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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The effect of parboiled rice on glycemia in Wistar rats. Starch is an important energy source and can represent more than 60% of the calories of the human diet. The starch fraction resistant to enzymatic digestion is called resistant starch. When rice is parboiled, the starch retrogrades with the formation of type 3- resistant starch (retrograded), which presents beneficial effects on the health, since it acts as a prebiotic. In the present study three types of rice were selected, with high, medium and low amylose contents, with the objective of evaluating the effects of conventional and parboiled rice on glycemia in Wistar rats. The samples with high and medium amylose contents were soaked for 6 h at 65ºC, and the low amylose sample for 7 h at 70ºC. The samples were subsequently autoclaved for 10 minutes at 0.7kgf.cm-2. Six male Wistar rats were used for each treatment. Seven experimental diets were elaborated, formulated according to AIN-93M, the control diet and diets substituting the carbohydrate source with conventional or parboiled rice. Resistant starch was determined in the diets and glycemia monitored using glucose paper strips, the sample being blood obtained from the distal part of the rat’s tail. For the glycemic curve, glycemia was measured in the fasting state and during 90 minutes post-prandial. The results indicated there were no significant differences between the diets formulated with high, medium and low amylose, parboiled or conventionally prepared, with respect to fasting or post-prandial glycemia in Wistar rats.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Arroz]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[   <font FACE="Verdana" COLOR="#231f20">     <p ALIGN="center"><b>Arroz parboilizado efeito na glicemia de ratos </b><i><b> Wistar</b></p> </i></font><font FACE="Verdana" SIZE="2" COLOR="#231f20">     <p ALIGN="center"><b>Elizabete Helbig, Álvaro Renato Guerra Dias, Rafael  Aldrighi Tavares, Manoel Artigas Schirmer, Moacir Cardoso Elias</b></p>     <p align="justify">Universidade Federal de Pelotas – Departamento de Ciência e  Tecnologia Agroindustrial. Pelotas, RS, Brasil</p>     <p align="justify"><b>Resumo</b>.</p>     <p align="justify">O amido é uma importante fonte energética podendo representar  mais de 60% da ingestão calórica na dieta humana. A fração do amido, que é  resistente à digestão enzimática, é denominada de amido resistente. Na  parboilização de arroz ocorre a retrogradação do amido, com a formação do amido  resistente tipo 3 (retrogradado), que apresenta efeitos benéficos à saúde, por  atuar como prébiótico. Neste estudo, três amostras de arroz com alta, média e  baixa amilose foram selecionadas, com o objetivo de avaliar o efeito de arroz  convencional e parboilizado na glicemia de ratos Wistar. As amostras com alta e  média amilose foram encharcadas durante 6h a 65°C e a amostra com baixa amilose  durante 7h a 70°C, posteriormente foram autoclavadas em pressão 0,7 kgf.cm-2  durante 10 minutos. Utilizouse 6 ratos Wistar, machos, adultos por tratamento.  Foram elaboradas 7 dietas experimentais, formuladas de acordo com AIN-93M, dieta  controle e, dietas com substituição da fonte de carboidratos por arroz  convencional e parboilizado. Determinou-se amido resistente nas dietas e a  glicemia foi monitorada por leitura de glicofita, com sangue da parte distal da  cauda do rato. Para a curva glicêmica as medidas de glicemia foram feitas em  jejum, e ao longo de 90 minutos. Os resultados indicam que não foram encontradas  diferenças significativas entre as dietas formuladas com arroz de alta, média e  baixa amilose, parboilizado ou convencional na glicemia de jejum e pós-prandial  de ratos Wistar.</p>     <p align="justify"><b>Palavras-chave</b>: Arroz, amido resistente, amilose,  parboilização, glicemia, rato.</p>     <p align="justify"><b>Summary</b>.</p>     <p align="justify">The effect of parboiled rice on glycemia in Wistar rats.  