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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Concentração de ferro e aceitação de iogurte preparado em iogurteiras de ferro fundido (Migração de ferro e aceitação de iogurte)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Food fortification is an interesting strategy to treat and prevent iron anemia. This study aims to quantify the iron in yoghurt, with gelatin and sugar and without, prepared in iron and glass containers. Sensorial test was use to evaluate the acceptance and preference of the both products. The yoghurt was prepared in containers of iron and glass with UHT milk, powder milk and natural industrialized yoghurt. After fermentation, half of the product received addition of sugar and strawberry flavor gelatin. The collected samples get the total iron quantified by ICP OES. Sensorial analysis involving 105 consumers was use to determine the acceptance and preference of the products. 0,018 and 0,882mg of iron per 100g added in the natural yoghurt prepared in the glass and in the iron pots, respectively. The yoghurt with gelatin presented 0,037 and 1,302mg of iron per 100g when prepared in the glass and in the iron pots, respectively. The preference was low for the yoghurt prepared in the iron pot (29,5%), but when added strawberry gelatin it was about 51,5%. The yoghurt prepared in iron pots, is easily home made and adds important amount of iron. Add gelatin and sugar can favored its consumption.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[   <B>    <P ALIGN="CENTER"><font face="Verdana" size="3">Concentra&ccedil;&atilde;o de ferro e aceita&ccedil;&atilde;o de iogurte preparado em iogurteiras de ferro fundido</font></P>     <P ALIGN="CENTER"><font face="Verdana" size="3">(Migra&ccedil;&atilde;o de ferro e aceita&ccedil;&atilde;o de iogurte)</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P> </B>     <P ALIGN="CENTER"><font face="Verdana" size="2">K&eacute;sia Diego Quintaes<SUP>1*</SUP>; Niurka M. Almeyda Haj-Isa<SUP>2</SUP>; Marcelo Ant&ocirc;nio Morgano</font><SUP><font face="Verdana" size="2">3</font></P> </SUP>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">(1) Centro Universit&aacute;rio Adventista de S&atilde;o Paulo (UNASP) / Curso de Nutri&ccedil;&atilde;o – Estrada de Itapecerica, 5859, Jd. IAE, S&atilde;o Paulo - SP, CEP 05858-001 - kesiadq@yahoo.com.br</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">(2) Funda&ccedil;&atilde;o Municipal de Ensino Superior de Bragan&ccedil;a Paulista (FESB) / Curso de Nutri&ccedil;&atilde;o - CP 183, Bragan&ccedil;a Paulista - SP, CEP 12929-600 - niurka_hajisa@hotmail.com</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">(3) Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) - CP 139, Campinas - SP, CEP 13070-178 - <A HREF="mailto:morgano@ital.org.br;">morgano@ital.sp.gov.br</A></font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Correspond&ecirc;ncia: K&eacute;sia Diego Quintaes, Av. Giovanni Gronchi, 6675, bloco 07, apt 116, CEP: 05724-005 – S&atilde;o Paulo, SP, Fone/fax: + 55 11 3507-7244, Mobile: + 55 11 9509-8427, kesiadq@yahoo.com.br</font></P> <B>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font face="Verdana" size="2">Resumo</font></P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">A fortifica&ccedil;&atilde;o alimentar com ferro &eacute; uma estrat&eacute;gia interessante no tratamento e preven&ccedil;&atilde;o da anemia ferropriva. O presente estudo objetivou determinar o teor de ferro em iogurte natural e adicionado de gelatina e a&ccedil;&uacute;car, preparado em recipientes de ferro e vidro bem como avaliar a aceita&ccedil;&atilde;o e prefer&ecirc;ncia dos produtos. O iogurte foi preparado com leite UHT, leite em p&oacute; e iogurte industrializado em recipientes de ferro e vidro. Ap&oacute;s fermenta&ccedil;&atilde;o parte do produto recebeu adi&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car e gelatina. O teor de ferro total foi quantificado por ICP OES. An&aacute;lise sensorial envolvendo 105 provadores foi realizada para determinar a aceita&ccedil;&atilde;o e prefer&ecirc;ncia dos produtos. O teor de ferro encontrado no iogurte preparado nos recipientes de vidro e de ferro foi de 0,018 e 0,882 mg de ferro por 100g, respectivamente. O iogurte com gelatina apresentou 0,037 e 1,302mg de ferro por 100g quando preparado no recipiente de vidro e de ferro, respectivamente. A prefer&ecirc;ncia para o iogurte preparado na iogurteira de ferro foi baixa (29,5%) em rela&ccedil;&atilde;o ao iogurte preparado no recipiente de vidro, mas atingiu 51,5% quando adicionado de gelatina. O iogurte elaborado em iogurteira de ferro fundido mostrou ser um produto facilmente produzido domesticamente e que agrega importante quantidade de ferro, sendo seu consumo favorecido quando adicionado de gelatina e a&ccedil;&uacute;car.