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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aleitamento materno, introdução da alimentação complementar e excesso de peso em pré-escolares]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Growing phenomenon, which involves high morbidity and consequently high costs for health systems, obesity has been found also among the pediatric population and is currently considered a public health problem. The aim of this study was to verify if in children in the early preschool age we can see the prevalence of overweight and if introducing complementary feeding as well as the type of food introduced, are associated with this condition in this age group. It is an observational analytic study with children born in 2011-2012 that attended public schools in Taubaté -SP during 2014. In addition to the weight and height of children, information about the history of feeding and birth were collectedusing a standardized questionnaire.The nutritional status was defined as having overweight children with z-scores for body mass index (zIMC) &#8805; 1.We conducted bivariate analysis and then linear regression analysis of multiple variables.The prevalence of overweight was elevated (27.5%). Only birth weight showed significant correlation with respect to zIMC (r = 0.22, p < 0.0001). The multivariable analysis showed no relationship with the various foods, but showed birth weightas a high risk factor, the male and the total duration of breastfeeding as protective factors. As a result, we conclude that the early introduction of new foods is not a risk factor for the development of overweight at the beginning of preschool age.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Obesidade]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><font face="Verdana"><b>Aleitamento materno, introdução da  alimentação complementar e excesso de peso em pré-escolares.</b></font></p>     <p align="center"><font face="Verdana" size="2">Amanda Forster Lopes, Elida Mara  Braga Rocha, Janaína Paula Costa da Silva, Viviane Gabriela Nascimento, Ciro  Bertoli, Claudio Leone.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Faculdade de Saúde Pública,  Universidade de São Paulo (USP), São Paulo – SP. Brasil. Universidade Federal do  Rio Grande do Norte (UFRN), Natal - RN. Brasil. Universidade Paulista (UNIP),  São Paulo - SP. Brasil. Faculdade de Saúde Pública, USP, São Paulo - SP. Brasil.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2"> <span style="text-transform: uppercase"><b>Resumo:</b></span> Fenômeno crescente,  que envolve alta morbidade e altos custos para os sistemas de saúde, a obesidade  está sendo encontrada também entre a população pediátrica, sendo considerada  atualmente um problema de saúde pública. O objetivo do presente estudo foi  verificar se em crianças no início da idade préescolar já se observa prevalência  de excesso de peso e se a introdução de novos alimentos, assim como o tipo de  alimento, está associada à essa condição nutricional. Trata-se de um estudo  observacional, analítico, de uma coorte histórica com crianças nascidas em  2011/12, frequentadoras de creches públicas em Taubaté – SPem 2014. Além do peso  e estatura das crianças, coletou-se informações quanto aos antecedentes de  alimentação e de nascimento utilizando um questionário padronizado. Quanto  aoestado nutricional definiu-se como portadoras de excesso de peso (EP) crianças  com escores z do índice de massa corpórea (zIMC) &#8805; 1. Realizou-se a análise  bivariada e posteriormente análise de regressão linear de múltiplas variáveis. A  prevalência de EP encontrada foi elevada (27,5%). Apenas o peso ao nascer (PN)  mostrou correlação significante em relação ao zIMC (r= 0,22, p&lt;0,0001). Aanálise  de múltiplas variáveis não mostrou relação com os diversos alimentos, mas  evidenciou o PN elevado como fator de risco, o sexo masculino e a duração total  do aleitamento materno como fatores de proteção. Como consequência, é possível  concluir que a introdução precoce de novos alimentos não representa fator de  risco para o desenvolvimento do excesso de peso no início da idade pré-escolar.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b>  Obesidade, sobrepeso, pré-escolar, alimentação complementar.</font></p>     <p align="center"><font face="Verdana" size="2"><b>Breastfeeding, complementary  food introduction and overweight in preschool children.