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<institution><![CDATA[,Universidade de Sao Paulo Faculdade de Ciencias Farmaceuticas ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Characterization of the lipid portion of pink shrimp commercial samples. The objective of this study was to describe the fresh cooled pink-shrimp (Penaeus brasiliensis and Penaeus paulensis) lipid. The total lipid content was 1,13 ± 0,09 g/100g while fatty acid profile showed 32,9% saturated, 20,4% monounsaturated and 40,5% polyunsaturated. Eighteen fatty acids were detected, seven saturated (14:0, 15:0, 16:0, 17:0, 18:0, 20:0, 22:0), four monounsaturated (16:1w7, 17:1w9, 18:1w9, 20:1w9) and seven polyunsaturated (18:2w6, 18:3w3, 20:2w6, 20:4w6, 20:5w3, 22:5w3, 22:6w3). The free cholesterol content was 92 to 136 mg/100g with average of 118mg/100g. In same time, was observed the occurence of free 7-ketocholesterol, a product of cholesterol oxidation, in levels of 0,185 to 0,366 mu g/g. The fatty acid profile was obtained by gas chromatography with a fused silica column Supelcowax 10. The cholesterol and 7-ketocholesterol was determined by high performance liquid chromatography using a mu -Porasil column, normal phase, and a diode array detector.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <b><font SIZE="5">      <p ALIGN="CENTER"></font><font size="4">Caracterização da fração lipídica de amostras comerciais de camarão-rosa</font><font SIZE="5"></p> </font></b><i>      <p ALIGN="CENTER">Andréa Figueiredo Procópio de Moura, Rosângela Pavan Torres, Jorge Mancini-Filho, Alfredo Tenuta Filho</p> </i>      <p ALIGN="CENTER">Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Universidade de São Paulo SP, Brasil</p> <b>      <p ALIGN="JUSTIFY">RESUMO</b>.&nbsp;</p>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; O objetivo deste trabalho foi caracterizar a fração lipídica de amostras comerciais refrigeradas de camarão-rosa (<i>Penaeus brasiliensis</i> e <i>Penaeus paulensis</i>). O teor médio de lípides totais foi de 1,13 ± 0,09 g/100g. Quanto ao perfil de ácidos graxos, este revelou a presença de 32,9% de saturados, 20,4% de monoinsaturados e 40,5% de polinsaturados. Foram identificados e quantificados 18 ácidos graxos, sendo 7 saturados (14:0, 15:0, 16:0, 17:0, 18:0, 20:0, 22:0), 4 monoinsaturados (16:1w7, 17:1w9, 18:1w9, 20:1w9) e 7 polinsaturados (18:2w6, 18:3w3, 20:2w6, 20:4w6, 20:5w3, 22:5w3, 22:6w3). Os teores de colesterol livre variaram entre 92 e 136 mg/100g, correspondendo a um valor médio de 118mg/100g. Ao mesmo tempo, foi constatada a ocorrência de 7-cetocolesterol livre, denunciando a oxidação do colesterol, em níveis de 0,185 a 0,366 <font FACE="Symbol">m</font> g/g. A composição de ácidos graxos foi quantificada por CG, com coluna de sílica fundida Supelcowax 10, e a determinação do colesterol e 7-cetocolesterol por HPLC, em fase normal, com coluna <font FACE="Symbol">m</font> -Porasil e detetor de fotodiodos.</p> <b>      <p ALIGN="JUSTIFY">Palavras-chave</b>: Camarão, lípides, ácidos graxos, colesterol, 7-cetocolesterol, pescado.</p> <b>      <p ALIGN="JUSTIFY">SUMMARY.&nbsp; </p>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Characterization of the lipid portion of pink shrimp commercial samples. </b>The objective of this study was to describe the fresh cooled pink-shrimp (<i>Penaeus brasiliensis</i> and <i>Penaeus paulensis</i>) lipid. The total lipid content was 1,13 ± 0,09 g/100g while fatty acid profile showed 32,9% saturated, 20,4% monounsaturated and 40,5% polyunsaturated. Eighteen fatty acids were detected, seven saturated (14:0, 15:0, 16:0, 17:0, 18:0, 20:0, 22:0), four monounsaturated (16:1w7, 17:1w9, 18:1w9, 20:1w9) and seven polyunsaturated (18:2w6, 18:3w3, 20:2w6, 20:4w6, 20:5w3, 22:5w3, 22:6w3). The free cholesterol content was 92 to 136 mg/100g with average of 118mg/100g. In same time, was observed the occurence of free 7-ketocholesterol, a product of cholesterol oxidation, in levels of 0,185 to 0,366 <font FACE="Symbol">m</font> g/g. The fatty acid profile was obtained by gas chromatography with a fused silica column Supelcowax 10. The cholesterol and 7-ketocholesterol was determined by high performance liquid chromatography using a <font FACE="Symbol">m</font> -Porasil column, normal phase, and a diode array detector. </p> <b>      <p ALIGN="JUSTIFY">Keywords</b>: Shrimp, lipid, fatty acid, cholesterol, 7-ketocholesterol, fish.