</font></P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Palavras chave</font></B><font face="Verdana" size="2">: anemia, biodisponibilidade, consumo alimentar, panela, fortifica&ccedil;&atilde;o alimentar, ferro</font></P> <B>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Summary</font></P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Food fortification is an interesting strategy to treat and prevent iron anemia. This study aims to quantify the iron in yoghurt, with gelatin and sugar and without, prepared in iron and glass containers. Sensorial test was use to evaluate the acceptance and preference of the both products. The yoghurt was prepared in containers of iron and glass with UHT milk, powder milk and natural industrialized yoghurt. After fermentation, half of the product received addition of sugar and strawberry flavor gelatin. The collected samples get the total iron quantified by ICP OES. Sensorial analysis involving 105 consumers was use to determine the acceptance and preference of the products. 0,018 and 0,882mg of iron per 100g added in the natural yoghurt prepared in the glass and in the iron pots, respectively. The yoghurt with gelatin presented 0,037 and 1,302mg of iron per 100g when prepared in the glass and in the iron pots, respectively. The preference was low for the yoghurt prepared in the iron pot (29,5%), but when added strawberry gelatin it was about 51,5%. The yoghurt prepared in iron pots, is easily home made and adds important amount of iron. Add gelatin and sugar can favored its consumption.</font></P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Key words</font></B><font face="Verdana" size="2">: anemia, bioavailability, food consumption, cookware, fortified food, iron</font></P> <B>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">RECIBIDO: 04-07-2005   ACEPTADO: 11-11-2005</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"></B><font face="Verdana" size="2">I<b>ron concentration and acceptation of yoghurt prepared in casting iron pots</b></font></P>     <P><font face="Verdana" size="2"><b>(Iron migration and acceptation of yogurt)</b>&nbsp;&nbsp;</font></P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Introdu&ccedil;&atilde;o</font></P> </B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) estima que haja no mundo 3,6 bilh&otilde;es de pessoas com defici&ecirc;ncia de ferro, sendo que dois bilh&otilde;es destas apresentam anemia ferropriva (1). A anemia por defici&ecirc;ncia de ferro resultante de um longo per&iacute;odo de balan&ccedil;o negativo entre a quantidade de ferro biologicamente dispon&iacute;vel e a necessidade org&acirc;nica do metal &eacute; atualmente a mais comum das car&ecirc;ncias nutricionais (2).</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Entre os indiv&iacute;duos suscept&iacute;veis ao problema se encontram as crian&ccedil;as menores de 5 anos e as mulheres em idade reprodutiva (1-4). A baixa biodisponibilidade do metal associada ao aumento da necessidade do organismo nos per&iacute;odos de crescimento e desenvolvimento explicam a alta preval&ecirc;ncia nestas popula&ccedil;&otilde;es (5)(6).</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Devido aos efeitos delet&eacute;rios que o d&eacute;ficit de ferro pode ter sobre a sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos afetados, v&aacute;rias medidas t&ecirc;m sido adotadas no seu combate. Entre as estrat&eacute;gias para a adequa&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o di&aacute;ria de ferro, se destacam a suplementa&ccedil;&atilde;o dirigida aos grupos vulner&aacute;veis e a fortifica&ccedil;&atilde;o de alimentos com o metal (1)(2)(7).