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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação e acompanhamento nutricional em idosos de uma instituição de longa permanência]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Assessment, evaluation and nutrition monitoring in older people living in a rest home]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Institutionalized elderly have an increased risk of changes in nutritional status, therefore sensitive parameters are necessary for the identification of changes in nutritional status. The aim of this study was to evaluate parameters for analysis of the nutritional status of institutionalized elderly in a period of three months by means of biochemical and anthropometric measurements. Eighty one volunteers were selected, with 78 ± 10 years old and 53% female. Anthropometric data showed that the variables body mass index, weight, fat mass, and phase angle of the institutionalized elderly in three months decreased with significant difference between the assessments. Among all the biochemical and anthropometric measurements, body mass index, weight, fat mass, phase angle and blood fat were the indicators of nutritional assessment that identified early changes and nutritional risks of institutionalized elderly in three months. It is noteworthy that the early evaluation of nutritional indicators can prevent nutritional risk among elderly in living in rest homes.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[   <font FACE="Verdana">     <p align="center"><b>Avaliação e acompanhamento nutricional em idosos de uma  instituição de longa permanência</b></p> </font>  <font FACE="Verdana" SIZE="2">     <p align="center"><b>Karina Pfrimer, Mariana Marques Messias, Eduardo Ferriolli,  Márcia Saladini Vieira Salles, Luiz Carlos Roma Junior, Arlindo Saran Netto,  Marcus Antônio Zanetti, Helio Vannucchi</b></p>     <p align="justify">Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto- Universidade de São  Paulo. Universidade Paulista, Campus Ribeirão Preto. Agência Paulista de  Tecnologia e Agronegócio, Ribeirão Preto, Brasil. Faculdade de Zootecnia e  Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo, campus Pirassununga,  Brazil.</p>     <p align="justify"><b>RESUMO</b>: Idosos institucionalizados apresentam um risco  aumentado de alteração do estado nutricional. Sendo assim, são necessários  indicadores sensíveis para identificação da alteração do estado nutricional. O  objetivo deste estudo é avaliar indicadores para análise do estado nutricional  de idosos institucionalizados, em um período de três meses, por meio de exames  bioquímicos e antropométricos. Foram selecionados 81 voluntários, com 78 ± 10  anos, sendo 53% do sexo feminino. Os dados antropométricos evidenciaram que as  variáveisíndice de massa corporal, peso, massa gorda e ângulo de fase dos idosos  institucionalizados diminuíram em três meses com diferença significativa no  período. Dentre todos os exames bioquímicos e antropométricos, as variáveis  índice de massa corporal, peso, massa gorda, ângulo de fase e lipidograma foram  os indicadores da avaliação nutricional que identificaram alterações precoces e  riscos nutricionais dos idosos institucionalizados no período de três meses.  Vale ressaltar que indicadores nutricionais avaliados precocemente podem evitar  os riscos nutricionais de idosos institucionalizados. </p>     <p align="justify"><b>Palavras chave</b>: Avaliação nutricional, instituição de  longa permanência, impedância elétrica, índice de massa corporal, peso corporal,  massa gorda.</p>     <p align="center"><b>Assessment, evaluation and nutrition monitoring in older  people living in a rest home.</b></p>     <p align="justify"><b>SUMMARY</b>. Institutionalized elderly have an increased  risk of changes in nutritional status, therefore sensitive parameters are  necessary for the identification of changes in nutritional status. The aim of  this study was to evaluate parameters for analysis of the nutritional status of  institutionalized elderly in a period of three months by means of biochemical  and anthropometric measurements. Eighty one volunteers were selected, with 78 ±  10 years old and 53% female. Anthropometric data showed that the variables body  mass index, weight, fat mass, and phase angle of the institutionalized elderly  in three months decreased with significant difference between the assessments.  