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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article underlines the growing importance of having adequate innovation indicators for countries like the Latin American ones. In the first place, some concepts are presented as a base for the discussions on the question of innovation and its measurement. Next, some considerations are presented on the capacities and the internal efforts necessary for innovation; the particularities that should be taken into account for the identification and construction of the indicators; the differences between developed and under developed countries regarding the S&T and innovation activities; the economic, social and environmental impacts of innovations; the technology transfer from abroad; patents; the importance of the gathering of data in the production entities; and the introduction of the Bogotá Manual, an initiative considered by the authors as an important step to attend this necessity.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Este ensayo destaca la importancia creciente de contar con indicadores adequados de innovación en países como los de América Latina. En primer lugar, se presentan algunas consideraciones de base para la discusión sobre la problemática de la innovación y su medición. Sigue un conjunto de consideraciones sobre las capacidades y los esfuerzos propios para la innovación; las especificidades que deben ser tomadas en cuenta para la definición y construcción de los indicadores; las diferencias entre países desarrollados y subdesarrollados en cuanto a la actividad de C&T y de innovación; los impactos económicos, sociales y ambientales de las innovaciones; la transferencia de tecnología del exterior; las patentes; la importancia de la colecta de datos en las entidades de producción; las diferencias entre indicadores de C&T y de innovación; así como la introducción del manual de Bogotá, iniciativa que los autores valoran como un paso importante para atender esa necesidad.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[América Latina]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Indicadores]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <B><FONT size=4>     <P align=justify>CONSIDERAÇÕES SOBRE INDICADORES DE INOVAÇÃO PARA AMÉRICA LATINA  </P></B></FONT>     <P align=justify>Tirso W. Sáenz e Maria Carlota de Souza Paula</P>     <P align=justify>Tirso W. Sáenz.<B> Doutor em Ciências, Ministerio de Educación  Superior de Cuba. Pesquisador Associado, Centro de Desenvolvimento Sustentável,  Universidade de Brasília. Endereço: SHIN QL11, Conjunto 4, casa 11, Lago Norte,  Brasilia DF, CEP 71515745, Brasil. e-mail: tirso@onix.com</P></B>     <P align=justify>Maria Carlota de Souza Paula.<B> Doutorado em Ciências  Políticas, Universidade de São Paulo, Brasil. Pesquisadora Associada, Centro de  Desenvolvimento Sustentável/CDS-UNB. Coordenadora Internacional, Subprograma XVI  (Gestão Da Inovação e do Desenvolvimento Tecnológico), CYTED (Programa  Ibero-americano de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento)..</P>     <P align=justify>Resumo</P></B><I>     <P align=justify>Este ensaio destaca a importância crescente de contar com  indicadores adequados de inovação para países como os de América Latina.  Apresenta, em primeiro lugar, alguns conceitos de base para a discussão sobre a  problemática da inovação e sua medição. Em seguida, apresenta um conjunto de  considerações sobre: as capacidades e os esforços próprios para a inovação; as  especificidades que devem ser tomadas em conta para a definição e construção dos  indicadores; as diferenças entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos quanto  a atividade de C&amp;T e de inovação; os impactos econômicos, sociais e  ambientais das inovações; a transferência de tecnologia do exterior; as  patentes; a importância da coleta de dados nas entidades de produção; as  diferenças entre indicadores de C&amp;T e de inovação; e a introdução do Manual  de Bogotá, iniciativa que os autores consideram um importante passo para atender  a essa necessidade.</P></I><B>     <P align=justify>Summary</P></B><I>     <P align=justify>This article underlines the growing importance of having  adequate innovation indicators for countries like the Latin American ones. In  the first place, some concepts are presented as a base for the discussions on  the question of innovation and its measurement. Next, some considerations are  presented on the capacities and the internal efforts necessary for innovation;  the particularities that should be taken into account for the identification and  construction of the indicators; the differences between developed and under  developed countries regarding the S&amp;T and innovation activities; the  economic, social and environmental impacts of innovations; the technology  transfer from abroad; patents; the importance of the gathering of data in the  production entities; and the introduction of the Bogotá Manual, an initiative  considered by the authors as an important step to attend this  necessity.</P></I><B>     <P align=justify>Resumen</P></B><I>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>Este ensayo destaca la importancia creciente de contar con  indicadores adequados de innovación en países como los de América Latina. En  primer lugar, se presentan algunas consideraciones de base para la discusión  sobre la problemática de la innovación y su medición. Sigue un conjunto de  consideraciones sobre las capacidades y los esfuerzos propios para la  innovación; las especificidades que deben ser tomadas en cuenta para la  definición y construcción de los indicadores; las diferencias entre países  desarrollados y subdesarrollados en cuanto a la actividad de C&amp;T y de  innovación; los impactos económicos, sociales y ambientales de las innovaciones;  la transferencia de tecnología del exterior; las patentes; la importancia de la  colecta de datos en las entidades de producción; las diferencias entre  indicadores de C&amp;T y de innovación; así como la introducción del manual de  Bogotá, iniciativa que los autores valoran como un paso importante para atender  esa necesidad.</P></I><B>     <P align=justify>PALABRAS CHAVE / América Latina / Ciencia e Tecnologia /  Indicadores / Inovação /</P></B><FONT size=2>     <P align=justify>Recebido: 01/02/2002. Modificado: 11/06/2002. Aceito:  28/06/2002</P></FONT>     <P align=justify>&nbsp;</P>     <P align=justify>Em muitos países da América Latina é cada vez mais evidente o  interesse em estabelecer estratégias de desenvolvimento incorporando como um dos  seus componentes principais as políticas de incentivo à inovação. Para que se  possa formular, acompanhar e avaliar essas estratégias e políticas, sua  instrumentação e seus resultados, é preciso contar com um conjunto de  indicadores de inovação tecnológica que permitam tanto comparações  internacionais como internas: estaduais, regionais e setoriais, entre outras. A  necessidade de se fortalecer ou desenvolver esforços para a construção e para o  aperfeiçoamento desses indicadores tem sido crescentemente destacada.</P>     <P align=justify>Um conjunto de indicadores internacionalmente reconhecidos  -como os do Manual de Oslo- deve ser utilizado, possibilitando verificar as  posições relativas dos países latino-americanos no contexto internacional, em  aspectos específicos. Contudo, é importante destacar também a necessidade de se  identificar e construir indicadores que reflitam aspectos ou situações  particulares cuja compreensão é fundamental para a implantação de políticas  adequadas aos múltiplos contextos e suas necessidades diferenciadas.