nicos e inorg&acirc;nicos da amostra, pode tamb&eacute;m ocorrer precipita&ccedil;&atilde;o de sais inorg&acirc;nicos do tamp&atilde;o, superestimando o teor de cinzas no res&iacute;duo da FT.</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Considerando essa indica&ccedil;&atilde;o, &eacute; razo&aacute;vel supor que pelo mesmo mecanismo possa ocorrer uma redu&ccedil;&atilde;o nos teores de cinzas da FI, uma vez que minerais poderiam ser retirados dessa fra&ccedil;&atilde;o juntamente com a FS. Por outro lado, pela pequena quantidade de minerais remanescente neste res&iacute;duo e considerando os erros acumulados desde o in&iacute;cio da manipula&ccedil;&atilde;o das amostras, torna-se mais prov&aacute;vel a ocorr&ecirc;ncia de valores negativos de cinzas para os res&iacute;duos de FI do que para os de FT.</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">De qualquer forma, a distribui&ccedil;&atilde;o dos valores de cinzas obtidos no presente trabalho (<a href="#fig1">Figuras 1b e 1e</a>) p&otilde;e em d&uacute;vida a explica&ccedil;&atilde;o dada por Prosky e colaboradores (6) de que a obten&ccedil;&atilde;o de dados negativos de cinzas no res&iacute;duo &eacute; resultante de perdas do auxiliar de filtra&ccedil;&atilde;o e problemas de qualidade, tanto do auxiliar como do cadinho filtrante; devendo-se buscar explica&ccedil;&atilde;o para estes resultados na an&aacute;lise de outros poss&iacute;veis fatores que afetam as determina&ccedil;&otilde;es de cinzas no res&iacute;duo da digest&atilde;o enzim&aacute;tica utilizada para a determina&ccedil;&atilde;o da fibra alimentar.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Os elevados valores dos efeitos das interfer&ecirc;ncias de prote&iacute;na e minerais nos res&iacute;duos de digest&atilde;o enzim&aacute;tica s&atilde;o as principais cr&iacute;ticas quanto ao m&eacute;todo proposto por Prosky e colaboradores (4, 5, 9, 10, 11, 20, 21). Este fato abre precedentes para que outros m&eacute;todos de determina&ccedil;&atilde;o da fibra alimentar sejam indicados. Jeraci e colaboradores prop&otilde;e o m&eacute;todo UED (<I>urea enzymatic dialysis</I>) (22) para a determina&ccedil;&atilde;o de fibra alimentar. Segundo estes pesquisadores, o m&eacute;todo UED reduz a interfer&ecirc;ncia das corre&ccedil;&otilde;es gravim&eacute;tricas de cinzas e prote&iacute;na, sendo mais preciso e apurado do que aquele proposto pela AOAC (2).</font>  </P>     <P ALIGN="CENTER"><font size="3"><a name="fig1"></a>FIGURA 1</font></P>     <P ALIGN="justify"><font size="3">Distribui&ccedil;&atilde;o dos valores de prote&iacute;na bruta, cinzas e provas em branco, obtidos nas determina&ccedil;&otilde;es de fibra alimentar total (FT) (a, b, c) e fibra insol&uacute;vel (d, e, f) nos gr&atilde;os de milho BR 5202 Pampa e de aveia UFRGS 15. No eixo X est&atilde;o representados os valores obtidos em cada determina&ccedil;&atilde;o, organizados em ordem crescente. No eixo Y encontra-se a freq&uuml;&ecirc;ncia relativa acumulada de observa&ccedil;&otilde;es, onde cada observa&ccedil;&atilde;o corresponde a 9.1 unidades de percentagem para prote&iacute;na e cinzas e 7.1 unidades de percentagem para brancos (100% &#184;÷  n<U><SUP>o</U></SUP> total de observa&ccedil;&otilde;es), o que permite avaliar a dispers&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a amplitude.</font></P>     <P ALIGN="center"><img border="0" src="/img/fbpe/alan/v53n4/art10fig1.jpg" width="580" height="751"></P>     