</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Em se tratando da incorpora&ccedil;&atilde;o de nutrientes aos alimentos, importantes fatores precisam ser considerados: identificar a popula&ccedil;&atilde;o alvo, selecionar um alimento que fa&ccedil;a parte do repert&oacute;rio habitual desta popula&ccedil;&atilde;o, o processo de adi&ccedil;&atilde;o deve ser vi&aacute;vel tecnologicamente, o nutriente a ser adicionado deve ter biodisponibilidade que favore&ccedil;a a reple&ccedil;&atilde;o ao mesmo tempo em que n&atilde;o deve causar problemas de ordem toxicol&oacute;gica levando em considera&ccedil;&atilde;o o tamanho e n&uacute;mero de por&ccedil;&otilde;es a serem consumidas e, ainda a incorpora&ccedil;&atilde;o do mesmo deve ser feita de forma tal que as caracter&iacute;sticas sensoriais do produto final se mantenham inalteradas a fim de garantir sua aceita&ccedil;&atilde;o (2)(8)(9). Considerando essas premissas, fica evidente que somente um grupo restrito de alimentos est&aacute; sujeito &agrave; adi&ccedil;&atilde;o de ferro.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Devido &agrave;s caracter&iacute;sticas f&iacute;sico-qu&iacute;micas do leite bovino e seu amplo consumo, este produto &eacute; um dos alimentos com potencial para avalia&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; fortifica&ccedil;&atilde;o com ferro, tanto na forma flu&iacute;da como em p&oacute; (10). Derivados l&aacute;cteos, como o iogurte, podem tamb&eacute;m servir de ve&iacute;culo para o ferro.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Testes experimentais feitos com iogurte preparado em panela de ferro mostraram que o produto &eacute; enriquecido com o metal. Tamb&eacute;m foi observado que o iogurte assim preparado apresenta biodisponibilidade similar ao ferro inorg&acirc;nico (12). A quantidade do ferro migrante encontrada no iogurte pode ser explicada pela acidez intr&iacute;nseca do alimento, elevado teor de &aacute;gua e prolongado tempo de contato, fatores estes que fundamentalmente afetam positivamente a migra&ccedil;&atilde;o de ferro (11).</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, a boa biodisponibilidade apresentada pelo ferro incorporado ao iogurte pode ser compreendida pelo fato de que &aacute;cidos org&acirc;nicos, como o l&aacute;ctico, s&atilde;o considerados como sendo fatores promotores de absor&ccedil;&atilde;o (5)(8). O &aacute;cido l&aacute;ctico, por sua vez, &eacute; produzido em grande escala por microrganismos durante a convers&atilde;o do leite a iogurte.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Considerando o exposto, o presente trabalho objetivou determinar o teor de ferro total em iogurte preparado em iogurteiras de ferro fundido e de vidro, tanto na forma natural como adicionado de gelatina comercial sabor morango e a&ccedil;&uacute;car. A avalia&ccedil;&atilde;o da aceita&ccedil;&atilde;o e prefer&ecirc;ncia de ambos os produtos foi efetuada mediante teste sensorial afetivo com provadores, uma vez que o aspecto sensorial dos alimentos fortificados com ferro &eacute; tido limitante para seu consumo alimentar.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><B><font face="Verdana" size="2">Material e m&eacute;todos</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Elabora&ccedil;&atilde;o do iogurte</font></P> </B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">A prepara&ccedil;&atilde;o do iogurte foi feita em iogurteiras de ferro fundido, confeccionadas especialmente para os testes pela Fundi&ccedil;&atilde;o Mineira Ltda. Cada iogurteira possu&iacute;a capacidade aproximada de dois litros. Tamb&eacute;m foram adquiridas panelas de vidro (Vision&reg;) com capacidade para dois litros cada, sendo estas usadas como branco para os resultados.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Seguindo procedimento caseiro, o iogurte foi simultaneamente preparado nos recipientes em teste. Trinta gramas de leite em p&oacute; integral e 200g de iogurte natural pasteurizado industrializado foram adicionados a de dois litros de leite flu&iacute;do integral ultrapasteurizado previamente aquecido a 48°C. Posterior &agrave; homogeneiza&ccedil;&atilde;o dos ingredientes os recipientes foram tampados e colocados dentro do forno do fog&atilde;o, a fim de minimizar mudan&ccedil;as de temperatura. Passadas 6 horas os recipientes foram abertos e os produtos homogeneizados com aux&iacute;lio de esp&aacute;tula pl&aacute;stica.</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Metade de cada receita foi mantida sem adi&ccedil;&atilde;o de outros ingredientes. A outra metade teve adi&ccedil;&atilde;o de mistura comercial de p&oacute; para sobremesa gelatina, sabor morango (200g) e 100g de a&ccedil;&uacute;car refinado.