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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Ácidos Graxos Trans: Alimentos e Efeitos na Saúde]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Trans fatty acids can be found in foods derived from ruminant animals and foods that contain partially hydrogenated fat such as fast foods. The consumption of trans fatty acids is larger in the United States, Canada, and some European countries than in Japan and Mediterranean countries. The incidence of coronary heart diseases is higher in countries where the consumption of trans fatty is high. Studies show that trans fatty acids can contribute to increase LDL and lipoprotein [a], and to reduce the levels of HDL. In addition, trans isomeric seems to inhibit the action of desaturase enzymes of essential fatty acids (&#916;5- and &#916;6-desaturase) by holding back the biosynthesis of important fatty acids such as arachidonic acid and docosahexaenoic acid (DHA). With respect to pregnant women’s and infant’s health, concentrations of trans fatty acids ingested by the mother are associated to concentrations found in the maternal milk. Besides the milk, the trans fatty acids can be transferred to the newly born through the placenta. Studies suggest that trans fatty acids can affect intra-uterine growth due to the inhibition of the conversion of essential fatty acids by desaturase enzymes. The inhibition of DHA can also cause early atherosclerosis lesion. However, studies on the effects of trans fatty acids on health are still inconclusive and there are no current recommendations on their consumption. Additionally, in Brazil, studies to determine the composition of trans isomeric in foods are still incipient, which indicates a great need of research in this area.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[trans fatty acids]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <div class=Section1>      <p align=center><b><span style='font-family:Verdana'>Ácidos Graxos <i>Trans</i>: Alimentos e Efeitos na Saúde</span></b></p>      <p align=center>&nbsp;</p>      <p align=center><span style='font-size:10.0pt; font-family:Verdana'><b>André Gustavo Vasconcelos Costa<sup> (1)</sup>, Josefina <span style="mso-spacerun: yes"> </span>Bressan<sup> (2)</sup>,<sup> </sup>Céphora Maria <span style="mso-spacerun: yes"> </span>Sabarense<sup> (2)&nbsp; </sup></b></span></p>      <p align=center>&nbsp;</p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'><span style="mso-spacerun: yes"> </span>(1) Mestrando em Ciência da Nutrição, Departamento de Nutrição e Saúde, Universidade Federal de Viçosa. Viçosa, Minas Gerais, Brasil.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'><span style="mso-spacerun: yes"> </span>(2) Professora Doutora, Departamento de Nutrição e Saúde, Universidade Federal de Viçosa. Viçosa, Minas Gerais, Brasil.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Correspondência: Josefina Bressan (jbrm@ufv.br), Departamento de Nutrição e Saúde, Universidade Federal de Viçosa, Campus Universitário, s/nº, Viçosa - MG, Brasil; CEP: 36570-000. Telefone: (31) 3899-2692, Fax: (31) 3899-3176.&nbsp;</span></p>      <p align="justify"><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Resumo</span><o:p></o:p></b></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Os ácidos graxos <i>trans </i>podem ser encontrados em alimentos obtidos a partir de animais ruminantes e em alimentos que contêm gordura vegetal parcialmente hidrogenada, como os &quot;fast food&quot;. O consumo dos ácidos graxos <i>trans</i> é maior nos Estados Unidos, no Canadá e em países da Europa e menor no Japão e em países do Mediterrâneo. De forma semelhante, a incidência de doenças cardiovasculares são maiores naqueles países que apresentam um maior consumo. Os estudos demonstram que esses ácidos graxos podem contribuir para o aumento de LDL e de lipoproteína [a], além de reduzir os níveis de HDL. Ainda, os isômeros <i>trans </i>parecem inibir a ação de enzimas de dessaturação dos ácidos graxos essenciais (&#916;5- e &#916;6-dessaturase), inibindo a biossíntese de importantes ácidos graxos, como o ácido araquidônico e o ácido docosahexaenóico (DHA). Sobre a saúde materno-infantil, as concentrações de ácidos graxos <i>trans</i> ingeridos pela nutriz estão associadas às concentrações encontradas no leite materno. Além do leite, tais isômeros podem ser transferidos ao recém-nascido pela via placentária. Os estudos sugerem que os ácidos graxos <i>trans</i> afetariam o crescimento intra-uterino devido à inibição do metabolismo dos ácidos graxos essenciais, pelas enzimas dessaturases. A inibição dessas enzimas pode ser também um fator desencadeante de uma precoce lesão aterosclerótica. Porém, os efeitos dos ácidos graxos <i>trans</i> sobre a saúde ainda não são conclusivos e não existem recomendações para seu consumo. Além disso, no Brasil, os estudos para determinar o teor desses isômeros nos alimentos ainda são incipientes, o que demonstra uma grande necessidade de pesquisas nesta área.</span>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Palavras chave</span></b><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>: ácidos graxos <i>trans</i>, alimentos, doença cardiovascular, lipoproteínas, desenvolvimento infantil</span></p>      <p align="center"><b><i><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language:EN-GB'>Trans</span></i><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'> </span><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language:EN-GB'>fatty acids: foods and effects on health</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'> </span></b></p>      <p align="justify"><b><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>Summary&nbsp;</span></b><b><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language: EN-GB'> </span></b><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span></p>      <p align="justify"><i><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>Trans</span></i><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'> </span><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language:EN-GB'>fatty acids can be found in foods derived from ruminant animals and foods that contain partially hydrogenated fat such as fast foods. The consumption of <i>trans </i>fatty acids is larger in the United States, Canada, and some European countries than in Japan and Mediterranean countries. The incidence of coronary heart diseases is higher in countries where the consumption of <i>trans</i> fatty is high. Studies show that <i>trans</i> fatty acids can contribute to increase LDL and lipoprotein [a], and to reduce the levels of HDL. In addition, <i>trans </i>isomeric seems to inhibit the action of desaturase enzymes of essential fatty acids (</span><span style='font-size: 10.0pt;font-family:Verdana'>&#916;</span><span lang=EN-GB style='font-size: 10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language:EN-GB'>5- and </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>&#916;</span><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language:EN-GB'>6-desaturase) by holding back the biosynthesis of important fatty acids such as arachidonic acid and docosahexaenoic acid (DHA). With respect to pregnant women’s and infant’s health, concentrations of <i>trans </i>fatty acids ingested by the mother are associated to concentrations found in the maternal milk. Besides the milk, the <i>trans </i>fatty acids can be transferred to the newly born through the placenta. Studies suggest that <i>trans </i>fatty acids can affect intra-uterine growth due to the inhibition of the conversion of essential fatty acids by desaturase enzymes. The inhibition of DHA can also cause early atherosclerosis lesion. However, studies on the effects of <i>trans</i> fatty acids on health are still inconclusive and there are no current recommendations on their consumption. Additionally, in Brazil, studies to determine the composition of <i>trans </i>isomeric in foods are still incipient, which indicates a great need of research in this area.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span></p>      <p align="justify"><b><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>Key words</span></b><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family: Verdana;mso-ansi-language:EN-GB'>: <i>trans</i> fatty acids, food, coronary disease, lipoproteins, child development</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span></p>      <p align="justify"><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Recibido: 14-09-2005&nbsp;</span>&nbsp;&nbsp; <span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Aceptado: 20-02-2006</span><o:p></o:p></b></p>      <p align="justify"><b>&nbsp;<o:p></o:p></b></p>      <p align="justify"><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Introdução</span><o:p></o:p></b></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Os lipídios sempre estiveram presentes na dieta dos humanos. Estima-se que uma típica dieta do período Paleolítico era composta por 50% de alimentos de origem vegetal e 50% de origem animal. Em períodos mais recentes, com o advento da revolução industrial, no século XVIII, o desenvolvimento da agroindústria e modernização de técnicas de processamento de alimentos permitiu o surgimento de produtos alimentares, como farinhas e óleos vegetais (1).</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Ao longo do século XX, a produção de gordura vegetal parcialmente hidrogenada apresentou um significativo aumento devido ao seu baixo custo e capacidade para ser utilizada em produtos que necessitam do processo de fritura ou que requerem gordura no processamento (2).</span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Em 1975, os alimentos apresentavam em seu rótulo o conteúdo de ácidos graxos totais, ácidos graxos saturados (AGS), ácidos graxos polinsaturados (AGP) e colesterol, visto que, pesquisas da época já associavam o consumo de AGS com a gênese de doenças cardiovasculares (1). Atualmente, os estudos enfatizam que o aumento da ingestão de AGP e AGM e a redução do consumo de AGS e AG <i>trans</i> apresentam efeitos benéficos para a prevenção e tratamento de doenças crônico-degenerativas não transmissíveis.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Os ácidos graxos <i>trans</i> (AG <i>trans</i>), isômeros geométricos e de posição dos ácidos graxos instaurados naturais, sempre fizeram parte da dieta humana. Os produtos de origem animal, carnes e leites de animais ruminantes eram as principais fontes desse tipo de ácido graxo. Porém, no decorrer do século passado, o avanço da industrialização e as modificações do padrão dietético ocidental promoveram um sensível aumento do consumo desse lipídio na dieta (3).