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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Caracterização química do fruto jabuticaba (Myrciaria cauliflora Berg) e de suas frações]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Jabuticaba, Myrciaria cauliflora Berg, is a native Brazilian fruit; very little is known about the chemistry of its components, specially the bioactives compounds. The purpose of this paper was to determine the centesimal composition and some bioactives compounds of the whole fruit and fractions of two varieties of jabuticaba (Paulista and Sabará). The experiment was conducted in a completely randomized design on a 4 x 2 x 3 factorial scheme (4 factors: whole fruit, skin, pulp and seed; 2 varieties: Paulista e Sabará, and 3 replicates). The fruits were sampled, selected, weighted, sanitized and fractionated into whole fruit, skin, pulp and seed that were grinded, frozen and lyophilized to a constant weight. Protein contents and of ether extract were low for all fractions. The ash contents indicate elevated levels of minerals, specially on the Sabará variety. The content of alimentary fibers differed widely among fractions, with no differences between varieties. The skin fractions presented the highest levels of fiber, 33.80 g/100g on Paulista and 33.23 g/100g on Sabará, most of it was insoluble fibers. The greatest amount of non nitrogen extract was found in the pulp fraction, while the lowest was found in the skin, with no differences between varieties. Regarding bioactives compounds, only polyphenols were presented at considerable levels in all the fractions but the pulp one, showing the need for better characterization before using the fruit in the food industry.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><font face="Verdana"><b>Caracterização química do fruto  jabuticaba (<i>Myrciaria cauliflora</i> Berg) e de suas frações</b></font></p>     <p align="center"><b><font size="2" face="Verdana">Annete de Jesus Boari Lima,  Angelita Duarte Corrêa, Ana Paula Carvalho Alves, Celeste Maria Patto Abreu, Ana  Maria Dantas-Barros</font></b></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana">Departamento de Química,  Universidade Federal de Lavras, Departamento de Produtos Farmacêuticos,  Faculdade de Farmácia. Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil</font></p> <font size="2" face="Verdana">     <p align="justify"><b>RESUMO</b></p>     <p align="justify">A jabuticaba (<i>Myrciaria cauliflora</i> Berg) é uma fruta  nativa brasileira e pouco se conhece sobre os constituintes químicos nas  diversas partes do fruto, principalmente, em relação aos compostos bioativos.  Este trabalho teve por objetivo determinar a composição centesimal e alguns  compostos bioativos no fruto inteiro e nas frações da jabuticaba de duas  variedades (Paulista e Sabará). O experimento foi conduzido em delineamento  inteiramente casualizado em esquema fatorial 4 x 2 x 3, sendo 4 fatores, fruto  inteiro, casca, polpa e semente; 2 variedades de jabuticabas e 3 repetições. Os  frutos foram colhidos, selecionados, pesados, sanitizados, separados em fruto  inteiro, casca, polpa e semente, que foram triturados, congelados e liofilizados  até peso constante. Os teores de proteína bruta e extrato etéreo foram baixos.  Os teores de cinzas não variaram entre as frações, exceto para as cascas da  variedade Sabará que apresentaram os maiores teores. As fibras alimentares  apresentaram diferença significativa entre as frações, não variando entre as  duas variedades. As cascas apresentaram os maiores teores: 33,80 g/100g na  Paulista e 33,23 g/100g na Sabará, sendo o maior percentual de fibras insolúveis.  O maior teor de extrato não nitrogenado foi encontrado na polpa e o menor na  casca, não se diferenciando entre as variedades. Quanto aos compostos bioativos,  foram analisados saponinas, ácido oxálico, inibidor de tripsina, polifenóis e  lectinas. Destes apenas os polifenóis nas frações casca apresentaram níveis  elevados, necessitando de caracterizá-los, a fim de se verificar se o fruto é  seguro para ser usado na indústria alimentícia.</p>     <p align="justify"><b>Palavras chave:</b> Jabuticaba, <i>Myrciaria cauliflora</i>,  frações do fruto, nutrientes, compostos bioativos.