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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Study with the objective to assess the capillary zinc concentrations in children, considering differences according to sex, age, growth, and socioeconomic status and hair characteristics. A random sample comprised of 282 children. Capillary zinc concentrations were analyzed using the Flame Atomic Absorption Spectrometry technique. The capillary level of zinc less than 70 &#956;g/g was considered as deficient. Reference curves of the World Health Organization were used to rate children with height deficit. Domiciliary characteristics and benefit of government assistance were considered as socioeconomic condition. Color, type and size were considered as characteristics of hair. Zinc deficiency was observed in 9.1% of 276 children studied, with mean of 306.06 &#956;g/g ± 245.13. Lower capillary zinc concentrations were found in children whose households had fewer rooms, fewer individuals and were rented. Children 37-72 months showed higher zinc concentrations than children aged 6-12 and 13-36 months. Capillary zinc concentrations showed no statistical difference according to sex and growth, unlike that found for some hair characteristics that showed variations. Zinc deficiency is a health problem in the population studied with more vulnerability in children of lower age; socioeconomic conditions and hair characteristics can affect the capillary zinc concentration.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Criança]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[   <font FACE="Verdana" COLOR="#211d1e">     <p align="center"><b>Zinco capilar em crianças</b></p> </font>  <font FACE="Verdana" SIZE="2" COLOR="#211d1e">     <p align="center"><b>Dixis Figueroa Pedraza.</b></p>     <p align="justify">Departamento de Enfermagem e Programa de Pós-Graduação em  Saúde Pública da Universidade Estadual da Paraíba. Brasil</p>     <p align="justify"><b>RESUMO</b>.</p>     <p align="justify">Estudo com o objetivo de analisar as concentrações de zinco  capilar em crianças, avaliando diferenças de acordo com o sexo, idade, altura/idade,  situação socioeconômica e características do cabelo. Utilizou-se uma amostra  aleatória de 282 crianças. As concentrações de zinco capilar foram analisadas  empregando a técnica de Espectrofotometria de Absorção Atômica de Chama,  considerando valores inferiores a 70 &#956;g/g para indicar deficiência de zinco. As  curvas de referência da Organização Mundial de Saúde utilizaram-se para  classificar as crianças com déficit de altura. Características domiciliares e  benefício de transferência de renda governamental foram considerados na condição  socioeconômica, e a cor, tipo e tamanho como características do cabelo. A  deficiência de zinco foi observada em 9,1% das 276 crianças estudadas, com média  de 306,06 &#956;g/g ± 245,13. Menores concentrações de zinco capilar foram  encontradas nas crianças cujos domicílios tinham menor número de cômodos, menor  número de indivíduos e que não eram próprios. Crianças de 37-72 meses  apresentaram maiores concentrações do que crianças de 6-12 meses e de 13-36  meses. As concentrações de zinco capilar não mostraram diferença estatística de  acordo ao sexo e à altura, diferentemente do encontrado para algumas  características do cabelo que mostraram variações. Conclui-se sobre a  deficiência de zinco como problema de saúde na população estudada; a  vulnerabilidade das crianças de menor faixa etária a menores concentrações de  zinco capilar; e a influência das condições socioeconômicas e das  características do cabelo nas concentrações de zinco capilar.</p>     <p align="justify"><b>Palavras chave</b>: Criança, estado nutricional,  antropometria. zinco, zinco capilar.</p>     <p align="center"><b>Hair zinc levels in children.</b></p>     <p align="justify"><b>SUMMARY.</b></p>     <p align="justify">Study with the objective to assess the capillary zinc  concentrations in children, considering differences according to sex, age,  growth, and socioeconomic status and hair characteristics. A random sample  comprised of 282 children. Capillary zinc concentrations were analyzed using the  Flame Atomic Absorption Spectrometry technique. The capillary level of zinc less  than 70 &#956;g/g was considered as deficient. Reference curves of the World Health  Organization were used to rate children with height deficit. Domiciliary  characteristics and benefit of government assistance were considered as  socioeconomic condition. Color, type and size were considered as characteristics  of hair. Zinc deficiency was observed in 9.1% of 276 children studied, with mean  of 306.06 &#956;g/g ± 245.13. Lower capillary zinc concentrations were found in  children whose households had fewer rooms, fewer individuals and were rented.  