<P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Embora menos representativos, os valores das provas em branco tamb&eacute;m interferem no resultado final das medidas de FT e FI. No presente trabalho, as provas em branco representaram aproximadamente 5% dos res&iacute;duos de digest&atilde;o de FT e, menos de 2% nos res&iacute;duos de FI para ambas as amostras (<a href="#tabl2">Tabela 2</a>). Os Cvs obtidos para as determina&ccedil;&otilde;es de FT das corridas realizadas com amostra de milho, foram menores do que os encontrados para as corridas de aveia (11,5 <I>versus </I>32,6%). Para FI, maioria dos valores das provas em branco foram negativos e os CVs obtidos foram muito altos (superiores a 115%) para ambas as amostras. A amplitude de varia&ccedil;&atilde;o observada para os valores das provas em branco de FT (3.0 a 12.9 mg) e de FI (-1.7 a 4.7 mg) provavelmente possa ser atribu&iacute;da &agrave;s diferen&ccedil;as entre corridas e &agrave;s corre&ccedil;&otilde;es gravim&eacute;tricas de prote&iacute;na e cinzas nos res&iacute;duos da prova em branco, uma vez que, durante a execu&ccedil;&atilde;o destas an&aacute;lises, n&atilde;o houve trocas de reagentes e/ou enzimas que justificassem tal varia&ccedil;&atilde;o.</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Embora os valores negativos de cinzas e provas em branco obtidos nas determina&ccedil;&otilde;es de FI e FT em milho e aveia (<a href="#fig1">Figuras 1b, 1e e 1f</a>) tenham diminu&iacute;do a confiabilidade nos resultados finais deste trabalho, &eacute;  importante salientar que o maior desvio provocado por estes valores negativos n&atilde;o chegou a 5%<B><FONT COLOR="#ff00ff"> </B></FONT> sobre o resultado final. Este dado foi considerado n&atilde;o limitante para o uso do m&eacute;todo enz&iacute;mico-gravim&eacute;trico proposto por Prosky e colaboradores (6) na avalia&ccedil;&atilde;o das fra&ccedil;&otilde;es de fibra nos gr&atilde;os analisados.</font></P> <B>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"><font size="3">CONCLUS&Otilde;ES</font></P> </B>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">O m&eacute;todo enz&iacute;mico-gravim&eacute;trico proposto por Prosky e colaboradores (6) permitiu a determina&ccedil;&atilde;o da fibra total em gr&atilde;os de milho e aveia, com alta repetibilidade.</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Nas determina&ccedil;&otilde;es de fibra insol&uacute;vel, observou-se alta freq&uuml;&ecirc;ncia de valores negativos para corre&ccedil;&otilde;es de cinzas e provas em branco que diminu&iacute;ram a confiabilidade dos resultados finais.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">A magnitude do total das corre&ccedil;&otilde;es gravim&eacute;tricas variou com a natureza da amostra e foi grandemente influenciada pela corre&ccedil;&atilde;o de  prote&iacute;na.</font></P> <B>     <P ALIGN="left"><font size="3">REFER&Ecirc;NCIAS</font></P> </B>      <!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">1. Prosky, L.; Asp, G.N.; Furda, I.; Devries, J.W.; Schweizer, T.F.; Harland, B.F. Determination of total dietary fiber in foods, food products, and total diets: Interlaboratory Study. J. Assoc. Anal. Chem., 1984; 67 (6): 1044-1052.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426615&pid=S0004-0622200300040001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"> <font size="3"> 2. AOAC - Association Of Official Agricultural Chemists. Total dietary fiber in foods – Enzimatic-gravimetric method – First action. J. Assoc. Anal. Chem., 1985; 68 (2): 399.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426616&pid=S0004-0622200300040001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">3. Deutsch, M.J.. Vitamins and other nutrients – Recommendations. J. Assoc. Anal. Chem., 1986; 69 (2): 259.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426617&pid=S0004-0622200300040001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">4. Asp, G.N.; Johansson, C.G.; Hallmer, H.; Siljestr&ouml;m, M. Rapid enzymatic assay of insoluble and soluble dietary fiber. J. Agric. Food Chem., 1983; 31 (2): 476-482.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426618&pid=S0004-0622200300040001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">5. Prosky, L.; Asp, G.N.; Scheweizer, T.F.; Devries, J.W.; Furda, I. Determination of insoluble, soluble, and total dietary fiber in foods and food products: Interlaboratory Study. J. Assoc. Anal. Chem., 1988; 71 (5): 1017-1023.