</p>     <p align="center"><b>Chemical characterization of the jabuticaba fruits (<i>Myrciaria  cauliflora</i> Berg) and their fractions.</b></p>     <p align="justify"><b>SUMMARY</b></p>     <p align="justify">Jabuticaba, <i>Myrciaria cauliflora</i> Berg, is a native  Brazilian fruit; very little is known about the chemistry of its components,  specially the bioactives compounds. The purpose of this paper was to determine  the centesimal composition and some bioactives compounds of the whole fruit and  fractions of two varieties of jabuticaba (Paulista and Sabará). The experiment  was conducted in a completely randomized design on a 4 x 2 x 3 factorial scheme  (4 factors: whole fruit, skin, pulp and seed; 2 varieties: Paulista e Sabará,  and 3 replicates). The fruits were sampled, selected, weighted, sanitized and  fractionated into whole fruit, skin, pulp and seed that were grinded, frozen and  lyophilized to a constant weight. Protein contents and of ether extract were low  for all fractions. The ash contents indicate elevated levels of minerals,  specially on the Sabará variety. The content of alimentary fibers differed  widely among fractions, with no differences between varieties. The skin  fractions presented the highest levels of fiber, 33.80 g/100g on Paulista and  33.23 g/100g on Sabará, most of it was insoluble fibers. The greatest amount of  non nitrogen extract was found in the pulp fraction, while the lowest was found  in the skin, with no differences between varieties. Regarding bioactives  compounds, only polyphenols were presented at considerable levels in all the  fractions but the pulp one, showing the need for better characterization before  using the fruit in the food industry.</p>     <p align="justify"><b>Key words:</b> Jabuticaba, <i>Myrciaria cauliflora</i>,  fruit fractions,nutrient, bioatives compounds.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">Recibido: 05/05/2008 Aceptado: 11/11/2008</p>     <p align="justify"><b>INTRODUÇÃO</b></p>     <p align="justify">A jabuticabeira (<i>Myrciaria cauliflora </i>Berg) é uma  árvore frutífera pertencente à família Myrtaceae, de ocorrência espontânea em  grande parte do Brasil. Seus frutos são tipo baga globosa de até 3 cm de  diâmetro, com casca avermelhada quase preta, polpa esbranquiçada mucilaginosa,  agridoce, muito saborosa, apresenta comumente uma única semente, mas podendo  apresentar até 4 sementes.</p>     <p align="justify">A espécie mais difundida no Brasil é a <i>M. cauliflora</i>,  sendo as principais variedades: a) jabuticaba Sabará, a mais apreciada e doce  das jabuticabas e a mais intensamente plantada. Apresenta crescimento médio, mas  muito produtiva. Fruto miúdo, de epicarpo fino quase preto e muito saboroso, com  maturação precoce; b) jabuticaba Paulista, de maior porte do que a anterior e de  grande produção. Fruto grande e coriáceo, com maturação mais tardia (1).</p>     <p align="justify">A jabuticaba pode ser consumida ao natural ou em geléias. A  polpa fermentada produz licor, vinho e vinagre. A casca é adstringente, útil  contra diarréia e irritações da pele. Também tem indicações na medicina popular  como antiasmáticas, na inflamação dos intestinos e hemoptise (2).</p>     <p align="justify">A jabuticaba, embora popular em todo o País, não chega a ter  valor comercial muito alto, por ser muito perecível, mas tem sua venda  assegurada. Apesar de ser grande a produção de um único pé, depois de colhida, a  fruta tem uma vida útil de até três dias, o que prejudica a sua comercialização.</p>     <p align="justify">Na fabricação de geléias dessa fruta, normalmente as cascas e  sementes são desprezados. Estes juntos representam aproximadamente 50% da fruta.  Um maior aproveitamento dessas frações agregaria mais valor a essa fruta.  Tomando como exemplo a uva que tem óleo muito apreciado na indústria cosmética,  extraído de suas pequenas sementes, a semente da jabuticaba também deveria ser  analisada. As cascas ricas em pigmentos, talvez possam ser utilizadas na  indústria alimentícia como corante. Escassos estudos são encontrados na  literatura quanto aos constituintes químicos, sobretudo os compostos bioativos,  principalmente em relação às frações da fruta, sendo estas em publicações de  abrangência local (3,4).