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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação do consumo alimentar de pré-escolares do Distrito Federal, Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective was to assess food consumption among children attending non-profit nurseries in the Federal District, Brazil.A representative sample was obtained and stratified by income. Food intake among 678 children, between 4 and 82 months old, was analyzed in nine nurseries using the 24-h dietary recall and direct food weighing methods. In children under 13 months old mean intake was above AI between 93.6 to 100% for carbohydrates, proteins, vitamins B1, B2, B12, B6, and zinc. In children from 7-12 months 56.5% presented iron consumption below EAR. Calcium intake was above AI for 35.4% of children over 1 year old. For vitamins with EAR values, the prevalence of inadequate consumption was 53.2% for vitamin E, and 90% for folate for children over 12 months old. Iron and zinc intake was above UL for 6.4% and 32.5% of children under 1 year old, and 1.5% and 5.3% for the remaining children, respectively. Lipid percentage distribution range among children between 13 and 47 months old was within the acceptable range for only 16.2%. Nonetheless, children between 36 and 82 months of both genders presented mean intake below energy requirements. Inadequate consumption observed for some nutrients points to the need for improvements in the standard of meals and nutritional assistance offered to children enrolled in charitably run nurseries in the Federal District.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  					    <p align="center"><font face="Verdana"><b>Avaliação do consumo alimentar de pré-escolares do Distrito Federal, Brasil</b></font></p>                         <p align="center"><b><font size="2" face="Verdana">Renata                      Couto Falcão Gomes, Teresa Helena Macedo da Costa, Bethsáida                      de Abreu Soares Schmitz</font></b></p>                         <p align="justify"><font size="2" face="Verdana">                     Departamento de Nutrição,Universidade de Brasília. Brasília,                      Distrito Federal. Brasil</font></p>                         <p align="justify"><font face="Verdana" size="2"><span>                     <b>RESUMO</b></span></font>    <p align="justify">                     <font face="Verdana" size="2"><span>                     O objetivo foi avaliar o consumo alimentar de crian&ccedil;as freq&uuml;entadoras de creches filantr&oacute;picas do Distrito Federal (DF). A amostra foi representativa e estratificada por grupos de renda, totalizando 678 crian&ccedil;as de 4 a 82 meses de nove creches. O recordat&oacute;rio-24hs e a pesagem direta de alimentos foram empregados na avalia&ccedil;&atilde;o do consumo alimentar. Na an&aacute;lise utilizou-se a metodologia proposta pelas DRIs (Dietary Reference Intakes) com corre&ccedil;&atilde;o da variabilidade intra-pessoal pelo m&eacute;todo de S-Nusser. Nas crian&ccedil;as menores de 13 meses, houve consumo acima da AI entre 93,6 e 100% para carboidratos, prote&iacute;na, vitaminas B1, B2, B12,  B6,  e zinco. Na faixa et&aacute;ria de 7 a 12 meses, 56,5% das crian&ccedil;as consumiram ferro abaixo da EAR.  Para os maiores de 1 ano, o consumo de c&aacute;lcio em 35,4% das crian&ccedil;as foi acima da AI. Para as vitaminas com EAR, a preval&ecirc;ncia de inadequa&ccedil;&atilde;o do consumo foi 53,2% para vitamina E e 90% para folato. Ferro e zinco foram consumidos acima do UL por 6,4% e 32,5% dos menores de 1 ano, e por 1,5% e 5,3% das outras crian&ccedil;as, respectivamente. A distribui&ccedil;&atilde;o percentual de lip&iacute;dios da dieta das crian&ccedil;as de 13 a 47 meses estava dentro da faixa aceit&aacute;vel apenas para 16,2%. No entanto as crian&ccedil;as de 36 a 82 meses, para ambos os g&ecirc;neros, foram as que apresentaram ingest&otilde;es m&eacute;dias inferiores &agrave; necessidade energ&eacute;tica. Conclui-se que a presen&ccedil;a de inadequa&ccedil;&atilde;o do consumo para alguns nutrientes indica a necessidade de melhorias no padr&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o e na assist&ecirc;ncia nutricional das crian&ccedil;as freq&uuml;entadoras de creches filantr&oacute;picas do DF.</span></font>    <p align="justify">                     <font face="Verdana" size="2"><span>                     <b>Palavras chave:</b> Avalia&ccedil;&atilde;o, consumo alimentar, ingest&atilde;o de alimentos, pr&eacute;-escolar.</span></font>    <p align="center">                     <font face="Verdana" size="2"><span>                     <b>Dietary assessment of pre-school children from Federal District Brazil</b></span></font>    <p align="justify">                     <font face="Verdana" size="2"><span>                     <b>SUMMARY</b></span></font>    <p align="justify"><span>                     <font face="Verdana" size="2">The objective was to assess food consumption among children attending non-profit nurseries in the Federal District, Brazil.A representative sample was obtained and stratified by income. Food intake among 678 children, between 4 and 82 months old, was analyzed in nine nurseries using the 24-h dietary recall and direct food weighing methods. In children under 13 months old mean intake was above AI between 93.6 to 100% for carbohydrates, proteins, vitamins B1, B2, B12, B6, and zinc. In children from 7-12 months 56.5% presented iron consumption below EAR. Calcium intake was above AI for 35.4% of children over 1 year old. For vitamins with EAR values, the prevalence of inadequate consumption was 53.2% for vitamin E, and 90% for folate for children over 12 months old. Iron and zinc intake was above UL for 6.4% and 32.5% of children under 1 year old, and 1.5% and 5.3% for the remaining children, respectively. Lipid percentage distribution range among children between 13 and 47 months old was within the acceptable range for only 16.2%. Nonetheless, children between 36 and 82 months of both genders presented mean intake below energy requirements. Inadequate consumption observed for some nutrients points to the need for improvements in the standard of meals and nutritional assistance offered to children enrolled in charitably run nurseries in the Federal District. </font>                     </span>                         ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><span>                     <font face="Verdana" size="2"><b>Key words:</b> Evaluation, food consumption, dietary intake, preschool.