Children 37-72 months showed higher zinc concentrations than children aged 6-12  and 13-36 months. Capillary zinc concentrations showed no statistical difference  according to sex and growth, unlike that found for some hair characteristics  that showed variations. Zinc deficiency is a health problem in the population  studied with more vulnerability in children of lower age; socioeconomic  conditions and hair characteristics can affect the capillary zinc concentration.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><b>Key words</b>: Child, preschool, nutritional status.  anthropometry, zinc, capillary zinc.</p>     <p align="justify">Recibido: 03-07-2013 Aceptado: 07-11-2013</p>     <p align="justify"><b>INTRODUÇÃO</b></p>     <p align="justify">A deficiência de zinco vem revelando-se como uma carência  nutricional importante no mundo e nos países em desenvolvimento, precisando de  maior conhecimento (1- 3). Dados de populações marginalizadas de países  desenvolvidos (4) e de populações de países prósperos como a Índia (5), o México  (6) e o Brasil (2) revelam deficiências bioquímicas de zinco maiores de 10%,  configurando problemas de saúde pública de nível moderado (2, 4) ou grave (5, 6)  segundo os critérios do International Zinc Consultative Group (7, 8).</p>     <p align="justify">Apesar desses achados, reconhece-se a carência de estudos  relativos ao estado nutricional de zinco, associado a limitações condicionadas  pela sensibilidade e especificidade dos métodos disponíveis para o diagnóstico  da deficiência desse micronutriente (9). Com relação aos indicadores bioquímicos  utilizados para caracterizar o estado nutricional das crianças, o International  Zinc Nutrition Consultative Group (10) recomenda o uso das concentrações de  zinco no soro e no cabelo, porém poucos estudos têm utilizado o último. </p>     <p align="justify">A determinação de zinco no cabelo apresenta vantagens em  relação às concentrações séricas por ser um procedimento menos invasivo, pela  facilidade de obtenção, estabilidade durante o transporte e armazenagem, e  menores variações relacionadas ao momento do dia, jejum, consumo de alimentos e  infecções agudas (9, 10). Entretanto, variações importantes nas concentrações de  zinco capilar podem acontecer por fatores como a idade, sexo, estação e  características do cabelo (10, 11). Por ser um indicador de depósitos,  concentrações de zinco capilar refletem a ingestão habitual e têm maior  apropriação para análise com desfechos crônicos (10).</p>     <p align="justify">Apesar das consequências da baixa ingestão alimentar de zinco  no metabolismo celular, sistema imune e crescimento físico (2), principalmente  em populações socioeconomicamente desfavorecidas (12), a associação entre os  níveis de zinco no cabelo e a desnutrição crônica tem sido pouco abordada. Entre  as deficiências de vitaminas e minerais, as maiores cargas de doenças são  atribuídas à vitamina A e ao zinco (13). Para o zinco, o principal sinal de  deficiência durante a infância é especificamente o retardamento do crescimento  físico (14).</p>     <p align="justify">O presente estudo tem por objetivo analisar as concentrações  de zinco capilar em crianças, avaliando diferenças de acordo com o sexo, idade,  altura/idade, situação socioeconômica e características do cabelo.</p>     <p align="justify"><b>MATERIAIS E MÉTODOS</b></p>     <p align="justify">Trata-se de um estudo transversal com crianças selecionadas  nas creches da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano do Governo da  Paraíba, Brasil, desenvolvido em 2009. Funcionavam, na época do estudo, 45  creches em bairros distintos das cidades beneficiadas (João Pessoa, 30 creches;  Campina Grande, nove creches; Areia, Bayeux, Mamanguape, Itaporanga, Soledade e  Umbuzeiro, uma creche em cada cidade), situadas, geralmente, em áreas carentes  que abrigam crianças de famílias de baixa renda. Adotouse, como critérios, a  inclusão das crianças com frequência à creche e a exclusão das crianças com  sintomas e/ou diagnóstico prévio de doenças.