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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Barra de cereais de elevado teor protéico e vitamínico: estabilidade enzimática e das vitaminas c e e durante armazenamento]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Cereal-based products have become an excellent vehicle for delivering tasty functional food ingredients to busy consumers. One emerging trends is food products formulates with soy protein because of its proven health benefits. Because of the potential usefulness of these products, it was considered of interest to determine the stability of cereal bars based on soy protein, wheat germ and oat, enriched with vitamin C (ascorbic acid) and E (acetate of a-tocopherol 50%), during the storage. Three films with different properties of barrier (A: PET/PEBD; B: PETMET/PEBD; C: PET/PEBD/AL/PEBD) were used as packing and the cereal bars were stored at temperature (25±2°C) and relative humidity ambient (56%) for six months. The stability of vitamin C, vitamin E and, its lipase and peroxidase activity was verified. During the study, the cereal bars packed in three tested films presented retention in the vitamin C lesser that 50%. However, packing structuralized with aluminum (C) leaf provided to minor speed of reaction during the storage, k=0,00437 (-day), and greater time of half-life (146 days). The vitamin E (acetate of a-tocopherol) in the cereal bars presented a little variation during the storage. It had a significant (p£ 0,05) increase in the peroxidase activity at 90 days of storage in the packages tested, while that the lipase activity demonstrated no significant increase during the period studied.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[   <B>    <P ALIGN="CENTER"><font face="Verdana" size="3">Barra de cereais de elevado teor prot&eacute;ico e vitam&iacute;nico: estabilidade enzim&aacute;tica e das vitaminas c e e durante armazenamento&nbsp;</font></P> </B>     <P ALIGN="CENTER"><FONT face="Verdana" size=2><b>Daniela Freitas G. C., Roberto Moretti H.&nbsp;</b> </FONT> </P>     <P ALIGN="CENTER"><FONT face="Verdana" size=2>Departamento de Tecnologia de Alimentos. Faculdade de Engenharia de Alimentos. Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, Brasil. </FONT></P> <FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=2>     <P ALIGN="JUSTIFY"></P> </FONT><B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>RESUMO</FONT></B></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2> Produtos a base de cereais v&ecirc;m se tornando um excelente ve&iacute;culo para se incluir ingredientes com alega&ccedil;&atilde;o funcional no mercado consumidor. Uma tend&ecirc;ncia emergente s&atilde;o os produtos formulados com prote&iacute;na de soja, por providenciarem benef&iacute;cios &agrave; sa&uacute;de. Devido ao grande potencial destes produtos, foi considerado de interesse determinar a estabilidade de barra de cereais &agrave; base de prote&iacute;na de soja, g&eacute;rmen de trigo e aveia, suplementada de vitamina C (&aacute;cido asc&oacute;rbico) e fortificada de vitamina E (acetato de <font FACE="Times,Times New Roman" SIZE="1"><font FACE="Symbol">a</font> -</font>tocoferol 50%), durante o armazenamento. Tr&ecirc;s filmes (A: PET/PEBD; B: PETMET/PEBD; C: PET/PEBD/AL/PEBD) foram utilizados como embalagens e as barras de cereais foram estocadas em condi&ccedil;&otilde;es de temperatura (25±2°C) e umidade relativa (56%) ambiente por um per&iacute;odo de 180 dias. A estabilidade da vitamina C, vitamina E, e a atividade de lipase e peroxidase foram verificadas. Durante o estudo, as barras de cereais embaladas nos tr&ecirc;s filmes testados apresentaram uma reten&ccedil;&atilde;o de vitamina C menor que 50%. No entanto, a embalagem estruturada com folha de alum&iacute;nio (C), proporcionou menor velocidade de rea&ccedil;&atilde;o ao longo do per&iacute;odo de armazenagem, k=0,00473 (-dia), e maior tempo de meia vida (146 dias). Os teores de vitamina E (acetato de &#97; -tocoferol) nas barras de cereais apresentaram pequenas varia&ccedil;&otilde;es durante o armazenamento. Houve um aumento significativo (p<font FACE="Times,Times New Roman" SIZE="1"><font FACE="Symbol">£</font></font>0,05) na atividade de peroxidase aos 90 dias de estocagem nas embalagens testadas, enquanto que a atividade de lipase n&atilde;o demonstrou aumento significativo durante o per&iacute;odo estudado. </FONT></P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Palavras-chave</FONT></B><FONT face="Verdana" size=2>: barra de cereais, estocagem, lipase, peroxidase, vitamina C, vitamina E.</FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><B><FONT face="Verdana" size=2>SUMMARY </FONT> </B></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Cereal-based products have become an excellent vehicle for delivering tasty functional food ingredients to busy consumers. One emerging trends is food products formulates with soy protein because of its proven health benefits. Because of the potential usefulness of these products, it was considered of interest to determine the stability of cereal bars based on soy protein, wheat germ and oat, enriched with vitamin C (ascorbic acid) and E (acetate of a-tocopherol 50%), during the storage. Three films with different properties of barrier (A: PET/PEBD; B: PETMET/PEBD; C: PET/PEBD/AL/PEBD) were used as packing and the cereal bars were stored at temperature (25±2°C) and relative humidity ambient (56%) for six months. The stability of vitamin C, vitamin E and, its lipase and peroxidase activity was verified. During the study, the cereal bars packed in three tested films presented retention in the vitamin C lesser that 50%. However, packing structuralized with aluminum (C) leaf provided to minor speed of reaction during the storage, k=0,00437 (-day), and greater time of half-life (146 days). The vitamin E (acetate of a-tocopherol) in the cereal bars presented a little variation during the storage. It had a significant (p<font FACE="Times,Times New Roman" SIZE="1"><font FACE="Symbol">£</font></font> 0,05) increase in the peroxidase activity at 90 days of storage in the packages tested, while that the lipase activity demonstrated no significant increase during the period studied. </FONT></P> <B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Key words</FONT></B><FONT face="Verdana" size=2>: cereal bars, storage, lipase, peroxidase, vitamin C, vitamin E.</FONT></P> <FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=2>    <P ALIGN="center"><B><FONT face="Verdana" size=2> High protein and vitamin cereal bars: enzymatic and vitamins C and E stability during storage</FONT></B></P>     <P ALIGN="left">&nbsp; </FONT> <B><FONT face="Verdana" size=2>RECIBIDO: 10-02-2006</FONT></B></P>     <P ALIGN="left"><b><font face="Verdana" size="2">ACEPTADO: 14-07-2006</font></b></P>     <P ALIGN="left"><b><font face="Verdana" size="2">INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</font></b></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>A tend&ecirc;ncia de consumir mais alimentos nutritivos no lugar de doces e guloseimas tem levado ao aparecimento de novos tipos de produtos tais como barras de cereais diversificadas, com varia&ccedil;&otilde;es como cobertura de chocolate ou incorpora&ccedil;&atilde;o de diferentes frutas e castanhas. Como o consumo de cereais vem se expandindo al&eacute;m do caf&eacute; da manh&atilde; para qualquer hora do dia, estes produtos v&ecirc;m se tornando um excelente ve&iacute;culo para se incluir ingredientes com alega&ccedil;&atilde;o funcional no mercado consumidor. Os cereais est&atilde;o crescentemente exercendo papel vital no estilo de vida moderno por causa da conveniente forma os quais podem ser utilizados, incluindo produtos prontos para consumir, instant&acirc;neos, barras de cereais e barras energ&eacute;ticas. Uma tend&ecirc;ncia emergente s&atilde;o os produtos formulados com prote&iacute;na de soja por promoverem benef&iacute;cios &agrave; sa&uacute;de. As mulheres, em especial, representam um novo nicho de mercado de produtos desenvolvidos para encontrar necessidades nutricionais espec&iacute;ficas (1). </FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Dentro dos produtos a base de cereais, as barras podem fornecer importante suplementa&ccedil;&atilde;o de calorias e elementos nutritivos como lip&iacute;deos, fibras, prote&iacute;nas, minerais e vitaminas. Entretanto, possuem consider&aacute;vel conte&uacute;do de lip&iacute;deos e grande quantidade de &aacute;cidos graxos polinsaturados, tornando-os suscept&iacute;veis &aacute; deteriora&ccedil;&atilde;o oxidativa, que reduz sua estabilidade durante o armazenamento (2). A rancidez oxidativa das gorduras pode resultar no desenvolvimento de produtos t&oacute;xicos, mudan&ccedil;as de colora&ccedil;&atilde;o, de textura e perda de valor nutricional, devido &agrave; destrui&ccedil;&atilde;o de vitaminas e &aacute;cidos graxos essenciais (3). A oxida&ccedil;&atilde;o &eacute; catalisada por uma s&eacute;rie de fatores tais como oxig&ecirc;nio, luz, calor, metais, pigmentos, condi&ccedil;&otilde;es alcalinas, e grau de insatura&ccedil;&atilde;o das gorduras. </FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Assim, foi considerado de interesse determinar a estabilidade de vitaminas e a atividade das enzimas peroxidase e lipase em barra de cereais a base de prote&iacute;na de soja, g&eacute;rmen de trigo