</P>     <P align=justify>Nesse sentido, a análise das experiências dos países  desenvolvidos e do Terceiro Mundo, assim como umas avaliações mais acuradas da  situação atual da América Latina, em particular, são passos essenciais para a  elaboração, fundamentação e aperfeiçoamento de propostas de indicadores de  inovação adequados às características e possibilidades dessa região, e de cada  país em particular. </P>     <P align=justify>Este ensaio apresenta algumas considerações sobre o tema,  seguindo discussões, reflexões e argumentos estimulados por iniciativas como a  do Manual de Bogotá, derivado de um projeto auspiciado pela Rede Ibero-americana  de Indicadores de Ciência e Tecnologia (RICYT; Jaramillo <I>et al.,  </I>2000).</P><B>     <P align=justify>Alguns Conceitos Básicos</P></B>     <P align=justify>É importante esclarecer, de forma concisa, alguns conceitos  básicos que servem de base a essa reflexão sobre o processo de construção de  indicadores de inovação adequados para diversas realidades, como os países  latino-americanos.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>Tomando-se a tecnologia como o conjunto de conhecimentos  científicos e empíricos, de habilidades, de experiências e organização  requeridos para produzir, distribuir e utilizar bens e serviços, observam-se  algumas questões. Ao se definir a tecnologia como um conjunto de conhecimentos,  se está considerando que sua geração, assimilação e utilização são partes de  um<I> processo de aprendizagem e de transferência </I>desses conhecimentos entre  os diferentes atores. Isso faz com que a devida qualificação dos recursos  humanos -tanto os cientistas, tecnólogos e produtores, como os usuários- seja um  requisito imprescindível na abordagem integral de determinada tecnologia. Assim,  <I>um processo de mudança tecnológica tem que ser considerado como um processo  de mudança cultural</I>.</P>     <P align=justify>Por outra parte, esse conjunto de conhecimentos está inserido  em uma <I>rede de atores/entidades que assumem funções específicas</I>, desde a  geração e transferência, até o armazenamento e recuperação desses conhecimentos.  Essa rede inclui os centros de ensino, de P&amp;D, de produção de bens e  serviços, de informação e usuários intermédios e finais (Foray, 1997).</P>     <P align=justify>Os atores na criação e adaptação do conhecimento tecnológico  são geralmente muito mais numerosos e diversificados do que na pesquisa  científica, e as formas desse conhecimento são mais heterogêneas. Os indicadores  devem refletir essa diversidade.</P>     <P align=justify>Seguindo esta apresentação conceitual, a inovação tecnológica é  vista pelos autores como a introdução de uma tecnologia na prática social. Ela  resulta de uma <I>combinação de necessidades sociais e/ou de demandas do mercado  com os meios científicos e tecnológicos para resolvê-las;</I> dessa forma, para  realizá-la, concorrem atividades complementares entre si, de natureza  científica, tecnológica, produtiva, de distribuição, de serviços, financeira e  comercial. </P>     <P align=justify>Por outro lado, semelhante ao que ocorre com a produção do  conhecimento tecnológico, a inovação apóia-se cada vez mais no estabelecimento  de redes (<I>networking</I>) de cooperação. Conseqüentemente, a inovação, é um  fenômeno cada vez mais amplo, originando-se de muitas fontes, o que torna o  processo inovativo ainda mais complexo.</P>     <P align=justify>Nessas considerações, destacam-se dois aspectos fundamentais  para a compreensão dos processos da inovação: em primeiro lugar, essas  atividades não são do âmbito exclusivo da P+D; esta, ainda que essencial, é  apenas uma parte da inovação; em segundo, os atores responsáveis por essas  atividades são muitos e as redes de interações, por meio das quais se dá a  complementaridade entre esses atores e atividades, apresentam dinâmicas  variáveis conforme condições específicas -nacionais, regionais, locais ou  setoriais- e a correspondente disponibilidade dos fatores essenciais a cada  inovação em particular. Consideram-se aqui as redes de inovação como "...  conjuntos coordenados de atores heterogêneos mas profissionais, que participam  coletivamente na concepção, elaboração e difusão dos processos de produção de  bens e serviços" (Paillotin, 1993). O fato de que esses atores sejam  "heterogêneos" estabeleçam "laços diretos e não hierarquizados", com vistas a  uma produção "coletiva" além de, em geral, serem muito numerosos, ressalta a  importância do conhecimento da situação de cada um deles em países e setores  particulares, de modo especial quando se trata de estabelecer estratégias e  políticas de intervenção que, sem dúvida alguma, devem voltar-se para promover a  coordenação dos atores e, se necessário, a construção de fatores que se mostrem  deficientes em realidades específicas.</P>     <P align=justify>Observa-se, portanto, que a inovação tecnológica é, ao mesmo  tempo, um <I>processo cumulativo e interativo</I>. É cumulativo porque incorpora  conhecimentos prévios, historicamente adquiridos, que servem de base à  introdução da nova tecnologia. É interativo pela participação sistêmica de  múltiplos atores/instituições com funções diferenciadas -P+D, engenharia,  produtores, qualidade total, normalização distribuição, comercialização,  serviços pós-venda e usuários, entre outros, unidos por redes. </P>     <P align=justify>Essas características da inovação indicam que os <I>arranjos  institucionais </I>influenciam de forma importante os processos inovativos. Para  que as inovações se realizem são necessárias formas organizativas específicas  envolvendo esse conjunto de instituições. Desse modo, ainda que a inovação se  cristalize nas instituições produtoras de bens e serviços, particularmente nas  empresas, a análise do processo de inovação e, conseqüentemente, os indicadores  respectivos devem abranger todo o espectro de agentes e atividades essenciais a  essa concretização.</P>     <P align=justify>A abordagem hoje disseminada dos "sistemas de inovação"  deriva-se do fato de que os processos de inovação acontecem dessa forma  interativa, envolvendo elementos institucionais e organizativos, vistos de  maneira conjunta. Conforme a amplitude do enfoque, caracterizam-se os sistemas  nacionais de inovação e os sistemas regionais, locais ou setoriais1. Por outra  parte, já se esta considerando por um número de autores a inadequação desse  conceito em um mundo globalizado (Freeman, 2002; Lundval <I>et al.,  </I>2002).</P><FONT size=2>     <P align=justify>1&nbsp;&nbsp;&nbsp;Uma ampla bibliografia existe sobre o tema  (Freeman, 1987 -o termo "sistema nacional de inovação" apareceu por primeira vez  neste trabalho-; Freeman, 1995; Lundval, 1992; Nelson, 1993; Cassiolato e  Lastres, 1999). </P></FONT>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>&nbsp;</P>     <P align=justify>Por outro lado, é importante lembrar que cada inovação, em si  mesma, é um sistema, demandando um arranjo organizacional específico (Edquist e  Johnson, 1997). Por isso, um dos objetivos que as estratégias e políticas  voltadas para a criação ou fortalecimento de um sistema de inovação devem  alcançar é lograr que cada inovação seja tratada dessa forma articulada e  integral, observando-se as dinâmicas específicas dos respectivos processos de  interação entre os atores envolvidos.