</p>     <p align="justify">Compostos bioativos que agem como substâncias antinutritivas  são aquelas que de alguma forma provocam a destruição de nutrientes essenciais  ou prejudicam o organismo, alterando a digestão, a absorção e o metabolismo (5).  Podem estar presentes naturalmente em alimentos crus e nos inadequadamente  processados, como os inibidores de tripsina, lectinas, bociogênicos, ácido  oxálico, etc, e mesmo presentes em alimentos cozidos e inadequadamente  processados, como os nitratos, fitatos, estrogênicos e outros.</p>     <p align="justify">Neste trabalho objetivou-se determinar a composição  centesimal e alguns compostos bioativos no fruto inteiro e nas frações casca,  polpa e sementes de duas variedades de jabuticaba, com a finalidade de assegurar  o seu uso em preparações dietéticas, produtos industrializados e formulações de  novos produtos, promovendo um maior aproveitamento desta fruta, agregando-lhe  valor.</p>     <p align="justify"><b>MATERIAL E METODOS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><b>Amostras</b></p>     <p align="justify">Os frutos maduros de jabuticaba, de duas variedades Paulista  e Sabará, foram colhidos pela manhã, na fazenda São José do Ismeril, município  de Coqueiral, MG/Brasil. Foram selecionados, lavados, higienizados com  hipoclorito de sódio (200mg/L) por imersão de 10 minutos, pesados e separados em  fruto inteiro e em frações (casca, polpa e semente) e cada uma dessas partes  foram pesadas e separadas para se obter três repetições. A parte destinada à  análise de frutos inteiros foi triturada em liquidificador por 2 minutos,  congelada em porções de peso conhecido e liofilizadas até peso constante.</p>     <p align="justify">Os frutos foram esmagados sobre uma peneira grossa  separando-se as cascas, sementes e polpa que foram embaladas, pesadas,  congeladas e liofilizadas até peso constante.</p>     <p align="justify">O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente  casualizado em esquema fatorial 4 x 2 x 3, sendo 4, os fatores fruto inteiro,  casca, polpa e semente, 2 variedades de jabuticabas com 3 repetições. A análise  estatística foi feita empregando-se o programa Sisvar (6), sendo as médias  comparadas pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade.</p>     <p align="justify">Análises</p>     <p align="justify"><b>Composição centesimal</b></p>     <p align="justify">Os teores de lipídeos (extrato etéreo), proteína bruta (N x  6,25), cinzas e fibras alimentares foram quantificados utilizando os métodos  descritos pela AOAC (7). O extrato não nitrogenado (fração glicídica) foi  determinado pela diferença entre 100 e os teores de extrato etéreo, proteína  bruta, cinzas e fibra alimentar. A umidade das frações e do fruto inteiro foi  calculada pela diferença de peso da amostra fresca e após liofilização até peso  constante.</p>     <p align="justify"><b>Sólidos solúveis totais, acidez total titulável e pH</b></p>     <p align="justify">Os teores de sólidos solúveis totais nas frações e fruto  inteiro foram determinados de acordo com metodologia da AOAC (7), restituindo às  amostras o percentual de umidade perdido na liofilização. Fez-se uma  homogeneização em politron, filtração das amostras em tecido de organza e  realização de leitura em refratômetro digital da marca Homis, ref. 121. Os  resultados foram expressos em ° Brix.</p>     <p align="justify">Para a determinação da acidez total titulável (ATT) e pH,  após a restituição da umidade, foram acrescidos 40mL de água destilada,  homogeneização em politron e filtração em tecido de organza. Após a determinação  do pH em peagâmetro digital, as amostras foram tituladas com NaOH 0,1N, usando  fenolftaleína como indicador, até as mostras alcançarem o pH de 8,1. Os cálculos  foram feitos levando-se em consideração o peso de amostra utilizada, o volume de  NaOH 0,1N gasto e o número de equivalente grama do ácido cítrico. Os resultados  foram expressos em porcentagem.