e aveia, suplementada de vitamina C (&aacute;cido asc&oacute;rbico) e fortificada de vitamina E (acetato de <font FACE="Times,Times New Roman" SIZE="2"><font FACE="Symbol">a</font> -</font>tocoferol 50%), durante armazenamento de seis meses em tr&ecirc;s diferentes tipos de embalagens. </FONT></P> <B>    <P ALIGN="left"><FONT face="Verdana" size=2>Material e&nbsp; Métodos&nbsp; </FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Prepara&ccedil;&atilde;o das barras de cereais </FONT></P> </B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Os ingredientes utilizados na manufatura das barras de cereais, bem como o processo de fabrica&ccedil;&atilde;o seguem o descrito por Freitas e Moretti (4). A <a href="#t1"> Tabela 1 </a> mostra a formula&ccedil;&atilde;o e a composi&ccedil;&atilde;o centesimal aproximada da barra de cereais desenvolvida.&nbsp; </FONT></P> <FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=2> </FONT> <B>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Armazenamento </FONT></P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Foram utilizados tr&ecirc;s filmes de embalagem com diferentes caracter&iacute;sticas de espessura, taxa de permeabilidade ao vapor de &aacute;gua (TPVA) e ao oxig&ecirc;nio (TPO<SUB>2</SUB>) os quais foram especificados por Freitas e Moretti (4). </FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>As barras de cereais foram embaladas e armazenadas em condi&ccedil;&otilde;es de temperatura (25±2°C) e umidade relativa (56%) ambiente por um per&iacute;odo de seis meses. A atividade das enzimas l&iacute;pase, peroxidase, e determina&ccedil;&otilde;es das vitaminas C e E foram realizadas durante o armazenamento logo ap&oacute;s o processamento, ap&oacute;s 45 dias, 90 dias, 135 dias e 180 dias, conforme ASTM (5). </FONT></P> <B>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>An&aacute;lise de vitamina C e vitamina E </FONT></P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Foram realizadas as determina&ccedil;&otilde;es quantitativas de &aacute;cido asc&oacute;rbico pelo m&eacute;todo padr&atilde;o da AOAC (6) modificado por Benassi (7); e de vitamina E por HPLC segundo Leenheer et al. (8). O teor de vitamina E na barra de cereais foi extra&iacute;do a partir de 2,5 g de amostra de barra de cereais, previamente congelada e reduzida em moinho, em 25,0ml de dimetilsulf&oacute;xido (DMSO) em agita&ccedil;&atilde;o magn&eacute;tica por 20 minutos. Foi utilizada Coluna ODS 2 (150 x 4,6 mm) e detector UV a 280nm . A fase m&oacute;vel foi metanol 100% a 2,0ml/min. Utilizou-se padr&atilde;o vitamina E 50% tipo CWS/F (Roche Vitaminas Brasil Ltda). </FONT></P> <FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=2>     <P ALIGN="center"><a name="t1"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v56n3/art10%20tab1.jpg" width="250" height="560"></a>&nbsp;</P> </FONT>     
<p ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="1">* Mistura de açúcar cristal e melaço de cana na proporção de 95:5</font></p>     <p ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="1">** O gérmen de trigo teve seu teor de umidade ajustado para 28% e a torração foi realizada em estufa a 180°C por 8 minutos.</font></p> <sup>     <p ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="1">*</font></sup><font face="Verdana" size="1">Freitas e Moretti (2004)<sup>*</sup>; dados representam média de três replicatas ± estimativa do desvio padrão</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="1">† Proteína, % (N x 5,7)</font></p>     <p ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="1">‡ Teor de carboidratos calculado por diferença.&nbsp;</font></p> <font SIZE="2" FACE="Times,Times New Roman"></font><sup>     <p ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="1">* </font></sup><font face="Verdana" size="1">FREITAS, D. G. C.; MORETTI, R. H. Desenvolvimento, caracterização e avaliação sensorial de barra de cereais de alto teor protéico e vitamínico à base de proteína texturizada de soja, gérmen de trigo e aveia. In: FREITAS, D. G. C. <b>Desenvolvimento e Estudo da Estabilidade de Barra de Cereais de Elevado Teor Protéico e Vitamínico</b>. 2005. Tese (Doutor em Tecnologia de Alimentos) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2005.