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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Functional properties of pigeon pea (Cajanus rajan (L) Millsp) flour and protein concentrate. The objective of this investigation was to study the functional properties of Pigeon pea (Cajanus cajan (L.) Millsp) flour and protein concentrate. The solubility of both samples were superior than 70% at pH above 6.7 and below 3.5. The water and oil absorption were 1.2 and 1.07 ml/g of sample and 0.87 and 1.73ml/g of flour and protein concentrate samples, respectively. The minimum concentration of flour and protein concentrate needed for gelation was 20% and 12%, respectively. The emulsifying capacity of flour and concentrate was 129.35g and 191.66g oil/g of protein and the emulsion stability 87.50and 97.97%, respectively, after 780 minutes. The foam capacity and stability of flour foam were 36.0% and 18.61, while of the concentrate were 44.70% and 78.97% after 90 minutes. These properties indicate that the flour as well as the concentrate could have application in various food systems.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[   <B><FONT SIZE=4>     <P ALIGN="CENTER">Propriedades funcionais da farinha e concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guandu <I>(Cajanus cajan (I.) Millsp)</P> </B></FONT>    <P ALIGN="CENTER">Ivone Yurika Mizubuti, Oswaldo Biondo J&uacute;nior, Luiz Waldemar de Oliveira Souza, Rui S&eacute;rgio dos Santos Ferreira da Silva, Elza Iouko Ida</P> </I>    <P ALIGN="CENTER">Universidade Estadual de Londrina - UEL. Departamento de Zootecnia e Departamento de Tecnologia de Alimentos e Medicamentos. Brasil.</P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">RESUMO</B>. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O objetivo desta investiga&ccedil;&atilde;o foi estudar as propriedades funcionais da farinha e do concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guandu <I>(Cajanus cojan </I>(L.) Millsp). A solubilidade de ambas amostras foi i superior a 70% em pH acima de 6,7 e abaixo de 3,5. A capacidade de absor&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua e &oacute;leo foi de 1,2 e 1,07 ml/g de amostra e 0,87 e 1,73 ml/g de amostra de farinha e concentrado prot&eacute;ico, respectivamente. A concentra&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima de geleifica&ccedil;&atilde;o da farinha foi de 20% e do concentrado de 12%. A capacidade de forma&ccedil;&atilde;o e estabilidade da emuls&atilde;o de farinha e do concentrado foram de 129,35 e 191,66g de &oacute;leo emulsificado/g de prote&iacute;na, respectivamente, e a estabi1idade da emuls&atilde;o de 87,50 e 96,97%, respectivamente, ap&oacute;s 780 minutos. A capacidade de forma&ccedil;&atilde;o e estabilidade da espuma de farinha foram de 36,0% e 18,61 %, respectivamente, e do concentrado foram de 44,70% de espuma formada e 78,97% de espumas intactas aos 90 minutos. Estas propriedades indicaram possibilidades de aplica&ccedil;&otilde;es em v&aacute;rios sistemas alimentares. </P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Palavras chave</B>: Feij&atilde;o guandu, concentrado prot&eacute;ico, propriedades funcionais. </P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">SUMMARY. </P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Functional properties of pigeon pea <I>(Cajanus rajan (L) Millsp) </I>flour and protein concentrate. The objective of this investigation was to study the functional properties of Pigeon pea (Cajanus cajan (L.) Millsp) flour and protein concentrate. The solubility of both samples were superior than 70% at pH above 6.7 and below 3.5. The water and oil absorption were 1.2 and 1.07 ml/g of sample and 0.87 and 1.73ml/g of flour and protein concentrate samples, respectively. The minimum concentration of flour and protein concentrate needed for gelation was 20% and 12%, respectively. The emulsifying capacity of flour and concentrate was 129.35g and 191.66g oil/g of protein and the emulsion stability 87.50and 97.97%, respectively, after 780 minutes. The foam capacity and stability of flour foam were 36.0% and 18.61, while of the concentrate were 44.70% and 78.97% after 90 minutes. These properties indicate that the flour as well as the concentrate could have application in various food systems. </P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Key words</B>: Pigeon pea, protein concentrate, functional properties. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Recibido: 23-06-1999 Aceptado: 26-06-2000 </P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">O feij&atilde;o guandu ou Pigeon pea <I>(Cajanus cajan (L)Millsp) </I>&eacute; uma leguminosa da fam&iacute;lia Fabaceae de cultura perene, cultivada na &aacute;sia, &aacute;frica e Am&eacute;rica do Sul (1,2), com produtividade m&eacute;dia de 699 kg/ha, senda que na Rep&uacute;blica Dominicana e Trinidade, encontraram-se variedades que produziram 2.194 e 1.667 kg/ha, respectivamente (3). No Brasil, em 1990, o Instituto Agron&ocirc;mico do Paran&aacute;, lan&ccedil;ou no mercado, a variedade an&atilde; e precoce de guandu denominada Iapar 43-Arat&atilde;, com boa produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os/ha, com ciclo de 140 dias e facilidade de colheita. Sup&otilde;e-se que a produ&ccedil;&atilde;o de feij&atilde;o guandu seja razo&aacute;vel a n&iacute;vel de pequenas e m&eacute;dias propriedades, ande s&atilde;o exploradas como cultura de subsist&ecirc;ncia. Entretanto, n&atilde;o h&aacute; descri&ccedil;&otilde;es na literatura sobre dados atuais que indiquem a sua produ&ccedil;&atilde;o, produtividade, pre&ccedil;o de mercado e consumo. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O feij&atilde;o guandu cont&eacute;m de 21,1 a 28,1 % de prote&iacute;na bruta e apresenta boas caracter&iacute;sticas qu&iacute;micas (4-,6). Por&eacute;m, a sua utiliza&ccedil;&atilde;o em diferentes sistemas alimentares necessita de investiga&ccedil;&otilde;es adicionais quanto a funcionalidade das prote&iacute;nas. A funcionalidade foi definida como qualquer propriedade de um ingrediente alimentar, com exce&ccedil;&atilde;o da propriedade nutricional, que afeta a sua utiliza&ccedil;&atilde;o (7). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Kinsella (8) descreveu que os ingredientes proteicos devem possuir propriedades intr&iacute;nsicas (flavor, textura e cor) aceit&aacute;veis; bom valor nutricional e propriedades funcionais adequadas para uma variedade de aplica&ccedil;&otilde;es, sendo estas &uacute;ltimas, importantes na determina&ccedil;&atilde;o da qualidade do produto final, al&eacute;m de facilitar o processamento. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Do ponto de vista de aplica&ccedil;&atilde;o alimentar, as propriedades como, hidrata&ccedil;&atilde;o, emuls&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o de espuma, gela&ccedil;&atilde;o, viscosidade, absor&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua e &oacute;leo, solubilidade, dispersibilidade, ades&atilde;o, capacidade tamp&atilde;o, comportamento do fluxo, cor, flavor, sabor, propriedade de forma&ccedil;&atilde;o de filme , juntamente com as qualidades nutricionais, foram considerados importantes (7). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">V&aacute;rias investiga&ccedil;&otilde;es descreveram sobre as propriedad a bioqu&iacute;micas e funcionais de prote&iacute;nas de leguminosas, tais e como, <I>soja.(Glycine max </I>(L.) Merril) (8-10); ervilha <I>{Pisum sativum </I>L.) (11-13); great northern bean <I>(Phaseolus vulgaris) </I>(14,15); winged bean <I>(Psophocarpus tetragonolobus </I>(L.) DC) (16,17); gr&atilde;o de bico <I>(Cicerarietinum </I>L.) (18); tremo&ccedil;o <I>(Lupinus mutabilis </I>(19) e <I>Lupinus albus </I>(20)); cowpea <I>(Vigna unguiculata </I>(L.) Walp) (21,22) e feij&atilde;o guandu <I>(Cajanus cajan </I>(L.) Mi11sp) (23- 27). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O preparo de concentrados e/ou iso1ados prot&eacute;icos seria uma das formas de efetivamente utilizar as prote&iacute;nas de feij&otilde;es secos para alimenta&ccedil;&atilde;o humana. Sathe et al. (7) postularam que quando se quer utilizar prote&iacute;nas, para substituir as tradicionais em alimentos convencionais, h&aacute; necessidade de investigar as propriedades funcionais de concentrados ou isolados prot&eacute;icos para determinar em que sistema alimentar estes poderiam ser incorporados e efetivamente utilizados. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O objetivo desta investiga&ccedil;&atilde;o foi avaliar as propriedades funcionais das prote&iacute;nas da farinha crua e do concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guandu da variedade Iapar 43-arat&atilde;. </P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">MATERIAL E M&Eacute;TODOS</P> </B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Foram utilizados gr&atilde;os de feij&atilde;o <I>guandu (Cajanus cajan (L) Millsp) </I>da variedade Iapar 43 - arat&atilde;, cedidos pelos Instituto Agron&ocirc;mico do Paran&aacute; (Londrina, Pr). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">A farinha foi obtida atrav&eacute;s de moagem dos gr&atilde;os integrais classificados com peneira de malha 60.0 concentrado prot&eacute;ico foi obtido a partir da extra&ccedil;&atilde;o aquosa de prote&iacute;na sol&uacute;vel em pH 8,5 utilizando a rela&ccedil;&atilde;o l&iacute;quido: s6lido de 5:1 (v/p). O extrato prot&eacute;ico foi concentrado e seco por atorniza&ccedil;&atilde;o em um secador marca ANHYDRO - Copenhagen, com emprego das seguintes condi&ccedil;&otilde;es: temperatura de entrada da c&acirc;mara de 160°C; temperatura de sa&iacute;da da c&acirc;mara de 90°C; bico rotativo de 25.000 rpm e press&atilde;o do produto para entrar no secador de 0,25 bar. A secagem foi feita pelo uso apenas do ar do exaustor e sem inje&ccedil;&atilde;o de g&aacute;s. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">A solubilidade da prote&iacute;na foi determinada conforme o m&eacute;todo descrito por Morr et al. (28), com algumas modifica&ccedil;&otilde;es, como: ajuste do pH da dispers&atilde;o de 2,0 at&eacute; 9,0 e centrifugac&atilde;o de al&iacute;quotas dessas dispers&otilde;es por 30 minutos a 10.000 xg. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">A capacidade de absor&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua e &oacute;leo foram determinados, em temperatura ambiente, conforme procedimentos descritos por Lin et al. (29) e a capacidade de forma&ccedil;&atilde;o e estabilidade da espuma foram determinadas de acordo com Narayana &amp; Narasinga Rao (16), e adaptadas para as nossas condi&ccedil;&otilde;es de 1aborat&oacute;rio. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">A capacidade de forma&ccedil;&atilde;o de gel foi determinada conforme descric&otilde;es de Sathe &amp; Salunkhe (15) e Bencini (18) e a capacidade de forma&ccedil;&atilde;o e estabilidade da emuls&atilde;o foram baseadas nas descri&ccedil;&otilde;es de Sathe &amp; Salunkhe (15). </P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">RESULTADOS E DISCUSSAO</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Solubilidade das prote&iacute;nas </P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Na <a href="#fig1">Figura 1</a>, observa-se as varia&ccedil;&otilde;es na percentagem de solubilidade das prote&iacute;nas de farinha e de concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guandu em fun&ccedil;&atilde;o de diferentes pHs. A solubilidade m&iacute;nima das prote&iacute;nas de farinha foi de 25,62% e a de concentrado prot&eacute;ico foi de 27,82%, e ocorreu em pH ao redor de 4,5. A solubilidade acima de 70% foi observada em pHs superiores a 6,7 e 7,5, bem como em pHs inferiores a 3,5 e 2,5 para o concentrado prot&eacute;ico e farinha de feij&atilde;o guandu, res- pectivamente. </P> <B><a name="fig1"></a>     <P ALIGN="CENTER">FIGURA 1</P> </B>     <P ALIGN="CENTER">Perfil de solubilidade de prote&iacute;na de farinha e concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guandu</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER"><IMG SRC="/img/fbpe/alan/v50n3/art10fig1.gif" WIDTH=409 HEIGHT=420 align="center"></P>     