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><b>Saponinas</b></p>     <p align="justify">Fez-se a extração das saponinas das amostras com etanol, em  agitação por 1 hora, à temperatura ambiente. O teor de saponinas foi determinado  pela reação da saponina com o anisaldeído e a digitonina utilizada como padrão  (8).</p>     <p align="justify"><b>Ácido oxálico</b></p>     <p align="justify">Foi empregado o método desenvolvido por Lourdes &amp; Jokl (9) no  qual o ácido oxálico foi extraído a quente com ácido clorídrico, precipitado e  quantificado pela titulação do oxalato de cálcio com permanganato de potássio.</p>     <p align="justify"><b>Polifenóis</b></p>     <p align="justify">A dosagem de polifenóis em extrato metanólico 50%, foi feita  segundo metodologia de Folin-Denis, em que a redução do reagente pelos compostos  fenólicos das amostras com intensa cor azul, é medida espectrofotometricamente à  760nm, usando ácido tânico como padrão (7,10).</p>     <p align="justify"><b>Inibidor de tripsina</b></p>     <p align="justify">Foi utilizada metodologia desenvolvida por Kakade et al.  (11), que consiste na determinação da atividade do inibidor de tripsina,  utilizando como substrato o benzoil-DL-arginina-p-nitriloanilida (BApNA). A  presença de inibidor na amostra, inibe a ação da tripsina sobre o BApNA. A  leitura é feita em espectrofotômetro com comprimento de onda de 410nm e a  atividade de inibidor de tripsina é expressa em termos de unidade de tripsina  inibida (UTI).</p>     <p align="justify"><b>Lectinas</b></p>     <p align="justify">As lectinas foram extraídas com uma solução salina (NaCl  0,85g/100g) tamponada com tampão fostato pH 7,4, com agitação à temperatura  ambiente por três horas. Foi utilizada uma placa de microtitulação, à qual se  adicionou diluições na base 2 do extrato, e em seguida se adicionou uma  suspensão de eritrócitos a 2% de sangue humano tipo A Rh+. Após 1 hora,  verificou-se qual a maior diluição capaz de promover hemaglutinação (12). Os  resultados foram expressos em número de unidades hemaglutinantes (UH) que é  calculado a partir do inverso do título da maior diluição, na base 2, que ainda  apresentou aglutinação visível. Por exemplo: considerando uma diluição 2³, o seu  título igual a 1/8, e o volume de amostra utilizado no ensaio de 100µL, a  atividade hemaglutinante (AH) é de 8 UH/100 µL.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><b>RESULTADOS</b></p>     <p align="justify">Os teores de umidade (em g/100g) do fruto inteiro, casca,  polpa e semente, respectivamente foram de: 80,35; 75,84; 83,91 e 70,43 para as  variedades Paulista e na Sabará de: 79,41; 84,24; 84,95 e 71,48, observando-se  alto conteúdo de água tanto no fruto inteiro quanto nas frações de ambas as  variedades.</p>     <p align="justify">Na <a href="#tab1">Tabela 1</a> estão mostrados o peso médio  das frações e a proporção de cada fração.</p>     <p align="center"><a name="tab1"> <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v58n4/art15tab1.gif" width="568" height="264"></a></p>     
<p align="justify">A composição centesimal das duas variedades de jabuticaba é  mostrada na <a href="#tab2">Tabela 2</a>.</p>     <p align="center"><a name="tab2"> <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v58n4/art15tab2.gif" width="566" height="396"></a></p> </font>     
<p align="justify"><font size="2" face="Verdana">Os teores de proteína bruta e  extrato etéreo (EE) foram relativamente baixos, mesmo nas sementes. A polpa da  variedade Sabará apresentou os mais baixos teores de EE (0,06g/100 g) contra  0,21 g/100 g da variedade Paulista, que apresentou maior quantidade na casca  (0,68 g/100 g). Os maiores teores de proteína bruta foram encontrados nas cascas  e sementes e os menores nas polpas, não se diferenciando entre as variedades. Os  teores de cinzas não variaram entre as frações e fruto inteiro na variedade  Paulista. Já na variedade Sabará, as cascas apresentaram os maiores teores  (4,40g/100 g), seguidas do fruto inteiro (3,82 g/100 g) e não se diferenciando  entre polpa e semente.