</P><B>     <P align=justify>A Problemática da Inovação e sua Medição</P></B><I>     <P align=justify>Os indicadores de inovação como instrumentos de  política</P></I>     <P align=justify>As colocações anteriores mostram como os processos inovativos  são altamente <I>sistêmicos e complexos</I>; variam conforme o país, o tipo de  tecnologia e o tamanho das firmas/instituições. De certa forma, esses processos  são idiossincráticos, já que as instituições produtoras de bens e serviços,  individualmente, respondem aos desafios tecnológicos de seus mercados  particulares. Por essa razão, os processos de inovação sejam difíceis de medir  de forma completa e normatizada. Porém, a importância da inovação para o  desenvolvimento nacional faz necessária sua medição, ainda que incompleta e  imperfeita (Dogson e Sybille, 2000), inserindo o tema dos indicadores, de forma  definitiva, nas agendas dos estudos e políticas de inovação2. </P><FONT size=2>     <P align=justify>2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Considerando essa importância e  as deficiências dos sistemas existentes, o aperfeiçoamento dos indicadores de  ciência, tecnologia e inovação foi apontado, recentemente, como um dos "desafios  institucionais" de C&amp;T no Brasil (MCT/ABC, 2001).</P></FONT>     <P align=justify>Expressando-se de modo relacional, com referência a momentos e  padrões temporais, setoriais, regionais, nacionais, os indicadores permitem  elaborar e avaliar <I>ex-ante</I> políticas, planos, programas, projetos ou  atividades, assim como acompanhar e avaliar seu desempenho e seus resultados,  efeitos e impactos. Como elementos de estratégia, permitem visualizar as  condições específicas de determinados fatores e condições essenciais à inovação,  possibilitando uma atuação melhor orientada, conforme as necessidades  particulares.</P>     <P align=justify>No entanto, um indicador, para ser útil e adequadamente  utilizado, deve fazer parte das políticas nacionais, setoriais, regionais,  institucionais ou empresariais, conforme o grau de abrangência do objeto em  análise; o indicador deve ser comparável com as respectivas metas de  desenvolvimento internas estabelecidas, assim como com parâmetros reconhecidos e  utilizados em outros países, regiões, estados ou setores; e deve ser confiável,  particularmente no que se relaciona à qualidade da informação recolhida e seu  processamento.</P>     <P align=justify>Para que se possam viabilizar indicadores com essas  características, é essencial existir uma articulação efetiva entre instituições,  públicas e privadas, geradoras e usuárias de informação e de indicadores,  visando uma melhor definição dos indicadores necessários; é imprescindível  promover o avanço conceitual e metodológico, de forma integrada, permitindo  sistemas compatíveis, dados comparáveis, qualidade na coleta, confiabilidade,  etc., associados a uma maior promoção do uso dos indicadores como subsídio aos  processos decisórios. Esse nos parece ser um dos maiores desafios atuais para os  países da América Latina, com graus muito diferenciados de capacitação e de  organização institucional para a definição e implantação de um adequado sistema  de indicadores.</P>     <P align=justify>Os indicadores comparáveis internacionalmente são, sem dúvida,  necessários, sobretudo em um mundo econômicamente globalizado, particularmente  quando se quer medir os níveis de competitividade internacional (OECD, 1992a).  No entanto, devido a diferenças importantes no nível de desenvolvimento entre  países e no interior de países como Brasil e México, por exemplo, com grande  diversidade e disparidades econômicas e sociais entre regiões e estratos da  população, torna-se também necessário desenvolver indicadores que permitam medir  essas diferenças (Smith, 2001) e, de modo especial, se e em que medida elas  estão sendo vencidas. Além dos indicadores que demonstram o esforço global para  o avanço da ciência, da tecnologia e da inovação no país, deve-se medir também  como esse esforço se estabelece e se reflete de forma diferenciada nas regiões e  estratos sociais. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>Esses indicadores devem estar associados às metas políticas  nacionais ou regionais, de modo a permitir uma avaliação tanto o esforço de  desenvolvimento realizado pelos diversos países –em termos nacionais ou em suas  regiões- quanto os resultados obtidos. Essas metas devem ser as referências  internas para a análise dos indicadores, da mesma forma que os padrões  internacionais reconhecidos por essas políticas são as referências para  verificar a posição relativa do país no contexto internacional.</P>     <P align=justify>Dada a dimensão da tarefa e as grandes disparidades existentes,  os esforços na construção de indicadores de inovação nos diferentes países da  América Latina não necessariamente devem começar em escala nacional. Isso  poderia resultar excessivamente complexo, particularmente para países com menor  experiência neste tipo de trabalho. Nesses casos, poder-se-ia iniciar o processo  por setores ou regiões selecionados, construindo-se desta forma a necessária  capacitação, experiência e organização para empreendimentos maiores. Porém,  desde o início, se deverá tomar em conta a coerência com outros setores ou  regiões, visando a futura integração em sistemas de indicadores mais  abrangentes.</P><I>     <P align=justify>As especificidades a serem consideradas</P></I>     <P align=justify></P>     <P align=justify>Nenhum indicador isolado consegue refletir a complexidade e  amplitude da atuação de<B> </B>uma instituição e, muito menos, de um sistema de  inovação. Os indicadores devem<B> </B>refletir a natureza<B> </B>de atividades  determinadas e seus resultados -correspondentes a objetivos específicos e  realizadas em contextos diferenciados. Além disso, os indicadores devem cobrir  um espectro significativo das atividades implementadas pelos diversos atores, de  modo especial as empresas, outras instituições inovadoras e os centros de  pesquisa. </P>     <P align=justify>Para refletir a multiplicidade de atores, bem como a  complexidade dos aspectos e interações envolvidas, os indicadores devem ser  capazes de demonstrar dimensões qualitativas desse processo (Jaramillo <I>et  al.</I>, 2000). Esse acompanhamento qualificado é que permite dispor de uma base  fundamental para o desenho e avaliação de políticas voltadas para fortalecer os  sistemas de inovação e apoiar as ações das instituições mais propensas ao  melhoramento do seu acervo tecnológico, nas condições e contextos específicos de  cada um desses sistemas. </P>     <P align=justify>Desse modo, os indicadores necessários e passíveis de se  construir para os países em desenvolvimento têm que tomar em conta as  especificidades dos respectivos contextos, muito diferentes dos estilos e  análises utilizados para construir os indicadores nos países desenvolvidos  (Jaramillo <I>et al</I>.<I>,</I> 2000). Em uma entrevista, Celso Furtado  expressava, em relação ao Brasil, que "não será seguindo o modelo dos países  desenvolvidos que podemos resolver nossos problemas. Eles nunca estiveram onde  nós estamos" (<I>Carta Capital, </I>26/12/2001, pp. 72-77).