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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Barras de amaranto enriquecidas com frutanos: aceitabilidade e valor nutricional]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[There is an increasing appeal for convenience foods with potential health benefits to the consumer. Raw materials with high nutritional value and functional properties must be used on the development of these food products. Amaranth is a gluten-free grain with high nutrition value. Inulin and oligofructose are prebiotic ingredients presenting effects as the enhancement of calcium absorption. Amaranth bars enriched with inulin and oligofructose were developed in the flavors: banana, Brazilian nuts and dried grape, coconut, peach, strawberry and wall nut. The proximate composition were determined and compared to commercial cereal bars, available in traditional (n=59), light (n=60), diet (n=8), with soy (n=10) and quinoa (n=1) categories. Amaranth bars present mean global acceptance values from 6.3 to 7.6 on a 9-point hedonic scale, nutritional advantages as compared to commercial cereal bars (caloric reduction and higher levels of dietary fiber). Although amaranth is an unknown raw material in Brazil, it shows good potential to be used in the manufacturing of ready-to-eat products. As they are gluten free, these amaranth bars are also an alternative product for celiacs, also contributing to the enhancement of calcium absorption, a problem frequently observed in these patients.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><font face="Verdana"><b>Barras de amaranto enriquecidas com  frutanos: aceitabilidade e valor nutricional</b></font></p>     <p align="center"><b><font face="Verdana" size="2">Vanessa Dias Capriles, José  Alfredo Gomes Arêas</font></b></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Departamento de Nutrição.  Faculdade de Saúde Pública Universidade de São Paulo (USP). Brasil</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Existe uma demanda por  alimentos de conveniência com benefícios potenciais à saúde do consumidor.  Matérias primas de elevado valor nutritivo e com propriedades funcionais devem  ser utilizadas no desenvolvimento desses produtos. O amaranto é um grão de  elevado valor nutritivo e isento de glúten. Inulina e oligofrutose são  ingredientes prebióticos; que possuem outros efeitos, como o aumento da absorção  de cálcio. Barras de amaranto enriquecidas com inulina e oligofrutose foram  desenvolvidas nos sabores banana, castanha do Pará e uva passa, coco, damasco,  morango e nozes. A composição centesimal foi avaliada e comparada às das barras  comerciais, disponíveis nas categorias tradicional (n=59), light (n=60), diet  (n=8), à base de soja (n=10) e quinoa (n=1). As barras de amaranto apresentaram  média de aceitação global variando de 6,3 a 7,6, numa escala hedônica  estruturada de nove pontos, e vantagens nutricionais em relação às barras de  cereais comerciais (redução calórica e alto teor de fibras). Apesar de o  amaranto ser desconhecido no Brasil, este apresenta bom potencial para o  desenvolvimento de alimentos prontos para o consumo. Por serem isentas de glúten  estas barras são inclusive uma alternativa para os celíacos, podendo contribuir  para o aumento da absorção de cálcio, problema freqüentemente observado nessa  população.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras chave:</b> <i> Amaranthus cruentus</i>, frutanos do tipo inulina, barras de cereais, doença  celíaca.</font></p>     <p align="center"><font face="Verdana" size="2"><b>Amaranth bars enriched with  fructans: acceptability and nutritional value</b></font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">There is an increasing appeal  for convenience foods with potential health benefits to the consumer. Raw  materials with high nutritional value and functional properties must be used on  the development of these food products. Amaranth is a gluten-free grain with  high nutrition value. Inulin and oligofructose are prebiotic ingredients  presenting effects as the enhancement of calcium absorption. Amaranth bars  enriched with inulin and oligofructose were developed in the flavors: banana,  Brazilian nuts and dried grape, coconut, peach, strawberry and wall nut. The  proximate composition were determined and compared to commercial cereal bars,  available in traditional (n=59), light (n=60), diet (n=8), with soy (n=10) and  quinoa (n=1) categories. Amaranth bars present mean global acceptance values  from 6.3 to 7.6 on a 9-point hedonic scale, nutritional advantages as compared  to commercial cereal bars (caloric reduction and higher levels of dietary fiber).  