</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p ALIGN="JUSTIFY">Recibido: 06-04-2001&nbsp;&nbsp; Aceptado: 19-02-2002</p> <b>      <p ALIGN="left">INTRODUÇÃO</p> </b>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; A produção de camarão no Brasil vem crescendo a cada ano. A pesca extrativa atingiu, em 1997, a marca de 61 mil toneladas que, somadas às 7200 oriundas da carcinicultura, chega a quase 70 mil toneladas. A produção de camarão cultivado é uma atividade relativamente recente no Brasil, mas em franco crescimento. O estímulo neste setor reflete uma tendência crescente na população, que tem aumentado o consumo de pescado em busca de uma alimentação mais balanceada e saudável. Os produtos marinhos além de possuírem proteínas com elevado valor biológico, se constituem na maior fonte de ácidos graxos polinsaturados de cadeia longa da série <font FACE="Symbol">w</font> 3, os quais têm sido extensivamente estudados graças a seu envolvimento na prevenção de doenças cardiovasculares, hipertensão, arritmias, desordens auto-imunes e câncer (1). Ao se preconizar dietas com altas concentrações de ácidos graxos <font FACE="Symbol">w</font> 3 tem-se motivado o consumo de produtos marinhos.</p>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; De acordo com o National Fisheries Institute (2), nos últimos 20 anos o consumo per capita de camarão cresceu 66%; em 1996 foi de 1,13Kg/pessoa/ano nos Estados Unidos. No Brasil, o consumo deste crustáceo é maior nas regiões litorâneas, tendo sido neste mesmo ano de 0,78 kg/pessoa/ano na região metropolitana de Belém, menor que a média americana, porém com grandes perspectivas de elevação (3).</p>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; O objetivo deste trabalho foi caracterizar a fração lipídica de amostras comerciais refrigeradas de camarão-rosa através do teor lipídico, composição de ácidos graxos, da concentração de colesterol livre e da ocorrência de 7-cetocolesterol livre.</p> <b>      <p ALIGN="left">MATERIAL E MÉTODOS</p>      <p ALIGN="JUSTIFY">Material</p> </b>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Foram utilizadas indistintamente as espécies <i>Penaeus brasiliensis </i>e <i>Penaeus paulensis, </i>comercializadas com o nome genérico de camarão-rosa. Dez lotes (300g cada) foram adquiridos no comércio local (São Paulo - SP), oriundos de diferentes procedências, classificados como camarão-rosa médio, com tamanhos de 13-15 cm de comprimento e peso variando entre 30 e 33g. A remoção do exoesqueleto, cefalotórax e intestino foi realizada no laboratório seguida da trituração das amostras em homogeneizador.</p>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; O colest-5-ene-3<font FACE="Symbol">b</font> -ol (colesterol - C8667) e o 3<font FACE="Symbol">b</font> -hidroxicolest-5-ene-7-one (7-cetocolesterol - C2394)) foram adquiridos da Sigma Chemical Co. O hexano (Aldrich - 110-54-3) e o isopropanol (EM Science - PX1838-1) usados tinham grau HPLC e os demais reagentes grau ACS.</p> <b>      <p ALIGN="JUSTIFY">Métodos</p> </b>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; A determinação de umidade foi realizada segundo a AOAC (4) e o extrato lipídico total obtido de acordo com Bligh &amp; Dyer (5).