</P><I>     <P align=justify>Diferenças entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos e as  metodologias de construção de indicadores</P></I>     <P align=justify>A afirmação da OECD de que "as interações entre o  desenvolvimento tecnológico, a economia e a sociedade estão insuficientemente  compreendidas em um nível analítico com o propósito da formulação de uma  política integrada" (OECD, 1992) não nos parece uma interpretação correta. Ainda  que muitas vezes seja difícil quantificar alguns impactos sociais da ciência,  tecnologia e inovação, não consideramos que as interações sejam  "insuficientemente compreendidas". Pelo contrário, tem-se avançado muito na  análise dessas interações e o papel de C&amp;T&amp;I no processo social e  econômico é amplamente reconhecido, ainda que muitas vezes difícil de se medir  com precisão. Ocorre que a resolução de muitos entraves, tanto para a promoção e  implementação de atividades de C&amp;T&amp;I quanto para a obtenção de  resultados efetivos, é uma questão política na qual estão envolvidos vários  aspectos contextuais, políticos, sociais e estruturais das diversas sociedades  que são difíceis de enfrentar. No caso de países subdesenvolvidos, esse  enfrentamento torna-se ainda mais difícil, na medida em que significa resolver  uma série de situações e interesses arraigados ao longo de suas formações  históricas.</P>     <P align=justify>Isso é particularmente verdadeiro no que se refere à formação  de desigualdades sociais e regionais, à consolidação de determinadas estruturas  decisórias, e de práticas econômicas e políticas que, necessariamente,  influenciam as possibilidades de realização efetiva da inovação e da  competitividade. Nesse sentido, tornam-se aspectos importantes na análise e no  desenvolvimento de indicadores de inovação.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>Ou seja, os indicadores socioeconômicos -enquanto indicadores  das condições estruturais para a inovação e a competitividade- têm de ser  relacionados aos diversos segmentos sociais e regionais, buscando-se demonstrar  os avanços empreendidos para a melhoria das condições das regiões e segmentos  marginalizados ou excluídos, por exemplo<B>, </B>na direção de oportunidades e  desempenhos mais homogêneos. Esses indicadores são essenciais para as políticas  científicas, tecnológicas e de inovação, na medida em que tais avanços são  imprescindíveis para que se consolide um Sistema de Ciência e Inovação  Tecnológica e se desenvolvam adequadamente as atividades correspondentes,  contribuindo de modo efetivo para a sustentabilidade econômica e social.</P>     <P align=justify>Um grande número de indicadores de C&amp;T e de inovação  utilizados atualmente -como no Manual de Oslo-, ou que estão sendo propostos, se  derivam da experiência dos países desenvolvidos e, conseqüentemente, estão  focalizados em um amplo espectro de atividades que não são necessariamente da  mais alta prioridade para a grande maioria dos países subdesenvolvidos, os quais  têm uma base de C&amp;T fraca e incipiente. </P>     <P align=justify>Em geral, as características dos produtores de países  subdesenvolvidos diferem notavelmente os produtores de países desenvolvidos  quanto à cultura de C&amp;T e empresarial, nível dos recursos humanos,  possibilidades econômicas e financeiras e falta de integração horizontal com  outras empresas, entre outras. Além disso, esses países apresentam grandes  diferenças entre si –o subdesenvolvimento é um problema geral, mas também  heterogêneo–, e não seguem padrões, estratégias e prioridades idênticas.</P>     <P align=justify>Alguns autores (Holbrook e Hughes, 2001) consideram que uma  forma abreviada do Manual de Oslo (OECD, 1996b) é necessária para ser usada na  América Latina, de maneira que os levantamentos (<I>surveys) </I>de inovação  sejam compatíveis com estudos mais detalhados da OECD. Essa comparação, sem  dúvida, é importante como referência. Porém, os países da América Latina, assim  como outros países subdesenvolvidos, deveriam analisar de forma mais detalhada  até que ponto tais indicadores são adequados para refletir adequadamente suas  realidades, ou se há necessidade de desenvolver indicadores próprios  –complementando aqueles existentes-, conforme suas metas particulares de  desenvolvimento e as situações contextuais respectivas. Holbrook e Hughes (2001)  recomendam também que a América Latina deveria usar, por enquanto, um manual  abreviado similar ao Manual de Frascati (OECD, 1993). Essa idéia não parece  apropriada, já que esse Manual está concebido fundamentalmente para medir as  atividades de P+D e não as de inovação.</P>     <P align=justify>O problema atual dos países subdesenvolvidos não é tanto de  reduzir, em termos quantitativos, a brecha que os separa dos países  industrializados, mas de construir sociedades com estilos de vida e de consumo  diferentes destes, para propiciar um desenvolvimento humano mais harmônico,  conforme suas potencialidades econômicas e sociais. Isto é fundamentalmente uma  questão de política de Estado. Conseqüentemente, os objetivos de desenvolvimento  estratégico, incluindo aqueles relativos aos componentes de C&amp;T e inovação,  tendem a diferir cada vez mais entre os países desenvolvidos e subdesenvolvidos,  convertendo a análise da brecha em questão mais qualitativa que quantitativa em  relação a objetivos próprios a alcançar. Portanto, a análise e, particularmente,  a interpretação dos indicadores científicos, tecnológicos e de inovação dos  países subdesenvolvidos deveria permitir visualizar o que falta e o que deveria  ser feito na busca de seus <I>próprios </I>objetivos de desenvolvimento  econômico e social.</P>     <P align=justify>De um ponto de vista regional, é necessário que os países  interajam sobre as bases e formas de medição da inovação considerando essas  peculiaridades. Acreditamos que a iniciativa do Manual de Bogotá, propondo um  instrumento diferenciado para a América Latina, é uma excelente oportunidade  para ampliar e fortalecer essa reflexão sobre a adequação de indicadores para  países menos desenvolvidos e de desenvolvimento muito desigual, como ocorre  nesse Continente. É evidente que a utilização, implementação e interpretação dos  indicadores do Manual de Bogotá devem adequar-se às condições particulares de  cada país, o que requererá inevitavelmente testes pilotos e uma estratégia para  sua introdução paulatina – por regiões ou por setores produtivos prioritários –  particularmente nos países de maiores dimensões e de maior complexidade em seus  tecidos produtivos. Igualmente, será necessário um esforço prévio de capacitação  sobre o referido Manual, muito especialmente no setor produtivo, em geral não  familiarizado com muitos dos conceitos e indicadores nele contidos. Por outra  parte -e isto é de importância capital- é preciso vontade política e um espírito  de cooperação coletivos para que se possam estabelecer comparações válidas  padronizadas -na medida do possível e de forma conveniente- e evitar uma  eventual "Torre de Babel" latino-americana no referido à inovação, sua medição e  seus impactos.</P><I>     <P align=justify>As diferenças entre indicadores de C&amp;T e de  inovação</P></I>     <P align=justify>Duas questões básicas estão associadas a esse tema: de um lado,  as discussões sobre a propriedade de se incluírem os indicadores de C&amp;T -e  não somente os de P&amp;D- nos indicadores nacionais se fundamentam no  reconhecimento da necessidade de se medirem os esforços realizados por países  menos desenvolvidos para a criação de condições básicas e estruturais para a  inovação, já que os primeiros refletem esses esforços e, portanto, são  importantes nesses países. Voltaremos a esse tema posteriormente.</P>     <P align=justify>Por outro lado, em muitas ocasiões, ao se examinarem as  referências práticas sobre como construir indicadores de inovação, encontra-se  que eles estão concebidos em sentido restrito, ou seja, considerando somente as  organizações e relações envolvidas com atividades de C&amp;T, especialmente de  P+D. As capacidades próprias de P+D são <I>inputs</I> importantes para os  esforços de inovação. Sem capacidades para gerar, assimilar e adaptar  conhecimentos, os processos inovativos resultarão geralmente falidos. Porém, as  atividades de P+D, embora necessárias, são insuficientes para culminar os  processos inovativos. Uma definição ampla incluiria, além dos esforços de P+D,  elementos e relações que influenciam os processos de mudanças tecnológicas, como  é o caso, por exemplo, das capacidades e qualidade da produção, de gerenciamento  e de articulação com outras instituições.