Although amaranth is an unknown raw material in Brazil, it shows good potential  to be used in the manufacturing of ready-to-eat products. As they are gluten  free, these amaranth bars are also an alternative product for celiacs, also  contributing to the enhancement of calcium absorption, a problem frequently  observed in these patients.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2"><b>Key words:</b> <i>Amaranthus  cruentus</i>, inulin-type fructans, cereal bars, celiac disease.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="Verdana" size="2"><b>Recibido: 26/05/2010  Aceptado: 10/07/2010</b> </font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2"><b>Introdução</b></font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">As alterações na rotina diária  de parte da população têm provocado uma crescente demanda por produtos de  conveniência prontos para consumo. O aumento do conhecimento da relação dieta/saúde  fez com que os consumidores buscassem além de conveniência e características  sensoriais agradáveis, alto valor nutritivo e benefícios adicionais à saúde em  alimentos industrializados. O crescimento substancial do mercado de barras de  cereais nas últimas décadas deve-se ao desenvolvimento de produtos inovadores,  através de fortificações com vitaminas e minerais, incorporação de compostos  bioativos e ao fato dos consumidores associarem as barras a produtos saudáveis  (1-3).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">A variedade de atributos  sensoriais e a procura de benefícios à saúde permitem uma grande possibilidade  de diversificação desse produto. Entretanto, mesmo com estas possibilidades, a  população celíaca é excluída do consumo de barras de cereais, uma vez que as  formulações apresentam ingredientes derivados de cereais que contêm glúten, como  flocos de aveia, farelo de trigo e malte.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">A doença celíaca não tem cura e  apresenta como único tratamento a dieta isenta de glúten que deve ser seguida  por toda a vida, prevenindo uma série de complicações, como os prejuízos  nutricionais e os cânceres do tubo digestivo (4). Dentre as complicações  freqüentes da doença celíaca encontra-se a reduzida densidade mineral óssea,  fazendo com que o risco de fraturas seja 27% maior que o restante da população  (5). Os celíacos apresentam má absorção de cálcio devido aos menores níveis da  calbidin-D9k, proteína responsável pelo transporte deste mineral através do  enterócito. Esta proteína é praticamente indetectável nos celíacos não tratados,  e nos indivíduos em tratamento é encontrado apenas um quarto dos valores normais  (6).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">São freqüentes as dificuldades  para dar seqüência ao tratamento, devido à escassez de produtos isentos de  glúten e à aquisição e preparo de produtos que não fazem parte do hábito  familiar (7). Assim, o desenvolvimento de novos produtos para esta população é  fundamental. Isso pode ser feito por meio da incorporação de ingredientes que  contribuem para o aumento da absorção de cálcio, como os frutanos inulina e  oligofrutose (8), e matérias primas isentas de glúten e com valor nutritivo  agregado, como o grão de amaranto (10).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Os frutanos do tipo inulina são  fibras alimentares solúveis, que podem contribuir com o aumento da absorção de  cálcio através da absorção colônica (8,9); efeito que pode ser especialmente  importante para os celíacos, uma vez que a absorção de cálcio no intestino  delgado está prejudicada nestes indivíduos (6).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Por apresentar elevado valor  nutritivo e não conter glúten, o grão de amaranto é uma matéria-prima atraente  para a elaboração de produtos para celíacos. O grão de Amaranthus cruentus L.  apresenta cerca de 60% de amido, 15% de proteína, 13% de fibra, 8% de lipídios e  4% de cinzas(10). Além dos maiores teores de proteína e fibra alimentar, também  apresenta teores de minerais superiores aos observados na maioria dos grãos de  cereais (11).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Assim, o objetivo deste  trabalho foi o de desenvolver barras de amaranto enriquecidas com inulina e  oligofrutose, e caracterizá-las quanto à aceitabilidade sensorial e também  quanto ao valor nutricional em comparação às barras de cereais disponíveis no  mercado nacional.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2"><b>Materiais e Métodos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="Verdana" size="2"><b>Ingredientes </b></font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Foram utilizados grãos de  Amaranthus cruentus adquiridos de um produtor local de Brasília, Brasil. Os  grãos foram estourados através de aquecimento em superfície com temperatura de  90ºC por cerca de 10-15 segundos (10, 12). O amaranto laminado foi adquirido de  um fornecedor boliviano (Sociedad Agropecuaria Industrial y Tecnica, La Paz,  Bolivia). As proporções de amaranto estourado e laminado (1:1) nas formulações  foram padronizados através de testes sensoriais prévios.