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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Migração de minerais de panelas brasileiras de aço inoxidável, ferro fundido e pedra-sabão (esteatito) para preparações culinárias]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Culinary utensils may release some inorganic elements during food preparation. Mineral migration can be beneficial for as long as it occurs in amounts adequate to the needs of the consumer or no toxicological implications are involved. In this study, the migrations of Fe, Mg, Mn, Cr, Ni and Ca, along seven cooking cycles were evaluated for two food preparations (polished rice and commercial tomato sauce, the latter as an acid food), performed in unused stainless steel, cast iron and soapstone pans, taking refractory glass as a blank. Minerals were determined by inductively coupled plasma optical emission spectrometry (ICP OES). The utensils studied exhibited different rates, patterns and variability of migration depending on the type of food. Regression analysis of the data revealed that, as a function of the number of cycles, the iron pans released increasing amounts of iron when tomato sauce was cooked (y = 70.76x + 276.75; R² = 0.77). The soapstone pans released calcium (35 and 26mg/kg), magnesium (25 and 15mg/kg) into the tomato sauce and rice preparations, respectively. Additionally, the commercial tomato sauce drew manganese (3.9 and 0.6mg/kg) and some undesirable nickel (1.0mg/kg) from the soapstone material, whereas the stainless steel pans released nickel at a lower rate than steatite and in a diminishing fashion with the number o cooking cycles, while still transferring some iron and chromium to the food. We conclude that while cast iron and glass could be best for the consumer’s nutritional health, stainless steel and steatite can be used with relatively low risk, provided acid foods are not routinely prepared in those materials.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[   <B>    <P ALIGN="CENTER"><font face="Verdana" size="3">Migra&ccedil;&atilde;o de minerais de panelas brasileiras de a&ccedil;o inoxid&aacute;vel, ferro fundido e pedra-sab&atilde;o (esteatito) para prepara&ccedil;&otilde;es culin&aacute;rias&nbsp;</font></P> <FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=2> </FONT> </B>    <P ALIGN="CENTER"><FONT face="Verdana" SIZE=2><b>K&eacute;sia Diego Quintaes, Jaime Amaya Farfan, Fernanda Mariana Tomazini, Marcelo Ant&ocirc;nio Morgano&nbsp;</b> </FONT></P>     <P ALIGN="CENTER"><FONT face="Verdana" SIZE=2>Universidade Estadual de Campinas – N&uacute;cleo de Estudos e Pesquisas em Alimenta&ccedil;&atilde;o. Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) – Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Qu&iacute;mica de Alimentos e Nutri&ccedil;&atilde;o - Campinas - SP, Brasil </FONT></P> <B><FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=2>    <P ALIGN="JUSTIFY"></P> </FONT>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></B></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2"> Os utens&iacute;lios culin&aacute;rios podem liberar alguns elementos inorg&acirc;nicos durante a coc&ccedil;&atilde;o de alimentos. A migra&ccedil;&atilde;o destes pode ser interessante desde que ocorra em quantidades adequadas &agrave;s necessidades nutricionais do usu&aacute;rio ou n&atilde;o tenham implica&ccedil;&otilde;es toxicol&oacute;gicas. O presente estudo avaliou a migra&ccedil;&atilde;o de minerais (Fe, Mg, Mn, Cr, Ni e Ca) durante sete coc&ccedil;&otilde;es seq&uuml;enciais para duas prepara&ccedil;&otilde;es alimentares (arroz polido e molho de tomate comercial, este &uacute;ltimo como alimento &aacute;cido) efetuadas em panelas brasileiras de v&aacute;rios materiais novas de a&ccedil;o inoxid&aacute;vel, ferro fundido e pedra-sab&atilde;o, utilizando o vidro refrat&aacute;rio como branco. O teor dos minerais foi quantificado por espectrometria de emiss&atilde;o &oacute;ptica por plasma indutivamente acoplado (ICP OES). Os utens&iacute;lios estudados apresentaram quantidades e comportamento de migra&ccedil;&atilde;o distintos e suscept&iacute;veis &agrave; varia&ccedil;&atilde;o, conforme o tipo de alimento a ser cozido. An&aacute;lise de regress&atilde;o dos dados revelou que, em fun&ccedil;&atilde;o do uso, as panelas de ferro apresentam acr&eacute;scimo da migra&ccedil;&atilde;o de ferro quando cozido o molho de tomate (y = 70,763x + 276,75; R<SUP>2</SUP> = 0,77). As panelas de pedra-sab&atilde;o liberaram concentra&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias de c&aacute;lcio (35 e 26mg/kg), magn&eacute;sio (25 e 15mg/kg) e para o molho de tomate comercial e arroz polido cozidos, respectivamente. O molho de tomate comercial cozido em panelas de pedra-sab&atilde;o apresentou migra&ccedil;&atilde;o de mangan&ecirc;s (3,9 mg/kg) e n&iacute;quel (1,0mg/kg), este &uacute;ltimo indesejavelmente por ser t&oacute;xico. As panelas de inox apresentaram migra&ccedil;&atilde;o menor de n&iacute;quel, com tend&ecirc;ncia decrescente em fun&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de coc&ccedil;&otilde;es do molho de tomate, liberando ainda ferro e cromo para as prepara&ccedil;&otilde;es. Os utens&iacute;lios de materiais distintos devem ter seu uso selecionado em fun&ccedil;&atilde;o da prepara&ccedil;&atilde;o a ser realizada, visando &agrave; sa&uacute;de do consumidor. Conclui-se que apesar de os utens&iacute;lios de ferro fundido e vidro serem os mais adequados para a sa&uacute;de nutricional do consumidor, as panelas de a&ccedil;o inox e esteatito podem ser utilizadas com risco relativamente baixo, desde que o preparo rotineiro de alimentos &aacute;cidos seja evitado.</font></P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Palavras-chave:</font></B> <font face="Verdana" size="2"> Nutri&ccedil;&atilde;o, anemia, alimentos, utens&iacute;lios culin&aacute;rios, panelas, sa&uacute;de p&uacute;blica.