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<institution><![CDATA[,Academia Nacional de Ciências de Bolivia. Mahabir P Gupta  ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[   <B>    <P ALIGN="center" style="word-spacing: 0; line-height: 100%"><span style="mso-fareast-font-family: Times New Roman; mso-ansi-language: ES; mso-fareast-language: ES; mso-bidi-language: AR-SA"><font face="Verdana" size="3">Trinta anos de viena e dez de budapeste: Onde estamos em américa latina?</font></span></P> </B>     <P ALIGN="JUSTIFY" style="word-spacing: 0; line-height: 100%"><font face="Verdana" size="2">Em agosto de 1979 se reuniram decisores de pol&iacute;tica e membros da comunidade cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica internacional, convocados por Na&ccedil;&otilde;es Unidas para celebrar, em Viena, uma confer&ecirc;ncia dedicada a examinar a situa&ccedil;&atilde;o mundial da ci&ecirc;ncia e a tecnologia, e definir os passos necess&aacute;rios para acelerar seu dom&iacute;nio pelos pa&iacute;ses em desenvolvimento, como parte da sua busca de progresso. A reuni&atilde;o foi uma oportunidade para que cada pa&iacute;s, grande ou pequeno, examinara a situa&ccedil;&atilde;o em que se encontrava. O resultado do exame n&atilde;o foi incentivador para a maioria dos pa&iacute;ses em desenvolvimento. Apesar de importantes esfor&ccedil;os realizados em d&eacute;cadas passadas, poucos haviam conseguido dominar o conhecimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico e coloc&aacute;-lo ao servi&ccedil;o de suas sociedades como fonte de riqueza.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY" style="word-spacing: 0; line-height: 100%"><font face="Verdana" size="2">A Confer&ecirc;ncia de Viena se realizou quando a teoria da depend&ecirc;ncia continuava em voga e, naturalmente, pa&iacute;ses dominantes deviam ser &quot;culpados&quot; por muitos dos males. O Plano de A&ccedil;&atilde;o de Viena e os instrumentos resultantes das negocia&ccedil;&otilde;es, que refletem de alguma forma esse sentimento de depend&ecirc;ncia, tentaram superar defici&ecirc;ncias existentes mas, foram na pr&aacute;tica de curta dura&ccedil;&atilde;o por falta de vontade pol&iacute;tica de todos os pa&iacute;ses.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY" style="word-spacing: 0; line-height: 100%"><font face="Verdana" size="2">A Confer&ecirc;ncia de Budapeste, convocada pela UNESCO e ICSU em 1999, foi realizada em momentos em que o mundo estava influenciado pela magia do &quot;livre mercado&quot;. A maioria dos pa&iacute;ses em desenvolvimento tomava caminhos de privatiza&ccedil;&atilde;o, redu&ccedil;&atilde;o do estado (incluindo o aporte estatal &agrave; ci&ecirc;ncia e tecnologia), livre comercio e outras medidas &quot;neoliberais&quot; que hoje s&atilde;o severamente questionadas por todos os governos, alguns de maneira demag&oacute;gica sem fazer tampouco muito por suas sociedades e a&iacute;nda menos pela ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o. Ao mesmo tempo, em Budapeste, o termo inova&ccedil;&atilde;o e o conceito de sistemas de inova&ccedil;&atilde;o, praticamente inexistentes em Viena, estavam em pleno auge e j&aacute; se entendiam melhor os processos mediante os quais os pa&iacute;ses, suas organiza&ccedil;&otilde;es e empresas adquiriam maior competitividade.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY" style="word-spacing: 0; line-height: 100%"><font face="Verdana" size="2">Tr&ecirc;s d&eacute;cadas se passaram desde Viena e uma desde Budapeste, mas nossos indicadores cient&iacute;ficos, tecnol&oacute;gicos e de inova&ccedil;&atilde;o, ainda que tenham melhorado em varios pa&iacute;ses, est&atilde;o muito longe do desejado al&eacute;m de se afastarem de pa&iacute;ses desenvolvidos e de v&aacute;rios em desenvolvimento. Nossas universidades, com honrosas exce&ccedil;&otilde;es, continuam em posi&ccedil;&otilde;es subsidi&aacute;rias nos indicadores de excel&ecirc;ncia e qualidade. Em fim, nosso esfor&ccedil;o cient&iacute;fico, tecnol&oacute;gico e de inova&ccedil;&atilde;o continua sendo lento e a brecha que nos separa do desenvolvimento se amplia cada vez mais.