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Foram selecionados para testes  os sabores mais indicados por 132 consumidores de barras de cereais: banana  (39%), morango (30%), castanha do Pará e uva passa (20%), coco (12%), nozes  (11%) e damasco (11%). A aplicação de chocolate foi indicada por 33% dos  provadores, mas não foi testada para evitar que este ingrediente pudesse  mascarar o sabor das barras.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Banana passa, coco ralado  desidratado, castanha do Pará, uva passa, damasco desidratado, nozes, lecitina  de soja, sucralose (10 mg/ g ingrediente) e xarope de sorbitol foram adquiridos  no mercado local. Foram gentilmente cedidas amostras da mistura de inulina e  oligofrutose (Beneo™Synergy1, Orafti N.V., Tienen, Bélgica), de colágeno  hidrolisado (Hidrogel® B50, Gelita do Brasil Ltda, São Paulo, Brasil), de  morango liofilizado (Liotécnica Tecnologia em Alimentos Ltda. São Paulo,  Brasil), e dos aromas de banana e coco (Lapiendrius Indústria e Comércio Ltda.,  São Paulo, Brasil), morango (Sabores e Aromas Alimentos Ltda., Rio de Janeiro,  Brasil), mel e damasco (Duas Rodas Industrial Ltda., Santa Catarina, Brasil).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2"><b>Formulação e produção das  barras</b></font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Considerando a associação entre  a doença celíaca e o diabetes tipo I (13) as barras de amaranto foram  desenvolvidas sem a adição de açúcares. Para isso, foi utilizada a mistura de  inulina e oligofrutose, colágeno hidrolisado e sorbitol como agente de corpo,  associada à sucralose, um edulcorante de alta intensidade. Os níveis de sorbitol  e sucralose presentes nas formulações estão de acordo com a Resolução n. 18 de  24 de março de 2008 que institui o Regulamento Técnico que autoriza o uso de  aditivos edulcorantes em alimentos, com seus respectivos limites máximos (14).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">A proporção entre o agente de  ligação e os ingredientes secos foi de 40:60, padronizada em testes  preliminares. A formulação básica das barras está ilustrada na <a href="#tab1"> Tabela 1</a>, com exceção do produto no sabor morango. Barras formuladas com  17,9% de morango liofilizado não foram viáveis devido ao seu forte sabor. Por  isso, a mistura de ingredientes secos foi constituída por 25% de amaranto  estourado, 25% de amaranto laminado, 9,84% de morango liofilizado e 0,16% de  aroma de morango.</font></p>     <p align="center"><font face="Verdana" size="2"><a name="tab1"> <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v60n3/art12tab1.gif" width="381" height="235"></a></p>     
<p align="justify">Os ingredientes secos, previamente misturados, foram  incorporados à mistura aquecida do xarope de ligação (90-98ºC). A seguir, a  massa homogênea foi acondicionada em bandejas, prensada e laminada, com o  auxílio de um rolo. Após o resfriamento (25ºC), as barras foram cortadas em  porções de 12,5g (obtendo-se 50 mini-barras para cada formulação) e embaladas em  sacos de polietileno codificados com três dígitos aleatórios, e armazenadas a  temperatura ambiente por um dia até a análise sensorial. </p>     <p align="justify"><b>Avaliação da aceitabilidade sensorial</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">Foi aplicado um teste afetivo com escala hedônica estruturada  de nove pontos, 1 – desgostei muitíssimo, 5 – não gostei/ nem desgostei, 9 –  gostei muitíssimo (15) para avaliar o impacto dos sabores utilizados na  aceitação da aparência, da textura, do sabor e a aceitação global das barras de  amaranto. </p>     <p align="justify">Consumidores de barras de cereais (provadores não treinados)  foram recrutados entre funcionários, estudantes e visitantes da Instituição (61  mulheres e 5 homens com idade entre 17 e 55 anos). As amostras embaladas em  sacos de polietileno codificados com três números aleatórios foram entregues aos  provadores, juntamente com a ficha de avaliação e um copo de água para a  neutralização entre as amostras. Cada provador avaliou três produtos, que foram  apresentados de forma monádica e seqüencial, utilizando o delineamento  inteiramente casualizado.</p>     <p align="justify"><b>Determinação da composição centesimal e cálculo do valor  calórico </b></p>     <p align="justify">Os teores de umidade, cinzas, lipídeos e proteína foram  determinados de acordo com os métodos 950.46, 923.03, 920.39C e 960.52 da AOAC  (16), respectivamente. Amido total foi quantificado através de hidrólise  enzimática e determinação espectrofotométrica da glicose liberada (amido =  glicose x 1,1) segundo Goñi et al. (17), sendo descontada a concentração de 85µg  de glicose/ g de barra, equivalente leitura ocasionada pela quantidade de  sorbitol e sucralose na formulação.