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">Foi selecionada uma amostra probabilística de creches e  crianças utilizando-se um procedimento de amostragem em duas etapas. Para  garantir a representatividade dos municípios, o sistema de referência para a  primeira etapa de amostragem foi ordenado segundo estratos (João Pessoa, Campina  Grande, outros municípios), possibilitando a obtenção de um tamanho amostral  apropriado para cada estrato. Considerou-se também o porte da creche (número de  crianças por creche). Na segunda etapa de amostragem, foram sorteadas, nas 14  creches selecionadas de forma aleatória na primeira etapa, as crianças a serem  analisadas.</p>     <p align="justify">A opção para determinar o tamanho da amostra do estudo foi  através do procedimento para descrição de proporções (15). Considerou-se total  da população de 3310 crianças beneficiadas, proporção esperada de 7,0% (média do  déficit de altura no Brasil de acordo com os dados da Pesquisa Nacional de  Demografia e Saúde da Mulher e da Criança (16) como indicador funcional da  deficiência de zinco) e precisão arbitrária de 3%, totalizando 256 crianças.  Esse valor foi corrigido em 10% para compensar eventuais perdas, ficando  estabelecida a amostra de 282 crianças, as quais foram escolhidas de forma  aleatória no momento do trabalho de campo.</p>     <p align="justify">O desenvolvimento do trabalho incluiu a avaliação da altura/idade  e do estado nutricional relativo ao zinco das crianças, bem como o preenchimento  de um questionário contendo informações relacionadas às crianças e ao contexto  domiciliar. As informações do contexto domiciliar (tipo de casa, número de  cômodos no domicílio, número de indivíduos no domicílio) foram obtidas a partir  das fichas de identificação das crianças constantes nas creches. As outras  informações contidas no questionário foram obtidas com as mães ou responsáveis  pelas crianças, por meio de entrevista individualizada, incluindo a informação  sobre o benefício do programa brasileiro de transferência de renda (Programa  Bolsa Família). As características do cabelo das crianças (cor, tipo e tamanho)  foram informadas pelas e mães e conferidas pelos entrevistadores no momento das  respostas. A idade das crianças foi calculada a partir da diferença entre a data  de nascimento (obtida do cartão de saúde da criança) e a data da entrevista.</p>     <p align="justify">Para a avaliação da altura das crianças, as medidas de  comprimento (crianças menores de 24 meses) e estatura (crianças de 25 – 72  meses) foram obtidas utilizando equipamentos e técnicas padronizadas, obedecendo  aos procedimentos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) (17).  Para cada criança, duas medições foram realizadas por antropometristas  devidamente treinados, registrando a média das medidas. Foram consideradas com  déficit de altura todas as crianças que apresentaram índice comprimento/ idade  ou estatura/idade dois Z score abaixo do valor mediano da referência do  Multicentre Growth Reference Study (18, 19). Para o cálculo dos índices  antropométricos foram utilizados os programas WHO Anthro 2009, para crianças  abaixo de cinco anos de idade, e WHO Anthro Plus 2009, para crianças com cinco  anos ou mais.</p>     <p align="justify">A variável resposta foi a concentração de zinco capilar e as  variáveis explanatórias foram: sexo da criança (feminino, masculino), idade da  criança (6-12 meses, 13-36 meses, 37-72 meses), altura/idade da criança (com  déficit de altura, sem déficit de estatura), tipo de casa onde a criança mora  (invadida, cedida/doada, alugada, própria), número de cômodos no domicílio que a  criança mora (&lt; 4, &gt;= 4), número de indivíduos no domicílio que a criança mora  (&gt;= 6, &lt; 6), benefício do Programa Bolsa Família (sim, não), cor do cabelo da  criança (loiro, preto, castanho), tipo de cabelo da criança (liso, cacheado,  crespo), tamanho do cabelo da criança (curto, mediano, comprido).</p>     <p align="justify">Para a obtenção das amostras de cabelo, os entrevistadores  participaram de treinamento realizado por pesquisadores com experiência previa  do Centro de Investigação em Micronutrientes da Universidade Federal da Paraíba.  