</b></font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2"><b>SUMMARY</b>: Growing  phenomenon, which involves high morbidity and consequently high costs for health  systems, obesity has been found also among the pediatric population and is  currently considered a public health problem. The aim of this study was to  verify if in children in the early preschool age we can see the prevalence of  overweight and if introducing complementary feeding as well as the type of food  introduced, are associated with this condition in this age group. It is an  observational analytic study with children born in 2011-2012 that attended  public schools in Taubaté –SP during 2014. In addition to the weight and height  of children, information about the history of feeding and birth were  collectedusing a standardized questionnaire.The nutritional status was defined  as having overweight children with z-scores for body mass index (zIMC) &#8805; 1.We  conducted bivariate analysis and then linear regression analysis of multiple  variables.The prevalence of overweight was elevated (27.5%). Only birth weight  showed significant correlation with respect to zIMC (r = 0.22, p &lt; 0.0001). The  multivariable analysis showed no relationship with the various foods, but showed  birth weightas a high risk factor, the male and the total duration of  breastfeeding as protective factors. As a result, we conclude that the early  introduction of new foods is not a risk factor for the development of overweight  at the beginning of preschool age.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2"><b>Key words:</b> Obesity,  overweight, preschool, complementary feeding.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Recibido: 18-02-2016</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Aceptado: 22-06-2016</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="Verdana" size="2"> <span style="text-transform: uppercase"><b>Introdução</b></span></font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">A prevalência de obesidade vem  aumentando, inclusive entre a população infantil, e desde os anos 90 é  considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma epidemia mundial (1).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Poucos são os estudos no Brasil  que investigaram a prevalência de obesidade especificamente em crianças com  idades entre 2 e 3 anos, embora existam dados publicados em que já é possível  observar prevalências elevadas de excesso de peso em crianças brasileiras com  menos que 5 anos de idade (2,3).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Comoo excesso de peso está  sendo encontrado inclusive em crianças de baixa idade, diversos estudos têm se  dedicado a investigar os fatores que podem estar associados à sua ocorrência  precoce entre os quais se observam como risco algumas características da criança  como o sexo (4)e o peso ao nascer (5).Outros aspectos relacionados à alimentação,  como duraçãodo aleitamento materno e a introdução da alimentação  complementar,têm sido considerados fatoresrelacionadosao desenvolvimento precoce  da obesidade (6,7).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Não há na literatura evidências  conclusivas acerca da relação entre o desenvolvimento precoce de obesidade e o  momento de introdução de novos alimentos nos lactentes (8).Mesmo que essa  relação exista em crianças no início da idade pré-escolar, não se sabe se há  alguma peculiaridade quanto à associação dessa condição e o tipo de alimento que  é introduzido mais ou menos precocemente (9).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Assim, o presente estudo teve  como objetivoverificar se em crianças no início da idade pré-escolar já se  observa a prevalêcia de excesso de peso e se a idade de introdução de novos  alimentos, bem como o tipo de alimento introduzido, se associa à essa condição  nas crianças desta faixa etária.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2"><b>MÉTODOS</b></font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Estudo observacional,  analítico, com levantamento retrospectivo de dados de uma coorte histórica de  crianças nascidas nos anos de 2011/12, frequentadores de creches públicas de  Taubaté (São Paulo, Brasil) durante o ano de 2014.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">O cálculo amostral considerou  uma prevalência de excesso de peso(EP) de cerca de 30% em criançasde Taubaté  (10), oque, para um poder de teste de 80%, um &#945; de 5% e admitindo um erro padrão  de 3%, estimou a necessidade de 416 crianças. Este número foi ampliado para 458  visando compensar 10% de possíveis perdas eventuais.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Considerando esse cálculo  amostral a partir da prevalência de excesso de peso verificou-se que o número  estimado da amostra é suficiente também para que se realizasse uma análise  multivariada de regressão linear (11). A seleção da amostra foi realizada por  conglomerados, de maneira probabilística e aleatória, tendo comounidade amostral  a creche.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Todas as crianças  frequentadoras das creches foram avaliadas previamente à inclusão na amostra  quanto a serem portadoras de doenças e/ ou estarem recebendo tratamento que  pudessem influenciar seu crescimento ouconfundir a avaliação nutricional por  antropometria, de modo a evitar falsos diagnósticos e, consequentemente,  conclusões indevidas a partir dos resultados.