</p>     <p align="justify">A fibra alimentar foi determinada através do método  enzimático-gravimétrico para determinação das frações solúvel e insolúvel de  acordo com Prosky et al. (18) com modificações de Mc Cleary e Rossiter (19) para  remoção completa dos frutanos através da adição da mistura de frutanases  parcialmente purificadas (Megazyme, Cat. No. E-FRMXLQ). Evitando-se assim a  quantificação subestimada da fração solúvel, uma vez que os frutanos de baixo  peso molecular não seriam determinados através da metodologia convencional.  Paralelamente foi realizada a determinação de frutanos totais através de método  enzimático-colorimétrico (19), e a soma das duas determinações representa o teor  de fibra alimentar solúvel presente nas amostras. Todas as determinações foram  realizadas em triplicata.</p>     <p align="justify">O valor calórico foi calculado através dos fatores de  conversão de ATWATER: 4 kcal/g (17 kJ/g) para proteínas, 4 kcal/g (17 kJ/g) para  carboidratos e 9 kcal/g (37 kJ/g) para lipídios (20), o fator de conversão de  1,5 kcal/g (6,3 kJ/g) para os frutanos, já que estes podem fornecer energia  através da absorção dos produtos de sua fermentação no cólon (21) e o fator de  conversão de 2,4 kcal/g (10 kJ/g) para o sorbitol (22).</p>     <p align="justify"><b>Valor nutricional de barras de cereais disponíveis no  mercado</b></p>     <p align="justify">Foram avaliados o valor calórico e teor de macronutrientes  declarados nos rótulos de 138 barras de cereais comercializadas no município de  São Paulo em 2008.</p>     <p align="justify"><b>Análise de dados</b></p>     <p align="justify">Os resultados foram expressos como média e desvio padrão.  Para comparação de médias, os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA)  e ao pós-teste de Tukey. A análise estatística foi realizada com o auxílio do  software MINITAB 15.0 (Minitab Inc.), adotando-se nível de significância de  p&lt;&nbsp;0,05.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><b>Resultados</b></p>     <p align="justify">Os resultados da <a href="#tab2">Tabela 2</a> mostram que  todas as formulações desenvolvidas foram aceitas sensorialmente e apresentaram  médias dos valores hedônicos compreendidas entre 6 e 8 que indicam “gostei  ligeiramente” e “gostei muito”, respectivamente.</p>     <p align="center"><a name="tab2"> <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v60n3/art12tab2.gif" width="566" height="265"></a></p> </font><font face="Verdana" size="2">     
<p align="justify">Quanto à composição centesimal (<a href="#tab3">Tabela 3</a>)  destacam-se o maior teor de lipídios, menor teor de amido e maior valor calórico  das barras elaboradas com castanha do Pará, coco e nozes em relação às barras  elaboradas com frutas; o que se deve a composição destas matérias primas. Os  maiores teores de proteínas e fibras encontrados na barra no sabor morango devem-se  aos maiores níveis de amaranto nesta formulação.</p>     <p align="center"><a name="tab3"> <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v60n3/art12tab3.gif" width="573" height="281"></a></p>     
<p align="justify">A <a href="#tab4">Tabela 4</a> apresenta a comparação do  valor calórico e do teor de macronutrientes das barras de amaranto e das barras  de cereais comerciais. As barras comerciais foram agrupadas de acordo com as  alegações apresentadas em seus rótulos em quatro categoriais: “tradicionais”, “light”,  “diet” e as barras elaboradas com soja. Também foram coletados os dados da barra  elaborada com grãos de quinoa, crispies de arroz e frutas, pois esta é a única  barra isenta de glúten disponível no mercado brasileiro atualmente.</p>     <p align="center"><a name="tab4"> <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v60n3/art12tab4.gif" width="571" height="179"></a></p>     
<p align="justify">Para a substituição de açúcares e gorduras na formulação das  barras comerciais do tipo “diet” e de algumas do tipo “light” foram utilizados  os polióis (sorbitol, maltitol e lactitol), a polidextrose, a goma arábica, a  goma acásia e o colágeno hidrolisado como agentes de corpo, e os edulcorantes de  alta intensidade sucralose, stévia, ciclamato de sódio e acessulfame de potássio;  de acordo com as listas de ingredientes presentes nas embalagens.</p>     <p align="justify">O teor de carboidratos das barras de amaranto e das  comerciais do tipo “diet” e “light” correspondem à soma da quantidade de amido,  açúcares e polióis na porção.