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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação da biomassa de microcrustáceos em ambientes aquáticos continentais]]></article-title>
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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Evaluación de la biomasa de microcrustáceos en ambientes acuáticos continentales]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[There are several methodologies for biomass estimation. The most common for microcrustacean zooplanktonic biomass determination are based on linear regression equations relating individual dry weight and length. Almost 75% of the papers reviewed in the present stydy have used this methodology, and 52% of them refer to studies carried out in temperate regions, were most of the available regressions were made. New studies are needed in order to obtain equations for species of subtropical and tropical environments. Most of the reviewed authors do not specify whether individuals were preserved, what were the measurement criteria and how many individuals were used in each length class in order to calculate new equations or apply known ones. These criteria are often assumed as arbitrary and, thus, regression equations should not be used in all situations without caution. The equations change in intercept and slope values, depending on the environment where they have been calculated. However, biomass values estimated through equations obtained by other authors is common. It is possible to conclude that in the use of dry weight-length equations for biomass estimation it is necessary to standardize individual length measurement criteria, preservation techniques, number of individuals in each length class, and finally, time and temperature of drying.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Las metodologías para estimación de biomasa son variadas. El método más difundido para el cálculo de la biomasa de microcrustáceos zooplanctónicos parte de la obtención de ecuaciones de regresión lineal, considerando la relación peso seco-longitud de los individuos. Esta metodología es de uso generalizado, siendo usada en casi 75% de las publicaciones analizadas en el presente estudio. En relación a los diferentes ambientes analizados, 52% corresponden a regiones templadas, donde también fueron realizadas la mayoría de las regresiones disponibles para diferentes especies. Es necesario, por ello, desarrollar más estudios y elaborar ecuaciones para las diferentes especies presentes en ambientes tropicales y subtropicales. La mayoría de los autores citados no especifica el uso de individuos fijados o no, ni especifican el criterio para la medición o cuántos individuos fueron utilizados en cada clase de longitud. Esto ocurre para la elaboración de las ecuaciones y para el uso de ecuaciones elaboradas en otros estudios. Estos criterios son asumidos como arbitrarios, dificultando e impidiendo el uso de estas ecuaciones, por lo que las fórmulas no deben ser aplicadas universalmente sin reservas. Las ecuaciones pueden variar, aun para una misma especie, en los valores de intersección y pendiente de la recta, dependiendo del ambiente donde fueron realizadas. Los usuarios de estas regresiones deben considerar las variaciones que las mismas pueden sufrir en función de factores que afectan la relación peso seco-longitud. Se concluye que, para calcular biomasa por ecuaciones peso seco-longitud, es necesario estandarizar los criterios de medición de la longitud de los individuos, técnicas de preservación, número de individuos por clase de longitud, así como tiempo y temperatura de secado.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[   <B>    <P align="center"><font face="Verdana" size="3">AVALIA&Ccedil;&Atilde;O DA BIOMASSA DE MICROCRUST&Aacute;CEOS EM AMBIENTES AQU&Aacute;TICOS CONTINENTAIS</font></P>     <P align="center"><font face="Verdana" size="2">Mart&iacute;n C. M. Blettler e Cl&aacute;udia C&oacute;sta Bonecker</font></P> </B>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Mart&iacute;n C. M. Blettler. <B>Lic. en Biodiversidad, Universidad Nacional del Litoral, Argentina. Mestre em Ecologia de Ambientes Aqu&aacute;ticos Continentais, Universidade Estadual de Maring&aacute; (UEM), Brasil. Doutorando em Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas, Consejo Nacional de Investigaciones Cient&iacute;ficas y T&eacute;cnicas, CONICET - Universidad Nacional del Litoral, Argentina.</B>  </font> <B><font face="Verdana" size="2">Endere&ccedil;o: Av. Colombo, 5790. 87020-900, Maring&aacute;, Paran&aacute;, Brasil. e-mail: martinblettler@hotmail.com</font></P> </B>    <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Cl&aacute;udia C&oacute;sta Bonecker. </font> <B><font face="Verdana" size="2">Bacharelado e Lic. em Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas, Universidade Gama Filho, Brasil. Mestrado e Doutora em Ecologia de Ambientes Aqu&aacute;ticos Continentais, UEM, Brasil. Vice-coordenadora N&uacute;cleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aq&uuml;icultura/PEA, Universidade Estadual de Maring&aacute;, Brasil.</font> </P>  </B>    <P align="justify"><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></P>      <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">As metodologias para a estimativa da biomassa s&atilde;o variadas. Entretanto, o m&eacute;todo mais difundido para obter a biomassa de microcrust&aacute;ceos zooplanct&ocirc;nicos &eacute; a partir da obten&ccedil;&atilde;o de equa&ccedil;&otilde;es de regress&atilde;o linear, considerando a rela&ccedil;&atilde;o<B> </B>peso seco-comprimento dos indiv&iacute;duos. Esta metodologia &eacute; de uso generalizado, quase o 75% dos trabalhos pesquisados neste estudo. Em rela&ccedil;&atilde;o aos ambientes estudados, 52% correspondem a trabalhos feitos em regi&otilde;es temperadas. Nessa regi&atilde;o tamb&eacute;m foi elaborada a maioria das regress&otilde;es dispon&iacute;veis na literatura para as diferentes esp&eacute;cies. &Eacute; necess&aacute;rio desenvolver mais estudos e construir equa&ccedil;&otilde;es para as diferentes esp&eacute;cies presentes nas regi&otilde;es subtropicais e tropicais. A maioria dos autores citados n&atilde;o especificam se usou indiv&iacute;duos fixados e n&atilde;o fixados. Tampoco especificam o crit&eacute;rio adotado na medi&ccedil;&atilde;o nem quantos indiv&iacute;duos foram utilizados em cada classe de comprimento. Esto acontece para a elabora&ccedil;&atilde;o das equa&ccedil;&otilde;es e para o uso das equa&ccedil;&otilde;es j&aacute; elaboradas, sendo muitas veces estos crit&eacute;rios assumidos como arbitr&aacute;rio. As f&oacute;rmulas de regress&atilde;o n&atilde;o devem ser aplicadas universalmente sem reservas. As equa&ccedil;&otilde;es feitas para uma mesma esp&eacute;cie podem variar tanto nos valores da intercep&ccedil;&atilde;o como na inclina&ccedil;&atilde;o da reta, pois depende do ambiente onde foram realizadas. Embora, os usu&aacute;rios dessas regress&otilde;es devem atestar para as varia&ccedil;&otilde;es que as mesmas possam sofrer em fun&ccedil;&atilde;o de fatores que afetam a rela&ccedil;&atilde;o peso-comprimento. Conclui-se que, para o c&aacute;lculo da biomassa por equa&ccedil;&otilde;es peso seco-comprimento, &eacute; necess&aacute;rio padronizar os crit&eacute;rios de medi&ccedil;&atilde;o do comprimento, t&eacute;cnicas de preserva&ccedil;&atilde;o, n&uacute;mero de indiv&iacute;duos por classe de comprimento, e tempo e temperatura de secagem.