<P ALIGN="JUSTIFY">A solubilidade m&iacute;nima em pH ao redor de 4,5, tamb&eacute;m rol observada por Santanna Filho et al. (23) e Taha (24), em isolados prot&eacute;icos e farinha de feijao guandu. Por&eacute;m, Oshodi &amp; Ekperigin (25), observaram que a solubilidade m&iacute;nima da prote&iacute;na da farinha de feij&atilde;o guandu ocorreu em pH<B> </B>5,0. Perfil similar de solubilidade de prote&iacute;nas em fun&ccedil;&atilde;o do pH<B> </B>foram descritos para diferentes tipos de leguminosas, tais como adzuki bean <I>(Vigna angularis </I>L.) (30), tremo&ccedil;o <I>(Lupinus mutabilis) </I>(19), Mesquite bean <I>(Prosopis juliflora) </I>(31), cowpea <I>(Vigna unguiculata </I>(L.) Walp) (21,22), winged bean <I>(Psophocarpus tetragonolobus </I>(L.) DC) (17) e horse gram <I>(Macroty!oma uniflorum </I>(Lam.) Verdc.){32). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Prote&iacute;nas de alta solubilidade s&atilde;o essenciais para obter &oacute;tima funcionalidade em produtos que requeiram propriedades de geleifica&ccedil;&atilde;o, emulsifica&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de espuma (8). Assim, alta solubilidade da prote&iacute;na do feij&atilde;o e do concentrado prot&eacute;ico de guandu, em pH<B> </B>alcalino, indicaria sua poss&iacute;vel aplica&ccedil;&atilde;o na formula&ccedil;&atilde;o de queijos, molhos, sopas, produtos de carne mo&iacute;da, massas e produtos de padaria e confeitaria. Entretanto, prote&iacute;nas com alta solubilidade na regi&atilde;o de pH<B> </B>&aacute;cido, como apresentado pela farinha e concentrado prot&eacute;ico do feij&atilde;o guandu, poderiam ser aplicadas para formular alimentos &aacute;cidos como bebidas carbonatadas ricas em prote&iacute;na (8, 25). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Capacidade de absor&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua e &oacute;leo </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">A propriedade funcional de absor&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua de uma prote&iacute;na, segundo Naczk et al. (13), determina o seu grau de intera&ccedil;&atilde;o com &aacute;gua. Por&eacute;m, Sathe et al. (17) e Sosulski &amp; Mccurdy (33) descreveram que a composi&ccedil;&atilde;o das fra&ccedil;&otilde;es proteicas em amino&aacute;cidos polares e apolares foram determinantes na resposta ao teste de capacidade de absor&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua e &oacute;leo. A <a href="#tab1">Tabela 1</a> apresenta as propriedades de capacidade de absor&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua e &oacute;leo da farinha e concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guandu. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Sathe et al. (19) consideraram a densidade da &aacute;gua igual a 1 g/ ml e a densidade do &oacute;leo como 0,93g/ml. Os resultados de capacidade de absor&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua e &oacute;leo deste trabalho foram transformados para g/g de amostra de acordo com Sathe et al. (19) para facilitar as compara&ccedil;&otilde;es com os resultados encontrados na literatura. A capacidade de absor&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua da farinha de feij&atilde;o guandu (<a href="#tab1">tabela 1</a>) foi similar a farinha de tremo&ccedil;o <I>(Lupinus mutabilis) </I>de 1,2 g (19) e maior do que a farinha de field bean <I>(Vicia faba </I>L.) de 0,78 g e farinha de faba bean <I>(Viciafaba </I>L.) de 0,72 g (33). Entretanto, este resultado foi inferior as farinhas de winged bean <I>(Psophocarpus tetragonolobus </I>(L.) DC.) de 2,28 g (17), horse gram <I>(Macrotyloma uniflorum </I>(Lam.) Verdc.) de 2,2 g, moth bean <I>(Vigna aconitifolium </I>(Jacq.) Marechal) de 2,2 g (32) e soja <I>(Glycine max </I>(L.) Merrill) de 2,40 a 1,75 g, citados respectivamente, por Kadam &amp; Salunkhe (32) e Sosulski &amp; McCurdy (33). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">A farinha de feij&atilde;o guandu apresentou absor&ccedil;&atilde;o de &oacute;leo (<a href="#tab1">Tabela 1</a>) superior as farinhas de soja <I>(Glycine max </I>(L.) Merrill) de 0,56 a 0,8 g (33), field bean <I>(Vicia faba </I>L.) de 0,41 g e faba bean <I>(Vicia faba </I>L.) de 0,47 g (33). Por&eacute;m, foi inferior as farinhas de tremo&ccedil;o <I>(Lupinus mutabilis) </I>de 1,67 g (19), winged bean <I>(Psophocarpus tetragonolobus </I>(L.) DC) de 2,03 g (17), cowpea <I>(Vigna unguiculata </I>(L.) Walp) de 2,9 g (22), horse gram <I>(Macrotyloma uniflorum </I>(Lam.) Verdc.) de 2,0 g e moth bean <I>(Vigna aconitifolium </I>(Jacq.) Marechal) de 1,6 g (32). </P> <B><a name="tab1"></a>    <P ALIGN="CENTER">TABELA 1</P> </B>     <P ALIGN="CENTER">Capacidade de absor&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua e &oacute;leo da farinha e concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guand, em base seca</P>     <CENTER><TABLE BORDER CELLSPACING=1 CELLPADDING=4 WIDTH=411> <TR><TD WIDTH="50%" VALIGN="TOP" COLSPAN=2>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Amostras</TD> <TD WIDTH="50%" VALIGN="TOP" COLSPAN=4>     <P ALIGN="JUSTIFY">Absor&ccedil;&atilde;o de l&iacute;quido</TD> </TR> <TR><TD WIDTH="72%" VALIGN="TOP" COLSPAN=4>     <P ALIGN="JUSTIFY">ml/g de amostra</TD> <TD WIDTH="28%" VALIGN="TOP" COLSPAN=2>     <P ALIGN="JUSTIFY">g/g de amostra</TD> </TR> <TR><TD WIDTH="43%" VALIGN="TOP">     <P>&nbsp;</TD> <TD WIDTH="12%" VALIGN="TOP" COLSPAN=2>     <P ALIGN="JUSTIFY">&aacute;gua</TD> <TD WIDTH="17%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">&oacute;leo</TD> <TD WIDTH="14%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">&aacute;gua</TD> <TD WIDTH="14%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">&oacute;leo</TD> </TR> <TR><TD WIDTH="43%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">Farinha de feij&atilde;o guandu</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Concentrado prot&eacute;ico</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">de feij&atilde;o guandu</TD> <TD WIDTH="12%" VALIGN="TOP" COLSPAN=2>     <P ALIGN="JUSTIFY">1,20</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;     <P ALIGN="JUSTIFY">0,87</TD> <TD WIDTH="17%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">1,07</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;     <P ALIGN="JUSTIFY">1,73</TD> <TD WIDTH="14%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">1,20</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">0,87</TD> <TD WIDTH="14%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">0,99</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;     <P ALIGN="JUSTIFY">1,61</TD> </TR> </TABLE> </CENTER>     <P ALIGN="JUSTIFY">O concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guandu apresentou absor&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua e &oacute;leo (<a href="#tab1">tabela 01</a>) menor do que o concentrado prot&eacute;ico de tremo&ccedil;o (Lupinus mutabilis) e de winged bean (Psophocarpus tetragonolobus (L.) DC), cujos valores de absor&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua foram de 1,37 g (19) e 3,52 g (17) por grama de amostra, respectivamente. e os resultados de absor&ccedil;&atilde;o de &oacute;leo foram, respectivamente de 2,86 e 4,01 g/g de amostra. Sosulski &amp; McCurdy (33) descreveram que os isolados prot&eacute;icos de saja <I>(Glycine max </I>(L.) Merrill), field bean <I>(Vicia faba </I>L.) e faba bean <I>(Vicia faba </I>L.), apresentaram 2,65 g, 2,52 g e 2,16 g de &aacute;gua absorvida por grama de amostra, respectivamente, e absor&ccedil;&atilde;o de &oacute;leo de 1,03 g, 0,98 g e 1,78 g, respectivamente. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Cheftel et al. (34) observaram que a absor&ccedil;&atilde;o e a reten&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua pelas prote&iacute;nas exercem importante papel na qualidade da textura de diversos alimentos, notadamente produtos c&aacute;rneos e produtos de padaria, onde conferem propriedades adequadas de consist&ecirc;ncia. viscosidade e ades&atilde;o. Da mesma forma, a capacidade de absor&ccedil;&atilde;o de &oacute;leo, tamb&eacute;m foi requerida nas formula&ccedil;&otilde;es de produtos c&aacute;rneos, substitutos de carne e an&aacute;logos, al&eacute;m de produtos de padaria e sopas (22). A capacidade de absor&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua e &oacute;leo do concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guandu (<a href="#tab1">Tabela 1</a>), possivelmente poderiam ser utilizadosem formula&ccedil;&otilde;es de produtos c&aacute;rneos, como salsicha e an&aacute;logos de carne. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Capacidade de forma&ccedil;&atilde;o e estabilidade de espuma </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">A capacidade de forma&ccedil;&atilde;o de espuma da farinha e concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guandu foram expressos em valores m&eacute;dios (<a href="#tab2">Tabela 2</a>) e representam a capacidade que a amostra possui em formar espuma ap&oacute;s intervalo de 05 mintos de agita&ccedil;&atilde;o e 30 segundos de forma&ccedil;&atilde;o de espuma. </P> <B><a name="tab2"></a>    <P ALIGN="CENTER">TABLE 2</P> </B>     <P ALIGN="CENTER">Capacidade de forma&ccedil;&atilde;o de espuma da farinha e concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guandu</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<CENTER><TABLE BORDER CELLSPACING=1 CELLPADDING=4 WIDTH=429> <TR><TD WIDTH="67%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">Amostra</TD> <TD WIDTH="33%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">Volume de espuma</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Formado (ml)</TD> </TR> <TR><TD WIDTH="67%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">Farinha de feij&atilde;o guandu</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guandu</TD> <TD WIDTH="33%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">36,00</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">44,70</TD> </TR> </TABLE> </CENTER>     <P ALIGN="JUSTIFY">A capacidade de forma&ccedil;&atilde;o de espuma est&aacute; relacionada com o aumento percentual em rela&ccedil;&atilde;o ao volume inicial (17). Neste trabalho, os valores de aumento percentual de espuma s&atilde;o os mesmos valores de espuma formada em ml, porque o volume inicial ensaiado (antes de agita&ccedil;&atilde;o) foi de 100 ml. As discuss&otilde;es s&atilde;o feitas considerando os aumentos percentuais de espuma para facilitar as compara&ccedil;&otilde;es com os valores encontrados na literatura. A farinha e concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guandu apresentaram (<a href="#tab2">Tabela 2</a>), respectivamente, 36,00 e 44,70% ou ml de espuma formado.</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O pH inicial das suspens&otilde;es de farinha e concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guandu, foram de 6,05 e 6,95; respectivamente. Dessa forma, foi poss&iacute;vel comparar os resultados com aqueles que utilizaram condi&ccedil;&otilde;es similares de ensaio e pH. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">A capacidade de forma&ccedil;&atilde;o de espuma da farinha e concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guandu indicaram que ambos apresentaram baixa capacidade de formar espuma. Lin et al. (29), descreveram que a farinha, concentrado e isolado prot&eacute;ico de soja <I>(Glycine max </I>(L.) Merrill) apresentaram 70, 170 e 235% de aumento de volume de espuma, respectivamente. Sosulski et al. (21) descreveram que farinha de cowpea descascada, concentrado prot&eacute;ico de cowpea <I>(Vigna unguiculata </I>(L.) Walp), farinhade soja e concentrado prot&eacute;ico de soja <I>(Glycine max </I>(L.) Merrill), apresentaram capacidade de forma&ccedil;&atilde;o de espuma de 155%, 258%, 248% e 98%, respectivamente. Da mesma forma, Bencini (18) observou para farinha de soja <I>(Glycine max </I>(L.) Merrill) integral e desengordurada, e farinhade gr&atilde;o de bico <I>(Cicerarietinum </I>L.) integral e desengordurada, uma capacidade formadora de espuma, de 50%; 355% e 193%; 285%, respectivamente. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">A capacidade de forma&ccedil;&atilde;o de espuma da farinha e do concentrado prot&eacute;ico tamb&eacute;m foi inferior, aqueles descritos para winged bean <I>(Psophocarpus tetragonolobus </I>(L.) DC) de 76% e 150% em pH 4,6 e 9,8 respectivamente, para farinha (16) e 52% em pH 6,0, para concentrado (17). Entretanto, a capacidade formadora de espuma do concentrado prot&eacute;ico de guandu de 47% foi superior aqueles encontrados por Sathe et al. (19) para concentrado prot&eacute;ico de tremo&ccedil;o <I>(Lupinus mutabilis) </I>em pH 6,0 cujo valor foi de 40% de aumento de volume.</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">A baixa capacidade de forma&ccedil;&atilde;o de espuma da farinha e do concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guandu padec&iacute;a ser explicada pela descri&ccedil;&atilde;o de Graham &amp; Phillips citados por Sathe et al. (17) que observaram que as mol&eacute;culas prot&eacute;icas flex&iacute;veis tais como a -case&iacute;na reduziram rapidamente a tens&atilde;o superficial conferindo uma boa capacidade espumante, enquanto que mol&eacute;culas globulares (lisozimas) foram dif&iacute;ceis de desnaturar na superf&iacute;cie provocando uma baixa capacidade espumante. Al&eacute;m disto, Salunkhe et al. (3) descreveram que as globulinas de feij&atilde;o guandu <I>(Cajanus cajan </I>(L.) Millsp) foram as maiores prote&iacute;nas armazenadas, cujo teor variou de 60 a 70%. Essas prote&iacute;nas globulares possivelmente tiveram dificuldades em desnaturar na superf&iacute;cie ocasionando baixa capacidade de forma&ccedil;&atilde;o de espuma nas amostras investigadas. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Kinsella (8), descreveu que a estabilidade da espuma dependia da concentra&ccedil;&atilde;o de prote&iacute;na na interface, do seu desenrolamento e da associa&ccedil;&atilde;o hidrof&oacute;bica. Dessa forma, quando aumentava o espessamento do filme e viscosidade da espuma, ocorria redu&ccedil;&atilde;o do rompimento do ar e aumentava a sua estabilidade. As estabilidades das espumas de farinha e concentrado prot&eacute;ico de guandu foram determinadas atrav&eacute;s da diminui&ccedil;&atilde;o do volume de espuma em fun&ccedil;&atilde;o do tempo de 10 a 120 minutos. Os resultados (<a href="#tab3">Tabela 3</a>) est&atilde;o expressos como volume em ml de espuma intacta. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Observa-se na <a href="#tab3">Tabela 3</a>, que a estabilidade da espuma de farinha de guandu diminuiu dentro de 30 minutos com uma perda de 54,72% de espuma. A partir de 30 minutos, houve redu&ccedil;&atilde;o gradual do volume de espuma senda que aos 60 e 70 minutos os volumes mantiveram-se constantes, em 24,17% de espuma, em rela&ccedil;&atilde;o ao total de espuma formada. Aos 120 minutos, observou-se que havia apenas 11,94% da espuma formada. A estabilidade da espuma do concentrado prot&eacute;ico de guandu diminuiu gradativamente sendo que aos 30, 60,90 e 120 minutos, havia 91,05; 83,44; 78,97 e65,55% de espumas intactas, respectivamente.&nbsp; </P>     <P ALIGN="center"><a name="tab3"></a><B>TABELA 3 </P> </B>     <P ALIGN="CENTER">Estabilidade da espuma de farinha e concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o de diferentes tempos</P>     <CENTER><TABLE BORDER CELLSPACING=1 CELLPADDING=4 WIDTH=302> <TR><TD WIDTH="28%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">Tempo</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">(minutos</TD> <TD WIDTH="72%" VALIGN="TOP" COLSPAN=2>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">Volume em ml de espuma intacta</TD> </TR> <TR><TD WIDTH="28%" VALIGN="TOP">     <P>&nbsp;</TD> <TD WIDTH="22%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">Farinha</TD> <TD WIDTH="50%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">Concentrado</TD> </TR> <TR><TD WIDTH="28%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">0</P>     <P ALIGN="CENTER">10</P>     <P ALIGN="CENTER">20</P>     <P ALIGN="CENTER">30</P>     <P ALIGN="CENTER">40</P>     <P ALIGN="CENTER">50</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER">60</P>     <P ALIGN="CENTER">70</P>     <P ALIGN="CENTER">80</P>     <P ALIGN="CENTER">90</P>     <P ALIGN="CENTER">100</P>     <P ALIGN="CENTER">110</P>     <P ALIGN="CENTER">120</TD> <TD WIDTH="22%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="CENTER">36,00</P>     <P ALIGN="CENTER">33,00</P>     <P ALIGN="CENTER">29,70</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER">16,30</P>     <P ALIGN="CENTER">12,30</P>     <P ALIGN="CENTER">10,30</P>     <P ALIGN="CENTER">8,70</P>     <P ALIGN="CENTER">8,70</P>     <P ALIGN="CENTER">8,00</P>     <P ALIGN="CENTER">6,70</P>     <P ALIGN="CENTER">5,70</P>     <P ALIGN="CENTER">5,00</P>     <P ALIGN="CENTER">4,30</TD> <TD WIDTH="50%" VALIGN="TOP">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER">44,70</P>     <P ALIGN="CENTER">42,00</P>     <P ALIGN="CENTER">41,00</P>     <P ALIGN="CENTER">40,70</P>     <P ALIGN="CENTER">39,70</P>     <P ALIGN="CENTER">38,70</P>     <P ALIGN="CENTER">37,30</P>     <P ALIGN="CENTER">37,30</P>     <P ALIGN="CENTER">37,30</P>     <P ALIGN="CENTER">35,30</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER">33,30</P>     <P ALIGN="CENTER">31,30</P>     <P ALIGN="CENTER">29,30</TD> </TR> </TABLE> </CENTER> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Capacidade de forma&ccedil;&atilde;o de gel </P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">A concentrac;ao m&iacute;nima de geleifica&ccedil;&atilde;o (CMG) da farinha e do concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guandu foram de 20% e 12% (p/v), respectivamente. Por&eacute;m, Oshodi &amp; Ekperigin (25), determinaram a CMG em farinha de guandu <I>(Cajanus cajan </I>(L.) Millsp) e encontraram valores de 12% (p/v). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">A CMG de 20% na farinha de guandu foi superior &aacute;queles apresentados por diferentes farinhas de leguminosas, tais como: 16% p/v no cowpea <I>(Vigna unguiculata </I>(L.) Walp) (22), 10% p/v no great northem bean <I>(Phaseolus vulgaris) </I>(15), 14% p/v no tremo&ccedil;o <I>(Lupinus mutabilis) </I>(19), 16% p/v no gr&atilde;o de bico <I>(Cicer arietinum L.) </I>(18) e 18% p/v no winged bean <I>(Psophocarpus tetragonolobuls </I>(L.) DC) (17). Kinsella (18) relatou que a concentra&ccedil;&atilde;o de prote&iacute;na foi importante na forma&ccedil;&atilde;o e na firmeza do gel. Entretanto, Sathe &amp; Salunkhe (15), observaram que a geleifica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o dependia apenas da quantidade de prote&iacute;na, mas tamb&eacute;m do tipo de prote&iacute;na e componentes n&atilde;o prot&eacute;icos. Deste modo, Sathe et al. (19) constataram que g&eacute;is de farinha de great northem bean <I>(Phaseolus vulgaris) </I>foram mais firmes e os de farinha de tremo&ccedil;o <I>(Lupinus mutabilis) </I>foram relativamente fluidos e descreveram que tais varia&ccedil;&otilde;es nas propriedades geleificantes de diferentes farinhas de leguminosas poderiam ser devido a propor&ccedil;&atilde;o relativamente diferentes dos constituintes, prote&iacute;nas, carboidratos e lip&iacute;deos, sugerindo que a intera&ccedil;&atilde;o entre tais componentes poderiam exercer um papel significativo nas propriedades funcionais. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Outros fatores que contribuem para um alto valor de CMG possivelmente est&atilde;o relacionados com altas propor&ccedil;&otilde;es de prote&iacute;nas globulares (17,15) e presen&ccedil;a de casca na farinha (17). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">A geleifica&ccedil;&atilde;o &eacute; frequentemente um a agrega&ccedil;&atilde;o de mol&eacute;culas denaturadas e contr&aacute;rio a coagula&ccedil;&atilde;o onde a agrega&ccedil;&atilde;o &eacute; casualizada, a gele&iacute;fica&ccedil;&atilde;o envolve uma forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua de rede entrela&ccedil;ada que exibe um certo grau de ordem. Aparentemente, a fra&ccedil;&atilde;o casca da semente, interfere na forma&ccedil;&atilde;o de tal rede cont&iacute;nua da mol&eacute;cula para formar gel (17). </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Possivelmente os valores de 20% (p/v) encontrados para CMG da farinha de guandu foi devido a concentra&ccedil;&atilde;o e natureza das prote&iacute;nas, al&eacute;m da presen&ccedil;a de casca na farinha. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Por outro lado, os valores de CMG de 12% p/v, encontrado no concentrado prot&eacute;ico de guandu foi inferior aqueles encontrados para 14% p/v no concentrado prot&eacute;ico de winged bean <I>(Psophocarpus tetragonolobus </I>(L.) DC) (17); 13% p/v no isolados prot&eacute;icos de soja <I>(Glycine max </I>(L.) Merrill) e 16% p/v no trem&ccedil;o <I>(Lupinus mutabilis) </I>(20). Por&eacute;m, foi superior ao concentrado prot&eacute;ico de great northern bean <I>(Phaseolus vulgaris) </I>com 8% p/v (15) e trem&ccedil;o <I>(Lupinus mutabilis) </I>com 8% p/v (19). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">A baixa capacidade de forma&ccedil;&atilde;o de gel da farinhade feij&atilde;o guandu indicou uma limita&ccedil;&atilde;o de uso em produtos que requeiram esta propriedade. Por&eacute;m, o concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guandu apresentou boas caracter&iacute;sticas e perspectivas de uso em formula&ccedil;&otilde;es c&aacute;rneas, substitutos de carne e queijos. </P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Capacidade de forma&ccedil;&atilde;o e estabilidade da emuls&atilde;o </P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">Os resultados de capacidade emulsificante da farinha e do concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guandu est&atilde;o apresentados na <a href="#tab4">Tabela 4</a>. Esses foram determinados no pH = 6,05 da farinha crua e no pH = 6,95 do concentrado prot&eacute;ico. </P> <B><a name="tab4"></a>    <P ALIGN="CENTER">TABELA 4</P> </B>     <P ALIGN="CENTER">Capacidade emulsificante da farinha e concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guandu</P>     <CENTER><TABLE BORDER CELLSPACING=1 CELLPADDING=4 WIDTH=425> <TR><TD WIDTH="35%" VALIGN="TOP" HEIGHT=9>     <P>&nbsp;</P>     <P>Amostra</TD> <TD WIDTH="45%" VALIGN="TOP" COLSPAN=3 HEIGHT=9>     <P ALIGN="CENTER">&Oacute;leo emulsificado</TD> <TD WIDTH="20%" VALIGN="TOP" HEIGHT=9>     <P ALIGN="CENTER">Volume de emuls&atilde;o formada</TD> </TR> <TR><TD WIDTH="35%" VALIGN="TOP" HEIGHT=9>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P></P></TD> <TD WIDTH="15%" VALIGN="TOP" HEIGHT=9>     <P ALIGN="CENTER">g/g prote&iacute;na</TD> <TD WIDTH="15%" VALIGN="TOP" HEIGHT=9>     <P ALIGN="CENTER">ml/g</P>     <P ALIGN="CENTER">amostra</TD> <TD WIDTH="15%" VALIGN="TOP" HEIGHT=9>     <P ALIGN="CENTER">g/g amostra</TD> <TD WIDTH="20%" VALIGN="TOP" HEIGHT=9>     <P ALIGN="CENTER">(ml)</TD> </TR> <TR><TD WIDTH="35%" VALIGN="TOP" HEIGHT=9>     <P>Farinha de feij&atilde;o</P>     <P>guandu</P>     <P>Concentrado prot&eacute;ico</P>     <P>de feij&atilde;o grandu</TD> <TD WIDTH="15%" VALIGN="TOP" HEIGHT=9>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER">&nbsp;</P>     <P ALIGN="CENTER">129,35</P>     <P ALIGN="CENTER">&nbsp;     <P ALIGN="CENTER">191,66</TD> <TD WIDTH="15%" VALIGN="TOP" HEIGHT=9>     <P ALIGN="CENTER">&nbsp;</P>     <P ALIGN="CENTER">31,38</P>     <P ALIGN="CENTER">&nbsp;     <P ALIGN="CENTER">105,83</TD> <TD WIDTH="15%" VALIGN="TOP" HEIGHT=9>     <P ALIGN="CENTER">&nbsp;</P>     <P ALIGN="CENTER">29,23</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER">&nbsp;     <P ALIGN="CENTER">98,58</TD> <TD WIDTH="20%" VALIGN="TOP" HEIGHT=9>     <P ALIGN="CENTER">&nbsp;</P>     <P ALIGN="CENTER">237,33</P>     <P ALIGN="CENTER">&nbsp;     <P ALIGN="CENTER">285,33</TD> </TR> </TABLE> </CENTER>      <P ALIGN="JUSTIFY">Inicialmente os resultado de capacidade emulsificante foram expressos como grama de &oacute;leo emulsificado por grama de prote&iacute;na, conforme descri&ccedil;&otilde;es de resultados, estes foram calculados e expressos tamb&eacute;m em ml de &oacute;leo emulsificado/grama de amostra e grama de &oacute;leo emulsiticado/ grama de amostra. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O valor de capacidade de emulsifica&ccedil;&atilde;o da farinha de guandu <I>(Cajanus cajan </I>(L.) Millsp), de 129,35 g de &oacute;leo/g prote&iacute;na foi inferior aqueles descritos por Batistuti &amp; Freitas (26), em farinha de feij&atilde;o guandu <I>(Cajanus flavus </I>DC) decorticado, cujo valor foi de 32,8 g &oacute;leo/100 mg de prote&iacute;na. Foi tamb&eacute;m inferior aos valores descritos para farinha de outras leguminosas como: 39,6 g &oacute;leo/g amostra de great northern bean <I>(Phaseolus vulgaris) </I>(15), 71,10g &oacute;leo/g amostra de winged bean <I>(Psophocarpus tetragonolobus </I>(L.) DC) (17), 55,1 g &oacute;leo/g amostra de tremo&ccedil;o <I>(Lupinus mutabilis) </I>(19), 115 g &oacute;leo/g amostra de cowpea <I>(Vigna unguiculata </I>(L.) Walp) (22), 372 ml &oacute;leo/g de amostra de soja <I>(Glycine max </I>(L.) Merrill), 346 ml &oacute;leo/g amostrade field pea e 346 ml &oacute;leo /g amostra de faba bean <I>(Vicia faba) </I>(33).</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">O resultado de capacidade emulsificante do concentrado prot&eacute;ico de guandu de 191,66g &oacute;leo/g prote&iacute;na foi inferior aqueles encontrados por Batistuti &amp; Freitas (26) para concentrado prot&eacute;ico de guandu <I>(Cajanus flavus </I>DC), que apresentou capacidade de 35,7 g &oacute;leo/100mg de prote&iacute;na. Foi ainda, inferior ao valor de 222,20 g &oacute;leo/g amostra descrito para concentrado prot&eacute;ico de winged bean <I>(Psophocarpus tetragonolobus </I>(L.) DC) (17). Entretanto, observa-se que o resultado do concentrado prot&eacute;ico de guandu <I>(Cajanus cajan </I>(L.) Millsp) foi superior a 72,6 g &oacute;leo/g amostra apresentados para concentrado prot&eacute;ico de great northern bean <I>(Phaseolus vulgaris) </I>e 88,9 g &oacute;leo/g amostra de concentrado prot&eacute;icode tremo&ccedil;o <I>(Lupinus mutabilis). </P> </I>    <P ALIGN="JUSTIFY">Cheftel et al. (34) descreveram que a propriedade emulsificante da prote&iacute;na