</font></P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Summary</font></B>&nbsp; </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"> <font face="Verdana" size="2"> Culinary utensils may release some inorganic elements during food preparation. Mineral migration can be beneficial for as long as it occurs in amounts adequate to the needs of the consumer or no toxicological implications are involved. In this study, the migrations of Fe, Mg, Mn, Cr, Ni and Ca, along seven cooking cycles were evaluated for two food preparations (polished rice and commercial tomato sauce, the latter as an acid food), performed in unused stainless steel, cast iron and soapstone pans, taking refractory glass as a blank. Minerals were determined by inductively coupled plasma optical emission spectrometry (ICP OES). The utensils studied exhibited different rates, patterns and variability of migration depending on the type of food. Regression analysis of the data revealed that, as a function of the number of cycles, the iron pans released increasing amounts of iron when tomato sauce was cooked (<I>y</I> = 70.76<I>x</I> + 276.75; R<SUP>2</SUP> = 0.77). The soapstone pans released calcium (35 and 26mg/kg), magnesium (25 and 15mg/kg) into the tomato sauce and rice preparations, respectively. Additionally, the commercial tomato sauce drew manganese (3.9 and 0.6mg/kg) and some undesirable nickel (1.0mg/kg) from the soapstone material, whereas the stainless steel pans released nickel at a lower rate than steatite and in a diminishing fashion with the number o cooking cycles, while still transferring some iron and chromium to the food. We conclude that while cast iron and glass could be best for the consumer’s nutritional health, stainless steel and steatite can be used with relatively low risk, provided acid foods are not routinely prepared in those materials.</font> </P> <B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Keywords:</font></B> <font face="Verdana" size="2"> Nutrition, anaemia, meal, food utensils, cookware, public health.</font></P> <FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=2>    <P ALIGN="center"> <font face="Verdana" size="2"> <B>Mineral migration from stainless steel, cast iron and soapstone (steatite) Brazilian pans to food preparations</B></font></P> </FONT>     <P ALIGN="left"><font face="Verdana" size="2"><b>RECIBIDO: 19-05-2006</b></font></P>     <P ALIGN="left"><font face="Verdana" size="2"><b>ACEPTADO: 06-09-2006</b></font></P>     <p ALIGN="left"><b><font SIZE="2" face="Verdana">Introdução</font></b></p>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>Durante o processamento e preparo dos alimentos, industrial ou dom&eacute;stico, ocorre o contato dos alimentos com o recipiente por per&iacute;odo de tempo e temperatura vari&aacute;veis. Como resultado, pode haver altera&ccedil;&atilde;o no conte&uacute;do de nutrientes da prepara&ccedil;&atilde;o bem como implica&ccedil;&otilde;es sensoriais (1-6).  O impacto nas caracter&iacute;sticas sensoriais est&aacute;, no m&iacute;nimo, parcialmente relacionado &agrave; migra&ccedil;&atilde;o de elementos minerais presentes na composi&ccedil;&atilde;o do material do utens&iacute;lio (4-6).</FONT>  </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>A libera&ccedil;&atilde;o de minerais presentes nos utens&iacute;lios culin&aacute;rios pode ter interesse nutricional,  especialmente quando h&aacute; car&ecirc;ncia dos mesmos na alimenta&ccedil;&atilde;o do comensal, ou desinteressante quando existe migra&ccedil;&atilde;o de elementos e/ou compostos em quantidades que possam trazer efeitos adversos &agrave; sa&uacute;de do consumidor (1,5,7).</FONT> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>Entre os primeiros materiais usados na confec&ccedil;&atilde;o de panelas est&aacute; a pedra-sab&atilde;o (esteatito), ainda muito usada em algumas cidades de Minas Gerais, Brasil. Esta rocha possui diversos minerais de interesse nutricional, entre os quais se destacam o c&aacute;lcio, magn&eacute;sio, ferro e o mangan&ecirc;s (8). O conhecimento popular indica que pode haver um efeito positivo decorrente do uso regular das panelas de pedra na incid&ecirc;ncia de anemia ferropriva (9). Todavia, trabalhos sobre migra&ccedil;&atilde;o de ferro a partir do esteatito s&atilde;o recentes, feitos com simulantes de alimentos (8,9),  n&atilde;o havendo dados sobre a migra&ccedil;&atilde;o de seus componentes para os alimentos em si.</FONT>  </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>As panelas de ferro, que perderam espa&ccedil;o para as de alum&iacute;nio no s&eacute;culo passado, t&ecirc;m sido estudadas sobretudo fora do Brasil<SUP>7</SUP>. Atualmente, estas panelas s&atilde;o fabricadas com liga de ferro fundido (GG-10), apresentando em sua composi&ccedil;&atilde;o al&eacute;m do ferro, o mangan&ecirc;s e outros minerais minorit&aacute;rios (10).  O uso das panelas de ferro est&aacute; associado &agrave; preven&ccedil;&atilde;o de anemia ferropriva, devido &agrave; quantidade e biodisponibilidade do ferro liberado pelo material (6,7,11).</FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>O Fe tamb&eacute;m est&aacute; presente na composi&ccedil;&atilde;o do a&ccedil;o inoxid&aacute;vel, popularmente conhecido como inox. A liga usada na confec&ccedil;&atilde;o de panelas &eacute; a 304, a qual possui em torno de 10% de n&iacute;quel, 18% de cromo e aproximadamente 70% de ferro (2,5,9). Tanto o ferro como o cromo (III) s&atilde;o elementos dos quais a popula&ccedil;&atilde;o mais pode sofrer de car&ecirc;ncia do que de excesso (5). Por sua vez, h&aacute; controv&eacute;rsia com respeito &agrave; toxicidade do n&iacute;quel, que pode migrar das panelas de inox (5,12). &Eacute; estimado que a ingest&atilde;o de n&iacute;quel em quantidade superior a 250mg/dia possa ser t&oacute;xica (5,13). N&atilde;o h&aacute; dados dispon&iacute;veis sobre o comportamento migrat&oacute;rio dos componentes de panelas de inox brasileiras para alimentos nelas preparados.</FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>Os principais fatores que afetam a migra&ccedil;&atilde;o dos elementos componentes do material das panelas incluem a acidez da prepara&ccedil;&atilde;o, o tempo de contato entre o alimento e o recipiente e o teor de &aacute;gua da prepara&ccedil;&atilde;o. A &aacute;rea de contato, temperatura, agita&ccedil;&atilde;o, presen&ccedil;a de agentes quelantes no alimento e a pr&oacute;pria qualidade da liga, s&atilde;o fatores que influenciam em menor escala a dissolu&ccedil;&atilde;o dos minerais contidos nos materiais das panelas (6,9,14,15).</FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>Tendo em vista o limitado n&uacute;mero de trabalhos sobre materiais e produtos brasileiros para panelas e o crescente interesse sobre o significado da intera&ccedil;&atilde;o dos materiais com os alimentos, o presente objetivo foi estudar os poss&iacute;veis benef&iacute;cios nutricionais e a inocuidade de panelas brasileiras de inox (304), ferro fundido (GG-10) e pedra-sab&atilde;o (esteatito), o presente estudo avaliou a dissolu&ccedil;&atilde;o dos minerais ferro (Fe), magn&eacute;sio (Mg), mangan&ecirc;s (Mn), cromo (Cr), n&iacute;quel (Ni), c&aacute;lcio (Ca), para arroz polido e molho de tomate comercial. As panelas de a&ccedil;o inoxid&aacute;vel foram avaliadas quanto &agrave; dissolu&ccedil;&atilde;o de Fe, Ni, Cr e Mn, enquanto que as de ferro fundido para Fe e Mn. As panelas de pedra-sab&atilde;o foram estudadas quanto &agrave; libera&ccedil;&atilde;o de Ca, Mg, Fe, Mn, e Ni. O estudo ainda avaliou a variabilidade da migra&ccedil;&atilde;o dos minerais entre panelas do mesmo material e o comportamento da migra&ccedil;&atilde;o dos minerais em fun&ccedil;&atilde;o do uso seq&uuml;encial da panela.</FONT></P> <B>     <p ALIGN="left"><font SIZE="2" face="Verdana">Material e Métodos</font></p> </B>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>Arroz polido e molho de tomate foram os alimentos selecionados para avaliar o comportamento da migra&ccedil;&atilde;o dos minerais oriundos das panelas de ferro fundido, pedra-sab&atilde;o e inox. Os alimentos foram selecionados por serem habitualmente consumidos pela popula&ccedil;&atilde;o brasileira, e por apresentar diferen&ccedil;a nos teores de acidez e no conte&uacute;do de &aacute;gua.</FONT> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Os testes de coc&ccedil;&atilde;o com cada prepara&ccedil;&atilde;o foram realizados em duplicatas de panelas novas de inox (304, Tramontina<SUP>&reg;</SUP>), de ferro fundido (GG-10, Fumil<SUP>&reg;</SUP>) e de vidro (Visions<SUP>&reg;</SUP>) e em triplicada para as panelas de pedra-sab&atilde;o (esteatito), considerando a variabilidade intr&iacute;nseca deste material. As panelas de pedra-sab&atilde;o eram todas procedentes da regi&atilde;o de Santa Rita de Ouro Preto, MG, Brasil<FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=2 COLOR="#0000ff">.</FONT> As panelas do estudo possu&iacute;am capacidade aproximada de 2 litros e foram codificadas pelo lado externo. Os valores de migra&ccedil;&atilde;o obtidos com as panelas de vidro serviram como branco para os demais, uma vez que esse material n&atilde;o libera quantidade significativa dos minerais estudados (2,9).</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2> Antes do inicio das coc&ccedil;&otilde;es, as panelas de pedra-sab&atilde;o receberam tratamento (cura) com &oacute;leo vegetal refinado e calor (8) e as de ferro fundido foram curadas com &oacute;leo vegetal refinado, segundo recomenda&ccedil;&atilde;o do fabricante. Considerando as reais condi&ccedil;&otilde;es de manipula&ccedil;&atilde;o do utens&iacute;lio, antes da primeira coc&ccedil;&atilde;o e entre as coc&ccedil;&otilde;es, as panelas foram lavadas com detergente biodegrad&aacute;vel e esponja polim&eacute;rica macia. O enx&aacute;g&uuml;e foi feito em &aacute;gua corrente e conclu&iacute;do com &aacute;gua deionizada. A secagem foi feita vertendo os recipientes de boca para baixo sobre um tecido limpo e n&atilde;o felpudo. </FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2> Os tratamentos que os alimentos receberam foram: cru, cozido em panela de vidro, cozido em panelas de ferro fundido, inox e pedra-sab&atilde;o. Quantidades id&ecirc;nticas dos mesmos ingredientes foram usadas em cada uma das repeti&ccedil;&otilde;es da prepara&ccedil;&atilde;o, sendo efetuadas duas nas panelas de vidro e sete nas panelas dos demais materiais, visando determinar o comportamento da migra&ccedil;&atilde;o de minerais nestes utens&iacute;lios em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; freq&uuml;&ecirc;ncia de uso. Os ingredientes usados pertenciam a um &uacute;nico lote de fabrica&ccedil;&atilde;o, sendo adquiridos de uma &uacute;nica vez e mantidos sob refrigera&ccedil;&atilde;o at&eacute; o uso. As coc&ccedil;&otilde;es das prepara&ccedil;&otilde;es se deram no prazo de uma semana. O preparo do arroz envolveu &oacute;leo vegetal refinado, sal iodado refinado e &aacute;gua deionizada. No preparo do molho de tomate foi usado sal refinado iodado e &oacute;leo vegetal refinado. </FONT> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2> O tempo de coc&ccedil;&atilde;o das prepara&ccedil;&otilde;es foi o mesmo em todos os tratamentos e replica&ccedil;&otilde;es, estabelecido em 11 minutos a contar do momento de ebuli&ccedil;&atilde;o. As coc&ccedil;&otilde;es foram realizadas em fog&atilde;o a g&aacute;s. As panelas permaneceram tampadas durante a coc&ccedil;&atilde;o, exceto por um per&iacute;odo de tr&ecirc;s minutos, quando se simulou a mistura do conte&uacute;do com uma esp&aacute;tula de polipropileno. Sete coc&ccedil;&otilde;es seq&uuml;enciais foram efetuadas em cada panela, a fim de avaliar a migra&ccedil;&atilde;o no decorrer do tempo de uso do utens&iacute;lio. O pH de cada prepara&ccedil;&atilde;o antes da coc&ccedil;&atilde;o foi determinado com pHmetro digital previamente calibrado em pH 4 e 7 (PG 2002 Gehaka). </FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2> Ap&oacute;s o cozimento e o resfriamento, o alimento foi homogeneizado dentro do recipiente com esp&aacute;tula de