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</front><body><![CDATA[ <p style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="center"><b><font face="Verdana" size="3">Publiquemos em nossas revistas, leiamos e citemo-las</font></b></p>     <p style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Um dos males que incomodam nossa ciência, comum a todos os países &quot;em desenvolvimento&quot; é a escassez de revistas científicas de qualidade e visibilidade tais que nossos científicos as procurem para publicar nelas e o façam com orgulho e satisfação.</font></p>     <p style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">No entanto, são numerosos os exemplos de publicações periódicas de qualidade produzidas na América Latina, um fato que mostra que não é impossível fazê-lo. Devidos tanto ao número de investigadores como ao de suas publicações em revistas indexadas, existe plena cabida para a produção de um número muito maior de publicações na região, que sejam reconhecidas e apreciadas. Os esforços realizados pelos organismos nacionais de ciência e tecnologia em alguns países são merecedores de elogios, mas a atitude de muitos de nossos investigadores deixa muito a desejar.</font></p>     <p style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">O número total de publicações científicas periódicas produzidas na América ao sul do Rio Grande não é conhecido, mas sem duvida alcança várias dezenas de miles já que, em cada país, associações científicas de variada índole e praticamente todas as instituições acadêmicas publicam pelo menos uma e, em muitas ocasiões, varias revistas. No entanto, as revistas incluídas em índices internacionais como o <i>Science Citation Index</i> não passam de algumas dezenas. Um sistema regional como o é <i>Scielo</i> inclui cerca de 400 revistas, algumas delas de Espanha. Um catálogo mais amplo, como é <i>Latindex</i>, contêm uma lista de cerca de 20.000 títulos de revistas da América Latina, o Caribe, Espanha e Portugal, repartidos em partes aproximadamente iguais entre as ciências &quot;duras&quot; e as &quot;sociais&quot;, que por sua vez incluem as das artes e humanidades.</font></p>     <p style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Não são poucas as revistas da região que são reconhecidas e respeitadas por sua seriedade e pela qualidade de seus corpos editoriais e seus árbitros. Deixando de um lado a dificuldade crônica representada pela hegemonia da língua inglesa em ciência e tecnologia, em muitos casos de indubitável qualidade, as razões principais de uma baixa figuração internacional são a pobre difusão e regularidade. Ambos os fatores se contrapõem a esforços editoriais importantes e desmerecem os mecanismos de financiamento utilizados.</font></p>     <p style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">É fácil pedir aos investigadores que publiquem em nossas revistas, mas antes se faz imprescindível lograr níveis de qualidade, eficiência, prontidão e pontualidade que justifiquem seu uso como veículos para um verdadeiro intercâmbio atualizado de conhecimentos e difusão oportuna das descobertas e idéias, tanto na região como no mundo. Por parte dos investigadores é necessário que valorizem muito mais os esforços que se realizam e submetam seus trabalhos para publicação naquelas revistas de comprovada idoneidade. O desprezo por revistas locais e a preferência de publicar em, e citar de revistas do primeiro mundo, inclusive no caso de seus próprios trabalhos, deveria desaparecer progressivamente.</font></p>     <p style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Por parte das revistas e os entes que as financiam se impõe realizar sendo esforços para lograr melhoras significativas. Tais melhoras não somente devem abarcar os óbvios aspectos qualitativos de seus conteúdos e em seus mecanismos e qualidade de arbitragem, senão também sua eficiente atenção aos autores e a possibilidade de distribuição oportuna. O meritório, mas com freqüência, pouco eficiente &quot;amadorismo&quot; dos editores de revistas científicas e sua dedicação parcial a estes labores devem ser substituídos por uma dedicação completa e de maior profissionalismo.</font></p>     <p style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">As iniciativas de formação de equipes de editores científicos, assim como aquelas de avaliação, qualificação e indexação; que têm lugar a nível institucional, nacional e regional, devem reforçar-se e ser orientadas a que, de uma vez por todas, desapareçam as queixas e surja um forte grupo de revistas científicas de qualidade que sejam admiradas por todos, lidas e citadas.</font></p>     <p style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="center"><font face="Verdana" size="2"><b>Miguel Laufer,&nbsp;</b></font></p>      <p style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="center"><font face="Verdana" size="2"><b> Diretor</b></font></p>      ]]></body>
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