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><B><font face="Verdana" size="2">An&aacute;lise qu&iacute;mica</font></P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Para as an&aacute;lises qu&iacute;micas, triplicatas de amostras dos iogurtes preparados nas iogurteiras de ferro e nas panelas de vidro, com e sem adi&ccedil;&atilde;o de gelatina e a&ccedil;&uacute;car, foram coletadas em recipientes de vidro. O restante dos produtos foi transferido para recipientes pl&aacute;sticos com fechamento herm&eacute;tico at&eacute; o momento da an&aacute;lise sensorial. Todo material foi mantido sob refrigera&ccedil;&atilde;o (3&#177; 1°C).</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">A acidez do iogurte, tanto o industrializado como o preparado nos recipientes de ferro fundido e de vidro com e sem adi&ccedil;&atilde;o de gelatina e a&ccedil;&uacute;car, foi mensurada em pHmetro (PG 2002 Gehaka).</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">A an&aacute;lise do teor de ferro dos produtos foi feita por espectrometria de emiss&atilde;o &oacute;ptica com fonte de plasma indutivamente acoplado (ICP OES), usando o espectr&ocirc;metro simult&acirc;neo BAIRD, modelo ICP 2000 (Bedford, Massachusetts, USA). Foi realizada uma duplicata de leitura do teor de ferro em cada amostra. A curva anal&iacute;tica foi preparada a partir de solu&ccedil;&atilde;o padr&atilde;o de ferro, (Titrisol, Merck, lote OC 354094) em concentra&ccedil;&atilde;o de 1000 mg L<SUP>-1</SUP> e se mostrou linear em toda a faixa de trabalho. A faixa de concentra&ccedil;&atilde;o usada na constru&ccedil;&atilde;o da curva anal&iacute;tica foi de 0,005 a 20 mg L<SUP>-1</SUP>. O comprimento de onda (&#108; ) usado na determina&ccedil;&atilde;o do ferro foi 259,94nm. Os limites de detec&ccedil;&atilde;o e de quantifica&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo utilizado foram de 1,2 e 4,0 &#956;g L<SUP>-1</SUP>, respectivamente. O limite de detec&ccedil;&atilde;o foi determinado com sendo tr&ecirc;s vezes o desvio padr&atilde;o de 10 brancos e o limite de quantifica&ccedil;&atilde;o foi estabelecido como sendo dez vezes o desvio padr&atilde;o de 10 brancos.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><B><font face="Verdana" size="2">An&aacute;lise sensorial</font></P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">A fim de avaliar a aceita&ccedil;&atilde;o e prefer&ecirc;ncia dos produtos obtidos, uma avalia&ccedil;&atilde;o sensorial foi conduzida em laborat&oacute;rio provido de cabines individuais, em ambiente isento de odores e ru&iacute;dos, com independ&ecirc;ncia e conforto para os provadores.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Indiv&iacute;duos apreciadores de iogurte, com idade entre 12 a 60 anos, de ambos os g&ecirc;neros foram aleatoriamente convidados a participar do estudo atrav&eacute;s de cartazes. Espontaneamente, cento e cinco provadores apresentaram-se no laborat&oacute;rio (<I>n</I>=105).</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">As amostras refrigeradas, 12 horas ap&oacute;s o t&eacute;rmino da produ&ccedil;&atilde;o do iogurte, foram apresentadas aos provadores, de forma pareada em copos brancos descart&aacute;veis devidamente codificados. Primeiramente foram fornecidas as amostras do iogurte natural preparado na iogurteira de ferro e panela de vidro. Junto com as amostras foi fornecida &aacute;gua &agrave; temperatura ambiente a fim de eliminar a interfer&ecirc;ncia de sabor residual na avalia&ccedil;&atilde;o entre as amostras.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Visando conhecer h&aacute;bitos e caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas dos participantes, e tamb&eacute;m reduzir a interfer&ecirc;ncia do sabor residual, ap&oacute;s a avalia&ccedil;&atilde;o do iogurte natural os provadores foram solicitados a preencher question&aacute;rio com quest&otilde;es diretivas (faixa et&aacute;ria, g&ecirc;nero, grau de instru&ccedil;&atilde;o e freq&uuml;&ecirc;ncia de consumo de iogurte). A seguir, as amostras do iogurte ado&ccedil;ado e adicionado de gelatina de morango, oriundas da iogurteira de ferro e da panela de vidro foram apresentadas aos provadores sob as mesmas condi&ccedil;&otilde;es anteriormente utilizadas.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Para avalia&ccedil;&atilde;o dos atributos de interesse (apar&ecirc;ncia, aroma, sabor e sabor residual), utilizou-se escala hed&ocirc;nica de cinco pontos, parcialmente estruturada e uma escala de cinco pontos para avalia&ccedil;&atilde;o global do produto. Por &uacute;ltimo, incluiu-se uma quest&atilde;o para avaliar a prefer&ecirc;ncia dos provadores conforme metodologia do teste de compara&ccedil;&atilde;o pareada - prefer&ecirc;ncia bicaudal a 5% de signific&acirc;ncia (Ap&ecirc;ndice 1).