Among all the biochemical and anthropometric measurements, body mass index,  weight, fat mass, phase angle and blood fat were the indicators of nutritional  assessment that identified early changes and nutritional risks of  institutionalized elderly in three months. It is noteworthy that the early  evaluation of nutritional indicators can prevent nutritional risk among elderly  in living in rest homes.</p>     <p align="justify"><b>Key words</b>: Nutritional assessment, rest home,  bioimpedance, body fat mass, body weight, fat mass.</p>     <p align="justify">Recibido: 05-12-2014 Aceptado: 16-03-2015</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><b>Introdução</b></p>     <p align="justify">Estatísticas indicam que em 2025 a proporção de pessoas com  mais de 60 anos será de 70% da população mundial (1). Nesse contexto, a mudança  na estrutura etária associada ao perfil da sociedade moderna, em que as mulheres  estão deixando os lares para se inserirem no mercado de trabalho, justifica o  fato de as famílias optarem por institucionalizar os idosos (2).</p>     <p align="justify">Há evidências de que idosos sofram alterações físicas,  funcionais e nutricionais, fazendo com que seu estado nutricional seja  comprometido (3, 4, 2). Assim, o acompanhamento de seu estado nutricional pode  ser importante na detecção dessas alterações (5). Uma delas é o desequilíbrio  entre necessidade e ingestão, levando à diminuição da qualidade de vida em  função do aumento de morbidade e mortalidade. Outro fator agravante é a demora  de resposta do organismo do idoso na recuperação da desnutrição (1, 4, 6).  Instrumentos de identificação da alteração no estado nutricional são  fundamentais para tornar mais rápida a tomada de decisões para diminuir este  desequilíbrio.</p>     <p align="justify">O presente estudo tem como objetivo avaliar os marcadores de  alteração do estado nutricional de idosos institucionalizados com duas  avaliações em um período de três meses, por meio de exames antropométricos e  bioquímicos.</p>     <p align="justify"><b>METODOLOGIA</b></p>     <p align="justify">Foram avaliadas pessoas maiores de 60 anos de duas  instituições de longa permanência de Ribeirão Preto (uma pública e uma privada),  escolhidas por se localizarem próximas e por conter uma grande quantidade de  residentes, gerando uma amostragem considerável. Os moradores das duas  instituições somavam um total de 128 idosos, dos quais 75 (58%) residiam na  instituição pública e 53 na privada. Os critérios de inclusão foram: os  voluntários que participaram das duas coletas, com período de três meses entre  uma e outra avaliação, período este capaz de verificar alterações nutricionais;  não fazer uso de quaisquer tipos de nutrição enteral e não utilizar marca-passo  ou próteses metálicas em ambos os lados do corpo. Na amostra final, 81 idosos  participaram dos exames bioquímicos, composição corporal e antropometria, e 93  idosos aceitaram somente participar dos exames bioquímicos. Este projeto foi  aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa HCRP e FMRP (nº 4921/2011).</p>     <p align="justify">Os indicadores para a avaliação nutricional foram  antropométricos e bioquímicos, além de aferição da pressão arterial. Os dados  foram coletados no período da manhã.</p>     <p align="justify">O peso (P) foi medido em balança Filizola®, com precisão de  cem gramas e capacidade para 150 kg, estando o indivíduo em jejum de 8 horas,  com a bexiga esvaziada, ereto e descalço. A medida da altura atual (A) foi  realizada com estadiômetro portátil, estando o individuo ereto e descalço, com  haste a 90º em relação à escala e com a haste horizontal perpendicular à barra  vertical da escala de estatura encostando no vértex da cabeça do examinado. Para  o índice de massa corporal (IMC), foi realizada a fórmula IMC=P/A² (4) e  classificado de acordo com a referência Lipschitz (7): &lt;22 kg/m² desnutrição, 22  - 27 kg/m² eutrofia, &gt;27 kg/m² obesidade. Nenhum idoso foi excluído por excesso  de edema.