</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Assim como os AGS, os AG <i>trans</i> são capazes de modular o perfil lipídico provocando um aumento nos níveis da lipoproteína de baixa densidade (LDL) e, diferentemente dos AGS, reduzir os níveis da lipoproteína de alta densidade (HDL) (2). Algumas evidências epidemiológicas, obtidas a partir de estimativas da ingestão de AG <i>trans</i>, utilizando-se questionários alimentares, sugerem a existência de uma forte correlação entre o consumo desses lipídios com a incidência de doenças cardiovasculares, no entanto ainda parece não existir um consenso na comunidade científica quanto a esse efeito dos AG <i>trans</i> (3).</span> </p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Outros estudos, como o de Kohlmeier <i>et al</i>. (4), estabeleceram uma associação entre o consumo de AG <i>trans</i> e a incidência de câncer de mama, porém em estudos em animais os resultados não sustentam tal associação.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Atualmente, observa-se a presença cada vez mais significativa de AG <i>trans</i> nos alimentos, o que demanda atenção à comunidade científica, aos profissionais de saúde e aos consumidores sobre os efeitos desses isômeros sobre a saúde. Neste contexto, pretende-se com esta revisão apresentar os principais aspectos físico-químicos dos isômeros <i>trans</i>, sua presença na alimentação humana, seu efeito sobre as doenças cardiovasculares e sobre a saúde materno-infantil e recomendações para seu consumo.</span></p>      <p align="justify"><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Propriedades físico-químicas dos ácidos graxos <i>trans</i></span><i><o:p></o:p></i></b></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>As gorduras consumidas na dieta são compostas de ácidos graxos e glicerol. De forma geral, os ácidos graxos são classificados em AGS, AGP e ácidos graxos monoinsaturados (AGM). As propriedades das gorduras dependem de seu perfil de ácidos graxos.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Devido à presença de insaturações a molécula lipídica pode apresentar isomeria de posição e isomeria geométrica. Os ácidos graxos são encontrados naturalmente na forma <i>cis</i>, em que os átomos de menor peso molecular encontram-se paralelos (<a href="#fig1">Figura 1</a>) e na forma <i>trans</i>, em que os átomos de menor peso molecular estão dispostos de forma diagonal (5).</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Os AG <i>trans</i> são também formados durante o processo de hidrogenação, o qual provoca a solidificação de óleos vegetais líquidos devido à adição de átomos de hidrogênio no ponto de insaturação do ácido graxo (6). O ângulo das duplas ligações na posição <i>trans</i> é menor que seu isômero <i>cis</i> e sua cadeia de carboidratos é mais linear, resultando em uma molécula mais rígida com propriedades físicas diferentes, inclusive no que se refere à estabilidade termodinâmica (7).</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Em óleos vegetais ou animais, o isômero <i>cis</i> é mais comumente encontrado. Porém, ácidos graxos insaturados ingeridos por ruminantes podem ser parcialmente hidrogenados por sistemas enzimáticos da flora microbiana intestinal desses animais (5). O primeiro passo da chamada bio-hidrogenação é a isomerização do ácido linoléico pela bactéria anaeróbica <i>Butyrivibrio fibrisolvens</i> e posterior formação de uma mistura que contém, principalmente, ácido <i>trans</i>-vacênico (18:1-11t) e em menor proporção ácido elaídico (18:1-9t) (3). Dessa forma, leites, seus derivados e carnes contêm isômeros na forma <i>cis</i> e <i>trans</i>.</span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="fig1"><img width=575 height=435 id="_x0000_i1025" src="/img/fbpe/alan/v56n1/art3fig1.jpg" border=0></a></p>      
<p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Os isômeros geométricos <i>trans</i> de ácidos graxos insaturados são também formados no processo de fritura, no refino de óleos e no processo de hidrogenação (8), o qual reduz o número de duplas ligações (5).</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Os produtos deste processamento apresentam-se, geralmente, sólidos à temperatura de 25ºC; embora exista uma grande variação das propriedades físico-químicas, especialmente no que concerne ao grau de hidrogenação empregada. O ponto de fusão do ácido oléico (9<i>cis</i>-18:1), ácido elaídico (9<i>trans</i>-18:1) e ácido esteárico (18:0), por exemplo, é de 13º C, 44º C e 70º C, respectivamente (9).&nbsp;&nbsp;</span></p>      <p align="justify"><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Metas para a ingestão de ácidos graxos <i>trans</i></span><i><o:p></o:p></i></b></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>A WHO (&quot;World Health Organization&quot;) (10) propõe metas de ingestão de nutrientes para a população com o objetivo de prevenção das doenças crônico-degenerativas não transmissíveis, as quais se baseiam em uma alimentação saudável e balanceada, em que a moderação, variedade, proporcionalidade e equilíbrio são os pilares. As metas para ingestão de lipídios propostas pela WHO estão descritas na <a href="#tab1"> Tabela 1</a>.</span></p>      <p align="center"><a name="tab1"><img width=465 height=290 id="_x0000_i1026" src="/img/fbpe/alan/v56n1/art3tab1.jpg" border=0></a>&nbsp;</p>      
<p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Tais metas não devem ser confundidas com recomendações nutricionais, uma vez que os efeitos dos AG <i>trans</i> sobre a saúde humana são controversos e seu mecanismo de ação ainda não está seguramente descrito. Assim como, o incentivo à prática de atividade física, a redução do consumo de carboidratos simples e evitar o tabagismo a redução do consumo de AG <i>trans</i> deve ser compreendida como uma medida preventiva contra doenças.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>De forma semelhante ao posicionamento da WHO, a American Society for Clinical Nutrition (ASCN) (9) não sugere recomendações para o consumo de AG <i>trans</i>. O grupo salienta que os estudos epidemiológicos e clínicos associando os AG <i>trans</i> ao desenvolvimento e/ou aceleração de doenças não são conclusivos, são contraditórios e frequentemente são superestimados. A posição da ASCN se concerne na limitação da ingestão de ácidos graxos totais e de AGS, as quais devem ser menores do que 30% e 10% do total de energia, respectivamente. Esses níveis de ingestão de ácidos graxos, que são semelhantes à proposta da WHO, juntamente com a reeducação alimentar do indivíduo seriam capazes de reduzir a ingestão de AG <i>trans</i>.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Assim, as metas propostas pela WHO e o posicionamento da ASCN, em relação ao consumo de AG <i>trans</i>, referem-se à limitação da ingestão de alimentos com grande concentração desses isômeros, como frituras e alimentos processados, que utilizam como ingredientes as margarinas duras e os &quot;shortenings&quot;.&nbsp;</span></p>      <p align="justify"><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Teor de ácidos graxos <i>trans </i>nos alimentos</span><o:p></o:p></b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Além de estarem presentes em produtos <i>in natura</i>, os AG <i>trans</i> podem também ser encontrados em produtos alimentícios manufaturados como óleos vegetais, margarinas duras e algumas cremosas, creme vegetal, gordura vegetal hidrogenada, biscoitos, sorvetes, pães e produtos de padarias, batatas frita, pastelarias, bolos, massas, &quot;snacks&quot; e gorduras técnicas ou &quot;shortening&quot; (6)(11).</span> </p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>De acordo com Sabarense &amp; Mancini-Filho (12) os AG <i>trans</i> monoinsaturados com 18 carbonos são os mais prevalentes na dieta, especialmente o ácido elaídico (C18:1 9t) e o ácido <i>trans</i>-vacêncio (C18:1 11t).</span> </p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Embora o conteúdo de AG <i>trans</i> ainda não esteja disponível em tabelas de composição dos alimentos brasileiras e nem todos os rótulos de alimentos (11)(13), pesquisas têm procurado identificar o conteúdo em alimentos e o consumo diário desses lipídios.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Block &amp; Barrera-Arellano (14) analisaram o total de AG <i>trans</i> de 42 amostras de margarinas, cremes vegetais e gorduras hidrogenadas comercializadas no Brasil, através de espectroscopia no infravermelho. Os teores de isômeros <i>trans</i> variaram de 12,3 a 38,1% (margarinas) e de 15,9 a 25,1% (cremes vegetais). Foi observada uma ampla faixa em relação ao teor de isômeros <i>trans</i>, apresentando, no entanto, valores elevados.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>No estudo de Chiara <i>et al</i>. (11) analisaram os teores de AG <i>trans</i> de batatas fritas de redes de &quot;fast food&quot; e do tipo &quot;chips&quot;, sorvetes e biscoitos comercializados na cidade do Rio de Janeiro (Brasil) utilizando-se cromatografia gasosa. O valor médio dos AG <i>trans</i> de batatas frita de &quot;fast food&quot; foi de 4,7%, enquanto em batatas &quot;chips&quot; não foi detectada a presença desses ácidos graxos. Nos sorvetes os valores variaram de 0,04% a 1,4% e em biscoitos de 2,8% a 5,6%. Nos biscoitos tipo &quot;cream cracker&quot; os valores de AG <i>trans</i> foram maiores que ácidos graxos insaturados. Concluiu-se que a composição de AG <i>trans </i>identificadas nas embalagens de alguns produtos não coincidia com os teores encontrados nas análises, destacando-se em muitas amostras teores elevados de AG <i>trans</i>, especialmente o ácido elaídico.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Bayard &amp; Wolff (15) analisaram a tendência do consumo de AG <i>trans</i>, especificamente o ácido <i>trans</i> elaídico, em margarinas e &quot;shortening&quot;, na cidade de Bordeaux, França. Para tal, analisaram margarinas disponíveis no comércio local e &quot;shortening&quot; utilizados na indústria alimentícia. Constatou-se que a média de ácido <i>trans</i> elaídico, em margarinas francesas, reduziu de 13% para 3,8%, em quatro anos. Por outro lado, a proporção do mesmo isômero em &quot;shortening&quot; aumentou de 53,5% para 62,5% e nas mesmas amostras analisadas o conteúdo de AGS e ácido <i>trans</i> elaídico representava 85% do total de ácidos graxos.