&nbsp;</font></p> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Atividade enzim&aacute;tica </FONT></P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>A atividade de lipase foi medida atrav&eacute;s de m&eacute;todo usado por Kaur et al. (9). A atividade de peroxidase foi medida por espectrofotometria de acordo com Ekstrand et al. (10). Depois de invers&atilde;o r&aacute;pida da cubeta, fez-se a leitura a 420nm. Foram realizadas triplicatas de cada amostra em leituras de 5 minutos. </FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Previamente &agrave;s an&aacute;lises, a homogeneiza&ccedil;&atilde;o das amostras foi realizada atrav&eacute;s da desintegra&ccedil;&atilde;o da barra nas solu&ccedil;&otilde;es tamp&atilde;o indicadas nos respectivos m&eacute;todos, numa propor&ccedil;&atilde;o de 1:2 (amostra : solu&ccedil;&atilde;o). </FONT></P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>An&aacute;lise dos dados </FONT></P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Os dados obtidos foram avaliados pelo m&eacute;todo de an&aacute;lise de vari&acirc;ncia (ANOVA) e teste F com compara&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dias pelo teste de Tukey (p<font FACE="Times,Times New Roman" SIZE="1"><font FACE="Symbol">£</font></font>0,05), ambos do software estat&iacute;stico SAS (11). O modelo matem&aacute;tico para a cin&eacute;tica da rea&ccedil;&atilde;o de degrada&ccedil;&atilde;o de vitamina C, segundo Labuza (12), foi definido pelo m&eacute;todo de estima&ccedil;&atilde;o linearizada (ou n&atilde;o linearizada) no programa Statistica 5.0 (13).&nbsp; </FONT></P> <FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=2> </FONT> <B>    <P ALIGN="left"><font face="Verdana"><FONT face="Verdana" size=2>Resultados e Discussão&nbsp;</FONT></font></P> </B> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Cin&eacute;tica de rea&ccedil;&atilde;o de degrada&ccedil;&atilde;o da vitamina C </FONT></P> </B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Na <a href="#t2"> Tabela <I>2</I> </a> est&atilde;o descritos os teores de vitamina C nas barras de cereais durante o per&iacute;odo de estocagem. A partir destes dados, determinou-se a ordem da rea&ccedil;&atilde;o e os par&acirc;metros da cin&eacute;tica de sua degrada&ccedil;&atilde;o nas barras de cereais embaladas nos filmes A, B e C (<a href="#t3">Tabela 3</a>). </FONT></P> <FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=2>     <P ALIGN="center"><a name="t2"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v56n3/art10%20tab2.jpg" width="380" height="250"></a></P> </FONT>     
<p ALIGN="left"><font face="Verdana" size="1">Dados representam média de três replicatas ± estimativa do desvio padrão</font></p> <sup>     <p ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="1">a-e</font></sup><font face="Verdana" size="1">: Médias com letras minúsculas diferentes, na mesma coluna, diferem entre si estatisticamente (p£ 0,05) durante tempo de estocagem</font></p> <sup>     <p ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="1">A-C</font></sup><font face="Verdana" size="1">: Médias com letras maiúsculas diferentes, na mesma linha, diferem entre si estatisticamente (p£ 0,05) entre as embalagens</font></p>     <p ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="1">Embalagem A: PET/PEBD; embalagem B: PETmet/PEBD; embalagem C: PET/PEBD/AL/PEBD.</font></p>     <P ALIGN="left">&nbsp;</P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>As rea&ccedil;&otilde;es de degrada&ccedil;&atilde;o da vitamina C se ajustaram ao modelo cin&eacute;tico de primeira ordem, linearizado, para os tr&ecirc;s filmes de embalagem. Nos alimentos, a maioria das rea&ccedil;&otilde;es que representam importantes perdas de qualidade &eacute; caracterizada por modelos de ordem zero (qualidade de alimentos congelados, escurecimento n&atilde;o enzim&aacute;tico) ou modelos de primeira ordem (perda de vitaminas, crescimento ou morte de microorganismos, oxida&ccedil;&atilde;o da cor, perda de textura em termicamente processados) (14). </FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Os par&acirc;metros utilizados na determina&ccedil;&atilde;o do modelo mais ajustado para a rea&ccedil;&atilde;o de perda de vitamina C nas embalagens testadas foram o valor do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o linear R<SUP>2</SUP> (o mais pr&oacute;ximo da unidade), e o valor do desvio percentual m&eacute;dio (P), que &eacute; a m&eacute;dia da diferen&ccedil;a percentual relativa entre os valores experimentais e valores preditos. Lomauro et al. (15) mostraram que valores de P menores que 5 representam bom ajuste do modelo, enquanto que valores de P maiores que 10, um ajuste deficiente do modelo. </FONT></P>     <P ALIGN="center"><a name="t3"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v56n3/art10%20tab3.jpg" width="440" height="403"></a></P>     