</font></P>  <B>    <P align="center"><font face="Verdana" size="2">MICROCRUSTACEAN BIOMASS ESTIMATION IN CONTINENTAL AQUATIC ENVIRONMENTS</font></P> </B>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2"><b>SUMMARY</b></font></P>      <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">There are several methodologies for biomass estimation. The most common for microcrustacean zooplanktonic biomass determination are based on linear regression equations relating individual dry weight and length. Almost 75% of the papers reviewed in the present stydy have used this methodology, and 52% of them refer to studies carried out in temperate regions, were most of the available regressions were made. New studies are needed in order to obtain equations for species of subtropical and tropical environments. Most of the reviewed authors do not specify whether individuals were preserved, what were the measurement criteria and how many individuals were used in each length class in order to calculate new equations or apply known ones. These criteria are often assumed as arbitrary and, thus, regression equations should not be used in all situations without caution. The equations change in intercept and slope values, depending on the environment where they have been calculated. However, biomass values estimated through equations obtained by other authors is common. It is possible to conclude that in the use of dry weight-length equations for biomass estimation it is necessary to standardize individual length measurement criteria, preservation techniques, number of individuals in each length class, and finally, time and temperature of drying.</font></P>  <B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="center"><font face="Verdana" size="2">EVALUACI&Oacute;N DE LA BIOMASA DE MICROCRUST&Aacute;CEOS EN AMBIENTES ACU&Aacute;TICOS CONTINENTALES</font> </P> </B>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMEN</b></font></P>      <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Las metodolog&iacute;as para estimaci&oacute;n de biomasa son variadas. El m&eacute;todo m&aacute;s difundido para el c&aacute;lculo de la biomasa de microcrust&aacute;ceos zooplanct&oacute;nicos parte de la obtenci&oacute;n de ecuaciones de regresi&oacute;n lineal, considerando la relaci&oacute;n peso seco-longitud de los individuos. Esta metodolog&iacute;a es de uso generalizado, siendo usada en casi 75% de las publicaciones analizadas en el presente estudio. En relaci&oacute;n a los diferentes ambientes analizados, 52% corresponden a regiones templadas, donde tambi&eacute;n fueron realizadas la mayor&iacute;a de las regresiones disponibles para diferentes especies. Es necesario, por ello, desarrollar m&aacute;s estudios y elaborar ecuaciones para las diferentes especies presentes en ambientes tropicales y subtropicales. La mayor&iacute;a de los autores citados no especifica el uso de individuos fijados o no, ni especifican el criterio para la medici&oacute;n o cu&aacute;ntos individuos fueron utilizados en cada clase de longitud. Esto ocurre para la elaboraci&oacute;n de las ecuaciones y para el uso de ecuaciones elaboradas en otros estudios. Estos criterios son asumidos como arbitrarios, dificultando e impidiendo el uso de estas ecuaciones, por lo que las f&oacute;rmulas no deben ser aplicadas universalmente sin reservas. Las ecuaciones pueden variar, aun para una misma especie, en los valores de intersecci&oacute;n y pendiente de la recta, dependiendo del ambiente donde fueron realizadas. Los usuarios de estas regresiones deben considerar las variaciones que las mismas pueden sufrir en funci&oacute;n de factores que afectan la relaci&oacute;n peso seco-longitud. Se concluye que, para calcular biomasa por ecuaciones peso seco-longitud, es necesario estandarizar los criterios de medici&oacute;n de la longitud de los individuos, t&eacute;cnicas de preservaci&oacute;n, n&uacute;mero de individuos por clase de longitud, as&iacute; como tiempo y temperatura de secado.</font></P>  <B>    <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">PALAVRAS CHAVE / Biomassa / Microcrust&aacute;ceos Zooplanct&ocirc;nicos / Peso Seco-Comprimento / Regress&atilde;o Linear /</font></P> </B><FONT SIZE=2>    <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Recibido: 09/05/2005. Modificado: 14/07/2006. Aceito: 19/07/2006.</font></P> </FONT>    <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Informa&ccedil;&otilde;es sobre a biomassa zooplanct&ocirc;nica s&atilde;o ainda escassas, o que pode ser explicado pela car&ecirc;ncia de equipamentos adequados e por algumas metodologias pouco pr&aacute;ticas e demoradas. Uma avalia&ccedil;&atilde;o realista do verdadeiro significado ecol&oacute;gico de cada grupo da comunidade zooplanct&ocirc;nica n&atilde;o deve-se limitar simplesmente a determinar apenas a abund&acirc;ncia dos organismos, o que pode ter levado a generaliza&ccedil;&otilde;es um tanto simplistas, tamb&eacute;m requer certamente a compara&ccedil;&atilde;o de suas biomassas (Pinto-Coelho, 2004). Embora os rot&iacute;feros sejam geralmente mais abundantes, os microcrust&aacute;ceos contribuem em maior propor&ccedil;&atilde;o com a biomassa total, como reportado por muitos autores (De Manuel e Jaume, 1994; Rocha <I>et al</I>., 1995; Ghadouani <I>et al</I>., 1998). Neste sentido, o presente estudo tem como objetivo apresentar as diferentes metodologias para a avalia&ccedil;&atilde;o da biomassa de microcrust&aacute;ceos zooplanct&ocirc;nicos em ambientes aqu&aacute;ticos continentais. Para a metodologia mais utilizada (biomassa por peso seco) s&atilde;o apresentadas as vantagens e desvantagens na sua utiliza&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m dos erros e as limita&ccedil;&otilde;es e generaliza&ccedil;&otilde;es do seu emprego.</font></P>  <B>    <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">M&eacute;todos para o c&aacute;lculo da biomassa</font></P> </B>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">As metodologias para a estimativa da biomassa s&atilde;o muito variadas. A decis&atilde;o sobre qual deve ser escolhida vai depender da disponibilidade do equipamento do laborat&oacute;rio, n&uacute;mero de amostras, tempo dispon&iacute;vel, objetivo do trabalho (Paggi e Paggi, 1995), ambiente do estudo, e grupo ou comunidade estudada.</font></P>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Assim, &eacute; poss&iacute;vel determinar a biomassa dos microcrust&aacute;ceos aqu&aacute;ticos pelo conte&uacute;do de cinza, peso &uacute;mido, atrav&eacute;s do valor cal&oacute;rico do corpo, valor cal&oacute;rico atrav&eacute;s da composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica, por calorimetria direta, combust&atilde;o &uacute;mida, pelo conte&uacute;do de prote&iacute;nas, carboidratos, gorduras, e carbono (Winberg e Duncan, 1971). Os autores anteriores realizam uma boa sinteses e descrip&ccedil;&atilde;o destas metodolog&iacute;as. Tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel estimar biomassa pelo conte&uacute;do de carbono, segundo as t&eacute;cnicas de Ganf e Milburn (1971) e Latja e Salonen (1978), e por o peso seco total dos organismos da amostra (Carpenter 1974, cit. em<I> </I>McCauley 1984). Entretanto, o m&eacute;todo, sem d&uacute;vida, mais difundido para obter a biomassa zooplanct&ocirc;nica &eacute; a partir da obten&ccedil;&atilde;o de equa&ccedil;&otilde;es de regress&atilde;o linear, considerando a rela&ccedil;&atilde;o<B> </B>peso seco-comprimento dos indiv&iacute;duos. O peso seco &eacute; obtido mediante a pesagem de grupos de indiv&iacute;duos, previamente medidos, em uma microbalan&ccedil;a. Esta t&eacute;cnica foi divulgada amplamente por Dumont <I>et al</I>. (1975), onde s&atilde;o apresentadas as equa&ccedil;&otilde;es peso seco-comprimento para uma grande variedade de esp&eacute;cies. Posteriormente, Bottrell <I>et al.</I> (1976) sumarizaram as equa&ccedil;&otilde;es descritas pelo Programa Biol&oacute;gico Internacional. A revis&atilde;o feita por McCauley (1984) tamb&eacute;m contribuiu muito na divulga&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo para a estimativa da biomassa por equa&ccedil;&otilde;es de regress&atilde;o linear. Bird e Praire (1985) apresentaram algumas observa&ccedil;&otilde;es e precau&ccedil;&otilde;es a respeito da constru&ccedil;&atilde;o das equa&ccedil;&otilde;es (erros nas medi&ccedil;&otilde;es, nos limites de confian&ccedil;a e na transforma&ccedil;&atilde;o logaritmica), at&eacute; ent&atilde;o discutidas, e tamb&eacute;m contribu&iacute;ram para a sua correta utiliza&ccedil;&atilde;o. Atualmente, a metodologia &eacute; de uso generalizado por pesquisadores no mundo todo. A partir destas considera&ccedil;&otilde;es, ser&aacute; dada especial aten&ccedil;&atilde;o a esta metodologia para a estimativa da biomassa de microcrust&aacute;ceos zooplanct&ocirc;nicos de ambientes aqu&aacute;ticos continentais.