</p>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para a determinação da composição de ácidos graxos foi utilizado um cromatógrafo a gás Hewlett-Packard modelo HP 6890, equipado com detetor de ionização de chama, coluna capilar de sílica fundida (Supelcowax 10), com 30m de comprimento e 0,25mm de diâmetro interno, nas seguintes condições cromatográficas: coluna isotérmica à temperatura de 230<sup>o</sup> C, vaporizador e detetor à temperatura de 250<sup>o</sup> C, utilizando hélio como gás de arraste, com fluxo de 1ml/min. A identificação foi realizada pela comparação dos tempos de retenção dos ésteres metílicos dos ácidos graxos das amostras com os dos padrões correspondentes, e os resultados calculados em percentagem de área. Os ésteres metílicos de ácidos graxos foram preparados utilizando o método de Hartman &amp; Lago (6). </p>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para a dosagem de colesterol e 7-cetocolesterol livres foi utilizado um sistema de HPLC Shimadzu, modelo SCL-10A<sub><i>VP</i></sub>, equipado com detetor de fotodiodos SPD-M10A<sub><i>VP</i></sub> , sistema de bombas LC-10AD<sub><i>VP</i></sub> e injetor automático de amostras SIL-10AD<sub><i>VP</i></sub>. Foi empregado o método de Csallany e<i>t al.</i> (7), utilizando uma coluna de sílica, <font FACE="Symbol">m</font> -Porasil 30 x 0,39 cm (Waters Associates), diâmetro de poro de 10<font FACE="Symbol">m</font> m, em fase normal. A identificação dos picos de colesterol (206nm) e 7-cetocolesterol (233nm) se deu pela comparação dos tempos de retenção da amostra em relação aos padrões correspondentes, e a quantificação por padronização externa pela medida da área do pico. A curva-padrão do 7-cetocolesterol foi construída de 0,1 a 0,5 <font FACE="Symbol">m</font> g e a do colesterol de 10 a 50<font FACE="Symbol">m</font> g (r<sup>2</sup>=0,999). O limite de detecção foi de 1 x 10<sup>-9</sup>g (8) e o teste de recuperação para o colesterol e 7-cetocolesterol de 99,9% e 93,5%, respectivamente.</p> <b>      <p ALIGN="left">RESULTADOS</p> </b>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os níveis de umidade encontrados nos diferentes lotes de camarão-rosa variaram de 75,6 a 81,5 g/100g, sendo em média 78g/100g, enquanto o teor lipídico médio foi de 1,13 <font FACE="Symbol">±</font> 0,09 g/100g.</p>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; O perfil de ácidos graxos revelou a presença de 33% de saturados, 20% de monoinsaturados e 41% de polinsaturados. Foram identificados 18 ácidos graxos, sendo 7 saturados, 4 monoinsaturados e 7 polinsaturados <a href="#tab1">(Tabela 1)</a>.</p> <b>      <p ALIGN="CENTER"><a name="tab1"></a></p>      <p ALIGN="CENTER"><img border="0" src="/img/fbpe/alan/v52n2/art14img1.jpg" width="472" height="659" align="center"></p> </b>      
<p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; A concentração de colesterol livre variou de 92 a 136 mg/100g, com valor médio de 118 ± 15,3 mg/100g. Foi constatada a ocorrência de 7-cetocolesterol livre em concentrações que variaram entre 0,185 e 0,366<font FACE="Symbol">m</font> g/g, com valor médio de 0,230<font FACE="Symbol">m</font> g/g. Com exceção de duas amostras, que apresentaram concentrações mais elevadas (&gt;0,300<font FACE="Symbol">m</font> g/g), os demais mostraram valores bastante semelhantes, em torno de 0,197<font FACE="Symbol">m</font> g/g <a href="#tab2">(Tabela 2)</a>.</p> <b>      <p ALIGN="CENTER"><a name="tab2"></a>TABELA 2</p> </b>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ALIGN="CENTER">Colesterol e 7-cetocolesterol livres em camarão-rosa (<i>n</i>=10 lotes)</p>     <div align="center">    <center>  <table BORDER="1" CELLSPACING="1" CELLPADDING="4" WIDTH="516">   <tr>     <td WIDTH="38%" VALIGN="TOP"><b>    <p ALIGN="CENTER"><font size="3">Concentração</font></b></td>     <td WIDTH="30%" VALIGN="TOP"><b>    <p ALIGN="CENTER"><font size="3">Colesterol mg/100g</font></b></td>     <td WIDTH="33%" VALIGN="TOP"><b>    <p ALIGN="CENTER"><font size="3">7-Cetocolesterol <font     FACE="Symbol">m</font> g/g</font></b></td>   </tr>   <tr>     <td WIDTH="38%" VALIGN="TOP">    <p ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Mínima</font></td>     <td WIDTH="30%" VALIGN="TOP">    <p ALIGN="CENTER"><font size="3">92,1</font></td>     <td WIDTH="33%" VALIGN="TOP">    <p ALIGN="CENTER"><font size="3">0,185</font></td>   </tr>   <tr>     <td WIDTH="38%" VALIGN="TOP">    <p ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Mínima</font></td>     <td WIDTH="30%" VALIGN="TOP">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p ALIGN="CENTER"><font size="3">92,1</font></td>     <td WIDTH="33%" VALIGN="TOP">    <p ALIGN="CENTER"><font size="3">0,185</font></td>   </tr>   <tr>     <td WIDTH="38%" VALIGN="TOP">    <p ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Média</font></td>     <td WIDTH="30%" VALIGN="TOP">    <p ALIGN="CENTER"><font size="3">118</font></td>     <td WIDTH="33%" VALIGN="TOP">    <p ALIGN="CENTER"><font size="3">0,230</font></td>   </tr>   <tr>     <td WIDTH="38%" VALIGN="TOP">    <p ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Desvio-padrão</font></td>     <td WIDTH="30%" VALIGN="TOP">    <p ALIGN="CENTER"><font size="3">15,3</font></td>     <td WIDTH="33%" VALIGN="TOP">    <p ALIGN="CENTER"><font size="3">0,100</font></td>   </tr>   <tr>     <td WIDTH="38%" VALIGN="TOP">    <p ALIGN="JUSTIFY"><font size="3">Coeficiente de variação     (%)</font></td>     <td WIDTH="30%" VALIGN="TOP">    <p ALIGN="CENTER"><font size="3">13</font></td>     <td WIDTH="33%" VALIGN="TOP">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p ALIGN="CENTER"><font size="3">31</font></td>   </tr> </table> </center></div><b>      <p ALIGN="left">DISCUSSÃO</p>      <p ALIGN="JUSTIFY">Teor lipídico</p> </b>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; O camarão-rosa (<i>P. brasiliensis</i> e <i>P. paulensis</i>) demonstrou um baixo conteúdo lipídico em estreita concordância com outras espécies de camarão estudadas, relatadas na literatura. Johnston <i>et al.</i> (9) encontraram uma concentração de 1,2g/100g em <i>Penaeus aztecus;</i> King <i>et al.</i> (10), 1,3g/100g em <i>Pandalus borealis</i> e <i>Pandalus jordani</i>; e, Krzynowek &amp; Panunzio (11), de 0,8 a 1,1g/100g em 5 espécies diferentes: <i>P. durarum notialis</i>, <i>P. vannanei</i>, <i>P.</i> <i>aztecus aztecus, P. durarum durarum, P. aztecus subtilis</i>. Em relação ao camarão-rosa <i>Penaeus brasiliensis, </i>Bragagnolo &amp; Rodriguez-Amaya (12) relataram concentrações entre 0,9 e 1,1g/100g. </p>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; No entanto, os resultados do presente trabalho se mostraram inferiores aos obtidos por Takada <i>et al</i>. (13), provavelmente motivados por fatores bioecológicos. A análise de 18 espécies indicaram teores lipídicos entre 1,1 e 4,2 g/100g. Dentre as espécies estudadas, o <i>P. paulensis</i> apresentou uma concentração de 3,4g/100g e o <i>P. brasiliensis</i> 4,2g/100g.</p> <b>      <p ALIGN="JUSTIFY">Composição de ácidos graxos</p> </b>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; O camarão apresenta uma menor proporção de ácidos graxos polinsaturados em relação a outros crustáceos, como o caranguejo, e alguns moluscos, como o mexilhão, ostra, marisco e lula. As quantidades de ácido eicosapentanóico - EPA e ácido docosaexaenóico - DHA variam muito entre estas espécies, sendo que os crustáceos apresentam maior concentração de EPA, enquanto os moluscos maiores níveis de DHA (10).</p>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; EPA (20:5<font FACE="Symbol">w</font> 3) e o DHA (22:6<font FACE="Symbol">w</font> 3) corresponderam a 28,5% do total dos ácidos graxos, ou a 70% dos ácidos graxos polinsaturados <a href="#tab1">(Tabela 1)</a>. Evidentemente, sendo baixa a concentração lipídica do camarão-rosa, o aporte de EPA e DHA, por conseqüência, também é baixo.</p>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nos estudos disponíveis na literatura consultada, em que a composição dos ácidos graxos de camarão foi determinada, é difícil comparar os valores obtidos individualmente, uma vez que não são quantificados o mesmo número de ácidos graxos em todos os trabalhos. Bragagnolo &amp; Rodriguez-Amaya (12) quantificaram 87 ácidos graxos e<i> </i>Takada <i>et al. </i>(13) apenas 13, em <i>Penaeus brasiliensis</i>. Krzeczkowski (14) e King <i>et al.</i> (10) quantificaram 29 e 27 ácidos graxos, respectivamente na espécie <i>P. borealis.</p> </i>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; A literatura revela variações individuais na proporção dos ácidos graxos de camarão, até mesmo dentro de uma mesma espécie (10,12-14). Na <a href="#tab1">Tabela 1</a> foram comparados os resultados do <i>Penaeus brasiliensis e Penaeus paulensis</i>, obtidos no presente trabalho, com os correspondentes ao <i>P. brasiliensis</i> estudado por Bragagnolo &amp; Rodriguez-Amaya (12) e ao <i>P. paulensis </i>analisado por Takada <i>et al.