pl&aacute;stica previamente lavada com detergente biodegrad&aacute;vel, enxaguada em &aacute;gua corrente seguida por &aacute;gua deionizada, sem ocasionar qualquer perda ou abras&atilde;o da superf&iacute;cie de ensaio. A seguir foi coletada amostra em duplicata (50g). As amostras foram codificadas e armazenadas sob refrigera&ccedil;&atilde;o &agrave; temperatura de 4 &#177;  2<SUP>o</SUP>C, at&eacute; a determina&ccedil;&atilde;o dos minerais de interesse, segundo o material da panela. </FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2> Cerca de 50g de cada prepara&ccedil;&atilde;o na forma crua foi homogeneizada em triturador com h&eacute;lice de tungst&ecirc;nio (M20, IKA Labortechnik - Staufen, Baden, Ge), sendo coletadas amostras em triplicata (5g) para determina&ccedil;&atilde;o de umidade e dos minerais de interesse. Cabe enfatizar que toda a vidraria empregada foi material novo e previamente descontaminado com detergente (Extran, Merck) e &aacute;cido n&iacute;trico (Merck, p.a.) preparado a 20 % com &aacute;gua desionizada. </FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2> A determina&ccedil;&atilde;o de umidade ocorreu em estufa a 105<SUP>o</SUP>C at&eacute; atingir peso constante, usando triplicada de 5g de cada prepara&ccedil;&atilde;o e tratamento. As amostras foram ent&atilde;o calcinadas em mufla &agrave; 425<SUP>o</SUP>C at&eacute; a obten&ccedil;&atilde;o de cinzas (16). As cinzas foram dissolvidas em &aacute;cido n&iacute;trico, transferidas quantitativamente para bal&atilde;o volum&eacute;trico, filtradas em papel apropriado, e analisadas quanto ao teor de minerais por espectrometria de emiss&atilde;o &oacute;ptica em plasma indutivamente acoplado (ICP OES), usando um espectr&ocirc;metro simult&acirc;neo BAIRD, modelo ICP 2000 (Bedford, Massachusetts, USA). </FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2> Na <a href="#t1"> Tabela 1</a> podem ser observadas as condi&ccedil;&otilde;es de opera&ccedil;&atilde;o do equipamento para a determina&ccedil;&atilde;o multielementar. Foi efetuada a corre&ccedil;&atilde;o de radia&ccedil;&atilde;o de fundo para todos os elementos determinados. As curvas anal&iacute;ticas definidas para cada elemento foram preparadas a partir de solu&ccedil;&otilde;es padr&otilde;es dos minerais (Titrisol, Merck) em concentra&ccedil;&atilde;o de 1000 mg/L e mostraram-se lineares em toda a faixa de trabalho, cobrindo todas as concentra&ccedil;&otilde;es das amostras. As faixas de concentra&ccedil;&atilde;o usadas na constru&ccedil;&atilde;o das curvas anal&iacute;ticas para cada elemento foram: Ca e Mg (0,25 a 200 mg/L); Fe (0,005 a 20 mg/L); Mn e Ni (0,005 a 5 mg/L) e Cr (0,0025 a 2,5 mg/L). Detalhes sobre o comprimento de onda e limites de detec&ccedil;&atilde;o e quantifica&ccedil;&atilde;o podem ser visualizados na <a href="#t2"> Tabela 2.</a> </FONT></P> <FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=2>      <P ALIGN="center"><a name="t1"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v56n3/art11%20tab1.jpg" width="320" height="240"></a>&nbsp;</P> </FONT> <FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=2> <B>    
<P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P> </B> </FONT>    <P ALIGN="center"><a name="t2"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v56n3/art11%20tab2.jpg" width="370" height="305"></a>&nbsp;</P> <FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=2> </FONT> <B>    
<P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>An&aacute;lise estat&iacute;stica </FONT></P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>Os resultados do estudo envolvendo as prepara&ccedil;&otilde;es cruas e em panelas de materiais distintos foram estatisticamente analisados, considerando o valor m&eacute;dio das duplicatas de panelas e de amostra. As diferen&ccedil;as entre as concentra&ccedil;&otilde;es dos minerais numa mesma prepara&ccedil;&atilde;o e entre as prepara&ccedil;&otilde;es foram avaliadas por an&aacute;lise de vari&acirc;ncia (ANOVA) fator duplo sem repeti&ccedil;&atilde;o, sendo consideradas significantes aquelas com p <font FACE="Times,Times New Roman" SIZE="2"><font FACE="Symbol">£</font></font>0,05. Para a compara&ccedil;&atilde;o entre as m&eacute;dias foi aplicado&nbsp;teste de Tukey.&nbsp;Visando&nbsp;&nbsp;descrever o comportamento da migra&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o do uso das panelas de ferro foi aplicada a an&aacute;lise de regress&atilde;o linear simples (17), modelo assumido por outros autores em estudos de migra&ccedil;&atilde;o envolvendo utens&iacute;lios culin&aacute;rios (9,18). </FONT> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><b><FONT face="Verdana" SIZE=2>Resultados e Discussão&nbsp; </FONT> </b></P> <FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=2> </FONT>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>Aos resultados obtidos para os elementos minerais com as panelas de inox (Fe, Ni, Cr e Mn); ferro fundido (Fe e Mn) e pedra-sab&atilde;o (Ca, Mg, Fe, Mn e Ni) foram comparados com os resultados m&eacute;dios dos minerais encontrados nas panelas de vidro (Fe, Mn, Ni, Ca, Cr e Mg). </FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>A acidez e umidade das prepara&ccedil;&otilde;es em fun&ccedil;&atilde;o do recipiente de cozimento podem ser observadas a seguir na <a href="#t3"> Tabela 3</a>. As prepara&ccedil;&otilde;es do estudo mostraram teores distintos de acidez e umidade. Todavia, n&atilde;o houve diferen&ccedil;a estat&iacute;stica no teor m&eacute;dio de umidade do arroz polido e do molho de tomate em fun&ccedil;&atilde;o do material do recipiente onde o alimento foi cozido. Por outro lado, o molho de tomate &eacute; mais &aacute;cido que o arroz polido, sendo o valor de ambos os produtos similares aos relatados por Brittin &amp; Nossaman (19). </FONT></P> <FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=2>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="center"><a name="t3"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v56n3/art11%20tab3.jpg" width="370" height="250"></a></P> </FONT><FONT SIZE=2> </FONT> <FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=2>    