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">O peso foi avaliadocom  balançadigitalG Life®, com precisão de 100g, e a estatura com o estadiôme¬tro  portátilWCS®, com precisão em milímetros, ambas as aferições foram realizadas na  pré-escola.Todas as medidas foram obtidas seguindo as técnicas propostas por  Frisancho (12) e coletadas em triplicata e o valor utilizado para a análise foi  a média calculada das três medidas de peso e de altura obtidas de cada criança.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Logo após a coleta, os dados  foram sistematicamente checados quanto à sua consistência e quando  apresentavamvalores muito discrepantes entre si,dos valores das demais crianças  ou do referencial adotado (OMS 2006), as mensurações foram refeitas.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Os valores de estatura e do  índice de massa corpórea (peso/estatura<sup>2</sup>) – IMC - foram transformados  em escores Z pelo re¬ferencial da Organização Mundial da Saúde (OMS) -2006 (13)  e o diagnóstico nutricional foi classificado pelo IMC conforme a norma do  Ministério da Saúde (MS) (14). Para esse estudo definiu-se como portadoras de EP  as crianças com escore z de IMC&#8805; a +1.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Asdemais informações obtidas  foram: peso ao nascer (PN), tipo de parto e dados da alimentação: duração, em  meses, do aleitamento materno exclusivo (AME) e do aleitamento total (AT) e  idade de início, em meses, de: leite não materno, água e/ou chá, papa de fruta,  papa de vegetais e guloseimas.Sua coleta foi realizada a partir dos genitores ou  responsáveis pela criança, utilizando um questionário de  autopreenchimentopadronizado e previamente testado.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">As 27 creches sorteadas dentre  as 62 creches existentes geraram 655 alunos. Desses, 192 (29,3%) foram excluídos:  137pornão retornarem o questionário ou não autorizarem a participação, 19 que  não compareceram para a avaliação antropométrica e 36 queapresentaram dados  inconsistentes, como consequência 463 crianças compuseram a amostra final  estudada.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">A análise inicialdos dados foi  primária, por correlação (Pearson r) entre a variável resposta - escore z de IMC  (zIMC) - e as variáveis das crianças e da sua alimentação. Posteriormente, as  variáveis, por sua significância estatística ou por plausibilidade  epidemiológica e/ou biológica, foram analisadas por regressão linear de  múltiplas variáveis tendo como variável dependente o escore z de IMC.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">O estudofoi aprovado pelo  Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da Univer¬sidade de  São Paulo (USP), parecer nº 498.687.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">A média de idade das 463  crianças na avaliaçãoera de 2,4 anoscom desvio padrão (dp) de 0,3 ea maioria das  crianças (60,2%)estava entre 2,2 e 2,7 anos. Observa-se na <a href="#tab1">Tabela 1</a> que haviauma  pequena predominância de meninas (50,5%), que aproximadamente 2/3 das crianças  nasceram com o peso adequado segundo a OMS (13) e também que2/3 dos partos  foramdo tipo cesáreo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="tab1"> <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v66n3/art05tab1.gif" width="316" height="449"></a></p>     
<p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Quanto ao crescimentoem  estatura alcançado pelas crianças verifica-se que apenas 2,1% das crianças  estava abaixode -2 escores z do referencial (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).No que se refere ao  estado nutricional observa-se, na mesma tabela,que mais de 1/4dos pré-escolares  já apresentava excesso de peso.Os valores referentes às médias de escore z do  peso, estatura e IMC encontram-se na <a href="#tab2">Tabela 2</a>.</font></p>     <p align="center"><a name="tab2"> <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v66n3/art05tab2.gif" width="399" height="149"></a></p>     
<p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Tanto o tempo médio de duração  do AME quanto o do AT mostraram-se inferiores ao recomendado pela OMS. Tambémse  observouuma introdução, em média, precoce dapapa de fruta, da papa de legumes e  de guloseimas (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p align="center"><a name="tab3"> <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v66n3/art05tab3.gif" width="399" height="334"></a></p>     