</i> (13). Apesar das diferenças entre os estudos, seja na quantidade ou na proporção de ácidos graxos, alguns deles se mostraram predominantes: C16:0, C18:0, C16:1<font FACE="Symbol">w</font> 7, C18:1<font FACE="Symbol">w</font> 7, C18:1<font FACE="Symbol">w</font> 9, C20:4<font FACE="Symbol">w</font> 6, C20:5<font FACE="Symbol">w</font> 3 (EPA) e o C22-6<font FACE="Symbol">w</font> 3 (DHA). Em nosso trabalho e no de Bragagnolo &amp; Rodriguez-Amaya (12), a soma destes ácidos graxos perfizeram 82 e 79% do total, respectivamente.</p> <b>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ALIGN="JUSTIFY"><a NAME="_Toc465412414">Concentração de colesterol</a></p> </b>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; O colesterol é encontrado no organismo animal e nos alimentos nas formas livre e esterificada. Para sua quantificação total em alimentos, torna-se necessária a conversão do colesterol éster em colesterol livre, sendo a saponificação o método mais freqüentemente utilizado neste sentido. Em nosso estudo, a metodologia empregada é específica para a dosagem de colesterol livre, uma vez que suprime a etapa de saponificação.</p>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; O extrato lipídico do camarão é composto em sua maior parte por fosfolípides, 62,1%, seguido pelos lípides neutros, 36%, e glicolípides, 1,9% (9). Dentre os esteróis, componentes da fração lipídica neutra, o colesterol é o mais proeminente, correspondendo a valores entre 94% e 99% do total (11,15).</p>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; A concentração média de colesterol livre observada <a href="#tab2">(Tabela 2)</a> foi similar à correspondente ao colesterol total obtida por Takada <i>et al.</i> (13), 121 mg/100g, e por Bragagnolo &amp; Rodriguez-Amaya (12), 127 mg/100g, ambas referentes ao <i>Penaeus brasiliensis</i>. O valor médio de colesterol livre observado para <i>Penaeus brasiliensis </i>e<i> Penaeus paulensis </i>foi superior ao colesterol total médio encontrado por Krishnammorthy <i>et al</i>. (16), em <i>Penaeus setiferus,</i> 96 mg/100g. No entanto, foi inferior aos relatados por Krzynowek &amp; Panunzio (11), nas espécies descritas anteriormente, 152 mg/100g; por Kritchevsky <i>et al.</i> (17), para uma espécie não identificada, 200mg/100g, e por King <i>et al.</i> (10), 147 mg/100g, para os camarões <i>Pandalus borealis </i>e<i> P. jordani</i>. </p>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; A variabilidade observada nos diversos estudos em relação ao colesterol total, tem sido atribuída à espécie de camarão analisada, às variações sazonais, tipo de alimentação, local de origem e também, às diferentes metodologias utilizadas na quantificação (12,15,17,18). </p>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os métodos colorimétricos são muito criticados devido à sua inespecificidade. Nos estudos de Krishnammorthy <i>et al</i>., (16) e Kritchevsky <i>et al., </i>(17) foi utilizado um método colorimétrico, Krzynowek &amp; Panunzio (11) empregaram a cromatografia gasosa e Bragagnolo &amp; Rodriguez-Amaya (12) a cromatografia líquida (HPLC). </p>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; A concentração de colesterol livre em camarão-rosa também foi estabelecida em função de seu teor lipídico. Os resultados foram expressos em percentagem e o colesterol variou de 7,7% a 11,9% de todo o conteúdo lipídico. Esta parcela é bastante expressiva, principalmente quando comparada aos demais músculos, como no frango, onde o colesterol total oscila entre 1% e 4% em relação ao total de lípides, dependendo do músculo, chegando ao valor máximo de 6,4% (19, 20). </p> <b>      <p ALIGN="JUSTIFY">Ocorrência de 7-cetocolesterol</p> </b>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os dados existentes na literatura referentes aos músculos frescos demonstram que originalmente não deveriam conter óxidos de colesterol (21). Mas, nem sempre é isso que se observa. Os poucos estudos que quantificaram óxidos de colesterol em produtos frescos, apresentaram resultados bastante variáveis. </p>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Enquanto Zubillaga &amp; Maerker (22) observaram concentrações de 7-cetocolesterol total de 0,22 <font FACE="Symbol">m</font> g/g em carne de vitela, 0,06 <font FACE="Symbol">m</font> g/g em carne suína, e 0,83<font FACE="Symbol">m</font> g/g em carne bovina, Pie <i>et al.