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Os avanços na tecnologia de alimentos podem reduzir o conteúdo de AG <i>trans</i> em alimentos, uma vez que a melhoria no processo de hidrogenação (temperatura, pressão, tempo, catalisador, métodos e composição dos óleos utilizados) pode contribuir para a redução da formação desse tipo de ácido graxo.</span></p>      <p align="justify"><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Consumo de ácidos graxos <i>trans</i></span><i><o:p></o:p></i></b></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>As estimativas individuais do consumo de AG <i>trans</i> dependem do estilo de vida e do grau socioeconômico. As médias de consumo em países desenvolvidos são estimadas em aproximadamente 7 a 8 gramas per capita por dia, ou aproximadamente 6% do total de ácidos graxos consumidos (16).</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>De acordo com a American Society for Clinical Nutrition (9), a estimativa do consumo de AG <i>trans</i> nos EUA é de 8,1-12,8 g/dia; o que representa 2 a 4% do total de calorias ingeridas. Por outro lado, Allison <i>et at</i>. (17) relatam que tal consumo seria na ordem de 5,3 g/dia. Os principais alimentos que contribuem para este elevado consumo são a margarina, os produtos de panificação e alimentos de &quot;fast food&quot;. Segundo Semma (5), na alimentação norte-americana, 95% do consumo de AG <i>trans</i> são provenientes de óleos vegetais parcialmente hidrogenados e apenas 5% são provenientes de produtos obtidos a partir de ruminantes.</span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Em uma revisão, Larqué e colaboradores (7) apresentaram valores estimados do consumo de AG <i>trans</i> na Europa na ordem de 0,1-5,5 g/dia. No Japão, o consumo foi estimado em 1,56 g/dia (5).</span> </p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Observa-se que o consumo na Europa e no Japão é menor que nos EUA. Tal diferença deve-se ao padrão alimentar europeu, especialmente dos países do Mediterrâneo, os quais apresentam um baixo consumo de alimentos ricos em ácidos graxos <i>trans </i>e um elevado consumo de ácidos graxos monoinsaturados e polinsaturados; e ao peculiar hábito alimentar da população japonesa, em que o consumo de alimentos ricos em lipídios e de ácidos graxos <i>trans</i> é baixo.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Uma redução no consumo da ingestão desses ácidos graxos foi também observada no Canadá, onde apenas 11% do total de isômeros <i>trans</i> consumidos são derivados de margarinas e o maior consumo tem origem em produtos de panificação e da rede de &quot;fast food&quot; (18). No Brasil, porém, ainda não existem estudos populacionais para estimativa do consumo de AG <i>trans</i>.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Em um estudo multicêntrico realizado na Europa (&quot;TRANSFAIR Study&quot;), envolvendo 14 países no período de 1995 a 1996, foram coletadas e analisadas 100 amostras de alimentos consumidos pela população, o que representaria 95% do total de gordura ingerida de cada país (19). A proporção de AG <i>trans</i> em margarinas cremosas variou de 0,1 a 17% do total de ácidos graxos e em margarinas duras e &quot;shortenings&quot; observou-se alta proporção, acima de 50%. Óleos vegetais apresentaram um baixo teor, sendo menor que 1%. O isômero <i>trans</i> do C18:1, apresentaram altos teores (acima de 94%); foi identificado em óleos vegetais endurecidos, e em manteigas entre 52% a 68% (20), sendo o principal isômero da dieta caracterizado no estudo.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Entre os países participantes do &quot;TRANSFAIR Study&quot;, segundo Hulshof <i>et al</i>. (21), a ingestão de AG <i>trans</i> na Grécia e Itália foi de 0,5% e na Islândia de 2,1% do total de energia. Os países do Mediterrâneo apresentaram os menores consumos (0,5 a 0,8% do total de energia consumida), assim como a Finlândia e a Alemanha (menor que 1% do total de energia consumida). Ingestões moderadas foram observadas na Bélgica, Holanda, Noruega e Inglaterra, sendo maiores que o consumo da Islândia. Essa variabilidade deve-se provavelmente aos diferentes hábitos alimentares dos países apesar de sua proximidade.&nbsp;</span></p>      <p align="justify"><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Efeitos dos ácidos graxos <i>trans </i>sobre a saúde</span><o:p></o:p></b></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Devido ao processo de hidrogenação os ácidos graxos essenciais podem ser convertidos a novos isômeros artificiais, que se assemelham estruturalmente aos AGS. Esse processamento provoca a perda da atividade metabólica dos ácidos graxos naturais e inibição enzimática da dessaturação dos ácidos linoléico e linolênico. Um dos efeitos dessa modificação metabólica é o aumento do risco de doenças cardiovasculares. Estima-se que nos EUA 30.000 mortes prematuras/ano são devido ao alto consumo de AG <i>trans</i> (2). Outros efeitos como o retardo no crescimento intra-uterino e o retardo no desenvolvimento cerebral são também atribuídos aos AG <i>trans</i> (5).</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Dados de um estudo prospectivo sugerem que o aumento de 2% de AG <i>trans</i> na ingestão energética está associado com o aumento de 1,25 do risco de desenvolvimento de doenças coronarianas (22). Esse aumento é mais expressivo que o acréscimo de 2% de AGS na ingestão energética total (2), embora os efeitos sobre a LDL sejam similares. O mecanismo que explica os efeitos dos isômeros <i>trans</i> sobre as doenças cardiovasculares ainda não é conhecido, porém sabe-se que eles estão relacionados à redução nas concentrações de HDL.</span></p>      <p align="justify"><span lang=FR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: FR'>Scrimgeour <i>et al</i>. </span><span style='font-size:10.0pt;font-family: Verdana'>(23) estudaram o efeito do AG <i>trans</i> a -linolênico sobre a </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Symbol'>D</span><span style='font-size: 10.0pt;font-family:Verdana'>5 e </span><span style='font-size:10.0pt; font-family:Symbol'>D</span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>6 dessaturase. Os dados obtidos sugerem que uma dieta rica em AG <i>trans</i> a -linolênico (0,6% de energia) não inibiu a conversão do ácido linoléico a dihomo-g -linolênico e a ácido araquidônico, contribuindo, porém, para uma redução significante da razão HDL/LDL.</span></p>      <p align="justify"><span lang=FR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: FR'>Ross <i>et al</i>. </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>(24) estudaram os efeitos de uma dieta rica em AG <i>trans</i> e outra rica em AGS sobre a vasodilatação pós-prandial em 21 homens saudáveis. Os resultados demonstraram que não houve diferença entre as duas refeições sobre a porcentagem da vasodilatação e sobre a parede cardiovascular. Porém, a dieta com AG <i>trans</i> provocou um aumento não significante nos níveis de triacilgliceróis e não provocou modificações nas concentrações de HDL, diferentemente da dieta rica em AGS.</span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Em geral, os estudos sugerem um efeito semelhante, no organismo, dos AG <i>trans</i> e dos AGS. Porém, os estudos associando os AG <i>trans</i> e a redução dos níveis de lipoproteínas plasmáticas, especialmente a HDL, são contraditórios (9). Tal fato foi demonstrado pelos estudos Scrimgeour <i>et al</i>. (23) e Ross <i>et al</i>. (24). Os diferentes efeitos dos AG <i>trans</i> sobre a HDL reportados pelos estudos, quer seja em animais quer seja em humanos, podem estar associados aos diferentes tipos de isômeros <i>trans</i> e/ou às diferentes concentrações destes na dieta. Por outro lado, a ação dos AGS sobre as lipoproteínas plasmáticas parece estar bem fundamentada.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Os AGP, como os ácidos graxos essenciais linoléico (C18:2 n-6) e linolênico (C18:3 n-3), são importantes para a formação de membranas celulares e são precursores para a síntese de eicosanóides. Para tal, esses ácidos graxos devem sofrer um aumento de sua cadeia carbônica, sobre a ação de enzimas elongases, e inserção de duplas ligações, pelas enzimas </span><span style='font-size:10.0pt;font-family: Symbol'>D</span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>5 e </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Symbol'>D</span><span style='font-size: 10.0pt;font-family:Verdana'>6 dessaturase (<a href="#fig2">Figura 2</a>). Isômeros <i>trans</i> do ácido a -linolênico competem com a -linolênico (C18:3 n-3) pela </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Symbol'>D</span><span style='font-size: 10.0pt;font-family:Verdana'>6-dessaturase. O AG <i>trans</i> C18:3 n-3 também é capaz de inibir a </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Symbol'>D</span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>5-dessaturase e conseqüentemente a formação de ácido araquidônico (23). Portanto, os isômeros <i>trans</i> podem inibir a biossíntese de compostos importantes para o organismo humano.</span></p>      <p align="center"><a name="fig2"><img width=535 height=140 id="_x0000_i1027" src="/img/fbpe/alan/v56n1/art3fig2.jpg" border=0></a></p>      
