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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Consumption of fruits and vegetables in the public school in southern Brazil. Cross-sectional study was conducted with 356 schoolchildren from public city of Pelotas, southern Brazil. The objective was to describe the frequency of consumption of fruits and vegetables and its association with sociodemographic and nutritional status. Variables were collected on gender, age and maternal education. The classification of socioeconomic status was according to the Brazilian Association of Research and nutritional status according to Body Mass Index (Ministry of Health of Brazil). For the evaluation of the consumption of fruits and vegetables Consumption Labels Form of the National Nutritional Surveillance was used. The categorization of frequency of consumption was defined when and how often fruits and vegetables were consumed at least five of the seven days preceding the interview. We used the chisquare test for heterogeneity and linear trend to detect statistically significant differences. Prevalence of frequent use were 42.1% (CI95% 36.9 to 47.3) for fruits and 20.1% (CI95% 16.0 to 24.4) for vegetables. High consumption of fruit was associated with lower age of the students (p=0.022), and linear trend directly with socioeconomic status and maternal education (p<0.001). High consumption of vegetables was associated with maternal education (p<0.001). There was no association between consumption of these foods with gender and nutritional status. The results show low percentages of frequent consumption of fruits and vegetables, pointing to the need for actions aimed at primary schools in an attempt to stimulate consumption.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><b><font face="Verdana" color="#221E1F">Consumo de frutas e  vegetais em escolares da rede pública no Sul do Brasil</font></b></p>     <p align="center"><b><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Carla Ribeiro  Ciochetto, Silvana Paiva Orlandi, Maria de Fátima Alves Vieira</font></b></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Departamento de  Nutrição, Programa de Pós-graduação em Nutrição e Alimentos, Programa de Pós-graduação  em Epidemiologia. Universidade Federal de Pelotas, UFPel, Brasil.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F"><b>RESUMO</b>.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Estudo  transversal conduzido com 356 escolares do ensino fundamental da rede pública da  cidade de Pelotas, no Sul do Brasil. O objetivo foi descrever a frequência de  consumo de frutas e vegetais e sua associação com variáveis sociodemográficas e  estado nutricional. Foram coletadas variáveis relativas a gênero, idade e  escolaridade materna. A classificação do nível socioeconômico foi de acordo com  a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa e do estado nutricional de  acordo com Índice de Massa Corporal (Ministério da Saúde do Brasil). Para  avaliação do consumo de frutas e vegetais foi utilizado o Formulário de  Marcadores de Consumo do Sistema Nacional de Vigilância Nutricional. A  categorização da frequência do consumo foi definida como frequente quando e as  frutas e vegetais foram consumidos em, pelo menos, cinco dos sete dias que  antecederam a entrevista. Utilizou-se o teste de qui-quadrado de heterogeneidade  e de tendência linear para detectar diferenças estatisticamente significativas.  As prevalências de consumo frequente foram de 42,1% (IC95% 36,9; 47,3) para  frutas e 20,1% (IC95% 16,0; 24,4), para vegetais. O consumo frequente de frutas  mostrouse associado à menor faixa etária dos escolares (p=0,02), e tendência  linear direta com o nível socioeconômico e escolaridade materna (p&lt;0,001). O  consumo frequente de vegetais mostrou-se associado à escolaridade materna  (p&lt;0,001). Não foi encontrada associação entre consumo desses alimentos com  gênero e estado nutricional. Os resultados revelam baixos percentuais de consumo  frequente de frutas e vegetais, apontando para a necessidade de ações dirigidas  a escolares do ensino fundamental, na tentativa de estimular o consumo.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F"><b>Palavras–chave</b>:  Escolares, frutas, vegetais, marcadores de consumo alimentar, hábitos  alimentares.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F"><b>SUMMARY</b>.