</p>     <p align="justify"><b>Discussão</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">Muñoz et al. (23) consideram o valor seis na escala hedônica  estruturada de nove pontos como um limite de qualidade e de comercialização para  alimentos. Com base neste critério, todas as amostras apresentaram elevado  potencial de comercialização, uma vez que 97%, 85%, 88%, 85%, 67% e 88% dos  provadores atribuíram valores de aceitação global maiores ou iguais a seis para  as barras nos sabores banana, castanha do Pará e uva passa, coco, damasco,  morango e nozes, respectivamente.</p>     <p align="justify">Todas as formulações apresentaram elevado teor de fibra  alimentar, cerca de 28%. A quantidade de frutanos equivale a 4,2g por porção  (25g), ou seja, não houve perdas significativas durante o processamento. As  formulações foram enriquecidas de modo a apresentar 4g da mistura de inulina e  oligofrutose por porção de 25g, uma vez que foi observado efeito prebiótico  através da ingestão diária desta quantidade de frutanos (24, 25), e aumento da  absorção de cálcio em adolescentes através do consumo diário de 8g destes  compostos (8).</p>     <p align="justify">Outros pesquisadores utilizaram o amaranto estourado na  formulação de barras de cereais, em níveis que correspondiam a 6% (26), 12%  (27), 16 a 19% (28) e 47% (29) do produto. O presente estudo é o primeiro em que  o amaranto foi utilizado isoladamente para compor a mistura de grãos na  formulação de barras de cereais, e também no qual foi testada a sua combinação  com diferentes frutas e oleaginosas. Devido ao maior teor de amaranto (42%), ao  uso de colágeno hidrolisado e ao enriquecimento com inulina e oligofrutose, as  formulações desenvolvidas apresentaram maiores teores de proteína e fibra  alimentar e menores quantidades de amido em relação às barras com amaranto  desenvolvidas pelos autores acima citados. A substituição de açúcares e de  lipídios na composição do xarope de ligação justifica o menor valor calórico das  barras de amaranto elaboradas no presente estudo em relação às barras  previamente desenvolvidas.</p>     <p align="justify">Ao se comparar o valor nutricional das barras comerciais com  as por nós produzidas, observou-se que as da categoria “light” apresentaram em  média 30% de redução do teor de lipídios e 11% de redução calórica em relação às  tradicionais. Desta forma nossos produtos podem ser considerados “light” em  gordura, uma vez que apresentaram redução maior que 25% deste nutriente, de  acordo com o Regulamento Técnico referente à Informação Nutricional  Complementar, Portaria nº 27, de 13 de janeiro de 1998 (30). </p>     <p align="justify">As barras “diet” foram formuladas através da substituição de  açúcares e de gorduras, e por isso obtiveram em média redução de 24% do valor  calórico e de 70% do teor de lipídios em relação às tradicionais. Observou-se  que tanto as barras “light” quanto as “diet” continham maiores teores de fibra  alimentar que as tradicionais, devido à utilização de polidextrose, um tipo de  fibra alimentar solúvel, como substituto de açúcares e de gorduras. </p>     <p align="justify">As barras de soja e quinoa comerciais apresentam valor  calórico e teor de lipídios compatíveis com o segmento das tradicionais, no  entanto, se destacam pelos maiores teores de proteínas e fibra alimentar,  nutrientes encontrados em maiores quantidades nestas matérias-primas do que nos  cereais.</p>     <p align="justify">Os consumidores associam as barras de cereais a produtos  saudáveis, por apresentarem fibra alimentar em sua composição (31). Entretanto,  observou-se grande variação, de 0 a 5,9g de fibra/ porção das barras comerciais.</p>     <p align="justify">A Portaria nº 27, de 13 de janeiro de 1998, estabelece o teor  mínimo de 3% de fibra no alimento para o uso da alegação “fonte de fibra” e o  teor mínimo de 6% para o uso da alegação “alto teor de fibra” (30). Assim, 53,6%  das barras de cereais comercializadas podem utilizar a alegação “fonte de fibra”  e 33,4%, a alegação “alto teor de fibra”. E 25% das barras comercializadas podem  utilizar a alegação de funcionalidade atribuída às fibras alimentares: “As  fibras alimentares auxiliam o funcionamento do intestino. Seu consumo deve estar  associado a uma dieta equilibrada e hábitos de vida saudáveis”; uma vez que  cumprem a exigência de apresentar mais de 3g de fibras alimentares na porção  (32).</p>     <p align="justify">Quanto às barras de amaranto observou-se que os produtos nos  sabores banana, damasco e morango podem ser classificados como “light”, uma vez  que apresentam redução calórica média de pelo menos 32%, ou seja, redução de  20,3 a 44,5 kcal/100g em relação às tradicionais. As barras de amaranto nos  sabores castanha do Pará e uva passa, coco e nozes são consideradas do segmento  de barras “tradicionais” por apresentarem valor calórico e teor de lipídios  próximo a média do valor encontrado para as barras comerciais desta categoria.