<p align="justify"><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Incorporação de isômeros <i>trans</i> pelos tecidos</span><o:p></o:p></b></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>As propriedades físicas das membranas biológicas são determinadas pela composição dos ácidos graxos a ela incorporados, os quais modificam sua fluidez.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Os AG <i>trans</i> provenientes da dieta são absorvidos e incorporados nos tecidos humanos, cujas concentrações refletem o consumo. A incorporação dos isômeros <i>cis</i> e <i>trans</i> não são iguais tanto em tecidos diferentes quanto em um mesmo tecido. Os níveis de ingestão diária de AG essenciais também influenciam a incorporação nos tecidos, assim ingestões inadequadas desses AG permitem uma maior incorporação desses isômeros (16).</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Os AG <i>trans</i>, em função da sua semelhança estrutural aos AGS, podem tornar a membrana celular mais rígida em relação aos isômeros <i>cis</i>. Conseqüentemente, a substituição de AGP <i>cis</i> por isômeros <i>trans</i> resulta em uma significante redução da fluidez da membrana, no entanto, menor que a substituição dos ácidos graxos <i>cis</i> por AGS (16).</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>No período de 1997 a 1998, Boué e colaboradores (25) investigaram a incorporação de diferentes isômeros <i>trans</i> (C16:1t, C18:1t, C18:2t e 18:3t) em fragmentos de tecido adiposo de 71 francesas adultas. Para a identificação dos ácidos graxos utilizaram cromatografia gasosa e cromatografia de camada delgada impregnada em nitrato de prata. Do conteúdo total de <i>trans</i> no tecido o isômero C18:1 apresentou a maior incorporação seguida por C18:2 e C16:1; isômero C18:3t não foi detectado. De acordo com esses dados estimaram que o consumo de AG <i>trans</i> por mulheres francesas é de 1,9g per capita. Os resultados indicaram que a incorporação de AG <i>trans</i> foi menor que em outros estudos realizados com indivíduos canadenses, norte-americanos e nativos do norte europeu, no entanto mais elevadas que os dados encontrados na Espanha.</span></p>      <p align="justify"><span lang=FR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: FR'>Loï <i>et al</i>. </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>(26) estudaram o efeito de isômeros <i>trans</i> sobre o metabolismo lipídico e sobre a agregação plaquetária em ratos tratados com dieta contendo 5% de isômeros (0,2g/100g de isômeros de a -linolênico), por um período de 8 semanas. Concluiu-se que, o teor de isômero adicionado à dieta foi suficientemente incorporado e metabolizado, sendo capaz de alterar o perfil de ácidos graxos no tecido de ratos. Porém, este estudo demonstra que os diferentes isômeros <i>trans</i> se comportam de diferentes maneiras no organismo humano. O isômero C18:3 </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Symbol'>D</span><span style='font-size: 10.0pt;font-family:Verdana'>15t foi o que se incorporou em maior proporção nos tecidos e também foi o que sofreu maior metabolização, gerando o metabólito C20:5</span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Symbol'>D</span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>17t, o qual foi detectado no fígado, plaquetas e fosfolipídios da aorta, mas não no coração. Por outro lado, o isômero C22:6</span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Symbol'>D</span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>19t parece não ter sofrido metabolização, pois não foram detectados metabólitos deste composto nos tecidos. Em relação à agregação plaquetária, não foi observado diferença significante entre o grupo tratado com o isômero <i>trans</i> e o grupo controle (óleo de canola). Os autores relatam que em estudos similares, realizados com humanos, a alta ingestão de ácidos graxos polinsaturados <i>trans</i> não modificou significantemente a agregação plaquetária em relação ao grupo controle.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Em um estudo mais recente, Sabarense &amp; Mancini-Filho (27) estudaram a incorporação de AG <i>trans</i> no fígado e no coração de ratos <i>Wistar</i> recém-desmados tratados por 8 semanas com dieta rica em isômeros <i>trans</i> (33% da fração lipídica) e com quantidades mínimas de ácido linoléico (8,0% da fração lipídica) e a -linolênico (0,7% da fração lipídica). Observaram a incorporação de 14% e 8,6% AG <i>trans</i> no fígado e coração, respectivamente. No entanto, não foi observado efeito inibitório desses isômeros no fígado sobre a formação do ácido araquidônico e docosahexaenóico (DHA). Houve uma redução da concentração de DHA no coração, provavelmente devido à deficiência da a -linolênico e deposição de AG <i>trans</i>.</span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><span lang=FR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: FR'>Moore <i>et al</i>. </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>(28) investigaram a incorporação e desaparecimento de AG <i>trans</i> em tecidos de ratos, após a interrupção do consumo de dieta. Os resultados indicaram que o isômero <i>trans</i> C18:2 foi, preferencialmente, incorporado pelos triacilgliceróis (TAG) do plasma, fígado, rim, coração e tecido adiposo. Após a retirada da dieta, a porcentagem de C18:2t reduziu rapidamente nos TAG do plasma, fígado, rim e coração. Porém, os TAG presentes no tecido adiposo ficaram retidos por 12 semanas. Concluíram que, em geral, 8 semanas após a retirada de dieta os níveis de C18:1t e C18:2t os AG <i>trans</i> já são eliminados, além disso as frações de TAG dos tecidos apresentaram uma grande afinidade aos isômeros <i>trans</i>, especialmente pelo C18:2t.</span></p>      <p align="justify"><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Relação dos ácidos graxos <i>trans </i>com as doenças cardiovasculares</span><o:p></o:p></b></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>A aterosclerose é uma condição caracterizada por alterações da íntima, representadas por acúmulo de lipídios, carboidratos complexos, componentes do sangue, células e material intercelular (29).</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Devido à semelhança estrutural dos AG <i>trans</i> e dos AGS, estudos sugerem que os AG <i>trans</i> teriam um efeito semelhante àquele provocado pelo AGS no que concerne ao desenvolvimento de DCV.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>De acordo com Shaefer (30), a gordura e o colesterol têm um importante papel na gênese de doenças cardiovasculares (DCV). Esta associação, provavelmente, deve-se à relação entre o efeito dos ácidos graxos e do colesterol sobre as lipoproteínas plasmáticas.</span> </p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>A composição dos ácidos graxos provenientes da dieta é um fator importante sobre a concentração do colesterol sérico, uma vez que os AGS tendem a elevá-lo e os AGP e AGM tendem a reduzi-lo (31). Os efeitos dos AGS e dos AG <i>trans</i> sobre a LDL são similares; porém, segundo Ross <i>et al</i>. (31), os AG <i>trans</i> promovem uma redução nos níveis de HDL, diferentemente dos AGS. Além disso, segundo os autores, estes isômeros promovem a inibição da atividade da paraoxonase, uma enzima que está envolvida na prevenção da oxidação lipídica e conseqüentemente do risco de DCV.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Segundo Mann (32), os países do norte europeu apresentam maiores incidências de DCV que os países mediterrâneos, da mesma forma o consumo de ácidos graxos <i>trans </i>é maior naqueles países em relação a estes últimos. Tal associação foi demonstrada em um estudo prospectivo realizado com mulheres americanas, o &quot;Nurses’ Health Study&quot;, no qual se detectou uma relação positiva entre o consumo de AG <i>trans</i> e o risco de doenças coronarianas (33).</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Dados obtidos do &quot;TRANSFAIR Study&quot; indicam que não foram encontradas associações entre o consumo de AG <i>trans</i> e os níveis séricos de LDL, HDL ou a razão LDL/HDL, após terem sido ajustados os fatores de risco para DCV (34). Segundo este estudo, não se exclui a possibilidade dos AG <i>trans</i> estarem envolvidos com o risco de DCV, uma vez que eles contribuem para a elevação da lipoproteína &amp;#091;a&amp;#093;, a qual é altamente aterogênica.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Em um estudo multicêntrico com 8 países da Europa e Israel (&quot;EURAMIC Study&quot;) foi investigada a presença de C18:1t do tecido adiposo de 671 homens que sobreviveram ao primeiro infarto do miocárdio. Os dados obtidos não sugerem associação entre o consumo do isômero com o risco de infarto. Porém, não excluíram a possibilidade que o alto consumo de AG <i>trans</i> teria um significante impacto no risco de infarto (35).</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Em outro estudo multicêntrico - &quot;TRANSLinE Study&quot; - com 88 voluntários de 3 centros da Europa, investigou-se o efeito de uma dieta relativamente alta em <i>trans</i> a -linolênico (0,6% de energia) sobre a agregação plaquetária e sobre fatores homeostáticos. O consumo do isômero durante 6 semanas não elevou os fatores de risco para DCV, seja na agregação plaquetária ou seja na coagulação sangüínea (36).</span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Lemaitre e colaboradores (22) investigaram a associação da ingestão de AG <i>trans</i> com o risco de primeiro infarto. Os resultados indicaram que um moderado aumento de isômeros <i>trans</i> do ácido linoléico, presentes nas membranas de glóbulos vermelhos, estavam associados a um grande aumento no risco de primeiro infarto, porém os isômeros <i>trans</i> do ácido oléico não apresentaram associação. Os autores concluíram que novos estudos devem ser realizados para elucidar os efeitos dos isômeros <i>trans</i> do ácido linoléico e do ácido oléico.</span></p>      <p align="justify"><span lang=FR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: FR'>Em um estudo mais recente, Mozaffarian <i>et al</i>. </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>(37) pesquisaram a relação entre a ingestão de AG <i>trans</i> e marcadores inflamatórios (receptores TNF-R1 e TNF-R2 do Fator de Necrose Tumoral </span><span style='font-size:10.0pt; font-family:Symbol'>a</span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>, Interleucina 6 e Proteína C-Reativa) de 823 mulheres participantes do &quot;Nurses’ Health Study&quot; I e II. Após os ajustes para a análise de regressão, os resultados indicaram que a ingestão de AG <i>trans</i> está associada positivamente (<i>P</i>&lt;0,001) com a elevação das concentrações dos receptores do Fator de Necrose Tumoral </span><span style='font-size:10.0pt; font-family:Symbol'>a</span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'> . Por outro lado, os autores não encontraram associação entre o consumo de AG <i>trans </i>com as concentrações de Interleucina 6 (IL-6) e da Proteína C-Reativa (PCR). Porém, quando analisado o potencial de interação entre o consumo de AG <i>trans</i> (adição de 1% de ácido graxo)<i> </i>com as concentrações de IL-6 e de PCR de mulheres encontrou-se associação positiva (<i>P</i> de interação=0,03) para cada 1 unidade a mais no índice de massa corporal, após os ajustes para a análise. Concluiu-se que a ingestão de AG <i>trans</i> está possivelmente associada com marcadores de inflamação sistêmica das participantes, mas outros estudos devem ser realizados para investigação dos efeitos do AG <i>trans</i> sobre DCV.