Starch is an important energy source and can represent more than 60% of the  calories of the human diet. The starch fraction resistant to enzymatic digestion  is called resistant starch. When rice is parboiled, the starch retrogrades with  the formation of type 3- resistant starch (retrograded), which presents  beneficial effects on the health, since it acts as a prebiotic. In the present  study three types of rice were selected, with high, medium and low amylose  contents, with the objective of evaluating the effects of conventional and  parboiled rice on glycemia in Wistar rats. The samples with high and medium  amylose contents were soaked for 6 h at 65ºC, and the low amylose sample for 7 h  at 70ºC. The samples were subsequently autoclaved for 10 minutes at 0.7kgf.cm-2.  Six male Wistar rats were used for each treatment. Seven experimental diets were  elaborated, formulated according to AIN-93M, the control diet and diets  substituting the carbohydrate source with conventional or parboiled rice.  Resistant starch was determined in the diets and glycemia monitored using  glucose paper strips, the sample being blood obtained from the distal part of  the rat’s tail. For the glycemic curve, glycemia was measured in the fasting  state and during 90 minutes post-prandial. The results indicated there were no  significant differences between the diets formulated with high, medium and low  amylose, parboiled or conventionally prepared, with respect to fasting or post-prandial  glycemia in Wistar rats.</p>     <p align="justify"><b>Keywords</b>: Rice, resistant starch, amylose, parboiling,  glycemia, rats.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><b>Recibido</b>: 20-09-2007 <b>Aceptado</b>: 22-02-2008</p>     <p align="justify"><b>INTRODUÇÃO</b></p>     <p align="justify">Os carboidratos têm um papel fisiológico essencial para o  organismo. A taxa de digestão e absorção pode ser determinada pelo controle  metabólico, sendo de grande interesse a utilização biológica dos carboidratos na  alimentação humana, especialmente o amido e seu efeito na resposta glicêmica  (1). A baixa digestão e absorção de carboidratos são favoráveis na manutenção de  desordens metabólicas tais como no diabetes e na hiperlipidemia. Neste contexto,  o tratamento de diabetes não-insulino-dependente e a variabilidade na  digestibilidade do amido de arroz tem particular interesse (2,3). O arroz é um  dos cereais mais cultivados, e um dos principais alimentos energéticos da dieta  da população brasileira, sendo consumido preferencialmente na forma de grãos  brancos polidos, obtidos por processo convencional de industrialização,  apresentando limitado conteúdo de fibra alimentar. O consumo de arroz  parboilizado tem crescido substancialmente nos últimos anos, passando de 12%  para aproximadamente 25% em duas décadas (1986 – 2006). O arroz parboilizado em  relação ao branco polido apresenta vantagens nutricionais de suma importância,  como o aumento de minerais, vitaminas e de substâncias com ação semelhante a das  fibras, denominadas de amido resistente (AR), que atua na manutenção da glicemia  (4).</p>     <p align="justify">Para Freitas (5), várias diferenças no índice glicêmico (IG)  e na digestibilidade do amido tem sido encontradas em diferentes fontes de amido  e dentro da mesma planta. De acordo com Hu et al. (6), o índice glicêmico (IG) e  o conteúdo de amido resistente (AR) são dois importantes indicadores da  digestibilidade do amido. Do ponto de vista nutricional, uma baixa resposta  glicêmica é considerada benéfica, especialmente para os indivíduos com  intolerância à glicose. O arroz é conhecido como de alto índice glicêmico quando  comparado a outros alimentos fontes de amido. Entretanto, na literatura existe  discordância de valores de índice glicêmico de arroz. Jenkins et al. (7)  encontraram índice glicêmico de 96 para arroz integral e 83 para o branco, já  para Miller et al. (8) os valores encontrados variaram de 64 a 93. Segundo  Walter et al. (9) o arroz parboilizado apresenta menor índice glicêmico quando  comparado ao arroz branco polido.</p>     <p align="justify">Apesar de o arroz ser um alimento secular, alguns aspectos  nutricionais ainda não são conclusivos. Os carboidratos presentes no arroz não  teriam apenas caráter energético, mas também complexas funções fisiológicas.  Considerando-se o aumento do consumo de arroz parboilizado e a importância da  fração amido resistente na saúde, a pesquisa foi conduzida com três amostras de  arroz de diferente teor de amilose, objetivando avaliar a influência do teor de  amilose e do processo de parboilização de arroz na resposta glicêmica em ratos  Wistar.</p>     <p align="justify"><b>MATERIAIS E MÉTODOS</b></p>     <p align="justify">Para o estudo foi utilizado arroz (Oryza sativa L.) com alto  (31,57%), médio (21,84%) e baixo (6,31%) teor de amilose.