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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tratamento de Crianças com Desnutrição Grave Utilizando o Protocolo da OMS: Experiência de um Centro de Referência, São Paulo/Brasil Tratamento de crianças com desnutrição grave]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[To describe the main causes for internation and associated diseases in severe malnourished children. To evaluate mortality rate, anthropometric development and nutritional therapy with the use of World Health Organization guidelines (WHO) were assessed. In a cross-sectional retrospective study 191 hospitalized malnourished children were assessed. To classify and evaluate nutritional rehabilitation Z-score was used: weight-for-age (ZW), height-for-age(ZH) and weight-for-height(ZWH). The children were divided in three groups (G): GI (primary malnutrition-30,9%), GII (secondary malnutrition-51,7%) and GIII (children who were admitted as GI but during internation had an identified chronic disease-12%). Nutritional therapy used was based on WHO guidelines, with slight modifications. The formulas chosen were all industrialized: lactose-free polymeric formula (PLF) for children with diarrhea, low lactose polymeric formula (PLL) for children without diarrhea and cow’s milk hydrolysate (H) for sepsis or chronic diarrhea. In the rehabilitation phase, all the children used PLL formula. Statistical analysis: Student’s, chi-square tests, simple linear regression. The median age and mortality rate were 10,3 months and 4,2%, respectively. The GI and GII children were older than GIII (11vs12vs7months,p=0,02) and had shorter length of stay (20vs22vs37days,p=0,010). Mortality risks in GIII were twice as frequent as in GI+GII. Pneumonia, diarrhea and poor weight gain were the main diagnosis at admission. Tubes were used more frequently in GII+GIII than GI (p=0,004). Parenteral nutrition was indicated in 5,7% of children, more often in GIII than GI+GII (p=0,037). Tolerance of the initial formula wasn’t satisfactory in 20% of the children. An improvement of 87% ZWH, 74,1% ZW and 22% was observed. ZW in GI and ZWH in GIII were the indices that showed the most effective gain during hospital stay. The modified WHO guidelines were effective in the multiprofessional treatment of malnourished children, resulting in good nutritional rehabilitation with low mortality rates. A high percentage of children admitted as primary malnutrition who had a chronic disease diagnosed was observed. The late diagnosis may be responsible for the high length of stay, formula intolerance and mortality risk.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[   <B>    <P ALIGN="CENTER"><font face="Verdana" size="2">T</font><font face="Verdana" size="3">ratamento de Crian&ccedil;as com Desnutri&ccedil;&atilde;o Grave Utilizando o Protocolo da OMS: Experi&ecirc;ncia de um Centro de Refer&ecirc;ncia, S&atilde;o Paulo/Brasil</font></P>     <P ALIGN="CENTER"><font face="Verdana" size="3">Tratamento de crian&ccedil;as com desnutri&ccedil;&atilde;o grave</font></P>     <P ALIGN="CENTER"></P> </B>    <P ALIGN="CENTER"><font face="Verdana" size="2">Roseli Oselka Saccardo Sarni(1)(2)(4), Fab&iacute;ola Isabel Suano de Souza(1)(2), Priscila Catherino(1), Cristiane Kochi(3), Fernanda Luisa Ceragioli Oliveira(1)(4), Fernando Jos&eacute; de N&oacute;brega(4)</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">1. Disciplina de Nutrologia do Departamento de Pediatria da Universidade Federal de S&atilde;o Paulo – UNIFESP/EPM</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">2. Disciplina de Pediatria e Puericultura do Departamento de Sa&uacute;de Materno-Infantil da Faculdade de Medicina da Funda&ccedil;&atilde;o do ABC – FM ABC</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">3. Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas da Santa Casa de Miseric&oacute;rdia de S&atilde;o Paulo</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">4. Grupo de Nutri&ccedil;&atilde;o Humana do Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP) do Hospital Israelita Albert Einstein</font> </P> <FONT SIZE=2>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Correspond&ecirc;ncia: Roseli Oselka Saccardo Sarni, fone/fax: (11) 5571-9589, Rua Ren&eacute; Zamlutti, 94, apto.52, Vila Mariana, CEP: 04116-260, S&atilde;o Paulo/SP, Brasil&nbsp;</font></P> </FONT><B> </B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Realizado no N&uacute;cleo de Nutri&ccedil;&atilde;o, Alimenta&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Infantil do Centro de Refer&ecirc;ncia de Sa&uacute;de da Mulher, Nutri&ccedil;&atilde;o, Alimenta&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Infantil da Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo – NUNADI/CRSMNADI/SES</font><B><font face="Verdana" size="2">.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Resumo</font> </P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">O objetivo desse estudo foi descrever as principais causas de interna&ccedil;&atilde;o e doen&ccedil;as associadas em crian&ccedil;as gravemente desnutridas (DEP), avaliar a mortalidade, evolu&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica e terapia nutricional, utilizando protocolo da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de - OMS). Em estudo retrospectivo, descritivo e transversal, avaliou-se 191 prontu&aacute;rios de crian&ccedil;as portadoras de DEP grave. Utilizou-se os indicadores antropom&eacute;tricos na forma de escore-z (peso/idade–ZP, estatura/idade–ZE e peso/estatura–ZPE) para classifica&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o nutricional durante a interna&ccedil;&atilde;o. As crian&ccedil;as foram divididas em 3 grupos (G): GI (desnutri&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria–30,9%), GII (desnutri&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria–51,7%) e GIII (crian&ccedil;as que foram admitidas como GI e que durante a interna&ccedil;&atilde;o identificou-se alguma doen&ccedil;a associada a DEP – 12%). A terapia nutricional baseou-se nas normas da OMS, 1999, com algumas modifica&ccedil;&otilde;es. Utilizou-se sempre f&oacute;rmulas industrializadas: isenta de lactose (crian&ccedil;as com diarr&eacute;ia e na fase de estabiliza&ccedil;&atilde;o), baixo teor de lactose (crian&ccedil;as sem diarr&eacute;ia e na fase de recupera&ccedil;&atilde;o) e hidrolisado de prote&iacute;nas do soro de leite de vaca (crian&ccedil;as com diarr&eacute;ia cr&ocirc;nica e/ou sepse). An&aacute;lise estat&iacute;stica: teste t-student, qui-quadrado e regress&atilde;o linear simples. A mediana de idade foi de 10,3 meses e o &iacute;ndice de letalidade de 4,2%. As crian&ccedil;as do GI e GII eram mais velhas (11vs12vs7 meses,p=0,02) e permaneceram menos tempo internadas do que as do G III (20vs22vs37 dias,p=0,010). O risco de morte no GIII foi duas vezes maior (GIII&gt;GII+GI; 8,7% vs 3,6%, p=0,25). Pneumonia, diarr&eacute;ia e baixo ganho ponderal foram os diagn&oacute;sticos mais freq&uuml;entes a admiss&atilde;o. Sonda foi utilizada com maior freq&uuml;&ecirc;ncia no GII e GIII em rela&ccedil;&atilde;o ao GI (p=0,004). Nutri&ccedil;&atilde;o parenteral foi indicada em apenas 5,7% das crian&ccedil;as (GII+GIII&gt;GI,p=0,037). Intoler&acirc;ncia a dieta inicialmente institu&iacute;da foi observada em apenas 20% das crian&ccedil;as. Observou-se 87%, 74,1% e 22% de melhora em rela&ccedil;&atilde;o ao ZPE, ZP e ZE, respectivamente. O ZP no GI e o ZPE no GIII foram os indicadores que mostraram melhora mais efetiva durante a interna&ccedil;&atilde;o. O protocolo modificado da WHO foi efetivo no tratamento interprofissional de crian&ccedil;as portadoras de DEP grave, resultando em boa reabilita&ccedil;&atilde;o nutricional com baixos &iacute;ndices de mortalidade. Observou-se alto percentual de crian&ccedil;as admitidas como DEP prim&aacute;rio que tinham alguma doen&ccedil;a associada. O atraso no diagn&oacute;stico pode ser respons&aacute;vel pelo maior tempo de interna&ccedil;&atilde;o e dos &iacute;ndices de mortalidade.