]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><font face="Verdana" size="2">Para a cin&eacute;tica da rea&ccedil;&atilde;o de primeira ordem, o c&aacute;lculo da constante de velocidade de rea&ccedil;&atilde;o (k) &eacute; dado pela equa&ccedil;&atilde;o k=(ln A – ln A<SUB>t</SUB>)/t, onde a linha reta &eacute; obtida plotando o logaritmo neperiano da vari&aacute;vel versus o tempo da rea&ccedil;&atilde;o. Atrav&eacute;s da constante de velocidade da rea&ccedil;&atilde;o (k) p&ocirc;de-se calcular o tempo de meia vida (t<SUB>1/2</SUB>) da rea&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, o tempo para que a concentra&ccedil;&atilde;o de vitamina C se reduza &agrave; metade do valor inicial.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>No per&iacute;odo de 180 dias, as barras de cereais embaladas nos tr&ecirc;s filmes testados apresentaram uma reten&ccedil;&atilde;o de menos que 50%, variando o conte&uacute;do final de &aacute;cido asc&oacute;rbico entre 178,48mg/100g<SUP> </SUP>e 298,78mg/100g. A embalagem C, composta com folha de alum&iacute;nio, proporcionou menor velocidade de rea&ccedil;&atilde;o ao logo do per&iacute;odo de armazenagem, k=0,00437 (-dia), e maior tempo de meia vida de 146 dias (<a href="#t3">Tabela 3</a>). Embora o filme A composto de polietileno e polipropileno tenha apresentado maior taxa de permeabilidade ao oxig&ecirc;nio que o filme B, com estrutura metalizada, proporcionou menor velocidade de degrada&ccedil;&atilde;o da vitamina C nas barras de cereais e maior tempo de meia vida, apresentando uma diferen&ccedil;a de 19 dias. </FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>A principal causa da degrada&ccedil;&atilde;o da vitamina C &eacute; a oxida&ccedil;&atilde;o aer&oacute;bica ou anaer&oacute;bica, ambas levando &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de furalde&iacute;dos, compostos que polimerizam facilmente e formam pigmentos escuros (16). Segundo Nagy (17), ap&oacute;s o consumo do oxig&ecirc;nio livre das embalagens, as rea&ccedil;&otilde;es anaer&oacute;bicas predominam, entre elas, a degrada&ccedil;&atilde;o de &aacute;cido asc&oacute;rbico, mas em menor velocidade que sob condi&ccedil;&otilde;es aer&oacute;bicas. A degrada&ccedil;&atilde;o do &aacute;cido asc&oacute;rbico foi atribu&iacute;da &agrave; rea&ccedil;&atilde;o de oxida&ccedil;&atilde;o aer&oacute;bica, uma vez que ambas as embalagens apresentaram-se perme&aacute;veis ao oxig&ecirc;nio. &Iacute;ons met&aacute;licos e as enzimas &aacute;cido asc&oacute;rbico oxidase, citocromo oxidase, fenolase e peroxidase, s&atilde;o catalisadores da rea&ccedil;&atilde;o de oxida&ccedil;&atilde;o da vitamina C (18), o que justificaria o fato da maior velocidade de rea&ccedil;&atilde;o nas barras de cereais embaladas no filme B, de maior taxa de permeabilidade ao vapor de &aacute;gua, o que proporcionaria a intera&ccedil;&atilde;o da umidade e oxig&ecirc;nio, favorecendo o efeito de catalisadores na rea&ccedil;&atilde;o de degrada&ccedil;&atilde;o. </FONT> </P> <B>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Estabilidade de vitamina E </FONT></P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Os teores de vitamina E nas barras de cereais apresentaram pequenas varia&ccedil;&otilde;es durante o armazenamento (<a href="#t4">Tabela 4</a>), n&atilde;o havendo diferen&ccedil;a significativa (p&#163; 0,05) entre os teores determinados no primeiro e &uacute;ltimo dia do per&iacute;odo analisado, para ambas as embalagens testadas. </FONT></P> <FONT FACE="Times,Times New Roman" SIZE=2>     <P ALIGN="center"><a name="t4"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v56n3/art10%20tab4.jpg" width="400" height="220"></a></P> </FONT>     
<P ALIGN="left"><font SIZE="1" face="Verdana">Dados representam média de três replicatas ± estimativa do desvio padrão</font></P> <sup>     <p ALIGN="JUSTIFY"><font SIZE="1" face="Verdana">a-e</font></sup><font SIZE="1" face="Verdana">: Médias com letras diferentes, na mesma coluna, diferem entre si estatisticamente (p£ 0,05) pelo teste de Tukey</font></p>     <p ALIGN="JUSTIFY"><font SIZE="1" face="Verdana">Embalagem A: PET/PEBD; embalagem B: PETmet/PEBD; embalagem C: PET/PEBD/AL/PEBD.</font></p>     <P ALIGN="left">&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>O comportamento da vitamina E adicionada nas barras de cereais confirmou a maior estabilidade dos derivados do tocoferol. Os tocofer&oacute;is s&atilde;o lentamente oxidados pelo oxig&ecirc;nio atmosf&eacute;rico. Por outro lado, esta oxida&ccedil;&atilde;o &eacute; acelerada com exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; luz (radia&ccedil;&atilde;o UV), calor e &aacute;lcali e na presen&ccedil;a de sais de ferro e cobre. Os &eacute;steres derivados dos tocofer&oacute;is, como o acetato de <font FACE="Times,Times New Roman" SIZE="2"><font FACE="Symbol">a</font> -</font>tocoferol e succinato de &#97; -tocoferol, apresentam maior estabilidade em rela&ccedil;&atilde;o ao