</p>     <p align="justify">Foram utilizados ratos adultos machos, da linhagem Wistar,  com peso médio de 317,89 ± 17,27g, provenientes do Biotério da Universidade  Federal de Pelotas, RS.</p>     <p align="justify"><b>Procedimentos experimentais</b></p>     <p align="justify">A parboilização foi realizada de acordo com Elias (10),  empregando-se temperatura e tempos de encharcamento de 6 horas, a 65°C para alto  e médio teor de amilose, enquanto no de baixo teor de amilose foram 7 horas a 70ºC.  Utilizou-se 0,7 kgf.cm-2 como pressão de autoclavagem (Autoclave Vertical –  Marca Bio Eng – Modelo A50) durante 10 minutos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">Antes do descascamento e após a autoclavagem as amostras  foram secas em estufa com circulação forçada de ar (Marca – Nova Ética). O  armazenamento foi feito em sala climatizada a 20ºC, até o momento da  determinação do teor de amido resistente e da cocção para elaboração das dietas  experimentais. As amostras aguardaram três dias para a completa estabilização da  umidade. O polimento foi previamente definido por calibração em branquímetro de  amostras comerciais. O polimento e o descascamento foram realizados em engenho  de provas Suzuki, previamente regulado para cada grupo de amostras.</p>     <p align="justify">A cocção do arroz foi realizada segundo método proposto por  Gularte (11). Para a cocção das amostras, foram utilizados recipientes de  alumínio com tampa, aquecidos em chapa com termostato, com água equivalente à  relação água/arroz de 2,3:1 (v/v) para o arroz parboilizado e 2,0:1 (v/v) para o  arroz convencional.</p>     <p align="justify">Após a cocção, os grãos foram transferidos para peneiras de  polietileno e secos em estufa com circulação forçada de ar durante 24 horas em  temperatura de 60ºC.</p>     <p align="justify"><b>Ensaio biológico</b></p>     <p align="justify">Na <a href="#tab1">Tabela 1</a> são apresentadas as dietas  experimentais utilizadas no ensaio biológico, que foram elaboradas conforme a  formulação da AIN-93M (12) para ratos em manutenção de peso, isocalóricas e  isoprotéicas, utilizando-se as amostras de arroz parboilizado polido e branco  polido (convencional) como fonte de carboidratos complexos, para a fibra foi  considerada somente a fração existente no arroz e o seu respectivo teor de amido  resistente. Dietas experimentais: - alta amilose convencional (AAC); - alta  amilose parboilizado (AAP); - média amilose convencional (MAC); - média amilose  parboilizado (MAP); - baixa amilose convencional (BAC); - baixa amilose  parboilizado (BAP) e; - dieta controle (DC).</p>     <p align="center"><a name="tab1"> <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v58n2/art06tab1.gif" width="580" height="496"></a></p>     
<p align="justify">O ensaio biológico foi conduzido no Laboratório de Nutrição  Experimental da Faculdade de Nutrição da UFPel, constou de 42 ratos que foram  sorteados aleatoriamente para comporem os sete grupos experimentais com seis  animais cada um. Os animais permaneceram em gaiolas metabólicas, sob condições  controladas de temperatura e umidade relativa, respectivamente (23 ± 1ºC e 50 a  60%), fotoperíodo de 12 horas, com água e ração oferecidas “ad libitum”. A  seqüência experimental foi dividida em dois períodos: adaptação, sete dias e  tratamento, vinte e oito dias. Os animais foram pesados no início do tratamento  (1º dia), no meio (14º dia) e no final do experimento (28º dia), sendo o consumo  de dieta monitorado diariamente.</p>     <p align="justify">O ensaio biológico foi aprovado pela Comissão de Ética na  Experimentação Animal (CEEA-UFPel), em reunião realizada no dia 08/07/2005, Ata  03/2005.</p>     <p align="justify"><b>Avaliações</b></p>     <p align="justify">A composição centesimal foi determinada nas amostras de arroz  branco polido, parboilizado polido e nas dietas experimentais, segundo os  respectivos procedimentos: Umidade: Pearson (13); Proteínas: AOAC (14),  utilizando 5,95 como fator de conversão de nitrogênio para proteína; Lipídeos:  Bligh &amp; Dyer (15); Cinzas: Lees (16); Fibra Bruta: Angelucci et al. (17);  Carboidratos: por diferença, usando a fórmula: 100 – (proteína bruta + lipídeos  totais + fibra bruta + cinzas + umidade).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">Para a determinação do teor de amilose nas amostras foi  utilizado o método proposto por Martinez y Cuevas (18).