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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Início de um programa de seleção de abelhas africanizadas para a melhoria na produção de propolis e seu efeito na produção de mel]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Some colonies of Apis mellifera bees produce much more propolis than others, a trait that could be under genetic control. This possibility was investigated in an experiment carried out from April to July 1999, in the "cerrado" forest reserve Pé de Gigante, Santa Rita de Passa Quatro, São Paulo State, Brazil. The objective was to begin a genetic breeding program of bees to improve propolis production and verify the correlation between propolis and honey production. In seven apiaries, 100 colonies of Africanized honeybees originating in swarms and captured in forest reserve "Pé de Gigante" were used. Kruskal-Wallis and Mann-Whitney tests were used. The propolis was collected in an Apis Flora collector. Only 25 colonies produced propolis, 87.45g on average, while the other 75 colonies did not produce propolis. The colonies, producers of propolis were better (P<0.001) in honey production, with an average of 26.98 kg/colony vs 13.93 kg/colony for non-propolised colonies. A positive correlation between propolis and honey production with r=0.422 and P=0.00001256 was found, showing that the bees that produced more propolis also produced more honey. The results show that it is possible to select bees for an increase of propolis production and improve the honey productivity.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Algunas colonias de abejas Apis mellifera producen mas propóleos que otras y esta característica pudiera tener control genético. Esta posibilidad fue estudiada en este experimento desarrollado entre abril y julio 1999 en la reserva forestal de cerrado "Pé de Gigante", Santa Rita do Passa Quatro, Estado de São Paulo, Brasil. El objetivo fue iniciar un programa de mejoramiento genético de abejas para aumentar la producción de propóleos y verificar la correlación entre producción de propóleos y de miel. En siete apiarios fueron utilizadas 100 colonias de abejas procedentes de enjambres capturados en la reserva forestal "Pé de Gigante". Se realizaron pruebas paramétricas de Kruskal-Wallis y de Mann-Whitney. El propóleo fue colectado en colector tipo Apis Flora. Sólo 25 colonias produjeron propóleos con una media de 87,45g y las otras 75 no colectaron propóleos. Las colonias productoras de propóleos (CPM) fueron superiores (P<0,001) en la producción de miel, con media de 26,98 kg/colonia contra 13,93kg. de las colonias no productoras de propóleos (CM). Se encontró correlación positiva entre producción de propóleos y de miel, con r=0,422 y P=0,00001256, mostrando que las abejas que más produjeron propóleos también produjeron más miel. Los resultados muestran que es posible seleccionar abejas para aumentar la producción de propóleos y mejorar la productividad de miel.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Abelhas]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Própolis]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <FONT size=2> </FONT><B>     <P align=justify><font size="3">INÍCIO DE UM PROGRAMA DE SELEÇÃO DE ABELHAS AFRICANIZADAS PARA  A MELHORIA NA PRODUÇÃO DE PROPOLIS E SEU EFEITO NA PRODUÇÃO DE MEL</font></P></B><FONT size=4> <I>     <P align="center">Antonio José Manrique e Ademilson Espencer Egea Soares</P></I></FONT>     <P align=justify>Antonio José Manrique.<B> Zootecnista, UNELLEZ. M.Sc. em  Produção Animal, Universidad Central de Venezuela. Doutor em Genética,  Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto. Pesquisador II, Instituto  Nacional de Investigaciones Agrícolas (INIA), Caracas, Venezuela. Endereço:  INIA-Presidencia, Parque Central, Torre Este, piso 11, Caracas 1010, Venezuela.  e-mail: tonyman77@terra.com.ve</P></B>     <P align=justify>Ademilson Espencer Egea Soares.