oxig&ecirc;nio, &iacute;ons met&aacute;licos, luz e calor, sendo formas de maior interesse comercial (19,20). </FONT></P> <B>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Atividade enzim&aacute;tica </FONT></P> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Os valores da atividade das enzimas peroxidase e lipase nas barras de cereais durante o per&iacute;odo de estocagem nas diferentes embalagens est&atilde;o descritos na <a href="#t5"> Tabela 5</a>. </FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>O desenvolvimento de rancidez em cereais e seus produtos tem tomado grande aten&ccedil;&atilde;o na literatura, pois s&atilde;o conhecidas por alterar flavor, cor, textura e qualidade nutricional de alimentos <I>in natura</I> e processados. O processo &eacute; facilitado ou catalisado por diversos fatores. Os principais agentes s&atilde;o, no entanto, as enzimas, particularmente lipase, lipoxigenase e peroxidase, e temperatura (21). As lipases, as quais atacam somente as liga&ccedil;&otilde;es acil de triacilglicer&oacute;is insol&uacute;veis, provocam a rancifica&ccedil;&atilde;o hidrol&iacute;tica que &eacute; o resultado desta hidr&oacute;lise de glicer&iacute;deos produzindo caracter&iacute;sticas organol&eacute;pticas indesej&aacute;veis ao alimento (22).</FONT> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>A peroxidase, um membro de um extenso grupo de enzimas chamadas oxidoredutases, tem uma rela&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica com &quot;off-flavors&quot; e &quot;off-colors&quot; em vegetais <I>in natura</I> e processados (23). Segundo Bruemmer et al. (24), a enzima &eacute; relativamente est&aacute;vel a inativa&ccedil;&atilde;o pelo calor e pode ser regenerada sob certas condi&ccedil;&otilde;es. Burnette (23) afirma que quanto mais curto o tempo de exposi&ccedil;&atilde;o ao calor, maior a por&ccedil;&atilde;o de enzima subseq&uuml;entemente regenerada. O autor reporta que 6 minutos a 121°C &eacute; necess&aacute;rio para inativar a peroxidase em ervilhas. Amostras tratadas a 130°C por 36 segundos reduziram em 6% a atividade de peroxidase depois de 1-2 dias de estocagem. Ap&oacute;s 5 dias, a atividade aumentou para 10% da prepara&ccedil;&atilde;o original.</FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Os resultados apresentados na <a href="#t5"> Tabela 5</a> indicaram que houve um aumento significativo da atividade da peroxidase durante o per&iacute;odo de 90 dias de estocagem, provavelmente devido &agrave; regenera&ccedil;&atilde;o. Embora o tratamento de torra&ccedil;&atilde;o do g&eacute;rmen de trigo tenha sido severo (180°C durante 8 minutos), o processo n&atilde;o dotava de um sistema de homogeneiza&ccedil;&atilde;o, o que implicaria na poss&iacute;vel inativa&ccedil;&atilde;o incompleta nas camadas inferiores. Segundo Sehyan et al. (21), tratamentos t&eacute;rmicos aplicados por maior tempo que o usual s&atilde;o requeridos para prevenir a regenera&ccedil;&atilde;o da atividade da peroxidase em alimentos. A regenera&ccedil;&atilde;o ocorre provavelmente devido &agrave; enzima n&atilde;o ser completamente ou irreversivelmente inativada. Os fatores que afetam a regenera&ccedil;&atilde;o da atividade de peroxidase compreendem m&eacute;todo usado para detec&ccedil;&atilde;o da atividade, a severidade do tratamento t&eacute;rmico combinado com o tempo, e as condi&ccedil;&otilde;es de estocagem da enzima inativada. Aos 90 dias de estocagem, a maior atividade se deu nas barras de cereais embaladas no filme A (PET/PEBD), de maior permeabilidade ao oxig&ecirc;nio (TPO<SUB>2</SUB> 0,215cm<SUP>3</SUP>/m<SUP>2</SUP>.dia.atm), diferindo significativamente (p<font FACE="Times,Times New Roman" SIZE="2"><font FACE="Symbol">£</font></font>0,05) das embalagens B (PETmet/PEBD) e C (PET/PEBD/AL/PEBD) no mesmo per&iacute;odo.</FONT></P>     <P ALIGN="center"><a name="t5"><img border="0" src="/img/fbpe/Alan/v56n3/art10%20tab5.jpg" width="370" height="415"></a></P>     
<P ALIGN="JUSTIFY"><font SIZE="1" face="Verdana">Dados representam média de três replicatas ± estimativa do desvio padrão</font></P> <sup>     <p ALIGN="JUSTIFY"><font SIZE="1" face="Verdana">a-e</font></sup><font SIZE="1" face="Verdana">: Médias com letras minúsculas diferentes, na mesma coluna, diferem entre si estatisticamente (p£ 0,05) durante tempo de estocagem</font></p> <sup>     <p ALIGN="JUSTIFY"><font SIZE="1" face="Verdana">A-C</font></sup><font SIZE="1" face="Verdana">: Médias com letras maiúsculas diferentes, na mesma linha, diferem entre si estatisticamente (p£ 0,05) entre as embalagens</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p ALIGN="JUSTIFY"><font SIZE="1" face="Verdana">Embalagem A: PET/PEBD; embalagem B: PETmet/PEBD; embalagem C: PET/PEBD/AL/PEBD.