</font> </P> <B><U>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Unitermos:</font></U> <font face="Verdana" size="2"> </font> </B><font face="Verdana" size="2">desnutri&ccedil;&atilde;o prot&eacute;ico-energ&eacute;tica, hospitaliza&ccedil;&atilde;o, terapia nutricional, diretrizes OMS, lactentes e crian&ccedil;as</font></P> <FONT SIZE=2> </FONT><B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Summary</font> </P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">To describe the main causes for internation and associated diseases in severe malnourished children. To evaluate mortality rate, anthropometric development and nutritional therapy with the use of World Health Organization guidelines (WHO) were assessed. In a cross-sectional retrospective study 191 hospitalized malnourished children were assessed. To classify and evaluate nutritional rehabilitation Z-score was used: weight-for-age (ZW), height-for-age(ZH) and weight-for-height(ZWH). The children were divided in three groups (G): GI (primary malnutrition–30,9%), GII (secondary malnutrition–51,7%) and GIII (children who were admitted as GI but during internation had an identified chronic disease–12%). Nutritional therapy used was based on WHO guidelines, with slight modifications. The formulas chosen were all industrialized: lactose-free polymeric formula (PLF) for children with diarrhea, low lactose polymeric formula (PLL) for children without diarrhea and cow’s milk hydrolysate (H) for sepsis or chronic diarrhea. In the rehabilitation phase, all the children used PLL formula. Statistical analysis: Student’s, chi-square tests, simple linear regression. The median age and mortality rate were 10,3 months and 4,2%, respectively. The GI and GII children were older than GIII (11vs12vs7months,p=0,02) and had shorter length of stay (20vs22vs37days,p=0,010). Mortality risks in GIII were twice as frequent as in GI+GII. Pneumonia, diarrhea and poor weight gain were the main diagnosis at admission. Tubes were used more frequently in GII+GIII than GI (p=0,004). Parenteral nutrition was indicated in 5,7% of children, more often in GIII than GI+GII (p=0,037). Tolerance of the initial formula wasn’t satisfactory in 20% of the children. An improvement of  87% ZWH, 74,1% ZW and 22% was observed. ZW in GI and ZWH in GIII were the indices that showed the most effective gain during hospital stay. The modified WHO guidelines were effective in the multiprofessional treatment of malnourished children, resulting in good nutritional rehabilitation with low mortality rates. A high percentage of children admitted as primary malnutrition who had a chronic disease diagnosed was observed. The late diagnosis may be responsible for the high length of stay, formula intolerance and mortality risk.</font></P> <B><U>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Key-words:</font></U> <font face="Verdana" size="2"> </font> </B><font face="Verdana" size="2">protein-energy malnutrition, hospitalization, nutritional support, WHO guidelines, infant and children&nbsp;</font></P> <FONT SIZE=2> <B> </B> </FONT> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">RECIBIDO: 24-04-2005   ACEPTADO: 29-12-2005&nbsp;</font></P> </B> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">(Treatment of severe malnourished children with WHO protocol: Experience of a Referral Center in Sao Paulo, Brazil)&nbsp;&nbsp;</font></P> </B> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Introdu&ccedil;&atilde;o</font></P> </B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">A desnutri&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tico-prot&eacute;ica (DEP) na inf&acirc;ncia &eacute; multifatorial, envolvendo determinantes biol&oacute;gicos e sociais, e pode advir de uma oferta alimentar insuficiente em energia, macro e micronutrientes, a chamada <I>desnutri&ccedil;&atilde;o de causa prim&aacute;ria</I>. Sabe-se, entretanto, que n&atilde;o &eacute; apenas a car&ecirc;ncia de nutrientes que leva &agrave; DEP. N&oacute;brega &amp; Campos em 1996, ressaltaram a import&acirc;ncia do v&iacute;nculo m&atilde;e-filho na g&ecirc;nese desta doen&ccedil;a (1). A DEP pode ainda decorrer do inadequado aproveitamento funcional e biol&oacute;gico dos nutrientes dispon&iacute;veis ou da eleva&ccedil;&atilde;o do gasto energ&eacute;tico, na presen&ccedil;a de doen&ccedil;as associadas, a chamada <I>desnutri&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria</I>. S&atilde;o alguns exemplos de doen&ccedil;as que comumente cursam com DEP na faixa et&aacute;ria pedi&aacute;trica: cardiopatias cong&ecirc;nitas, neuropatias, s&iacute;ndrome da imunodefici&ecirc;ncia adquirida, pneumopatias cr&ocirc;nicas, fibrose c&iacute;stica, entre outras.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">A forma mais comum de desnutri&ccedil;&atilde;o no Brasil &eacute; o comprometimento estatural (2)<SUP> </SUP>que atinge cerca de 10,5% das crian&ccedil;as (3). A desnutri&ccedil;&atilde;o moderada e grave (z escore peso idade &lt; -2) acomete 5% das crian&ccedil;as brasileiras, n&uacute;meros semelhantes a outros pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, onde a preval&ecirc;ncia &eacute; de cerca de 7% (4).<SUP> </SUP>H&aacute; uma clara associa&ccedil;&atilde;o entre a precocidade e gravidade da DEP com risco de mortalidade, comprometimento do desenvolvimento cognitivo, atraso escolar e redu&ccedil;&atilde;o da capacidade de trabalho na vida adulta  (3).</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Dados de 67 estudos publicados, em diferentes pa&iacute;ses, mostraram que a mediana da taxa de letalidade por DEP grave n&atilde;o tem se modificado nas &uacute;ltimas cinco d&eacute;cadas persistindo ao redor de 20 a 26%, o que significa que uma em cada quatro crian&ccedil;as gravemente desnutridas morriam na d&eacute;cada de 90 apesar dos avan&ccedil;os t&eacute;cnico cient&iacute;ficos da medicina (5). Esses altos &iacute;ndices de letalidade decorriam principalmente de pr&aacute;ticas inapropriadas no diagn&oacute;stico e conduta de crian&ccedil;as desnutridas. No sentido de reduzir tais cifras, em 1999 a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) publicou e divulgou, um manual pr&aacute;tico visando padronizar condutas e capacitar os profissionais de sa&uacute;de envolvidos no atendimento a crian&ccedil;as gravemente desnutridas (6).