</p>     <p align="justify">As barras de amaranto apresentaram menor teor de carboidratos  que as barras de cereais comerciais e quase o triplo do teor de proteína que as  tradicionais, “diet” e “light”. O maior teor de proteína deve-se ao uso de  colágeno hidrolisado em níveis correspondentes a 1,42 g/ porção. Estes níveis de  proteínas são próximos aos observados nas barras de soja e de quinoa. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">As barras de amaranto foram enriquecidas com inulina e  oligofrutose, por isso apresentam, em média, o quádruplo do teor de fibra das  barras “tradicionais”, o triplo das “light”, “diet e a base de soja e o dobro da  de quinoa. Pode-se utilizar a alegação de “alto teor de fibra” para as barras de  amaranto, de acordo com a Portaria nº 27, de 13 de janeiro de 1998 (30), e a  alegação de funcionalidade relacionada à inulina e oligofrutose: “A inulina e os  frutooligossacarídeos – FOS contribuem para o equilíbrio da flora intestinal.  Seu consumo deve estar associado a uma dieta equilibrada e hábitos de vida  saudáveis.”, uma vez que cumpre a exigência da porção diária do produto pronto  para consumo apresentar mais de 3g destas fibras (32).</p>     <p align="justify">Estudos revelaram que as barras de cereais tradicionais podem  ser consideradas um pouco mais saudáveis que os confeitos convencionais, sendo o  teor de fibra a principal diferença entre estes produtos (1,2). Bower e Whitten  (2) apontaram a necessidade de modificações na formulação das barras de cereais  para que este produto pudesse competir no mercado crescente de snacks saudáveis.  Formulações já foram modificadas com intuito de reduzir o valor calórico, o teor  de gordura e o de açúcares e estão disponíveis no mercado atualmente nas versões  “light” e “diet”. Porém, devido à elevada aceitação pelos consumidores, as  barras tradicionais também continuam disponíveis.</p>     <p align="justify">É importante que a população seja informada da variação  existente entre as barras de cereais, não só em termos de valor calórico e  conteúdo de lipídios e açúcares. Em média, as barras “tradicionais” e as barras  de soja apresentam teor de lipídios maior do que o de fibras, por se utilizar  gordura, óleo vegetal e/ou chocolate em sua formulação. As barras “light” contêm  praticamente teores equivalentes de lipídios e de fibras. Apenas 17,5% das  barras comercializadas possuem teores consideráveis de fibra alimentar (&gt;3g/  porção).</p>     <p align="justify">Devido as possibilidade de diversificação deste tipo de  produto, oportunidades existem para a incorporação de ingredientes de valor  nutricional e funcional, atendendo a expectativa dos consumidores, que associam  as barras de cereais a produtos saudáveis, e também para a utilização de  ingredientes não convencionais, como o grão de amaranto, originando barras de  cereais com diferentes características sensoriais e nutricionais.</p>     <p align="justify"><b>CONCLUSÃO</b></p>     <p align="justify">Foi possível obter barras a base de amaranto integral, em  seis diferentes sabores, com elevada aceitabilidade sensorial. Essas barras  apresentam vantagens nutricionais em relação às disponíveis no mercado (redução  calórica e alto teor de fibras), e propriedades funcionais, atendendo a  crescente demanda por alimentos que associem conveniência a saúde.</p>     <p align="justify">As barras de amaranto enriquecidas com inulina e oligofrutose  podem contribuir para uma maior adesão dos celíacos a dieta isenta de glúten e  também para auxiliar no aumento da absorção de cálcio, problema frequentemente  observado nesta população.</p>     <p align="justify"><b>AGRADECIMENTOS</b></p>     <p align="justify">À Ana Paula Gines Geraldo e a Profa. Dra. Elizabeth Machado  Pinto e Silva pela contribuição técnica e pelas sugestões durante o  desenvolvimento das barras. Aos voluntários que participaram da análise  sensorial. Às indústrias que cederam amostras de seus ingredientes para a  realização deste trabalho. À Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São  Paulo pela concessão da bolsa de doutorado direto 04/14127-3.</p>     <p align="justify"><b>Referências</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify">1. Boustani P, Mitchell VW. Cereal bars: a perceptual,  chemical and sensory analysis. Br Food J. 1990; 92(5):17-22.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503960&pid=S0004-0622201000030001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">2. Bower JA, Whitten R. Sensory characteristics and consumer  liking for cereal bar snack foods. J Sensory Stud. 2000;15(3): 327-345.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503961&pid=S0004-0622201000030001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">3. Gonzalez E, Draganchuk M. Flavoring nutrition bars. Cereal  Foods World. 2003; 48(5):250-251.