<B> Biólogo, M.Sc em Genética e  Doutor em Genética, USP- Ribeirão Preto. Professor, Departamento de Genética,  Faculdade de Medicina, USP-RP. Brasil. e-mail: aesoares@fmrp.usp.br</P>     <P align=justify>Resumo</P></B><I>     <P align=justify>Algumas colônias de abelhas </I>Apis mellifera<I> produzem mais  própolis que outras, e esta característica pode ter controle genético. Esta  possibilidade foi estudada neste experimento, desenvolvido de abril a julho de  1999, na reserva florestal de cerrado "Pé de Gigante", Santa Rita de Passa  Quatro, Estado de São Paulo, Brasil. O objetivo foi iniciar um programa de  melhoramento genético de abelhas para aumentar a produção de própolis e  verificar a correlação entre produção de própolis e de mel. Em sete apiários  foram usadas 100 colônias de abelhas procedentes de enxames capturados na  reserva florestal "Pé de Gigante". Foi feita a análise de variância, usando as  provas de Kruskal-Wallis e a de Mann-Whitney. A própolis foi colhida num coletor  do tipo Apis Flora. Só 25 colônias produziram própolis com média de 87,45g e as  outras 75 não produziram própolis. As colônias produtoras de própolis (CPM)  foram superiores (P&lt;0,001) na produção de mel, com média de 26,98kg contra  13,93kg das colônias não produtoras de própolis (CM). Os resultados mostraram  correlação direta entre a produção de própolis e a produção de mel com valores  de r=0,422 e P=0,00001256, mostrando que as abelhas que mais produziram própolis  também produziram mais mel. Os resultados mostram que é possível selecionar  abelhas para aumentar a produção de própolis e para melhorar a produtividade de  mel. </P></I><B>     <P align=justify>PALAVRAS CHAVES / Abelhas / Mel / Própolis / </P>     <P align=justify>Summary</P></B><I>     <P align=justify>Some colonies of </I>Apis mellifera <I>bees produce much more  propolis than others, a trait that could be under genetic control. This  possibility was investigated in an experiment carried out from April to July  1999, in the "cerrado" forest reserve Pé de Gigante, Santa Rita de Passa Quatro,  São Paulo State, Brazil. The objective was to begin a genetic breeding program  of bees to improve propolis production and verify the correlation between  propolis and honey production. In seven apiaries, 100 colonies of Africanized  honeybees originating in swarms and captured in forest reserve "Pé de Gigante"  were used. Kruskal-Wallis and Mann-Whitney tests were used. The propolis was  collected in an Apis Flora collector. Only 25 colonies produced propolis, 87.45g  on average, while the other 75 colonies did not produce propolis. The colonies,  producers of propolis were better (P&lt;0.001) in honey production, with an  average of 26.98 kg/colony </I>vs<I> 13.93 kg/colony for non-propolised  colonies. A positive correlation between propolis and honey production with  r=0.422 and P=0.00001256 was found, showing that the bees that produced more  propolis also produced more honey. The results show that it is possible to  select bees for an increase of propolis production and improve the honey  productivity.</P></I><B>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>Resumen</P></B><I>     <P align=justify>Algunas colonias de abejas </I>Apis mellifera<I> producen mas  propóleos que otras y esta característica pudiera tener control genético. Esta  posibilidad fue estudiada en este experimento desarrollado entre abril y julio  1999 en la reserva forestal de cerrado "Pé de Gigante", Santa Rita do Passa  Quatro, Estado de São Paulo, Brasil. El objetivo fue iniciar un programa de  mejoramiento genético de abejas para aumentar la producción de propóleos y  verificar la correlación entre producción de propóleos y de miel. En siete  apiarios fueron utilizadas 100 colonias de abejas procedentes de enjambres  capturados en la reserva forestal "Pé de Gigante". Se realizaron pruebas  paramétricas de Kruskal-Wallis y de Mann-Whitney. El propóleo fue colectado en  colector tipo Apis Flora. Sólo 25 colonias produjeron propóleos con una media de  87,45g y las otras 75 no colectaron propóleos. Las colonias productoras de  propóleos (CPM) fueron superiores (P&lt;0,001) en la producción de miel, con  media de 26,98 kg/colonia contra 13,93kg. de las colonias no productoras de  propóleos (CM). Se encontró correlación positiva entre producción de propóleos y  de miel, con r=0,422 y P=0,00001256, mostrando que las abejas que más produjeron  propóleos también produjeron más miel. Los resultados muestran que es posible  seleccionar abejas para aumentar la producción de propóleos y mejorar la  productividad de miel.