Os procedimentos para coleta e processamento das amostras de cabelo obedeceram  às recomendações feitas por Harrison et al. (20). As concentrações de zinco  capilar foram determinadas por Espectrofotometria de Absorção Atômica de Chama,  empregando Espectrofotômetro Analyst 300 (Perkin- Elmer Norwalk, Ct, EUA) modelo  3100 a uma longitude de onda de 213 nm e com ar-acetileno. Concentrações de  zinco no cabelo &lt; 70 &#956;g/g foram consideradas para indicar deficiência de zinco  (10). As determinações de zinco capilar foram realizadas no Laboratório de  Análises Minerais, Solos e Água do Departamento de Engenharia Química da  Universidade Federal de Pernambuco.</p>     <p align="justify">A digitação dos dados foi realizada com dupla entrada, após a  coleta da informação, em planilhas do programa Excel, de maneira tal que  possibilitou a unificação entre os mesmos através de uma única variável  identificadora da criança. Após o término da digitação, os dois bancos de dados  foram cruzados com a utilização do aplicativo Validate do programa Epi Info v.  6.04b, possibilitando, assim, verificar a consistência dos dados e gerando o  banco final que foi usado para análise estatística. Todas as fichas foram  criticadas antes da digitação.</p>     <p align="justify">Foi utilizado o teste t-student para analisar diferenças nas  concentrações médias de zinco capilar entre as categorias das variáveis  dicotômicas. Para o caso das variáveis não dicotômicas, utilizaram-se a análise  de variância (ANOVA) e o teste LSD para verificar possíveis diferenças. As  análises de significância estatística foram realizadas por meio do programa  estatístico SPSS, versão 16.0, considerando o nível de significância de 5%.</p>     <p align="justify">O projeto de pesquisa foi apreciado e aprovado pelo Comitê de  Ética em Pesquisa da Universidade Estadual da Paraíba, protocolado sob o número  0021.0.133.000-09. As coletas de dados das crianças e das mães foram realizadas  após consentimento informado das mães ou responsáveis. Uma vez com os  resultados, os pais foram contatados para esclarecimentos sobre o estado de  saúde das crianças e correspondentes orientações nutricionais.</p>     <p align="justify"><b>RESULTADOS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">Do total de 282 crianças, registraram-se seis recusas. Do  total de crianças, 25 (9,1%) apresentaram concentrações de zinco capilar  indicativas de deficiência de zinco, com média da amostra total de 306,06 &#956;g/g ±  245,13 (dados não tabulados).</p>     <p align="justify">A <a href="#tab1">tabela 1</a> apresenta a distribuição das  concentrações de zinco capilar das crianças estudadas de acordo com o sexo,  idade, altura/idade, situação socioeconômica e características do cabelo. As  concentrações de zinco capilar não mostraram diferença estatística entre as  crianças com déficit de altura e sem déficit de altura, nem entre as crianças do  sexo feminino e masculino; diferente do resultado relacionado à idade das  crianças que indicou maiores concentrações nas crianças de 37-72 meses do que  nas crianças de 6-12 meses e de 13-36 meses. A influência da situação  socioeconômica no estado nutricional relativo ao zinco observou- se ao  indicar-se pior situação nas crianças cujos domicílios tinham menor número de  cômodos, menor número de indivíduos e que não eram próprios. Apesar disso,  crianças beneficiárias e não beneficiarias do Programa Bolsa Família não  apresentaram diferença nas concentrações de zinco capilar. Variações nas  concentrações de zinco capilar foram encontradas de acordo com características  do cabelo. Crianças de cabelo loiro apresentaram médias de concentrações menores  do que crianças de cabelo castanho e do que crianças de cabelo preto (p =  0,021), e crianças de cabelo liso apresentaram concentrações menores do que  crianças de cabelo crespo (272,94 &#956;g/g ± 235,32 versus 375,46 &#956;g/g ± 278,61; p =  0,038).</p>     <p align="center"><a name="tab1"> <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v63n3/art07tab1.gif" width="509" height="718"></a></p>     