<FONT COLOR="#0000ff"> </FONT>Tal publica&ccedil;&atilde;o leva em conta as caracter&iacute;sticas fisiopatol&oacute;gicas peculiares da DEP grave e a import&acirc;ncia da abordagem multidisciplinar, visando dessa forma, tratar a crian&ccedil;a de forma global com a participa&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia, evitando recorr&ecirc;ncias e reduzindo a mortalidade, independentemente de sua etiologia (7).</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">A aplica&ccedil;&atilde;o do protocolo em diversos centros de atendimento a crian&ccedil;as gravemente desnutridas revela redu&ccedil;&atilde;o da mediana dos &iacute;ndices de letalidade, por DEP grave, para n&iacute;veis inferiores a 5% e resultados satisfat&oacute;rios no processo de recupera&ccedil;&atilde;o nutricional (8)(9).</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">S&atilde;o escassos os estudos na literatura abordando a DEP grave. No Brasil e Am&eacute;rica Latina h&aacute; apenas um trabalho publicado avaliando o impacto da implanta&ccedil;&atilde;o do protocolo da OMS no tratamento hospitalar de crian&ccedil;as gravemente desnutridas, realizado em Pernambuco, Recife (10).<FONT COLOR="#ff0000"> </FONT>Tendo em vista a complexidade do diagn&oacute;stico e tratamento da crian&ccedil;a portadora de DEP grave, especialmente, na fase inicial (intra-hospitalar) realizou-se este trabalho em unidade de interna&ccedil;&atilde;o de um centro de refer&ecirc;ncia destinado ao atendimento interdisciplinar de crian&ccedil;as desnutridas de causa prim&aacute;ria ou secund&aacute;ria, visando avaliar as principais causas que motivaram interna&ccedil;&atilde;o e a identifica&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as associadas em crian&ccedil;as encaminhadas com diagn&oacute;stico de DEP prim&aacute;ria. Al&eacute;m disso, pretendeu-se avaliar a mortalidade, evolu&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica e terapia nutricional utilizada nessas crian&ccedil;as desnutridas aplicando-se as pr&aacute;ticas propostas no manual da OMS.</font> </P>  <B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Casu&iacute;stica e M&eacute;todo</font></P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Em estudo descritivo e transversal avaliou-se, retrospectivamente, a totalidade de interna&ccedil;&otilde;es ocorridas no N&uacute;cleo de Nutri&ccedil;&atilde;o Alimenta&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Infantil da Secretaria da Sa&uacute;de do Estado de S&atilde;o Paulo (NUNADI), por per&iacute;odo de 21 meses. A Unidade de Interna&ccedil;&atilde;o do NUNADI fornecia atendimento interdisciplinar a crian&ccedil;as de 0 a 5 anos, portadoras de DEP com descompensa&ccedil;&atilde;o infecciosa e/ou ocasionada por dist&uacute;rbios hidroeletrol&iacute;ticos e/ou &aacute;cido-b&aacute;sicos. As crian&ccedil;as desnutridas eram sempre referenciadas de hospitais da rede p&uacute;blica de sa&uacute;de e ap&oacute;s a alta hospitalar permaneciam sob assist&ecirc;ncia da equipe em regime ambulatorial ou de hospital-dia.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Foram levantados 305 prontu&aacute;rios, dos quais 191 foram selecionados. O crit&eacute;rio utilizado para inclus&atilde;o dos pacientes, foi z escore de peso para idade (ZP) &lt; -3 (11) na admiss&atilde;o ao hospital.</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Por meio de question&aacute;rio padronizado foram extra&iacute;dos os seguintes dados dos prontu&aacute;rios inclu&iacute;dos: idade (data de nascimento), sexo, peso ao nascer (PN), idade gestacional (IG), aleitamento materno exclusivo ou predominante (AME/P), diagn&oacute;stico &agrave; interna&ccedil;&atilde;o (DI), tipo de dieta e via de administra&ccedil;&atilde;o, toler&acirc;ncia &agrave; dieta, uso de nutri&ccedil;&atilde;o parenteral, tempo de interna&ccedil;&atilde;o (TINT) e evolu&ccedil;&atilde;o do estado nutricional (melhorado, piorado ou inalterado).</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Os dados antropom&eacute;tricos (peso e estatura) eram obtidos segundo preconiza&ccedil;&atilde;o da OMS, 1995 (11). A partir destes eram calculados os indicadores antropom&eacute;tricos, expressos na forma de escore z: peso para idade (ZP), estatura para idade (ZE) e peso para estatura (ZPE) (9). A evolu&ccedil;&atilde;o do estado nutricional foi obtida subtraindo-se o escore z calculado (ZPI, ZE, ZPE) com dados antropom&eacute;tricos obtidos &agrave; sa&iacute;da (alta) e entrada (<font FACE="Symbol">D</font>  = escore z sa&iacute;da – escore z da entrada). A partir desta diferen&ccedil;a considerou-se a evolu&ccedil;&atilde;o do estado nutricional (<font FACE="Symbol">D</font>) como: melhorado (+), piorado  (-) ou inalterado (0).</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o ao tratamento, crian&ccedil;as e m&atilde;es eram avaliadas e recebiam interven&ccedil;&atilde;o de equipe interprofissional constitu&iacute;da por: pediatras nutr&oacute;logos e gerais, nutricionistas, psic&oacute;logos, assistentes sociais, fonoaudi&oacute;logos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. A equipe desenvolvia trabalho de educa&ccedil;&atilde;o nutricional com as m&atilde;es durante a hospitaliza&ccedil;&atilde;o por meio de grupos operativos e treinamento em cozinha de aprimoramento, onde eram abordados aspectos relacionados ao v&iacute;nculo m&atilde;e-filho. Na fase de recupera&ccedil;&atilde;o nutricional iniciava-se o trabalho de estimula&ccedil;&atilde;o neuropsicomotora com a atua&ccedil;&atilde;o predominante do terapeuta ocupacional. O fonoaudi&oacute;logo atuava, basicamente, na preven&ccedil;&atilde;o da incoordena&ccedil;&atilde;o &agrave; degluti&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as que necessitaram do uso de sondas durante a terapia nutricional.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">A terapia nutricional utilizada baseou-se nas normas propostas no protocolo da OMS para o tratamento de crian&ccedil;as desnutridas (6), com algumas adapta&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o ao tipo da dieta utilizada, por&eacute;m sempre com o emprego de f&oacute;rmulas industrializadas: f&oacute;rmula infantil polim&eacute;rica isenta de lactose (FI) para crian&ccedil;as com diarr&eacute;ia, com menor conte&uacute;do de lactose (FB – 35% do total de carboidratos) para crian&ccedil;as sem diarr&eacute;ia e f&oacute;rmula infantil semi-elementar contendo prote&iacute;nas do soro do leite de vaca hidrolisada at&eacute; pept&iacute;dios (H) para crian&ccedil;as com sepse ou diarr&eacute;ia cr&ocirc;nica como dieta inicial (fase de estabiliza&ccedil;&atilde;o) e FB para todas as crian&ccedil;as na fase de recupera&ccedil;&atilde;o nutricional. As condutas propostas pela OMS foram referendadas em publica&ccedil;&otilde;es recentes, em nosso meio, realizadas pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Organiza&ccedil;&atilde;o Panamericana da Sa&uacute;de, Sociedade Brasileira de Pediatria e Universidades (12)(13)(14).