</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><B><font face="Verdana" size="2">An&aacute;lise estat&iacute;stica</font></P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Os resultados obtidos nos experimentos foram processados no programa Statistical Analysis System (SAS), vers&atilde;o 6.0 (13). Os resultados da an&aacute;lise qu&iacute;mica do teor de ferro foram analisados considerando o valor m&eacute;dio das duplicatas de recipientes e de triplicatas de amostras, com seu respectivo desvio padr&atilde;o. As diferen&ccedil;as entre as concentra&ccedil;&otilde;es do ferro segundo o material do recipiente foram avaliadas por an&aacute;lise de vari&acirc;ncia (ANOVA) fator duplo sem repeti&ccedil;&atilde;o, sendo consideradas significantes aquelas com p&lt;0,05. A compara&ccedil;&atilde;o entre as m&eacute;dias foi feita mediante teste de Tukey. Visando verificar a signific&acirc;ncia estat&iacute;stica, os resultados de aceita&ccedil;&atilde;o foram tamb&eacute;m avaliados por an&aacute;lise de vari&acirc;ncia e teste de Tukey. A prefer&ecirc;ncia dos provadores foi avaliada por teste de prefer&ecirc;ncia pareada (14).</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><B><font face="Verdana" size="2">Resultados</font></P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">N&atilde;o houve diferen&ccedil;as significativas nos valores de pH entre o iogurte industrializado e os produtos preparados em recipiente de vidro e de ferro fundido, com e sem adi&ccedil;&atilde;o de gelatina, nem entre esses &uacute;ltimos, que apresentavam valor m&eacute;dio de 3,9&#177; 0,2.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">O teor de ferro foi significativamente superior (p&lt;0,05) no iogurte preparado em iogurteira de ferro (<a href="#f1">Figura 1</a>), independentemente de ter sido adicionado ou n&atilde;o de gelatina e a&ccedil;&uacute;car.</font> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">O iogurte natural preparado em iogurteira de ferro continha 0,882&#177; 0,042 mg de Fe/100g, concentra&ccedil;&atilde;o 4800% superior &agrave; encontrada no iogurte natural preparado em panela de vidro (0,018&#177; 0,004 mg/100g).</font></P>     <P ALIGN="center"><a name="f1"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v55n4/art7%20graf1.jpg" width="390" height="200"></a></P>     
]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">No iogurte preparado em panela de vidro e adicionado de gelatina comercial sabor morango e a&ccedil;&uacute;car foram encontrados teores de 0,037&#177; 0,006 mg de Fe/100g e 1,302&#177; 0,048 mg de Fe/100g quando preparado e em iogurteira de ferro.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Dos 105 provadores, 54,3% eram do g&ecirc;nero feminino; 65,7% tinham idade entre 18 e 30 anos; 16,2% entre 12 e 17 anos e igual percentual na faixa et&aacute;ria de 30 a 50 anos. Provadores com idade inferior a 12 anos e superior a 55 anos totalizaram 1,9% dos participantes. Foi verificado que 67,6% dos provadores possu&iacute;a n&iacute;vel universit&aacute;rio; 20% n&iacute;vel m&eacute;dio; 9,5% ensino fundamental e 2,9% referiram ter cursado p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; freq&uuml;&ecirc;ncia de consumo (<a href="#f2">Figura 2</a>), p&ocirc;de ser observado que o iogurte &eacute; um produto que faz parte do h&aacute;bito alimentar dos participantes, com destaque para o iogurte com frutas, consumido com freq&uuml;&ecirc;ncia semanal superior ao natural.</font></P>     <P ALIGN="center"><a name="f2"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v55n4/art7%20graf2.jpg" width="490" height="200"></a></P>     
<P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">O iogurte natural obteve notas menores quando preparado na iogurteira de ferro, diferindo estatisticamente (p&lt;0,005) do preparado em panela de vidro (Tabela 1), nos atributos apar&ecirc;ncia, sabor e sabor residual. Igual ocorr&ecirc;ncia foi encontrada nos atributos sabor e sabor residual quando adicionados de a&ccedil;&uacute;car e gelatina sabor morango.</font></P>     <P ALIGN="center"><a name="t1"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v55n4/art7%20tab1.jpg" width="510" height="240"></a></P>      