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana">Fibras alimentares são  constituídas pela fração insolúvel que contém celulose, algumas hemiceluloses e  a lignina, e a fração solúvel por pectinas, gomas, mucilagens e algumas  hemiceluloses (13). Os teores de fibras alimentares não apresentaram diferença  significativa entre as variedades, exceto o fruto inteiro da variedade Paulista  que apresentou o maior nível de fibra solúvel. As cascas e sementes apresentaram  os maiores teores de fibras insolúveis em g/100 g: 27,03 e 27,16,  respectivamente para a Paulista e 26,43 e 26,93 para a Sabará. Também nas cascas  estão os maiores teores de fibras solúveis 6,77 g/100 g para a Paulista e 6,8  g/100 g para a Sabará. As polpas apresentaram os menores teores de fibra  alimentar. Sendo os teores de fibra alimentar total de 4,34 g/100g na polpa da  variedade Paulista e 5,23 g/100g na da variedade Sabará.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana">O extrato não nitrogenado ou  fração glicídica constitui-se principalmente de açúcares. Assim, o maior teor  foi encontrado na polpa, seguido pelo fruto inteiro, semente e casca. Semente e  casca mantêm uma pequena porção de polpa agarradas a elas, sendo, portanto,  parte desses açúcares provenientes dela. Não houve diferença significativa entre  as variedades.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana">Os sólidos solúveis totais  (SST) representam o conteúdo de açúcares solúveis, ácidos orgânicos e outros  constituintes menores (14). A concentração desses sólidos constitui - se em uma  das variáveis mais importantes para medir a qualidade de frutos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font size="2" face="Verdana">Os teores de STT, da acidez  total titulável (ATT) e pH são mostrados na <a href="#tab3">Tabela 3</a>. A  polpa da variedade Paulista apresentou o maior teor de SST, 14,90° Brix, não  havendo diferença estatística entre o fruto inteiro, casca e semente. Na  variedade Sabará, também a polpa se destacou (14,13° Brix), seguido pela casca,  fruto inteiro e a semente apresentando o menor teor, 9,30° Brix. A ATT variou  entre as frações, sendo estatisticamente iguais apenas na casca e semente da  variedade Sabará. As sementes apresentaram os maiores teores, sendo maior na  variedade Paulista, e as polpas obtiveram os menores, não havendo diferença  estatística entre as duas variedades. Os pHs apresentaram pequena variação entre  as frações e entre as variedades, variando entre 3,39 e 4,01.</font></p>     <p align="center"><a name="tab3"> <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v58n4/art15tab3.gif" width="470" height="538"></a></p>     
<p align="justify"><font size="2" face="Verdana">Os compostos bioativos no fruto  inteiro e nas frações da jabuticaba são mostrados na <a href="#tab4">Tabela 4</a>.  A semente apresentou os níveis mais baixos de saponinas, não havendo diferença  significativa entre as duas variedades. A casca da variedade Paulista mostrou os  teores mais elevados de saponinas, enquanto na Sabará a polpa e o fruto inteiro  se destacaram. Os níveis de saponinas da jabuticaba encontram-se na faixa de  variação descrita para sementes de soja: 0,07 a 5,1g/100 g MS (15,16).</font></p>     <p align="center"><a name="tab4"> <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v58n4/art15tab4.gif" width="471" height="636"></a></p>     
<p align="justify"><font size="2" face="Verdana">A casca da variedade Sabará  apresentou os maiores teores de polifenóis (11,99 g/100 g MS) contra 11,18 g/100  g MS da Paulista. Semente e fruto inteiro também apresentaram teores apreciáveis  de polifenóis. Como na uva, esses são mais intensos nas cascas e sementes. Na  polpa não houve diferença entre as variedades e apresentaram-se mais baixos que  as demais amostras.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana">Kuskoski et al. (17)  encontraram 0,58 g/100 g de polifenóis totais na acerola congelada e 0,14 e 0,13  g/100 g no açaí, e morango, respectivamente. Transformando-se os dados do  presente trabalho em matéria fresca, têm-se, no fruto inteiro e na polpa,  respectivamente, 1,27 e 0,07 g/100 g na variedade Paulista e 1,75 e 0,07 g/100 g  na variedade Sabará. As cascas com os maiores teores de polifenóis apresentaram  2,70 g/100g na variedade Paulista e 1,89 g/100 g na Sabará.