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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Características físico-químicas de soluções aquosas com adjuvantes de uso agrícola]]></article-title>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pesticide application efficacy on crops can be improved by adding adjuvants to tank mixtures. The present study evaluated the adjuvant effect, in different doses, on the physico-chemical characteristics of aqueous solutions. The hidrogenionic potential, electrical conductivity, density, dynamic viscosity, surface tension and stability of aqueous solution with eight commercial adjuvants were evaluated at the recommended dose (full-dose) and at half of it (half-dose), besides the distilled water alone. A randomized design with four replications was used, in a hierarchy factorial scheme (8´2+1). From the results it can be concluded that the adjuvant effect on the physico-chemical characteristics of aqueous solutions was based on their chemical properties and formulation. The performance of these characteristics was not similar, even for additives with the same use recommendation. The physico-chemical characteristics for each adjuvant were affected differently by the dose alteration. The pH, surface tension and viscosity were the most sensitive characteristics to the adjuvant addition.]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Una de las formas de aumentar la eficiencia de las aplicaciones de agroquímicos en los cultivos es el agregado de coadyuvantes al caldo de pulverización. El presente trabajo tuvo como objetivo evaluar el efecto del agregado de adyuvantes a diferentes dosis en las características físicoquímicas de soluciones acuosas. Se realizaron evaluaciones de pH, conductividad eléctrica, densidad, viscosidad dinámica, tensión superficial y estabilidad de soluciones acuosas con ocho adyuvantes comerciales de uso agrícola a la dosis recomendada por el fabricante y a media dosis, además de una muestra de agua destilada. Se utilizo un diseño experimental de parcelas al azar con cuatro repeticiones con un arreglo factorial de los tratamientos 8´2+1. De los resultados se concluye que el efecto de los adyuvantes en las características físicoquímicas de las soluciones acuosas resultó dependiente de su composición química y su formulación. El comportamiento de esas características fue diferente incluso para productos con la misma indicación de utilización. La dosis influenció las características físicoquímicas de manera diferencial para cada adyuvante. El pH, la tensión superficial y la viscosidad fueron las propiedades más sensibles al agregado de los adyuvantes.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[   <B>    <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="center"><font face="Verdana" size="3">Características físico-químicas de soluções aquosas com adjuvantes de uso agrícola</font></P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="center"><font face="Verdana" size="2">Jo&atilde;o Paulo Arantes Rodrigues da Cunha e Guilherme Sousa Alves</font></P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Jo&atilde;o Paulo Arantes Rodrigues da Cunha</font></B><font face="Verdana" size="2">. Doutor em Engenharia Agr&iacute;cola, Universidade Federal de Vi&ccedil;osa, Brasil. Professor, Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia (UFU) Brasil. Endere&ccedil;o: Instituto de Ci&ecirc;ncias Agr&aacute;rias, Campus Umuarama, Uberl&acirc;ndia, Minas Gerais, Brasil. CEP 38400-902. e-mail: <a href="mailto:jpcunha@iciag.ufu.br"> jpcunha@iciag.ufu.br</a>&nbsp;</font></P> <B>    <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Guilherme Sousa Alves.</font></B> <font face="Verdana" size="2"> Graduando em Agronomia, UFU, Brasil.</font> </P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></P>      <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Uma das formas para aumentar a efici&ecirc;ncia das aplica&ccedil;&otilde;es de agrot&oacute;xicos nas lavouras &eacute; a adi&ccedil;&atilde;o de adjuvantes &agrave; calda. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o efeito da adi&ccedil;&atilde;o de adjuvantes, em diferentes doses, nas caracter&iacute;sticas f&iacute;sico-qu&iacute;micas de solu&ccedil;&otilde;es aquosas. Foram avaliados potencial hidrogeni&ocirc;nico, condutividade el&eacute;trica, densidade, viscosidade din&acirc;mica, tens&atilde;o superficial e estabilidade de solu&ccedil;&otilde;es aquosas contendo oito adjuvantes comerciais de uso agr&iacute;cola, em sua dose recomendada pelo fabricante (dose-cheia) e na metade da dose (meia-dose), al&eacute;m de uma amostra com apenas &aacute;gua destilada. Foi utilizado delineamento inteiramente casualizado, com quatro repeti&ccedil;&otilde;es, num fatorial hierarquizado 8´2+1. Dos resultados p&ocirc;de-se concluir que o efeito dos adjuvantes nas caracter&iacute;siticas f&iacute;sico-quimicas das solu&ccedil;&otilde;es aquosas mostrou-se dependente de sua composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica e formula&ccedil;&atilde;o. O comportamento dessas caracter&iacute;sticas n&atilde;o foi semelhante, mesmo para produtos com mesma indica&ccedil;&atilde;o de uso. A altera&ccedil;&atilde;o da dose influenciou as caracter&iacute;sticas f&iacute;sico-qu&iacute;micas de maneira diferenciada para cada adjuvante. O pH, a tens&atilde;o superficial e a viscosidade foram as propriedades mais sens&iacute;veis &agrave; adi&ccedil;&atilde;o dos adjuvantes.</font></P>      <p style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="center"><b><span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"><font face="Verdana" size="2">Hysico-chemical characteristics of aqueous solutions with adjuvants for agricultural use</font></span></b><font face="Verdana" size="2"><span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"><o:p> </o:p> </span></font></p>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><b><font face="Verdana" size="2">SUMMARY</font></b></P>      <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Pesticide application efficacy on crops can be improved by adding adjuvants to tank mixtures. The present study evaluated the adjuvant effect, in different doses, on the physico-chemical characteristics of aqueous solutions. The hidrogenionic potential, electrical conductivity, density, dynamic viscosity, surface tension and stability of aqueous solution with eight commercial adjuvants were evaluated at the recommended dose (full-dose) and at half of it (half-dose), besides the distilled water alone. A randomized design with four replications was used, in a hierarchy factorial scheme (8´2+1). From the results it can be concluded that the adjuvant effect on the physico-chemical characteristics of aqueous solutions was based on their chemical properties and formulation. The performance of these characteristics was not similar, even for additives with the same use recommendation. The physico-chemical characteristics for each adjuvant were affected differently by the dose alteration. The pH, surface tension and viscosity were the most sensitive characteristics to the adjuvant addition.</font></P> <B>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="center"><font face="Verdana" size="2">Características fisicoquímicas de soluciones acuosas con adyuvantes de uso agrícola</font></P> </B>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><b><font face="Verdana" size="2">RESUMEN</font></b></P>      <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Una de las formas de aumentar la eficiencia de las aplicaciones de agroqu&iacute;micos en los cultivos es el agregado de coadyuvantes al caldo de pulverizaci&oacute;n. El presente trabajo tuvo como objetivo evaluar el efecto del agregado de adyuvantes a diferentes dosis en las caracter&iacute;sticas f&iacute;sicoqu&iacute;micas de soluciones acuosas. Se realizaron evaluaciones de pH, conductividad el&eacute;ctrica, densidad, viscosidad din&aacute;mica, tensi&oacute;n superficial y estabilidad de soluciones acuosas con ocho adyuvantes comerciales de uso agr&iacute;cola a la dosis recomendada por el fabricante y a media dosis, adem&aacute;s de una muestra de agua destilada. Se utilizo un dise&ntilde;o experimental de parcelas al azar con cuatro repeticiones con un arreglo factorial de los tratamientos 8´2+1. De los resultados se concluye que el efecto de los adyuvantes en las caracter&iacute;sticas f&iacute;sicoqu&iacute;micas de las soluciones acuosas result&oacute; dependiente de su composici&oacute;n qu&iacute;mica y su formulaci&oacute;n. El comportamiento de esas caracter&iacute;sticas fue diferente incluso para productos con la misma indicaci&oacute;n de utilizaci&oacute;n. La dosis influenci&oacute; las caracter&iacute;sticas f&iacute;sicoqu&iacute;micas de manera diferencial para cada adyuvante. El pH, la tensi&oacute;n superficial y la viscosidad fueron las propiedades m&aacute;s sensibles al agregado de los adyuvantes.