</I> </P>     <P align=justify>Recebido: 16/01/2002. Modificado: 22/03/2002. Aceito: 08/04/2002 </P> <B>     <P>Introdução</P></B>     <P align=justify>A apicultura é uma das atividades agrícolas, que mais tem se  desenvolvido no Brasil, nas últimas décadas, graças aos estudos realizados na  biologia de abelhas, manejo e subsídios com vista ao melhoramento das abelhas  africanizadas (Gonçalves, 1996).</P>     <P align=justify>A maioria dos programas de melhoramento é desenvolvido para  selecionar os melhores indivíduos e usá-los como reprodutores na próxima geração  a fim de incrementar a produção e diminuir os custos de manejo (Rinderer,  1986).</P>     <P align=justify>Kerr (1972) propôs que, para uma seleção seja eficiente, deve  ser feita a partir das 24 melhores colônias (no mínimo) que o apicultor possuir,  das quais 12 serão usadas para produção de rainhas e as outras 12 para produzir  grande número de zangões de boa qualidade. A seleção dos machos deve ser feita a  partir do desempenho de suas irmãs. Vencovsky e Kerr (1982) concluíram que  usando o método de substituição das 25% piores rainhas, por filhas das 25%  melhores, aumentavam sua produtividade nas próximas gerações até 20%.</P>     <P align=justify>A seleção massal é o primeiro método utilizado em populações  que não sofreram nenhum melhoramento. Em abelhas, resulta em bons ganhos  iniciais, principalmente em híbridos africanizados, graças a sua grande  variabilidade genética, mas não deve ser realizado em populações pequenas.</P>     <P align=justify>Nos últinos anos tem sido constatado um grande incremento do  número de apicultores e colméias, aproveitando da rica e variada flora apícola,  permitindo ampliar suas fronteiras e diversificar seus produtos. Entre estes se  destaca a própolis, produto que geralmente era jogado fora pela maioria dos  apicultores num passado não tão distante.</P>     <P align=justify>A própolis é um complexo de substâncias resinosas, processada  pelas abelhas, coletada de várias fontes de resinas vegetais (Ghisalberti, 1979)  que pode ter uma gama variada de cores que vai desde pardo passando pelo verde,  vermelho até o preto. Geralmente a própolis coletada na colméia é composta de  50% de resinas e bálsamo vegetal, 30% de ceras, 10% de óleos essenciais e  aromáticos e 5% de outras substâncias. As resinas são misturas complexas de  terpenos, flavonóides e substâncias gordurosas e sua produção está ligada ao  crescimento vegetativo das plantas, que é promovido por um hormônio, a  giberelina, que é um terpenóide. Indicando assim que, resinas em grandes  quantidades são secretadas pelas plantas durante o crescimento de ápices  vegetativos de folhas, caules ou troncos, antes da floração; razão pela qual nem  sempre o grão de pólen encontrado na própolis, indica a espécie vegetal visitada  para a coleta de resina (Bastos, 1998).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>Poucas abelhas coletam resinas para produzir própolis, pouco  menos de 3% das campeiras. Quando ocorre uma grande florada as abelhas dedicam  pouco tempo e esforço na coleta de resinas, dedicando-se principalmente a  coletar néctar e produzir mel. O desgaste das abelhas que produzem própolis é  muito alto e elas devem ser alimentadas ou ter muito néctar à disposição, para  produzir adequadamente. Segundo Santos <I>et al</I>. (1996), as abelhas  africanizadas, apresentam um maior número de forrageamento de coletas de resinas  entre 10 e 14 horas, nos horários mais quentes do dia; mencionam ainda que  temperaturas abaixo de 21ºC e acima de 28ºC parecem inibir este comportamento.  