</P>     <P align=justify>Por exemplo, dentro das empresas de produção, além das  capacidades próprias de P+D (<I>in-house</I>) –incluindo-se dentro deste  conceito a engenharia de projetos– devem ser consideradas outras capacidades  imprescindíveis à inovação, tais como: os recursos qualificados para a produção,  a manutenção e o controle da qualidade, bem como para a distribuição, marketing,  serviços pós-venda, e relações com os fornecedores, construindo assim uma visão  mais integral dos processos inovativos.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>Os indicadores utilizados por alguns países, como o Brasil  (MCT, 2000), referem-se principalmente às atividades do setor de C&amp;T,  mostrando alguns resultados como publicações, patentes e produção técnica. Esses  indicadores são inegavelmente necessários e úteis para medir saídas desse setor  e <I>poderiam </I>servir de<B> </B>indicadores de<B> </B>entrada<I> </I>para  potenciais processos de inovação. Porém, não são suficientes para uma análise  mais abrangente dos esforços de inovação realizados, para o que devem ser  complementados com indicadores de inovação, tanto no que se refere às dimensões  estaduais e setoriais, quantos no interior dos setores produtivos. No Brasil,  iniciaram-se em 1996 alguns projetos para o desenvolvimento de indicadores  tecnológicos, como aqueles relacionados à Balança Tecnológica e aos  investimentos das empresas -BTEC e PINTEC, por exemplo (Roxo e da Anciães,  1997). No Estado de São Paulo, tem-se buscado avançar nessa direção, sobretudo  medindo-se a taxa de inovação das empresas, o que já tem demonstrado de forma  importante diferenças estaduais e setoriais no Brasil. (FAPESP, 2001).</P>     <P align=justify>Indicadores capazes de demonstrar os processos inovativos como  sistemas, nessa concepção ampla, podem dar uma visão mais integral desses  processos complexos, e possibilitam a formulação de políticas públicas de  inovação mais abrangentes; também facilitam melhores avaliações de programas e  projetos. Os próprios países desenvolvidos começaram a incorporar –embora de  forma lenta e muito incompleta– alguns indicadores de inovação que ultrapassam o  alcance dos indicadores estabelecidos no Manual de Oslo.</P><I>     <P align=justify>As capacidades e os esforços próprios para a inovação</P></I>     <P align=justify>Na atualidade, a relação entre o progresso científico, o  tecnológico, a inovação e o crescimento econômico é um fato evidente. Ao mesmo  tempo em que a inovação é cada vez mais rápida e intensamente "puxada" pela  demanda do mercado, ela é também mais estreitamente vinculada ao progresso  científico e mais difundida através dos diferentes setores da economia,  incluindo os de serviços, ampliando as bases para o crescimento econômico e  social (OECD, 2000a). Os processos involucrados já não são lineares, do tipo  <I>demand pull, </I>mas são muito mais interativos e complexos.</P>     <P align=justify>Compatível com essa visão, considera-se que uma maior  criatividade, competitividade e o desenvolvimento sustentável estão associados a  uma crescente capacitação que abranja maior número de pessoas, assim como a uma  maior democratização das oportunidades e dos benefícios do desenvolvimento. No  que tange a C&amp; T&amp;I, isso significa colocar possibilidades de capacitação  e de acesso ao conhecimento à disposição do maior número possível de indivíduos,  iniciando-se pela democratização dos fatores básicos, como educação e saúde.  Isso possibilitaria uma atuação mais efetiva e eficiente na sociedade, inclusive  no campo da C&amp;T; criaria melhores condições gerais na sociedade para a  absorção das mudanças, diminuindo os "entraves" ao desenvolvimento. Isso  significa caminhar na direção da "sociedade do conhecimento".</P>     <P align=justify>As capacidades próprias para a inovação tecnológica  convertem-se em fator determinante do desempenho econômico e da competitividade  de firmas, regiões e das nações mais desenvolvidas (Viotti, 1997) e deveriam  alcançar importância semelhante para os países subdesenvolvidos. Por esse  motivo, são indicadores imprescindíveis.</P>     <P align=justify>Há, porém, uma diferença importante quando se avaliam os  esforços de inovação entre esses países. Para os mais desenvolvidos –que já  detêm grandes capacidades–, os objetivos fundamentais a serem medidos se voltam  quase exclusivamente para os resultados tecnológicos introduzidos na sociedade.  Para os subdesenvolvidos3, os esforços tecnológicos tornam-se tão importantes  como os próprios resultados de tecnologias introduzidas na prática social. Esses  esforços significam o desenvolvimento e a acumulação de capacidades próprias de  C&amp;T e para a gestão de inovação, sobretudo nos estágios iniciais da  elaboração, instrumentação e implementação de políticas nesta esfera. Ou seja,  nesses momentos se estão criando e desenvolvendo capacidades científicas,  tecnológicas, organizativas e gerenciais e, muito especialmente, métodos e  formas de articulação entre os setores de C&amp;T e produtivos. Por isso, esses  aspectos deveriam ser alvos de indicadores dos esforços inovativos. Nas  avaliações dos sistemas de inovação dos países desenvolvidos, eles não merecem  tanta atenção por já estarem, em geral, consolidados. Não se trata, portanto, de  enfoques alternativos, mas complementares. Este aspecto é tomado em consideração  no Manual de Bogotá e representa uma diferença essencial em relação ao Manual de  Oslo.</P><FONT size=2>     <P align=justify>3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Preferemos o termo  "subdesenvolvido" ao termo eufemístico "em desenvolvimento", ja que o  subdesenvolvimento decorre de deformações estruturais que dificultam ou obstruem  as possibilidades de desenvolvimento.</P></FONT>     <P align=justify>&nbsp;</P>     <P align=justify>Por sua vez, os levantamentos relacionados à inovação se  baseiam essencialmente em informações provenientes do setor produtivo, merecendo  particular atenção a capacitação de seus gerentes4. Na América Latina, o setor  produtivo não está devidamente preparado quanto à conceptualização de termos e  indicadores o que torna imprescindível formar essas capacidades, permitindo uma  melhor compreensão do significado dos indicadores e uma maior conscientização da  necessidade de informações confiáveis para construí-los adequadamente e  transformá-los em efetivos instrumentos de políticas.</P><FONT size=2>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Os levantamentos de P+D,  como os realizados a partir do Manual de Frascati, se baseiam fundamentalmente,  de modo particular nos países subdesenvolvidos, em informações provenientes dos  centros de pesquisa.</P></FONT><I>     <P align=justify>A transferência de tecnologias do exterior</P></I>     <P align=justify>Por suas próprias condições internas, e em comparação à  comunidade internacional, para os países subdesenvolvidos as soluções para seus  problemas básicos nacionais não dependem necessariamente de soluções endógenas  originais, mas da transferência e aplicação eficiente do conhecimento científico  e tecnológico já disponível, da capacidade para adaptá-los às suas próprias  condições, e de uma imprescindível vontade política para desenvolver um  potencial de C&amp;T capaz de gerar e aplicar os conhecimentos que lhes são  necessários.