</font></P> <B>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">PALAVRAS-CHAVE / </font> </B><font face="Verdana" size="2"> Aditivos de Calda / Pulveriza&ccedil;&atilde;o / Surfactantes / Tecnologia de Aplica&ccedil;&atilde;o /</font></P> <FONT SIZE=2>    <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Recebido: 04/12/2008. Modificado: 31/08/2009. Aceito: 03/09/2009.</font></P> </FONT> <B>    <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Introdu&ccedil;&atilde;o</font></P> </B>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">O avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico na ind&uacute;stria de mat&eacute;rias-primas, aliado &agrave;s necessidades de mercado, tem propiciado a utiliza&ccedil;&atilde;o cada vez mais consider&aacute;vel de adjuvantes nas aplica&ccedil;&otilde;es de agroqu&iacute;micos. Atualmente, no entanto, uma s&eacute;rie de produtos est&aacute; dispon&iacute;vel ao agricultor, o que, muitas vezes, dificulta sua sele&ccedil;&atilde;o. Grande parte dos problemas relacionados com a utiliza&ccedil;&atilde;o de aditivos de calda vem do desconhecimento de sua a&ccedil;&atilde;o e das implica&ccedil;&otilde;es de sua utiliza&ccedil;&atilde;o.</font></P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">A a&ccedil;&atilde;o dos agrot&oacute;xicos &eacute; dependente de constituintes da calda de pulveriza&ccedil;&atilde;o, que, embora n&atilde;o compondo o ingrediente ativo, t&ecirc;m a capacidade de melhorar sua efic&aacute;cia. Ramsdale e Messersmith (2001) afirmam que os adjuvantes melhoram, em muitos casos, a efic&aacute;cia das aplica&ccedil;&otilde;es, no entanto, a intera&ccedil;&atilde;o adjuvante e agrot&oacute;xico &eacute; um processo complexo, que envolve muitos aspectos f&iacute;sicos, qu&iacute;micos e fisiol&oacute;gicos, e varia variar para cada condi&ccedil;&atilde;o testada. Os adjuvantes atuam de maneira diferente entre si, afetando o molhamento, a ader&ecirc;ncia, o espalhamento, a forma&ccedil;&atilde;o de espuma e a dispers&atilde;o da calda de pulveriza&ccedil;&atilde;o (Mont&oacute;rio <I>et al</I>., 2004; Mendon&ccedil;a <I>et al</I>., 2007). Lan <I>et al</I>. (2007) comentam que a adi&ccedil;&atilde;o de adjuvantes altera o desempenho das aplica&ccedil;&otilde;es, no entanto seu efeito pode ser positivo ou at&eacute; mesmo negativo no que se refere &agrave; deposi&ccedil;&atilde;o do produto no alvo.</font> </P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">O processo de pulveriza&ccedil;&atilde;o para converter um l&iacute;quido em gotas e o destino final destas gotas dependem das propriedades f&iacute;sico-qu&iacute;micas das solu&ccedil;&otilde;es empregadas (Prokop e Kejkl&iacute;cek, 2002). A reologia &eacute; um par&acirc;metro importante para avalia&ccedil;&atilde;o do comportamento de fluxo do material, determinando como este flui sob influ&ecirc;ncias externas (Chorilli <I>et al</I>., 2007). O grau de pulveriza&ccedil;&atilde;o est&aacute; diretamente ligado &agrave; viscosidade e escoamento da solu&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, caracter&iacute;sticas como estabilidade e densidade tamb&eacute;m influenciam no processo de forma&ccedil;&atilde;o da gota, cujo conhecimento &eacute; fundamental para o sucesso de uma aplica&ccedil;&atilde;o de agrot&oacute;xico. Cunha <I>et al</I>. (2003)FALTA, avaliando estrat&eacute;gias para redu&ccedil;&atilde;o da deriva de agrot&oacute;xicos, conclu&iacute;ram que a adi&ccedil;&atilde;o de um &oacute;leo vegetal a calda altera o espectro de gotas pulverizadas, aumentando o di&acirc;metro das gotas e diminuindo a percentagem de gotas propensas &agrave; a&ccedil;&atilde;o dos ventos, constituindo-se, portanto, em fator auxiliar para redu&ccedil;&atilde;o da deriva.</font></P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Outra propriedade importante da calda para a aplica&ccedil;&atilde;o do agrot&oacute;xico &eacute; a tens&atilde;o superficial. Uma boa reten&ccedil;&atilde;o ou adesividade dos produtos fitossanit&aacute;rios na superf&iacute;cie foliar &eacute; conseq&uuml;&ecirc;ncia de uma boa molhabilidade. Esta ocorre em fun&ccedil;&atilde;o do &acirc;ngulo de contato que a gota pulverizada forma com o alvo, que por sua vez &eacute; influenciado pela presen&ccedil;a de surfactantes na calda (Tang <I>et al</I>., 2008). Contudo, a tens&atilde;o superficial das gotas e sua intera&ccedil;&atilde;o com a superf&iacute;cie-alvo influenciam n&atilde;o s&oacute; a molhabilidade, mas tamb&eacute;m o processo de absor&ccedil;&atilde;o, que &eacute; fundamental para a efetividade da aplica&ccedil;&atilde;o.