</font></P>  <I>    <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Preserva&ccedil;&atilde;o das amostras</font></P> </I>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font face="Verdana" size="2">&Eacute; muito importante em estudos de biomassa zooplanct&ocirc;nica a escolha do m&eacute;todo para a preserva&ccedil;&atilde;o dos organismos. A t&eacute;cnica mais adequada para a preserva&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos seria a de congelamento r&aacute;pido com gelo, seguido de liofiliza&ccedil;&atilde;o. Em geral, o congelamento seguido de liofiliza&ccedil;&atilde;o preserva melhor a dimens&atilde;o linear dos organismos (Berberovic e Pinto-Coelho, 1989).</font></P>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Entretanto, geralmente as amostras destinadas para o c&aacute;lculo de biomassa s&atilde;o usadas previamente para a determina&ccedil;&atilde;o da densidade das popula&ccedil;&otilde;es e/ou comunidades, e s&atilde;o, portanto, preservadas em formol. O formol, por causa da sua a&ccedil;&atilde;o &aacute;cida, com o tempo, pode causar danos aos indiv&iacute;duos. Tamb&eacute;m causa normalmente morte demorada dos indiv&iacute;duos e muitos deles se contraem, expelem o conte&uacute;do dos intestinos ou abrem a carapa&ccedil;a, perdendo parte da sua mat&eacute;ria durante o processo o que pode influenciar significativamente a rela&ccedil;&atilde;o peso-comprimento. A preserva&ccedil;&atilde;o em formol tamb&eacute;m pode representar um problema quando a seq&uuml;&ecirc;ncia de &aacute;cidos nucleicos fora necess&aacute;ria. Dessa forma, recomenda-se que o formol seja tamponado, utilizando-se b&oacute;rax ou carbonato de c&aacute;lcio a fim de se alcan&ccedil;ar valores neutros de pH, e recomenda-se, tamb&eacute;m, a adi&ccedil;&atilde;o de anest&eacute;sico antes da fixa&ccedil;&atilde;o (Culver <I>et al</I>., 1985; Pinto-Coelho, 2004). Isso pode ser realizado pela adi&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua mineral gasosa ou ent&atilde;o, simplesmente, pela adi&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua gelada (4ºC) antes da fixa&ccedil;&atilde;o.</font> </P>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o a esses m&eacute;todos de preserva&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos, h&aacute; autores que consideram diferen&ccedil;as significativas de peso entre os indiv&iacute;duos fixados e n&atilde;o fixados, e autores que n&atilde;o. Assim, no primeiro grupo cita-se autores como Howmiller (1972), que mostrou que o peso seco dos indiv&iacute;duos pode reduzir em at&eacute; 10% depois da preserva&ccedil;&atilde;o em formol<B>.</B> Dumont <I>et al.</I> (1975) reportaram perdas do peso seco por fixa&ccedil;&atilde;o em formol de 23-35%, Pilati e Mart&iacute;nez (2003) acharam perdas de 30% em cop&eacute;podos do g&eacute;nero <I>Boeckella</I>. Coincidentemente com os autores anteriores, est&atilde;o autores como McCauley (1984) e Pace e Orcutt (1981), que tamb&eacute;m adverteram sobre perda do peso depois da preserva&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos. Schram <I>et al.</I> (1981) demonstraram, ainda, que indiv&iacute;duos de <I>Ceriodaphnia lacustris</I> preservados em formol, apresentaram a maior perda de peso seco durante os primeiros dois meses de fixa&ccedil;&atilde;o (47% depois dois primeiros 45 dias), ap&oacute;s esse per&iacute;odo, esta foi de quase zero. Para evitar problemas de perda de peso, Persson e Ekbohm (1980), e Geller e M&uuml;ller (1985) usaram material fresco, sendo essa escolha recomendada por Paggi<I> </I>e Paggi (1995) sempre que poss&iacute;vel. No segundo grupo est&atilde;o os autores, como Bottrell <I>et al. </I>(1976), que defendem a id&eacute;ia que n&atilde;o existem diferen&ccedil;as significativas para a estimativa do peso seco entre amostras preservadas e frescas. Deve-se destacar que os diferentes autores acima mencionados usaram diferentes especies para seus estudos, pelo qual as diferentes perdas de peso podem estar em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s diferentes especies selecionadas.</font></P>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Embora existam ou n&atilde;o diferen&ccedil;as significativas no peso do material preservado e fresco, exemplares fixados em formol t&ecirc;m sido usados com freq&uuml;&ecirc;ncia na literatura para a estimativa da biomassa (entre outros Baudouin e Ravera, 1972; Dumont <I>et al</I>., 1975; Culver <I>et al</I>., 1985; Hart, 1987; Masundire, 1994; Mel&atilde;o e Rocha, 2001). Para os estudos que requerem alta precis&atilde;o na determina&ccedil;&atilde;o da biomassa zooplanct&ocirc;nica, Gigu&egrave;re <I>et al.</I> (1989) apresentaram fatores de corre&ccedil;&atilde;o. Estos fatores s&atilde;o regress&otilde;es que quantificam a perda do peso seco dos organismos preservados em formol, tendo em considera&ccedil;&atilde;o o comprimento de corpo. Estas regress&otilde;es devem ser usadas para ajustar o peso dos organismos da amostra preservada. Estudos realizados por Amarasinghe <I>et al.</I> (1997) s&atilde;o um dos poucos exemplos que tem aplicado esses fatores.</font> </P>  <I>    <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Medidas de comprimento</font></P> </I>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Os indiv&iacute;duos escolhidos a serem medidos e pesados devem ser representativos da varia&ccedil;&atilde;o total do comprimento da esp&eacute;cie que ter&aacute; a sua biomassa estimada, e isolados por classes de comprimento previamente estabelecidas. Ovos, embri&otilde;es e bainhas gelatinosas geralmente s&atilde;o removidos dos indiv&iacute;duos antes da pesagem (Dumont <I>et al</I>., 1975; Persson e Ekbohm, 1980; Geller e M&uuml;ller, 1985). Caso seja de interesse do estudo, os ovos podem ser medidos e pesados independentemente (Dumont <I>et al</I>., 1975). As medi&ccedil;&otilde;es do comprimento s&atilde;o comumente realizadas com ocular micrometrada em microsc&oacute;pio &oacute;ptico. Existem diferentes crit&eacute;rios para tomar as medidas do comprimento dos indiv&iacute;duos de clad&oacute;ceros e variam segundo cada autor. A maioria, medem desde a extremidade inicial da cabe&ccedil;a at&eacute; a por&ccedil;&atilde;o final da carapa&ccedil;a, excluindo ap&ecirc;ndices ou espinho, quando presente (Baudouin e Ravera, 1972; Burgis, 1974; Duncan, 1975; Bottrell <I>et al</I>.,<I> </I>1976; Rosen, 1981; Bird e Praire, 1985; Culver <I>et al</I>., 1985; Geller e M&uuml;ller, 1985; Hessen, 1989; Masundire, 1994; Amarasinghe <I>et al</I>., 1997). Para os cop&eacute;podos (copepoditos e adultos), alguns autores utilizam como medida de comprimento a dist&acirc;ncia entre a margem anterior da cabe&ccedil;a at&eacute; a margem posterior do urossoma, excluindo o ramo caudal. Este crit&eacute;rio &eacute; usado por Bottrell <I>et al</I>. (1976) e Rosem (1981). Embora, a medida mais comumente usada &eacute; a dist&acirc;ncia entre a margem anterior da cabe&ccedil;a at&eacute; a margem posterior do urossoma, excluindo s&oacute; a seta terminal (McCauley, 1984), tendo presente que mais da mitade dos dados incluidos por este autor foram obtidos utilizando esta medida. Outros autores definem como medida usada ao total do corpo, esto pode-se interpretar como a dist&acirc;ncia entre a margem anterior da cabe&ccedil;a at&eacute; a extremidade do ramo caudal (Dumon <I>et al</I>., 1975; Persson e Ekbohm, 1980). Deve-se destacar tamb&eacute;m que alguns autores preferem tomar como medida de comprimento s&oacute; o prossoma (desde a margem anterior do prossoma at&eacute; a uni&atilde;o com o urossoma), esto deve-se ao fato que ocasionalmente este encontra-se virado (Pilati e Mart&iacute;nez, 2003). Para n&aacute;uplios, a dist&acirc;ncia desde a margem anterior at&eacute; a margem posterior do corpo (comprimento total), excluindo os ap&ecirc;ndices (Bottrell <I>et al.</I>, 1976; Rosen, 1981; Culver <I>et al</I>., 1985).</font></P> <I>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Estabelecimento das classes de comprimento dos indiv&iacute;duos</font></P> </I>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">O n&uacute;mero de indiv&iacute;duos presentes em cada classe de comprimento dever&aacute; ser o m&iacute;nimo que permita a balan&ccedil;a registrar com precis&atilde;o. Al&eacute;m disso, o n&uacute;mero de classes de comprimento estimado tamb&eacute;m dever&aacute; ser representativo da estrutura de tamanho da comunidade. O comprimento m&eacute;dio de cada classe de tamanho &eacute; usado para estimar a biomassa de todos os indiv&iacute;duos contidos nessa classe.