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<journal-title><![CDATA[Archivos Latinoamericanos de Nutrición]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Efeito da extrusão termoplástica no teor de lisina disponível da farinha desengordurada de grão-de-bico (Cicer arietinum, L.)]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,UNESP Faculdade de Ciencias Farmaceuticas Departamento de Alimentos e Nutriçao]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Effect of thermoplastic extrusion on lysine availability of chickpea (Cicer arietinum, L.) flour. The aim of this research was to evaluate lysine availability of chickpea (Cicer arietinum, L.) flour submitted to therrnoplastic extrusion at three feed moisture levels (13%,18% and 27%). It was verified that extrusion treatments reduced available lysine by 58% and 55% at 13% and 18% feed moisture levels. The major lysine loss, 71 %, was verified at 27% feed moisture level.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Grão-de-bico]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[extrusão termoplástica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[lisina disponível]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[   <B><FONT SIZE=4>     <P ALIGN="CENTER">Efeito da extrus&atilde;o termopl&aacute;stica no teor de lisina dispon&iacute;vel da farinha desengordurada de gr&atilde;o-de-bico </P> <I>    <P ALIGN="CENTER">(Cicer arietinum, </I>L.)</P> </B></FONT><I>    <P ALIGN="CENTER">Maria Filomena Claret Fernandes de Aguiar Valim, Jos&eacute; Paschoal Batistuti</P> </I>    <P ALIGN="CENTER">Departamento de Alimentos e Nutri&ccedil;&atilde;o, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Farmac&ecirc;uticas - UNESP, Araraquara SP - Brasil </P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">RESUMO</B>. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Amostras de farinha desengordurada de gr&atilde;o-de-bico <I>(Cicer arietinum, </I>L.) contendo diferentes teores de umidade inicial (13%, 18% e 27%) foram submetidas ao processo de extrus&atilde;o termopl&aacute;stica e, em seguida, foi realizada a avalia&ccedil;&atilde;o de seus teores de lisina dispon&iacute;vel. Foi verificado que o processo de extrus&atilde;o provocou perda de 58% e 55% na lisina dispon&iacute;vel nas farinhas com teores de umidade de 13% e 18%, respectivamente. Na farinha de gr&atilde;o-de-bico com 27% de urnidade inicial, a perda de lisina dispon&iacute;vel foi de 71 %, ap&oacute;s o processo de extrus&atilde;o. </P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Palavras-chave</B>: Gr&atilde;o-de-bico, extrus&atilde;o termopl&aacute;stica, lisina dispon&iacute;vel </P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">SUMMARY</B>.</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Effect of thermoplastic extrusion on lysine availability of chickpea <I>(Cicer arietinum, </I>L.) flour. The aim of this research was to evaluate lysine availability of chickpea <I>(Cicer arietinum, </I>L.) flour submitted to therrnoplastic extrusion at three feed moisture levels (13%,18% and 27%). It was verified that extrusion treatments reduced available lysine by 58% and 55% at 13% and 18% feed moisture levels. The major lysine loss, 71 %, was verified at 27% feed moisture level. </P> <B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Key-words</B>: Chickpea, thermoplastic extrusion, lysine availability </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Recibido: 09-07-1999 Aceptado: 04-05-2000 </P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">A extrus&atilde;o termopl&aacute;stica &eacute; uma ferramenta tecnol&oacute;gica de m&uacute;ltiplas aplica&ccedil;&otilde;es, tanto para o preparo de alimentos prontos <I>(snacks, </I>macarr&atilde;o), como para a produ&ccedil;&atilde;o de novos ingredientes para a ind&uacute;stria de alimentos (amidos modificados, farinhas pr&eacute;-cozidas para uso em panifica&ccedil;&atilde;o, prote&iacute;nas vegetais texturizadas). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Ao lado de outros beneficios tecnol&oacute;gicos, comuns a todo processamento t&eacute;rmico, como a destrui&ccedil;&atilde;o de subst&acirc;ncias t&oacute;xicas e anti-nutricionais e o aumento da digestibilidade e a inativa&ccedil;&atilde;o de enzimas, a extrus&atilde;o termopl&aacute;stica oferece a possibilidade de modificar as propriedades funcionais dos alimentos (1). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">No extrusor o alimento &eacute; submetido a um processo que combina cisalhamento mec&acirc;nico e calor que provoca a gelatiniza&ccedil;&atilde;o do amido e a desnatura&ccedil;&atilde;o do material prot&eacute;ico criando navas texturas e formas (2). Outra caracter&iacute;stica do processo de extrus&atilde;o &eacute; sua versatilidade que permite atrav&eacute;s de pequenas modifica&ccedil;&otilde;es em seus elementos b&aacute;sicos, a produ&ccedil;&atilde;o de uma ampla variedade de produtos. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Durante a extrus&atilde;o, a prote&iacute;na &eacute; transformada em estruturas orientadas e fibrosas, que com o movimento helicoidal do extrusor, s&atilde;o depositadas umas sobre as outras e no final da matriz emergem em carnadas de fibras como em um m&uacute;sculo. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">As prote&iacute;nas, quando submetidas &aacute; processarnento t&eacute;rmico, podem sofrer danos causados por diferentes tipos de rea&ccedil;&atilde;o: destrui&ccedil;&atilde;o de amino&aacute;cidos por oxida&ccedil;&atilde;o, modifica&ccedil;&atilde;o de algumas liga&ccedil;&otilde;es entre amio&aacute;cidos de modo que sua libera&ccedil;&atilde;o &eacute; retarda- da durante a digest&atilde;o e, forma&ccedil;&atilde;o de liga&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o s&atilde;o hidrolisadas durante a digest&atilde;o, provocando perda de disponibilidade biol&oacute;gica (3). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Desta maneira, o objetivo deste trabalho foi avaliar o teor de lisina dispon&iacute;vel na farinha de gr&atilde;o-de-bico ap&oacute;s o processo de extrus&atilde;o termopl&aacute;stica, com diferentes teores de umidade, pois dentre as rea&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o favorecidas pelas condi&ccedil;&otilde;es de alta temperatura e cisalhamento empregadas durante aextrus&atilde;o, destaca-se a rea&ccedil;&atilde;o de Maillard ou rea&ccedil;&atilde;o de escurecimento n&atilde;o-enzim&aacute;tico. Esta rea&ccedil;&atilde;o ocorre atrav&eacute;s da condensa&ccedil;&atilde;o dos grupos amino livres de amino&aacute;cidos (geralmente o grupo <FONT FACE=Symbol>e</FONT> -NH<SUB>2</SUB> dos res&iacute;duos de lisina) e os grupos carbonila de a&ccedil;&uacute;cares redutores (glicose, frutose,lactose ou maltose), provocando diminui&ccedil;&atilde;o do teor de lisina dispon&iacute;vel no alimento extrusado (3). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O gr&atilde;o-de-bico ocupa a quinta posi&ccedil;&atilde;o dentre as leguminosas de maior produ&ccedil;&atilde;o no mundo e de acordo coro pesquisas realizadas pela Se&ccedil;&atilde;o de Leguminosas do Instituto Agron&ocirc;mico de Campinas, pode se tornar uma importante op&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola para o Estado e S&atilde;o Paulo para semeadura no per&iacute;odo de fevereiro abril. </P> <B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">MATERIAL E M&Eacute;TODOS</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Material </P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Sementes de gr&atilde;o-de-bico <I>(Cicer arietinum, </I>L.) variedade «IAC Marrocos», fornecidas pelo Instituto Agron&ocirc;mico de Campinas. </P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">M&eacute;todos</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Obten&ccedil;&atilde;o da farinha desengordurada de gr&atilde;o-de-bico </P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Ap&oacute;s a separa&ccedil;&atilde;o manual de gr&atilde;os quebrados e impr&oacute;prios, as sementes de gr&atilde;o-de-bico foram trituradas em moinho de martelo (M&aacute;quinas Cordeiro) com peneira de 1,0 mm de </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">abertura. A seguir, a farinha foi desengordurada com &eacute;ter et&iacute;lico em extrator Soxhlet. </P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Condicionamento da farinha para a extrus&atilde;o termopl&aacute;stica </P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Inicialmente, foi determinada a umidade inicial da farinha desengordurada, a seguir, a mesma foi dividida em 3 lotes. Para atingir a umidade desejada (13,18 e 27%, respectivamente para cada lote), foi adicionada &aacute;gua lentamente por aspers&atilde;o direta sobre a farinha, em constante agita&ccedil;&atilde;o, em misturador Arno. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">As farinhas umidificadas tiveram seu tamanho de part&iacute;cula uniformizado em peneiras com abertura de 1 mm, e foram annazenadas em sacos pl&aacute;sticos e estocadas em geladeira. </P> <B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Extrus&atilde;o termopl&aacute;stica </P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">O processo de extrus&atilde;o termopl&aacute;stica foi conduzido em extrusor de laborat&oacute;rio marca Miotto nas seguintes condi&ccedil;&otilde;es de opera&ccedil;&atilde;o estabelecidas por Batistuti et al. (4): laxa de compress&atilde;o 4: 1; velocidade de rota&ccedil;&atilde;o do parafuso 200 rpm; di&acirc;metro da matriz 4 mm; temperatura zona de alimenta&ccedil;&atilde;o: 125°C- zona de compress&atilde;o: 135°C - zona de sa&iacute;da: 115°C e alimenta&ccedil;&atilde;o manual. </P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Composi&ccedil;&atilde;o da farinha </P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Umidade, prote&iacute;na, gordura (extrato et&eacute;reo) e cinzas foram determinadas conforme m&eacute;todo padr&atilde;o da AOAC (5).0 teor de carboidratos foi determinado por diferen&ccedil;a. </P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Determina&ccedil;&atilde;o de lisina dispon&iacute;vel</B>: </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Foi utilizado o m&eacute;todo de Kakade &amp; Liener (6) e modificado por Ruiz (7). </P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">An&aacute;lise estat&iacute;stica: </P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Os resultados obtidos na determina&ccedil;&atilde;o do teor de lisina dispon&iacute;vel foram submetidos a an&aacute;lise de vari&acirc;ncia (ANOVA) e teste de m&eacute;dia de Tukey utilizando-se os programas do pacote estat&iacute;stico SAS (8). </P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">A <a href="#tab1">Tabela 1</a> apresenta os resultados obtidos na determina&ccedil;&atilde;o da composi&ccedil;&atilde;o centesimal da farinha de gr&atilde;o-de-bico. Os valores de todos os constituintes da farinha est&atilde;o na mesma faixa daqueles relatados por Chavan &amp; Salunkhe (9) e A vancini etal (10). </P> <B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Determina&ccedil;&atilde;o do teor de lisina dispon&iacute;vel </P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">O termo lisina dispon&iacute;vel ou lisina potencialmente biodispon&iacute;vel indica a quantidade de lisina utilizada para a manuten&ccedil;&atilde;o ou crescimento de um novo tecido, ap&oacute;s seu consumo por seres humanos ou animais (11,12).</P> <B><a name="tab1"></a>    <P ALIGN="CENTER">TABELA 1</P> </B>     <P ALIGN="CENTER">Composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica aproximada da farinha de gr&atilde;o-de-bico*</P>     <CENTER><TABLE BORDER CELLSPACING=1 CELLPADDING=4 WIDTH=401> <TR><TD WIDTH="27%" VALIGN="TOP">     <P>&nbsp;</TD> <TD WIDTH="31%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">Farinha Integral</P>     <P ALIGN="CENTER">(g /100 g)</TD> <TD WIDTH="42%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">Farinha Desengordurada</P>     <P ALIGN="CENTER">(g / 100 g)</TD> </TR> <TR><TD WIDTH="27%" VALIGN="TOP">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Prote&iacute;na</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Umidade</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Lip&iacute;deos</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Cinza</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Carboidratos</TD> <TD WIDTH="31%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">14,10 0,48</P>     <P ALIGN="CENTER">16,30 0,23</P>     <P ALIGN="CENTER">8,60 0,60</P>     <P ALIGN="CENTER">2,79 0,13</P>     <P ALIGN="CENTER">58,21 1,08</TD> <TD WIDTH="42%" VALIGN="TOP">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER">20,27 1,50</P>     <P ALIGN="CENTER">5,74 0,09</P>     <P ALIGN="CENTER">2,90 0,49</P>     <P ALIGN="CENTER">3,46 0,50</P>     <P ALIGN="CENTER">67,63 1,86</TD> </TR> </TABLE> </CENTER> <DIR> <DIR> <DIR> <DIR>      <P ALIGN="JUSTIFY">* M&eacute;dia de determina&ccedil;&otilde;es em triplicata desvio padr&atilde;o</P></DIR> </DIR> </DIR> </DIR>      <P ALIGN="JUSTIFY">A quantifica&ccedil;o direta do teor de lisina dispon&iacute;vel nos alimentos, pode ser realizada atrav&eacute;s de ensaios biol&oacute;gicos com animais de laborat&oacute;rio. Este tipo de ensaio, entretanto, &eacute; demorado e dif&iacute;cil de ser aplicado para monitoramento de rotina. M&eacute;todos qu&iacute;micos, baseados na rea&ccedil;&atilde;o dos grupos e <FONT FACE=Symbol>e</FONT> - NH<SUB>2</SUB> 1ivres da lisina com o &aacute;cido 2,4,6-trinitrobenzenosulfonico (TNBS) em meio alcalino, com a produ&ccedil;&atilde;o do complexo <FONT FACE=Symbol>e</FONT> - trinitrofenil (TNP)-lisina quantificado espectrofotometricamente, tem sido empregados para tornar a avalia&ccedil;o de lisina mais r&aacute;pida e menos dispendiosa. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Dado que o TNBS pode ligar-se a outros grupos al&eacute;m dos <FONT FACE=Symbol>e</FONT> -NH<SUB>2</SUB>, faz-se necess&aacute;rio separar os <FONT FACE=Symbol>e</FONT> -TNP derivados dos outros produtos, principalmente os <FONT FACE=Symbol>a</FONT> - TNP derivados. Neste sentido,deve-se hidrolisar extensamente a prote&iacute;na ap&oacute;s a rea&ccedil;&atilde;o da mesma com o TNBS e, a seguir, separar os produtos obtidos, contando com a vantagem dos <FONT FACE=Symbol>e</FONT> - TNP derivados serem sol&uacute;veis em &aacute;gua e os <FONT FACE=Symbol>a</FONT> - TNP derivados sol&uacute;veis em &eacute;ter et&iacute;lico.</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Na elabora&ccedil;&atilde;o da curva padr&atilde;o de hidrocloreto de lisina &eacute; necess&aacute;rio inicialmente bloqueiar o grupo <FONT FACE=Symbol>a</FONT> -NH<SUB>2</SUB> com Cu<SUP>2+</SUP> e depois proceder-se a rea&ccedil;&atilde;o com o TNBS. Caso isto n&atilde;o seja realizado, ocorrer&aacute; a forma&ccedil;&atilde;o do <FONT FACE=Symbol>a</FONT> , <FONT FACE=Symbol>e</FONT> - TNP di-derivado, que apresenta alta solubilidade em &eacute;ter, conduzindo a falsos resultados. Neste trabalho a curva-padr&atilde;o de hidrocloreto de lisina apresentou coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de 0,99 e R<SUP>2</SUP>= 99,41 %. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Os resultados obtidos na determina&ccedil;&atilde;o dos teores de lisina dispon&iacute;vel da farinha desengordurada de gr&atilde;o-de-bico e dos produtos extrusados, est&atilde;o apresentados na <a href="#tab2">Tabela 2</a>. Pode-se verificar que o processo de extrus&atilde;o termopl&aacute;stica da farinha provocou uma perda significativa (p&lt;0,0001) de lisina dispon&iacute;vel, entre 55% e 71 % para os tr&ecirc;s produtos extrusados. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Esta perda pode ser visualizada nas <a href="#fig1">Figuras 1</a> e <a href="#fig2">2</a> onde est&atilde;o apresentados os espectros de absor&ccedil;&atilde;o do complexo <FONT FACE=Symbol>e</FONT> - trinitrofenil (TNP)-lisina da farinha desengordurada (A) e dos tr&ecirc;s produtos de extrus&atilde;o (B, Ce D) na faixa de 280- 580nm. Pode-se observar no espectro correspondente a farinha desengordurada (A), a presen&ccedil;a do pico caracter&iacute;stico da lisina a 342 nm. </P> <B><a name="tab2"></a>    <P ALIGN="CENTER">TABELA 2</P> </B>     <P ALIGN="CENTER">Perda de lisina dispon&iacute;vel durante extrus&atilde;o termopl&aacute;stica de farinha desengordurada de gr&atilde;o-de-bico</P>     <CENTER><TABLE BORDER CELLSPACING=1 CELLPADDING=4 WIDTH=411> <TR><TD WIDTH="35%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">AMOSTRA</TD> <TD WIDTH="17%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">Prote&iacute;na</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">(5)</TD> <TD WIDTH="30%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">Lisina Dispon&iacute;vel</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">(g/100 g prote&iacute;na)</TD> <TD WIDTH="18%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">Perda (%)</TD> </TR> <TR><TD WIDTH="35%" VALIGN="TOP">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Farinha</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Desengordurada</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Farinha extrusada</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">(13% umidade)</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Farinha extrusada</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">(18% umidade)</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Farinha extrusada</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">(27% umidade)</TD> <TD WIDTH="17%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">20,27</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">20,89</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">18,02</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">20,61</TD> <TD