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Martins <I>et al</I>. (2005), avaliando o dep&oacute;sito de calda proporcionado em folhas de <I>Pistia stratiotes </I>com a utiliza&ccedil;&atilde;o de diferentes concentra&ccedil;&otilde;es do adjuvante aterbane, n&atilde;o encontraram diferen&ccedil;a entre os tratamentos utilizados, ou seja, o adjuvante n&atilde;o promoveu uma maior deposi&ccedil;&atilde;o em termos quantitativos. No entanto, Carbonari et al. (2005), estudando o efeito de surfactantes na deposi&ccedil;&atilde;o de calda em <I>Cynodon dactylon</I>, conclu&iacute;ram que a deposi&ccedil;&atilde;o de calda nas folhas foi menor quando da n&atilde;o adi&ccedil;&atilde;o de surfactante, independentemente da ponta de pulveriza&ccedil;&atilde;o utilizada. Provavelmente, a diferen&ccedil;a entre os resultados deve estar associada &agrave;s diferentes arquiteturas de plantas analisadas e sua intera&ccedil;&atilde;o com a calda pulverizada.</font></P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">O presente trabalho teve como objetivo avaliar o efeito da adi&ccedil;&atilde;o de adjuvantes, em diferentes doses, nas caracter&iacute;sticas f&iacute;sico-qu&iacute;micas de solu&ccedil;&otilde;es aquosas.</font></P>  <B>    <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Material e M&eacute;todos</font></P> </B>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">O presente trabalho foi realizado no Laborat&oacute;rio de Mecaniza&ccedil;&atilde;o Agr&iacute;cola, Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia, Brasil. Foram avaliados potencial hidrogeni&ocirc;nico, condutividade el&eacute;trica, densidade, viscosidade, tens&atilde;o superficial e estabilidade de solu&ccedil;&otilde;es aquosas contendo oito adjuvantes comerciais de uso agr&iacute;cola, em sua dose recomendada pelo fabricante (dose-cheia) e na metade da dose (meia-dose), al&eacute;m de uma amostra com apenas &aacute;gua destilada. Os adjuvantes e as doses avaliadas est&atilde;o apresentados na <a href="#TAB1"> Tabela I</a>. Foi utilizado delineamento inteiramente casualizado, com quatro repeti&ccedil;&otilde;es, num fatorial hierarquizado 8´2+1, sendo o primeiro fator os adjuvantes e o segundo fator, as doses dentro dos adjuvantes. O fator adicional avaliado foi a &aacute;gua destilada.</font></P>      <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="center"><a name="TAB1"><img border="0" src="/img/fbpe/inci/v34n9/art12tab1.gif" width="580" height="264"></a></P>      
<P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Todas as avalia&ccedil;&otilde;es foram realizadas a partir de solu&ccedil;&otilde;es preparadas em b&eacute;queres de 0,5 l, &agrave; temperatura de 25°C. O pH e a condutividade el&eacute;trica foram medidos diretamente nas solu&ccedil;&otilde;es utilizando peag&acirc;metro e condutiv&iacute;metro port&aacute;til (Hanna, HI98139). O equipamento foi previamente calibrado por meio de solu&ccedil;&otilde;es-padr&atilde;o. A densidade foi estimada por meio da determina&ccedil;&atilde;o da massa de 0,1 l da solu&ccedil;&atilde;o depositada em um bal&atilde;o volum&eacute;trico, em balan&ccedil;a com resolu&ccedil;&atilde;o de 0,1mg.</font></P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">A viscosidade din&acirc;mica foi determinada empregando um viscos&iacute;metro rotativo microprocessado (Quimis, Q860M21), o qual permite medir eletronicamente a for&ccedil;a de tor&ccedil;&atilde;o j&aacute; convertida em viscosidade. Este viscos&iacute;metro de medi&ccedil;&atilde;o direta funciona pelo princ&iacute;pio da rota&ccedil;&atilde;o de um cilindro (cabe&ccedil;a de medi&ccedil;&atilde;o) submerso na amostra a ser analisada, medindo-se a for&ccedil;a da tor&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para superar a resist&ecirc;ncia da rota&ccedil;&atilde;o. Utilizou-se o rotor zero e rota&ccedil;&atilde;o de 60rpm. A tens&atilde;o superficial foi determinada de acordo com a ABNT (1994). Esta norma prescreve o m&eacute;todo de ensaio para determina&ccedil;&atilde;o da energia livre necess&aacute;ria para romper a interface de produtos agrot&oacute;xicos. Baseia-se na contagem de gotas formadas em uma bureta de 10ml.</font></P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">A estabilidade da calda foi avaliada de forma visual. Ap&oacute;s o preparo das solu&ccedil;&otilde;es e descanso por uma hora, elas foram agitadas homogeneamente por 60s. Posteriormente, ap&oacute;s 10, 20, 40, 60, 120 e 240min, verificou a forma&ccedil;&atilde;o de fases na solu&ccedil;&atilde;o: est&aacute;vel (monof&aacute;sica) e inst&aacute;vel (bif&aacute;sica). Avaliou-se tamb&eacute;m a forma&ccedil;&atilde;o de espuma na solu&ccedil;&atilde;o.