</font></P>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Diferentes autores possuem diferentes crit&eacute;rios para estabelecer o n&uacute;mero de indiv&iacute;duos por classe de comprimento. Rosen (1981) prop&otilde;e que o n&uacute;mero de indiv&iacute;duos por esp&eacute;cie, e por classe de comprimento, varie dentro dos seguintes limites: 50-100 indiv&iacute;duos de 0,1-0,4mm; 25-50 indiv&iacute;duos de 0,4-1,0mm; e 10-25 indiv&iacute;duos de 1,0-5,0mm. Bird e Prairie (1985) n&atilde;o especificam o n&uacute;mero de indiv&iacute;duos por classe de comprimento para a obten&ccedil;&atilde;o das equa&ccedil;&otilde;es, mas recomendam estabelecer intervalos de tamanho de acordo com o grupo a ser analisado. Para as esp&eacute;cies de <I>Daphnia</I> e <I>Diaphanosoma, </I>os autores sugerem intervalos no m&aacute;ximo de 0,05mm, e para as esp&eacute;cies de <I>Ceriodaphnia</I> e <I>Bosmina,</I> 0,03mm. Dentre os cop&eacute;podos, s&atilde;o sugeridos intervalos de 0,015-0,02mm para copepoditos e n&aacute;uplios, e de 0,07-0,1mm para os adultos, dependendo do tamanho da esp&eacute;cie. Ao contr&aacute;rio dos &uacute;ltimos autores, os restantes autores considerados em esta revis&atilde;o n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o claros quanto ao crit&eacute;rio utilizado na determina&ccedil;&atilde;o das classes de comprimento para os microcrust&aacute;ceos, e s&oacute; especificam o n&uacute;mero de indiv&iacute;duos medidos e pesados.</font></P>  <I>    <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Prepara&ccedil;&atilde;o e pesagem dos indiv&iacute;duos</font></P> </I>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Os indiv&iacute;duos devem ser lavados em &aacute;gua destilada, caso sejam provenientes de amostras preservadas em formol, procurando-se retirar todo o material aderido &agrave; carapa&ccedil;a, sem danific&aacute;-los. O tempo de lavagem pode variar de 30min (Culver <I>et al</I>., 1985), a 1-2h (Burgis, 1974). Depois devem ser transferidos a cadinhos de alum&iacute;nio (Dumont <I>et al</I>., 1975; Makarewicz e Likens, 1979; Hessen, 1989), previamente pesados. Os cadinhos, com os indiv&iacute;duos a serem pesados, devem ser transferidos para a estufa em placas de Petri. Geralmente s&atilde;o deixados secar por 24h a 60ºC (Burns, 1969; Edmonson e Winberg, 1971; Persson e Ekbohm, 1980; Pace e Orcutt, 1981; Rosen, 1981; Schram <I>et al</I>.,<I> </I>1981; Tessier <I>et al</I>., 1983; McCauley, 1984; Culver <I>et al</I>., 1985; Hessen, 1989; Masundire, 1994), embora a temperatura e o tempo possam variar muito, segundo os diferentes autores. A temperatura usada para a secagem pode ser de 110ºC (Baudouim e Ravera 1972; Dumont <I>et al.,</I> 1975), 105ºC (Baudouin e Ravera, 1972; Geller e M&uuml;ller, 1985), 50-60ºC (Irvine e Waya<I>, </I>1999; Pilati e Mart&iacute;nez, 2003), e 55ºC (Jacobsen e Comita, 1976). O tempo de perman&ecirc;ncia na estufa &eacute; geralmente de 24h (Baudouin e Ravera 1972; Tessier <I>et al.</I>, 1983; Geller e M&uuml;ller, 1985; Pilati e Mart&iacute;nez, 2003), mas pode ser de 48h (Rosen, 1981), 20h (Edmonson e Winberg, 1971; Hessen, 1989), de 8h (Pinell-Alloul <I>et al</I>., 1988), 3h (Irvine e Waya, 1999), e 2h (Dumont <I>et al</I>., 1975<I>; </I>Culver <I>et al</I>., 1985; Langeland <I>et al.</I>, 1985).</font></P>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Altas temperaturas asseguram completa evapora&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua, mas tamb&eacute;m podem provocar a perda de subst&acirc;ncias org&acirc;nicas vol&aacute;teis, como as gorduras que podem ser perdidas por volatiliza&ccedil;&atilde;o, e ainda por decomposi&ccedil;&atilde;o, resultando em biomassa subestimada (Edmondson e Winberg, 1971).</font></P>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Depois da secagem, as amostras s&atilde;o colocadas para esfriar em um dessecador, por uma ou duas horas, at&eacute; que apresentem peso constante (McCauley, 1984), e s&atilde;o transferidas &agrave; balan&ccedil;a para determina&ccedil;&atilde;o do peso seco final. &Eacute; aconselh&aacute;vel, como em qualquer outra medi&ccedil;&atilde;o de precis&atilde;o, obter tr&ecirc;s leituras do peso da amostra por cadinho e calcular a m&eacute;dia. Para obter estimativas precisas, no m&iacute;nimo tr&ecirc;s r&eacute;plicas de classes de tamanho devem ser pesadas (Culver <I>et al., </I>1985), dependendo claro da variabilidade do sistema e precis&atilde;o desejada.</font></P>  <B>    <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">As equa&ccedil;&otilde;es da rela&ccedil;&atilde;o peso seco-comprimento</font></P> </B>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">A biomassa (B) &eacute; um estimado que surge de combinar o n&uacute;mero de indiv&iacute;duos (N) de uma classe de tamanho ou coorte e sua massa media (<img border="0" src="/img/fbpe/inci/v31n8/art09ecm.jpg" width="16" height="17">) (Winberg e Duncan, 1971):</font></P>     
<P align="justify"><img border="0" src="/img/fbpe/inci/v31n8/art09ec1m.jpg" width="55" height="21"></P>     
<P align="justify"><font face="Verdana" size="2">A an&aacute;lise de regress&atilde;o linear para a determina&ccedil;&atilde;o da biomassa<I> </I>deve alcan&ccedil;ar os pressupostos de linearidade, normalidade, homocedasticidade, e independ&ecirc;ncia das observa&ccedil;&otilde;es. As equa&ccedil;&otilde;es da rela&ccedil;&atilde;o peso seco-comprimento s&atilde;o elaboradas a partir das transforma&ccedil;&otilde;es dos valores do comprimento (vari&aacute;vel independente) e peso (vari&aacute;vel dependente), em logaritmo natural (Dumont <I>et al</I>., 1975; Bottrell <I>et al</I>., 1976; McCauley, 1984; Bird e Prairie, 1985). Esta transforma&ccedil;&atilde;o permite que a rela&ccedil;&atilde;o entre as duas medidas seja analisada a partir de uma reta (fun&ccedil;&atilde;o linear) e n&atilde;o de uma curva, e para tentar cumprir com o pressuposto da homocedasticidade (Prepas, 1984 cit. em Bird e Prairie, 1985). Nesse sentido, as regress&otilde;es lineares s&atilde;o ferramentas num&eacute;ricas usadas para predizer (Dillon e Rigler, 1974 cit. em Peters, 1986), a partir de uma vari&aacute;vel relativamente simples de mensurar (comprimento), o peso dos organismos. Normalmente, as equa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o expressas a partir da seguinte equa&ccedil;&atilde;o (McCauley, 1984):</font></P>     <P align="justify"><img border="0" src="/img/fbpe/inci/v31n8/art09ec2l.jpg" width="113" height="20"></P>     
<P align="justify"><font face="Verdana" size="2">onde 1nw: logaritmo natural do peso seco (µg), 1na: estimativa da intercep&ccedil;&atilde;o, b: estimativa da inclina&ccedil;&atilde;o da reta, <img border="0" src="/img/fbpe/inci/v31n8/art09ecl.jpg" width="29" height="18">: comprimento m&eacute;dio dos indiv&iacute;duos da amostra. <img border="0" src="/img/fbpe/inci/v31n8/art09ecl.jpg" width="29" height="18"> &eacute; calculado como a m&eacute;dia das medidas do comprimento, transformado a logaritmo (L em mm).</font></P>     
<P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Para estimar a precis&atilde;o do c&aacute;lculo da biomassa de uma popula&ccedil;&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio calcular o coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o. Como a biomassa (B)<B> </B>&eacute; estimada a partir das duas vari&aacute;veis, n&uacute;mero de indiv&iacute;duos (N) e a massa m&eacute;dia (<img border="0" src="/img/fbpe/inci/v31n8/art09ecm.jpg" width="16" height="17">), esta precis&atilde;o pode ser estimada pelo coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o<B> </B>(CV<sub>B</sub>=S/<img border="0" src="/img/fbpe/inci/v31n8/art09ecb.jpg" width="13" height="15">), onde S: desvio padr&atilde;o e <img border="0" src="/img/fbpe/inci/v31n8/art09ecb.jpg" width="13" height="15">: biomassa m&eacute;dia, a partir da seguinte equa&ccedil;&atilde;o:</font></P>     