</P>     <P align=justify>A inovação é, em muitos casos, o resultado de tecnologias  transferidas de outras entidades nacionais ou estrangeiras. Portanto, para uma  adequada visão do processo inovativo é necessário o registro e análise  pormenorizados das tecnologias transferidas do exterior. A magnitude e  importância dessa transferência podem estar relacionadas a várias situações: a  uma política de não desenvolver nacionalmente determinadas tecnologias; uma  política de não "reinventar" nada; ou à carência interna de capacidades de  resolução C&amp;T, a qual deveria ser reduzida gradualmente. Este aspecto ainda  precisa de um maior aprofundamento nos manuais mencionados: o que se transfere,  como se transfere, e a que custo, entre outros fatores, particularmente no caso  da América Latina e dos países subdesenvolvidos em geral.</P><I>     <P align=justify>A questão das patentes</P></I>     <P align=justify>As patentes dão uma medida da "inventividade" e uma idéia das  <I>possibilidades </I>de inovação de um sistema (Holger, 2001; Tijssen, 2001;  Dogson e Sybille, 2000; Grupp <I>et al.,</I> 1995).</P>     <P align=justify>Contudo, os indicadores sobre patentes se encontram  freqüentemente em muitas bases de dados sobre inovação como indicadores de saída  (ver, por exemplo, ANPEI, 2000). Isto na realidade não é exato. As patentes  deveriam ser consideradas como uma medida parcial das invenções mais do que  medida da inovação: primeiro, porque nem todas as invenções são patenteadas e,  segundo, porque nem todas as invenções patenteadas culminam em inovações.</P>     <P align=justify>Estudos realizados em países desenvolvidos mostram que as  patentes são um dos indicadores de saída que apresentam uma correlação positiva  com as inovações (Grupp, 2000), daí seu uso difundido como indicador de  inovação. Porém, essa não é, em geral, a realidade dos países subdesenvolvidos.  Entre muitos fatores, impossíveis de analisar neste artigo, se destaca que uma  proporção substancial das patentes registradas pertence a entidades  estrangeiras, particularmente empresas transnacionais as quais, em uma elevada  proporção, não as utilizam em processos de inovação; a missão dessas patentes é,  em muitos casos, bloquear as empresas concorrentes. Para o caso do Brasil, se  destacam tanto o fato das patentes serem mais de firmas transnacionais, quanto  uma baixa relação entre patentes concedidas/patentes solicitadas (MCT/ABC,  2001)</P>     <P align=justify>Por essas razões, não há dúvida de que as patentes concedidas  são as mais importantes, principalmente quando se trata de "saídas", pois  certificam um invento comprovado, ainda que independentemente de suas  possibilidades socio-econômicas de aplicabilidade. Porém, como os processos de  certificação de patentes são geralmente prolongados, deve-se considerar também  as patentes solicitadas como uma medida do esforço de invenção.</P>     <P align=justify>Finalmente, as descrições das patentes contêm muita informação  tecnológica que não se encontra em outra parte e constituem, portanto, um  complemento importante das fontes de informação tradicionais para medir a  difusão da informação científica e tecnológica. Inclusive, as "citações" de  patentes têm sido cada vez mais valorizadas como um indicador dessa difusão.  Deve tomar-se em conta que as leis de patentes de distintos países apresentam  diferenças significativas entre elas.</P><I>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>A importâncias da coleta de dados nas instituições de  produção</P></I>     <P align=justify>Vários indicadores importantes resultam difíceis de se  construir para serem coletados sistematicamente e de forma quantitativa em  sistemas estatísticos periódicos. Por exemplo, seria quase impossível solicitar  periodicamente a todas as empresas de um país –ou mesmo a um número  significativo delas– informações sobre novos produtos introduzidos e seu impacto  econômico. Além disso, em muitas oportunidades, determinadas informações que se  precisa coletar nas empresas não estarão disponíveis ou são de natureza  estratégica ou de concorrência, pelo que não são passíveis de divulgação. Isso  indica que só alguns dados, geralmente incorporados ao sistema de estatísticas  oficiais estabelecidos, poderão ser coletados de forma contínua e sistemática  para realizar análises globais e de certa forma indiretas.</P>     <P align=justify>A experiência de vários países é que a base fundamental da  coleta de dados sobre inovação tecnológica é realizada mediante pesquisas,  estudos de casos ou enquetes periódicas –cada 3 a 5 anos– em empresas  selecionadas por setores ou regiões, possibilitando análises mais detalhadas e  complementares aos indicadores tomados das informações estatísticas, para fins  de formulação, acompanhamento e avaliação de políticas na esfera da  inovação.</P>     <P align=justify>Conforme indica a experiência internacional, seria necessário  realizar estudos ou pesquisas sobre setores específicos que permitam  aproximações a essa visão integral (Anillo <I>et al., </I>2000; Bisang e  Lugones, 1998). Uma adequada avaliação da inovação demanda atividades  complementares, destacando-se os estudos de caso que permitem refletir melhor a  diversidade apontada acima.</P>     <P align=justify>Como o <I>locus,</I> o centro de gravidade da inovação se  radica nas instituições produtoras de bens ou serviços, as fontes principais de  informação sobre os processos inovativos procedem dessas instituições,  particularmente empresas.</P>     <P align=justify>Como se destaca no Manual de Bogotá<I> </I>é preciso construir  indicadores que reflitam com maior precisão a conduta tecnológica das empresas,  que dêem conta da magnitude e características dos processos inovativos e que  permitam obter evidências sobre as vias de desenvolvimento que esses processos  induzem. Isso representa mudanças importantes na conceituação e construção de  indicadores, no desenho de questionários e métodos de coleta de dados. </P>     <P align=justify>Além disso, um fato importante é que, nos manuais de Oslo e de  Bogotá, instituições inovadoras não empresariais ainda não são consideradas para  o registro de inovações. Esse é um tema que deveria ser abordado em próximas  revisões desses manuais.</P><I>     <P align=justify>Os impactos econômicos, sociais e ambientais</P></I>     <P align=justify>Os impactos econômicos, sociais e ambientais as atividades de  P+D, em sua maioria, são de longo prazo, indiretos e imprevisíveis. Os impactos  das inovações, particularmente os econômicos, são, geralmente, de curto prazo,  diretos e previsíveis mediante avaliações <I>ex ante</I> das tecnologias  desenvolvidas; os impactos sociais e ambientais, embora também previsíveis e  diretos, são quase sempre apreciáveis somente a médio e longo prazos. Os  indicadores tradicionalmente utilizados para medir os efeitos e os impactos de  P+D são, quase sempre, insuficientes para medir os processos e os impactos da  inovação tecnológica (Smith, 1997).</P>     <P align=justify>Deve destacar-se, ainda que, muitas vezes, não é possível  identificar a dimensão exata do papel de uma inovação tecnológica para muitos  impactos na sociedade, dada a conjugação de muitos outros fatores de diversos  tipos, tais como conjunturas favoráveis ou desfavoráveis de preços, legislações  ambientais, ou fatores culturais que podem adiantar ou retardar um processo  inovativo.