</p>     <p align="justify">Para medir a circunferência do braço, foi obtido  primeiramente o ponto de verificação, marcando-se a área média do braço entre o  processo acromial e o olécrano; o idoso ficou com o braço flexionado a 90º e a  palma da mão voltada para o abdômen. Com o braço estendido ao longo do corpo, a  medida foi feita com fita inelástica e flexível sem comprimir a pele (8). A  medida da circunferência do quadril foi feita com o examinado ereto, com o  mínimo de roupa possível, na área de maior contorno da região glútea com fita  flexível, inelástica e sem compressão dos tecidos. Para obter a circunferência  do abdômen, foi determinado o ponto médio entre a última costela e a crista  ilíaca com o indivíduo ereto e sem roupas e medido com fita métrica inelástica,  flexível e sem comprimir a pele.</p>     <p align="justify">A impedância bioelétrica (BIA) foi realizada para obtenção de  dados de composição corporal e foi realizada com o aparelho de monofrequência  RJL System® Model Quantum II, por meio da passagem de corrente alternada de  baixa frequência e alta voltagem a partir do lado não dominante do voluntário.  Em pacientes acamados, cadeirantes ou imobilizados, que eram impossibilitados de  fazer as medidas de peso e altura, foram utilizadas três fórmulas de estimativa  para peso (8, 9) e duas para altura (9-11). Para resultados de estimativa de  peso e altura, foi usada a média das equações de estimativa para o cálculo de  índice de massa corpórea (IMC) e o exame da BIA.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">O procedimento BIA consiste em colocar elétrodos na  superfície dorsal de mão e pé, com o paciente em decúbito dorsal, e então uma  corrente indolor atravessa soluções intra e extracelulares (menos ossos e  gordura). Os resultados que são obtidos geram os valores de impedância (Z) e  ângulo de fase (AF), calculados por dois componentes: Resistência (R), que é a  oposição ao fluxo de uma corrente alternada, e Reactância (Xc), que é o  componente capacitivo de interfaces de tecidos, membranas celulares e organelas  (12).</p>     <p align="justify">A força muscular de membro superior foi mensurada pela força  de preensão manual (FPM), usando um dinamômetro portátil hidráulico (Saehan  corporation, Masan Free Trade Zone, Korea), com escala de graduação de 0 a 90  quilogramas força (kgf). O procedimento do teste seguiu as recomendações da  American Society of Hand Therapists (ASHT) (13). Durante o teste, os voluntários  permaneceram confortavelmente sentados, posicionados com o ombro aduzido, o  cotovelo fletido a 90°, o antebraço em posição neutra e, por fim, a posição do  punho poderia variar de 0 a 30° de extensão (13). Os voluntários foram  orientados e incentivados a pressionar a alça do dinamômetro exercendo uma força  máxima. Foram realizadas três tentativas para ambos os braços e considerada,  para análise, a média dos três valores obtidos.</p>     <p align="justify">A pressão arterial foi aferida no aparelho esfigmomanômetro  eletrônico digital pulsar (Cardio Life, Incoterm®, Jiang Su, China) no período  da manhã, com o paciente sentado em local calmo com o braço apoiado no nível do  coração, antes de qualquer consumo de medicamento, no membro superior esquerdo.</p>     <p align="justify">Os exames bioquímicos foram realizados com 93 idosos em dois  momentos para as análises de alteração do estado nutricional e doenças crônicas  que possam interferir no estado nutricional. Os exames foram: proteína C reativa,  colesterol total e frações, triglicerídeos, ácido úrico, glicose, creatinina,  uréia e hemograma (14).</p>     <p align="justify">Após três meses da primeira coleta, os dados foram novamente  reavaliados com a mesma metodologia, para verificar se houve mudança da  composição corporal e alterações bioquímicas durante este período.</p>     <p align="justify"><b>Análise estatística</b></p>     <p align="justify">Os dados foram analisados usando o programa SPSS versão 16.0.  Para verificar se os dados apresentavam distribuição normal, foi usado o teste  Kolmogorov-Smirnov para verificação da distribuição normal e, posteriormente,  foi aplicado o teste t para amostras pareadas para comparar os dados de antes e  depois do período de três meses, considerando o gênero da amostra. Para todas as  análises, foi considerado o nível de significância do p valor &lt; 0,05.