</font></P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Os dados de pH, condutividade el&eacute;trica, densidade, viscosidade e tens&atilde;o superficial foram submetidos &agrave; an&aacute;lise de vari&acirc;ncia, e as m&eacute;dias foram comparadas entre si, utilizando-se o teste de Scott-Knott, e com a &aacute;gua, utilizando-se o teste de Dunnett, ambos a 5% de probabilidade de erro.</font></P>  <B>    <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Resultados e Discuss&atilde;o</font></P> </B>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">O pH e a condutividade el&eacute;trica das solu&ccedil;&otilde;es s&atilde;o mostrados na<a href="#TAB2"> Tabela II</a>. O pH, em m&eacute;dia, variou de 3,35 a 7,64, sendo o da &aacute;gua, 5,43. A dose influenciou apenas o pH do nonil fenoxipoli etanol. Somente o adjuvante nonil fenol polietileno glicol &eacute;ter e o alquil fenol poliglicol &eacute;ter, em meia dose, n&atilde;o alteraram o pH da solu&ccedil;&atilde;o. O fosfatidilcoline e o dodecil benzeno foram os produtos que mais abaixaram o pH e o nonil fenoxipoli etanol, o que mais elevou.</font></P>      <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="center"><a name="TAB2"><img border="0" src="/img/fbpe/inci/v34n9/art12tab2.gif" width="577" height="346"></a></P>      
<P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Esses resultados alertam para os cuidados que devem ser tomados na utiliza&ccedil;&atilde;o dessas solu&ccedil;&otilde;es para a aplica&ccedil;&atilde;o de agrot&oacute;xicos, uma vez que a efici&ecirc;ncia de alguns desses, como &eacute; o caso dos grupamentos &aacute;cidos do 2,4-D e do glifosate, &eacute; dependente do pH da calda (Wanamarta e Penner, 1989).</font></P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Alguns herbicidas t&ecirc;m sua efici&ecirc;ncia elevada na planta com a redu&ccedil;&atilde;o do pH da &aacute;gua a valores pr&oacute;ximos a 4,0. Al&eacute;m disso, em pH mais baixo, a taxa de hidr&oacute;lise &eacute; retardada, mantendo a folha &uacute;mida por maior tempo, pois a superf&iacute;cie das folhas tem um pH neutro, havendo uma intera&ccedil;&atilde;o com o pH da calda.</font></P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Segundo Azevedo (2001), os produtos s&atilde;o formulados para tolerar alguma variabilidade no pH das caldas. Valores extremos, no entanto, podem afetar a estabilidade f&iacute;sica. Dessa forma, &eacute; importante consultar o fabricante para verificar a faixa de pH ideal para cada agrot&oacute;xico e, assim, determinar o adjuvante mais adequado.</font></P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; condutividade el&eacute;trica, os produtos alquil fenol poliglicol &eacute;ter, nonil fenol polietileno glicol &eacute;ter, &eacute;ter poliglic&oacute;lico de monilfenol e &eacute;steres de &aacute;cidos graxos n&atilde;o a alteraram. Os demais produtos elevaram a condutividade, sendo que o aumento da dose favoreceu esse incremento. O fosfatidilcoline foi o adjuvante que mais elevou a condutividade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;gua.</font></P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">De acordo com Carlson e Burnside (1984), a condutividade el&eacute;trica da &aacute;gua, quando elevada, indica a presen&ccedil;a de grandes quantidades de &iacute;ons, os quais podem diminuir a efic&aacute;cia biol&oacute;gica de alguns herbicidas. &Iacute;ons como Fe<SUP>+3</SUP> e Al<SUP>+3</SUP>, por exemplo, podem reagir com o agrot&oacute;xico reduzindo sua efic&aacute;cia. No entanto, tal interfer&ecirc;ncia &eacute; influenciada pela tecnologia empregada na pulveriza&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o existindo uma concentra&ccedil;&atilde;o alta ou baixa fixa para tais &iacute;ons. Para uma mesma concentra&ccedil;&atilde;o, quanto menor for o volume de &aacute;gua utilizado por &aacute;rea para a distribui&ccedil;&atilde;o de uma mesma dose de agrot&oacute;xico, menor ser&aacute; a interfer&ecirc;ncia destes sobre o princ&iacute;pio ativo (Ramos e Ara&uacute;jo, 2006).</font></P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Na <a href="#TAB3"> Tabela III</a>, s&atilde;o apresentados os resultados de densidade e viscosidade. Os produtos fosfatidilcoline, &eacute;steres de &aacute;cidos graxos e nonil-fenol etoxilado, em dose-cheia, promoveram redu&ccedil;&atilde;o da densidade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;gua, no entanto, a magnitude desta altera&ccedil;&atilde;o foi pequena, em virtude das concentra&ccedil;&otilde;es empregadas, concordando com os dados apresentados por Matuo <I>et al</I>. (1989). A dose influenciou a densidade da solu&ccedil;&atilde;o com fosfatidilcoline e nonil-fenol etoxilado. O produto &eacute;steres de &aacute;cidos graxos foi o que mais reduziu a densidade.</font></P>      <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="center"><a name="TAB3"><img border="0" src="/img/fbpe/inci/v34n9/art12tab3.gif" width="575" height="344"></a></P>      