</span></p>      <p align="justify"><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Ação dos ácidos graxos <i>trans </i>sobre as lipoproteínas</span><o:p></o:p></b></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Segundo Sales <i>et al</i>. (38), a gordura proveniente da dieta é absorvida sob a forma de monoacilgliceróis e uma vez dentro dos enterócitos são esterificados a triacilgliceróis. Estes são empacotados, em quilomícrons, para entrarem na corrente sangüínea, onde sofrem ação da lipase de lipoproteínas periférica (LLP) e ocorre troca de material com outras lipoproteínas. Os quilomícrons remanescentes são capturados pelo fígado, local onde os lipídios são re-empacotados e excretados na corrente sangüínea sob a forma de lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL). A VLDL sofre ação da LLP e dá origem a uma lipoproteína instável, lipoproteína de densidade intermediária (IDL), e esta se transforma em LDL (lipoproteína de baixa densidade). A função da LDL é transportar colesterol do fígado para os tecidos periféricos.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>O acúmulo de LDL no plasma está associado ao risco de DCV, devido à redução de receptores de LDL nas células dos tecidos periféricos. Os AGS e o colesterol provocam uma elevação das concentrações de LDL, pois reduz a expressão do mRNA para o receptor de LDL (26).</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Por outro lado, Gatto <i>et al</i>. (39), descreve que as concentrações de HDL (lipoproteína de alta densidade) estão inversamente associadas com o desenvolvimento de DCV. Esse efeito antiaterogênico da HDL é devido sua participação no transporte reverso de colesterol, em que o colesterol dos tecidos extra-hepáticos é transportado até o fígado para excreção juntamente com a bile ou redistribuído a outros tecidos.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>O mecanismo pelo qual o HDL promove a remoção de colesterol dos tecidos parece envolver a enzima colesteril-éster transferase (CETEP), que atua transferindo o colesterol esterificado a LDL e a VLDL, que serão captadas pelo fígado (26).</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Diferentemente dos dados encontrados no &quot;TRANSFAIR Study&quot; (34), outros autores salientam que os isômeros <i>trans</i> dos ácidos graxos monoinsaturados, por exemplo, do ácido oléico, estão associados à elevação das concentrações de colesterol total, TG e LDL e redução de HDL (40)(41)(42). Estes resultados controversos podem ser devido aos hábitos alimentares da população estudada, bem como, ao número de indivíduos inseridos no estudo e às discrepâncias nas análises. Porém, os autores parecem concordar que os AG <i>trans </i>elevam as concentrações da lipoproteína [a] (34)(39)(40), que é um complexo macromolecular constituído de LDL, que possui uma glicoproteína extra, denominada apoproteína [a]. A lipoproteína [a] é estruturalmente semelhante à LDL, no entanto é resistente às manipulações por meio da dieta. Parece que os AG <i>trans</i> são um dos raros componentes da dieta capazes de promover alterações dessa lipoproteína (43).</span></p>      <p align="justify"><span lang=FR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: FR'>Guzmán <i>et al</i>. </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>(40) investigou o efeito metabólico de AG <i>trans</i> comparado com <i>cis</i> nos hepatócitos, por meio do comportamento de enzimas do metabolismo de ácidos graxos (carnitina palmitoil-transferase I e acetil-CoA carboxilase). Os resultados demonstraram que as enzimas mencionadas não são responsáveis por distinguir a utilização hepática dos isômeros <i>cis </i>e <i>trans</i>. Além disso, o ácido elaídico foi preferencialmente metabolizado nos hepatócitos em relação a seu isômero ácido oléico, sendo considerado um bom substrato para a mitocôndria e para a oxidação peroxisomal. Por outro lado, o isômero <i>trans</i> demonstrou ser um fraco substrato para a célula e para a síntese de VLDL no fígado. O mecanismo para explicar tal preferência do isômero <i>trans</i> como substrato intramitocondrial é desconhecida, porém acredita-se que não se trata apenas de uma preferência para a oxidação, o que sugere que outros passos ou vias estão envolvidos em seu metabolismo.</span> </p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Em um estudo <i>in vitro</i> Dashti <i>et al</i>. (42) estudou o efeito do ácido linoléico (C18:2c), ácido linoelaídico (C18:2t) e ácido palmítico (C16:0) sobre lipoproteínas hepáticas. Observou-se que o ácido linoléico, palmítico e principalmente o linoelaídico aumentou a secreção e acumulação celular de colesterol livre e colesterol esterificado, além de reduzir os níveis de TAG e fosfolipídios. Comparado com o ácido linoléico, o ácido linoelaídico elevou os níveis de LDL em 154% e de HDL em 50%, por outro lado o ácido palmítico elevou a LDL em 17% e não afetou a HDL. Sugeriu-se que os efeitos adversos dos AG <i>trans</i> estão relacionados com a composição e concentração das apolipoproteínas A-I e B.</span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><span lang=FR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: FR'>Gatto <i>et al</i>. </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>(39) pesquisou o efeito do ácido oléico (<i>cis</i>), do ácido palmítico (AGS) e de isômeros <i>trans</i> sobre o metabolismo do colesterol e lipoproteínas de ratos. Os animais tratados com <i>trans</i> tiveram uma redução dos níveis de colesterol total plasmático (<i>P</i>&lt;0.005) e da concentração de lipoproteínas não HDL (<i>P</i>&lt;0.005), comparados com o tratamento com isômeros <i>cis</i>. Por outro lado, não observaram diferença significante entre os níveis plasmáticos de HDL dos grupos tratados com AG <i>cis </i>e com AG <i>trans</i>, sendo 15% menor em relação ao grupo tratado com AGS. Os dados ainda sugerem que AG <i>trans</i> desempenham um papel na regulação do metabolismo de apolipoproteínas B e os efeitos sobre o metabolismo das lipoproteínas pode ter sido mascarado pela atividade da CETEP.</span></p>      <p align="justify"><span lang=FR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: FR'>Em um estudo mais recente, Colandré <i>et at</i>. </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>(44) investigou o impacto nutricional e metabólico de dietas contendo AGS, AG <i>cis</i> ou AG <i>trans</i> em ratos. Os resultados mostraram que os níveis de triacilgliceróis no plasma e no fígado foram maiores para AG <i>trans</i> e AGS em relação aos AG <i>cis</i>, porém o aumento no plasma deve-se aos AGS e no fígado aos AG <i>trans</i>. Os autores ainda relatam que a absorção aparente entre os ácidos graxos seguiu a seguinte ordem: AG <i>cis</i> &gt; AG <i>trans</i> &gt; AGS. Além disso, a excreção fecal dos AGS os dos isômeros <i>trans</i> foi maior que a dos isômeros <i>cis</i>. Os resultados sugerem um potencial risco da ingestão de <i>trans</i> e aumento da incidência de hipertrigliceridemia, DCV e aterosclerose.</span> </p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Os estudos na área de lipídios são extremamente complexos, especialmente se tratando dos efeitos da dieta sobre a modulação lipídica no organismo animal. Os resultados encontrados por Gatto <i>et al</i>. (39) podem ter sido mascarados pela capacidade de absorção e pelo grau de excreção dos AG <i>trans</i>, os quais não foram verificados no estudo. Da mesma forma, Colandré <i>et at</i>. (44) não analisaram os efeitos dos isômeros sobre a modulação das lipoproteínas, deixando uma lacuna para compreensão do metabolismo lipídico, em especial os efeitos sobre a VLDL.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Embora sejam ainda controversos, os estudos apontam para uma capacidade dos AG <i>trans</i> em modular o perfil lipídico das lipoproteínas séricas, provocando um aumento das concentrações de LDL e reduzindo as concentrações de HDL. Os estudos, de uma forma geral, não descartam a possibilidade dos AG <i>trans</i> contribuírem para gênese das DCV, mesmo quando os resultados encontrados não suportam tal hipótese. Assim, observa-se a necessidade de novas pesquisas nesta área, a fim de elucidar os mecanismos pelos quais os AG <i>trans</i> alteram o metabolismo lipídico e para verificar a ação destes sobre as DCV.</span></p>      <p align="justify"><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Efeitos dos ácidos graxos <i>trans </i>sobre a saúde materno-infantil</span><o:p></o:p></b></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Os AG <i>trans</i> provenientes da dieta podem ser incorporados pelos tecidos corpóreos e fluidos humanos e em animais experimentais, como o cérebro, fígado, tecido adiposo, baço, plasma e leite (7).</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Em geral, as concentrações de AG <i>trans</i> ingeridos pela lactante estão associadas às concentrações encontradas no leite materno em dose-dependente (45). Assim foi evidenciado no estudo de Assumpção <i>et al</i>. (46), que pesquisaram os efeitos de diferentes conteúdos de AG <i>trans</i> da dieta sobre a atividade da lipase de lipoproteína (LPL) em tecidos maternos e sobre a composição de ácidos graxos do leite de ratas. Observou-se diminuição da lipogênese na glândula mamária (GM) de ratas que receberam 7% (g/kg de dieta) de gordura vegetal parcialmente hidrogenada, porém houve um aumento do conteúdo lipídico neste tecido. Os autores sugerem que a explicação para esta aparente discrepância pode ser devido ao aumento da atividade da LPL na GM, ocorrendo simultaneamente um maior fluxo sangüíneo para este tecido e, assim, uma maior oferta de nutrientes. Observou-se também um aumento da atividade da LPL da glândula mamária em todos os grupos que receberam dietas contendo AG <i>trans</i>, porém não foram encontrados estudos que demonstram o efeito dos isômeros <i>trans </i>sobre a atividade da LPL na GM. Os teores de ácidos graxos essenciais do leite foram significativamente menores nos grupos tratados com <i>trans</i>, porém não foi observada alteração nos níveis de ácido araquidônico, eicosapentaenóico e docosahexaenóico; a explicação para tal mecanismo é desconhecida.</span> </p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Chiara <i>et al</i>. (13), em uma revisão, relata que os AG <i>trans</i> interferem na saúde materno-infantil devido a possível transferência de AG <i>trans</i> consumidos pela gestante para o feto, via placentária. Esses isômeros afetariam o crescimento intra-uterino devido à inibição da biossíntese dos ácidos graxos araquidônico e docosahexaenóico, especialmente pela inibição da enzima </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Symbol'>D</span><span style='font-size: 10.0pt;font-family:Verdana'>6 dessaturase (7)(13)(47). Além disso, esses isômeros também podem ocasionar maiores riscos de pré-eclâmpsia, no entanto a explicação desse processo ainda não é conclusiva (48).