</p>     <p align="justify"><span style="text-transform: uppercase"><b>Resultados</b></span></p>     <p align="justify">Do total de voluntários selecionados para avaliação de  antropometria, 53% foram do sexo feminino e 47% do sexo masculino. O peso e a  altura foram estimados em 72% do sexo feminino e 63% do sexo masculino. A <a href="#tab1">Tabela 1</a> mostra os dados antropométricos dos voluntários  selecionados.</p>     <p align="justify">Local <a href="#tab1">Tabela 1</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="tab1"> <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v65n2/art05tab1.gif" width="548" height="381"></a></p>     
<p align="justify">Com relação aos exames bioquímicos, foram avaliados 93  indivíduos, diferentemente da antropometria, pois 12 se recusaram a fazer os  exames de antropometria e composição corporal. A <a href="#tab2">Tabela 2</a>  mostra os resultados dos exames bioquímicos. Apóstrês meses da primeira  avaliação, houve redução da pressão diastólica, do hematócrito, do LDL-c, do HDL-c,  do colesterol total, da glicemia e do ácido úrico, e houve aumento nos valores  de VLDLcolesterol. O restante dos exames não apresentou diferenças  significativas, e ressalta-se que os valores médios dos exames bioquímicos se  apresentaram dentro dos dados de referência, com exceção da proteína C reativa,  que deveria estar abaixo de 6 mg/dl, e do HDL, que deveria estar acima de 40 mg/dl.  Já o ângulo de fase apresentou mudanças mais marcantes ao longo dos três meses.</p>     <p align="justify">Local <a href="#tab2">Tabela 2</a></p>     <p align="center"><a name="tab2"> <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v65n2/art05tab2.gif" width="392" height="451"></a></p>     
<p align="justify"><span style="text-transform: uppercase"><b>Discussão</b></span></p>     <p align="justify">Dentre os exames bioquímicos e a antropometria para avaliação  do estado nutricional, os dados evidenciaram que os idosos apresentaram mudanças  significativas de ângulo de fase, peso, IMC, porcentagem de gordura, glicemia e  lipidograma. Ao verificar os valores de referência de perda de peso, IMC e  porcentagem de gordura, estas variáveis apresentaram uma redução classificada  como não significativa ou faixa adequada de normalidade, ou seja, sem qualquer  risco de alteração do estado nutricional.</p>     <p align="justify">Percebe-se uma perda de massa magra e de IMC significativa em  idosos institucionalizados; no entanto, quando se verifica o valor médio de IMC  após três meses por grupo e gênero, de acordo com a referência da OMS, os idosos  são classificados como adequados ao estado nutricional. Vale ressaltar que a  mudança do IMC ainda é muito sutil, haja vista que, durante o período de  avaliação, os idosos apresentaram-se na faixa de classificação eutrofia.</p>     <p align="justify">O ângulo de fase (AF), um medidor de índice de mortalidade,  no presente estudo apresentou-se Discussão Dentre os exames bioquímicos e a  antropometria para avaliação do estado nutricional, os dados evidenciaram que os  idosos apresentaram mudanças significativas de ângulo de fase, peso, IMC,  porcentagem de gordura, glicemia e lipidograma. Ao verificar os valores de  referência de perda de peso, IMC e porcentagem de gordura, estas variáveis  apresentaram uma redução classificada como não significativa ou faixa adequada  de normalidade, reduzido, com diferença estatisticamente significativa no grupo  total e entre os sexos após avaliação. Para Norman et al (2012) (15), o AF  diminui com o aumento da idade devido a uma redução da reactância, que reflete a  perda da massa muscular e o aumento da resistência devido a menor porcentagem de  água corporal. Para Wirth et al (16), mesmo com o AF alto, há tendência a  aumento de mortalidade devido à desidratação. Sabe-se que o AF é um bom  indicador inflamatório, nutricional e de função celular, e que em mulheres  geralmente se apresenta mais baixo em função da menor distribuição de massa  magra em todas as fases da vida (17). Um ângulo de fase &lt;8o pode ser um fator de  risco de mortalidade com valor prognóstico em até seis anos de seguimento (18).  