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503962&pid=S0004-0622201000030001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">4. Rewers M. Epidemiology of celiac disease: what are the  prevalence, incidence, and progression of celiac disease? Gastroenterology.  2005;128(Suppl 1):S47-51.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503963&pid=S0004-0622201000030001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">5. Olmos M, Antelo M, Vazquez H, Smecuol E, Mauriño E, Bai J.  Systematic review and meta-analysis of observational studies on the prevalence  of fractures in coeliac disease. Dig Liver Dis. 2008;40(1): 46-53.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503964&pid=S0004-0622201000030001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">6. Capriles VD, Martini LA, Arêas JAG. Metabolic osteopathy  in celiac disease: importance of a gluten-free diet. Nutr Rev. 2009;  67(10):599-606.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503965&pid=S0004-0622201000030001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">7. Lee A, Newman J. Celiac diet: its impact on quality of  life. J Am Diet Assoc. 2003; 103(11): 1533-1535.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503966&pid=S0004-0622201000030001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">8. Abrams S, Griffin I, Hawthorne K, Liang L, Gunn S,  Darlington G, et al. A combination of prebiotic short- and long-chain inulin-type  fructans enhances calcium absorption and bone mineralization in young  adolescents. Am J Clin Nutr. 2005; 82(2): 471-476.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503967&pid=S0004-0622201000030001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">9. Abrams S, Hawthorne K, Aliu O, Hicks P, Chen Z, Griffin I.  An inulin-type fructan enhances calcium absorption primarily via an effect on  colonic absorption in humans. J Nutr. 2007; 137(10): 2208-2212.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503968&pid=S0004-0622201000030001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">10. Capriles VD, Coelho KD, Guerra-Matias AC, Arêas JAG.  Effects of processing methods on amaranth starch digestibility and predicted  glycemic index. J Food Sci. 2008; 73(7): H160-H164.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503969&pid=S0004-0622201000030001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">11. Gamel TH, Linssen JP, Mesallam AS, Damir AA, Shekib LA.  Effect of seed treatments on the chemical composition of two amaranth species:  oil, sugars, fibres, minerals and vitamins. J Sci Food Agr. 2006; 86(1): 82-89.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503970&pid=S0004-0622201000030001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">12. Queiroz YS, Soares RAM, Capriles VD, Torres EAFS, Arêas  JAG. Efeito do processamento na atividade antioxidante do grão de amaranto (Amaranthus  cruentus L. BRS-Alegria). Arch. Latinoam. Nutr. 2009; 59(4): 419-424.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503971&pid=S0004-0622201000030001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">13. Murray JA. Celiac disease in patients with an affected  member, type 1 diabetes, iron-deficiency, or osteoporosis? Gastroenterology.  2005; 128(Suppl 1): S52-56.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503972&pid=S0004-0622201000030001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">14. BRASIL. Resolução n. 18, de 24 de março de 2008.  Regulamento Técnico que autoriza o uso de aditivos edulcorantes em alimentos,  com seus respectivos limites máximos. Diário Oficial da República Federativa do  Brasil, Brasília, DF, 25 mar. 2008. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503973&pid=S0004-0622201000030001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">15. Stone H, Sidel JL. Sensory Evaluation Practices. London:  Academic Press; 1985.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503974&pid=S0004-0622201000030001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">16. AOAC – Association of Official Agricultural Chemists.  Official Methods of the AOAC International. 18 ed. AOAC, editor. Maryland, 2005.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503975&pid=S0004-0622201000030001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">17. Goni I, Garcia-Alonso A, Saura-Calixto F. A starch  hydrolysis procedure to estimate glycemic index. Nutr Res. 1997; 17(3): 427-437.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503976&pid=S0004-0622201000030001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">18. Prosky L, Asp NG, Schweizer TF, DeVries JW, Furda I.  Determination of insoluble, soluble and a total dietary fiber in foods and foods  products: intralaboratory study. JAOAC, 1988; 71(5): 1017-1023.