<p align="justify"><font face="Verdana" size="2">A duração do aleitamento ou as  idades de introdução dos diversos alimentos não evidenciaram correlaçã com o  zIMC, apenas o PNfoi significante(r= 0,22, IC95% de 0,13 a 0,31; p&lt;0,0001).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Aanálise de múltiplas variáveis  (<a href="#tab4">Tabela 4</a>) mostrou que as variáveis sexo, PN e AT foram as que mostraram  correlação significante com o escore z de IMC das crianças estudadas. Nessa  análise, ser menino ea duração total do aleitamento materno evidenciaram  correlação inversa com o zIMC da criança, enquanto oPNapresentoucorrelação  direta.</font></p>     <p align="center"><a name="tab4"> <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v66n3/art05tab4.gif" width="398" height="262"></a></p>     
<p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Ainda nessa mesma análise, a  idade de introdução de outros alimentos, leite não materno inclusive, não  mostrou ter relação estatisticamente significante com o escore z de IMC das  crianças.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2"> <span style="text-transform: uppercase"><b>Discussão</b></span></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Quanto ao crescimentoem  estatura praticamente todas as crianças estavam normais, indicando que,  provavelmenteaté os 2 anos,tiveram condições de vida no mínimo suficientes para  crescer bem. Osseusíndices de massa corpóreatambém são condizentes com  essecrescimento, porém com a ressalva de que 27,4% já apresentavam risco de  sobrepeso e sobrepesoe 1,1% eram obesas, frequências essas elevadas para esta  faixa etária, mas próximas às já observadas para a cidade de Taubaté (10).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Os resultados encontrados  quanto à ser do sexo masculino como fator de proteção (4,15) e o maior PN como  fator de risco para o EP precoce se mostraram compatíveis com dados previamente  descritos pela literatura, inclusive em crianças brasileiras (2,3,16).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">O mesmo foi observado quanto à  duração total do aleitamento materno, que mostrou ser fator protetor, mesmo que  discreto no nosso estudo,contra o desenvolvimento de EP, o que concorda com os  achados deSIMON et al. (17), e estudos americanos que observaram que um menor  tempo deATcorrespondia a maior risco de apresentarEP (18,19).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Contrariamente ao demonstrado  por outros autores (17,18,20), é importante salientar que no presente estudo não  se verificou correlação do EP com a idade de introdução de outros alimentos  (inclusive outros leites), o que é importante pois, de maneira geral, na nossa  amostra, essa idade pode ser considerada precoce.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Uma revisão sistemática  recentetambém conclui que não hánítida associação entre a idade de introdução de  alimentos sólidos e o risco de obesidade em crianças (9). A revisão de Weng e  colaboradores (2012) não define como certo que a idade de introdução de  alimentos sólidos seja fator de risco para o desenvolvimento precoce do excesso  de peso na infância (5).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Esses dados da literatura, em  associação com os presentes resultados, permitem supor que, mesmo que exista de  fato uma associação entre a idade de introdução de novos alimentos e risco de um  excesso de peso futuro, sua relação não deve ter relevante significado clinico  e/ou epidemiológico.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Como consequência, considerando  a ampla gama de fatores e hábitos culturais que influenciam a alimentação e que  podem estar relacionados com o desenvolvimento de EP, torna-se evidente a  necessidade de novos estudos para compreender melhor a sua relação com o aumento  precoce da prevalência de excesso de pesona infância (21).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Como uma limitação do presente  trabalho pode-se considerar o método de estudo utilizado (coorte retrospectiva)  que poderia gerar em um viés de memória que, no entanto, é possível supor que o  mesmo é parcialmente atenuado por se tratar de uma amostra de crianças bem  jovens. Destaca-se como ponto forte do estudo a amostra, que é representativa de  uma população urbana que frequenta pré-escolas públicas, em uma cidade que tem  vaga para todas as crianças, com famílias que possuem níveis razoáveis de  escolaridade e renda, perfil muito semelhante à grande parte das crianças que  frequentam creches públicas em cidades de médio porte no Brasil.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2"> <span style="text-transform: uppercase"><b>Conclusões</b></span></font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Um tempo total mais prolongado  de aleitamento materno mostrou ser fator protetor, mesmo que de pequena monta,  para o risco de desenvolvimento do excesso de peso.