</font></span><span><font face="Verdana" size="2">    <p align="justify"></font>                     </span><font face="Verdana" size="2">Recibido: 03/02/2010&nbsp; Aceptado: 05/05/2010                     </font></p>                         <p align="justify"><span>                     <font face="Verdana" size="2"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></span>    <p align="justify">                     <span>                     <font face="Verdana" size="2">A correta avalia&ccedil;&atilde;o do consumo alimentar infantil &eacute; um processo complexo. Nos primeiros anos de vida, existem riscos em rela&ccedil;&atilde;o aos agravos nutricionais, devido &agrave; demanda energ&eacute;tica aumentada, maior exposi&ccedil;&atilde;o a fatores espoliadores e inicia&ccedil;&atilde;o dos h&aacute;bitos e comportamentos alimentares. O conhecimento das pr&aacute;ticas e h&aacute;bitos alimentares contribui para a elucida&ccedil;&atilde;o da cadeia causal de diversos dist&uacute;rbios nutricionais. Para que este conhecimento seja efetivo na maior compreens&atilde;o da epidemiologia nutricional infantil, se faz necess&aacute;rio o uso de m&eacute;todos adequados de inqu&eacute;rito e avalia&ccedil;&atilde;o de consumo alimentar (1).</font></span>    <p align="justify">                     <span>                     <font face="Verdana" size="2">Neste sentido, a partir de 1997, teve in&iacute;cio a publica&ccedil;&atilde;o de uma s&eacute;rie de volumes do Institute of Medicine (IOM) dos Estados Unidos, propondo um grupo de quatro novos valores de refer&ecirc;ncia para avaliar a ingest&atilde;o de nutrientes, as chamadas <i>Dietary Reference Intakes</i> (DRIs). Em 2002, foi publicado o volume delineando as refer&ecirc;ncias para a ingest&atilde;o de energia e a distribui&ccedil;&atilde;o dos macronutrientes (2). </font>                     </span>                         <p align="justify"><span>                     <font face="Verdana" size="2">At&eacute; o momento, s&atilde;o escassas as publica&ccedil;&otilde;es que utilizam esta metodologia na avalia&ccedil;&atilde;o do consumo diet&eacute;tico de crian&ccedil;as. A maioria dos estudos realizados em creches compara, erroneamente, a m&eacute;dia ou mediana de consumo usual de nutrientes com a antiga RDA (Recommended Dietary Allowance) ou aplica parcialmente a metodologia proposta pelo IOM (3,4), o que prejudica a comparabilidade entre os estudos. Tendo em vista a necessidade premente de se avaliar adequadamente o consumo alimentar, utilizando a nova metodologia proposta pelo IOM, e a inexist&ecirc;ncia de dados representativos de consumo infantil no Distrito Federal, o objetivo deste trabalho &eacute; avaliar quantitativamente a ingest&atilde;o alimentar de pr&eacute;-escolares freq&uuml;entadores de creches filantr&oacute;picas do Distrito Federal. </font>                     </span>                         <p align="justify"><span>                     <font face="Verdana" size="2">As creches filantr&oacute;picas garantem atendimento a crian&ccedil;as de baixa renda que n&atilde;o s&atilde;o absorvidas pela rede p&uacute;blica do Distrito Federal. Por dependerem de doa&ccedil;&otilde;es essas institui&ccedil;&otilde;es enfrentam dificuldades operacionais que podem comprometer o fornecimento de uma alimenta&ccedil;&atilde;o equilibrada e balanceada. Considerando que a alimenta&ccedil;&atilde;o infantil tem suas especificidades, torna-se relevante sua an&aacute;lise em ambientes coletivos submetidos a condi&ccedil;&otilde;es desfavor&aacute;veis.</font></span>    <p align="justify">                     <span>                     <font face="Verdana" size="2"><b>METODOS</b></font></span>    <p align="justify">                     <span>                     <font face="Verdana" size="2">Trata-se de um estudo transversal descritivo realizado com menores de 7 anos, de creches filantr&oacute;picas do Distrito Federal. Foi calculada uma amostra representativa por Regi&otilde;es  Administrativas do Distrito Federal, estratificadas segundo renda mensal familiar m&eacute;dia. Utilizou-se a estratifica&ccedil;&atilde;o proposta pela Companhia de Desenvolvimento do Planalto Central (5). As regi&otilde;es administrativas foram agrupadas segundo a renda, tendo sido obtido ao final, tr&ecirc;s grupos, sendo o grupo 1 o de maior renda, e o 3, o de menor renda. A seguir foi calculado o n&uacute;mero m&iacute;nimo amostral para cada um destes grupos, totalizando-se ao final, 877 crian&ccedil;as distribu&iacute;das em 9 creches.</font></span>    <p align="justify">                     <span>                     <font face="Verdana" size="2">Foram exclu&iacute;das do estudo crian&ccedil;as com 7 anos ou mais, crian&ccedil;as que se afastaram da institui&ccedil;&atilde;o durante o per&iacute;odo da pesquisa, aquelas cujos pais ou respons&aacute;veis n&atilde;o tenham autorizado a participa&ccedil;&atilde;o, as que n&atilde;o dispunham de respondentes confi&aacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o aos instrumentos de coleta e aquelas que n&atilde;o freq&uuml;entavam a creche em per&iacute;odo integral. Este &uacute;ltimo crit&eacute;rio e a aus&ecirc;ncia da crian&ccedil;a nos dias de coleta, mesmo ap&oacute;s sucessivas tentativas de obten&ccedil;&atilde;o dos dados, foram os fatores que mais contribu&iacute;ram para a perda amostral, resultando num total de 678 crian&ccedil;as avaliadas, o que correspondeu a 77,3% da amostra prevista. Entretanto, considerando-se a natureza e complexidade desta pesquisa de campo, envolvendo esta faixa et&aacute;ria em espec&iacute;fico, entende-se que esta perda n&atilde;o representou preju&iacute;zo &agrave; an&aacute;lise dos resultados encontrados. As perdas concentraram-se nos grupos 2 (39,7%) e 3 (30,3%). As 678 crian&ccedil;as possu&iacute;am 1 (12,8%), 2 (10,5%) ou 3 (76,7%) dias alimentares completos, sendo esta &uacute;ltima condi&ccedil;&atilde;o, a mais prevalente, o que contribui consideravelmente para um melhor ajuste da corre&ccedil;&atilde;o da variabilidade  intrapessoal dos nutrientes e energia.</font></span>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">                     <span>                     <font face="Verdana" size="2">A coleta dos dados de consumo alimentar utilizou a pesagem direta dos alimentos e o recordat&oacute;rio de 24hs, tendo sido realizada de mar&ccedil;o a dezembro de 2004. Para padroniza&ccedil;&atilde;o da metodologia foi realizado um estudo piloto.</font></span>    <p align="justify">                     <span>                     <font face="Verdana" size="2">A pesagem direta foi feita nas creches em no m&iacute;nimo 3 dias n&atilde;o consecutivos, selecionados aleatoriamente. Para pesar os alimentos foram utilizadas duas balan&ccedil;as cient&iacute;ficas de precis&atilde;o (Marte®), com capacidade m&aacute;xima de 5kg e 2kg, e sensibilidade de 2g  e 1g, respectivamente. Para os l&iacute;quidos, foram utilizados “beckers” pl&aacute;sticos de 50ml, 250ml e 400ml. Eram pesados todos os alimentos servidos &agrave;s crian&ccedil;as, em todas as refei&ccedil;&otilde;es de um mesmo dia. Por meio de observa&ccedil;&atilde;o direta, era verificado se a crian&ccedil;a, repetia, deixava restos ou recusava as prepara&ccedil;&otilde;es, sendo as quantidades correspondentes pesadas, e posteriormente acrescentadas ou deduzidas das por&ccedil;&otilde;es padr&atilde;o, obtendo-se ao final o consumo de cada crian&ccedil;a na creche.