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Consumption of  fruits and vegetables in the public school in southern Brazil. Cross-sectional  study was conducted with 356 schoolchildren from public city of Pelotas,  southern Brazil. The objective was to describe the frequency of consumption of  fruits and vegetables and its association with sociodemographic and nutritional  status. Variables were collected on gender, age and maternal education. The  classification of socioeconomic status was according to the Brazilian  Association of Research and nutritional status according to Body Mass Index (Ministry  of Health of Brazil). For the evaluation of the consumption of fruits and  vegetables Consumption Labels Form of the National Nutritional Surveillance was  used. The categorization of frequency of consumption was defined when and how  often fruits and vegetables were consumed at least five of the seven days  preceding the interview. We used the chisquare test for heterogeneity and linear  trend to detect statistically significant differences. Prevalence of frequent  use were 42.1% (CI95% 36.9 to 47.3) for fruits and 20.1% (CI95% 16.0 to 24.4)  for vegetables. High consumption of fruit was associated with lower age of the  students (p=0.022), and linear trend directly with socioeconomic status and  maternal education (p&lt;0.001). High consumption of vegetables was associated with  maternal education (p&lt;0.001). There was no association between consumption of  these foods with gender and nutritional status. The results show low percentages  of frequent consumption of fruits and vegetables, pointing to the need for  actions aimed at primary schools in an attempt to stimulate consumption.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F"><b>Key words</b>:  Students, fruits, vegetables, markers of dietary intake, eating habits.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Recibido:  06-03-2012 Aceptado: 25-06-2012</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><b><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">INTRODUÇÃO</font></b></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Frutas e  vegetais são componentes fundamentais para uma alimentação saudável e de  qualidade, e seu consumo em quantidades adequadas está associado à prevenção de  várias doenças, como as cardiovasculares e alguns tipos de câncer, podendo  também contribuir para a prevenção do excesso de peso (1). Segundo a Organização  Mundial da Saúde (OMS), consumo inadequado de frutas e vegetais está entre os  dez fatores de risco que mais causam mortes e doenças em todo o mundo (2).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">O aumento do  consumo de frutas e vegetais poderia contribuir para a redução do consumo de  alimentos com elevado valor energético e baixo valor nutritivo, que em geral  estão presentes em abundancia nos alimentos industrializados e fast foods (3).  Além disso, poderia gerar crescimento da demanda por aqueles alimentos, criando  mais oportunidades de emprego, maior rendimento financeiro para pequenos  produtores agrícolas, colaborando ainda, para a promoção da segurança alimentar  e nutricional (1).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Para promover o  aumento do consumo e a prevenção de doenças, a OMS recomenda a ingestão de no  mínimo 400 gramas de frutas e vegetais por dia ou de cinco porções (4). No  Brasil, o Guia Alimentar para a População Brasileira sugere o consumo diário de  três porções de frutas e três porções de vegetais, distribuídas    <br> ao longo das refeições (5). A adoção desta prática contribui também para a  prevenção e diminuição de deficiências de micronutrientes, principalmente em  países em desenvolvimento (6). Estima-se que o consumo de frutas e hortaliças no  Brasil corresponda a menos da metade das recomendações, sendo ainda mais  deficiente entre as famílias de baixa renda (7).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Estudos com  adultos têm evidenciado o baixo consumo desses alimentos e sua relação com  fatores socioeconômicos. Dados obtidos por Jaime &amp; Monteiro (2005) mostraram que  menos da metade dos indivíduos consumiam frutas diariamente e menos de um terço  deles relatou consumo diário de hortaliças. Além disso, o mesmo estudo mostrou  que o consumo foi maior à medida que aumentava a idade, a escolaridade e o  número de bens no domicílio (8). Resultados semelhantes também foram relatados  por Figueiredo (2008) e por Jaime (2006) (9,10).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">O estudo do  consumo de frutas e vegetais entre crianças em idade escolar vem sendo realizado  em programas de vigilância de fatores de risco e de proteção para a saúde, em  diferentes países (11,12) e no Brasil foi avaliado na Pesquisa Nacional de Saúde  do Escolar (PeNSE) (13) entre adolescentes. As escolas representam uma opção  estratégica para a promoção da alimentação saudável e prevenção do excesso de  peso em crianças e adolescentes. Nesse sentido, o Ministério da Saúde do Brasil  recomenda que as escolas promovam a atividade física, restrinjam o consumo de  alimentos calóricos e pobres em micronutrientes, limitem a exposição das  crianças à propaganda desses produtos, forneçam informações para promover  escolhas saudáveis e resgatem as dietas tradicionais, valorizando a dimensão  cultural da alimentação (14).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Diante do  exposto, o presente estudo teve como objetivo descrever a frequência do consumo  de frutas e vegetais, e sua relação com variáveis sociodemográficas e com o  estado nutricional, em alunos matriculados nos quatros primeiros anos da rede  pública municipal de ensino fundamental da cidade de Pelotas (Sul do Brasil).