</p>     <p align="justify">As amostras de arroz foram descascadas e polidas em engenho  de provas Zacaria, e posteriormente foram moídas em moinho Perten e peneiradas  em malha de 60 mesh. Amostras de 100mg foram transferidas para balões de 100 mL,  acrescentado 1 mL de álcool etílico 96%GL e 9 mL de solução 1N de NaOH. Os  balões foram colocados em banhomaria por 10 minutos a 100ºC, seguidos de  resfriamento durante 30 minutos, até a temperatura ambiente de 20ºC,  ajustando-se o volume com água. Foi retirada uma alíquota de 5 mL e transferida  para balão de 100 mL, sendo acrescido 1 mL de ácido acético 1N e 2 mL de solução  de iodo 2% (p/v) recém preparada sendo ajustado o volume do balão com água.</p>     <p align="justify">Para a curva padrão foram utilizados 40mg de amilose pura  submetida ao mesmo procedimento das amostras de arroz. Do balão, alíquotas de 1,  2, 3, 4, e 5 mL foram retiradas e acrescidas de 0,2; 0,4; 0,6; 0,8 e 1 mL de  ácido acético e de 0,4; 0,8; 1,2; 1,6 e 2 mL de iodo, respectivamente,  completando o volume de cada balão com água destilada.</p>     <p align="justify">A leitura foi realizada a 610 nm e os resultados de  absorbância (A) multiplicados por fator de correção (FC) obtido pela média dos  valores lidos com as amostras de amilose pura. O teor de amilose das amostras  foi obtido pela fórmula: % Amilose = A x FC</p>     <p align="justify">O amido resistente foi determinado através do método proposto  por Goñi et al. (19). As amostras de arroz foram incubadas com pepsina (40ºC;  1h; pH 1,5) e á-amilase (37ºC; 16h; pH 6,9), sendo centrifugadas a 3000 rpm  durante 15 minutos e descartado o sobrenadante. Os resíduos foram tratados com  KOH (2M) e incubados com amiloglicosidase (60ºC; 30 min; pH 4,75), sendo  retirada uma alíquota de 1mL do sobrenadante e determinado o teor de glicose  livre pelo método enzimático (glicose oxidase/peroxidase/ABTS). Todas as  avaliações químicas foram realizadas em triplicatas.</p>     <p align="justify">Os níveis de glicemia foram monitorados por leitura de  glicofita (ACCU-CHEK® Advantage II), contendo sangue obtido por punção da parte  distal da cauda do rato. A leitura foi realizada em glicosímetro específico (ACCU-CHEK®  Advantage II - Roche), expressando-se os valores da glicemia em miligramas por  decilitro (mg.dL-1). Foram realizadas três medidas de glicemia de jejum, no  início (1º dia), no meio (14º dia) e no fim (28º dia) do experimento. Para a  obtenção da curva glicêmica as medidas de glicemia foram feitas em jejum e após  o consumo de 20g da dieta, coletando-se sangue em 30, 60 e 90 minutos para  monitoramento da glicemia pósprandial. O QEA foi avaliado pela razão entre o  ganho de peso e o consumo alimentar durante o experimento (20).</p>     <p align="justify"><b>Estatística</b></p>     <p align="justify">Para a avaliação estatística foi utilizada a análise de  variância ANOVA, seguida do teste de Tukey, de comparação de médias,  considerando como nível de significância estatística o limite de 95% (p&lt;0,05).</p>     <p align="justify"><b>RESULTADOS</b></p>     <p align="justify">No estudo do efeito do processamento de arroz com alto, médio  e baixo teor de amilose nos níveis glicêmicos de 42 ratos Wistar machos,  adultos, foram formuladas dietas experimentais com variação no amido resistente  resultantes do processo de parboilização. N a <a href="#tab2">Tabela 2</a> são  apresentados os valores de ganho de peso, consumo alimentar e quociente de  eficiência alimentar (QEA).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="tab2"> <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v58n2/art06tab2.gif" width="580" height="361"></a></p>     
<p align="justify">Observa-se que os animais apresentaram diferença no ganho de  peso, sendo os menores valores encontrados para o arroz convencional de alta  amilose (29,30 gramas) e de baixa amilose (29,61 gramas), no entanto não houve  diferença estatística quando comparados ao controle (34,10 gramas).</p>     <p align="justify">O QEA é um método de avaliação da eficiência alimentar,  determina o valor nutritivo da dieta, conferindo ao animal um crescimento  adequado, manutenção de peso e um bom estado nutricional. O amido resistente nas  diferentes dietas, não alterou a eficiência das mesmas quando comparadas ao  controle.</p>     <p align="justify">Nas <a href="#tab3">Tabelas 3</a> e <a href="#tab4">4</a> são  apresentados os teores de amido resistente nas dietas e os níveis de glicemia de  jejum e pósprandial dos animais.</p>     <p align="center"><a name="tab3"> <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v58n2/art06tab3.gif" width="580" height="347"></a></p>     