<P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp; </FONT> <FONT face="Verdana" SIZE=2>Nas <a href="#t4"> Tabelas 4 </a> e <a href="#t5"> 5</a> podem ser observados os teores m&eacute;dios dos elementos migrantes no molho de tomate e no arroz polido cru e ap&oacute;s cozimento por onze minutos nas panelas dos materiais avaliados no estudo. </FONT> </P> <FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=2>     <P ALIGN="center"><a name="t4"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v56n3/art11%20tab4.jpg" width="410" height="395"></a>&nbsp;</P> </FONT>     
<P ALIGN="left">&nbsp;</P>     <P ALIGN="center"><a name="t5"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v56n3/art11%20tab5.jpg" width="430" height="350"></a>&nbsp;</P>     
<P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>A variabilidade da migra&ccedil;&atilde;o dos elementos foi similar nas duplicatas das panelas de vidro, ferro e inox, mostrando discrep&acirc;ncia nas triplicadas de panela de pedra-sab&atilde;o. Tal varia&ccedil;&atilde;o pode ser explicada pela natureza heterog&ecirc;nea do material, o qual pode ainda variar em fun&ccedil;&atilde;o de sua proced&ecirc;ncia geogr&aacute;fica (20,21), embora no estudo as panelas fosse oriundas de uma mesma localidade. </FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>As quantidades de ferro no molho sem cozimento e no cozido em panela de vidro e de pedra-sab&atilde;o foram estatisticamente iguais. Por outro lado, a panela de ferro tranferiu o mais alto teor de ferro para o molho de tomate, seguida pela panela de inox (<a href="#t4">Tabela 4</a>). A libera&ccedil;&atilde;o de ferro de panelas de ferro e de inox para alimentos, em especial aqueles &aacute;cidos e aquosos, tem sido demonstrada em outros estudos (2,4,5,11,15). </FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>Os teores de ferro encontrados no arroz aumentaram progressivamente quando cozido em panelas de pedra-sab&atilde;o, inox e ferro, nesta ordem. J&aacute; o produto cozido em panela de vidro n&atilde;o mostrou aumento, com rela&ccedil;&atilde;o ao produto cru. O ferro &eacute; encontrado na composi&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s materiais diferentes do vidro (9), tendo sua migra&ccedil;&atilde;o sido evidenciada por outros autores (2-5,7-9). O teor de ferro encontrado no arroz cozido na panela de ferro apresentou em m&eacute;dia 6,19mg/kg de alimento a mais em rela&ccedil;&atilde;o ao produto cozido na panela de vidro (<a href="#t5">Tabela 5</a>). </FONT> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>Esta migra&ccedil;&atilde;o de ferro pode ser considerada relevante se levarmos em conta que a recomenda&ccedil;&atilde;o de ingest&atilde;o di&aacute;ria de ferro para indiv&iacute;duos adultos do g&ecirc;nero feminino &eacute; de 18mg (13). Adicionalmente, o acr&eacute;scimo de ferro nos alimentos por interm&eacute;dio dos utens&iacute;lios culin&aacute;rios pode ser ben&eacute;fico &agrave; sa&uacute;de humana tanto pela biodisponbilidade apresentada pelo elemento migrante como pelo fato da defici&ecirc;ncia de ferro ser a defici&ecirc;ncia nutricional mais freq&uuml;entemente diagnosticada no &acirc;mbito mundial, em especial em pa&iacute;ses em desenvolvimento (7,22). Todavia, para eventuais indiv&iacute;duos que apresentem dist&uacute;rbios no metabolismo do ferro, como na hemocromatose, materiais que liberem o mineral devem ser contra-indicados (23). </FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>O teor de c&aacute;lcio foi significativamente mais elevado no arroz cozido em panela de pedra-sab&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao cozido em panela de vidro, sendo a diferen&ccedil;a entre ambos de 26,4mg/kg (<a href="#t5">Tabela 5</a>). J&aacute; o teor de magn&eacute;sio se mostrou similar em todos os tratamentos estudados, embora fosse esperado que houvesse uma maior contribui&ccedil;&atilde;o no produto cozido em panela de pedra-sab&atilde;o, segundo o obtido em testes com solu&ccedil;&otilde;es simulantes de alimentos (8,9). </FONT> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>Libera&ccedil;&atilde;o de quantidade expressiva de magn&eacute;sio e c&aacute;lcio foi observada no molho de tomate cozido em panela de pedra-sab&atilde;o. O molho de tomate preparado em panela de pedra-sab&atilde;o apresentou 35,0 de c&aacute;lcio e 25,2mg/kg de magn&eacute;sio a mais, em rela&ccedil;&atilde;o ao preparado em panela de vidro (<a href="#t4">Tabela 4</a>). A migra&ccedil;&atilde;o constatada foi favorecida pelo meio &aacute;cido e aquoso do molho de tomate (pH=4,12), ambiente prop&iacute;cio &agrave; dissolu&ccedil;&atilde;o da dolomita, carbonato que cont&eacute;m o c&aacute;lcio e o magn&eacute;sio na rocha<SUP>8</SUP>. A libera&ccedil;&atilde;o de c&aacute;lcio e magn&eacute;sio de panelas de pedra-sab&atilde;o foi verificada em ensaios envolvendo simulantes de alimentos (8,9), sendo agora constatado que tal migra&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m se faz presente quando preparado alimento &aacute;cido e aquoso no recipiente. A recomenda&ccedil;&atilde;o de ingest&atilde;o di&aacute;ria de c&aacute;lcio para indiv&iacute;duos de ambos os g&ecirc;neros com idade entre 19 e 50 anos &eacute; de 1000mg, enquanto para o magn&eacute;sio &eacute; recomendando 420 e 320mg/dia para homens e mulheres com idade entre 31 e 50 anos, respectivamente. </FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>Quanto ao mangan&ecirc;s, o teor encontrado no molho sem cozimento e ap&oacute;s onze minutos de cozimento em panela de vidro foi similar (<a href="#t4">Tabela 4</a>). Foi observado maior teor de mangan&ecirc;s no molho cozido na panela de pedra-sab&atilde;o, seguido do produto cozido em panela de inox e de ferro. A migra&ccedil;&atilde;o de magn&eacute;sio no arroz polido cozido em panelas de pedra-sab&atilde;o n&atilde;o foi estatisticamente