<P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">A maioria dos compostos org&acirc;nicos, incluindo todos os hidrocarbonetos alif&aacute;ticos, tem densidades menores que da &aacute;gua, enquanto os compostos org&acirc;nicos halogenados t&ecirc;m densidades maiores. Esta propriedade influencia o risco de deriva e o potencial de lixivia&ccedil;&atilde;o em uma dada situa&ccedil;&atilde;o (Azevedo, 2007).</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Todos os produtos, independente da dose, elevaram a viscosidade das solu&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;gua. A dose influenciou apenas o adjuvante fosfatidilcoline. O alquil fenol poliglicol &eacute;ter, o nonil fenol polietileno glicol &eacute;ter, o &eacute;steres de &aacute;cidos graxos e o nonil-fenol etoxilado foram os produtos que promoveram o maior incremento de viscosidade.</font></P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Em geral, a eleva&ccedil;&atilde;o da viscosidade est&aacute; associada &agrave; gera&ccedil;&atilde;o de gotas de pulveriza&ccedil;&atilde;o maiores e, portanto, com efeito no potencial de deriva de uma aplica&ccedil;&atilde;o. No entanto, n&atilde;o h&aacute; definida a magnitude desta eleva&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para o aumento do di&acirc;metro das gotas. Bouse <I>et al</I>. (1990) mostram que os componentes das formula&ccedil;&otilde;es s&atilde;o importantes na determina&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas da pulveriza&ccedil;&atilde;o, como o tamanho de gota. Contudo, a varia&ccedil;&atilde;o da viscosidade proporcionada pela adi&ccedil;&atilde;o de adjuvantes n&atilde;o &eacute; muito significativa.</font></P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Iost (2008), avaliando o efeito de adjuvantes com potencial anti-deriva (Antideriva, Uno, Pronto 3, Li-700 e Supersil) no tamanho de gotas, notou pouco efeito dos mesmos no di&acirc;metro da mediana volum&eacute;trica e na percentagem de volume de gotas menor que 100µm, nas doses recomendadas pelos fabricantes. O adjuvante Antideriva, com o dobro da dose recomendada, foi o que apresentou o maior potencial para redu&ccedil;&atilde;o da deriva.</font></P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Smith <I>et al</I>. (2000), estudando a deposi&ccedil;&atilde;o de herbicida em folhas de capim fedegoso (<I>Cassia occidentalis</I> L.) n&atilde;o encontraram diferen&ccedil;a entre solu&ccedil;&otilde;es sem e com a adi&ccedil;&atilde;o de adjuvante para aumento da viscosidade da calda (pol&iacute;mero de acrilamida). Neste trabalho, a viscosidade das solu&ccedil;&otilde;es foi medida, variando de 1,1mPa·s, sem adjuvante, para 8,9mPa·s, com adjuvante, o que mostra que varia&ccedil;&otilde;es desta ordem podem n&atilde;o interferir na deposi&ccedil;&atilde;o da calda no alvo.</font></P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Os resultados do perfil reol&oacute;gico evidenciaram fluxo n&atilde;o newtoniano, com varia&ccedil;&atilde;o da viscosidade com o grau de cisalhamento aplicado. Com rela&ccedil;&atilde;o a tens&atilde;o superficial (<a href="#TAB4">Tabela IV</a>), apenas o produto nonil fenol polietileno glicol &eacute;ter, em meia dose, e o dodecil benzeno n&atilde;o promoveram a redu&ccedil;&atilde;o da tens&atilde;o superficial em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;gua. Nos produtos nonil fenoxipoli etanol, alquil fenol poliglicol &eacute;ter e nonil fenol polietileno glicol &eacute;ter, o aumento da dose promoveu maior redu&ccedil;&atilde;o da tens&atilde;o superficial.</font></P>      <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="center"><a name="TAB4"><img border="0" src="/img/fbpe/inci/v34n9/art12tab4.gif" width="558" height="425"></a></P>      