</i>, (23) relataram para estes mesmos produtos, concentrações de 0,71, 0,92 e 1,12<font FACE="Symbol">m</font> g/g, respectivamente, ou seja, 3, 15 e 1,3 vezes maiores. Csallany <i>et al.,</i> (7) só observaram a formação de 7-cetocolesterol livre em carne suína, depois de estocada por 10 dias sob refrigeração. Park &amp; Addis (24) não detectaram óxido de colesterol em cérebro, fígado e carne bovina, o mesmo ocorrendo na sardinha e na lula estudadas por Osada <i>et al.,</i> (25). Por outro lado, Shozen <i>et al.,</i> (26) encontraram níveis de 7-cetocolesterol total de 9,8 e 7,9 <font FACE="Symbol">m</font> g/g, em base seca, para o bacalhau e a lula, respectivamente. Estes valores, calculados para o músculo contendo 80% de umidade, seriam de 1,96 e 1,58<font FACE="Symbol">m</font> g de 7-cetocolesterol total/g, respectivamente.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Rodriguez-Estrada <i>et al.,</i> (27) utilizaram o 7-cetocolesterol como indicador da oxidação do colesterol em hambúrguer e verificaram que a amostra fresca apresentava nível bastante elevado deste óxido, 25,2 <font FACE="Symbol">m</font> g/g de lípide. Os autores associaram este fato ao tempo e às condições de estocagem da carne no supermercado, onde a exposição à luz e ao oxigênio e a ampla superfície de contato da carne moída, poderiam ser os fatores responsáveis pela oxidação.</p>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; A presença de 7-cetocolesterol em camarão-rosa e também em hambúrguer no estudo de Rodriguez-Estrada <i>et al.,</i> (27) na verdade, estaria indicando a possível ocorrência de outros óxidos, também produzidos na oxidação do colesterol. Desta forma, a quantidade total de produtos da oxidação do colesterol, pode ser ainda maior. Além do 7-cetocolesterol , o 7<font FACE="Symbol">a</font> e 7<font FACE="Symbol">b</font> - hidroxicolesterol, 5<font FACE="Symbol">a</font> e 5<font FACE="Symbol">b</font> - epóxicolesterol e o 25-hidroxicolesterol são os óxidos mais freqüentemente encontrados em alimentos.</p>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na literatura consultada não foi relatado nenhum estudo envolvendo a dosagem de óxidos de colesterol em camarão fresco. Dois trabalhos analisaram óxidos de colesterol em camarão processado; Ohshima <i>et al.,</i> (28) encontraram 4,0 <font FACE="Symbol">m</font> g/g de 7-cetocolesterol total (matéria seca) na espécie <i>Sergestes lucens</i> cozida e desidratada, e Lee <i>et al., </i>(29) 16,57<font FACE="Symbol">m</font> g/g de lípides em camarão desidratado (espécie não identificada), comercializado na Korea. Este último, mesmo em se tratando de um produto processado, apresentou concentrações de 7-cetocolesterol inferiores às observadas no presente estudo em camarão fresco; 20,6 <font FACE="Symbol">m</font> g/g de lípide.</p> <b>      <p ALIGN="left">CONCLUSÕES</p> </b>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; A análise da fração lipídica do camarão-rosa (<i>Penaeus brasiliensis e Penaeus paulensis</i>) demonstrou uma elevada concentração de colesterol e baixa quantidade de lípides com predominância de ácidos graxos insaturados, principalmente os polinsaturados EPA e DHA. A análise lipídica revelou ainda a presença de 7-cetocolesterol, um produto da oxidação do colesterol, indicativo da ocorrência de processos oxidativos no produto comercialmente fresco.</p> <b>      <p ALIGN="left">AGRADECIMENTOS</p> </b>      <p ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Agradecemos à FAPESP, pelo suporte financeiro, e à CAPES pela bolsa de estudo concedida à autora. Agradecemos ainda ao Professor Motonaga Iwai pela caracterização zoológica das espécies de camarão-rosa.