WIDTH="30%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">4,20ª</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">1,77b</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">1,90c</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">1,22d</TD> <TD WIDTH="18%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">-----</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">58</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">55</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">71</TD> </TR> </TABLE> </CENTER> <DIR> <DIR> <DIR> <DIR>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">a,b,c,d – N&uacute;meros com letras diferentes numa mesma coluna indicam valores estatisticamente diferentes (p&lt;0,0001 entre si.</P> </DIR> </DIR> </DIR> </DIR> <B> <a name="fig1"></a>     <P ALIGN="CENTER">FIGURA 1</P> </B>     <P ALIGN="CENTER">Espectros de absor&ccedil;&atilde;o docomplexo <FONT FACE=Symbol>e</FONT> -trinitrofenil (TNP)- lisina da farinha desengordurada de gr&atilde;o-de-bico (A) e da farinha extrusada com 13% de umidade (B)</P>     <P ALIGN="CENTER"><IMG SRC="/img/fbpe/alan/v50n3/art09fig1.gif" WIDTH=492 HEIGHT=816 align="center"></P> <B><a name="fig2"></a>     
<P ALIGN="CENTER">FIGURA 2</P> </B>     <P ALIGN="CENTER">Espectros de absor&ccedil;&atilde;o docomplexo <FONT FACE=Symbol>e</FONT> -trinitrofenil (TNP)- lisina da farinha extrusada com 18% de umidade (C) e com 27% de umidade (D)</P>     <P ALIGN="CENTER"><IMG SRC="/img/fbpe/alan/v50n3/art09fig2.gif" WIDTH=475 HEIGHT=798 align="center"></P>     
<P ALIGN="left">A diminui&ccedil;ao no teor de lisina dispon&iacute;vel foi tamb&eacute;rn verificada por outros pesquisadores na extrus&atilde;o de farinha de cereais e misturas de cereais e leguminosas (1).</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">De acordo com Cheftel (1) e Camlre et al (3), os mecanismos envolvidos na perda de lisina dispon&iacute;vel durante o processo de extrus&atilde;o est&atilde;o relacionados com as altas temperaturas empregadas no processo (&gt;180°C) e cisalhamento (&gt;100 rpm) em combina&ccedil;&atilde;o com o baixo teor de umidade do material a ser extrusado (&lt;15%). Este fatores s&atilde;o tamb&eacute;m respons&aacute;veis pela altera&ccedil;&atilde;o das propriedades funcionais j&aacute; verificadas ap&oacute;s o processo de extrus&atilde;o (.13). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Uma das hip&oacute;teses apresentadas por Cheftel (1), para os mecanismos envolvidos na perda de lisina dispon&iacute;vel durante o processo de extrus&atilde;o prop&otilde;e que em farinhas com teores de umidade mais baixos, os danos a lisina podem ser explicados pelo aumento localizado da temperatura aliado as for&ccedil;as de cisalhamento no extrusor, que em conjunto com efeitos mec&acirc;nicos provocariam a clivagem de liga&ccedil;&otilde;es glicos&iacute;dicas do amido ou de outros oligossacar&iacute;deos, favorecendo a rea&ccedil;&atilde;o de Maillard. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">No presente trabalho, a extrus&atilde;o da farinha com 13% de umidade provocou perda de lisina significativamente maior que no produto extrusado com 18% de umidade. Estes resultados mostram que o aumento da umidade inicial da farinha a ser extrusada, reduz a perda de lisina dispon&iacute;vel ap&oacute;s o processamento, pelo efeito do &iacute;on comum, uma vez que, a agua &eacute; um dos produtos formados pela rea&ccedil;&atilde;o de Maillard. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Entretanto, na farinha extrusada com 27% de umidade, verificou-se perda porcentual de lisina dispon&iacute;vel maior (71 % ). Este produto apresentou tamb&eacute;m colora&ccedil;&atilde;o mais escura, evidenciando a ocorr&ecirc;ncia de rea&ccedil;&atilde;o de Maillard. Pham e Del Rosario, citados por Camire et al (3) tamb&eacute;m verificaram expressivas perdas de lisina dispon&iacute;vel em farinhas de leguminosas submetidas ao processo de extrus&atilde;o quando o teor inicial de umidade das farinhas era aumentado e a temperatura mantida constante. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Os resultados obtidos neste trabalho demonstram que, a farinha de gr&atilde;o-de-bico pode ser utilizada para a obten&ccedil;&atilde;o de produtos extrusados, desde que as condi&ccedil;&otilde;es empregadas no processo sejam controladas evitando que a umidade da mat&eacute;ria- prima seja muito elevada ou muito baixa. Deve-se ressaltar, entretanto, que a expressiva perda de lisina dispon&iacute;vel ap&oacute;s o processo de extrus&atilde;o termopl&aacute;stica n&atilde;o invalida a proposta do processo como alternativa tecnol&oacute;gica para o consumo de gr&atilde;o-de-bico, j&aacute; que produtos extrusados na forma de <I>snacks </I>s&atilde;o bastante apreciados e populares. Segundo Cheftel (1), os conhecimentos dos mecanismos envolvidos no processo de extrus&atilde;o e a utiliza&ccedil;&atilde;o de melhores equipamentos contribuir&atilde;o para otimizar tanto a qualidade organol&eacute;ptica como nutricional dos produtos extrusados. </P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">AGRADECIMENTO</P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Este trabalho foi realizado com recursos do programa PADC/FCF - UNESP Araraquara, SP, Brasil. </P> <B>    <P>&nbsp;REFERENCIAS</P> </B>    <!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">1. Cheftel JC. Nutritional effects of extrusion - cooking. Food Chem. 1986;20:263-83. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356397&pid=S0004-0622200000030000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">2. Harper JM. Extrusion processing of food. Food Technol. 1978; 32:67-72. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356398&pid=S0004-0622200000030000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">3. Camire ME, Camire A, Krumhar K. Chernical and nutritional changes in foods during extrusion. CRC Crit Rev Food Sci Nutr. 1990; 29:35-57. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356399&pid=S0004-0622200000030000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">4. Batistuti JP, Barros RMC, Ar&ecirc;as JAG. Optimization of extrusion cooking process for chickpea <I>(Cicer arietinum, </I>L.) defatted flour by response surface methodology. J Food Sci. 1991; 56:1695-8. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356400&pid=S0004-0622200000030000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">5. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis. 15th ed. Washington, DC, 1990. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356401&pid=S0004-0622200000030000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">6. Kakade ML, Liener IE. Determination of available lysine in proteins. Anal Biochem. 1969; 27:273-80. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356402&pid=S0004-0622200000030000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">7. Ruiz W. Prote&oacute;lise do res&iacute;duo do extrato hidrossol&uacute;vel de soja. Campinas, 233p. Tese (doutorado) Faculdade de Engenharia de Alimentos e Agr&iacute;cola UNICAMP, 1985&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356403&pid=S0004-0622200000030000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">8. SAS Institute. SAS Users Guide: statistics. Cary, USA: SAS Inst., 1993. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356404&pid=S0004-0622200000030000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">9. Chavan JK, Salunkhe DK. Biochemistry and techno1ogy of chickpea <I>(Cicer arietinum, </I>L.) seeds. CRC Crit Rev Food Sci Nutr. 1986; 25:107-58. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356405&pid=S0004-0622200000030000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">10. Avancini SRP, Sales AM, Aguirre JM, Mantovani DMB. Composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica e valor nutricional de cultivares de gr&atilde;o-de-bico produzidos no Estado de S&atilde;o Paulo. Col Ital 1992; 22: 145-53.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356406&pid=S0004-0622200000030000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">11. Carpenter KJ. Damage to lysine in food processing: its measurement and its significance. Nutr Abstr Rev. , 1973; 46:423-51. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356407&pid=S0004-0622200000030000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">12. Sgarbieri VC. Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o. Campinas: Editora da Unicamp, 1987. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356408&pid=S0004-0622200000030000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">13. Valim MFCFA, Batistuti JP. Functional properties of defatted chickpea <I>(Cicer arietinum, </I>L.) flour as influenced by thermoplastic extrusion. Alim Nutr. 1998; 9:65-75. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356409&pid=S0004-0622200000030000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body>
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