Em pacientes hospitalizados, um AF &gt;4º tem correlação com a sobrevida (19).  Dessa forma, o ângulo de fase está diminuído em decorrência da diminuição dos  valores de IMC e, associado à idade avançada, pode indicar mais um risco de  alteração do estado nutricional e indicativo de risco de mortalidade dos idosos.</p>     <p align="justify">Os dados mostram que a circunferência abdominal se apresentou  aumentada após três meses no grupo total e no feminino; no entanto, esta medida  não é coerente com os dados de perda da porcentagem de gordura, já que se  esperava aumento da porcentagem. Além disso, os exames bioquímicos mostram uma  redução de colesterol total, LDL e glicemia, não concordante com o aumento  abdominal. O aumento de gordura abdominal pode ser pela distribuição de gordura,  que pode mascarar a desnutrição de idosos (16). Outro indicador alterado foi o  aumento da proteína C reativa, que ocorre devido à presença de várias doenças  entre os idosos, uso de medicamento ou o próprio envelhecimento. Estudos sugerem  que a inflamação tem participação no desenvolvimento da aterosclerose, sendo a  proteína C reativa um marcador inflamatório importante. Especula-se que, ao se  ligar a moléculas expostas nas células e desencadear a ativação do complemento,  ela possa acentuar o dano tecidual. No presente trabalho, os níveis de proteína  C reativa apresentaram-se bem acima da média, comparados a de outros estudos com  idosos. No Brasil, um estudo com mulheres acima de 60 anos apresentou uma média  de valores de 2,63 mg/dL (20), resultado este menor que o encontrado no presente  trabalho.</p>     <p align="justify">Existem poucos estudos longitudinais que comparam o estado  nutricional de idosos em um período de tempo. Assim, ao se compararem os  resultados no período de três meses, percebe-se uma perda de peso de três quilos  nos idosos, apesar de não haver diferenças significativas entre os sexos. No  entanto, houve perda de massa gorda com diferença significativa no grupo todo e  no sexo masculino antes e após o período de três meses. Vale ressaltar que o  aumento significativo de massa magra em mulheres antes e após nas avaliações  pode ter favorecido o ganho de massa corporal. Muitos voluntários tiveram o peso  corporal mensurado por fórmulas estimadas; assim, tanto o peso estimado como o  método pela BIA (que utiliza tal peso) podem não ter sido sensíveis a ponto de  verificar o aumento de massa magra e a perda de massa gorda.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><span style="text-transform: uppercase; font-weight: 700"> Conclusão</span></p>     <p align="justify">A avaliação nutricional é de fundamental importância para a  identificação dos indivíduos que apresentam deficiências e risco de mortalidade.  Este estudo verificou que marcadores nutricionais como ângulo de fase, peso, IMC  e porcentagem de gordura são capazes de identificar o risco nutricional  aumentado e de maneira precoce, podendo ser utilizados e valorizados como  ferramentas na avaliação nutricional, principalmente em idosos  institucionalizados.</p>     <p align="justify"><span style="text-transform: uppercase"><b>Agradecimentos</b></span></p>     <p align="justify">Às alunas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto- FMRP/USP  e Universidade Paulista que auxiliaram na coleta dos dados: Camila Rodrigues,  Daniela Takaara, Driele Quinhoneiro, Fabiana Lourenço da Costa, Larissa Sanches  Fernandes, Thamiris Cristina Assolini, Priscila Giacomo Fassimi e Mariana M.  Messias. À agência de fomento FAPESP (número do processo 2011/03412-2), Karina  Pfrimer, bolsista do CNPq-PDJ (número do processo 150066/2013-9).</p>     <p align="justify"><span style="text-transform: uppercase"><b>Referências</b></span></p>     <!-- ref --><p align="justify">1. Machado RSP, Coelho MASC, Coelho KSC. Percentual de  gordura corporal em idosos: comparação entre os métodos de estimativa pela área  adiposa do braço, pela dobra cutânea tricipital e por bioimpedância tetrapolar.  Rev Bras Geriatr Gerontol. 2010; 13(1): 17-27. DOI:  10.1590/S1809-98232010000100003.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=529742&pid=S0004-0622201500020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p align="justify">2. Volpini MM, Frangela VS. Nutritional  assessment of institutionalized elderly. Einstein. 