<P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Escolhido por 70,5% dos provadores, o iogurte natural elaborado em panela de vidro foi estatisticamente preferido (p&lt;0,01) em rela&ccedil;&atilde;o ao preparado em iogurteira de ferro. No entanto quando adicionados de gelatina e a&ccedil;&uacute;car, n&atilde;o houve diferen&ccedil;as estat&iacute;sticas entre os produtos preparados em recipientes de materiais diferentes, sendo que 51,5% preferiram o produto preparado em iogurteira de ferro.</font></P>      <P ALIGN="JUSTIFY"><B><font face="Verdana" size="2">Discuss&atilde;o</font></P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">H&aacute; evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas de que recipientes de ferro podem alterar as caracter&iacute;sticas sensoriais dos alimentos (9)(15). A referida interfer&ecirc;ncia pode variar conforme as caracter&iacute;sticas f&iacute;sico-qu&iacute;micas do alimento e em decorr&ecirc;ncia do tempo de contato (15). A baixa aceita&ccedil;&atilde;o, o gosto indesej&aacute;vel e a cor dos alimentos fortificados com ferro t&ecirc;m sido freq&uuml;entemente citados como causas principais de insucessos em programas de fortifica&ccedil;&atilde;o alimentar com o metal (16).</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">No presente estudo, a menor prefer&ecirc;ncia pelo iogurte natural preparado na iogurteira de ferro pode ser parcialmente explicada pelo sabor residual do produto relatado pelos provadores. Por outro lado, a adi&ccedil;&atilde;o de gelatina comercial e a&ccedil;&uacute;car ao iogurte, fizeram com que o produto apresentasse caracter&iacute;sticas sensoriais semelhantes ao produto correspondente preparado no recipiente de vidro. Tal observa&ccedil;&atilde;o indica que o produto teve parte do seu sabor encoberto pelos insumos adicionados, melhorando consideravelmente sua aceita&ccedil;&atilde;o geral (<a href="#f3">Figura 3</a>).</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">O presente estudo n&atilde;o envolveu a dosagem do teor de ferro da mat&eacute;ria prima empregada nas receitas executadas. Segundo o r&oacute;tulo nutricional do a&ccedil;&uacute;car refinado e do p&oacute; comercial para gelatina sabor morango, o teor de ferro &eacute; mostrado como insignificante (&lt;0,01mg). Desta forma, a maior quantidade de ferro observada nos iogurtes com adi&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car e de p&oacute; comercial para preparo de gelatina em rela&ccedil;&atilde;o ao produto sem adi&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o teve sua origem conhecida.</font></P>     <P ALIGN="center"><a name="f3"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v55n4/art7%20graf3.jpg" width="453" height="261"></a></P>     
<P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Todavia, al&eacute;m da ingest&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio considerar a biodisponibilidade do metal. Nesse sentido, diversos estudos determinaram a biodisponibilidade do ferro derivado de recipientes de ferro (3)(4)(9). No caso espec&iacute;fico de iogurte, h&aacute; relato de pesquisadores que avaliaram a possibilidade da fortifica&ccedil;&atilde;o deste produto quando preparado em panelas de ferro bem como a biodisponibilidade <I>in vitro</I> do ferro migrante. O resultado obtido por estes pesquisadores indicou que o iogurte apresentava 5mg/100g de ferro ap&oacute;s quinze horas de fermenta&ccedil;&atilde;o, sendo sua biodisponibilidade similar a do ferro n&atilde;o hemat&iacute;nico (12).</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">As crian&ccedil;as, p&uacute;blico vulner&aacute;vel ao desenvolvimento de anemia ferropriva (10), podem ser beneficiadas pelo consumo do iogurte produzido em iogurteiras de ferro. O custo do iogurte industrializado tem sido um limitante para sua inclus&atilde;o no consumo alimentar de crian&ccedil;as de fam&iacute;lias com baixo n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&ocirc;mico (17), e sem d&uacute;vidas o preparo dom&eacute;stico do produto pode favorecer seu consumo tamb&eacute;m nos segmentos populacionais menos favorecidos.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">A prepara&ccedil;&atilde;o do iogurte em iogurteiras de ferro fundido mostrou-ser pr&aacute;tica e f&aacute;cil de ser executada no ambiente dom&eacute;stico. Adicionalmente, o iogurte &eacute; um produto vers&aacute;til que pode ser incorporado a diversas prepara&ccedil;&otilde;es culin&aacute;rias como temperos para salada, receitas de bolos, no acompanhamento de cereais e de frutas, entre outras, podendo contribuir para o aumento na ingest&atilde;o di&aacute;ria de ferro dos consumidores destas prepara&ccedil;&otilde;es.