</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Outro fato agravante seria a possibilidade desses ácidos graxos contribuírem para a gênese precoce do processo aterosclerótico. A hipótese para tal fato estaria relacionada à deficiência de ácido linoléico ocasionada pela ação dos AG <i>trans</i> (13).</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Outros estudos suportam a possibilidade dos AG <i>trans</i> exercerem um efeito negativo sobre a saúde do recém-nascido e do feto. No estudo de Innis &amp; King (47) foi investigado a relação entre os ácidos graxos <i>trans</i> do leite de nutrizes (n=103) e sua incorporação nos triacilgliceróis de recém-nascidos em amamentação exclusiva (n=62). Os resultados indicaram que houve uma comparável concentração de AG <i>trans</i> da dieta materna, do leite materno e dos níveis de triacilgliceróis plasmáticos de lactentes; sugerindo uma incorporação destes isômeros, oriundos da alimentação materna, no tecido dos recém-nascidos. No estudo de Elias &amp; Innis (49) foi pesquisada a associação entre as condições de nascimento e as concentrações de AG <i>trans</i> e de DHA dos triacilgliceróis plasmáticos de recém-nascidos. A ingestão materna de AG <i>trans</i>, no período gestacional, foi significantemente associada (<i>P</i>&lt;0,05) às concentrações plasmáticas desses isômeros presentes nos fosfolipídios, ésteres de colesterol e triacilgliceróis maternos. Observaram uma relação inversa e significante entre as concentrações de AG <i>trans</i> dos triacilgliceróis plasmáticos dos recém-nascidos com o comprimento ao nascer. A mesma relação foi observada entre as concentrações de <i>trans</i> e de DHA presentes nos triacilgliceróis plasmáticos dos recém-nascidos. Os resultados deste estudo sugerem que os efeitos deletérios dos AG <i>trans</i> podem iniciar-se na fase intra-uterina.</span></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><span lang=FR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: FR'>Larqué <i>et al</i>. </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>(50) pesquisaram os efeitos de AG <i>trans</i> sobre a atividade da </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Symbol'>D</span><span style='font-size: 10.0pt;font-family:Verdana'>6 dessaturase em ratas prenhas. Nesse estudo, 3 grupos de 6 ratos cada um foram tratados com dietas experimentais contendo 0%, 15% e 30% de AG <i>trans</i> e contendo as mesmas proporções de ácido linoléico e ácido a -linolênico na dieta, por um período de 10 semanas. Observou-se incorporação em altas concentrações de AG <i>trans</i> na placenta e nos tecidos, materno e fetal, exceto no cérebro. A incorporação de AG <i>trans</i> pelo cérebro fetal foi baixa, mas foi ligeiramente mais alta que a concentração encontrada no cérebro das ratas mães. Isso sugere que houve uma baixa transferência desses isômeros para o sistema nervoso central durante o desenvolvimento inicial e a possibilidade de um mecanismo protetor. A atividade da </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Symbol'>D</span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>6 dessaturase no fígado das mães foi inibida pelo isômero <i>trans</i>.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Dessa forma, os estudos apontam para um efeito negativo sobre o crescimento e desenvolvimento fetal, devido à inibição da </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Symbol'>D</span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>6 dessaturase. Além disso, a semelhança dos efeitos dos AG <i>trans</i> aos AGS sugere que tais isômeros podem agir como um fator desencadeante de uma precoce lesão aterosclerótica. Nesse sentido, sugerem-se estudos comprobatórios que sustentem tal efeito.</span></p>      <p align="justify"><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Conclusão</span><o:p></o:p></b></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>É inegável a contribuição do processo de hidrogenação para a indústria alimentícia. No entanto, esforços devem ser feitos no sentido de otimizar as técnicas de produção dos ácidos graxos <i>trans</i>, uma vez que estudos da área mostram seus efeitos deletérios sobre a saúde humana.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>O consumo de ácidos graxos <i>trans</i> pela população ocidental parece ser mais elevado que as recomendações para consumo propostas pela WHO. Assim, deve-se dar maior atenção a programas educativos no sentido de reduzir o consumo de alimentos ricos nesses ácidos graxos.</span> </p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Vale ressaltar a necessidade de estudos populacionais no Brasil para diagnosticar os reais consumos de ácidos graxos <i>trans</i> nessa população. Observa-se a deficiência de informações sobre os teores de ácidos graxos <i>trans</i> em rótulos de alimentos e em tabelas de composição química de alimentos.</span></p>      <p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Em geral, os estudos, apesar de controversos, não descartam a possibilidade dos ácidos graxos <i>trans</i> estarem envolvidos na gênese das doenças cardiovasculares. A ação destes isômeros sobre essas doenças vem sendo amplamente enfocada. Por outro lado, observa-se um menor número de publicações demonstrado a ação deletéria dos ácidos graxos <i>trans</i> sobre a saúde materno-infantil. Neste contexto, são necessários mais estudos tanto para elucidar os mecanismos de ação dos ácidos graxos <i>trans</i> quanto para se verificar seus efeitos em longo prazo.</span> </p>      <p align="justify"><b><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Referências</span><o:p></o:p></b></p>      <!-- ref --><p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>1. Lichtenstein AL. </span><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language:EN-GB'>Dietary fat: a history. Nutr Rev <span style="mso-spacerun: yes"> </span>1999; 57: 11-4.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464781&pid=S0004-0622200600010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>2. Ascheiro A, Willett W. Health effects of trans fatty acids. Am J Clin Nutr <span style="mso-spacerun: yes"> </span>1997; 66 <span style="mso-spacerun: yes"> </span>Suppl: 1006S-10S.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464782&pid=S0004-0622200600010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>3. Padovese<span style="mso-spacerun: yes">  </span>R, Mancini-Filho<span style="mso-spacerun: yes">  </span>J. Ácidos graxos trans. En: Curi <span style="mso-spacerun: yes"> </span>R, Pompéia <span style="mso-spacerun: yes"> </span>C, Miyasaka <span style="mso-spacerun: yes"> </span>CK, Procópio <span style="mso-spacerun: yes"> </span>J, editors. Entendendo a Gordura &amp; os ácidos graxos. 1ª ed. São Paulo: Manole; 2002. p. 509-521.</span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464783&pid=S0004-0622200600010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>4. Kohlmeier <span style="mso-spacerun: yes"> </span>L, Simonsen <span style="mso-spacerun: yes"> </span>N, van’t Veer <span style="mso-spacerun: yes"> </span>P, Strain JJ, Martin-Moreno <span style="mso-spacerun: yes"> </span>JM, Margolin <span style="mso-spacerun: yes"> </span>B, <i>et al</i>. Adipose tissue trans fatty acids and breast cancer in the EURIMIC Study. Cancer Epidemiol Biomarkers Prev <span style="mso-spacerun: yes"> </span>1997; 6: 705-10.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464784&pid=S0004-0622200600010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>5. Semma <span style="mso-spacerun: yes"> </span>M. Trans fatty acids: properties, benefits and risks. J Health Sci <span style="mso-spacerun: yes"> </span>2002; 48: 7-13.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language: EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464785&pid=S0004-0622200600010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>6. Simopoulos AP. Trans fatty acids. </span><span style='font-size:10.0pt; font-family:Verdana'>En: Spiller <span style="mso-spacerun: yes"> </span>GA, editor. </span><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana; mso-ansi-language:EN-GB'>Handbook of lipids in human nutrition. 1ra ed. Ed Boca Raton: CRC Press; 1996. p. 91-9.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language: EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464786&pid=S0004-0622200600010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>7. Larqué <span style="mso-spacerun: yes"> </span>E, Zamora <span style="mso-spacerun: yes"> </span>S, Gil <span style="mso-spacerun: yes"> </span>A. Dietary trans fatty acids in early life: a review. </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>2</span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464787&pid=S0004-0622200600010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>8. Sanibal <span style="mso-spacerun: yes"> </span>EAA, Mancini-Filho, J. Perfil de ácidos graxos trans de óleo e gordura hidrogenada de soja no processo de fritura. Ciênc Tecnol Aliment <span style="mso-spacerun: yes"> </span>2004; 24: 27-31.</span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464788&pid=S0004-0622200600010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>9. American Society for Clinical Nutrition ASCN/AIN <span style="mso-spacerun: yes"> </span>Task Force on Trans Fatty Acids. Position paper on trans fatty acids. Am J Clin Nutr <span style="mso-spacerun: yes"> </span>1996; 63: 663-70.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language: EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464789&pid=S0004-0622200600010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>10. World Health Organization. Diet, nutrition and the prevention of chronic diseases. Geneva: 2003.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language: EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464790&pid=S0004-0622200600010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>11. Chiara <span style="mso-spacerun: yes"> </span>VL, Sichieri <span style="mso-spacerun: yes"> </span>R, Carvalho <span style="mso-spacerun: yes"> </span>TSF. </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>Teores de ácidos graxos trans de alguns alimentos consumidos no Rio de Janeiro. Rev Nutr <span style="mso-spacerun: yes"> </span>2003; 16: 227-33.