<p align="center"><a name="tab4"> <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v58n2/art06tab4.gif" width="580" height="340"></a></p>     
<p align="justify">Os maiores teores de amido resistente foram observados nas  dietas elaboradas com arroz de médio teor de amilose, tanto convencional quanto  parboilizado, e no arroz de baixa amilose parboilizado.</p>     <p align="justify">Os níveis glicêmicos dos ratos mantiveram-se na faixa de  normalidade, demonstrando que independente do tipo de processo a que foi  submetido o arroz e do teor de amilose, este alimento foi capaz de manter a  glicemia, e ao longo de 90 minutos comportou-se igual ao controle. Observa-se  que o teor de amido resistente não interferiu na glicemia.</p>     <p align="justify"><b>DISCUSSÃO</b></p>     <p align="justify">Ganho de peso e consumo de dieta Para o ganho de peso, não  houve diferença em comparação com o grupo controle. Quanto ao consumo de dieta,  os animais dos grupos alimentados com arroz de médio teor de amilose, obtidos  por beneficiamento convencional e parboilizado, apresentaram o maior e o menor  consumo, respectivamente, diferindo do grupo controle.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">O Quociente de Eficiência Alimentar (QEA) não diferiu  significativamente entre as dietas experimentais contendo arroz e o controle,  indicando que a presença de carboidratos não digeríveis nas dietas experimentais  não alterou a eficiência das mesmas. Estes resultados estão em concordância com  Walter et al. (9), que utilizaram dietas suplementadas com amido resistente em  ratos. Os resultados para ganho de peso e QEA apresentaram valores baixos para  as dietas, indicando que os animais encontravam-se em manutenção de peso em  função da idade, e o arroz não modificou a eficiência alimentar destas dietas.</p>     <p align="justify">Glicemia de Jejum e Curva Glicêmica</p>     <p align="justify">O amido resistente desempenha várias funções benéficas ao  organismo e também possui valor energético. Esta energia é utilizada na  fermentação pela microflora do cólon produzindo ácidos e derivados de ácidos  orgânicos de cadeia curta como acetato, butirato e propionato (21,22). Estes  compostos atuam na redução da hipercolesterolemia, da hiperlipoproteinemia e na  prevenção de câncer de cólon pela proteção e importante função no crescimento da  mucosa colônica (23).</p>     <p align="justify">Os teores de amido resistente nas dietas experimentais  apresentaram diferença significativa em relação ao controle. Os maiores valores  foram para o arroz parboilizado em todos os níveis de amilose, 2,41% para média  amilose; 2,23% para baixa amilose e 2,10% para alta amilose. Os menores valores  foram 1,71% para arroz de alta amilose convencional e 1,49% para a dieta  controle.</p>     <p align="justify">Verifica-se que as dietas experimentais mantiveram normais os  níveis de glicemia nos ratos, não apresentando diferença estatística entre os  grupos nos três tempos avaliados, indicando que os diferentes níveis de amido  resistente presente nas dietas não foram suficientemente capazes de promover uma  resposta glicêmica significativa.</p>     <p align="justify">Estudos com humanos descrevem variabilidade nas respostas  glicêmicas e/ou insulinêmicas na ingestão de amido resistente. Em geral, é  aceito que o consumo de amido resistente reduz as concentrações pós-prandiais de  glicose e de insulina. Alguns grupos de pesquisadores (24,25) reportam um  decréscimo na glicemia pós-prandial ou resposta insulinêmica associada à  ingestão de amido resistente em comparação ao amido digerível consumido,  enquanto outros pesquisadores não encontraram mudanças (7,21).