<P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Segundo Mendon&ccedil;a <I>et al</I>. (2007), a efici&ecirc;ncia de um determinado adjuvante na redu&ccedil;&atilde;o da tens&atilde;o superficial em solu&ccedil;&otilde;es aquosas &eacute; determinada por dois par&acirc;metros. O primeiro corresponde a sua capacidade de reduzir a tens&atilde;o superficial em solu&ccedil;&otilde;es aquosas concentradas. O outro par&acirc;metro corresponde a sua capacidade de atingir a tens&atilde;o superficial m&iacute;nima em solu&ccedil;&otilde;es aquosas menos concentradas. Com base nesta informa&ccedil;&atilde;o, o produto nonil fenoxipoli etanol + sal s&oacute;dico dodecil benzeno sulf&ocirc;nico, independente da dose, foi o melhor hipotensor, concordando com os dados apresentados por Mont&oacute;rio <I>et al</I>. (2005), em que este produto tamb&eacute;m foi bom redutor de tens&atilde;o superficial.</font></P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">O acr&eacute;scimo de surfactantes nas caldas aquosas de pulveriza&ccedil;&atilde;o contribui para a forma&ccedil;&atilde;o de filmes l&iacute;quidos sobre as superf&iacute;cies foliares gra&ccedil;as ao processo de coalesc&ecirc;ncia das gotas (Mont&oacute;rio <I>et al</I>., 2005). No entanto, a dose de uso de adjuvantes tensoativos indicada nos r&oacute;tulos s&atilde;o apenas orientativas. O efeito hipotensor aumenta com a dose at&eacute; certo limite, pois, atingindo um ponto de satura&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o se obt&eacute;m efeito adicional (Azevedo, 2007).</font></P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Singh e Mack (1993), avaliando tens&atilde;o superficial, observaram que os surfactantes organosiliconados estudados apresentaram valores m&iacute;nimos de 0,0225N·m<SUP>-1</SUP>, em concentra&ccedil;&otilde;es que variavam de 0,1 a 0,125%. Quando estudaram espalhantes n&atilde;o siliconados, pertencentes ao grupo do alquilfenol etoxilado, verificaram tens&atilde;o de equil&iacute;brio pr&oacute;xima a 0,0310N·m<SUP>-1</SUP>, em concentra&ccedil;&otilde;es nos mesmos n&iacute;veis aos observados pelos siliconados.</font></P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">A pequena &aacute;rea de contato entre a got&iacute;cula da calda pulverizada e a superf&iacute;cie da cut&iacute;cula limita o potencial para a difus&atilde;o da calda; logo, todos os aspectos das superf&iacute;cies foliares (topografia das c&eacute;lulas, grau e tipo de desenvolvimento da cera epicuticular, tricomas e gl&acirc;ndulas) tamb&eacute;m influenciam a deposi&ccedil;&atilde;o do agrot&oacute;xico nas superf&iacute;cies foliares, al&eacute;m da tens&atilde;o superficial (Albert e Victoria Filho, 2002).</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Os dados obtidos de estabilidade das caldas s&atilde;o apresentados na <a href="#TAB5"> Tabela V</a>. Os sinais positivos (+) indicam estabilidade da calda no referido tempo e os sinais negativos (-) representam instabilidade da calda. Nota-se que o fosfatidilcoline mostrou-se inst&aacute;vel ap&oacute;s 10min sem agita&ccedil;&atilde;o e o &oacute;leo vegetal, ap&oacute;s 20min. N&atilde;o houve interfer&ecirc;ncia da dose nos resultados. Em nenhuma solu&ccedil;&atilde;o foi notada a forma&ccedil;&atilde;o de espuma nos tempos observados. Especial cuidado deve ser dado ao sistema de agita&ccedil;&atilde;o de calda do tanque dos pulverizadores em solu&ccedil;&otilde;es que apresentam baixa estabilidade.</font></P>      <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="center"><a name="TAB5"><img border="0" src="/img/fbpe/inci/v34n9/art12tab5.gif" width="575" height="292"></a></P>      
<P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Tendo em vista os resultados apresentados, a adi&ccedil;&atilde;o de adjuvantes &agrave;s caldas de pulveriza&ccedil;&atilde;o pode ser importante, quando da aplica&ccedil;&atilde;o de diversos agrot&oacute;xicos, por&eacute;m n&atilde;o deve ser uma pr&aacute;tica generalizada. Segundo Ryckaert <I>et al</I>. (2007), o uso correto dos adjuvantes pode aumentar significativamente o desempenho do produtos aplicados. Por&eacute;m, o aumento na efici&ecirc;ncia da aplica&ccedil;&atilde;o do agrot&oacute;xico pode causar um aumento do impacto ambiental. Isto &eacute; poss&iacute;vel pela presen&ccedil;a da mol&eacute;cula do adjuvante no ambiente e tamb&eacute;m pela influ&ecirc;ncia do adjuvante no res&iacute;duo final do agrot&oacute;xico. Com o emprego dos adjuvantes, os per&iacute;odos de car&ecirc;ncia devem ser reestudados, em fun&ccedil;&atilde;o do aumento dos res&iacute;duos dos produtos nos vegetais.