</font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="Verdana">A variedade Sabará apresentou  teores de inibidor de tripsina mais elevados na casca, semente e fruto inteiro  comparado à Paulista. Os menores teores foram encontrados na polpa, sendo 1,58  UTI/mg MS na Paulista e 1,68 UTI/mg MS na Sabará.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Não se detectou atividade  hemaglutinante na polpa e semente das duas variedades de jabuticabas. Já a casca  mostrou atividade hemaglutinante de 2UH e no fruto inteiro variou de 1 na  variedade Sabará, a 2UH na Paulista.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2"><b>DISCUSSÃO</b></font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Geralmente a variedade Paulista  apresenta frutos maiores que a Sabará. Nesta safra excepcionalmente, os frutos  da variedade Sabará estavam ainda mais miúdos, justificando a proporção da  fração casca estar superior e a fração polpa inferiores à da Paulista.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Na <a href="#tab1">Tabela 1</a>,  observou-se que casca e semente juntas representam mais de 50% do peso do fruto.  Esse percentual é muito grande para ser desperdiçado quando considerado resíduo  na fabricação de geléias artesanais ou industriais. Na fabricação de vinhos e  licores são utilizadas a polpa e casca e as sementes somente são utilizadas para  a formação de novas mudas. Assim, o conhecimento dos constituintes químicos das  frações casca e sementes, poderão contribuir com o melhor aproveitamento destes  na indústria alimentícia e/ou cosmética.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Nos resultados da composição  centesimal apresentados na <a href="#tab2">Tabela 2</a>, destacaram-se os teores  de glicídeos (ENN), cinzas, principalmente nas cascas da variedade Sabará,  indicando altos teores de minerais, bem como os teores de fibras alimentares. Os  teores encontrados de fibras nas polpas (4,34 g/100g na variedade Paulista e  5,23 g/100g na variedade Sabará, são bem maiores que os de outros frutos como a  uva preta, que apresentou 1,12 g/100 g e a acerola 1,85 g/100 g em matéria seca  (18). Esses teores foram inferiores aos apresentados na Tabela Brasileira de  Composição de Alimentos (19), quando transformados em frutos frescos. Entretanto  os teores dos demais constituintes foram semelhantes.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Os resultados de SST são  semelhantes aos encontrados por Brunini et al. (20) com variação de 12 a 15,5°  Brix e por Pereira et al. (3) que encontraram variação entre 9 e 14°Brix, para  polpas de jabuticabas Sabará, ambos na região de São Paulo. Teores acima de 15°  Brix podem sugerir uma menor conservação pós-colheita para jabuticaba, pois  segundo Barros et al. (22), excesso de açúcares no fruto pode levar a uma rápida  deterioração e fermentação e conseqüente redução da vida útil.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">A ATT para as frações polpa foi  semelhante à encontrada por Oliveira (4), para a variedade Sabará em municípios  de São Paulo, bem como os valores de pH.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Entre os compostos fenólicos  encontrados nos vegetais estão as antocianinas, que são pigmentos solúveis na  água, que dão cores as flores, frutos e folhas, variando entre laranja, vermelho  e azul. Sendo a casca da jabuticaba altamente pigmentada, já se esperava altos  teores desses compostos. Assim, mais informações, como caracterização e  quantificação desses compostos já estão sendo estudados.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Para as antocianinas, são  atribuídos apenas efeitos benéficos como atividade antioxidante, por exemplo. Já  quanto aos taninos sabe-se que podem interagir com proteínas alimentares e  formar complexos insolúveis, podendo provocar danos à saúde, como baixa  digestibilidade protéica, inibição de enzimas, comprometimento do crescimento e  outros, apesar de também serem conferidos a eles, vários efeitos benéficos. Por  isto é de extrema importância a caracterização desse constituinte a fim de dar  segurança ao uso tanto do fruto inteiro como de suas frações na indústria  alimentícia.