</span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464791&pid=S0004-0622200600010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>12. Sabarense <span style="mso-spacerun: yes"> </span>CM, Mancini-Filho <span style="mso-spacerun: yes"> </span>J. Ácidos graxos trans e as lipoproteínas plasmáticas. </span><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language:EN-GB'>J Brazillian Soc Food Nutr <span style="mso-spacerun: yes"> </span>2004; 27: 69-83.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464792&pid=S0004-0622200600010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>13. Chiara <span style="mso-spacerun: yes"> </span>VL, Silva <span style="mso-spacerun: yes"> </span>R, Jorge <span style="mso-spacerun: yes"> </span>R, Brasil <span style="mso-spacerun: yes"> </span>AP. Ácidos graxos trans: doenças cardiovasculares e saúde materno-infantil. Rev Nutr <span style="mso-spacerun: yes"> </span>2002; 15: 341-49.</span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464793&pid=S0004-0622200600010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>14. Block <span style="mso-spacerun: yes"> </span>JM, Barrera-Arellano <span style="mso-spacerun: yes"> </span>D. Produtos hidrogenados no Brasil: isômeros trans, características físico-químicas e composição em ácidos graxos. </span><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language:EN-GB'>Arch Latinoam Nutr <span style="mso-spacerun: yes"> </span>1994; 44: 281-85.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464794&pid=S0004-0622200600010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>15. Bayard <span style="mso-spacerun: yes"> </span>CC, Wolff <span style="mso-spacerun: yes"> </span>RL. Trans-18:1 acids in French tub margarines and shortenings: recent trends. JAOCS <span style="mso-spacerun: yes"> </span>1995; 72: 1485-89.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464795&pid=S0004-0622200600010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>16. Velenzuela A, Morgado N. Trans fatty acid isomers in human health and in the food industry. Biol Res <span style="mso-spacerun: yes"> </span>1999; 32: 273-87.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464796&pid=S0004-0622200600010000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>17. Allison <span style="mso-spacerun: yes"> </span>DB, Ergan <span style="mso-spacerun: yes"> </span>SK, Barraj <span style="mso-spacerun: yes"> </span>LM, Caughman <span style="mso-spacerun: yes"> </span>C, Infante <span style="mso-spacerun: yes"> </span>M, heimbach <span style="mso-spacerun: yes"> </span>JT. Estimated intake of trans fatty acid and other fatty acids in the US population. J Am Diet Assoc <span style="mso-spacerun: yes"> </span>1999; 99: 166-74.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464797&pid=S0004-0622200600010000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>18. Ratnayake <span style="mso-spacerun: yes"> </span>WMN, Pelletier <span style="mso-spacerun: yes"> </span>G, Hollywood <span style="mso-spacerun: yes"> </span>R, Bacler <span style="mso-spacerun: yes"> </span>S, Leyte <span style="mso-spacerun: yes"> </span>D. Trans fatty acids in Canadian maragarines: recent trenes. J Am Oil Chem Soc <span style="mso-spacerun: yes"> </span>1998; 75: 1587-94.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464798&pid=S0004-0622200600010000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>19. van Poppel <span style="mso-spacerun: yes"> </span>G, van Erp-Baart <span style="mso-spacerun: yes"> </span>MA, Leth <span style="mso-spacerun: yes"> </span>T, Gevers <span style="mso-spacerun: yes"> </span>E, Van Amelsvoort <span style="mso-spacerun: yes"> </span>J, Lanzmann-Petithory D, <i>et al</i>. Trans fatty acids in foods in Europe: the TRANSFAIR Study. J Food Compos Anal <span style="mso-spacerun: yes"> </span>1998; 11: 112-36.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464799&pid=S0004-0622200600010000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>20. Aro <span style="mso-spacerun: yes"> </span>A, Van Amelsvoort <span style="mso-spacerun: yes"> </span>J, Becker <span style="mso-spacerun: yes"> </span>W, van Erp-Baart <span style="mso-spacerun: yes"> </span>MA, Kafatos <span style="mso-spacerun: yes"> </span>A, Leth <span style="mso-spacerun: yes"> </span>T, <i>et al</i>. Trans fatty acids in dietary fats and oils from 14 European countries: the TRANSFAIR Study. J Food Compos Anal <span style="mso-spacerun: yes"> </span>1998; 11: 137-49.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'> <o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464800&pid=S0004-0622200600010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>21. Hulshof KFAM, van Erp-Baart MA, Anttolainen M, Becker W, Church SM, Couet C, <i>et al</i>. Intake of fatty acids in Western Europe with emphasis on trans fatty acids: the TRANSFAIR Study. </span><span lang=FR style='font-size: 10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language:FR'>Eur J Clin Nutr<span style='color:red'> </span><span style="mso-spacerun: yes"> </span>1999; 53: 143-57.</span><span lang=FR style='mso-ansi-language:FR'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464801&pid=S0004-0622200600010000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>22. Lemaitre RN, King IB, Raghunathan TE, Pearce RM, Weinmann S, Knopp RH, <i>et al</i>. Cell Membrane trans-fatty acids and risk of primary cardiac arrest. </span><span lang=FR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana; mso-ansi-language:FR'>Circulation <span style="mso-spacerun: yes"> </span>2001; 12: 697-701.</span><span lang=FR style='mso-ansi-language:FR'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464802&pid=S0004-0622200600010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=FR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: FR'>23. Scrimgeour <span style="mso-spacerun: yes"> </span>CM, Macvean <span style="mso-spacerun: yes"> </span>A, Fernie <span style="mso-spacerun: yes"> </span>CE, Sébédio <span style="mso-spacerun: yes"> </span>JL, Riemersma <span style="mso-spacerun: yes"> </span>RA. </span><span lang=EN-GB style='font-size: 10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language:EN-GB'>Dietary trans a -linolenic acid does not inhibit D 5- and D 6-desaturation of linoléico acid in man. </span><span lang=FR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language:FR'>Eur J Lipid Sci Technol <span style="mso-spacerun: yes"> </span>2001; 103: 341-49.</span><span lang=FR style='mso-ansi-language:FR'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464803&pid=S0004-0622200600010000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>24. Ross <span style="mso-spacerun: yes"> </span>NM, Siebelink <span style="mso-spacerun: yes"> </span>E, Bots <span style="mso-spacerun: yes"> </span>ML, van Tol <span style="mso-spacerun: yes"> </span>A, Schouten <span style="mso-spacerun: yes"> </span>EG, Katan <span style="mso-spacerun: yes"> </span>MB. Trans monounsaturated fatty acids and saturated fatty acids have similar effects on postprandial flow-mediated vasodilation. </span><span lang=FR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language:FR'>Eur J Clin Nutr<span style='color:red'> </span><span style="mso-spacerun: yes"> </span>2002; 56: 674-79.</span><span lang=FR style='mso-ansi-language: FR'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464804&pid=S0004-0622200600010000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>25. Boué <span style="mso-spacerun: yes"> </span>C, Combe <span style="mso-spacerun: yes"> </span>N, Billeaud <span style="mso-spacerun: yes"> </span>C, Mignerot <span style="mso-spacerun: yes"> </span>C, Entressangles <span style="mso-spacerun: yes"> </span>B, Thery <span style="mso-spacerun: yes"> </span>G. Trans fatty acids in adipose tissue of French women in relation to their dietary sources. Lipids <span style="mso-spacerun: yes"> </span>2000; 35: 561-66.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464805&pid=S0004-0622200600010000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>26. Loï <span style="mso-spacerun: yes"> </span>C, Chardigny <span style="mso-spacerun: yes"> </span>JM, Almanza <span style="mso-spacerun: yes"> </span>S, Leclere <span style="mso-spacerun: yes"> </span>L, Ginies <span style="mso-spacerun: yes"> </span>C, Sébédio <span style="mso-spacerun: yes"> </span>JL. Incorporation and metabolism of dietary trans isomers of linolênico acid alter the fatty acid profile of rat tissues. </span><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>J Nutr <span style="mso-spacerun: yes"> </span>2000; 130: 2550-55.</span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464806&pid=S0004-0622200600010000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>27. Sabarense <span style="mso-spacerun: yes"> </span>CM, Mancini-Filho <span style="mso-spacerun: yes"> </span>J. Efeito da gordura vegetal parcialmente hidrogenada sobre a incorporação de ácidos graxos trans em tecidos de ratos. </span><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language:EN-GB'>Rev Nutr <span style="mso-spacerun: yes"> </span>2003; 16: 399-407.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464807&pid=S0004-0622200600010000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>28. Moore <span style="mso-spacerun: yes"> </span>CE, Alfin-Slater <span style="mso-spacerun: yes"> </span>RB, Aftergood <span style="mso-spacerun: yes"> </span>L. Incorporation and disappearence of trans fatty acids in rat tissues. Am J Clin Nutr <span style="mso-spacerun: yes"> </span>1980; 33: 2318-23.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464808&pid=S0004-0622200600010000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>29. OMS (Organização Mundial de Saúde). Classificação Internacional de Doenças. 9<sup>a</sup> revisão. São Paulo: Centro Brasileiro de Classificação de Doenças; 1985.</span> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464809&pid=S0004-0622200600010000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>30. Schaefer <span style="mso-spacerun: yes"> </span>EJ. Lipoprotein, nutrition, and health disease. Am J Cln Nutr <span style="mso-spacerun: yes"> </span>2002; 75: 191-212.