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY" style="word-spacing: 0; line-height: 100%"><font face="Verdana" size="2">Um recente estudo auspiciado pelo IDRC do Canad&aacute; mostra claramente, apartir da opini&atilde;o de dirigentes de pol&iacute;tica da ci&ecirc;ncia, a tecnologia e a inova&ccedil;&atilde;o, que de fato t&ecirc;m havido muitos avan&ccedil;os na aplica&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas adotadas nos &uacute;ltimos anos, mas existem um sem n&uacute;mero de limita&ccedil;&otilde;es a serem superadas mediante a ado&ccedil;&atilde;o de novas e mais decididas pol&iacute;ticas nacionais.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY" style="word-spacing: 0; line-height: 100%"><font face="Verdana" size="2">Os pa&iacute;ses em desenvolvimento que t&ecirc;m surgido ou est&atilde;o nesse processo, tais como a China ou a India, e perto de n&oacute;s o Brasil, n&atilde;o t&ecirc;m precisado das bomb&aacute;sticas declara&ccedil;&otilde;es de Viena ou Budapeste, em cambio t&ecirc;m realizado conquistas importantes como resultado de seus pr&oacute;prios esfor&ccedil;os e decis&otilde;es. J&aacute; em d&eacute;cadas anteriores, esses mesmos caminhos foram seguidos pelos denominados tigres asi&aacute;ticos.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY" style="word-spacing: 0; line-height: 100%"><font face="Verdana" size="2">N&atilde;o &eacute; que as declara&ccedil;&otilde;es de Viena e Budapeste n&atilde;o tenham servido para guiar os pa&iacute;ses, pois s&atilde;o resultado de comparar, analisar e sugerir caminhos apartir de experi&ecirc;ncias vividas, e constituem consensos de colabora&ccedil;&atilde;o importantes; o que ocorre &eacute; que essas declara&ccedil;&otilde;es, sem uma vontade pr&oacute;pria de aplic&aacute;-las, s&atilde;o apenas mera formalidade. A recente Declara&ccedil;&atilde;o da Regi&atilde;o adotada por ocasi&atilde;o dos dez anos da Confer&ecirc;ncia de Budapeste reconhece claramente que o primeiro passo para o dom&iacute;nio da ci&ecirc;ncia, a tecnologia e a inova&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento depende de cada pa&iacute;s.</font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY" style="word-spacing: 0; line-height: 100%"> <font face="Verdana" size="2"> Neste momento de transi&ccedil;&atilde;o, a era do conhecimento deve-se &agrave; urgente necessidade de enfrentar os desafios do desenvolvimento em um entorno social e econ&ocirc;mico dif&iacute;cil, &eacute; hora de que os pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina tomen novas e valentes decis&otilde;es para reexaminar o esfor&ccedil;o realizado e definir rumos novedosos e originais, especialmente quando os processos de investiga&ccedil;&atilde;o e inova&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m se tornado mais complexos e requerem de novos enfoques para a defini&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas e estrat&eacute;gias.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="JUSTIFY" style="word-spacing: 0; line-height: 100%"></P>     <P ALIGN="center" style="word-spacing: 0; line-height: 100%"><font face="Verdana" size="2"><b>Carlos Aguirre Bastos</b></font></P>     <P ALIGN="JUSTIFY" style="word-spacing: 0; line-height: 100%"><font face="Verdana" size="2">Academia Nacional de Ci&ecirc;ncias de Bolivia. </font><font face="Verdana" size="2">Mahabir P Gupta, Diretor Executivo, Associa&ccedil;&atilde;o Interci&ecirc;ncia. Bolivia.</font></P>      ]]></body>

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