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Frente aos resultados obtidos, o consumo di&aacute;rio de uma quantidade equivalente a um copo (200g) de iogurte natural preparado no recipiente de ferro fermentado por seis horas poderia contribuir com 1,76mg de ferro, o que corresponde a aproximadamente 10% das necessidades di&aacute;rias de uma mulher adulta (6). J&aacute; a ingest&atilde;o de uma quantidade similar do produto preparado com adi&ccedil;&atilde;o de gelatina e a&ccedil;&uacute;car conseguiria suprir entre 14,5 a 32,5% do requerimento di&aacute;rio de ferro de uma mulher em idade f&eacute;rtil (Tabela 2).</font> </P>     <P ALIGN="center"><a name="t2"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v55n4/art7%20tab2.jpg" width="455" height="357"></a></P>      
<P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Tem sido relatado que quanto maior tempo de contato dos alimentos com o utens&iacute;lio met&aacute;lico maior migra&ccedil;&atilde;o de ferro &eacute; obtida (11). No presente estudo o tempo de fermenta&ccedil;&atilde;o foi limitado &agrave;s seis horas. O menor tempo de contato entre o produto e o recipiente explicaria a menor quantidade de ferro (0,88mg/100g) agregada ao iogurte produzido em rela&ccedil;&atilde;o ao trabalho realizado anteriormente (12).</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Frente aos resultados apresentados, estudos complementares podem ser feitos no sentido de avaliar a estabilidade e durabilidade do produto, assim como a possibilidade de fortifica&ccedil;&atilde;o do iogurte usando recipientes de ferro fundido no &acirc;mbito industrial. Cabe salientar que o ferro &eacute; um material que pode contribuir na manuten&ccedil;&atilde;o da temperatura do produto durante o processo de fermenta&ccedil;&atilde;o, podendo gerar um impacto favor&aacute;vel no custo final do produto produzido industrialmente (18).</font></P> <B>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Conclus&otilde;es</font></P> </B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">O iogurte elaborado em iogurteira de ferro fundido mostrou ser um produto com caracter&iacute;sticas adequadas &agrave; fortifica&ccedil;&atilde;o alimentar com ferro. Quando adicionado de gelatina e a&ccedil;&uacute;car, al&eacute;m do iogurte apresentar elevado teor de ferro, apresenta caracter&iacute;sticas sensoriais de muito boa aceita&ccedil;&atilde;o.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">O consumo di&aacute;rio de um copo de iogurte elaborado em iogurteira de ferro e adicionado de p&oacute; para sobremesa de gelatina comercial, sabor morango e a&ccedil;&uacute;car, poderia contribuir significativamente na melhoria da ingest&atilde;o de ferro e, possivelmente, no estado nutricional de ferro dos consumidores do produto.</font></P> <B>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Agradecimentos</font></P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Os autores agradecem a Fundi&ccedil;&atilde;o Mineira Ltda pela confec&ccedil;&atilde;o das iogurteiras de ferro fundido utilizadas e tamb&eacute;m &agrave;s alunas Mar&iacute;lia Moreira, Sidlene Mudesto, Juliana Grilo e Elo&iacute;sa Santos Nascimento, do Curso de Nutri&ccedil;&atilde;o do Centro Universit&aacute;rio Adventista de S&atilde;o Paulo.</font></P> <B>     <P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Refer&ecirc;ncias</font></P> </B>    <!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">1. World Health Organization. The World Health Report: Conquering Suffering Enriching Humanity. Geneva: WHO, 1997.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463892&pid=S0004-0622200500040000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">2. Tuma RB, Yuyama LKO, Aguiar JPL, Marques HO. Impacto da farinha de mandioca fortificada com ferro amino&aacute;cido quelato no n&iacute;vel de hemoglobina de pr&eacute;-escolares. Rev Nutr 2003; 16(1):29-39.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463893&pid=S0004-0622200500040000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">3. Geerligs PDP, Brabin BJ, Omari AAA. Food prepared in iron cooking pots as an intervention for reducing iron deficiency anaemia in developing countries: a systematic review. J Hum Nutr Dietet  2003; 16(4):275-81.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463894&pid=S0004-0622200500040000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">4. Adish AA, Esrey SA, Gyorkos TW, Jean-Baptiste J, Rojhani A. Effect of consumption of food cooked in iron pots on iron status and growth of Young children: a randomised trial. Lancet 1999; 353(9154):712-26.