Para coletar a própolis, principalmente durante a época quente, as abelhas, com  mais de 15 dias de vida, mordem e ajudam-se com suas patas e a transferem para  as corbículas; nesta manipulação algumas vezes adicionam cera e esta operação  pode durar de 15 a 60 minutos (Gojmerac, 1980).</P>     <P align=justify>As abelhas usam a própolis para fechar buracos, fendas e  alvados para evitar o frio durante a época fria e o calor excessivo da época  quente, que funciona como um agente termorregulador; também o usam para prevenir  infestações no interior da colméia por bactérias e desenvolvimento de outros  microorganismos; para embalsamar animais mortos e evitar putrefação; para fixar  todas as peças móveis da colméia e para evitar as vibrações quando as colméias  estão expostas a correntes de ar minimizando os sons intensos. </P>     <P align=justify>Uma das principais metas na apicultura é produzir mel. No  entanto, a maioria das pesquisas sobre produção de mel foram conduzidas em áreas  com rendimentos por colônia relativamente baixos (Szabo e Lefkovitch, 1989).  Pesante <I>et al</I>. (1992) apontam que a competição de colônias selvagens pode  reduzir a produção de mel de colônias manejadas e que a alimentação prévia ao  fluxo de néctar pode dar vantagens no crescimento da população sobre colônias  selvagens.</P>     <P align=justify>Os estudos de produção de mel são muito variáveis dadas as  considerações ecológicas. A quantidade de mel que uma colônia pode produzir é  influenciada por muitas características diferentes da colônia e pode variar de  zero até 210kg/colônia/ano (Szabo e Lefkovitch, 1989). A produção de mel tem  sido correlacionada significativamente com população total da colônia (Woyke,  1984) e quantidade de pólen coletado (Milne e Pries, 1984).</P>     <P align=justify>Os objetivos do presente trabalho foram: realizar uma seleção  das melhores colônias produtoras de própolis, para iniciar um processo de  melhoramento genético, que vise aumentar a produtividade de própolis, partindo  de uma população silvestre não selecionada nem melhorada e verificar se há  correlação entre produção de própolis e a produção de mel.</P><B>     <P align=justify>Materiais e Métodos</P></B>     <P align=justify>O experimento foi desenvolvido de abril a julho de 1999; os  trabalhos foram realizados na Reserva Florestal "Pé de Gigante", município de  Santa Rita de Passa Quatro, Estado de São Paulo, com uma superfície de 10000  hectares, localizada a 70km de Ribeirão Preto na via Anhanguera em direção a São  Paulo. A vegetação fronteiriça predominante é de eucalipto (<I>Eucaliptus  sp</I>.), enquanto na reserva a vegetação é típica de cerrado, com destaque  para: angico (<I>Piptadenia falcata </I>Benth), gabiroba (<I>Campomanesia  cambedessiana</I> Berg.), pequi (<I>Caryocar brasiliense</I> Camb.), jatobá  (<I>Hymenaea stilbocarpa </I>Mart.) cipó São João (<I>Pyrostegia venusta</I>) e  faveiro (<I>Pterodon apparicioni</I> Pedersoli). O clima da região é subtropical  úmido, com inverno seco e chuvas fortes no verão.</P>     <P align=justify>Ubicadas em sete apiários com número variável de colônias, a  população base foi formada inicialmente por 130 colméias de abelhas  africanizadas, mas devido a perdas e roubos, foram avaliadas somente 100. Todas  as colônias provinham de enxames silvestres capturados no período de agosto de  1998 a fevereiro de 1999, em caixas iscas modelo Langstroth (46x20x25cm) com um  volume de 23 litros e que continham no seu interior 5 caixilhos com 1/3 de cera  alveolada e atrativo químico, extraído do "capim limão" (<I>Cymbopogus  citratus</I>), que funciona como um análogo do feromônio de agregação,  encontrado nas glândulas de Nasanov das operárias. Após a sua captura os enxames  eram transferidos para ninhos após completarem a construção dos cinco favos de  lâminas alveoladas e expandirem a sua população. Os enxames diferiam em  população e não foi feita uma homogeneização da população. Todas as colméias  foram identificadas com uma chapa numerada.