significativa. Todavia, o arroz polido cru ou cozido na panela de pedra-sab&atilde;o apresentou teor superior de mangan&ecirc;s em rela&ccedil;&atilde;o ao conte&uacute;do encontrado no arroz preparado nos demais recipientes (Tabela 5). A recomenda&ccedil;&atilde;o de ingest&atilde;o di&aacute;ria de mangan&ecirc;s para adultos &eacute; de 1,8 e 2,3mg/dia, para os g&ecirc;neros feminino e masculino, respectivamente (13). </FONT> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>Libera&ccedil;&atilde;o de n&iacute;quel pode ser constatada a partir das panelas inox e pedra-sab&atilde;o. Foi notado que a panela de inox liberou quantidade significativa de n&iacute;quel para o arroz cozido em compara&ccedil;&atilde;o com as dos demais materiais, sendo mais elevada na primeira coc&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demais (<a href="#t5">Tabela 5</a>). A panela de pedra-sab&atilde;o, que n&atilde;o liberou n&iacute;quel para o arroz cozido, liberou quantidade expressiva de n&iacute;quel para o molho de tomate, seguida pela panela de a&ccedil;o inoxid&aacute;vel. Kuligovski e Halperin (5) utilizando &aacute;cido ac&eacute;tico 0,88M mantido em ebuli&ccedil;&atilde;o por cinco minutos em panelas de inox, observaram migra&ccedil;&atilde;o de 0,01 a 0,21mg/kg de n&iacute;quel, sendo que a migra&ccedil;&atilde;o de n&iacute;quel neste material tende a decrescer com o uso cont&iacute;nuo (9,15). No caso das panelas de pedra-sab&atilde;o, h&aacute; evid&ecirc;ncia de que a cura da panela de pedra-sab&atilde;o auxilia na preven&ccedil;&atilde;o da migra&ccedil;&atilde;o indesej&aacute;vel de n&iacute;quel (8). O tempo de contato entre o alimento e a pedra-sab&atilde;o, assim como a acidez e teor de &aacute;gua do alimento s&atilde;o fatores que promovem a migra&ccedil;&atilde;o de n&iacute;quel do material (9). </FONT> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>Um adulto tem o valor de 1mg como limite de toler&acirc;ncia de ingest&atilde;o m&aacute;xima di&aacute;ria de n&iacute;quel (13). Todavia, segundo v&aacute;rios estudos o comportamento da migra&ccedil;&atilde;o de n&iacute;quel em panelas de inox em fun&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de vezes de uso &eacute; decrescente, n&atilde;o representando um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica (9,12,15). Tem sido aconselhado que antes do primeiro uso efetivo da panela de inox, seja fervida &aacute;gua por tr&ecirc;s ou quatro vezes consecutivas (9). No caso dos utens&iacute;lios de pedra-sab&atilde;o, os resultados obtidos refor&ccedil;am recomenda&ccedil;&otilde;es anteriores de que o recipiente n&atilde;o deve ser usado para manter alimentos &aacute;cidos e aquosos por per&iacute;odos prolongados (8). </FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>O cozimento do arroz em panela de inox propiciou ainda um acr&eacute;scimo no teor de cromo em rela&ccedil;&atilde;o ao produto cozido em panela de vidro e sem cozimento (<a href="#t5">Tabela 5</a>). O teor de cromo no molho de tomate cozido em panela de inox foi de aproximadamente 0,5mg/kg (<a href="#t4">Tabela 4</a>). O cromo derivado de panelas de inox apresenta val&ecirc;ncia tr&ecirc;s (12), elemento do qual a popula&ccedil;&atilde;o geralmente carece (5). Em estudo utilizando &aacute;cido ac&eacute;tico 0,88M mantido em ebuli&ccedil;&atilde;o por cinco minutos em panelas de inox, observou-se migra&ccedil;&atilde;o de 0,01 a 0,31mg/L de cromo (5). Outros autores, utilizando &aacute;cido l&aacute;ctico 0,1M em contato por uma hora com panelas de inox, verificaram que concentra&ccedil;&otilde;es de 0,06 a 0,09mg/L de cromo (3). Devido &agrave; aus&ecirc;ncia de dados, ainda n&atilde;o foi estabelecido o limite m&aacute;ximo toler&aacute;vel de ingest&atilde;o di&aacute;ria de cromo, sendo considerado 35 e 25<font FACE="Times,Times New Roman"><font FACE="Symbol">m</font></font>g como ingest&atilde;o adequada para adultos do g&ecirc;nero masculino e feminino, respectivamente (13). </FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>Quanto &agrave; tend&ecirc;ncia de migra&ccedil;&atilde;o do ferro em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de vezes de uso do recipiente, foi observada tend&ecirc;ncia &agrave; redu&ccedil;&atilde;o quando o arroz polido era preparado nos recipientes de ferro, inox e pedra-sab&atilde;o, sendo esta fortemente marcada no produto preparado na panela de ferro (<a href="#f1">Figura 1</a>). </FONT> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>Em se tratando do molho de tomate, o comportamento da migra&ccedil;&atilde;o de ferro oriundo das panelas de ferro foi crescente (<a href="#f2">Figura 2</a>), similar ao constatado por Cheng e Brittin (18) que estudaram a migra&ccedil;&atilde;o de ferro de panelas deste metal para molhos de tomate e ma&ccedil;&atilde; durante 50 coc&ccedil;&otilde;es seq&uuml;enciais. A migra&ccedil;&atilde;o de ferro para o molho de tomate cozido em panela de inox foi decrescente, enquanto que na panela de pedra-sab&atilde;o foi observado um discreto aumento com o incremento no n&uacute;mero de vezes de uso do recipiente. Cabe salientar que o ferro derivado das panelas de ferro contribui para a preven&ccedil;&atilde;o e tratamento da anemia ferropriva (1,7). </FONT></P> <SUP>     <p ALIGN="CENTER"> <FONT face="Verdana" SIZE=2> <b>FIGURA 1</b> </FONT></p>     <p ALIGN="CENTER"> <FONT face="Verdana" SIZE=2> Concentração de ferro no arroz polido cozido em panelas de ferro, inox e pedra-sabão</FONT></SUP></p> <FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=2> </FONT> <FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=2>     <P ALIGN="center"><a name="f1"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v56n3/art11%20fig1.jpg" width="400" height="310"></a>&nbsp;</P> </FONT>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p ALIGN="CENTER"> <FONT face="Verdana" SIZE=2> <b>FIGURA 2</b> </FONT></p>     <p ALIGN="CENTER"> <FONT face="Verdana" SIZE=2> Concentração de ferro no molho de tomate cozido em panelas de ferro, inox e pedra-sabão. </FONT></p> <FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=2>     <P ALIGN="center"><a name="f2"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v56n3/art11%20fig2.jpg" width="430" height="290"></a></P> </FONT>    