</p>     <p align="justify">Segundo Raben (24) e Hoebler (26), o conteúdo de lipídeos da  dieta tem significante impacto na resposta glicêmica da alimentação. Em estudos  de dietas com e sem lipídeos com variações no conteúdo de amido resistente  resultaram em dificuldade de interpretação dos dados. Também a fonte do amido  resistente pode influenciar na resposta glicêmica/insulinêmica, devido as suas  diferente propriedades físicoquímicas (22). O amido resistente não apresentou  efeito na curva glicêmica ao longo 90 minutos em ratos, provavelmente pela  pequena quantidade presente nas dietas, indicando que o teor de amilose, bem  como o tipo de processamento (convencional ou parboilização) tem o mesmo  comportamento na glicemia. Segundo Englyst et al. (27) os carboidratos de baixa  ou lenta digestão, e os classificados como amido resistente, são digeridos ou  não, lentamente no intestino delgado e, como resultado reduzem a glicemia pós-prandial.  Os alimentos de baixo índice glicêmico são resultantes de muitos fatores  incluindo a forma e a natureza do amido. É evidente que as baixas absorção e  digestão de carboidratos da dieta são favoráveis na manutenção de desordens  metabólicas decorrentes de diabetes e hiperlipidemias (2,28).</p>     <p align="justify">Segundo alguns estudos (29,30) ocorre uma melhora do controle  glicêmico após a administração de diferentes fontes de fibras. Embora os  resultados destes trabalhos não sejam coincidentes em todos os estudos,  constatou-se que a fibra solúvel e o amido resistente proporcionam em maior ou  menor grau, uma alternativa efetiva e benéfica para o controle dos níveis de  glicemia de jejum e pós-prandial. Para Higgins (22), estas evidências estão  associadas à relação dose-resposta na ingestão de amido resistente na glicemia  pós-prandial, insulinemia, oxidação lipídica e armazenamento de lipídeos.</p>     <p align="justify">Os efeitos do amido resistente sobre a resposta glicêmica  ainda são conflitantes, embora se tenha o conceito de amido resistente e o  conhecimento dos diferentes graus de digestibilidade do amido. Caruso e Menezes  (31) demonstraram que cornflakes produziram elevada resposta glicêmica, embora  contenham elevado teor de amido resistente e amido rapidamente digerível.</p>     <p align="justify">Conforme os resultados apresentados (<a href="#tab3">Tabelas  3</a> e <a href="#tab4">4</a>), observa-se que o teor de amilose não interferiu  na resposta glicêmica, contrariando Caruso e Menezes (31) que sugerem ser o  elevado teor de amilopectina responsável pelo aumento da glicemia, onde a  digestão ocorre mais rapidamente devido às ramificações do glicano que contribui  para aumentar a superfície exposta à hidrólise enzimática. Para os alimentos  ricos em amilose, a resposta glicêmica poderá ser menor em decorrência da  formação de complexos entre essa e ácidos orgânicos, lipídios e fatores  antinutricionais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">Embora evidentes, os avanços nas pesquisas sobre o efeito do  amido resistente na saúde humana, principalmente no metabolismo de carboidratos,  ainda existe necessidade de continuar as pesquisas sobre este assunto, para  obter correlações seguras entre os valores determinados in vitro com aqueles  observados in vivo, em animais de experimentação, e assim extrapolar para seres  humanos. No presente estudo, os resultados obtidos em ratos Wistar devem ser  considerados haja vista a similaridade metabólica de roedores e humanos.</p>     <p align="justify"><b>CONCLUSÕES</b></p>     <p align="justify">Conclui-se que o teor de amilose e o processo de  parboilização do arroz não interferem no ganho de peso, no consumo de dieta e no  quociente de eficiência alimentar. A glicemia de jejum e ao longo de 90 minutos  não é afetada pelo teor de amilose e nem pelo processo de beneficiamento  industrial do arroz. Desta forma, a utilização de arroz como fonte de  carboidratos na dieta é capaz de manter em níveis normais as concentrações  sangüíneas de glicose.</p>     <p align="justify"><b>AGRADECIMENTOS</b></p>     <p align="justify">Os autores agradecem a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento  de Pessoal de Nível Superior) pela bolsa de doutorado e, ao CNPq (Conselho  Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), pelo financiamento do  projeto de pesquisa, ao IRGA (Instituto Rio- Grandense do Arroz), Granja Quatro  Irmãos, do grupo JOSAPAR (Joaquim Oliveira Participações Ltda.) e Indústria  Comércio e Representações Líder Ltda. pela doação das amostras de arroz.</p>     <p align="justify"><b>REFERÊNCIAS</b></p>     <!-- ref --><p align="justify">1. Jenkins DJ, Kendall CW, Augustin LS, Franceschi S, Hamidi  M, Marchie A, Jenkins AL, Axelsen M. Glycemic index: overview of implications in  health and disease. Am J Clin Nutr 2002;76:266-273.