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language: EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464810&pid=S0004-0622200600010000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>31. Roos <span style="mso-spacerun: yes"> </span>NM, Siebelink <span style="mso-spacerun: yes"> </span>E, Bots <span style="mso-spacerun: yes"> </span>ML, van Tol <span style="mso-spacerun: yes"> </span>A, Schouten <span style="mso-spacerun: yes"> </span>EG, Katan <span style="mso-spacerun: yes"> </span>MB. Trans monounsaturated fatty acids and saturated fatty acids have similar effects on postprandial flown-mediated vasodilation. </span><span lang=FR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language:FR'>Eur J Clin Nutr <span style="mso-spacerun: yes"> </span>2002; 56 ( 7): 674-679.</span><span lang=FR style='mso-ansi-language:FR'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464811&pid=S0004-0622200600010000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>32. Mann <span style="mso-spacerun: yes"> </span>GV. Metabolic consequences of dietary trans fatty acids. Lancet <span style="mso-spacerun: yes"> </span>1994; 343: 1268-71.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language: EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464812&pid=S0004-0622200600010000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>33. Allison <span style="mso-spacerun: yes"> </span>DB, Denke <span style="mso-spacerun: yes"> </span>MA, Dietschy <span style="mso-spacerun: yes"> </span>JM, Emken <span style="mso-spacerun: yes"> </span>EA, Kris-Etherton <span style="mso-spacerun: yes"> </span>PM, Nicolosi <span style="mso-spacerun: yes"> </span>RJ. Trans fatty acids and coronary heart disease risk. Report of the expert panel on trans fatty acids and coronary heart disease. Am J Clin Nutr <span style="mso-spacerun: yes"> </span>1995; 62: 655-708.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464813&pid=S0004-0622200600010000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>34. van de Vijver <span style="mso-spacerun: yes"> </span>LPL, Kardinaal <span style="mso-spacerun: yes"> </span>AFM, Couet <span style="mso-spacerun: yes"> </span>C, Aro <span style="mso-spacerun: yes"> </span>A, Kafatos <span style="mso-spacerun: yes"> </span>A, Steingrimsdottir <span style="mso-spacerun: yes"> </span>L, <i>et al</i>. Association between trans fatty acid intake and cardiovascular risk factors in Europen: the TRANSFAIR Study. </span><span lang=FR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana; mso-ansi-language:FR'>Eur J Clin Nutr<span style='color:red'> </span><span style="mso-spacerun: yes"> </span>2000; 54: 126-135.</span><span lang=FR style='mso-ansi-language:FR'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464814&pid=S0004-0622200600010000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>35. Aro <span style="mso-spacerun: yes"> </span>A, Kardinaal <span style="mso-spacerun: yes"> </span>AFM, Salminen <span style="mso-spacerun: yes"> </span>I, Kark <span style="mso-spacerun: yes"> </span>JD, Riemersma <span style="mso-spacerun: yes"> </span>RA, Delgado-Rodriguez <span style="mso-spacerun: yes"> </span>M, <i>et al</i>. </span><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana; mso-ansi-language:EN-GB'>Adipose tissue isomeric trans fatty acids and risk of myocardial infarction in nine countries: the EURAMIC Study. Lancet <span style="mso-spacerun: yes"> </span>1995; 345: 273-78.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464815&pid=S0004-0622200600010000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>36. Armstrong <span style="mso-spacerun: yes"> </span>RA, Chardigny <span style="mso-spacerun: yes"> </span>JM, Beaufrère <span style="mso-spacerun: yes"> </span>B, Bretillon <span style="mso-spacerun: yes"> </span>L, Vermunt <span style="mso-spacerun: yes"> </span>SHF, Mensink <span style="mso-spacerun: yes"> </span>RP, <i>et al</i>. No effect of dietary trans isomers of a -linolenic acid on platelet aggregation and haemostatic factors in European healthy men: the TRANSLinE Study. Thromb Res <span style="mso-spacerun: yes"> </span>2000; 100: 133-41.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language: EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464816&pid=S0004-0622200600010000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>37. Mozaffarian <span style="mso-spacerun: yes"> </span>D, Pischon <span style="mso-spacerun: yes"> </span>T, Hankinson <span style="mso-spacerun: yes"> </span>SE, Rifai N, Joshipura K, Willett WC, <i>et al</i>. Dietary intake of trans fatty acids and systemic inflammation in women. 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Lipids <span style="mso-spacerun: yes"> </span>1999; 34: 381-86.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language: EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464820&pid=S0004-0622200600010000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>41. Lichtenstein <span style="mso-spacerun: yes"> </span>AH, Jauhiainen M, McGladdery S, Ausman LM, Jalbert SM, Vilella-Bach M, et al. </span><span lang=EN-GB style='font-size: 10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language:EN-GB'>Impact of hydrogenated fat on high density lipoprotein subfractions and metabolism. J Lipid Res <span style="mso-spacerun: yes"> </span>2001; 42: 597-604.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464821&pid=S0004-0622200600010000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>42. Dashti <span style="mso-spacerun: yes"> </span>N, Feng <span style="mso-spacerun: yes"> </span>Q, Freeman <span style="mso-spacerun: yes"> </span>MR, Gandhi M, Franklin <span style="mso-spacerun: yes"> </span>FA. Trans polyunsatured fatty acids have more adverse effects than saturated fatty acids on the concentration and composition of lipoproteins secreted by human hepatoma HepG2 cells. J Nutr <span style="mso-spacerun: yes"> </span>2002; 132: 2651-59.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464822&pid=S0004-0622200600010000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>43. Katan <span style="mso-spacerun: yes"> </span>MB, Zock <span style="mso-spacerun: yes"> </span>PL, Mensink <span style="mso-spacerun: yes"> </span>RP. Trans fatty acids and their effects on lipoproteins in humans. Ann Rev Nutr <span style="mso-spacerun: yes"> </span>1995; 15: 473-493.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464823&pid=S0004-0622200600010000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>44. </span><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language:EN-GB'>Colandré <span style="mso-spacerun: yes"> </span>ME, Diez <span style="mso-spacerun: yes"> </span>RS, Bernal <span style="mso-spacerun: yes"> </span>CA. Metabolic effects of trans fatty acids on an experimental dietary model. Br J Nutr <span style="mso-spacerun: yes"> </span>2003; 89: 631-38.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464824&pid=S0004-0622200600010000300044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>45. Larqué <span style="mso-spacerun: yes"> </span>E, Zamora <span style="mso-spacerun: yes"> </span>S, Gil <span style="mso-spacerun: yes"> </span>A. Dietary trans fatty acids affect the essential fatty-acid concentration of rat milk. J Nutr<span style='color:red'> </span><span style="mso-spacerun: yes"> </span>2000; 130: 847-51.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464825&pid=S0004-0622200600010000300045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>46. Assumpção <span style="mso-spacerun: yes"> </span>RP, Santos <span style="mso-spacerun: yes"> </span>FD, Andrade <span style="mso-spacerun: yes"> </span>PMM, Barreto <span style="mso-spacerun: yes"> </span>GF, Carmo <span style="mso-spacerun: yes"> </span>MGT. </span><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family: Verdana;mso-ansi-language:EN-GB'>Effect of variation of trans-fatty acid in lactating rats’ diet on lipoprotein lípase activity in mammary gland, liver, and adipose tissue. Nutrition <span style="mso-spacerun: yes"> </span>2004; 20: 806-11.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464826&pid=S0004-0622200600010000300046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>47. </span><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language:EN-GB'>Innis <span style="mso-spacerun: yes"> </span>SM, King <span style="mso-spacerun: yes"> </span>DJ. Trans fatty acids in human milk are inversely associated with concentrations or essential all-<i>cis</i> n-6 and n-3 fatty acids and determine trans, but not n-6 and n-3, fatty acids in plasma lipids of breast-fed infants. Am J Clin Nutr <span style="mso-spacerun: yes"> </span>1999; 70: 383-90.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464827&pid=S0004-0622200600010000300047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>48. Williams <span style="mso-spacerun: yes"> </span>MA, King <span style="mso-spacerun: yes"> </span>IB, Sorensen <span style="mso-spacerun: yes"> </span>TK, Zingheim <span style="mso-spacerun: yes"> </span>RW, Troyer <span style="mso-spacerun: yes"> </span>BL, Zebelman <span style="mso-spacerun: yes"> </span>AM. Risk of preeclampsia in relation to elaidic acids (trans fatty acid) in maternal erythrocytes. Gynecol Obstet Invest <span style="mso-spacerun: yes"> </span>1998; 46 ( 2): 84-87.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464828&pid=S0004-0622200600010000300048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'>49. </span><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language:EN-GB'>Elias <span style="mso-spacerun: yes"> </span>SL, Innis <span style="mso-spacerun: yes"> </span>SM. Infant plasma trans, n-6, and n-3 fatty acids and conjugated linoléico acids are related to maternal plasma fatty acids, length of gestation, and birth weight and length. Am J Clin Nutr <span style="mso-spacerun: yes"> </span>2001; 73: 807-14.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464829&pid=S0004-0622200600010000300049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><span lang=EN-GB style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;mso-ansi-language: EN-GB'>50. Larqué <span style="mso-spacerun: yes"> </span>E, Pérez-Llamas <span style="mso-spacerun: yes"> </span>F, Puerta <span style="mso-spacerun: yes"> </span>V, Girón <span style="mso-spacerun: yes"> </span>MD, Suárez <span style="mso-spacerun: yes"> </span>MD, Zamora <span style="mso-spacerun: yes"> </span>S, <i>et al</i>. Dietary trans fatty acids affect docosahexaenoic acid concentrations in plasma and liver but not brain of pregnant and fetal rats. Pediatr Res <span style="mso-spacerun: yes"> </span>2000; 47: 278-83.</span><span lang=EN-GB style='mso-ansi-language:EN-GB'><o:p></o:p></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=464830&pid=S0004-0622200600010000300050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body>
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