</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">A oferta energ&eacute;tica utilizada foi de 80 a 100 kcal/kg/dia na fase de estabiliza&ccedil;&atilde;o e 150 a 200 kcal/kg/dia na fase de recupera&ccedil;&atilde;o nutricional (6). Quando necess&aacute;rio, para respeitar a oferta h&iacute;drica m&aacute;xima de 130 ml/kg/dia, na fase inicial, utilizou-se m&oacute;dulos de triglic&eacute;rides de cadeia m&eacute;dia industrializados (TCM) em crian&ccedil;as com doen&ccedil;a diarr&eacute;ica, ou de cadeia longa (TCL – &oacute;leo de soja) em crian&ccedil;as sem doen&ccedil;a diarr&eacute;ica, acrescidos &agrave; dieta na propor&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima de 3% e/ou m&oacute;dulos de pol&iacute;meros de glicose (m&aacute;ximo 3%). Na fase de recupera&ccedil;&atilde;o nutricional utilizou-se o acr&eacute;scimo de 3% de TCL &agrave; dieta visando adequa&ccedil;&atilde;o da densidade energ&eacute;tica (0,93 kcal/ml).</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">A troca da dieta, FB <font FACE="Symbol">®</font>  FI ou FI <font FACE="Symbol">®</font>  H, foi considerada quando ocorriam manifesta&ccedil;&otilde;es de intoler&acirc;ncia (diarr&eacute;ia, v&ocirc;mitos, distens&atilde;o abdominal, dermatite perineal) e/ou evolu&ccedil;&atilde;o ponderal desfavor&aacute;vel.</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">A administra&ccedil;&atilde;o da dieta por sondas, na fase de estabiliza&ccedil;&atilde;o, ocorreu quando a ingest&atilde;o era inferior ao gasto energ&eacute;tico basal acrescido a fator de estresse de 20 a 30% (&lt;80 kcal/kg/dia) (14), quando havia risco de aspira&ccedil;&atilde;o pulmonar ou em casos em intoler&acirc;ncia alimentar. A dieta por sondas era iniciada ap&oacute;s estabiliza&ccedil;&atilde;o hidroeletrol&iacute;tica visando reduzir complica&ccedil;&otilde;es como a s&iacute;ndrome de realimenta&ccedil;&atilde;o (15).</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Todas as crian&ccedil;as receberam suplementa&ccedil;&atilde;o de vitaminas e minerais preconizadas pela OMS, na forma medicamentosa incluindo: &aacute;cido f&oacute;lico (1mg/dia); ferro (3 mg/kg/dia –ap&oacute;s estabiliza&ccedil;&atilde;o), se anemia, na forma de sulfato ferroso; zinco (2 mg/kg/dia) e cobre (0,2 mg/kg/dia) na forma de m&oacute;dulo acrescido &agrave; dieta.</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">As 191 crian&ccedil;as foram divididas em 3 grupos, levando-se em conta o diagn&oacute;stico &agrave; interna&ccedil;&atilde;o e os diagn&oacute;sticos que foram acrescidos durante o tempo de hospitaliza&ccedil;&atilde;o.</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"> </P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">GRUPO I (GI) – </font> </B><font face="Verdana" size="2">crian&ccedil;as portadoras de DEP prim&aacute;ria que apresentavam ou n&atilde;o &agrave; interna&ccedil;&atilde;o descompensa&ccedil;&atilde;o hidroeletrol&iacute;tica e/ou &aacute;cido-b&aacute;sica e/ou infecciosa (59/191 - 30,9%)</font></P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">GRUPO II (GII) –</font></B> <font face="Verdana" size="2"> crian&ccedil;as portadoras de DEP secund&aacute;ria que apresentavam ou n&atilde;o &agrave; interna&ccedil;&atilde;o descompensa&ccedil;&atilde;o hidroeletrol&iacute;tica e/ou &aacute;cido-b&aacute;sica e/ou infecciosa (109/191 - 57,1%)</font>  </P> <B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">GRUPO III (GIII) –</font></B> <font face="Verdana" size="2"> crian&ccedil;as que foram encaminhadas e admitidas como desnutridas prim&aacute;rias, entretanto, durante a interna&ccedil;&atilde;o identificou-se alguma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica associada ao quadro que justificava a desnutri&ccedil;&atilde;o (23/191 - 12%), caracterizando-as como desnutridas secund&aacute;rias. Tal grupo foi analisado separadamente para tentar identificar se o atraso na realiza&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico de doen&ccedil;a cr&ocirc;nica associada &agrave; DEP poderia elevar o risco de morbimortalidade e se esse grupo teria um comportamento diferente na recupera&ccedil;&atilde;o nutricional.</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Para an&aacute;lise estat&iacute;stica utilizou-se os testes do Qui-quadrado para compara&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis qualitativas, t-student para compara&ccedil;&atilde;o entre as m&eacute;dias e a regress&atilde;o linear simples. Adotou-se como 5% o n&iacute;vel de rejei&ccedil;&atilde;o para a hip&oacute;tese de nulidade.</font></P>  <B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Resultados</font></P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">A caracteriza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o, 191 crian&ccedil;as, divididas em 3 grupos, est&aacute; disposta na <a href="#t1"> Tabela 1</a>. Na popula&ccedil;&atilde;o estudada predominou o sexo masculino que correspondeu a 55,5% da popula&ccedil;&atilde;o. A mediana de idade &agrave; interna&ccedil;&atilde;o foi de 10,3 meses. As crian&ccedil;as do GIII apresentavam mediana de idade inferior &agrave;s demais, com diferen&ccedil;a estatisticamente significante (11 vs 12 vs 7 meses, para os grupos I, II e III, respectivamente; p=002). Somente 61,8% das crian&ccedil;as receberam leite materno ao nascer, sendo que a mediana do tempo de aleitamento materno foi de 1 m&ecirc;s, n&atilde;o havendo diferen&ccedil;a estat&iacute;stica entre os tr&ecirc;s grupos (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></P>     <P ALIGN="center"><a name="t1"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v55n4/art3%20tab1.jpg" width="528" height="450"></a></P>     
<P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>     <P ALIGN="center"><a name="t2"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v55n4/art3%20tab2.jpg" width="460" height="382"></a></P>     