</P><I>     <P align=justify>Produção de própolis</P></I>     <P align=justify>Foram feitas quatro coletas de própolis no período abril-julho.  Em todas as extrações eram pesadas e registradas as quantidades de própolis  produzidas por cada colméia. A avaliação da produção foi feita por pesagem  direta da própolis colhida em cada coletor do tipo Apis Flora, descrito por  Manrique e Soares (2002) que se coloca em cima da melgueira ou sobreninho e  impede que a própolis receba sol ou chuvas diretamente, o que pode diminuir sua  qualidade. Embora as abelhas estoquem própolis em buracos, fendas, caixilhos e  alvados, neste experimento só foi considerada a própolis produzida nos  coletores, por ter menos resíduos que a contaminem, elevando seu preço e valor  para gerar produtos derivados, além de não prejudicar a colônia.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>A seleção da melhor colônia foi feita baseada nos registros de  produção de própolis, a qual tiveram uma produtividade pelo menos 40% superior  as outras colônias, durante a temporada.</P><I>     <P align=justify>Produção de mel</P></I>     <P align=justify>A produção de mel foi feita durante a florada de eucalipto  (<I>Eucaliptus</I> sp.) de abril a julho de 1999, simultaneamente com a produção  de própolis, e também foram testadas 100 colônias. A avaliação da produção de  mel foi feita com uma metodología indireta, os quadros foram colhidos com um  mínimo de operculação de 2/3, depois eram centrifugados e juntava-se o mel  remanescente que escorrera da cera, depois de tirar as impurezas, o mel era  colocado em baldes de 25kg. Para determinar o peso líquido de mel/colônia, a  produção total de mel foi dividida entre o número total de quadros colhidos e  foi determinado um fator de correção pelo qual se multiplicava e se obtinha o  peso de cada quadro que multiplicado pelo quadros colhidos por colônia, dava o  total em kg/colônia.</P> <A NAME="TabI"> </A>    <P align=center><IMG  border=0 src="/img/fbpe/inci/v27n6/v27n6a7img1.jpg" width="347" height="253"></P> <I>     
<P>Análise estatística</P></I>     <P align=justify>Foram feitas as provas não paramêtricas, quando não tiveram  distribuição normal e a variância entre grupos não foram homogêneas, mas sem  opção de corrigir (transformar dados), uma alternativa era eliminar dados, mas  não convém porque o valor zero de várias colônias é importante já que mostra a  alta variabilidade. Dentre as provas, usaram-se: Mann-Whitney e  Kruskal-Wallis.</P><B>     <P align=justify>Resultados e Discussão</P></B>     <P align=justify>Na <A HREF="#TabI"> Tabla I</A> são mostrados os dados de produção média de  própolis por apiários onde não se apresentaram diferenças estatísticas entre os  apiários, segundo a prova de Kruskal-Wallis. No entanto, observaram-se marcadas  diferenças biológicas ressaltando o apiário Cynthia que teve a maior  produtividade de própolis com uma média de 68,82g/colônia, mais de três vezes  superior à média total, enquanto a produtividade do apiário Americano foi zero.  Todavia o número de colônia por apiários poderia influir na coleta de própolis,  mas este efeito não foi tão contundente, visto que a diferença média entre o  apiário mais populoso (Pé de Gigante) e o Magnético, for de apenas 4g. Embora  essas médias fossem estatisticamente semelhantes, quando se comparam com os  dados da seleção feita por Manrique e Soares (2002), elas indicam que mais  importante do que população é a própria disponibilidade de pasto apícola que  pode influenciar consideravelmente, visto que a vegetação na região é pobre no  fornecimento de resina em quantidade e em qualidade.