</font></span>    <p align="justify">                     <span>                     <font face="Verdana" size="2">No recordat&oacute;rio complementar de 24 horas, respondido pela m&atilde;e ou respons&aacute;vel, constavam os alimentos que eram consumidos em casa, antes e depois da creche, sendo imprescind&iacute;vel que a crian&ccedil;a tivesse freq&uuml;entado a creche no dia anterior. Foi utilizado um registro fotogr&aacute;fico com alimentos, prepara&ccedil;&otilde;es, medidas caseiras e utens&iacute;lios mais usados por crian&ccedil;as pequenas, elaborado especialmente para este estudo. </font>                     </span>                         <p align="justify"><span>                     <font face="Verdana" size="2">A cada dia de pesagem direta na creche foi agregado um dia de recordat&oacute;rio 24hs, formando um dia alimentar. A este dia foi adicionado, quando presente, o teor de nutrientes  ingerido via suplemento, expressando desta forma o consumo                      total de cada crian&ccedil;a. Foram considerados apenas os dias completos de consumo (pesagem direta + recordat&oacute;rio complementar de 24 horas). </font>                     </span>                         <p align="justify"><span>                     <font face="Verdana" size="2">A an&aacute;lise nutricional foi realizada com o software Nutrisurvey for Windows (6). Para an&aacute;lise dos suplementos, o c&aacute;lculo do teor dos nutrientes, quando n&atilde;o dispon&iacute;vel na bula dos produtos, era obtido em comp&ecirc;ndio farmacol&oacute;gico (7).</font></span>    <p align="justify">                     <span>                     <font face="Verdana" size="2">Ap&oacute;s a obten&ccedil;&atilde;o das estimativas do consumo alimentar individual, procedeu-se &agrave; corre&ccedil;&atilde;o da variabilidade intrapessoal dos nutrientes e energia, empregando-se o m&eacute;todo de S-Nusser (8). Utilizou-se uma macro SAS (9) adaptada de estudo de Hoffmann et al (10). O procedimento computacional envolveu a transforma&ccedil;&atilde;o dos dados de ingest&atilde;o do consumo de cada nutriente para uma distribui&ccedil;&atilde;o aproximadamente normal, aplicando-se o m&eacute;todo de Box-Cox. Um fator de achatamento da distribui&ccedil;&atilde;o do consumo foi calculado e utilizado para remo&ccedil;&atilde;o da varia&ccedil;&atilde;o intra-pessoal da m&eacute;dia de cada indiv&iacute;duo. Ao final, as m&eacute;dias corrigidas foram transformadas para a escala original. </font>                     </span>                         <p align="justify"><span>                     <font face="Verdana" size="2">Foram avaliados energia (kcal), macronutrientes (g), vitamina B 1 (mg), vitamina B 2 (mg) vitamina B 6 (mg), vitamina B 12 (mg),  vitamina C (mg), vitamina E (mg), &aacute;cido f&oacute;lico (mcg), c&aacute;lcio (mg), ferro (mg), zinco (mg), fibra (g), &aacute;cidos graxos n-3 (g), &aacute;cidos graxos n-6 (g). </font>                     </span>                         <p align="justify"><span>                     <font face="Verdana" size="2">O percentual de inadequa&ccedil;&atilde;o do consumo foi obtido utilizando-se a Necessidade M&eacute;dia Estimada (Estimated Average Requirement, EAR). Para avaliar o consumo de c&aacute;lcio e a maioria dos nutrientes para os menores de 1 ano, foram utilizados os valores de refer&ecirc;ncia da Ingest&atilde;o Adequada (Adequate Intake, AI). O percentual de indiv&iacute;duos com consumo abaixo do N&iacute;vel Superior Toler&aacute;vel de Ingest&atilde;o (Tolerable Upper Intake Level, UL) foi considerado como percentual de consumo seguro. Para vitamina E e folato, a compara&ccedil;&atilde;o com o valor de refer&ecirc;ncia da UL refere-se ao consumo proveniente apenas de suplementos. Para os demais nutrientes analisados em rela&ccedil;&atilde;o a esta DRI (vitaminas B 6 e C, c&aacute;lcio, ferro e zinco), foram considerados alimentos e suplementos.</font></span>    <p align="justify">                     <span>                     <font face="Verdana" size="2">Foi calculada a propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as maiores de 1 ano cujo consumo se encontrava dentro do Intervalo da Distribui&ccedil;&atilde;o Aceit&aacute;vel dos Macronutrientes (Acceptable Macronutrient Distribuition Range, AMDR), segundo as faixas preconizadas pelo IOM (2). Para as menores de 1 ano os intervalos ainda n&atilde;o foram estabelecidos.</font></span>    <p align="justify">                     <span>                     <font face="Verdana" size="2">A avalia&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o de energia considerou a Necessidade Energ&eacute;tica Estimada (Estimated Energy Requirement, EER) para g&ecirc;nero e idade. Utilizaram-se os valores de refer&ecirc;ncia preconizados para a idade intermedi&aacute;ria de cada faixa et&aacute;ria.</font></span>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">                     <span>                     <font face="Verdana" size="2">Visando contribuir para a an&aacute;lise do consumo de energia, foi avaliado o estado nutricional das crian&ccedil;as a partir da obten&ccedil;&atilde;o das medidas de peso e estatura, segundo metodologia proposta por Jellife (11), para posterior determina&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndices estatura para a idade (E/I) e peso para estatura (P/E). Para pesagem foi utilizada balan&ccedil;a eetr&ocirc;nica Filizola, com capacidade para 150 quilos e graduada em 100g. Para a obten&ccedil;&atilde;o da estatura foi utilizado antrop&ocirc;metro de mesa para os menores de 24 meses. Os maiores de 2 anos foram medidos em p&eacute;, em estadi&ocirc;metro extens&iacute;vel, da marca Seca.</font></span>    <p align="justify">                     <span>                     <font face="Verdana" size="2">A an&aacute;lise dos &iacute;ndices foi feita pelo crit&eacute;rio de escore-Z, tendo como refer&ecirc;ncia os par&acirc;metros do National Center for Health Statistics (NCHS), por meio do software Epi Info 6.04 (12). A propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as que se encontravam abaixo de -2z para E/I foi considerada com consumo deficiente de energia, e as que se encontravam acima de +2z para P/E, com consumo em excesso. Definiu-se como eutrofia os valores encontrados entre -1Z e +1Z, para cada &iacute;ndice.