<P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">As crian&ccedil;as do Grupo III permaneceram um maior tempo internadas quando comparadas ao Grupo I e II, mediana do TINT 20, 22 e 37 dias, com diferen&ccedil;a estatisticamente significante, para os Grupos I, II e III, respectivamente (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">A taxa de mortalidade total foi de 8/191 (4,2%), sem diferen&ccedil;a estatisticamente significante entre os grupos (G III vs GII + GI; 8,7% vs 3,6%, p=0,25) (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Todas as mortes ocorreram por sepse.</font> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Observou-se um importante agravo nutricional, refletido nos indicadores antropom&eacute;tricos &agrave; admiss&atilde;o, tanto para peso (ZP e ZPE) quando para estatura (ZE), nos 3 grupos (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font>  </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Entre as crian&ccedil;as avaliadas 132/191 (69%) tinham alguma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica associada &agrave; DEP (GII + GIII), sendo que, destes 23/132 (17,4%) foram admitidas no NUNADI como desnutridos prim&aacute;rios e durante a investiga&ccedil;&atilde;o conduzida na interna&ccedil;&atilde;o constatou-se que havia alguma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica de base associada ou levando ao quadro de desnutri&ccedil;&atilde;o.</font>  </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">A principal causa de interna&ccedil;&atilde;o no grupo de desnutridos prim&aacute;rios (GI) foi a doen&ccedil;a diarr&eacute;ica aguda (22/59 – 37%), seguida pelas infec&ccedil;&otilde;es pulmonares bacterianas (13/59 – 22%) e baixo ganho ponderal (5/59 – 8%).</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s crian&ccedil;as do Grupo III, o baixo ganho ponderal predominou como motivo da admiss&atilde;o (12/23 – 52%), seguido pela doen&ccedil;a diarr&eacute;ica aguda e persistente (5/23 – 22%) e infec&ccedil;&atilde;o pulmonar bacteriana (4/23 – 17%). Na investiga&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica os quadros mais freq&uuml;entemente revelados como associados &agrave; desnutri&ccedil;&atilde;o foram: as neuropatias (7/23 – 30%), a s&iacute;ndrome da imunodefici&ecirc;ncia adquirida (SIDA) (5/23 – 22%) e as cardiopatias cong&ecirc;nitas (4/23 – 17%).</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">No Grupo II as infec&ccedil;&otilde;es pulmonares bacterianas representaram cerca de 52/109 (48%) das causas de interna&ccedil;&atilde;o, seguidas pelo baixo ganho ponderal (20/109 – 18%) e pelos quadros diarr&eacute;icos agudos (13/109 – 12%). As neuropatias (43/109 – 39%), cardiopatias cong&ecirc;nitas (20/109 – 18%), SIDA (17/109 – 16%), mal-forma&ccedil;&otilde;es do trato gastrointestinal (8/109 – 7%) e a s&iacute;ndrome do intestino curto (4/109 – 4%), foram as doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas mais freq&uuml;entemente associadas a esse grupo.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">A terapia nutricional a admiss&atilde;o seguiu as normas preconizadas pelo Protocolo da OMS/MS e a distribui&ccedil;&atilde;o nos 3 grupos est&aacute; expressa na <a href="#t3"> Tabela 3</a>.  O uso de H ocorreu em 37/187 (19,8%), de FI 89/187 (47,6%), FB 57/187 (30,5%) do total das crian&ccedil;as avaliadas. O aleitamento materno s&oacute; pode ser mantido em 2/187 crian&ccedil;as (1%). O uso de H foi maior no GRUPO II em rela&ccedil;&atilde;o aos outros grupos com diferen&ccedil;a estatisticamente significante (GII, GI e GIII, respectivamente, 75% vs 13,5% vs 10,8%; p=0,017). No per&iacute;odo estudado somente uma crian&ccedil;a recebeu f&oacute;rmula infantil elementar, contendo amino&aacute;cidos livres.</font></P>     <P ALIGN="center"><a name="t3"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v55n4/art3%20tab3.jpg" width="440" height="340"></a></P>     
<P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">A via oral (120/191 – 62,8%) foi a mais utilizada para administra&ccedil;&atilde;o da dieta inicialmente prescrita, seguida pelo uso da sonda nasog&aacute;strica ou nasoenteral (52/191 – 27%) e pelas estomias (17/191 – 9%). Nutri&ccedil;&atilde;o parenteral (NP) foi utilizada inicialmente somente em 2 crian&ccedil;as (1%), ambas do Grupo III. O uso inicial de sonda foi significativamente maior no Grupo II (59,2% vs 19,2% vs 11,5%, nos grupos II, I e III, respectivamente; p=0,012).</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">No decorrer da interna&ccedil;&atilde;o, 82/191 (42,9%) das crian&ccedil;as que iniciaram com a via oral ou parenteral, necessitaram do uso de sonda em algum momento: Grupo I 15/59 (25%), Grupo II – 55/108 (51%) e Grupo III 12/23 (52%), com diferen&ccedil;a estatisticamente significante (GI &lt; GII + III, p=0,004), sendo os motivos mais comuns: incoordena&ccedil;&atilde;o a degluti&ccedil;&atilde;o (8%), intoler&acirc;ncia da dieta por via oral (27%), oferta cal&oacute;rica insuficiente (30,5%) e risco de aspira&ccedil;&atilde;o (27%).</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Tamb&eacute;m no decorrer da interna&ccedil;&atilde;o, somente 11/191 (5,7%) dos pacientes foram submetidos ao uso de nutri&ccedil;&atilde;o parenteral: Grupo I – 3/59 (5%), Grupo II – 4/108 (4%) e Grupo III 4/23 (17%), com diferen&ccedil;a estatisticamente significante (GIII &gt; GII e GI, p=0,037).</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Quando se estudou a evolu&ccedil;&atilde;o dos pacientes com a dieta inicialmente prescrita durante a interna&ccedil;&atilde;o, observou-se que 35/176 (19,9%) das crian&ccedil;as evolu&iacute;ram de forma desfavor&aacute;vel. Destas 6/54 (11,1%) no Grupo I, 23/105 (21,9%) no Grupo II e 6/17 (35,3%) no Grupo III (<a href="#t5">Tabela 5</a>).</font> </P>     <P ALIGN="center"><a name="t4"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v55n4/art3%20tab4.jpg" width="525" height="155"></a> </P>     
<P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp; </P>     <P ALIGN="center"><a name="t5"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v55n4/art3%20tab5.jpg" width="405" height="360"></a> </P>     
<P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Cerca de 99/114 (87%), 140/189 (74,1%) e 29/132 (22%) das crian&ccedil;as melhoraram o estado nutricional levando-se em conta o ZPE, ZP e ZE, respectivamente. Estudou-se tamb&eacute;m o efeito do tempo de interna&ccedil;&atilde;o, estratificado em quartis (1º quartil: &#163; 11 dias, 2º quartil: 12 ¬ 22, 3º quartil: 23 ¬ 37 e 4º quartil: &gt; 37 dias), na evolu&ccedil;&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o nutricional. As retas da regress&atilde;o linear mostram claramente a melhora estatisticamente significante dos &iacute;ndicadores ZP e ZPE durante a interna&ccedil;&atilde;o, especialmente nos Grupos I e III. Para o ZE essa melhora j&aacute; n&atilde;o ocorre durante a hospitaliza&ccedil;&atilde;o, nota-se at&eacute; o que o Grupo III h&aacute; uma piora o &iacute;ndice ZE. De forma sucinta, o ZP (0,52) no Grupo I e o ZPE no Grupo III (1,43) foram os &iacute;ndices que mostraram melhora mais efetiva durante o per&iacute;odo de interna&ccedil;&atilde;o (Figura 1 – A, B, C).</font> </P>     <P ALIGN="center"><a name="f1"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v55n4/art3%20fig1.jpg" width="335" height="340"></a></P>     
<P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>     <P ALIGN="center"><a name="f2"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v55n4/art3%20fig2.jpg" width="320" height="295"></a></P>     
<P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>     <P ALIGN="center"><a name="f3"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v55n4/art3%20fig3.jpg" width="330" height="295"></a></P>     