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426619&pid=S0004-0622200300040001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">6. Prosky, L.; Asp, G.N.; Scheweizer, T.F.; Devries, J.W.; Furda, I. Determination of insoluble and soluble dietary fiber in foods and food products: Collaborative Study. J. Assoc. Anal. Chem. Int., 1992; 75 (2): 360-367.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426620&pid=S0004-0622200300040001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">7. Prosky, L. Dietary fiber – General Referee Reports. J. Assoc. Anal. Chem. Int., 1993; 76 (1): 132-133.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426621&pid=S0004-0622200300040001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">8. AACC - American Association Of Cereal Chemists. The definition of dietary fiber. Cereal Foods World, 2001; 46 (3): 113-126.</font> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426622&pid=S0004-0622200300040001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">9. Ma&ntilde;as, E.; Bravo, L.; Saura-Calixto, F. Sources of error in dietary fibre analysis. Food Chem., 1994; 50 (1): 331-342.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426623&pid=S0004-0622200300040001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">10. Ma&ntilde;as, E.; Bravo, L.; Saura-Calixto, F. Dietary fibre analysis: methodological error sources. Euro. J. Clin. Nutr., 1995; 49 (3): s158-s152.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426624&pid=S0004-0622200300040001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">11. Jeraci, J.L.; Van Soest, P.J. Improved methods for analysis and biological  characterization of fiber. Adv. Exp. Med. Biol., 1990; 270 (1): p.245-263.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426625&pid=S0004-0622200300040001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">12. Tedesco, M.J.; Gianello, C.; Bissani, C.A. et al. Analise de solo, plantas e outros materiais. 2 ed. Porto Alegre: UFRGS; 1995.</font> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426626&pid=S0004-0622200300040001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">13. AOAC - Association Of Official Agricultural Chemists. Official Methods of Analysis. 12 ed. Washington: AOAC; 1975.</font> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426627&pid=S0004-0622200300040001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">14. Wernimont, G.T. Use of statistcs to develop and evaluate analytical methods. Arlington: AOAC; 1985.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426628&pid=S0004-0622200300040001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">15. EMBRAPA - Empresa Brasileira De Pesquisa Agropecu&aacute;ria. Centro Nacional de Pesquisa de Su&iacute;nos e Aves. Tabela de composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica e valores energ&eacute;ticos de alimentos para su&iacute;nos e aves. Conc&oacute;rdia: EMBRAPA-CNPSA; 1991.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426629&pid=S0004-0622200300040001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">16. Floss, E.L; Schultz, J.; Trentin, E.A. Composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica de gr&atilde;os de cultivares de aveia, em Passo Fundo, 1994. In: Reuni&atilde;o da Comiss&atilde;o Sul-Brasileira de Pesquisa de Aveia, 16, 1996. 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Jeraci, J.L.; Lewis, B.A.; Van Soest, P.J.; Robertson, J.B. Urea enzymatic dialysis procedure for determination of total dietary fiber. J. Assc. Off. Anal. Chem., 1989; 72 (4): 677-681.</font> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=426636&pid=S0004-0622200300040001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body>
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