</font></span>    <p align="justify">                     <span>                     <font face="Verdana" size="2">Foi utilizado o programa Excell, vers&atilde;o XP, para c&aacute;lculo das propor&ccedil;&otilde;es, m&eacute;dias e desvios padr&atilde;o dos dados de consumo de macro e micronutrientes. </font>                     </span>                         <p align="justify"><span>                     <font face="Verdana" size="2">O projeto foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de da Universidade de Bras&iacute;lia.</font></span>    <p align="justify">                     <span>                     <font face="Verdana" size="2"><b>RESULTADOS</b></font></span>    <p align="justify">                     <span>                     <font face="Verdana" size="2">Das 678 crian&ccedil;as avaliadas, 370 (54,6%) eram do g&ecirc;nero masculino e 308 (45,4%) do feminino. A idade variou de 4 a 82 meses, sendo predominante a faixa et&aacute;ria maior de 2 anos (80,4%). Dos menores de 2 anos, 102 crian&ccedil;as (76,7%) tinham entre 13 e 23 meses. Na apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados, sempre que considerado relevante, s&atilde;o apresentados dados desagregados em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade (4-6m, 7-12m, 13-47m, 48-82m), que n&atilde;o constam nas tabelas.</font></span>    <p align="justify">                     <span>                     <font face="Verdana" size="2">As tabelas <a href="#TAB1">Tabelas 1</a> e                      <a href="#tab2">2</a> apresentam os resultados da an&aacute;lise nutricional da ingest&atilde;o alimentar habitual (m&eacute;dia e desvio padr&atilde;o) obtidos a partir dos valores corrigidos para a variabilidade intrapessoal dos nutrientes e energia, e o percentual de crian&ccedil;as cuja ingest&atilde;o superou os valores de refer&ecirc;ncia para AI, ou est&atilde;o abaixo da EAR.</font></span>    <p align="center">                     <a name="TAB1">                     <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v60n2/art09tab1.gif" width="464" height="619"></a>    
<p align="center">                     <a name="tab2" href="#tab2">                     <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v60n2/art09tab2.gif" width="465" height="589"></a>    
<p align="justify">                     <span>                     <font face="Verdana" size="2">Observa-se na <a href="#TAB1">Tabela 1</a> que, para 100% das crian&ccedil;as com at&eacute; 12 meses de idade, o consumo das vitaminas B 6 e B 12, prote&iacute;na e zinco superou o valor de refer&ecirc;ncia da AI. Para carboidrato, vitaminas B1, B2 e C, folato e c&aacute;lcio, a ingest&atilde;o adequada (AI) foi alcan&ccedil;ada por uma parcela consider&aacute;vel das crian&ccedil;as (64,5% a 96,8%). </font>                     </span><span>                     <font face="Verdana" size="2">                         ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">Por outro lado, houve baixa propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com consumo acima da AI, para nutrientes como vitamina E (25,8%) e lip&iacute;dios (32,3%). Em rela&ccedil;&atilde;o aos &aacute;cidos graxos n-3 e n-6, constatou-se que nenhuma crian&ccedil;a atingiu o valor de refer&ecirc;ncia da AI. Para ferro, verificou-se um percentual de 56,5% de inadequa&ccedil;&atilde;o de consumo, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; EAR, na faixa de 7 a 12 meses. O consumo m&eacute;dio de fibras foi de 9,1g.</p>                         <p align="justify">Para as crian&ccedil;as de 13 a 82 meses, foram estabelecidos valores de EAR para a maioria dos nutrientes estudados, com exce&ccedil;&atilde;o de c&aacute;lcio, &aacute;cidos graxos n-3 e n-6 e fibras, que possuem AI. Observa-se na                     <a href="#tab2">tabela 2 </a>que apenas uma pequena propor&ccedil;&atilde;o dos pr&eacute;-escolares apresentou ingest&atilde;o m&eacute;dia destes nutrientes superior &agrave; AI. Em rela&ccedil;&atilde;o ao c&aacute;lcio, observou-se consumo m&eacute;dio de 561,8 mg na faixa et&aacute;ria de 13 a 47 meses.</p>                     </font> 					<font face="Verdana" size="2">                         <p align="justify">A partir dos 13 meses, quase a totalidade (93,2-100%) das crian&ccedil;as apresentou o consumo usual acima da EAR para prote&iacute;na, carboidrato, vitaminas B1, B2, B 6, B12, C, ferro e zinco. Por outro lado, 90% e 53,2% das dietas avaliadas encontraram-se inadequadas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; folato e vitamina E, respectivamente (<a href="#tab2">Tabela 2</a>). Para folato, a propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as que alcan&ccedil;aram a necessidade m&eacute;dia estimada foi aproximadamente tr&ecirc;s vezes maior na faixa et&aacute;ria de 13 a 47 meses (14,5%), do que na faixa et&aacute;ria de 48 a 82 meses (4,5%).                     </p>                         <p align="justify">A an&aacute;lise da distribui&ccedil;&atilde;o percentual da adequa&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o dos macronutrientes, em rela&ccedil;&atilde;o ao valor energ&eacute;tico total das dietas consumidas pelas crian&ccedil;as a partir de 13 meses de idade, demonstrou que, para as faixas et&aacute;rias avaliadas, 13 a 47 meses (n=358) e 48 a 82 meses (n=289), a distribui&ccedil;&atilde;o percentual de lip&iacute;dios das dietas ficou abaixo do limite inferior da AMDR para 83,8% e 11,1% das crian&ccedil;as, respectivamente. Observou-se que nenhuma das 647 crian&ccedil;as consumiu lip&iacute;dios acima da faixa de adequa&ccedil;&atilde;o. Em rela&ccedil;&atilde;o aos carboidratos, n&atilde;o foi observado consumo inferior ao percentual recomendado, sendo que s&oacute; 5 crian&ccedil;as ultrapassaram o limite m&aacute;ximo da AMDR. Para todas as crian&ccedil;as, o consumo de energia oriundo da ingest&atilde;o de prote&iacute;nas manteve-se dentro da faixa preconizada para a AMDR.</p>                         <p align="justify">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; UL, para todas as crian&ccedil;as, a ingest&atilde;o de vitamina E e folato pode ser considerada segura, face ao baixo consumo desses nutrientes sob a forma de suplementos.                     </p>                         <p align="justify">Apenas 16,5% das crian&ccedil;as ingeriam suplementos, mas entre as que usavam, 38,7% tinham at&eacute; 12 meses (p<0,05), sendo que o sulfato ferroso foi o suplemento mais utilizado (60,7%) por todas as crian&ccedil;as.</p>                         <p align="justify">O percentual de crian&ccedil;as menores de 13 meses (n=31) com consumo acima dos valores de UL para ferro e zinco foi de 6,4% e 32,3%, respectivamente.</p>                         <p align="justify">Para 100% das crian&ccedil;as de 13 a 82 meses (n=647), o consumo de vitamina B 6 e  c&aacute;lcio, manteve-se dentro dos limites de ingest&atilde;o considerados seguros. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vitamina C, apenas uma crian&ccedil;a consumiu este nutriente acima do limite recomendado. Houve elevada propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as consumindo ferro (98,5%) e zinco (94,7%) abaixo da UL. No entanto, ao desagregar os dados em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade, observou-se que houve consumo superior ao limite toler&aacute;vel de ingest&atilde;o para ferro (2,2%) e zinco (9,5%) na faixa et&aacute;ria de 13 a 47 meses. Por outro lado, a propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as de 48 a 82 meses com ingest&atilde;o de zinco e ferro com consumo acima da UL foi praticamente inexistente (0% e 0,7%, respectivamente).</p>                         <p align="justify">A compara&ccedil;&atilde;o das m&eacute;dias do consumo com os valores de refer&ecirc;ncia de EER para g&ecirc;nero e idade (<a href="#tab3">Tabela 3</a>) indica que apenas as crian&ccedil;as de 36 a 82 meses, para ambos os g&ecirc;neros, tiveram ingest&otilde;es m&eacute;dias inferiores &agrave; EER.</p>                         <p align="center"><a name="tab3">                     <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v60n2/art08tab3.gif" width="467" height="469"></a></p>                         
]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">O diagn&oacute;stico antropom&eacute;trico indicou apenas 6 crian&ccedil;as (0,9%), de 4 a 82 meses, com d&eacute;ficit de peso para estatura (P/E<-2Z). Ainda segundo este &iacute;ndice, observou-se 74,8% de eutrofia, e 2,2%, de sobrepeso (P/E>+2Z). O sobrepeso s&oacute; foi evidenciado entre os maiores de 1 ano, e foi mais preponderante entre os maiores de 35 meses (2,7%).                     </p>                         <p align="justify">Considerando o &iacute;ndice E/I, constatou-se 66,7% de eutrofia e 3,9% de d&eacute;ficit j&aacute; instalado (E/I<-2Z). A baixa estatura para a idade foi mais freq&uuml;ente (5,7%) nas crian&ccedil;as de 13 a 35 meses.</p>                         <p align="justify"><b>Discuss&atilde;o</b></p>                         <p align="justify">A investiga&ccedil;&atilde;o do consumo alimentar est&aacute; sujeita a vi&eacute;ses (13). Visando diminuir sua ocorr&ecirc;ncia, neste estudo foram utilizados dois m&eacute;todos de inqu&eacute;rito. O uso do recordat&oacute;rio de 24hs ficou restrito a uma parte menor do dia alimentar da crian&ccedil;a, sendo a maior parte do consumo relativa &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o na creche, e obtida por um m&eacute;todo bastante preciso, a pesagem direta dos alimentos. Tamb&eacute;m a estimativa das medidas caseiras no recordat&oacute;rio 24hs foi facilitada pelo emprego do registro fotogr&aacute;fico, o que foi particularmente importante em rela&ccedil;&atilde;o aos copos e pratos, devido &agrave; variedade de tamanhos e tipos destinados &agrave;s crian&ccedil;as.</p>                         <p align="justify">O pequeno n&uacute;mero de crian&ccedil;as menores de 13 meses no estudo (n=31) reflete a   realidade local em rela&ccedil;&atilde;o as dificuldades das creches filantr&oacute;picas em atender crian&ccedil;as que demandam maiores cuidados em termos de sa&uacute;de e alimenta&ccedil;&atilde;o e conseq&uuml;entemente, maiores custos. Para estas crian&ccedil;as, a an&aacute;lise da dieta est&aacute; baseada na ingest&atilde;o adequada (AI), e a AI representa a ingest&atilde;o m&eacute;dia do consumo de grupos aparentemente saud&aacute;veis. A propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com consumo superior &agrave; AI pode ser considerada como ingest&atilde;o adequada.</p>                         <p align="justify">Desta forma, pode-se afirmar com seguran&ccedil;a, uma vez que a m&eacute;dia de ingest&atilde;o foi igual ou superior a AI que, para as crian&ccedil;as de 4 a 12 meses, houve consumo adequado de carboidratos, vitaminas B1, B2, B12 e B6, e para os menores de 7 meses, houve adequa&ccedil;&atilde;o do consumo de prote&iacute;na, ferro, zinco e vitamina C. Para os nutrientes com consumo abaixo da AI [lip&iacute;dios, folato, vitamina C (entre 7 e 12 meses de idade), c&aacute;lcio, n-3, n-6 e vitamina E] n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel inferir sobre a adequa&ccedil;&atilde;o do consumo.. Como a AI deve estar acima da EAR, que &eacute; desconhecida, a m&eacute;dia de ingest&atilde;o pode estar bem abaixo da AI e ainda assim existir uma baixa preval&ecirc;ncia de inadequa&ccedil;&atilde;o do nutriente (14). Pelo mesmo motivo, tamb&eacute;m n&atilde;o foi poss&iacute;vel avaliar, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; inadequa&ccedil;&atilde;o, o consumo dos nutrientes que possu&iacute;am AI para os maiores de 1 ano (Ca, n-3, n-6, fibras).                     </p>                         <p align="justify">Estudo populacional dos Estados Unidos (National Health and Nutrition Surveys – NHANES 2001-2002), baseado em inqu&eacute;rito de consumo domiciliar apenas de alimentos, verificou que menos de 3% das crian&ccedil;as de 1 a 8 anos consumiam fibras acima do valor esperado de AI (15). Embora poucas crian&ccedil;as do presente estudo tamb&eacute;m tenham atingido este valor, suas m&eacute;dias de consumo situaram-se em torno do percentil 75 da distribui&ccedil;&atilde;o do consumo usual de fibras das crian&ccedil;as americanas. Isto poderia ser explicado pelo consumo di&aacute;rio de feij&atilde;o nas creches. Barbosa et al (16) avaliando a ingest&atilde;o diet&eacute;tica de 35 crian&ccedil;as de 13 a 35 meses, em uma creche filantr&oacute;pica de Paquet&aacute; (RJ), observaram que houve um aumento substancial no consumo de fibras pelos pr&eacute;-escolares ap&oacute;s seis meses de freq&uuml;&ecirc;ncia &agrave; creche em compara&ccedil;&atilde;o com o momento de entrada na creche. Os autores atribu&iacute;ram esta melhora a uma maior oferta de frutas, hortali&ccedil;as e leguminosas na institui&ccedil;&atilde;o.                     </p>                         <p align="justify">Considerando o consumo de &aacute;cidos graxos, as crian&ccedil;as americanas atingiram em maior propor&ccedil;&atilde;o a AI para n-3 e n-6, em torno de 60 e 70% (3), respectivamente, enquanto a m&eacute;dia de consumo dos pr&eacute;-escolares avaliados neste estudo situou-se abaixo do percentil 5 da distribui&ccedil;&atilde;o do consumo infantil americano.</p>                         <p align="justify">Estudo realizado em creches de Vi&ccedil;osa (4) encontrou 92,8% de crian&ccedil;as, de 24 a 72 meses, apresentando ingest&atilde;o de c&aacute;lcio inferior &agrave; AI, valor superior aos 64,6% encontrados no presente estudo. No entanto, a comparabilidade entre os estudos &eacute; limitada, em fun&ccedil;&atilde;o da n&atilde;o corre&ccedil;&atilde;o da variabilidade intra-pessoal do consumo na investiga&ccedil;&atilde;o de Vi&ccedil;osa, o que afeta sobremaneira os resultados.