<P ALIGN="left"><FONT face="Verdana" SIZE=2>O comportamento da migra&ccedil;&atilde;o do c&aacute;lcio e magn&eacute;sio em fun&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de vezes do uso das panelas de pedra-sab&atilde;o no cozimento do molho de tomate e arroz polido pode ser observado na <a href="#f3"> Figura 3</a>. No molho de tomate foi notada forte tend&ecirc;ncia ao aumento da migra&ccedil;&atilde;o de ambos os elementos at&eacute; a s&eacute;tima vez de cozimento. O comportamento exibido pelo c&aacute;lcio e magn&eacute;sio em fun&ccedil;&atilde;o das repeti&ccedil;&otilde;es do cozimento do arroz foi constante e ligeiramente ascendente. </FONT></P>     <p ALIGN="CENTER"> <FONT face="Verdana" SIZE=2> <b>FIGURA 3</b> </FONT> </p>     <p ALIGN="CENTER"> <FONT face="Verdana" SIZE=2> Concentração de minerais no molho de tomate e arroz polido cozidos em panelas de pedra-sabão </FONT> </p> <FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=2>     <P ALIGN="center"><a name="f3"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v56n3/art11%20fig3.jpg" width="435" height="280"></a></P> </FONT>     
<P ALIGN="left"> <FONT face="Verdana" SIZE=2>A acidez e o maior teor de &aacute;gua do molho de tomate podem ter favorecido a migra&ccedil;&atilde;o de c&aacute;lcio e magn&eacute;sio da panela de pedra-sab&atilde;o, j&aacute; que a dolomita apresenta dissolu&ccedil;&atilde;o em meio &aacute;cido especialmente sob temperatura elevada (24).</FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><b> <FONT face="Verdana" SIZE=2> Conclusões&nbsp; </FONT> </b></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"> <FONT face="Verdana" SIZE=2>Os utens&iacute;lios estudados apresentaram quantidades e comportamento de migra&ccedil;&atilde;o distintos e suscept&iacute;veis &agrave; varia&ccedil;&atilde;o, conforme o tipo de alimento a ser cozido. Enquanto os alimentos cozidos em panelas de ferro fundido adquirem teor consider&aacute;vel de ferro, arroz e molho de tomate preparado em panela de pedra-sab&atilde;o apresentam acr&eacute;scimo na quantidade de c&aacute;lcio, magn&eacute;sio e mangan&ecirc;s. As panelas de a&ccedil;o inoxid&aacute;vel liberam quantidades m&iacute;nimas de ferro aos alimentos nelas preparados, sendo que nas primeiras vezes de uso ocorre ainda transfer&ecirc;ncia indesej&aacute;vel de n&iacute;quel. Independente do n&uacute;mero de coc&ccedil;&otilde;es, este metal tamb&eacute;m &eacute; encontrado no molho de tomate cozido em panela de pedra-sab&atilde;o, sendo por este motivo o material n&atilde;o adequado para o preparo de alimentos &aacute;cidos e aquosos. A variabilidade na migra&ccedil;&atilde;o dos minerais somente foi observada para a pedra-sab&atilde;o, material heterog&ecirc;neo com origem geogr&aacute;fica vari&aacute;vel. Considerando ainda que o esteatito, o a&ccedil;o inox e o ferro fundido s&atilde;o materiais suscept&iacute;veis &agrave; abras&atilde;o, os dados aqui apresentados s&atilde;o v&aacute;lidos para superf&iacute;cies n&atilde;o perturbadas por processos de polimento ap&oacute;s cada ciclo de uso. Os resultados obtidos podem contribuir para orienta&ccedil;&otilde;es aos consumidores visando a melhoria do seu estado nutricional, sendo que a escolha por um determinado tipo de material deve estar fundamentada nas necessidades nutricionais espec&iacute;ficas do comensal e tamb&eacute;m do tipo de prepara&ccedil;&atilde;o a ser elaborada e inten&ccedil;&atilde;o de uso (cozinhar ou guardar alimentos).</FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p ALIGN="JUSTIFY"> <FONT face="Verdana" SIZE=2> <b>Agradecimentos&nbsp;</b> </FONT> </p>     <P ALIGN="JUSTIFY"> <FONT face="Verdana" SIZE=2>Os autores agradecem &agrave; Tramontina S.A e &agrave; Oro Preto Art’s pela doa&ccedil;&atilde;o dos utens&iacute;lios testados, e &agrave; Fundi&ccedil;&atilde;o Mineira Ltda. (FUMIL) pelos utens&iacute;lios cedidos e o apoio financeiro, &agrave; Cargill Agr&iacute;cola S.A. e &agrave; Coniexpress S.A. ind&uacute;strias que acreditaram e apoiaram este estudo.</FONT></P> <FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=2>     <p ALIGN="left"><b> <FONT face="Verdana" SIZE=2> Referências </FONT> </b> </FONT> <b><font size="2" face="Verdana">&nbsp;&nbsp;</font></b>&nbsp;</p>      <!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">1. Quintaes KD. Utens&iacute;lios para alimentos e implica&ccedil;&otilde;es nutricionais. Rev Nutr. 2000;13(3):151-6.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470142&pid=S0004-0622200600030001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">2. Park J, Brittin HC.  Increase iron content of food due to stainless steel cookware. J Am Diet Ass. 1997; 97(6):659-61.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470143&pid=S0004-0622200600030001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">3. Agarwal P, Srivastava S, Srivastava M, Prakash S, Ramanamurthy M, Shirivastav R, Dass S. Studies on leaching of Cr and Ni from stainless steel utensils in certain acids and in some Indian drinks.  Sci<FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=1 COLOR="#ff0000">.</FONT> Total Environ. 1997; 199(3):271-5.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470144&pid=S0004-0622200600030001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">4. Park J, Brittin HC. Iron content, sensory evaluation, and consumer acceptance of food cooked in iron utensils. J Food Qual.<B> </B>2000;<B> </B>23(2):205-15.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470145&pid=S0004-0622200600030001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">5. Kuligowski J, Halperin KM. Stainless steel cookware as a significant source of nickel, chromium, and iron.  Arch Environ Contam Toxic. 1992; 23(2):211-5.