</P>     <P align=justify>Também é importante ressaltar o fato que somente 25 colônias  (25% do total) produziram própolis o que poderia dar uma idéia do baixo  potencial propolisador destes enxames, ou que, poderia ser devido à pouca  habilidade genética de coletar resinas ou que a própolis fora depositada em  outro lugares das colméias, como descrito por Thimann e Manrique (2002) que  observaram na Venezuela que as abelhas, usando o mesmo coletor Apis Flora,  depositavam a própolis entre os quadros, fechando todos os espaços vazios. Por  outro lado, observamos, que as colônias 156 e 99 do apiário Cynthia produziram  respectivamente 571,9 e 102,4g de própolis verde e que foram as únicas colônias  em coletarem tal tipo. Esta coleta preferencial de resina, transformada em  própolis verde, provavelmente de alecrim do campo (pouco abundante na região)  poderia indicar uma tendência genética com algum traço herdável, tal como é  sugerido por Nye e Mackensen (1965) que apontaram que o comportamento coletor de  pólen de alfafa por parte de algumas abelhas é herdável. Resultados similares  foram reportados por Mackensen e Tucker (1973) quanto a diferenças na coleta de  pólen entre duas linhagens de abelhas selecionadas para coletar pólen de  alfafa.</P><I>     <P align=justify>Produção de mel</P></I>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>Na <A HREF="#TabII"> Tabla II</A> é apresentada a produção de mel por apiário no Pé  de Gigante, onde foram encontradas diferenças significativas (P=0,015), segundo  a prova de Kruskal-Wallis, entre os apiários Yolanda, Ximena e Cynthia, quando  comparados com os apiários Magnético, Pé de Gigante, Do Meio e Americano.</P>     <P align=justify>A produção média não esteve influenciada nem pela localização  dos apiários distantes entre si a menos de 400 metros nem pelo número de  colônias por apiários, já que apiários com o mesmo número de colônias tiveram  produtividade dispares, sendo a máxima em Yolanda (31,67kg/colônia) e a mínima  no Americano (0kg/colônia), com uma variação alta no apiário Yolanda de  0-48kg/colônia, mostrando a existência de variabilidade das abelhas  africanizadas na produção de mel, dado o elevado nível de hibridização destas  abelhas. Esta variabilidade na produção de mel foi constatada por Duay (1996) no  Brasil, tanto em abelhas africanizadas selecionadas quanto não selecionadas, com  variabilidade de 0-153kg para as selecionadas e 0-90,5kg para as não  selecionadas.</P> <A NAME="TabII"> </A>    <P align=center><IMG  border=0 src="/img/fbpe/inci/v27n6/v27n6a7img2.jpg" width="347" height="267"></P>     
<P align=justify>A diferença na produção de mel entre os diferentes apiários  poderia ser explicada principalmente por características genéticas das abelhas,  população e pela idade da rainha, visto que todas elas receberam o mesmo tipo de  manejo, após serem capturadas como enxames. Nesse sentido, Root (1984) menciona  que a idade da rainha tem uma relação inversa com o número de abelhas da colônia  e sua produtividade, dado que rainhas velhas ovopositam menos e mais espalhado,  diminuindo a população. Por outro lado, as abelhas que têm boa disposição para  produzir mel têm menos tendência a enxamear, trocando periodicamente a sua  rainha velha por substituição natural (Ruttner, 1988). Outro fator que pôde ter  influenciado foi a época de captura dos enxames, já que os primeiros a serem  capturados poderiam crescer e se desenvolver mais rápido, razão pela qual  produziram uma maior quantidade de mel. Embora, Spivak <I>et al</I>. (1989)  relatem que não encontraram correlação entre o peso inicial da colônia ou a área  de cria com a quantidade total de mel, em colméias com graus variados de  africanização na Costa Rica.</P> <A NAME="TabIII"> </A>    <P align=center><IMG  border=0 src="/img/fbpe/inci/v27n6/v27n6a7img3.jpg" width="350" height="223"></P>     