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486612&pid=S0004-0622200800020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">2. Wolever TMS, Mchling C. High-carbohydrate-low-glycemicindex  dietary advice improves glucose disposition index in subjects with impaired  glucose tolerance. Br J Nutr 2002;87:477-487.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486613&pid=S0004-0622200800020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">3. Urooj A &amp; Puttaraj S. Glycaemic responses to cereal-based  Indian food preparations in patients with non-insulin-dependent diabetes  mellitus and normal subjects. Br J Nutr 2002;83:483?488.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486614&pid=S0004-0622200800020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">4. Amato GW, Elias MC. Parboilização do arroz. Ed., Porto  Alegre: Ricardo Lenz, 2005.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486615&pid=S0004-0622200800020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">5. Freitas MCJ. Amido resistente: propriedades funcionais.  Rev Nutr Br 2002;1:40-48.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486616&pid=S0004-0622200800020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">6. Hu P, Zhao H, Duan Z, Linlin Z, Wu D. Starch digestibility  and the estimated glycemic score of different types of rice differing in amylose  contents. J Cereal Sci 2004;4:231-237.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486617&pid=S0004-0622200800020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">7. Jenkins DJ, Vuksan V, Kendall CW, Wursch P, Jeffcoat R, Waring S, Mehling CC, Vidgen E, Augustin LS, Wong E. Physiological effects of  resistant starches on fecal bulk, short chain fatty acids, blood lipids and  glycemic index. J Am Coll Nutr 1998;17:609-616.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486618&pid=S0004-0622200800020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">8. Miller JB, Pang E, Bramall L. Rice: a high or low glycemic  index food? Am J Clin Nutr 1992;34:1034-1036.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486619&pid=S0004-0622200800020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">9. Walter M, Silva LP, Perdomo DMX. Resposta biológica de  ratos ao amido resistente. Rev Inst Adolfo Lutz 2005;64(2):252- 257.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486620&pid=S0004-0622200800020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">10. Elias MC. Espera para secagem e tempo de armazenamento na  qualidade de arroz para semente e indústria. 1998. 164f. Tese (Doutorado em  Ciência e Tecnologia de Sementes) - Faculdade de Agronomia, Universidade Federal  de Pelotas, Pelotas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486621&pid=S0004-0622200800020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">11. Gularte MA. Metodologia analítica e características  tecnológicas e de consumo na qualidade do arroz. 2005. 95f. Tese (Doutorado em  Ciência e Tecnologia de Alimentos) - Faculdade de Agronomia, Universidade  Federal de Pelotas, Pelotas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486622&pid=S0004-0622200800020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">12. Reeves PG, Nielsen FH, Fahey Jr, GC. AIN-93 purified  diets for laboratory rodents; final report of the American Institute of  Nutrition ad hoc writing committee and the reformulation of the AIN-76A rodent  diet. J Nutr 1993;123(11):1939-1951.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486623&pid=S0004-0622200800020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">13. Pearson D. Técnicas de laboratório para el analisis de  alimentos. Zargoza: Acribia. 1976.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486624&pid=S0004-0622200800020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">14. AOAC. Official Methods of Analysis International. 16 ed.,  Washington DC: Cunniff, 1995.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486625&pid=S0004-0622200800020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">15. Bligh EG &amp; Dyer WJ. A rapid method of total lipid  extraction and purification. Can J Biochem Physiol 1959;37:911-917.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486626&pid=S0004-0622200800020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> 16. Lees R.  Manual de análises de alimentos. Zaragoza: Acribia. 1979.