2013; 11: 32-40. DOI:  10.1590/S1679-45082013000100007.</p>     <p align="justify">3. Rauen MS, Moreira EAM, Calvo MCM, Lobo AS.  Avaliação do estado nutricional de idosos institucionalizados. Rev Nutrição.  2008; 21: 303-10. DOI: 10.1590/S1415-52732008000300005.</p>     <p align="justify">4. Rambouskavá J,  Slavikova M, Krskova A, Prochazka B, Andel M, Dlouhy P. Nutritional status  assessment of institutionalized elderly in Prague, Czech Republic. Ann Nutr  Metab. 2013; 62: 199-204. DOI: 10.1159/000346038.</p>     <p align="justify">5. Tsai AC, Ku PY. The MNA and  Taiwanese elderly. British Journal of Nutrition. 2008; 100: 152-8. DOI:  10.1017/S0007114507873600</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">6. Donini LM, Neri B, DE Chiara S, Poppiogalle E,  Muscaritol M. Nutritional care in a nursing home in Italy. Plos One. 2013; 8:  1-10. DOI: 10.1371/journal. pone.0055804.</p>     <p align="justify">7. Lipchitz, D.A. Screening for  nutritional status in the elderly. Prim Care. 21:55-67.1994.</p>     <p align="justify">8. Chumlea WC, Guo  SS, Roche AF, Steinbaugh ML. Prediction of body weight for the non ambulatory  elderly from anthropometry. J Am Diet Assoc. 1988; 88: 564-8.</p>     <p align="justify">9. Rabito EI,  Mialich MS, Martínez EZ, García RW, Jordao AA Jr, Marchini JS. Validation of  predictive equations for weight and height using a metric tape. Nutr Hosp. 2008;  23: 614-8.</p>     <p align="justify">10. Chumlea WC, Guo SS, Wholihan K, Cockram D, Kuczmarski RJ,  Johnson CL. Stature prediction equations for elderly non-Hispanic white, non-Hispanic  black and mexican-american persons developed from NHANES III data. J Am Diet  Assoc. 1998; 98: 137-42. DOI: 10.1016/S0002-8223(98)00036-4.</p>     <p align="justify">11. Siqueira VO, Costa BVL, Lopes AC, Santos LC, Lima-Costa  MF, Caiaffa, WT. Different equations for determining height among the elderly:  the Bambuí Cohort Study of Aging. Caderno de Saúde Pública. 2012; 28: 125-34.  DOI: 10.1590/S0102- 311X2012000100013</p>     <p align="justify">12. Piccoli A, Crosignani P, Nappi C,  Ronsini S, Bruni V, Marelli S. Effect of the ethinulestradiol/norelgestromin  contraceptive patch on body composition. Results of bioelectrical impedance  analysis in a population of Italian women. Nutrition Journal 2008; 7: 1-9.</p>     <p align="justify">13.  Figueiredo IM, Sampaio RF, Mancini MC, Silva FCM, Souza MAP. Teste de força de  preensão utilizando o dinamômetro Jamar. Acta Fisiátrica, 2006;14: 104-10. DOI:  10.5935/0104-7795.20070002</p>     <p align="justify">14. Henry, JB. 1995. Diagnósticos Clínicos &amp;  Tratamento, por Métodos Laboratoriais. 18º Ed. Manole. São Paulo. SP. 729p.</p>     <p align="justify">15.  Norman K, Stobäus N, Pirlich M, Bosy-Westphal A. Bioelectrical phase angle and  impedance vector analysis clinical relevance and applicability of impedance  parameters. Clin Nutr. 2012; 31: 854-61. DOI: 10.1016/j.clnu.2012.05.008.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">16. Wirth R, Volkert D, Rosler A, Seiber CC, Bauer JM.  Bioeletric impedance phase angle is associated with hospital mortality of  geriatric patients. Archives of Gerontology and Geriatrics. 2010; 51: 290-4. DOI:  10.1016/j.archger.2009.12.002</p>     <p align="justify">17. Espinosa-Cuevas Mde L, Rivas-Rodríguez L,  González-Medina EC, Atilano-Carsi X, Miranda- Alatriste P, Correa-Rotter R.  Bioimpedance vector analysis for body composition in Mexican population. Rev  Invest Clin. 2007; 59: 15-24.</p>     <p align="justify">18. Matsudo SM, Kelhan V, Marsudo R, Barros Neto  TL. Impacto do envelhecimento nas variáveis antropométricas, neuromotoras e  metabólicas da aptidão física. Rev Bras Ciên e Mov. 2000; 8: 21-32.</p>     <p align="justify">19. Lopez-Gomez  JM. Evolution and applications of bioimpedance in managing chronic kidney  disease. Revista Nefrologia 2011; 31: 630-4. DOI: 10.3265/ Nefrologia.pre2011.Oct.11015.</p>     <p align="justify">20. Fiore EG, Viera VL, Cervato AM, Tucilo DL, Cordeiro AA.  Perfil Nutricional de idosos freqüentadores de unidade básica de saúde. Rev Ciên  Med. 2006; 15: 369-377.</p> </font>       ]]></body>
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