</p>                         <p align="justify">Os dados do NHANES 2001-2002 (15) indicam que 94% das crian&ccedil;as de 1 a 3 anos e 69%, entre 4 e 8 anos, alcan&ccedil;aram a AI para c&aacute;lcio, percentuais bastante superiores ao deste estudo (57,5% e 8%). As creches oferecem leite geralmente s&oacute; no desjejum, e priorizam as crian&ccedil;as mais novas na distribui&ccedil;&atilde;o deste alimento, o que pode ter contribu&iacute;do para este resultado. Barbosa et al (16) observaram consumo m&eacute;dio de 714,4mg de c&aacute;lcio pelas crian&ccedil;as da creche de Paquet&aacute; (RJ), valor muito superior ao consumo usual das crian&ccedil;as de 13 a 47 meses das creches do DF (561,8mg).</p>                         ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">Em rela&ccedil;&atilde;o aos nutrientes que possuem EAR, pode-se afirmar que houve inadequa&ccedil;&atilde;o de consumo para folato e vitamina E, para maiores de 12 meses, e de ferro, apenas para as crian&ccedil;as de 7 a 12 meses. Para os demais nutrientes, o consumo pode ser considerado adequado para quase todas as crian&ccedil;as.                     </p>                         <p align="justify">Nos Estados Unidos, a propor&ccedil;&atilde;o de consumo de vitamina E abaixo da EAR, entre 1 e 8 anos de idade foi de 80%, e para folato, menos de 3% (15) . A popula&ccedil;&atilde;o do estudo no DF apresentou consumo usual de folato abaixo do percentil 5 da distribui&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o habitual das crian&ccedil;as americanas.                     </p>                         <p align="justify">Em rela&ccedil;&atilde;o ao ferro, a inadequa&ccedil;&atilde;o do consumo foi maior dos 7 aos 12 meses, o que denota a maior vulnerabilidade dessas crian&ccedil;as por estarem em um momento de adapta&ccedil;&atilde;o a novos alimentos. Achado similar foi encontrado em inqu&eacute;rito domiciliar realizado na regi&atilde;o metropolitana de Recife, onde 38% das crian&ccedil;as entre 7 e 11 meses de idade apresentavam consumo inadequado deste nutriente (17). A baixa densidade de ferro nos alimentos complementares &eacute; uma caracter&iacute;stica da alimenta&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as brasileiras desta idade. Desta forma, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de recomenda a ado&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias como fortifica&ccedil;&atilde;o de alimentos infantis e suplementa&ccedil;&atilde;o com ferro medicamentoso (18).                     </p>                         <p align="justify">Foi observado menor consumo domiciliar de carne entre os menores de 24 meses, quando comparado com os maiores de 24 meses.                     </p>                         <p align="justify">A an&aacute;lise da AMDR demonstrou que a participa&ccedil;&atilde;o proporcional dos lip&iacute;dios em rela&ccedil;&atilde;o ao valor energ&eacute;tico total das dietas dos maiores de 1 ano estava inadequada para quase 50% das crian&ccedil;as, fato que favoreceu o baixo consumo observado de vitamina E e a porcentagem baixa de crian&ccedil;as com consumo adequado de &aacute;cidos graxos n-3 e n-6. A defici&ecirc;ncia de lip&iacute;dios, al&eacute;m de comprometer o aporte energ&eacute;tico, pode interferir na adequada absor&ccedil;&atilde;o das vitaminas lipossol&uacute;veis. As crian&ccedil;as mais novas, entre 13 e 47 meses, foram as que apresentaram menor percentual lip&iacute;dico na dieta, talvez em fun&ccedil;&atilde;o, entre outros fatores, do menor consumo de carne, que possui teor razo&aacute;vel deste nutriente, no domic&iacute;lio. As pequenas por&ccedil;&otilde;es de carne e a pouca quantidade de &oacute;leo utilizada nas prepara&ccedil;&otilde;es das creches tamb&eacute;m podem estar relacionadas &agrave; participa&ccedil;&atilde;o inadequada dos lip&iacute;dios nas dietas analisadas.                     </p>                         <p align="justify">Estudo realizado em servi&ccedil;os de sa&uacute;de de Vi&ccedil;osa (3), com crian&ccedil;as de 12 a 35 meses de idade, tamb&eacute;m verificou inadequa&ccedil;&atilde;o de energia proveniente dos lip&iacute;dios, uma vez que 81,5% das crian&ccedil;as avaliadas n&atilde;o atingiram o limite m&iacute;nimo da faixa preconizada. No entanto, 12,6% (12 a 23 meses) a 15,7% (24 a 35 meses) consumiram energia oriunda de lip&iacute;dios acima do limite m&aacute;ximo da AMDR (40%), fato que contrasta com os dados descritos para o Distrito Federal, onde n&atilde;o foi verificado consumo acima da faixa recomendada. Como o estudo citado (3) n&atilde;o relata ter feito corre&ccedil;&atilde;o da variabilidade intra-individual, a obten&ccedil;&atilde;o de valores elevados n&atilde;o reflete necessariamente o consumo habitual das crian&ccedil;as.</p>                         <p align="justify">Em rela&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel de seguran&ccedil;a do consumo de nutrientes, foi constatado o consumo de ferro e zinco acima do limite considerado seguro, com maior magnitude nos menores de 1 ano. O consumo usual acima da UL n&atilde;o pode ser interpretado como a preval&ecirc;ncia de efeitos adversos, pois apenas reflete a propor&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos em risco de vir a apresentar esses efeitos pelo excesso de consumo (19).</p>                         <p align="justify">Estudo populacional dos Estados Unidos encontrou preval&ecirc;ncia de consumo de zinco acima da UL para todas as faixas et&aacute;rias estudadas: 92% (0 -6m), 86% (7-12m), 51% (1-3 anos) e 3% (4-5 anos) (19). Estes valores foram muito superiores aos encontrados no presente estudo, 37,5% (0-6m), 30,4% (7-12m), 9,8% (13-47m) e 0% (48-82m), embora permane&ccedil;a a tend&ecirc;ncia de adequa&ccedil;&atilde;o com o aumento da idade. Provavelmente a diferen&ccedil;a se deve ao maior consumo de alimentos fortificados nos Estados Unidos, principalmente cereais matinais e f&oacute;rmulas infantis.</p>                         <p align="justify">Em rela&ccedil;&atilde;o ao ferro, a menor propor&ccedil;&atilde;o de consumo seguro se deu entre os menores de 13 meses. No entanto, a an&aacute;lise evidenciou que apenas 2 crian&ccedil;as apresentaram consumo superior ao UL, estando o excesso relacionado ao uso de suplementos. Uma vez que o n&uacute;mero de indiv&iacute;duos desta faixa et&aacute;ria &eacute; pequeno, este n&uacute;mero repercutiu na propor&ccedil;&atilde;o obtida (6,4%). Atualmente no Brasil, &eacute; obrigat&oacute;ria a adi&ccedil;&atilde;o de ferro e &aacute;cido f&oacute;lico nas farinhas de trigo e milho, devendo cada 100g fornecer no m&iacute;nimo 4,2mg de ferro e 150mcg de &aacute;cido f&oacute;lico (20). Entretanto, esta fortifica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi considerada neste estudo, uma vez que, naquele momento, o prazo para as empresas se adequarem &agrave; norma ultrapassava o per&iacute;odo da coleta de dados. Neste sentido, n&atilde;o era poss&iacute;vel garantir que os produtos fortificados estariam efetivamente dispon&iacute;veis para consumo (21).                     </p>                         <p align="justify">Na avalia&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o de energia deve-se considerar o peso corporal, uma vez que este, em &uacute;ltima an&aacute;lise, expressa em termos biol&oacute;gicos o equil&iacute;brio de m&eacute;dio prazo entre ingest&atilde;o e gasto de energia (22). Com base no diagn&oacute;stico antropom&eacute;trico pode-se inferir que a maior parte das crian&ccedil;as tem ingest&atilde;o adequada de energia, mas 3,9% apresentam ingest&atilde;o energ&eacute;tica insuficiente uma vez que apresentam d&eacute;ficit de estatura para a idade. Este d&eacute;ficit atinge principalmente a faixa et&aacute;ria de 13 a 35 meses. A propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as apresentando excesso de consumo (2,2%) est&aacute; dentro do esperado.</p>                         ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">Apesar das crian&ccedil;as mais novas consumirem proporcionalmente menos lip&iacute;dios do que as mais velhas, o consumo m&eacute;dio de energia na faixa et&aacute;ria de 13 a 35 meses supera a EER, para ambos os g&ecirc;neros, fato n&atilde;o observado entre as de 36 e 82 meses, sinalizando um prov&aacute;vel d&eacute;ficit de consumo para as crian&ccedil;as mais velhas. Deve-se considerar que os valores de refer&ecirc;ncia utilizados foram obtidos a partir de estudos com crian&ccedil;as americanas e canadenses, que n&atilde;o s&atilde;o afetadas por d&eacute;ficits cr&ocirc;nicos de estatura como as brasileiras, e que a estatura influencia o valor esperado da EER.</p>                         <p align="justify">O fato do recordat&oacute;rio de 24hs ter sido aplicado aleatoriamente, e n&atilde;o necessariamente no dia da pesagem direta, pode ter influenciado os resultados referentes &agrave; energia, mas considerou-se esta influ&ecirc;ncia relativa, em fun&ccedil;&atilde;o da elevada monotonia das dietas infantis. Por&eacute;m, deve-se considerar a prov&aacute;vel tend&ecirc;ncia de compensa&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o cal&oacute;rica total do dia, ou seja, quando a crian&ccedil;a come pouco na creche, ela tende a compensar, aumentando o consumo no domic&iacute;lio, sendo a rec&iacute;proca verdadeira (23).                     </p>                         <p align="justify">Conclui-se neste estudo, que, apesar das dificuldades vivenciadas pelas creches filantr&oacute;picas, o consumo das crian&ccedil;as de 4 a 82 meses pode ser considerado adequado para a maioria dos nutrientes analisados, principalmente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;queles que possuem EAR. No entanto, verificou-se inadequa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao consumo de folato, vitamina E e lip&iacute;dios em maiores de 1 ano (13 a 47 meses), indicando que devem ser incorporadas modifica&ccedil;&otilde;es ao atendimento nutricional das crian&ccedil;as.</p>                         <p align="justify">Destaca-se, ainda, que apesar da complexidade envolvida na coleta de dados representativos de ingest&atilde;o alimentar conforme todos os passos estabelecidos no m&eacute;todo das DRIs; verificou-se a possibilidade concreta de execu&ccedil;&atilde;o da proposta. Isto representa um incentivo &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o desta metodologia em outros estudos deste porte, de forma a modificar o panorama metodol&oacute;gico atual das pesquisas desta natureza.</p>                         <p align="justify">Os resultados dos estudos de consumo devem ser interpretados com cautela, uma vez que fatores como a biodisponibilidade de nutrientes tamb&eacute;m devem ser considerados. A escassez ou excesso de um nutriente n&atilde;o significa necessariamente a ocorr&ecirc;ncia, na mesma propor&ccedil;&atilde;o, de dist&uacute;rbios alimentares ou efeitos adversos. A avalia&ccedil;&atilde;o nutricional deve estar pautada na obten&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise conjunta de fatores antropom&eacute;tricos, bioqu&iacute;micos e de consumo.                     </p>                         <p align="justify">Entretanto, observa-se que atualmente os dist&uacute;rbios nutricionais t&ecirc;m se apresentado cada vez mais precocemente, sendo necess&aacute;rio que novos estudos representativos sejam realizados em rela&ccedil;&atilde;o a esta faixa et&aacute;ria em particular.  Neste sentido, a replica&ccedil;&atilde;o desta pesquisa, utilizando tamb&eacute;m a metodologia das DRIs, propiciar&aacute; uma an&aacute;lise mais acurada da ingest&atilde;o alimentar, e possibilitar&aacute; a compara&ccedil;&atilde;o dos dados com outras localidades e realidades, contribuindo assim, para a constru&ccedil;&atilde;o de um perfil nutricional mais amplo e fidedigno deste grupo populacional.</p>                         <p align="justify"><b>AGRADECIMENTO</b></p>                         <p align="justify">Ao Dr. L&uacute;cio J. Vivaldi pela assessoria e valiosa colabora&ccedil;&atilde;o na execu&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo estat&iacute;stico necess&aacute;rio para a corre&ccedil;&atilde;o da varia&ccedil;&atilde;o intra-pessoal do consumo.</p>                         <p align="justify"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>                         <!-- ref --><p align="justify">1. Pereira RA, Sichieri R. M&eacute;todos de Avalia&ccedil;&atilde;o do Consumo de Alimentos. In: Kac G, Sichieri R, Gigante DP. Epidemiologia Nutricional. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz/Atheneu; 2007, p.181.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505421&pid=S0004-0622201000020000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">2. Institute of Medicine. Dietary Reference Intakes for energy, carbohydrates, fiber, fat, protein and acids (macronutrients). Washington: National Academy Press; 2002.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505422&pid=S0004-0622201000020000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">3. Cavalcante AAM, Tinoco ALA, Cotta RMM, Ribeiro RCL, Pereira CAS, Franceschini SCC. Consumo alimentar e estado nutricional de crian&ccedil;as atendidas em servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de do munic&iacute;pio de Vi&ccedil;osa, Minas Gerais. Rev Nutr. 2006; 19(3): 321-30.