]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><B><font face="Verdana" size="2">Discuss&atilde;o</font></P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Em 1991, foi criado pela Secretaria do Estado da Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo, o NUNADI. A unidade de interna&ccedil;&atilde;o recebia crian&ccedil;as portadoras de DEP grave e moderada referenciadas de outros servi&ccedil;os p&uacute;blicos e universit&aacute;rios. O NUNADI apresentava como objetivos b&aacute;sicos o atendimento interdisciplinar aos dist&uacute;rbios da nutri&ccedil;&atilde;o em regime ambulatorial, hospital-dia e interna&ccedil;&atilde;o.</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Visando conhecer melhor a popula&ccedil;&atilde;o atendida neste N&uacute;cleo, do ponto de vista nutricional e diagn&oacute;stico, realizou-se esse levantamento das interna&ccedil;&otilde;es realizadas, ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o do Protocolo proposto pela OMS para tratamento da DEP grave (6).</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">No presente estudo verificamos que 12% das crian&ccedil;as admitidas como desnutridas prim&aacute;rias no NUNADI, na verdade apresentavam alguma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica que n&atilde;o havia sido diagnosticada anteriormente. Apenas 30,9% das crian&ccedil;as desnutridas atendidas na unidade de interna&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo de estudo apresentavam desnutri&ccedil;&atilde;o de causa prim&aacute;ria. A maioria das crian&ccedil;as 87,9% (GII + GIII) eram portadoras de alguma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica associada &agrave; DEP. Estes resultados diferem dos observados em outros estudos realizados em regi&otilde;es mais carentes do Brasil e do mundo (3)(16)(17) que<SUP> </SUP>apresentam uma causa b&aacute;sica<FONT COLOR="#0000ff"> </FONT>diferente, predominando as formas de DEP prim&aacute;ria.</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Independente da causa da DEP chamou aten&ccedil;&atilde;o, na caracteriza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o, o intenso comprometimento da condi&ccedil;&atilde;o nutricional (evidenciado pelos &iacute;ndicadores antropom&eacute;tricos), idade precoce (mediana 10,3 meses), elevado percentual de prematuridade (42%), baixo peso ao nascer (55%) e inadequa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao aleitamento materno (61,8% das m&atilde;es nunca amamentaram). Todos reconhecidamente evidenciados na literatura como fatores de risco para agravo nutricional. Estudo descritivo de Falbo &amp; Alves, 2002 (10); conduzido com crian&ccedil;as portadoras de DEP grave hospitalizadas no Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIP), encontrou caracter&iacute;sticas semelhantes &agrave;s deste estudo.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">A taxa de mortalidade no presente estudo foi de 4,2%, valor que segundo a OMS &eacute; considerada baixa sendo considerada, tamb&eacute;m, um dos indicadores mais importantes de sucesso no tratamento da DEP grave (18). Todas as mortes tiveram como causa sepse. Os quadros infecciosos s&atilde;o bastante prevalentes em crian&ccedil;as portadoras de DEP grave e potencialmente fatais devido aos escassos sinais cl&iacute;nicos apresentados pelas crian&ccedil;as e pelo comprometimento da compet&ecirc;ncia imunol&oacute;gica (18). A OMS preconiza que n&atilde;o se retarde o in&iacute;cio do tratamento com antibioticoterapia nestes pacientes, frente ao alto risco de morte (19).</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">O tempo de hospitaliza&ccedil;&atilde;o e in&iacute;cio da recupera&ccedil;&atilde;o nutricional s&atilde;o vari&aacute;veis importantes no tratamento da DEP. A OMS preconiza que se atinja a rela&ccedil;&atilde;o peso/estatura (PE) superior a 90% no per&iacute;odo de 6 semanas, pois sabe-se que a demora em atingir essa meta incorre em aumento da mortalidade e eleva o n&uacute;mero de seq&uuml;elas. A mediana do tempo de interna&ccedil;&atilde;o em nosso estudo foi de 37 dias, compat&iacute;vel com o proposto pela OMS (6).</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">As crian&ccedil;as do Grupo III eram mais jovens (mediana de idade 7 meses), permaneceram mais tempo internadas (mediana TINT 37 dias) e apresentaram o dobro de chance de evoluir para morte quando comparadas aos outros dois grupos (8,7% vs 3,6%). Possivelmente, o retardo no diagn&oacute;stico de doen&ccedil;as associadas neste grupo contribuiu sobremaneira para elevar os riscos, a curto e longo prazo, imposto &agrave;s crian&ccedil;as.</font>  </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">As doen&ccedil;as associadas que motivaram a interna&ccedil;&atilde;o foram semelhantes nos 3 grupos: pneumonia, doen&ccedil;a diarr&eacute;ica e baixo ganho ponderal. Estudo de Man et al (20), encontrou uma forte e consistente rela&ccedil;&atilde;o entre DEP e risco de morte por diarr&eacute;ia e infec&ccedil;&atilde;o respirat&oacute;ria aguda, al&eacute;m disso, quanto maior o grau de DEP maior foi o risco de morte, o que torna importante o diagn&oacute;stico e tratamento precoces das intercorr&ecirc;ncias infecciosas, uma vez que, o desnutrido &eacute; imunocomprometido (21).</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Quanto aos diagn&oacute;sticos que se associaram &agrave; DEP durante o seguimento do Grupo III predominaram as neuropatias, a SIDA e as cardiopatias cong&ecirc;nitas, que somadas representavam 69% das doen&ccedil;as associadas a DEP grave.</font> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Crian&ccedil;as portadoras de comprometimento neurol&oacute;gico apresentam um alto risco para dist&uacute;rbios nutricionais e comprometimento do crescimento. Os fatores de risco nutricional mais identificados s&atilde;o os dist&uacute;rbios de degluti&ccedil;&atilde;o e varia&ccedil;&otilde;es no gasto energ&eacute;tico (22).</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">As cardiopatias cong&ecirc;nitas freq&uuml;entemente cursam com DEP devido a um desbalan&ccedil;o entre a energia ingerida e a consumida. A insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca e hipertens&atilde;o pulmonar s&atilde;o os fatores mais importantes para o desenvolvimento da DEP. As crian&ccedil;as portadoras de cardiopatias cianog&ecirc;nicas com hipertens&atilde;o pulmonar s&atilde;o as mais gravemente acometidas exigindo terapia nutricional mais agressiva (23). Estudo recente avaliando o gasto energ&eacute;tico mostrou que crian&ccedil;as portadoras cardiopatias cong&ecirc;nitas tem um gasto energ&eacute;tico di&aacute;rio 35% maior do que seus respectivos controles de mesma idade e sexo (24).</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Na infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV, a desnutri&ccedil;&atilde;o, antes do advento da terapia antiretroviral altamente eficaz, era uma manifesta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica muito prevalente. H&aacute; diversos fatores que podem contribuir para o desenvolvimento da DEP incluindo: varia&ccedil;&otilde;es no gasto energ&eacute;tico, condi&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio-econ&ocirc;micas desfavor&aacute;veis, defici&ecirc;ncia de macro e micronutrientes e a maior freq&uuml;&ecirc;ncia de infec&ccedil;&otilde;es de repeti&ccedil;&atilde;o (pneumonias, diarr&eacute;ias, entre outras) (25).