</font></P>  <B>    <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Conclus&otilde;es</font></P> </B>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">O efeito dos adjuvantes nas caracter&iacute;siticas f&iacute;sico-quimicas das solu&ccedil;&otilde;es aquosas mostrou-se dependente de sua composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica e formula&ccedil;&atilde;o. O comportamento dessas caracter&iacute;siticas n&atilde;o foi semelhante, mesmo para produtos com mesma indica&ccedil;&atilde;o de uso.</font></P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">A altera&ccedil;&atilde;o da dose influenciou as caracter&iacute;sticas f&iacute;sico-qu&iacute;micas de maneira diferenciada para cada adjuvante. Algumas caracter&iacute;stica n&atilde;o foram influenciadas pelo emprego de dose-cheia ou meia-dose.</font></P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">O pH, a tens&atilde;o superficial e a viscosidade foram as propriedades mais sens&iacute;veis &agrave; adi&ccedil;&atilde;o dos adjuvantes.</font></P>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">A adi&ccedil;&atilde;o de alguns adjuvantes pode levar &agrave; instabilidade da calda, requerendo maior agita&ccedil;&atilde;o da calda no tanque dos pulverizadores.</font></P>  <B>    <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Agradecimentos</font></P> </B>     <P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Os autores agradecem &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), pelo suporte financeiro.</font></P>  <B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">Refer&ecirc;ncias</font></P> </B>     <!-- ref --><P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">1. Albert LHB, Vict&oacute;ria Filho R (2002) Caracter&iacute;sticas morfol&oacute;gicas da cut&iacute;cula foliar e efeitos de adjuvantes no controle qu&iacute;mico de tr&ecirc;s esp&eacute;cies de guanxumas. <I>Ci&ecirc;nc. Agrotecnol. 26</I>: 888-899.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095724&pid=S0378-1844200900090001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">2. ABNT (1994) <I>NBR 13241: Agrot&oacute;xico - Determina&ccedil;&atilde;o da Tens&atilde;o Superficial - M&eacute;todo de Ensaio</I>. ABNT. Rio de Janeiro, Brasil. 2 pp.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095725&pid=S0378-1844200900090001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">3. Azevedo LAS (2007) <I>Prote&ccedil;&atilde;o integrada de plantas com fungicidas</I>. Emopi. Campinas, Brasil. 284. pp.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095726&pid=S0378-1844200900090001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">4. Azevedo LAS (2001) <I>Fungicidas sist&ecirc;micos</I><B>:</B> teoria e pr&aacute;tica. S&atilde;o Paulo, Brasil. 230 pp.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095727&pid=S0378-1844200900090001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">5. Bouse LF, Kirk IW, Bode LE (1990) Effect of spray mixture on droplet size. <I>Trans. ASAE 33</I>: 783-788.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095728&pid=S0378-1844200900090001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">6. Carbonari CA, Martins D, Marchi SR, Cardoso LR (2005) Efeito de surfactantes e pontas de pulveriza&ccedil;&atilde;o na deposi&ccedil;&atilde;o de calda de pulveriza&ccedil;&atilde;o em plantas de grama-seda. <I>Planta Daninha 23</I>: 725-729.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095729&pid=S0378-1844200900090001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">7. Carlson KL, Burnside OC (1984) Comparative phytotoxicity of ghyphosate, SC-0224, SC-0545, and HOE-00661. <I>Weed Sci. 32</I>: 841-884.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095730&pid=S0378-1844200900090001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">8. Chorilli M, Zague V, Scarpa MV, Leonardi GR (2007) Influ&ecirc;ncia da viscosidade do ve&iacute;culo na livera&ccedil;&atilde;o in vitro da cafe&iacute;na.<B><I> </B>Rev. Farm. 4</I> </B><I> Rev. 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Ryckaert B, Spanoghe P, Haesaert G, Heremans B, Isebaert S, Steurbaut W (2007) Quantitative determination of the in&#64258;uence of adjuvants on foliar fungicide residues. <I>Crop Protect.</I><B> </B><I>26</I>:<B> </B>1589-1594.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1095743&pid=S0378-1844200900090001200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P style="word-spacing: 0; line-height: 100%" align="justify"><font face="Verdana" size="2">21. Tang X, Dong J, Li X (2008) A comparison of spreading behaviors of Silwet l-77 on dry and wet lotus leaves. <I>J. Coll. Interf. 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