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463895&pid=S0004-0622200500040000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">5. Monsen ER. Iron nutrition and absorption: dietary factors which impact iron bioavailability. J Am Dietet Ass 1988; 88(7):786-90.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463896&pid=S0004-0622200500040000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">6. Trumbo P, Yates AA, Schlicker S, Poss M.  Dietary reference intakes: vitamin A, Vitamin K, Arsenic, Boron, Chromium, Copper, Iodine, Iron, Manganese, Molybdenum, nickel, silicon, vanadium and zinc.  J Am Dietet Ass 2001; 101(3):294-301.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463897&pid=S0004-0622200500040000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">7. Lopes MCS, Ferreira LOC, Batista Filho M. Uso di&aacute;rio e semanal de sulfato ferroso no tratamento de anemia em mulheres no per&iacute;odo reprodutivo. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica 1999; 15(4):799-808.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463898&pid=S0004-0622200500040000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">8. Fairweather-Tait SJ, Teucher B. Iron and Calcium bioavailability of fortified foods and dietary supplements. Nutr Rew 2002; 60(12):360-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463899&pid=S0004-0622200500040000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">9. Gibson RS, Donavan UM, Heath A-LM. Dietary strategies to improve the iron and zinc nutriture of young woman following a vegetarian diet. Plant Foods Hum Nutr 1997; 51(1):1-16.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463900&pid=S0004-0622200500040000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">10. Torres MAA, Logo NF, Sato K, Souza Querios S. Fortifica&ccedil;&atilde;o de leite flu&iacute;do na preven&ccedil;&atilde;o e tratamento da anemia carencial em crian&ccedil;as menores de 4 anos. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica 1996; 30(4):350-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463901&pid=S0004-0622200500040000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">11. Quintaes KD. Utens&iacute;lios para alimentos e implica&ccedil;&otilde;es nutricionais. Rev Nutr 2000; 13(3):151-6.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463902&pid=S0004-0622200500040000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">12. Coutsoucos SM, Colli C. Iogurte preparado em panela de ferro: uma alternativa para fortifica&ccedil;&atilde;o de alimentos com ferro. Hig Alim 1994; 8(29): 14-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463903&pid=S0004-0622200500040000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">13. SAS User’s Guide Statistics. Version 6. Cary, NC: SAS Institute, 1989.</font> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463904&pid=S0004-0622200500040000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">14. Meilgaard, M.; Civille, G.V.; Carr, B.T. Sensory evaluation techniques. 2ed. Florida – USA: CRC Press, 1991. 354p.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463905&pid=S0004-0622200500040000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">15. Park J, Brittin HC. Iron content, sensory evaluation, and consumer acceptance of food cooked in iron utensils.  J Food Qual 2000; 23(2): 205-215.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463906&pid=S0004-0622200500040000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">16. Bovell-Benjamin AC; Guinard JX. Novel approaches and application of contemporary sensory evaluation practices in iron fortification programs. <A HREF="http://portal.revistas.bvs.br/transf.php?xsl=xsl/titles.xsl&amp;xml=http://catserver.bireme.br/cgi-bin/wxis1660.exe/?IsisScript=../cgi-bin/catrevistas/catrevistas.xis|database_name=TITLES|list_type=title|cat_name=ALL|from=1|count=50&amp;lang=pt&amp;comefrom=home&amp;home=false&amp;task=show_magazines&amp;request_made_adv_search=false&amp;lang=pt&amp;show_adv_search=false&amp;help_file=/help_pt.htm&amp;connector=ET&amp;search_exp=Crit%20Rev%20Food%20Sci%20Nutr/tRevista">Crit Rev Food Sci Nutr</A> 2003; 43(4):379-400.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=463907&pid=S0004-0622200500040000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">17. 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