&nbsp;</font></p> <b><font FACE="Times,Times New Roman" SIZE="2"></font></b>     <P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>A temperatura ambiente durante o armazenamento favoreceu a atividade e regenera&ccedil;&atilde;o da enzima. Como para todas as enzimas, a atividade de peroxidase aumenta com o aumento da temperatura at&eacute; aproximadamente 40°C, devido &agrave; a&ccedil;&atilde;o normal da temperatura sobre todas as rea&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas e bioqu&iacute;micas (21). Em um trabalho com ervilhas que foram branqueadas suficientemente para inativar a atividade da peroxidase original, Burnette (23) reportou que a regenera&ccedil;&atilde;o usualmente ocorre em poucas horas se o produto &eacute; deixado &agrave; temperatura ambiente.</FONT> </P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Ap&oacute;s 90 dias de estocagem, houve um decl&iacute;nio significante na atividade de peroxidase nas barras de cereais, em todas as embalagens testadas. Este fato foi atribu&iacute;do &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o do oxig&ecirc;nio dispon&iacute;vel no interior das embalagens, o oxig&ecirc;nio residual do processo de selagem. O aumento na atividade da enzima at&eacute; o final do per&iacute;odo estudado foi atribu&iacute;do ao oxig&ecirc;nio transferido do ambiente atrav&eacute;s das embalagens, sendo a atividade da peroxidase mais elevada nas barras embaladas no filme A, de maior taxa de permeabilidade ao oxig&ecirc;nio, diferente estatisticamente dos filmes B e C no mesmo per&iacute;odo.</FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Durante o armazenamento sob condi&ccedil;&otilde;es ambiente, a atividade da lipase se apresentou de maneira muito semelhante nas barras de cereais embaladas nos filmes B e C, sem varia&ccedil;&otilde;es significativas. No filme A, a atividade de lipase se manteve constante at&eacute; 90 dias de armazenamento, tendendo a um decl&iacute;nio significativo ap&oacute;s este per&iacute;odo. A atividade de lipase n&atilde;o demonstrou aumento significativo durante os 180 dias de estocagem, o que n&atilde;o acarretaria danos e perdas de qualidade a barra de cereais com rela&ccedil;&atilde;o a rancidez hidrol&iacute;tica, demonstrando o efeito eficaz do tratamento t&eacute;rmico de torra&ccedil;&atilde;o realizado nos ingredientes g&eacute;rmen de trigo e aveia, para esta enzima.&nbsp;</FONT></P> <B>     <p ALIGN="left"><font SIZE="2" face="Verdana">Conclusão&nbsp;</font></p> </B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>As diferentes propriedades dos filmes de embalagem estudados tiveram influ&ecirc;ncia significativa (p<font FACE="Times,Times New Roman" SIZE="2"><font FACE="Symbol">£</font></font>0,05) na estabilidade da vitamina C e atividade da peroxidase nas barras de cereais durante o armazenamento. As barras de cereais embaladas em filme de PET/PEBD/AL/PEBD (C) apresentaram maior preserva&ccedil;&atilde;o da vitamina e estabilidade enzim&aacute;tica, conferindo maior efici&ecirc;ncia com rela&ccedil;&atilde;o a estas caracter&iacute;sticas. As rea&ccedil;&otilde;es de degrada&ccedil;&atilde;o da vitamina C atribu&iacute;das &agrave; oxida&ccedil;&atilde;o aer&oacute;bica se ajustaram ao modelo cin&eacute;tico de primeira ordem, linearizado, representando uma reten&ccedil;&atilde;o menor que 50% durante o per&iacute;odo de estocagem. Houve regenera&ccedil;&atilde;o da enzima peroxidase durante o in&iacute;cio do per&iacute;odo de estocagem, e a varia&ccedil;&atilde;o na sua atividade foi dependente do conte&uacute;do de oxig&ecirc;nio residual ou transferido do ambiente atrav&eacute;s das embalagens.</FONT></P>     <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>Os teores de vitamina E (acetato de <font FACE="Times,Times New Roman" SIZE="2"><font FACE="Symbol">a</font> -</font>tocoferol) e a atividade de lipase nas barras de cereais apresentaram pequenas varia&ccedil;&otilde;es durante o armazenamento nos tr&ecirc;s filmes de embalagens testados.</FONT></P> <B>    <P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" SIZE=2>Referências&nbsp; </FONT> </P>  </B>    <!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>1. Tockman J. Capitalizing on increasing consumer interest in soy protein.  Cereal Foods World 2002; 47: 172-174. </FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469993&pid=S0004-0622200600030001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>2. Est&eacute;vez AM, Escobar B, V&aacute;zquez M, Castillo E, Araya E, Zacar&iacute;as I. Cereal and nut bars, nutritional quality and storage stability.  