<p align="justify"><b>DISCUSSÃO</b></p>     <p align="justify">Nos últimos anos, a deficiência de zinco tem adquirido  crescente importância no cenário da epidemiologia nutricional. Estima-se que  essa carência nutricional constitua um problema de saúde pública em diversos  países em desenvolvimento (21), destacando o alto risco nas crianças durante o  crescimento físico (22). A prevalência de deficiência de zinco capilar de 9,1%  encontrada nas crianças desse estudo é próxima da encontrada em crianças de 6 a  24 meses de área rural da região de Diamantina, MG (16,8%) (2), e distante da  encontrada em crianças de dois a cinco anos de idade, institucionalizadas em  creches do município de João Pessoa, PB (61,9%) (21). A disparidade das  prevalências de deficiência de zinco em diferentes localidades do Brasil fica  evidente ao analisar estudos publicados a partir de 2007 com diagnóstico baseado  em indicadores sanguíneos do estado nutricional de zinco em crianças pré-escolares:  0,5% em crianças com idade &#8805; 2 e &lt; 6 anos de Ribeirão Preto, SP (23); 7,5% em  crianças de famílias de baixa renda da região metropolitana do Rio de Janeiro  (24); 11,2% em crianças de 6 a 24 meses de área rural da região de Diamantina,  MG (2); 74,3% em crianças de 3 a 6 anos de idade assistidas em creches de  Teresina, PI (12). Esses dados apontam a necessidade de maior quantidade de  estudos sobre o tema em diferentes cenários epidemiológicos.</p>     <p align="justify">O zinco é um nutriente essencial para a otimização do  processo de crescimento físico (25). Assim, postula- se que a maior velocidade  de crescimento apresentada pelos indivíduos do sexo masculino contribuiria para  o aumento das necessidades orgânicas de micronutrientes, tornando-os mais  vulneráveis à deficiência de zinco (23). Contudo, no presente estudo, as  concentrações médias de zinco não apresentaram diferenças estatísticas  significativas entre os sexos. Tais achados corroboram outras pesquisas  realizadas com crianças em cidades dos estados brasileiros de Minas Gerais (2),  Paraíba (21) e Ceará (26), bem como com crianças de outros países (4-6).</p>     <p align="justify">Em virtude das altas taxas de crescimento, as necessidades de  zinco podem ser maiores em bebês/crianças pequenas (27). Em conformidade com os  resultados desta pesquisa, um levantamento nacional realizado no México revelou  que a prevalência de deficiência de zinco foi maior em crianças com menos de  dois anos e que diminuía com o avanço da idade (28). Desigualmente, diferenças  no estado nutricional relativo ao zinco de acordo com a idade não foram  observadas em crianças brasileiras (16, 24, 29) e não brasileiras (4-6), sendo  um dos estudos de âmbito nacional, no México (6), publicado nove anos após o que  lhe antecedeu com características similares (28). Maior controvérsia ao respeito  da associação em questão pode ser presumida se considerarmos os resultados de um  estudo com crianças da cidade de Ribeirão Preto, SP que constatou menores níveis  de zinco na idade entre &#8805; 48 e &lt; 60 meses ao estratificar a amostra de estudo em  quatro intervalos de 12 meses (&#8805; 24 a &lt; 36 meses, &#8805; 36 a &lt; 48 meses, &#8805; 48 a &lt; 60  meses, &#8805; 60 a &lt; 72 meses) (23).</p>     <p align="justify">Estudo recente analisando a associação das deficiências de  ferro, vitamina A e zinco com o déficit de altura, baseado em artigos  observacionais publicados entre 1995 e 2009 que estudaram amostras  representativas de crianças de diversos países, apontou que nenhum dos  manuscritos revisados (sete transversais e dois de coorte) mostrou associação  entre as concentrações sanguíneas de zinco e a altura das crianças (30). A  ausência de associação entre as concentrações de zinco capilar e a altura/idade  de crianças de 6 a 24 meses da região de Diamantina, MG foi constatada em estudo  recente (2). Estes resultados, que convergem para os do presente trabalho, podem  ser explicados pelas dificuldades para estabelecer a associação entre os  déficits de altura e de zinco, devido a fatores como a agregação do estado  nutricional de zinco à quantidade ou qualidade energética e/ou protéica, a  deficiência simultânea de vários micronutrientes, a biodisponibilidade e  interação entre micronutrientes, e a proporção dos respectivos déficits de  altura e zinco (30), apesar do papel do zinco no crescimento físico estar  devidamente fundamentado por seu efeito direto no sistema hormonal primário  (25).