</p> <b>      <p ALIGN="left">REFERÊNCIAS</p>    </b>     <!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">1. Candela M, Astiasaran I, Bello J. Effects of frying and   warmholding on fatty acids and cholesterol of sole (<i>Solea solea</i>), codfish (<i>Gadus   morrhua</i>) and hake (<i>Merluccius merllucius</i>). Food Chem. 1997;58(3):227-1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394078&pid=S0004-0622200200020001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p ALIGN="JUSTIFY">2. National Fisheries Institute. The Shrimp council. [on line]. Available: htt//www.nfi.org/Shrimp%20Council/SRO80797.htm[20/08/1998].</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">3. Instituto Brasileiro De Geografia E Estatística. Pesquisa de   orçamentos familiares. <font FACE="Symbol">[</font> on line<font FACE="Symbol">]</font> .   Available: htt//www.sidra.ibge.gov.br/cgi-bin/prtabl <font FACE="Symbol">[</font>   29/01/2000<font FACE="Symbol">]</font> .&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394080&pid=S0004-0622200200020001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">4. Association Official Analytical Chemists. Official Methods of   Analysis of the AOAC: AOAC, 1995.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394081&pid=S0004-0622200200020001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">5. Bligh EG, Dyer WJ. A rapid method of total lipid extraction and   purification. Can J Biochem Physiol. 1959;37(8):911-7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394082&pid=S0004-0622200200020001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">6. Hartman L, Lago RCA. Rapid preparation of fatty acids methyl esters.   Lab Pract. 1973;22:475-6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394083&pid=S0004-0622200200020001400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">7. Csallany AS, Kindom SE, Addis PB, Lee J<i>.</i> HPLC method for   quantitation of cholesterol and four of its major oxidation products in muscle and liver   tissues. Lipids 1989;24(7):645-1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394084&pid=S0004-0622200200020001400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">8. Long GL, Winefordner JD. Limit of detection: A closer look at the   IUPAC definition. Anal Chem. 1983;55(7):712A-24A.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394085&pid=S0004-0622200200020001400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">9. Johnston JJ, Ghanbari HA, Wheeler WB, Kirk JR. Characterization of   shrimp lipids. J Food Sci. 1983;48:33-5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394086&pid=S0004-0622200200020001400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">10. King I, Childs M, Dorsset C, Ostrander JG, Monsen ER. Shellfish:   proximate composition, minerals, fatty acids and sterols. J Am Diet Assoc.   1990;90(5):677-85.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394087&pid=S0004-0622200200020001400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">11. Krzynowek J , Panunzio LJ. Cholesterol and fatty acids in several   species of shrimp. J Food Sci. 1989;54(2):237-239.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394088&pid=S0004-0622200200020001400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">12. Bragagnolo N, Rodriguez-Amaya DB. Otimização da determinação de   colesterol por CLAE e teores de colesterol, lipídeos totais e ácidos graxos em camarão   rosa (<i>Penaeus brasiliensis)</i>. Ciênc Tecnol Aliment. 1997;17(3):275-80.