]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font face="Verdana" size="2">CV<sub>B</sub></font><font size="2" face="Symbol">»</font><font face="Verdana" size="2">((CV<sub>N</sub>)<sup>2</sup> + CV<sub>M</sub>)<sup>2</sup>)<sup>0,5</sup></font></P>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">onde CV<sub>N</sub> e<B> </B>CV<sub>M</sub>: os respectivos coeficientes de varia&ccedil;&atilde;o (Colquhoun, 1971 cit. em McCauley, 1984) de N (n&uacute;mero de indiv&iacute;duos) e <img border="0" src="/img/fbpe/inci/v31n8/art09ecm.jpg" width="16" height="17"> (massa m&eacute;dia). &Eacute; importante trabalhar com r&eacute;plicas suficientes a fim de obter um CV<sub>B</sub> de 0,15 quando poss&iacute;vel (McCauley, 1984). Dessa maneira, &eacute; poss&iacute;vel ainda usar esta equa&ccedil;&atilde;o para discutir e decidir sobre os relativos m&eacute;ritos das diferentes t&eacute;cnicas de pesagem e contagem de organismos, de acordo com o CV<sub>N</sub> e<B> </B>CV<sub>M</sub> de cada t&eacute;cnica &eacute; poss&iacute;vel decidir qual destas t&eacute;cnicas usar para um CV<sub>B</sub> pretendido.</font></P>  <B>    
<P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Cr&iacute;ticas &agrave; metodologia e cuidados especiais na utiliza&ccedil;&atilde;o das equa&ccedil;&otilde;es</font></P>  </B><I>    <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">As limita&ccedil;&otilde;es na utiliza&ccedil;&atilde;o das equa&ccedil;&otilde;es</font></P> </I>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">As f&oacute;rmulas de regress&atilde;o n&atilde;o devem ser aplicadas universalmente sem reservas. As equa&ccedil;&otilde;es feitas, ainda que para uma mesma esp&eacute;cie, podem variar tanto nos valores da intercep&ccedil;&atilde;o como nos da inclina&ccedil;&atilde;o da reta (Bottrell <I>et al</I>., 1976). A biomassa estimada para indiv&iacute;duos de uma esp&eacute;cie amostrada, numa determinada &aacute;rea, pode apresentar diferen&ccedil;as se &eacute; determinada a partir de uma equa&ccedil;&atilde;o calculada para a mesma esp&eacute;cie amostrada em uma outra regi&atilde;o<B> </B>(Kudrinskaya e Yushko, 1973). Esse erro pode ocorrer principalmente com esp&eacute;cies cujos indiv&iacute;duos apresentam morfologia vari&aacute;vel, como &eacute; o caso dos clad&oacute;ceros <I>Simocephalus vetulus</I> e <I>Daphnia gessneri,</I> os quais variam a sua morfologia segundo a regi&atilde;o<B> </B>do ambiente aqu&aacute;tico onde ocorrem, o que originaria diferentes equa&ccedil;&otilde;es. Assim, cop&eacute;podos e clad&oacute;ceros da regi&atilde;o litor&acirc;nea podem apresentar peso mais elevado do que as esp&eacute;cies limn&eacute;ticas do mesmo tamanho (Esteves e Sendacz, 1988). Pilati e Mart&iacute;nez (2003) acharam que os cop&eacute;podos <I>Boeckella poppei</I> precedentes de Menzona (Argentina) foram 1,4 veces mais pesados que os procedentes da Ant&aacute;rtida Argentina. Kudrinskaya e Yushko (1973) compararam resultados obtidos em muitos lugares diferentes e chegaram &agrave; conclus&atilde;o que as rela&ccedil;&otilde;es entre o peso e o comprimento para as mesmas esp&eacute;cies podem diferir significativamente entre os corpos de &aacute;gua, especialmente se estiverem localizados em &aacute;reas geogr&aacute;ficas diferentes.</font></P>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Tamb&eacute;m muitas esp&eacute;cies variam seus tamanhos segundo a esta&ccedil;&atilde;o do ano (Green, 1956). No ver&atilde;o gastam mais energia, consumindo parte da sua biomassa, o que implica em um menor peso para um mesmo comprimento. Assim, segundo o reportado por algums autores, as equa&ccedil;&otilde;es de regress&atilde;o podem variar segundo as diferentes esta&ccedil;&otilde;es do ano (Duncan, 1975; Bottrell <I>et al</I>., 1976; Persson e Ekbohm, 1980; Geller e M&uuml;ller, 1985; Akbulut, 1998; Kawabata e Urabe, 1998). Culver <I>et al.</I> (1985) compararam suas equa&ccedil;&otilde;es (Norte do Am&eacute;rica) com as equa&ccedil;&otilde;es das mesmas esp&eacute;cies feitas por Bottrell <I>et al. </I>(1976) na Europa. Para a maioria das esp&eacute;cies, foram encontradas diferen&ccedil;as significativas tanto do coeficiente de a como de b. A temperatura<B> </B>e disponibilidade de nutrientes tamb&eacute;m influem as regress&otilde;es, podendo variar para uma mesma esp&eacute;cie (Duncan, 1985; Kawabata e Urabe, 1998). Podem, tamb&eacute;m, existir diferen&ccedil;as nas rela&ccedil;&otilde;es peso-comprimento em esp&eacute;cies estreitamente relacionadas e de h&aacute;bitos similares, como o caso de <I>Moina mongolica </I>e<I> Moina micrura,</I> no lago salino Aci G&ouml;l na Turquia (Akbulut, 1998), sendo a primeira de maior tamanho, mas de menor peso. Dumont <I>et al.</I> (1975) concluem que parece ser mais importante conhecer a ecologia da esp&eacute;cie, quando se utilizam regress&otilde;es j&aacute; estabelecidas para a estimativa do peso seco das deferentes esp&eacute;cies, ou em diferentes ambientes, ao inv&eacute;s de considerar as rela&ccedil;&otilde;es taxon&ocirc;micas. A ecologia pode ser um fator determinante de similaridades corporais, ainda mais influente do que as mesmas rela&ccedil;&otilde;es taxon&ocirc;micas. O mais aconselh&aacute;vel, segundo Paggi e Paggi (1995), &eacute; fazer o c&aacute;lculo das regress&otilde;es peso seco-comprimento para cada esp&eacute;cie no seu respectivo ambiente.</font></P>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">No entanto, alguns estudos mostram que as regress&otilde;es<B> </B>nem sempre variam significativamente para esp&eacute;cies morfologicamente similares ou estreitamente aparentadas, nem para uma mesma esp&eacute;cie em diferentes ambientes.<B> </B>Masundire (1994) comparou<B> </B>seus resultados, para as mesmas esp&eacute;cies, com aqueles pr&eacute;vios de Dumont <I>et al. </I>(1975), Persson e Ekbohm (1980) e McCauley (1984), mas n&atilde;o encontrou diferen&ccedil;as significativas. Para os autores do presente estudo, estes &uacute;ltimos resultados s&atilde;o de dif&iacute;cil explica&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que o primeiro desses autores desenvolveu as equa&ccedil;&otilde;es em regi&atilde;o tropical da &Aacute;frica, e os outros tr&ecirc;s autores apresentaram resultados obtidos em regi&atilde;o temperada da Europa. Mesmo assim, n&atilde;o se deve desconsiderar as conseq&uuml;&ecirc;ncias de usar uma equa&ccedil;&atilde;o j&aacute; descrita para determinar a biomassa de uma esp&eacute;cie que ainda n&atilde;o tenha sido estabelecido a rela&ccedil;&atilde;o peso-comprimento, ou aplicar uma equa&ccedil;&atilde;o obtida para uma esp&eacute;cie em ambientes diferentes.</font> </P>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Embora n&atilde;o seja o mais adequado, conforme as considera&ccedil;&otilde;es descritas anteriormente, muitos autores (Langeland <I>et al.</I>, 1985; Hart, 1987; Esteves e Sendacz, 1988; De Manuel e Jaume, 1994; Ghadouani <I>et al</I>., 1998; Sarnelle <I>et al</I>., 1998; Baranyi <I>et al</I>., 2002; Ziliukien&eacute;, 2003) determinaram a biomassa zooplanct&ocirc;nica usando simplesmente equa&ccedil;&otilde;es da literatura (Dumont <I>et al</I>., 1975; Bottrell <I>et al</I>., 1976; Culver <I>et al</I>., 1985; Lawrence<I> et al</I>., 1987).</font></P>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">No entanto, h&aacute; autores que, mesmo utilizando as equa&ccedil;&otilde;es da literatura, levam em considera&ccedil;&atilde;o se &eacute; a mesma esp&eacute;cie e o mesmo ambiente a ser estudado. Park <I>et al.</I> (2003) determinaram a biomassa do macrozoopl&acirc;ncton do lago Castle (Estados Unidos) usando as equa&ccedil;&otilde;es apresentadas por Redfield (1979) para o mesmo lago.</font></P>  <I>    <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">O agrupamento das medi&ccedil;&otilde;es</font></P> </I>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Um outro problema que deve ser analisado &eacute; o agrupamento das medi&ccedil;&otilde;es do comprimento no uso das equa&ccedil;&otilde;es, antes da estimativa de um peso comum. Por exemplo, &agrave;s vezes &eacute; recomendado o c&aacute;lculo da m&eacute;dia do logaritmo dos comprimentos, e a partir disso predizer a m&eacute;dia do logaritmo do peso, e posteriormente a m&eacute;dia do peso real (Persson e Ekbohm, 1980; McCauley 1984). Por&eacute;m, isso pode levar a s&eacute;rios erros, j&aacute; que a m&eacute;dia do logaritmo das observa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o &eacute; equivalente ao logaritmo da m&eacute;dia. Bird e Prairie (1985) encontraram sub-estima&ccedil;&otilde;es de entre 14 e 20% para o caso de n&atilde;o aplicar-se esta metodologia. Para evitar este erro, &eacute; conveniente que o logaritmo dos pesos seja estimado individualmente a partir de cada logaritmo de cada comprimento, seguidamente transformado novamente a unidades originais e, a partir disso, estimar cada peso m&eacute;dio por organismo (Bird e Prairie, 1985). Poucos estudos que determinaram biomassa a partir de equa&ccedil;&otilde;es da literatura aplicam esta metodologia; Kawabata e Urabe (1998) constituem um dos poucos exemplos de utiliza&ccedil;&atilde;o desta metodologia.</font> </P>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Para estimar um correto valor da biomassa e corrigir o erro surgido ao converter valores logar&iacute;tmicos a unidades aritm&eacute;ticas (Baskerville 1972 cit. em McCauley, 1984), a seguinte equa&ccedil;&atilde;o deve ser usada (Brownlee 1967 cit. em McCauley, 1984; Persson e Ekbohm, 1980):</font></P>     <P align="justify"><img border="0" src="/img/fbpe/inci/v31n8/art09ecw.gif" width="145" height="35"> </P>     