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503977&pid=S0004-0622201000030001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">19. McCleary B, Rossiter P. Measurement of novel dietary  fibers. JAOAC. 2004; 87(3): 707-717.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503978&pid=S0004-0622201000030001200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">20. Merrill AL, Watt BK. Energy value of foods: basis and  derivation, revised. US Department of Agriculture, Agriculture Handbook 74;  1973. Disponível em: <a target="_blank" href="http://www.nal.usda.gov/fnic/foodcomp/Data/Classics/index.html"> http://www.nal.usda.gov/fnic/foodcomp/Data/Classics/index.html</a> Acesso em: 28  abr. 2010.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503979&pid=S0004-0622201000030001200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">21. Roberfroid MB. Caloric value of inulin and oligofructose.  J Nutr. 1999; 129(Suppl 1): 1436S-1437S.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503980&pid=S0004-0622201000030001200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">22. BRASIL. Resolução n. 360, de 23 de dezembro de 2003.  Regulamento Técnico sobre Rotulagem Nutricional de Alimentos Embalados. Diário  Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 26 dez. 2003.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503981&pid=S0004-0622201000030001200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">23. Muñoz AM, Civille VG, Carr BT. Sensory evaluation in  quality control. New York: Van Mostrand Reinhold; 1992.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503982&pid=S0004-0622201000030001200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">24. Roberfroid MB. Concepts in functional foods: The case of  inulin and oligofructose. J Nutr. 1999; 129(7): 1398S-1401S.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503983&pid=S0004-0622201000030001200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">25. Rao VA. The prebiotic properties of oligofructose at low  intake levels. Nutr Res. 2001; 21(6): 843-848.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503984&pid=S0004-0622201000030001200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">26. Escobar B, Estévez AM, Vásquez M, Castillo E, Yañez E.  Barras de cereales maní y amaranto dilatado: composición química y estabilidad  en almacenamiento acelerado. Arch Latinoam Nutr. 1994; 44(1): 36-40.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503985&pid=S0004-0622201000030001200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">27. Escobar B, Estevez A, Tepper A, Aguayo M. Nutritional  characteristics of cereal and peanut bars. Arch Latinoam Nutr. 1998; 48(2):  156-159.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503986&pid=S0004-0622201000030001200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">28. Tosi E, Ciappini MC, Lucero H, Masciarelli R. Desarrollo  de una golosina de alto valor proteico a partir de amaranto, otros cereales y  oleaginosas. Alimentaria. 2005 (366): 75-81.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503987&pid=S0004-0622201000030001200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">29. Coelho KD. Desenvolvimento e avaliação da aceitação de  cereais matinais e barras de cereais à base de amaranto (Amaranthus cruentus L).  Dissertação (Mestre em Nutrição Humana Aplicada) Universidade de São Paulo, 2006  106p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503988&pid=S0004-0622201000030001200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">30. BRASIL. Portaria n. 27, de 13 de janeiro de 1998.  Regulamento Técnico referente à Informação Nutricional Complementar. Diário  Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 16 jan. 1998.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503989&pid=S0004-0622201000030001200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">31. Murphy P. Countlines and cereal bar. In: Jackson EB,  editor. Sugar confectionery manufacture. London: Blackie Academic &amp;  Professional; 1995. p. 287-97.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503990&pid=S0004-0622201000030001200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">32. BRASIL. Lista das alegações aprovadas para Alimentos com  Alegações de Propriedades Funcionais e ou de Saúde, Novos  Alimentos/Ingredientes, Substâncias Bioativas e Probióticos. Publicado pela  Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Disponível em: <a target="_blank" href="http://www.anvisa.gov.br/alimentos/comissoes/tecno_lista_alega.htm"> http://www.anvisa.gov.br/alimentos/comissoes/tecno_lista_alega.htm</a> Acesso em:  28 abr. 2010.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=503991&pid=S0004-0622201000030001200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body>
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