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>Além disso, não é possível solicitar das instituições  inovadoras informações objetivas sobre os impactos sociais e ambientais de suas  inovações. Corre-se o grande risco de que essas informações resultem  viesadas.</P>     <P align=justify>Nos manuais de Oslo e de Bogotá se apresentam indicadores que  servem para medir os impactos econômicos. Há necessidade de se desenvolver  indicadores sociais e ambientais específicos, os quais devem ser aplicados por  instituições independentes das instituições inovadoras. Porém, esses impactos  deveriam aparecer e serem analisados junto aos indicadores econômicos para dar  uma imagem integral dos processos inovativos.</P><B>     <P align=justify>Considerações Finais</P></B>     <P align=justify>Sem dúvida, as observações feitas neste texto são adequadas em  ambientes nos quais a perspectiva regional seja um dos valores que fundamentam  os esforços dos diversos países para o aperfeiçoamento ou construção de seus  sistemas de indicadores. Ou seja, que os países latino-americanos reconheçam a  importância de construir um desenvolvimento regional mais harmônico, menos  desigual, de modo que as condições de todo o conjunto –e não apenas as dos  países isoladamente- sejam consideradas partes das condições para a  competitividade internacional e para a sustentabilidade de toda a região. Esse  mesmo raciocínio pode ser feito para a análise interna dos países de maior  dimensão e com maiores disparidades sociais, econômicas e regionais  internas.</P>     <P align=justify>Essa necessidade torna-se especialmente mais forte quando se  analisa a dinâmica de blocos regionais e suas competitividades, mas é também  imprescindível nos casos em que uma região queira enfrentar problemas do  desenvolvimento de uma forma integrada, ainda que seus países não constituam um  bloco econômico formal. Qualquer unidade (regional/nacional ou  regional/internacional) que se propõe a compor esforços para o desenvolvimento  articulado de suas partes enfrentará esta questão.</P>     <P align=justify>Nesse sentido, a definição e construção de indicadores que  permitam o acompanhamento da construção da competitividade e da sustentabilidade  em termos regionais, aperfeiçoando os sistemas existentes ou os criando nos  países em que não existem, é uma necessidade. Visando contribuir para o avanço  das atividades correspondentes, as principais questões ressaltadas neste artigo  são:</P>     <P align=justify>- São necessários indicadores próprios de inovação que reflitam  as características específicas dos países da América Latina e a região em seu  conjunto que permitam formular, acompanhar e avaliar as respectivas estratégias  e políticas de desenvolvimento, as respectivas implementações, resultados,  efeitos e impactos.</P>     <P align=justify>- Esses indicadores devem estar claramente inseridos nas  estratégias e políticas nacionais, setoriais ou regionais, como efetivos  instrumentos de política. </P>     <P align=justify>- Em países com menor experiência na construção de indicadores  de inovação, pode-se iniciar o trabalho por setores ou regiões selecionados,  visando a futura integração com sistemas de indicadores mais abrangentes.</P>     <P align=justify>- Para países com grande diversidade regional e/ou disparidades  econômica e social é conveniente desenvolver os indicadores de forma que  permitam medir essas diferenças.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>- Um aspecto de grande importância para os países da região é a  necessidade de medir os esforços próprios para a inovação, como enfatizado do  Manual de Bogotá.</P>     <P align=justify>- A transferência de tecnologia do exterior, que ainda é uma  das vias mais importantes para a inovação tecnológica na América Latina, merece  atenção especial.</P>     <P align=justify>- As patentes deveriam ser consideradas como um indicador de  saída da inventividade e de entrada da inovação. Deve-se também analisar  diferenciadamente a origem nacional ou estrangeira das patentes e sua incidência  nos processos de inovação. </P>     <P align=justify>- Além dos indicadores de impactos econômicos, deve-se prestar  atenção aos impactos sociais e ambientais, oferecendo uma imagem integral dos  processos inovativos.</P>     <P align=justify>- O Manual de Oslo, desenvolvido pela OECD, para países  desenvolvidos tem sido o guia principal para países da América Latina na  construção de indicadores de inovação. Partindo dessa referência, recentemente  foi elaborado o Manual de Bogotá, com o objetivo de definir indicadores de  inovação baseados em enfoques conceituais, metodológicos e práticos mais  adequados à realidade latino-americana. Esse é um ponto de partida importante,  embora ainda reste um trabalho importante para se adequar esses indicadores às  condições particulares de cada país e para criar capacidades necessárias à sua  implementação.</P>     <P align=justify>- A implantação de indicadores que permitam estabelecer  comparações válidas e padronizadas no referido à inovação, sua medição e seus  impactos estará na dependência de uma vontade política nacional e regional e de  um espírito de cooperação regional coletiva.</P><B>     <P align=justify>&nbsp;</P>     <P align=justify>REFERÊNCIAS</P></B>     <!-- ref --><P align=justify>1. Anillo G, Goldberg L, Lugones G (2000) <I>Aportes a la  discusión sobre la construcción de indicadores de innovación en la América  Latina. ¿Qué deben medir? ¿Cómo obtenerlos?</I> IV Taller  Iberoamericano/Interamericano de Indicadores de Ciencia y Tecnología.  RICYT/CYTED/OEA/CONACYT. México.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954365&pid=S0378-1844200200080000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>2. ANPEI (2000) <I>Indicadores Empresariais de Inovação  Tecnológica. Resultados da Base de Dados ANPEI 2000. </I>ANPEI, Dezembro, Ano 9.  64 pp.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954366&pid=S0378-1844200200080000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>3. Bisang R, Lugones G (1998) <I>Encuesta sobre la conducta  tecnológica de las empresas industriales argentinas. </I>SECYT/  INDEC<I>.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954367&pid=S0378-1844200200080000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>4. Bozeman B (2000) Technology transfer and public policy: a  review of research and theory. <I>Research Policy 29</I>: 627-655.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954368&pid=S0378-1844200200080000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>5. Brisolla S (2000) <I>Indicadores de Innovación: Los Siete  Pecados Capitales.</I> IV Taller Iberoamericano /Interamericano de Indicadores  de Ciencia y Tecnología. RICYT/CYTED/OEA/CONACYT. México.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954369&pid=S0378-1844200200080000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>6. Cassiolato JE, Lastres HM (Eds.) (1999): <I>Globalização  &amp; Inovação Localizada. Experiências doe Sistemas Locais no Mercosul.  </I>IBICT/MCT. Brasília.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954370&pid=S0378-1844200200080000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>7. Dogson M, Sybille H (2000) Indicators used to measure the  innovation process: defects and possible remedies. <I>Research Evaluation 9</I>:  101-106.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954371&pid=S0378-1844200200080000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>8. Edquist C, Johnson B (1997) Institutions and Organizations  in Systems of Innovation. Em Edquist C (Ed.) <I>Systems of Innovations.  </I>Pinter. London. p. 42.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954372&pid=S0378-1844200200080000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>9. FAPESP (2001) <I>Indicadores de Ciência, Tecnologia e  Inovação em São Paulo-2001.</I>FAPESP. São Paulo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954373&pid=S0378-1844200200080000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>10. Foray D (1997) Generation and Distribution of Technological  Knowledge: Incentives, Norms and Distribution. Em Edquist C (Ed.) <I>Systems of  Innovations</I>.<I> </I>Pinter. London. p. 64.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954374&pid=S0378-1844200200080000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>11. Freeman C (1995) <I>History, Co-Evolution and Economic  Growth. </I>Working Paper -95 -76, IIASA, Austria.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954375&pid=S0378-1844200200080000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>12. Freeman C (1987) <I>Technology Policy and Economic  Performance: Lessons from Japan. </I>Pinter. London.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954376&pid=S0378-1844200200080000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>13. Freeman C (2002) Continental, national and sub-national  innovation systems -complementary and economic growth. <I>Research Policy  31</I>: 191-211.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954377&pid=S0378-1844200200080000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>14. Grupp H (2000) Indicators-assisted evaluation R&amp;D  programmes: possibilities, state of the art, and case studies. <I>Research  Evaluation 9</I>: 87-93.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954378&pid=S0378-1844200200080000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>15. Grupp H, Smooch U, Kuntze U (1995) New technology  Indicators for the Evaluation of Research and Development Programmes. Em Becher  G, Kuhlman S (Eds.) <I>Evaluation of Programmes in Germany. </I>Kluwer Academic  Publishers. Dordrecht. Netherland. pp. 243-284.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954379&pid=S0378-1844200200080000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>16. HolbrooK JA, Hughes LP (2001) Comments on the use of the  Organization for Economic Cooperation and Development’s <I>Oslo Manual </I>in  non-manufacturing based economies. <I>Science and Public Policy 18</I>:  139-144.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954380&pid=S0378-1844200200080000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>17. Holger E (2001) Patent applications and subsequent changes  of performance: evidence from time-series-cross-section analyses on the firm  level. <I>Research Policy 31</I>: 213-231.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954381&pid=S0378-1844200200080000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>18. Jaramillo H, Lugones G, Salazar M (2000) <I>Manual de  Bogotá.</I> OEA/RICYT/COLCIENCIAS/CYTED/OCT. Bogotá. Colombia. 124 pp.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954382&pid=S0378-1844200200080000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>19. Lundval BA (1992) <I>National Systems of Innovation</I>.  Pinter. London.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954383&pid=S0378-1844200200080000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>20. Lundval BA, Jonson B, Sloth Anderson E, Dalum B (2002)  national systems of production, innovation and competence building. <I>Research  Policy 30</I>: 143-157.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954384&pid=S0378-1844200200080000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>21. Meyer-Kramer F, Montigny P (1990) Evaluation of innovation  programs in selected European countries. <I>Research Policy 18</I>: 313-332.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954385&pid=S0378-1844200200080000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>22. MTC (2000) www.mct.gov.br/&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954386&pid=S0378-1844200200080000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>23. OECED (1992) Quantifying technological advance: S&amp;T  indicators at the OECD –Challenges for the 1990s. <I>Science and Public Policy  19</I>: 281-290.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954387&pid=S0378-1844200200080000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>24. OECD (1993) <I>Manual de Frascati. Medición de las  actividades científicas y tecnológicas.</I> Cuarta Edición. OECD. Paris.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954388&pid=S0378-1844200200080000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>25. OECD (1996a) <I>Science , Technology and Industry Outlook.  </I>OECD. Paris. 285 pp.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954389&pid=S0378-1844200200080000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>26. OECD (1996b) <I>Oslo Manual. Guide for data collection on  technological innovation.</I> Second edition. OECD. Paris.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954390&pid=S0378-1844200200080000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>27. OECD (2000) <I>A New Economy?</I> <I>The changing role of  innovation and information technology and growth. </I>OECD. Paris. 92 pp.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954391&pid=S0378-1844200200080000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>28. Paillotin G (1993) <I>Recherche et Innovation: Le Temps des  Réseaux. </I>Commisariat general du Plan. La Documentation Française. Paris. p.  22.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954392&pid=S0378-1844200200080000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>29. Roxo V, Anciães AW da F (1997) <I>Esforço brasileiro para a  implantação de base de dados sobre inovação tecnológica.</I> Ministério da  Ciência e Tecnologia. Secretaria de Acompanhamento e Avaliação. 14 de julho.  (Mimeo.).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954393&pid=S0378-1844200200080000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>30. Smith K (1997) Can we measure the economic impact of public  research and development? Em Callon M, Laredo P, Muster P (Eds.) <I>The  Strategies of Management of Research and Technology.</I> Económica  International. Paris. pp. 267-288.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954394&pid=S0378-1844200200080000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>31. Smith K (2001) Comparing economic performance in the  presence of diversity. S<I>cience and Public Policy 28</I>: 267-276.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954395&pid=S0378-1844200200080000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>32. Tijssen RJW (2001) Global and domestic utilization of  industrial relevant science patent citation analysis of science-technology  interactions and knowledge flows. <I>Research Policy 30</I>:<I> 35-44.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954396&pid=S0378-1844200200080000800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>33. Viotti EB (1997) <I>Passive and Active National Learning  Systems. A Framework to Understand Technical Change in Late Industrializing  Economies and Some Evidences from a Comparative Study of Brazil and South  Korea.</I> Doctoral Thesis. New School for Social Research. UK.  Mimeo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954397&pid=S0378-1844200200080000800033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body>
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