</p>     <p align="justify">A associação encontrada no presente estudo entre as  concentrações de zinco capilar e as situações mais desfavoráveis relacionadas ao  tipo de casa, número de cômodos no domicílio e número de indivíduos no domicílio,  encontra explicação na maior vulnerabilidade em condições sociais e econômicas  adversas do estado nutricional (2), inclusive o relativo ao zinco (10). Enquanto  alguns trabalhos têm conseguido mostrar a associação de análise (4, 24, 29),  muitos outros não têm conseguido (2, 5, 6, 23).</p>     <p align="justify">Nenhum estudo foi encontrado analisando diferenças nas  concentrações de zinco capilar condicionada pelas características do cabelo. As  diferenças encontradas neste estudo são importantes na medida em que podem  afetar as prevalências da deficiência de zinco e as possíveis associações com  outros fatores etiológicos. Além disso, é importante ressaltar que tais  diferenças não invalidam a utilização das concentrações capilares de zinco como  marcador biológico do estado nutricional desse micronutriente, se não a  importância de considerá-las.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><b>CONCLUSÕES</b></p>     <p align="justify">Os resultados mostram a deficiência de zinco como importante  problema de saúde na população estudada, a maior vulnerabilidade das crianças de  menor faixa etária a menores concentrações de zinco capilar, a influência que  condições socioeconômicas mais desfavoráveis podem exercer no estado nutricional  de zinco e as características do cabelo como fatores que podem influenciar as  concentrações de zinco capilar.</p>     <p align="justify"><b>REFERÊNCIAS</b></p>     <!-- ref --><p align="justify">1. Silva APR, Vitolo MR, Zara LF, Castro CFS. Effects of zinc  supplementation on 1 to 5 year old children. J Pediatr (Rio J) 2006; 82(3):  227-31. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=524047&pid=S0004-0622201300030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">2. Beinner MA, Menezes MABC, Silva JBB, Amorim FR, Jansen AK,  Lamounier JA. Plasma zinc and hair zinc levels, anthropometric status and food  intake of children in a rural area of Brazil. Rev Nut 2010; 23(1): 75-83.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=524048&pid=S0004-0622201300030000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">3. Cruz JBF, Soares HF. Uma revisão sobre o zinco. Ensaios e  C 2011; 15(1): 207-22.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=524049&pid=S0004-0622201300030000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">4. Cole CR, Grant FK, Swaby-Ellis ED, Smith JL, Jacques A,  Northrop-Clewes CA, et al. Zinc and iron deficiency and their interrelations in  low-income African American and Hispanic children in Atlanta. Am J Clin Nutr  2010; 91: 1027-34.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=524050&pid=S0004-0622201300030000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p align="justify">5. Dhingra U, Hiremath G, Menon VP, Dhingra P, Sarkar A,  Sazawal S. Zinc Deficiency: Descriptive Epidemiology and Morbidity among  Preschool Children in Periurban Population in Delhi, India. J Health Popul Nutr  2009; 27(5): 632-9.</p>     <p align="justify">6. Morales-Ruan MC, Villalpondo S, García-Guerra A, Shamah-Levy  T, Robledo-Pérez R, Ávila-Arcos MA, Rivera JA. Salud Pública de México 2012;  54(2): 125- 134.</p>     <p align="justify">7. de Benoist B, Darnton-Hill I, Davidson L, Fontaine O, Hotz  C. Conclusions of the Joint WHO/UNICEF/IAEA/IZiNCG Interagency Meeting on Zinc  Status Indicators. Food Nutr Bull 2007; 28(3 Supl): 480-4.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">8. Hess SY, Peerson JM, King JC, Brown KH. Use of serum zinc  concentration as an indicator of population zinc status. Food Nutr Bull 2007;  28(3 Supl): S403- 29.</p>     <p align="justify">9. Figueroa Pedraza D, Rocha ACD, Queiroz EO, Sousa CPC.  Estado nutricional relativo ao zinco de crianças que frequentam creches do  estado da Paraíba. Rev Nutr 2011; 24(4): 539-52.</p>     <p align="justify">10. International Zinc Nutrition Consultative Group.  Technical document # 1: Assessment of the risk of zinc deficiency in populations  and options for its control. Hotz C and Brown KH, editors. Food Nutr Bull 2004;  25(1 Suppl 2).</p>     <p align="justify">11. Rosa FT, Micheletto RF, Gabriel FR, Marchini JS.  Situações clínicas de deficiência de zinco. In: Vannucchi H, Marchini JS (Org.).  Coleção de Metabolismo e Nutrição: Tópicos em Nutrição Clínica. 1ed. Rio de  Janeiro: Guanabara-Koogan, 2007, v. 1, p. 259-74.