<P align="justify"><font face="Verdana" size="2">onde W<B>:</B> peso, e: base do logaritmo natural, e S<sup>2</sup><sub>1nw</sub><B> </B>&eacute; a vari&acirc;ncia do 1nw. 1nw+S<sup>2</sup> &eacute; igual ao RMS (quadrado m&eacute;dio residual). Essa equa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m pode ser expressa como: W=e<sup>RMS/2</sup> (Bird e Prairie, 1985).</font></P>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">A compara&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos com a aplica&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o desta equa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o difundidos por McCauley (1984), podendo variar de 2-11%, segundo alguns casos analisados. Kawabata e Urabe (1998) aplicaram esta corre&ccedil;&atilde;o e ressaltam a import&acirc;ncia de faz&ecirc;-la.</font></P>  <I>    <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">A medi&ccedil;&atilde;o do comprimento dos indiv&iacute;duos</font></P> </I>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">&Eacute; assumido que na elabora&ccedil;&atilde;o e uso das equa&ccedil;&otilde;es de regress&atilde;o a vari&aacute;vel independente, o comprimento, &eacute; medido sem erros, mas isso nem sempre acontece. Podem acontecer grandes incrementos na biomassa originados por pequenas distor&ccedil;&otilde;es na medi&ccedil;&atilde;o do comprimento dos indiv&iacute;duos (McCauley, 1984). Estes erros na medi&ccedil;&atilde;o podem aumentar o intervalo de confian&ccedil;a ao redor do valor do peso predito. &Eacute; poss&iacute;vel estimar o efeito do erro na medida do comprimento sobre o intervalo de confian&ccedil;a ao redor de cada valor predito do peso a trav&eacute;s do uso de equa&ccedil;&atilde;es de corre&ccedil;&atilde;o (ver Persson e Ekbohn, 1980; McCauley, 1984; Bird e Prairie, 1985). Estos &uacute;ltimos autores encontraram incrementos de at&eacute; um 5% no intervalo de confian&ccedil;a ao redor de cada valor predito do peso atribuibles a erros na medi&ccedil;&atilde;o do comprimento dos indiv&iacute;duos. Entretanto, caso esse comprimento seja estimado com muito cuidado n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio usar essa equa&ccedil;&atilde;o de corre&ccedil;&atilde;o (Bird e Prairie, 1985).</font></P>  <I>    <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">O problema de abranger todos os comprimentos dos indiv&iacute;duos</font></P> </I>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Um erro comum ao se calcular as regress&otilde;es peso-comprimento &eacute; quando n&atilde;o &eacute; utilizado um n&uacute;mero suficiente de indiv&iacute;duos, e assim pode ser elaborado um modelo limitado por n&atilde;o abranger todos os comprimentos presentes para cada esp&eacute;cie na amostra. Assim mesmo, constitui outro erro quando se utilizam equa&ccedil;&otilde;es elaboradas com valores de comprimento n&atilde;o correspondente ao comprimento do indiv&iacute;duo cujo peso ser&aacute; estimado (Culver <I>et al.</I>, 1985).</font></P>  <B>    <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Considera&ccedil;&otilde;es finais</font></P> </B>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font face="Verdana" size="2">A biomassa zooplanct&ocirc;nica &eacute; uma vari&aacute;vel b&aacute;sica em muitos estudos, portanto, &eacute; importante ter uma metodologia precisa para a estimativa desse atributo e, ainda, de acordo com os diferentes ambientes onde s&atilde;o desenvolvidos os estudos.</font></P>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Do total dos trabalhos pesquisados, 73,8% calcularam a biomassa determinando regress&otilde;es de peso seco-comprimento, 13,8% por conte&uacute;do de carbono, 10,0% por conte&uacute;do de prote&iacute;nas, e apenas 2,5%, por peso &uacute;mido. Essa compara&ccedil;&atilde;o mostra claramente a prefer&ecirc;ncia no uso das regress&otilde;es peso seco-comprimento, como o m&eacute;todo mais difundido. N&atilde;o foram encontrados estudos que tenham estimado a biomassa de microcrust&aacute;ceos calculando o conte&uacute;do de cinza, conte&uacute;do de gorduras, conte&uacute;do de carboidratos, ou por valor cal&oacute;rico.</font></P>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o aos diferentes ambientes estudados, 52% correspondem a trabalhos feitos em regi&otilde;es temperadas, 28% em regi&otilde;es tropicais, e apenas 20% em regi&otilde;es subtropicais. Esses dados ressaltam a import&acirc;ncia da regi&atilde;o temperada para o in&iacute;cio e continuidade dos estudos sobre a comunidade zooplanct&ocirc;nica com esse enfoque. Nessa regi&atilde;o tamb&eacute;m foi elaborada a maioria das regress&otilde;es dispon&iacute;veis na literatura para as diferentes esp&eacute;cies. Embora a metodologia para determinar as regress&otilde;es peso seco-comprimento seja desenvolvida em regi&otilde;es temperadas, n&atilde;o parece ser esse um fator limitante para seu desenvolvimento em regi&otilde;es subtropicais e tropicais. &Eacute; por isso necess&aacute;rio desenvolver mais estudos e construir equa&ccedil;&otilde;es para as diferentes esp&eacute;cies presentes nessas duas &uacute;ltimas regi&otilde;es.</font></P>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Um dos problemas comumente encontrados na literatura, e que dificulta muito a compara&ccedil;&atilde;o das regress&otilde;es entre os diferentes autores, &eacute; que a maioria deles n&atilde;o especifica se usou material biol&oacute;gico fresco ou preservado. No caso de ter sido utilizado material preservado, apenas Amarasinghe <I>et al. </I>(1997) usaram equa&ccedil;&otilde;es de corre&ccedil;&atilde;o, tal como proposto por Gigu&egrave;re <I>et al</I>. (1989), a fim de compensar a perda da biomassa causada pela fixa&ccedil;&atilde;o. Entretanto, &eacute; necess&aacute;ria a realiza&ccedil;&atilde;o de mais estudos comparando os resultados das regress&otilde;es obtidas com indiv&iacute;duos fixados e n&atilde;o fixados, tendo em vista que na literatura esse fato &eacute; discutido, e alguns autores acreditam que existem diferencias significativas. No caso de se usar material fixado em formol, &eacute; preciso conhecer o tempo, para cada esp&eacute;cie, em que acontece a maior perda de peso do material, exatamente como estabeleceu Schram <I>et al.</I> (1981) para <I>Ceriodaphnia lacustris</I>. Outro fato que dificulta grandemente a compara&ccedil;&atilde;o entre as equa&ccedil;&otilde;es feitas pelos diferentes autores s&atilde;o os diferentes sistemas de medi&ccedil;&atilde;o adotados. A fim de padronizar, e por ser o crit&eacute;rio mais freq&uuml;entemente utilizado, seria recomend&aacute;vel que para os clad&oacute;ceros fosse considerado como comprimento dos indiv&iacute;duos a medida que vai desde o extremo inicial da cabe&ccedil;a at&eacute; a por&ccedil;&atilde;o final da carapa&ccedil;a, excluindo o espinho quando presente. Para os cop&eacute;podos, desde a margem anterior da cabe&ccedil;a at&eacute; a margem posterior do urossoma, excluindo a seta terminal. Na determina&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de indiv&iacute;duos a ser pesado por classe de comprimento, as propostas de Bird e Prairie (1985) e Rosen (1981) s&atilde;o recomend&aacute;veis, visto que deixam claro o crit&eacute;rio utilizado. Chama a aten&ccedil;&atilde;o que a maioria dos autores citados n&atilde;o especifica quantos indiv&iacute;duos foram utilizados em cada classe de comprimento, nem para a elabora&ccedil;&atilde;o das equa&ccedil;&otilde;es nem para o uso das equa&ccedil;&otilde;es j&aacute; elaboradas. Por outro lado, quando o n&uacute;mero de indiv&iacute;duos &eacute; citado, geralmente os autores n&atilde;o especificam qual foi o crit&eacute;rio utilizado para a determina&ccedil;&atilde;o desse n&uacute;mero, sendo o crit&eacute;rio assumido como arbitr&aacute;rio.