foi importante para v&aacute;rios produtos alimentares, tais como, creme de leite, glac&ecirc;s, manteiga, queijo fundido, maionese, carne finamente mo&iacute;da do tipo carne para salsichas e outros, al&eacute;m de que os constituintes prot&eacute;icos exerciam uma fun&ccedil;&atilde;o importante na estabiliz&ccedil;&atilde;o do sistema coloidal. A estabilidade das emuls&otilde;es da farinha e concentrado prot&eacute;ico de guandu est&atilde;o apresentados na <a href="#tab5">Tabela 5</a>. </P> <B><a name="tab5"></a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER">TABELA 5</P> </B>     <P ALIGN="CENTER">Estabilidade das emuls&otilde;es da farinha e concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guandu a 780 minutos em temperatura ambiente</P>     <CENTER><TABLE BORDER CELLSPACING=1 CELLPADDING=4 WIDTH=434> <TR><TD WIDTH="34%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">Amostra</TD> <TD WIDTH="39%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">Volume de &aacute;gua separada</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Aos 780 minutos (ml)</TD> <TD WIDTH="26%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">% de estabilidade</TD> </TR> <TR><TD WIDTH="34%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">Farinha de feij&atilde;o guandu</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">Concentrado prot&eacute;ico</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">de feij&atilde;o guandu</P>   </TD> <TD WIDTH="39%" VALIGN="TOP">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">29,67</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;     <P ALIGN="JUSTIFY">8,63</TD> <TD WIDTH="26%" VALIGN="TOP">     <P ALIGN="JUSTIFY">87,50</P>     <P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;     <P ALIGN="JUSTIFY">96,97</TD> </TR> </TABLE> </CENTER>      <P ALIGN="JUSTIFY">Observa-se que a emuls&atilde;o de concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guandu apresentou maior estabilidade (96,97%)do que a farinha de feij&atilde;o guandu (87,50%). O volume de &aacute;gua liberado aos 780 minutos ou 13 horas foi de 29,67 ml para a emuls&atilde;o de farinha e 8,63 ml para a emuls&atilde;o de concentrado prot&eacute;ico de guandu. </P>     <P ALIGN="JUSTIFY">As estabilidades apresentadas pelas emuls&otilde;es de farinha e concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guandu foram similares aqueles descritos para emulsoes de farinhas e concentrados prot&eacute;icos de tremo&ccedil;o <I>(Lupinus mutabilis) </I>(19) e de great northem bean <I>(Phaseolus vulgaris) </I>(15), cujos volumes de &aacute;gua liberados, ap&oacute;s 10 horas de repouso das emuls&otilde;es de farinha foram, respectivamente, de 56 ml e 104 ml. As emuls&otilde;es de concentrados, dessas leguminosas, n&atilde;o apresentaram libera&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua, durante esse tempo. Estes resultados de capacidade emulsificante e estabilidade das emuls&otilde;es de farinhae concentrado prot&eacute;ico de guandu indicaram a possibilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o destes em formula&ccedil;&otilde;es c&aacute;rneas do tipo salsicha e ling&uuml;i&ccedil;a, substitutos de carne, molhos, sopas e bolos. </P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">CONCLUS&Atilde;O</P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY">As propriedades funcionais de concentrado prot&eacute;ico de feij&atilde;o guandu <I>(Cajanus cajan </I>(L.) Millsp), tais como solubilidade da prote&iacute;na em fun&ccedil;&atilde;o do pH, capacidade de absor&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua e &oacute;leo, capacidade de forma&ccedil;&atilde;o de gel e capacidade de forma&ccedil;&atilde;o e estabilidade da emuls&atilde;o, indicaram queh&aacute; possibilidades de utiliza&ccedil;&atilde;o deste produto na formula&ccedil;&atilde;o de produtos c&aacute;rneos, substitutos da carne, molhos e sopas. Por outro lado, a boa capacidade de forma&ccedil;&atilde;o e estabilidade da espuma indicou a poss&iacute;vel utiliza&ccedil;&atilde;o deste em produtos de padaria e confeitaria. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY">A farinha de feij&atilde;o guandu n&atilde;o apresentou boas caracter&iacute;sticas funcionais indicando a necessidade de milis estudos para fins de aplica&ccedil;&otilde;es alimentares. </P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY">REFER&Ecirc;NCIAS</P> </B>    <!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">1. Salunkhe DK, Kadam SS, Chavan JK. Postharvest biotechnology of food legumes. CRC Press, Inc. Fl&oacute;rida. 1985. 160p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356642&pid=S0004-0622200000030001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">2. Krishna TG, Bhatia CR. Vicilin from <I>Cajanus cajan </I>seeds. Phytochem 24(10):2201-2203, 1985. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356643&pid=S0004-0622200000030001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">3. Salunkhe DK, Chavan JK, Kadam SS. Pigeonpea as an important food source. CRC Crit Rev Food Sci Nutr, 23(2):103-145, 1986.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356644&pid=S0004-0622200000030001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">4. Vilela ER, EI-dash AA. Produ&ccedil;&atilde;o de farinha de guandu <I>(Cajanus cajan, </I>Millsp): moagem por via seca. Bol SBCTA 19(2):101-108,1985. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356645&pid=S0004-0622200000030001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">5. Singh U, Voraputhapom W, Rao PV, Jambunathan R. Physicochemical characteristics of Pigeonpea and Mung bean starches and their noodle quality. J Food Sci 54(5):1293-1297, 1989. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356646&pid=S0004-0622200000030001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">6. Souza P A, Souza HBA, Santos JE, Freitas O. Avalia&ccedil;&atilde;o f&iacute;sico- qu&iacute;mica e nutricional de gr&atilde;os de feij&atilde;o-guandu <I>(Cajanus cajan </I>(L.)Millsp). Alim Nutr3:51-62, 1991. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356647&pid=S0004-0622200000030001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">7. Sathe SK, Deshpande SS, Salunkhe DK. Dry beans of phaseolus. A Review. Part l. Chemical Composition: protein. CRC Crit . Rev Food Sci Nutr 20(1):1-46, 1984. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356648&pid=S0004-0622200000030001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">8. Kinsella JE. Functional properties of soy proteins. J AOAC 56(3):242-258. 1979. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356649&pid=S0004-0622200000030001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">9. Shiga K, Nakamura Y. Relation between desnaturation and some functional properties of soybean protein. J Food Sci 52(3):681-690,1987. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356650&pid=S0004-0622200000030001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">10. Amundson CM, Sebranek JG. Factors affecting emulsion capacity as a measure of protein functionality for nonmeat proteins. J Food Sci 55(1):267-270, 1990.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356651&pid=S0004-0622200000030001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">11. Sumner AK, Nielsen MA, Youngs CG. Production and evaluation of Pea protein isolate. <I>J </I>Food Sci 46(2):364-372, 1981. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356652&pid=S0004-0622200000030001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">12. Johnson EA, Brekke CJ. Functional properties of acylated pea protein isolates. J Food Sci 48(3):722-725, 1983. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356653&pid=S0004-0622200000030001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">13. Naczk M, Rubin LJ, Shahidi F. Functional properties and phytate content of pea protein preparations. J Food Sci 51(5):1245-1246,1986. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356654&pid=S0004-0622200000030001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">14. Sathe SK, Salunkhe DK. Solubilization and electrophoretic characterization of the great Northem bean <I>(Phaseolus vulgaris </I>L.)proteins. J Food Sci 46(1):82-87, 1981. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356655&pid=S0004-0622200000030001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">15. Sathe SK, Salunkhe DK. Functional properties of the great Northem bean proteins: emulsion, foaming, viscosity and gelation properties. J Food Sci 46(1):71-81,1981. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356656&pid=S0004-0622200000030001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">16. Narayana K, Narasinga Rao MS. Functional properties of raw and heat processed winged bean <I>(Psophoca1pus tetragonolobus) </I>flour. J FoodSci47(5):1534-1538, 1982. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356657&pid=S0004-0622200000030001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">17. Sathe SK, Deshpande SS, Salunkhe DK. Functional properties of Winged bean <I>(Psophocarpus tetragonolobus </I>(L.) DC) proteins. J Food Sci 47(2):503-509,1982. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356658&pid=S0004-0622200000030001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">18. BencinI MC. Functional properties of drum-dried chickpea (Cicer arietinum L.) flours. J Food Sci 51(6): 1518-1526, 1986. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356659&pid=S0004-0622200000030001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">19. Sathe SK, Deshpande SS, Salunkhe DK. Functional properties of Lupin seed <I>(Lupinus mutabilis) </I>proteins and protein concentrates. J Food Sci 47(2):491-497, 1982. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356660&pid=S0004-0622200000030001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">20. King J, Aguirre C, de Pablo S. Functional properties of lupin protein isolates (Lupinus albus, cv multolupa). J Food Sci 50(1):82-87,1985. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356661&pid=S0004-0622200000030001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">21. Sosulski FW, Kasirye-alemu EN, Sumner AK. Microscopic, nutritional and functional properties of Cowpea flours and protein concentrates during storage. J Food Sci 52(3):700-736, 1987. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356662&pid=S0004-0622200000030001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">22. Abbey BW, Ibeh GO. Functional properties of raw and heat processed cowpea (Vigna unguiculata, Walps) flour. J Food Sci 53(6):1775-1791,1988. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356663&pid=S0004-0622200000030001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">23. Sant'anna filho R, Vilela ER, Gomes JC. Obten&ccedil;&atilde;o, caracteriza&ccedil;&atilde;o e propriedades funcionais de isolados proteicos de feij&atilde;o guandu <I>(Cajanus cajan </I>(L.) Millsp). Cienc Tecnol Aliment 5(2):94-110, 1985. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356664&pid=S0004-0622200000030001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">24. Taha FS. Chemical studies on Pigeon pea protein. Grasas y Aceites 38(3):169-172,1987. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356665&pid=S0004-0622200000030001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">25. Oshodi AA, Ekperigin MM. Functional properties of Pigeon pea <I>(Cajanus cajan) </I>flour. Food Chem 187-191, 1989. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356666&pid=S0004-0622200000030001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">26. Batistuti JP, Freitas SD. Propriedades de emuls&atilde;o da farinha e do concentrado proteico de feij&atilde;o guandu <I>(Cajanus flavus </I>DC.) cultivar raya larga. Alim Nutr 6:55-67, 1995. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356667&pid=S0004-0622200000030001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">27. Canniati-brazaca SG, Salgada JM, Mancini Filho J, Novaes NJ. A valia&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, qu&iacute;mica, bioqu&iacute;mica e agron&ocirc;mica de cultivares de feij&atilde;o guandu <I>(Cajanus flavus (Mill). </I>Alim Nutr 7:37- 45,1996. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356668&pid=S0004-0622200000030001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">28. Morr CV, German B, Kinsella JE, Regenstein JM, Van Buren JP, Kilara A, Lewis BA, Mangino ME. A collaborative study to develop a standardized food protein solubility procedure. J Food Sci 50(6):1715-1718,1985. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=356669&pid=S0004-0622200000030001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY">29. Lin MJY, Humbert ES, &amp; Sosulski FW. Certain functional properties of sunflower meal products. 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