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Inibidores de tripsina são  usualmente encontrados em leguminosas, sendo a soja o melhor exemplo, onde se  encontram valores que variam de 37,73 a 51,68 UTI/mg1 MS (23,24). Os teores de  inibidor de tripsina das jabuticabas foram bem inferiores (1,58 a 6,42 UTI/mg<sup>1</sup>  MS). Não foi encontrada na literatura, dosagem de inibidor de tripsina em frutas  para comparação.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Del-Vechio et al. (25)  encontraram valores entre 2 e 8 UH em sementes de abóboras, sendo os valores  encontrados para as duas variedades de jabuticaba, inferiores. Entretanto, a  toxicidade da lectina não está relacionada apenas com a atividade hemaglutinante,  devendo assim ser investigada.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Portanto, o conhecimento destes  constituintes químicos do fruto jabuticaba e de suas frações, poderá contribuir  para um melhor aproveitamento do fruto, seja na indústria alimentícia e/ou  cosmética, promovendo a sua valorização econômica.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2"><b>REFERÊNCIAS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify">1. Gomes RP. Fruticultura Brasileira. 9. Ed. São Paulo:  Nobel, 1983. 446p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491440&pid=S0004-0622200800040001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">2. Herbário. Acesso em 16/08/2006. Disponível em:<a target="_blank" href="http://www.herbario.com.br/dataherb16/jaboticaba.htm">  http://www.herbario.com.br/dataherb16/jaboticaba.htm</a>.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491441&pid=S0004-0622200800040001500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">3. Pereira MCT, Salomão LCC, Mota WF da, Vieira G. Atributos  físicos e químicos de frutos de oito clones de jabuticabeiras. Rev. Bras. de  Frutic. 2000; 22: 16-21.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491442&pid=S0004-0622200800040001500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">4. Oliveira AL, Brunini MA, Salandini CAR, Bazzo FR.  Caracterização tecnológica de jabuticabas Sabará provenientes de diferentes  regiões de cultivo. Rev. Bras. Frutic. 2003; 25: 397-400.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491443&pid=S0004-0622200800040001500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">5. Araújo JMA, Química de Alimentos, teoria e prática. 3ª Ed.  Ed. UFV: Mg. 2004. 478p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491444&pid=S0004-0622200800040001500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">6. Ferreira DF Sisvar. Versão 4. 6 (build 61) Software.  Lavras: Dex/UFLA, 2003.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491445&pid=S0004-0622200800040001500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">7. Official Methods of Analysis of the AOAC International.  (2005) 17th. Ed. Gaithersburg, MD, USA.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491446&pid=S0004-0622200800040001500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">8. Baccou JC, Lambert F, Sauvaire Y. Spectrometric method for  the determination of total steroidal sapogenin. Analyst. 1977; 102: 458-465.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491447&pid=S0004-0622200800040001500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">9. Lourdes A, Jokl L Microtécnica para determinação de ácido  oxálico em folhas e derivados. In: Encontro nacional de analistas de alimentos.  Resumos... Curitiba: Instituto de Tecnologia do Paraná, 1990. p. 59.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491448&pid=S0004-0622200800040001500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">10. Deshpande SS, Cheryan M &amp; Salunke DK. Tannin analysis of  food products. Critical reviews in Food science and nutrition. 1986; 24:  401-449.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491449&pid=S0004-0622200800040001500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">11. Kakade ML, Rackis JJ, Mc Ghee JE, Puski G. Determination  of trypsin inhibitor activity of soy product: A collaborative analysis of an  improved procedure. Cereal Chem., 1974; 51: 376-382.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491450&pid=S0004-0622200800040001500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">12. Calderón de La Barca AM, Ochoa JL, Valencia ME. Effect of  extraction of a hemaglutinin on the nutritive value of <i>Amaranthus leucocarpus</i>  seeds. J. Food Sci., 1985; 50: 1770-1772.