</font></P>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Ainda n&atilde;o &eacute; conhecido exatamente quanto tempo e a quantos graus devem ser deixados os cadinhos com os indiv&iacute;duos para a secagem. Isso ir&aacute; depender do tamanho e das caracter&iacute;sticas morfol&oacute;gicas das diferentes esp&eacute;cies, embora seja recomend&aacute;vel, para unificar os crit&eacute;rios, secar de acordo com o tempo e a temperatura mais comumente usados nos diferentes estudos citados (24h a 60ºC). Mais, em qualquer caso, esto deveriam ser avalido mais cuidadosamente aos fines de obter claros criterios para determinar o tempo e a temperatura de secagem.</font></P>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Kawabata e Urabe (1998) s&atilde;o autores que aplicam a equa&ccedil;&atilde;o de corre&ccedil;&atilde;o para converter valores logar&iacute;tmicos a aritm&eacute;ticos. N&atilde;o aplicar esta equa&ccedil;&atilde;o implica subestima&ccedil;&otilde;es da biomassa de 2-11%, e isso acontece com a maioria dos trabalhos da literatura analisados.</font></P>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">&Eacute; uma pr&aacute;tica comum calcular a biomassa a partir de equa&ccedil;&otilde;es feitas por outros autores. Portanto, deve-se considerar os fatores que afetam a rela&ccedil;&atilde;o peso-comprimento, o que nem sempre possibilita aplicar a mesma equa&ccedil;&atilde;o para a mesma esp&eacute;cie. Os principais desses fatores s&atilde;o tempo de preserva&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos, a esta&ccedil;&atilde;o do ano, regi&otilde;es geogr&aacute;ficos, temperatura, nutrientes e metodologia usada para o c&aacute;lculo da biomassa. Se o objetivo &eacute; calcular a biomassa a partir de equa&ccedil;&otilde;es realizadas por outros autores, uma solu&ccedil;&atilde;o recomend&aacute;vel &eacute; usar equa&ccedil;&otilde;es feitas para ambientes similares, tal como Park <I>et al.</I> (2003). Antes que uma equa&ccedil;&atilde;o produzida em um determinado estudo seja usada em outro estudo, em outra &eacute;poca do ano, ou em um outro ambiente, um maior n&uacute;mero de compara&ccedil;&otilde;es de regress&otilde;es peso seco-comprimento deve ser feito, sobretudo em regi&otilde;es tropicais, onde ainda n&atilde;o &eacute; bem conhecido como e quais vari&aacute;veis ambientais afetam as equa&ccedil;&otilde;es de regress&atilde;o.</font></P>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Nesse sentido, pode-se concluir que, para o c&aacute;lculo da biomassa por equa&ccedil;&otilde;es peso seco-comprimento, &eacute; necess&aacute;rio padronizar os crit&eacute;rios de medi&ccedil;&atilde;o do comprimento, t&eacute;cnicas de preserva&ccedil;&atilde;o, n&uacute;mero de indiv&iacute;duos por classe de comprimento, tempo e temperatura de secagem. Tamb&eacute;m, &eacute; imprescind&iacute;vel que todos os autores publiquem as equa&ccedil;&otilde;es que determinam para uma dada esp&eacute;cie, e especificar o quadrado m&eacute;dio residual e os valores da vari&acirc;ncia do comprimento, para que possam ser comparadas as equa&ccedil;&otilde;es de diferentes autores aplicando um teste t.</font></P>  <B>    <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Agradecimentos</font></P> </B>     <P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Os autores agradecem ao pessoal do Laborat&oacute;rio de Zoopl&acirc;ncton de Nupelia (Maring&aacute;) pelo apoio.</font></P>  <B>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="justify"><font face="Verdana" size="2">Refer&ecirc;ncias</font></P> </B>     <!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">1. Akbulut NE (1998) Biomass analysis of dominant zooplanktonic organisms living in Lake Morgan (Turkey). <I>Tr. J. Zool. 22</I>: 333-339.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030408&pid=S0378-1844200600080000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">2. Amarasinghe PB, Vijverberg J, Boersma M (1997) Production biology of copepods and cladocerans in three south-east Sri Lankan low-land reservoirs and its comparison to other tropical freshwater bodies<I>. Hidrobiolog&iacute;a 350</I>: 145-162.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030409&pid=S0378-1844200600080000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">3. Baranyi C, Hein T, Holarek C, Schiemer F (2002) Zooplankton biomass and community streucture in a Danube River floodplain system: effects of hydrology. <I>Freshw. Biol. 47</I>: 473-482.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030410&pid=S0378-1844200600080000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">4. Baudouin MF, Ravera O (1972) Weight, size, and chemical composition of some fresh - water zooplankters: <I>Daphnia hyalina</I> (Leydig<I>). Limnol. Oceanogr. 17</I>: 645-649.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030411&pid=S0378-1844200600080000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">5. Berberovic R, Pinto-Coelho RM (1989). Dry first, measure later: a new procedure to preserve and measure zooplankton for ecophysiological studies. <I>J. Plankton Res</I>. <I>11</I>: 1109-1116.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030412&pid=S0378-1844200600080000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">6. Bird DF, Praire YT (1985) Practical guidelines for the use of zooplankton length-weight regression equations. <I>J. Plankton Res. 7</I>: 955-960.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030413&pid=S0378-1844200600080000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">7. Bottrell HH, Duncan A, Gliwicz ZM, Grygierek E, Herzing A, Hillbricht-Ilkowska A, Kurasawa H, Larsson P, Weglenska T (1976) A review of some problems in zooplankton production studies. <I>Norw. J. Zool. 24</I>: 419-456.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030414&pid=S0378-1844200600080000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">8. Burgis MJ (1974) Revised estimates for the biomass and production of zooplankton in Lake George, Uganda. <I>Freshw. Biol. 4</I>: 535-541.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030415&pid=S0378-1844200600080000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">9. Burns CW (1969) Relation between filtering rate, temperature, and body size in four species of <I>Daphnia</I>. <I>Limnol. Oceanogr. 14</I>: 693-700.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030416&pid=S0378-1844200600080000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">10. Culver DA, Boucherle MM, Bean DJ, Fletcher JW (1985) Biomass of freshwater crustacean zooplankton from length-weight regressions. <I>Can. J. Fish. Aquat. Sci. 42</I>: 1380-1390.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030417&pid=S0378-1844200600080000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">11. De Manuel J, Jaume D (1994) Zooplankton from reservoirs of the Guadalquivir River basin (Spain). <I>Arch. Hydrobiol. Beih. Ergebn. Limnol</I>. <I>40</I>: 107-116.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030418&pid=S0378-1844200600080000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">12. Dumont HJ, Van de Velde I, Dumont S (1975) The dry weight estimate of biomass in a selection of cladocera, copepoda and rotifera from the plankton, periphyton and benthos of continental waters. <I>Oecologia (Berl.) 19</I>: 75-97.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030419&pid=S0378-1844200600080000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">13. Duncan A (1975) Production and biomass of three species of <I>Daphnia</I> coexisting in London reservoirs. <I>Verh. Internat. Verein. Limnol. 