</p>     <p align="justify">12. Costa GA, Nascimento Marreiro D, Eulálio JML, Neto JMM,  Amorim AC, Nogueira AMT, et. al. Erythrocytary Zinc and the Infant Growth  Profile in Northeast Brazil. Biol Trace Elem Res 2008; 126(Suppl 1): S15– 20.</p>     <p align="justify">13. Black RE, Allen L, Bhutta ZA. Maternal and child  undernutrition: global and regional exposures and health consequences. Lancet  2008; 371: 243–60.</p>     <p align="justify">14. Branca F, Ferrari M. Impact of Micronutrient deficiencies  on Growth: The Stunting Syndrome. Ann Nutr Metab 2002; 46(Suppl 1): S8–17.</p>     <p align="justify">15. Oliveira EFT, Grácio MCC. Análise a respeito do tamanho  de amostras aleatórias simples: uma aplicação na área de Ciência da Informação.  Revista de Ciência da Informação 2005; 6(3): 1-11. </p>     <p align="justify">16. Brasil. Ministério da Saúde. Pesquisa nacional sobre  demografia e saúde da criança e da mulher. Brasil: Ministério da Saúde; 2008.</p>     <p align="justify">17. World Health Organization. Working Group on Infant Growth.  An evaluation of infant growth: the use and interpretation of anthropometry in  infants. Bull World Health Org 1995; 73(2): 165-74.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">18. World Health Organization. WHO child Growth Standards.  Length/height-for-age, weight-for-age, weightfor- length, weight-for-height and  body mass index-for-age. Methods and development. Geneva: World Health  Organization; 2006.</p>     <p align="justify">19. De Onis M, Onyango AW, Borghi E, Siyam A, Nishida C,  Siekmanna J. Development of a WHO growth reference for school-aged children and  adolescents. Bull World Health Org 2007; 85(9): 660-7.</p>     <p align="justify">20. Harrison WW, Yurachek JP, Benson CA. The determination of  trace elements in human hair by atomic absorption spectroscopy. Clin Chim Acta  1969; 23: 83-91.</p>     <p align="justify">21. Silva-Santana SC, Diniz AS, Lóla MMF, Oliveira RS, Silva  SMM, Oliveira SF, et al. Parameters of evaluation of zinc nutritional status:  comparison between zinc hair rates and serum alkaline phosphatase in prescholars  of the Municipality of João Pessoa, Paraíba. Rev Bras Saude Mater Infant 2002;  2(3): 275-82.</p>     <p align="justify">22. Macêdo EMC, Amorim MAF, Silva ACS, Castro CMMB. Efeitos  da deficiência de cobre, zinco e magnésio sobre o sistema imune de crianças com  desnutrição grave. Rev Paul Pediatr 2010; 28(3): 329-36.</p>     <p align="justify">23. Ferraz IS, Daneluzzi JC, Vannucchi H, Jordão Jr AA, Ricco  RG, Del Ciampo LA, et al. Nível sérico de zinco e sua associação com deficiência  de vitamina A em crianças pré-escolares. J Pediatr (Rio J) 2007; 83(6): 512-7.</p>     <p align="justify">24. Borges CVD, Veiga APV, Barroso GS, de Jesus GFO, Serpa  RFB, Moreira S, et al. Associação entre concentrações séricas de minerais,  índices antropométricos e ocorrência de diarréia entre crianças de baixa renda  da região metropolitana do Rio de Janeiro. Rev Nutr 2007; 20(2): 159-69.</p>     <p align="justify">25. Figueroa Pedraza D, Queiroz D. Micronutrientes no  crescimento e desenvolvimento infantil. Rev bras crescimento desenvolv hum 2011;  21(1): 155-70.</p>     <p align="justify">26. Chen P, Soares AM, Lima AAM, Gamble MV, Schorling JB,  Conway M, et al. Association of vitamin A and zinc status with altered  intestinal permeability: analyses of cohort data from northeastern Brazil. J  Health Popul Nut 2003; 21(4): 309-15.</p>     <p align="justify">27. Gibson RS. Zinc: the missing link in combating  micronutrient malnutrition in developing countries. Proc Nutr Soc 2006; 65:  51-60.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">28. Villalpando S, García-Guerra A, Ramírez-Silva CI, Mejía-Rodriguez  F, Matute G, Shamah-Levy T, et al. Iron, zinc and iodide status in Mexican  children under 12 years and women 12-49 years of age. A probabilistic national  survey. Salud Publica Mex 2003; 45(Suppl 4): S520-9.</p>     <p align="justify">29. Santos EB, Amancio OMS, Oliva CAG. Estado Nutricional,  ferro, cobre, zinco em escolares de favelas da cidade de São Paulo. Rev Assoc  Med Bras 2007; 53(4): 323-8. 2007.</p>     <p align="justify">30. Figueroa Pedraza D, Rocha ACD, Sales MC. Deficiência de  micronutrientes e crescimento linear: revisão sistemática de estudos  observacionais. Ciênc Saude Colet 2013; 18(11): 3333-47.</p> </font>       ]]></body>
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