</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">A dieta mais utilizada &agrave; admiss&atilde;o foi a f&oacute;rmula industrializada polim&eacute;rica isenta de lactose (FI) - 47,6%. Estudos mostram que a utiliza&ccedil;&atilde;o de dietas com baixo teor de lactose s&atilde;o ben&eacute;ficas na recupera&ccedil;&atilde;o nutricional de crian&ccedil;as desnutridas. Na DEP h&aacute; uma redu&ccedil;&atilde;o da quantidade e  atividade das dissacaridases  associada &agrave; supress&atilde;o na transcri&ccedil;&atilde;o do gene da lactase ou instabilidade do RNA mensageiro. Tais altera&ccedil;&otilde;es, embora descritas para todas as dissacaridases, s&atilde;o mais pronunciadas para a lactase (26)(27).</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Crian&ccedil;as do Grupo II utilizaram com maior freq&uuml;&ecirc;ncia f&oacute;rmula infantil semi-elementar contendo prote&iacute;na do soro do leite de vaca hidrolisada at&eacute; pept&iacute;dios (H), assim como, terapia por sondas e estomias. O predom&iacute;nio do uso de sondas e da dieta hidrolisada, provavelmente, decorreu do maior n&uacute;mero de complica&ccedil;&otilde;es infecciosas que acometem crian&ccedil;as deste grupo, o que favorece a instala&ccedil;&atilde;o de intoler&acirc;ncias e/ou alergias alimentares, bem como das peculiaridades cl&iacute;nicas relacionadas &agrave; doen&ccedil;a de base.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s modifica&ccedil;&otilde;es na terapia nutricional ocorridas durante a interna&ccedil;&atilde;o, o Grupo III foi aquele que mais utilizou nutri&ccedil;&atilde;o parenteral e que evoluiu de forma mais desfavor&aacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dieta inicialmente prescrita (35,3% de intoler&acirc;ncia). Tal fato mostra a gravidade cl&iacute;nica destas crian&ccedil;as que muitas vezes chegavam ao NUNADI ap&oacute;s terem permanecido internadas nos mais variados servi&ccedil;os sem um diagn&oacute;stico preciso e, portanto, sendo submetidas a tratamentos inadequados e/ou n&atilde;o efetivos.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Notou-se uma evidente melhora dos &iacute;ndices de ZP e ZPE nos tr&ecirc;s grupos estudados no decorrer da interna&ccedil;&atilde;o. Mesmo no Grupo III, onde o ZPE mostrou evolu&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel (Figura 1). Estes achados revelam que o correto diagn&oacute;stico e a institui&ccedil;&atilde;o de tratamento adequado s&atilde;o bastante eficazes, mesmo nas formas mais graves de DEP. O ZE j&aacute; n&atilde;o mostrou melhora t&atilde;o evidente. Sabe-se que a recupera&ccedil;&atilde;o estatural &eacute; mais lenta quando comparada &agrave; de peso, por esse motivo, a OMS considera apenas a recupera&ccedil;&atilde;o PE como crit&eacute;rio de alta hospitalar. Vale ressaltar que a monitoriza&ccedil;&atilde;o do crescimento estatural &eacute; fundamental no seguimento ambulatorial posterior &agrave; alta hospitalar, uma vez que o d&eacute;ficit estatural conseq&uuml;ente &agrave; DEP relaciona-se com v&aacute;rias seq&uuml;elas na vida adulta, incluindo maior incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis e pior desempenho cognitivo futuro (28)(29).</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">O atendimento de crian&ccedil;as gravemente desnutridas em centros especializados &eacute; outro ponto importante no tratamento da DEP, relacionado com redu&ccedil;&atilde;o da morbi-mortalidade e melhora dos indicadores de recupera&ccedil;&atilde;o nutricional (6). Estudo realizado em um hospital universit&aacute;rio de Alagoas revelou que 71% das crian&ccedil;as internadas eram desnutridas n&atilde;o sendo observada, entretanto, evolu&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria da condi&ccedil;&atilde;o nutricional<FONT COLOR="#0000ff">. </FONT>Os autores chamam a aten&ccedil;&atilde;o para a aus&ecirc;ncia de procedimentos adequados de terapia nutricional e monitoriza&ccedil;&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o nutricional em crian&ccedil;as hospitalizadas (30).</font><FONT COLOR="#0000ff"> </P> </FONT>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Encontramos um alto percentual de crian&ccedil;as desnutridas que foram encaminhadas ao NUNADI como desnutridos prim&aacute;rios e apresentavam alguma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica associada. Esse atraso no diagn&oacute;stico pode ter sido respons&aacute;vel pelo maior risco de mortalidade, tempo de interna&ccedil;&atilde;o e intoler&acirc;ncias &agrave;s dietas. O tratamento por equipe interdisciplinar proposto, baseado nas normas propostas pela OMS, foi efetivo na recupera&ccedil;&atilde;o nutricional destas crian&ccedil;as, houve na melhora da rela&ccedil;&atilde;o peso/estatura, durante um per&iacute;odo de interna&ccedil;&atilde;o curto e com baixa taxa de letalidade. Os achados do presente estudo refor&ccedil;am a import&acirc;ncia do atendimento dessa popula&ccedil;&atilde;o de forma integrada, em centros especializados, por equipe interdisciplinar, com ado&ccedil;&atilde;o de condutas padronizadas e adaptadas &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es fisiopatol&oacute;gicas desses pacientes.&nbsp;</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">1. N&oacute;brega FJ &amp; Campos. Dist&uacute;rbios nutricionais e fraco v&iacute;nculo m&atilde;e-filho. Ed. Revinter. Rio de Janeiro, 1996.&nbsp;</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463277&pid=S0004-0622200500040000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">2. Monteiro CA. A dimens&atilde;o da pobreza, da desnutri&ccedil;&atilde;o e da fome no Brasil. Estudos Avan&ccedil;ados 2003;17:7-20.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463278&pid=S0004-0622200500040000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">3. Nutrition, health and child development. Washington DC, Pan American Organization, 1998. PAHO Scientific Publication n. 566.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463279&pid=S0004-0622200500040000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">4.United Nations Children’s Fundation. The state of the world´s children 2005 – Childhood under threat. UNICEF, New York, 2004.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463280&pid=S0004-0622200500040000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">5. Schofield C, Ashworth A. Why have mortality rates for severe malnutrition remained so high? Bull World Health Organ 1996;74:223-229.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463281&pid=S0004-0622200500040000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">6. World Health Organization. Management of severe malnutrition: a manual for physicians and other senior health works. World Health Organization. Geneva,1999, p.62.