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505423&pid=S0004-0622201000020000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">4. Castro TG, Novaes JF, Silva MR, Costa NMB, Franceschini SCC, Tinoco ALA et al. Caracteriza&ccedil;&atilde;o do consumo alimentar, ambiente socioecon&ocirc;mico e estado nutricional de pr&eacute;-escolares de creches municipais. Rev Nutr 2005; 18 (3):321-30.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505424&pid=S0004-0622201000020000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">5. Distrito Federal, Companhia de Desenvolvimento do Planalto Central (CODEPLAN).  Caracteriza&ccedil;&atilde;o da Popula&ccedil;&atilde;o do Distrito Federal. Dispon&iacute;vel em                     <a href="http://www.codeplan.df.gov.br/publica&ccedil;&otilde;es" target="_blank">www.codeplan.df.gov.br/publica&ccedil;&otilde;es</a> . Acesso em 23/10/2002.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505425&pid=S0004-0622201000020000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">6. Erhardt J. Nutrisurvey for Windows. [computer program]. University of Indonese, SEAMEO-TROPMED, 2004.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505426&pid=S0004-0622201000020000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">7. Katzung BG. Farmacologia B&aacute;sica e Cl&iacute;nica. 8ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2003.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505427&pid=S0004-0622201000020000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">8. Nusser SM., Carriquiry WA., Dodd KW, Fuller WAA. A semi-parametric transformation approach to estimating usual daily intake distribution. J. Am. Statist. Assoc. 1996; 91: 1440-9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505428&pid=S0004-0622201000020000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">9. Statisticas Analisys System-SAS. [computer program]. Statistics Analisys Institute. Cary, SAS Institute Inc, 2004.                     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505429&pid=S0004-0622201000020000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">10. Hoffmann K, Boeing H, Dufour A, Volatier JL, Telman J, Virtanem M et al. Estimating the distribution of usual dietary intake by short-term measurements. Eur J Clin  Nutr 2002; 56 (Supp l2): S53-62.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505430&pid=S0004-0622201000020000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">11. Jelliffe DB. Evaluacion del estado de nutrici&oacute;n de la comunidad. Genebra, OMS, 1968 (S&eacute;rie de Monografias, 53).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505431&pid=S0004-0622201000020000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">12. Dean AG. Epi Info version, 6.04: a Word processing database, and statistics program for epidemiology on microcomputers. [computer program]. Atlanta (GA): USD/Incorporated; 1996.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505432&pid=S0004-0622201000020000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">13. Falc&atilde;o-Gomes RC, Coelho, A S,  Schmitz, BAS. Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos estudos de avalia&ccedil;&atilde;o do consumo alimentar de pr&eacute;-escolares. Rev Nutr 2006; 19 (6):713-27.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505433&pid=S0004-0622201000020000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">14. Institute of Medicine. Dietary Reference Intakes: Applications in dietary assessment. Washington: National Academy Press; 2000.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505434&pid=S0004-0622201000020000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">15. Mosfegh A, Goldman J, Cleveland L. What We Eat in America, NHANES 2001-2002: Usual Nutrient Intakes from Food Compared to Dietary Reference Intakes. U.S Department of Agriculture, Agriculture Research Service, 2005.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505435&pid=S0004-0622201000020000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">16. Barbosa RMS, Soares EA, Lanzilloti HS. Avalia&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o de nutrientes de crian&ccedil;as de uma creche filantr&oacute;pica: aplica&ccedil;&atilde;o do Consumo Diet&eacute;tico de Refer&ecirc;ncia.  Rev Bras Sa&uacute;de Matern Infant 2007; 7(2): 159-66.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505436&pid=S0004-0622201000020000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">17. Fidelis CMF, Os&oacute;rio MM. Consumo alimentar de macro e micronutrientes de crian&ccedil;as menores de cinco anos no Estado de Pernambuco, Brasil. Rev Bras Sa&uacute;de Matern Infant 2007; 7(1): 63-74.                     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505437&pid=S0004-0622201000020000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">18. Brasil, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Guia alimentar para crian&ccedil;as menores de 2 anos. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2002.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505438&pid=S0004-0622201000020000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">19. Arsenault JE, Brown KH. Zinc intake of US preschool children exceeds new dietary reference intakes. Am J Clin Nutr 2003; 78: 1011-7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505439&pid=S0004-0622201000020000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">20. Brasil, Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria. Resolu&ccedil;&atilde;o RDC 344, de 13 de dezembro de 2002. Dispon&iacute;vel em                     <a href="http://www.anvisa.gov.br" target="_blank">www.anvisa.gov.br</a>.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505440&pid=S0004-0622201000020000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">21. Brasil, Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria. Resolu&ccedil;&atilde;o RDC 313, de 09 de dezembro de 2004. Dispon&iacute;vel em                     <a href="http://www.anvisa.gov.br" target="_blank">www.anvisa.gov.br</a>.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505441&pid=S0004-0622201000020000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">22. Fisberg RM, Slater B, Marchioni DML. Recomenda&ccedil;&otilde;es Nutricionais. In: Fisberg RM, Slater B, Marchioni DML.. Inqu&eacute;ritos Alimentares: M&eacute;todos e Bases Cient&iacute;ficas. S&atilde;o Paulo: Manole; 2005. p.1-31.                     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505442&pid=S0004-0622201000020000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">23. Holland CV, Szarfarc SC. Consumo energ&eacute;tico de pr&eacute;-escolar de creches. Nutrire 2003; 25: 61-70.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505443&pid=S0004-0622201000020000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body>
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