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470146&pid=S0004-0622200600030001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">6. Quintaes KD. Influ&ecirc;ncia dos utens&iacute;lios culin&aacute;rios nas caracter&iacute;sticas sensoriais dos alimentos. Nutr Brasil. 2005; 4(2):106-10.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470147&pid=S0004-0622200600030001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">7. Adish AA; Esrey SA, Gyorkos TW, Jean-Baptiste J, Rojhani A. Effect of consumption of food cooked in iron pots on iron status and growth of young children: a randomised trial. Lancet. 1999; 353(9154):712-6.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470148&pid=S0004-0622200600030001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">8. Quintaes KD, Farfan JA, Morgano MA, Mantovani DMB. Soapstone (steatite) cookware as a source of minerals. Food Addit Contam. 2002; 19(2):134-43.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470149&pid=S0004-0622200600030001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">9. Quintaes KD, Farfan JA, Tomazini FM, Morgano MA. Migra&ccedil;&atilde;o de minerais de panelas brasileiras de a&ccedil;o inoxid&aacute;vel, ferro fundido e pedra-sab&atilde;o (esteatito) para simulantes de alimentos. Ci&ecirc;ncia Tec Alimen. 2004; 24(3):397-402.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470150&pid=S0004-0622200600030001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">10. Quintaes KD, Farfan JA, Tomazini FM, Morgano MA. Migra&ccedil;&atilde;o de ferro, mangan&ecirc;s e zinco em panelas de ferro fundido e laminado. Nutr Brasil. 2003; 2(4):208-10.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470151&pid=S0004-0622200600030001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">11. Coutsoucos SM, Colli C. Iogurte preparado em panela de ferro: uma alternativa para fortifica&ccedil;&atilde;o de alimentos com ferro. Hig Alimen. 1994; 8(29):14-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470152&pid=S0004-0622200600030001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">12. Flint NG, Packirisamy S. Purity of food cooked in stainless steel utensils. Food Addit Contam. 1997; 14(2):115-26.</font> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470153&pid=S0004-0622200600030001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">13. Trumbo P, Yates AA, Schlicker S, Poss M. Dietary reference intakes: vitamin A, vitamin K, arsenic, boron, chromium, copper, iodine, iron, manganese, molybdenum, nickel, silicon, vanadium, and zinc. J Am Diet Ass. 2001; 101(3):294-301.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470154&pid=S0004-0622200600030001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">14. Cheng XL, Ma HY, Chen SH, Yu R, Chen X, Yao ZM. Corrosion of stainless steel in acid solutions with organic sulfur-contaning compounds. Corros Sci. 1999; 41(4):321-33.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470155&pid=S0004-0622200600030001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">15. Kumar R, Srivastava PK, Srivastava SP. Leaching of heavy metals (Cr, Fe and Ni) from stainless steel utensils in food simulants and food materials. Bull Environ Contam Toxic. 1994; 53(2):259-66.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470156&pid=S0004-0622200600030001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">16. Association of Official Analytical Chemists. Official Methods of Analysis. pp. 912, 915, 931-932. 15<SUP>th</SUP> edn. Washington (DC): AOAC; 1990</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470157&pid=S0004-0622200600030001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">17. Statistical Analysis System. User’s Guide Statistics. Version 6. Cary, NC: SAS Institute; 1989.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470158&pid=S0004-0622200600030001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">18. Cheng YJ, Brittin HC. Iron in food: effect of continued use of iron cookware. J Food Sci. 1991; 56(2):584-5.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470159&pid=S0004-0622200600030001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">19. Brittin HC, Nossaman CE.  Iron content of food cooked in iron utensils.  J Am Diet Ass. 1986; 86(7): 897-901.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470160&pid=S0004-0622200600030001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">20. Roeser H, Roeser U, Shultz-Dobrick B, Tobschall HJ.  Pedra Sab&atilde;o, uma rocha metassom&aacute;tica.  Anais do IV Simp&oacute;sio de Geologia de Minas Gerais; 1987 Sep 13-15; Belo Horizonte, BR. p. 206-308; 1987.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470161&pid=S0004-0622200600030001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">21. Roeser U, Roeser H, Mueller G, Tobschall HJ.  Petrog&ecirc;nese dos esteatitos do sudeste do quadril&aacute;tero ferr&iacute;fero.  Anais do XXXI Congresso Brasileiro de Geologia; 1980 Ago 02-05; Camburi&uacute;, BR. p. 2230-45; 1980.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470162&pid=S0004-0622200600030001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">22. Geerligs P, Brabin BJ, Omari AAA. Food prepare in iron cooking pots as an intervention for reducing iron deficiency anaemia in developing countries: a systematic review. J Hum Nutr Diet. 2003; 16(4):275-81.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470163&pid=S0004-0622200600030001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">23. Bothwell TH. Overview and mechanisms of iron regulation. Nutr Rev. 1995; 53(9): 237-45.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470164&pid=S0004-0622200600030001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">24. Leinz V, Campos JES.  Guia para determina&ccedil;&atilde;o de minerais.  S&atilde;o Paulo: Companhia Editora Nacional; 1968.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470165&pid=S0004-0622200600030001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body>
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