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463282&pid=S0004-0622200500040000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">7. Gopalan S. Malnutrition: Causes, Consequences, and solutions. Nutrition 2000;16:556-558.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463283&pid=S0004-0622200500040000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">8. Ahmed T, Ali M, Ullah M, Choudhury IA, Haque ME, Salam MA, Rabbani GH, Suskind R, Fuchs G. Mortality in severely malnourished children with diarrhoea and use of a standardised management protocol. Lancet 1999; 353:1919 –1922.</font> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463284&pid=S0004-0622200500040000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">9. Ashworth A. Treatment of severe malnutrition. J Pediatr Gastroenterol Nutr 2001;32: 516-518.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463285&pid=S0004-0622200500040000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">10. Falbo AR, Alves JGB. Desnutri&ccedil;&atilde;o grave: alguns aspectos cl&iacute;nicos, epidemiol&oacute;gicos de crian&ccedil;as hospitalizadas no Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIP), Brasil. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica (RJ) 2002;18:1473-1477.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463286&pid=S0004-0622200500040000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">11. World Health Organization: Physical Status: The use and interpretation of anthropometry. WHO Technical Report Series 854, Geneva, 1995, p. 452.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463287&pid=S0004-0622200500040000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">12. Monte CGM, Sarni RS. Tratamento hospitalar da crian&ccedil;a gravemente desnutrida. In: Departamento de Nutri&ccedil;&atilde;o da Sociedade Brasileira de Pediatria. Temas de Nutri&ccedil;&atilde;o em Pediatria (fasc&iacute;culo 2). S&atilde;o Paulo, 2002. p.24-50.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463288&pid=S0004-0622200500040000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">13. Sarni RS, Munekata RV. Terapia nutricional na desnutri&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tico-prot&eacute;ica grave. In: Lopez FA, Sigulem DM, Taddei JAAC. Fundamentos da Terapia Nutricional em Pediatria. S&atilde;o Paulo: Sarvier;2002. p.115-32.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463289&pid=S0004-0622200500040000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">14. Queiroz SS, Sarni RS, Torres MAA. Car&ecirc;ncias nutricionais. In: Lopez FA, Brasil ALD. Nutri&ccedil;&atilde;o e diet&eacute;tica em Cl&iacute;nica Pedi&aacute;trica. S&atilde;o Paulo: Atheneu, 2003.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463290&pid=S0004-0622200500040000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">15. Chwals WJ, Bistrian BR. Predicted energy expenditure in critically ill children: problems associated with increased variability. Crit Care Med 2000;28:2655-2656.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463291&pid=S0004-0622200500040000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">16. Deen JL, Funk M, Guevara VC, Saloojee H, Doe JY, Palmer A, Weber MW. Implementation of WHO guidelines on management of severe malnutrition in hospital in Africa. Bull World Health Organ 2003;81:237-243.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463292&pid=S0004-0622200500040000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">17. Ashworth A, Schofield C. Latest developments in the treatment of severe malnutrition in children. Nutrition 1998;14:244-245.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463293&pid=S0004-0622200500040000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">18. Ashworth A. Treatment of severe malnutrition. J Pediatr Gastroenterol Nutr 2001;32: 516-518.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463294&pid=S0004-0622200500040000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">19. Asworth A, Chopra M, McCoy D, Sanders D, Jackson D, Karaolis N, Sogaula N, Schofield C. WHO guidelines for management of severe malnutrition in rural South African hospitals: effect on case fatality and the influence of operational factors. Lancet 2004;363:1110-115.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463295&pid=S0004-0622200500040000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">20. Man W, Weber M, Palmer A, Schneider G, Wadda R, Jaffar S, Mulholland EK, Geenwood BM. Nutritional status of children admitted to hospital with different diseases and its relationship to outcome in The Gambia, West Africa. Trop Med Int Health 1998;3:678-686.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463296&pid=S0004-0622200500040000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">21. Vasquez-Garibay E, Campollo-Rivas O, Romero-Velarde E, Mendez-Estrada C, Carc&iacute;a-Iglesias T, Alvizo-Mora JG, Vizmanos-Lamotte B. Effect of renutrition on natural and cell-mediated immune response in infants with severe malnutrition. J Pediatr Gastroenterol Nutr 2002;34:296-301.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463297&pid=S0004-0622200500040000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">22. Thomas AG, Akobeng AK. Technical aspects of feeding the disabled child. Curr Opin Clin Nutr Metab Care. 2000 May;3:221-5.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463298&pid=S0004-0622200500040000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">23. Varan B, Tokel K, Yilmaz G. Malnutrition and growth failure in cyanotic and acyanotic congenital heart disease with and without pulmonary hypertension. Arch Dis Chil 1999;81:49-52.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463299&pid=S0004-0622200500040000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">24. Kuip M, Hoos MB, Forget PP, Westerterp KR, Gemke RJBJ, Meer K. Energy expenditure in infants with congenital heart disease, including a meta-analysis. Acta Paediatr 2003;92:921-927.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463300&pid=S0004-0622200500040000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">25. Arpadi SM. Growth failure in children with HIV infection. JAIDS 2000;25:S37-S42.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463301&pid=S0004-0622200500040000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">26 Nichols BL, Dudley MA, Nichols VN, Putman M, Avery SE, Fraley JK, et al. Effects of malnutrition expression and activity of lactase in children. Gastroenterology 1997;112:742-751&nbsp;</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463302&pid=S0004-0622200500040000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">27. Nichols BL, Nichols VN, Putman M, Avery SE, Fraley JK, Quaroni A, et al. Contribution of villous atrophy to reduced intestinal maltase in infants with malnutrition. J Pediatr Gastroenterol Nutr 2000;30:497-502.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463303&pid=S0004-0622200500040000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">28. 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