19</I>: 2858-2867.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030420&pid=S0378-1844200600080000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">14. Duncan A (1985) Body carbon in daphnids as an indicator of the food concentration available in the field. <I>Arch. Hydrobiol. Beih. 21</I>: 81-90.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030421&pid=S0378-1844200600080000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">15. Edmondson WT, Winberg GG (1971) <I>A manual on methods for the assessment of secondary productivity in fresh waters</I>. IBP Handbook Nº 17. Blackwell. Oxford, RU. 358 pp.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030422&pid=S0378-1844200600080000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">16. Esteves KE, Sendacz S (1988) Rela&ccedil;&otilde;es entre a biomassa do zooplankton e do estado tr&oacute;fico de reservat&oacute;rios do Estado de S&atilde;o Paulo. <I>Acta Limnol. Br&aacute;s. 11</I>: 587-604.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030423&pid=S0378-1844200600080000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">17. Ganf GG, Milburn TR (1971) A conductimetric method for the determination of the total inorganic and particulate organic carbon fractions in freshwater. <I>Arch. Hydrobiol. 69</I>: 1-13.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030424&pid=S0378-1844200600080000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">18. Geller W, M&uuml;ller H (1985) Seasonal variability in the relationship between body length and individual dry weight as related to food abundance and clutch size in two coexisting <I>Dapnhia</I> species. <I>J. Plankton Res. 7</I>: 1-18.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030425&pid=S0378-1844200600080000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">19. Ghadouani A, Pinell-Alloul B, Zhang Y, Prepas EE (1998) Relationship between zooplankton community structure and phytoplankton in two lime-treated eutrophic hardwater lakes. <I>Freshw. Biol</I>. <I>39</I>: 775-790.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030426&pid=S0378-1844200600080000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">20. Gigu&egrave;re LA, St-Pierre JF, V&eacute;zina A, Rondeau JG (1989) Can we estimate the true weight of zooplankton after chemical preservation? <I>Can. J. Fish. Aquat. Sci</I>. <I>46</I>: 522-527.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030427&pid=S0378-1844200600080000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">21. Green J (1956) Growth, size and reproduction in <I>Daphnia</I> (Crustacea: Cladocera). <I>Proc. Zool. Soc. Lond. 126</I>: 173-204.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030428&pid=S0378-1844200600080000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">22. Hart RC (1987) Population dynamics and production of five crustacean zooplankters in a subtropical reservoir during years of contrasting turbidity. <I>Freshw. 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Howmiller RP (1972) Effects of preservatives on weights of some common macrobenthic invertebrates. <I>Trans. Amer. Fish. Soc</I>. <I>4</I>: 743-746.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030431&pid=S0378-1844200600080000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">25. Irvine K, Waya R (1999) Spatial and temporal patterns of zooplankton standing biomass and production in Lake Malawi<I>. 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Kawabata K, Urabe J (1998) Length-weight relationships of eight freshwater planktonic crustacean species in Japan. <I>Freshw. Biol</I>. <I>39</I>: 199-206.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030434&pid=S0378-1844200600080000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">28. Kudrinskaya OI, Yushko LN (1973) Determination of the weight/length ratio in massively growing forms of copepods in Kremenchug Reservoir. <I>Hydrobiologia 9</I>: 82-86.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030435&pid=S0378-1844200600080000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">29. Langeland A, Koksvik JI, Olsen Y (1985) Post-embryonic development and growth rates of <I>Daphnia pulex</I> De Geer and <I>Daphnia galeata</I> Sars under natural food conditions. <I>Int. Ver. Theor. Angew. Limnol. 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Lawrence SG, Malley DF, Findlay MA, MacIver MA, Delbaere IL (1987) Method for estimating dry weight of freshwater planktonic crustaceans from measures of length and shape. <I>Can. Tech. Rep. Fish Aquat. Sci</I>. <I>44</I>: 264-274.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030438&pid=S0378-1844200600080000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">32. Makarewicz JC, Likens GE (1979) Structure and function of the zooplankton community of Mirror Lake New Hampshire. <I>Ecol. 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McCauley E (1984) The estimation of the abundance and biomass of zooplankton in samples. Em Downing JA, Rigler FH (Eds.) <I>Secondary productivity in freshwaters</I>.<I> </I>Blackwell. Londres, RU. pp. 228-264.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030441&pid=S0378-1844200600080000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">35. Mel&atilde;o MGG, Rocha O (2001) Productivity of zooplankton in a tropical oligotrophic reservoir over short periods of time. <I>Verh. Internat. Verein. 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Paggi SJ, Paggi JC (1995) Determinaci&oacute;n de la abundancia y biomasa zooplanct&oacute;nica. Em Lopretto E, Tell J (Eds.) <I>Ecosistemas de aguas continentales. Metodolog&iacute;as para su estudio</I>. Sur Editora. La Plata, Argentina. pp. 315-323.</font> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030444&pid=S0378-1844200600080000900037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">38. Park S, Brett MT, Oshel ET, Goldman R (2003) Seston food quality and <I>Daphnia</I> production efficiencies in an oligo-mesotrophic subalpine lake. <I>Aquat. 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Peters RH (1986) The role of prediction in limnology. <I>Limnol. Oceanogr</I>. <I>31</I>: 1143-1159.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030447&pid=S0378-1844200600080000900040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">41. Pilati A, Mart&iacute;nez JJ (2003) Relaci&oacute;n longitud-peso de siete especies de <I>Boeckella</I> (Copepoda: Calanoida) de la Rep&uacute;blica Argentina. <I>Geotr&oacute;pica 49</I>: 55-61.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030448&pid=S0378-1844200600080000900041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">42. Pinell-Alloul B, Downing JA, P&eacute;russe M, Codin-Blumer G (1988) Spatial heterogeneity in freshwater zooplankton: variation with body size, depth, and scale. <I>Ecology 69</I>: 1393-1400.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030449&pid=S0378-1844200600080000900042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">43. Pinto-Coelho RM (2004) M&eacute;todos de coleta, preserva&ccedil;&atilde;o, contagem e determina&ccedil;&atilde;o de biomassa em zooplancton de &aacute;guas epicontinentais. Em Bicudo CEM, Bicudo DC (Eds.) <I>Amostragem em limnologia</I>. <I>RiMa Editora. 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Rocha O, Sendacz S, Matsumura-Tundisi T (1995) Composition, biomass and productivity of zooplankton in natural lakes and reservoirs of Brazil. Em Tundisi JG, Bicudo CEM, Matsumura-Tundisi (Eds.)<I> Limnology in Brazil</I>. ABC/SBL. Rio de Janeiro, Brasil. 376 pp.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030452&pid=S0378-1844200600080000900045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align="justify"><font face="Verdana" size="2">46. Rosen RH (1981) Length-dry weight relationships of some freshwater zooplankton. <I>J. Freshw. 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Ziliukien&eacute; V (2003) Quantitative structure, abundance and biomass of zooplankton in the Lithuanian part of the Curonian Lagoon in 1996-2002. <I>Acta Zool. Lituan. 13</I>: 97-105.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1030458&pid=S0378-1844200600080000900051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body>
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