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Além disso, a interpretação  final dos resultados, somando-se às evidências da literatura, permite concluir  que a introdução precoce de novos alimentos durante o primeiro ano de vida não  influenciade maneira importante o risco de desenvolvimento de excesso de peso em  criançasno início da idade pré-escolar.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2">Como consequência, mais do que  postergar a introdução de novos alimentos, é importante adotar políticas  voltadas para a promoção do aleitamento materno, visando prolongar sua duração.  Essas, no campo da saúde pública, entre outros benefícios, podem contribuir  também para que ocorra uma redução na velocidade de expansão da epidemia de  excesso de peso entre as crianças mais jovens.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2"> <span style="text-transform: uppercase"><b>Referências</b></span></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="Verdana" size="2">1. World Health Organization.  Obesity: preventing and managing the global epidemic. Report of WHO Consultation  on Obesity. World Health Organization. Geneva; 1998.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=534860&pid=S0004-0622201600030000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="Verdana" size="2">2. Muller RM, Tomasi E,  Facchini LA, Piccini RX, Silveira DS, Siqueira FV, Thumé E, Silva SM, Dilélio  AS. Excesso de peso e fatores associados em menores de cinco anos em populações  urbanas no Brasil. Rev Bras Epidemiol. 2014; 285-296.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=534861&pid=S0004-0622201600030000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="Verdana" size="2">3. Oppitz IN, Cesar JA, Neumann  NA. Excesso de peso entre menores de cinco anos em municípios do semiárido. Rev  Bras Epidemiol. 2014; 17:860- 872.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=534862&pid=S0004-0622201600030000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="Verdana" size="2">4. Puffer RR, Serrano C.  Patterns of birth weight. Scient Public. 1987; 504.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=534863&pid=S0004-0622201600030000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="Verdana" size="2">5. Weng SF, Redsell SA, Swift  JA, Yang M, Glazebrook CP. Systemati review and metaanalyses of irsk factors for  childhood overweight identifiable during infancy. Arch Dis Child. 2012;  97:1019-1026.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=534864&pid=S0004-0622201600030000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="Verdana" size="2">6. Monasta L, Batty GD,  Cattaneo A, Lutje V, Ronfani L, van Lenthe FJ, Brug J. Early-life determinants  of overweight and obesity: a review of systematic reviews. 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Moorcroft KE, Marshall JL,  McCormick FM. Association between timing of introducing solid foods and obesity  in infancy and childhood: A systematic review. Matern Child Nut. 2011; 7:3- 26.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=534868&pid=S0004-0622201600030000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="Verdana" size="2">10. Nascimento VG, Silva JPC,  Bertoli CJ, Abreu LC, Valenti VE, Leone C. Prevalência de sobrepeso e obesidade  em crianças pré-escolares em creches públicas: um estudo transversal. 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Brasília;  2008.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=534873&pid=S0004-0622201600030000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="Verdana" size="2">15. Magalhães TCA, Vieira SA,  Priore SE, Ribeiro AQ, Lamounier JA, Franceschini SCC, Sant’ana LFR. Exclusive  breastfeeding and other foods in the first six months of life: effects on  nutritional status and body composition of Brazilian children.  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Simon VGN, Souza JMP, Souza  SB. Breastfeeding, complementary feeding, overweight and obesity in pre-school  children. Rev Saude Publica. 2008; 43:1-9.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=534876&pid=S0004-0622201600030000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="Verdana" size="2">18. Gaffney KF, Kitsantas P,  Cheema J. Clinical Practice Guidelines for Feeding Behaviors and Weight-for-Age  at 12 months: A Secondary Analysis of the Infant Feeding Practices Study II.  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Škledar MT, Miloševi&#263;  M. Breastfeeding and time of complementary food introduction as predictors of  obesity in children. Cent Eur J Public Health. 2015; 23:26-31.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=534879&pid=S0004-0622201600030000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify"><font face="Verdana" size="2">21. Clayton HB, Li R, Perrine  CG, Scanlon KS. Prevalence and Reasons for Introducing Infants Early to Solid  Foods: Variations by Milk Feeding Type. 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