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491451&pid=S0004-0622200800040001500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">13. Pourchet- Campos MA. Fibra e nutrição. Ciênc. Tecnol.  Aliment. 1988; 22: 167-171.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491452&pid=S0004-0622200800040001500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">14. Hobson GE, Grierson D. Tomato. In: Seymour, G.B.; Taylor,  J.E.; Tucker, G.A. (ed) Biochemistry of fruits ripening. London: Champman &amp;  Hall, cap. 13: 405-442. 1993.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491453&pid=S0004-0622200800040001500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">15. Fenwick DE, Oakenfull D. Saponin content of soya beans  and some commercial soya bean products. J Sci Food Agric, London. 1981; 32:  273-278.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491454&pid=S0004-0622200800040001500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">16. Shiraiwa M, Harada K, Okubo K. Composition and content of  saponins in soybean seed according to variety, cultivation year and maturity.  Agric. Biol. Chem. 1991; 55: 323-331.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491455&pid=S0004-0622200800040001500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">17. Kuskoski EM, Asuero AG, Morales MT, Fett R. Frutos  tropicais silvestres e polpas de frutas congeladas: atividade antioxidante,  polifenóis e antocianinas. Ciência Rural. 2006; 36: 1283-1287.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491456&pid=S0004-0622200800040001500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">18. Salgado SM, Guerra NB, Filho ABM. Polpa de fruta  congelada: efeito do processamento sobre o conteúdo da fibra alimentar. Rev.  Nut. 1999; 12: 303-308.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491457&pid=S0004-0622200800040001500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">19. Tabela Brasileira de Composição de Alimentos. (Consulta em 06/01/2008). Disponível em:.<a target="_blank" href="http://www.scribd.com/doc/934348/tabela-brasileira-de-composição-dos-alimentos-taco-versao2">http://www.scribd.com/doc/934348/tabela-brasileira-de-composição-dos-alimentos-taco-versao2</a>.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491458&pid=S0004-0622200800040001500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">20. Brunini MA, Oliveira AL, Salandini CAR. Influência de  embalagens e temperatura no armazenamento de jabuticaba (vell) Berg cv sabará.  Ciênc. Tecnol. Aliment. 2004; 24: 378-383.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491459&pid=S0004-0622200800040001500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">21. Barros RS, Finger FL, Magalhães MM. Changes in non-structural  carbohydrates in developing fruit of Myrciaria jabuticaba. S. Horticulturae.  1996; 16: 209-215.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491460&pid=S0004-0622200800040001500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">22. Hafez YS. Nutrient composition of different varieties and  strains of soybean. Nut. Reports Intern. 1983; 28: 1197-1206.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491461&pid=S0004-0622200800040001500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">23. Barcelos MFP, Tavares DQ, Silva MAAP, Miranda MAC, Germer  SPM, Campos S DFVLP. Ensaio tecnológico e sensorial de soja [Glycine max (L)  merrill] enlatada em estádios verdes e no estádio da maturação de colheita.  Ciênc. Tecnol. Aliment. 1999; 19: 46-58.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491462&pid=S0004-0622200800040001500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">24. Del-Vechio G, Corrêa AD, Abreu CMP, Santos CD. Efeito do  tratamento térmico em sementes de abóbora (Curcubita spp) sobre níveis de  fatores antinutricionais e/ou tóxicos. Ciênc. Agrotec. 2005; 29: 369-376.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=491463&pid=S0004-0622200800040001500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body>
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