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394089&pid=S0004-0622200200020001400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">13. Takada K, Takako A, Kunisaki N. Proximate composition, free amino   acid, fatty acid, mineral and cholesterol contents in imported frozen shrimps. Nippon   Suisan Gakkaishi 1988;54(12):2173-9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394090&pid=S0004-0622200200020001400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">14. Krzeczkowski RA. Fatty acids in raw and processed alaska pink   shrimp. J Am Oil Chem Soc. 1970;47:451-2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394091&pid=S0004-0622200200020001400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">15. Gordon DT. Sterols in mollusks and crustacea of the Pacific   Northwest. J Am Oil Chem. Soc. 1982;59(2):536-5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394092&pid=S0004-0622200200020001400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">16. Krishnamoorthy RV, Venkataramiah G, Lakshmi GJ, Biesiot P. Effects   of cooking and of frozen storage on the cholesterol content of selected shellfish. J Food   Sci. 1979;44(1):314-5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394093&pid=S0004-0622200200020001400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">17. Kritchevsky D, Tepper SA, Ditullo NW, Holmes W. The sterols in   seafoods. J. Food Sci. 1967;32:64-6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394094&pid=S0004-0622200200020001400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">18. Krzynowek J. Sterols and fatty acids in seafood. Food Technol.   1985:61-68.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394095&pid=S0004-0622200200020001400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>19. Marion JE, Woodroof JG. Lipid fractions of chicken broiler tissues and their fatty acid composition. J Food Sci.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394096&pid=S0004-0622200200020001400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">20. Pikul J, Leszczynski DE, Kummerow FA. Elimination of sample   autoxidation by butilated hydroxytoluene additions before thiobarbituric acid assay for   malonaldehyde in fat from chicken meat. J Agric Food Chem. 1983;31:1338-2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394097&pid=S0004-0622200200020001400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">21. Paniangvait P, King AJ, Jones AD, German BG. 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Cholesterol oxidation in meat   products during cooking and frozen storage. J Agric. Food Chem. 1991;39:250-4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394100&pid=S0004-0622200200020001400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">24. Park S, Addis PB. HPLC determination of C-7 oxidized cholesterol   derivatives in foods. J Food Sci. 1985;50:1437-1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394101&pid=S0004-0622200200020001400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">25. Osada K, Kodama T, Cui L, Yamada K, Sugano M. Levels and formation   of oxidized cholesterols in processed marine foods<u>.</u> J Agric Food   Chem.1993b;41:1893-8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394102&pid=S0004-0622200200020001400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">26. Shozen K, Ohshima T, Ushio H, Koizumi C. Formation of cholesterol   oxides in marine fish products induced by grilling. Fisheries Sci. 1995;61(5):817-1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394103&pid=S0004-0622200200020001400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">27. Rodriguez-Estrada MT, Penazzi G, Caboni MF, Bertacco G, Lercker G.   Effect of different cooking methods on some lipid and protein components of hamburgers.   Meat Sci. 1997;45(3):365-5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394104&pid=S0004-0622200200020001400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">28. Ohshima T, Li N, Koizumi C. Oxidative decomposition of cholesterol   in fish products. J Am Oil Chem. Soc.1993;70(6):595-9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394105&pid=S0004-0622200200020001400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p ALIGN="JUSTIFY">29. Lee M, Su N, Yang M, Wang M, Choong Y. A rapid method for direct   determination of free cholesterol in lipids. J Chin Agric Chem Soc. 1998;36(2):123-3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=394106&pid=S0004-0622200200020001400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body>
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