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486627&pid=S0004-0622200800020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">17. Angelucci E, Carvalho CRL, Carvalho PRN, Figueiredo IB,  Mantovani DMB, Moraes RM. Manual técnico de análises de alimentos. Campinas:  Instituto de Tecnologia de Alimentos. 1987.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486628&pid=S0004-0622200800020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">18. Martinez CY, Cuevas F. Evaluación de la calidad culinaria  y molinera del arroz. Guia del estudio. Cali: CIAT. 1989.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486629&pid=S0004-0622200800020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">19. Goñi I, Garcia-Diaz L, Mañas E, Saura-Calixto F. Analysis  of resistant starch: A method for foods and food products. Food Chem  1996;56(4):445-449.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486630&pid=S0004-0622200800020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">20. Pellet PL, Young VR. Nutritional evaluation of protein  foods. Tokyo: The United Nations University. 1980.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486631&pid=S0004-0622200800020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">21. Behall KM, Scholfield DJ. Effect of starch structure on  glucose and insulin responses in adults. Am J Clin Nutr 1988;47:428-432.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486632&pid=S0004-0622200800020000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">22. Higgins JA, Higbee DR, Donahoo WT, Brown IL, Beel ML,  Bessesen DH. Resistant starch consumption promotes lipid oxidation. Nutr Metab  2004;1(8):1-11.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486633&pid=S0004-0622200800020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">23. Roberfroid MB. Conceppts in functional foods: the case of  inulin and oligofructose. J Nutr 1999;129(7):1398-1401.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486634&pid=S0004-0622200800020000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">24. Raben A. Resistant starch the effect on postprandial  glycemia, hormonal response, and satiety. Eur J Clin Nutr 1994;48:151- 163.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486635&pid=S0004-0622200800020000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">25. Heijnen ML, Van Amelsvoort JM, Weststrate JA. Interaction  between physical structure and amylase: amylopectin ratio of foods on  postprandial glucose and insulin responses in healthy subjects. Eur J Clin Nutr  1995;49:446-457.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486636&pid=S0004-0622200800020000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">26. Hoebler C, Karinthi A, Chiron H, Champ M &amp; Barry JL.  Bioavailability of starch in bread rich in amylose: metabolic responses in  healthy subjects and starch structure. Eur J Clin Nutr 1999;53:360-366.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486637&pid=S0004-0622200800020000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">27. Englyst HN, Hudson GJ. The classification and measurement  of dietary carbohydrates. Food Chem 1996;57(1):15-21.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486638&pid=S0004-0622200800020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">28. Asp NG. Nutritional classification and analysis of food  carbohydrates. Am J Clin Nutr 1994;59:6795-6815.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486639&pid=S0004-0622200800020000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">29. Lajolo FM, Menezes EW. Dietary fiber and resistant starch  intake in Brazil: recomendations and actual consumption patterns. In: Dietary  Fiber. New York: Ed. Handbook, 2001.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486640&pid=S0004-0622200800020000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">30. Parks EJ. Dietary carbohydrates effects on lipogenesis  and the relationship of lipogenesis to bood insulin and glucose concentrations.  Brit J Nutr 2002;87(2):247-253.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486641&pid=S0004-0622200800020000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">31. Caruso L, Menezes EW. Índice glicêmico dos alimentos.  Nutrire 2000;19/20:49-63.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=486642&pid=S0004-0622200800020000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body>
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