<P align=justify>A <A HREF="#TabIII"> Tabla III</A> mostra a produção média de mel das colônias que  produziram própolis e mel e aquelas que produziram somente mel. Nesta avaliação  observou-se que as colônias propolisadoras tiveram um desempenho altamente  significativo (P&lt;0,001), segundo o teste de Mann-Whitney, na produção de mel,  comparado com as que produziram só mel, com uma produtividade 2,04 vezes maior,  estes resultados diferem dos Funari <I>et al</I>. (1998) que mostraram que,  apesar de não apresentarem diferenças significativas, as colônias mais  produtoras de mel produziram menos própolis. </P>     <P align=justify>Por outro lado, a análise de Correlação de Pearson, mostrou que  a produção de própolis e de mel tem um coeficiente de correlação positivo, com  um valor de r =0,4215 e P=0,00001256. Esta tendência faz sentido, porque a  produção de mel está correlacionada com a atividade de forrageamento (Sugden e  Furgala, 1982) e a coleta da própolis é mais uma atividade de forrageamento  embora não seja para produzir alimento, mas para se proteger.</P><B>     <P align=justify>Conclusões</P></B>     <P align=justify>Os resultados obtidos mostram que nem todas as abelhas coletam  própolis, menos do 50% das colônias, o qual poderia sugerir diferenças genéticas  embora todas as colônias fossem de híbridos africanizados.</P>     <P align=justify>Houve correlação entre a produção de própolis e a produção de  mel, com valor de r=0,422. Observou-se que as colônias produtoras de própolis  produziram maior quantidade de mel do que aquelas que não coletaram  própolis.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify><B>REFERÊNCIAS</B> </P> <DIR>     <!-- ref --><P align=justify>1. Bastos EM (1998) Grão de pólen e estruturas secretoras de  plantas como indicadores de origem botânica do mel e da própolis. <I>Anais do  XII Congresso Brasileiro de Apicultura, Salvador</I>, Bahia. pp. 71-72.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951445&pid=S0378-1844200200060000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>2. Duay P (1996) <I>Produção de mel em abelhas africanizadas,  Apis mellifera, como subsídio para um programa de seleção e melhoramento  genético</I>. Dissertação de Mestre, em Entomologia. Faculdade de Filosofia,  Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Brasil. 119  pp.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951446&pid=S0378-1844200200060000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>3. Funari S, Rocha H, Sforcin J, Perosa J, Curi P, Camargo R  (1998) Produção de mel, própolis e coleta de pólen em colônias de abelhas  africanizadas <I>Apis mellifera </I>L. <I>Anais do XII Congresso Brasileiro de  Apicultura</I>, Salvador, Bahia. p. 231.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951447&pid=S0378-1844200200060000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>4. Ghisalberti EL (1979) Propolis: A review. <I>Bee World  60</I>: 59-84. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951448&pid=S0378-1844200200060000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>5. Gojmerac WL (1980) Activities and behavior of the colony as  an organism. Em <I>Bees, Beekeeping, Honey and Pollination</I>. Eastern  Graphics. Old Saybook, Conn. pp. 33-56.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951449&pid=S0378-1844200200060000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>6. Gonçalves LS (1996) Abelhas africanizadas: Uma praga ou um  benefício para a apicultura brasileira. <I>Anais do II Encontro sobre  abelhas</I>, Ribeirão Preto, SP, Brasil, pp. 165-170.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951450&pid=S0378-1844200200060000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>7. Kerr WE (1972) Melhoramento em abelhas. Em <I>Manual de  apicultura</I>. Organizado por J.M.F. Camargo (Ed. Agr. Ceres). Piracicaba, SP,  Brasil. pp. 97-116.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951451&pid=S0378-1844200200060000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>8. Mackensen O, Tucker S (1973) Preference for some other  pollens shown by lines of honeybees selected for high and low alfalfa pollen  collection. <I>J. Apicultural Res. 12</I>: 187-190.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951452&pid=S0378-1844200200060000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>9. Manrique A, Soares AEE (2002) Seleção de abelhas  africanizadas para a produção de própolis. <I>Zootecnia Tropical</I> (em  prensa).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951453&pid=S0378-1844200200060000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>10. Milne Cp, Pries K (1984) Honeybee corbicular size and honey  production. <I>J. Apicultural Res. 23</I>: 11-14. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951454&pid=S0378-1844200200060000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>11. Nye Wp, Mackensen O (1965) Preliminary report on selection  and breeding of honeybees for alfalfa pollen collection. <I>J. Apicultural Res.  4</I>: 43-48. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951455&pid=S0378-1844200200060000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>12. Pesante D, Rinderer T, Collins A, Boykin D, Buco S (1992)  Honey production in Venezuela: effects of feeding sugar syrup on colony weight  gains by Africanized and European colonies. <I>Apidologie 23</I>: 545-552.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951456&pid=S0378-1844200200060000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>13. Rinderer T (1986) Selection. Em Rinderer T (Ed.) <I>Bee  Genetics and Breeding</I>. Academic Press. Orlando, Fla. pp. 305-322.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951457&pid=S0378-1844200200060000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>14. Root A (1984) <I>El ABC y XYZ de la apicultura</I>.  Editorial Hemisferio Sur. Buenos Aires. Argentina. 565 pp.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951458&pid=S0378-1844200200060000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>15. Ruttner F (1988) <I>Breeding Techniques and Selection of  the Honeybee</I>. G. Beard &amp; Son, Brighton, England. 354 pp.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951459&pid=S0378-1844200200060000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>16. Santos M Dos, Message D, Cruz C (1996) Influência dos  fatores climáticos na coleta de própolis em abelhas africanizadas <I>Apis  mellifera</I> L. <I>Anais do XI Congresso Brasileiro de Apicultura</I>,  Teresina, Piauí. p. 372.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951460&pid=S0378-1844200200060000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>17. Spivak M, Batra S, Segreda F, Castro A, Ramirez W (1989)  Honey production by Africanized and European honey bees in Costa Rica.  <I>Apidologie 20</I>: 207-220.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951461&pid=S0378-1844200200060000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>18. Sugden M, Furgala B (1982) Evaluation of six commercial  honey bees (<I>Apis mellifera</I> L.) stocks used in Minnesota. Part III:  Productivity. <I>American Bee J. 122</I>: 207-209.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951462&pid=S0378-1844200200060000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>19. Szabo T, Lefkovitch L (1989) Effect of brood production and  population size on honey production of honeybee colonies in Alberta, Canada.  <I>Apidologie 20</I>: 157-163.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951463&pid=S0378-1844200200060000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>20. Thimann R, Manrique A (2002) Recolección de propóleo en  colonias de abejas africanizadas durante la temporada de lluvias en el apiario  de la UNELLEZ, Guanare, Venezuela. <I>Zootecnia Tropical</I>. (Sometido).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951464&pid=S0378-1844200200060000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>21. Vencovsky R, Kerr We (1982) Melhoramento genético em  abelhas. II. Teoria e avaliação de alguns métodos de seleção. <I>Brazilian J.  Genetics 5</I>: 493-503.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951465&pid=S0378-1844200200060000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>22. Woyke J (1984) Correlations and interactions between  population, length of worker life and honey production by honeybees in a  temperate region. <I>J. Apicultural Res. 23</I>: 148-156.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951466&pid=S0378-1844200200060000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body>
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