Plant Food Hum Nutr 1995; 47: 309-317. </FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469994&pid=S0004-0622200600030001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>3. Dziezak, J. D.  Preservatives: antioxidants. The ultimate answer to oxidation.  Food Technol. 1986; 40: 94-102. </FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469995&pid=S0004-0622200600030001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>4. Freitas DGC, Moretti RH.  Barras de cereais elaboradas com prote&iacute;na de soja e g&eacute;rmen de trigo, caracter&iacute;sticas f&iacute;sico-qu&iacute;micas e textura durante armazenamento.  Arch Latinoamer Nutr 2005; 55: 299-304. </FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469996&pid=S0004-0622200600030001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>5. ASTM. American Society For Testing And Material.  Standard guide for the shelf life determination of consumer products by sensory evaluation.  Philadelphia: ASTM International; 1993. </FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469997&pid=S0004-0622200600030001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>6. Official Methods of Analysis of AOAC International.  16th  ed. 3rd rev. Gaithersburg, MD: AOAC International; 1997. </FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469998&pid=S0004-0622200600030001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>7. Benassi MT. An&aacute;lise dos estudos de diferentes par&acirc;metros na estabilidade de vitamina C em vegetais processados. MS Thesis,  Faculdade de Engenharia de Alimentos, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, BR; 1990. </FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=469999&pid=S0004-0622200600030001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>8. Leenheer AP, Lambert WE, Ruyter MGM.  Modern Chromatographic Analysis of the Vitamins. New York: Marcel Decker; 1985. </FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470000&pid=S0004-0622200600030001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>9. Kaur J, Ramamaurthy V, Kothari RM. Characterization of oat lipase for lipolysis of rice bran oil. Biotechnology Letters 1993; 15: 257-262. </FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470001&pid=S0004-0622200600030001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>10. Ekstrand B, Gangby I, Akesson G. Lipase activity in oats – Distribution, pH dependence, and heat inactivation.  Cereal Chem 1992; 69: 379-381. </FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470002&pid=S0004-0622200600030001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>11. SAS Institute.  SAS User’s Guide: statistics.  Cary, USA: SAS Inst., 1993. </FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470003&pid=S0004-0622200600030001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>12. Labuza TP.  Shelf life dating of foods.  Westport: Food &amp; Nutrition Press Inc; 1982. </FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470004&pid=S0004-0622200600030001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>13. StatSoft, Inc.  Statistica for Windows (Computer program manual).  Tulsa, OK: StatSoft, Inc; 1995. </FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470005&pid=S0004-0622200600030001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>14. Taoukis PS, Labuza TP, Saguy IS.  Kinetics of Food Deterioration and Shelf-life Prediction.  In: Valentas KJ, Rotstein E, Singh RP. The Handbook of Food Engineering Practice. Boca Raton: CRC Press, pp 361-402; 1997. </FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470006&pid=S0004-0622200600030001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>15. Lomauro CJ, Bakshi AS, Labuza TP. Evaluation of food moisture sorption isotherm equations. Part I: Fruit, vegetables and meat products.  Lebensm Wiss U–Technology 1985; 18: 111-117. </FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470007&pid=S0004-0622200600030001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>16. Bobbio FO, Bobbio PA. Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; Qu&iacute;mica de Alimentos.  3. ed. 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Qu&iacute;mica do Processamento de Alimentos.  3. ed.  S&atilde;o Paulo:  Livraria Varela; 2001. </FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470014&pid=S0004-0622200600030001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>23. Burnette FS. Peroxidase and its relationship to food flavor and quality: a review.  J Food Sci 1977; 42: 1-6. </FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=470015&pid=S0004-0622200600030001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="JUSTIFY"><FONT face="Verdana" size=2>24. Bruemmer JH, Bongwoo R, Bowen ER. 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