</font></p>     <p align="justify"><b><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">MATERIAIS E  MÉTODOS</font></b></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Estudo  transversal no qual foram avaliados escolares do 1° ao 4° ano da rede pública  municipal de ensino fundamental da cidade de Pelotas (Sul do Brasil). A coleta  dos dados foi realizada entre os meses de março a junho do ano de 2011.  Previamente a realização do estudo foi obtida a aprovação do Comitê de Ética em  Pesquisa da Universidade Federal de Pelotas e a autorização da Secretaria  Municipal de Educação do Município. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Foi realizado  um sorteio aleatório entre as 40 escolas de ensino fundamental da zona urbana da  cidade. Nas seis escolas sorteadas foi realizado um novo sorteio para que fossem  aleatoriamente obtidas uma turma dentro de cada série fundamental, 1°, 2° 3° e  4° ano. Foram excluídas as instituições de ensino que apresentaram turmas  multisseriadas e que já participam de projetos da Faculdade de Nutrição da  Universidade Federal de Pelotas.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">As informações  sobre as condições sociodemográficas e de consumo alimentar dos alunos foram  coletadas por meio de aplicação de questionários com as mães ou responsáveis que  consentiram em participar do estudo, durante uma visita domiciliar. Todos os  dados foram coletados por entrevistadoras previamente treinadas e capacitadas  para os instrumentos.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">As informações  demográficas coletadas foram gênero e idade e os alunos foram classificados em  duas faixas etárias, de 5 a 9 anos de idade (crianças) e com idade igual ou  superior a 10 anos (adolescentes), ambos denominados aqui, como escolares. A  escolaridade materna, coletada em anos completos de estudo (&#8804; 4; 5-8; &#8805; 9 anos),  e o nível socioeconômico, na ordem decrescente de A a E, segundo as categorias  utilizadas pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas (15), foram as  variáveis relacionadas à condição socioeconômica. Devido ao reduzido número de  indivíduos nas classes de nível socioeconômico A e E, a classe A foi agrupada  com a B (A+B) e a classe E foi agrupada com a D (D+E). </font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">A avaliação do  estado nutricional foi realizada através de medidas antropométricas de peso e  altura, coletados no ambiente escolar, seguindo critérios de Lohman et al. (16).  Para obtenção do peso, utilizou-se balança solar portátil (modelo 1631, TANITA,  Tóquio, Japão) com capacidade máxima de 150 kg e precisão de 0,2 kg. Para  aferição da altura, foi utilizada fita métrica inextensível de 150 cm de  comprimento, afixada de forma invertida com fitas adesivas, em parede plana e  sem rodapé, estando posicionada a 50 cm do chão.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Para  classificação do estado nutricional optou-se pelo indicador Índice de Massa  Corporal (IMC) por idade, em escore-z, obtido através do programa Anthro-Plus  (17). Uma vez obtido o escore-z do IMC por idade, utilizou-se os critérios do  Ministério da Saúde do Brasil (18) para classificar os escolares nas seguintes  categorias: magreza (&lt; escore-z -2); eutrofia (&#8805; escore- z -2 e &#8804; escore-z +1);  sobrepeso (&gt; escore-z +1 e &#8804; escore-z +2); obesidade (&gt; escore-z +2 e &#8804; escore-z  +3); obesidade grave (&gt; escore-z +3). Para fins de análise estatística o estado  nutricional, foi utilizado de forma dicotômica, considerando com excesso de peso  aqueles que apresentam valores acima de 1escore-z, e sem excesso de peso aqueles  com escore-z &#8804; 1.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">A frequência de  consumo de frutas e vegetais foi avaliada através do Formulário de Marcadores de  Consumo Alimentar do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN)  (19). Através desde instrumento foi possível descrever a frequência de consumo  semanal das frutas (frutas frescas ou saladas de frutas), das saladas cruas e  dos legumes e verduras cozidas (excluindo batata e mandioca). No presente  artigo, optou-se por agrupar saladas cruas com os legumes e verduras cozidas,  considerando-os como uma única categoria denominada de vegetais.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">A categorização  da frequência do consumo de frutas e vegetais foi definida como frequente quando  os alimentos foram consumidos em, pelo menos, cinco dos sete dias que  antecederam a entrevista, tendo como base o estudo realizado na cidade do Rio de  Janeiro (20) e a PeNSE (13).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">O controle de  qualidade dos dados foi feito pelo coordenador do trabalho, através de  entrevista telefônica com 10% da amostra. Os dados foram duplamente digitados no  programa Epi Info (CDC, Atlanta, Estados Unidos) e analisados no pacote  estatístico Stata 11.0 (Stata Corp., College Station, Estados Unidos). Realizou-se  o teste de qui-quadrado de heterogeneidade e de tendência linear para detecção  de diferenças estatisticamente significativas na frequência de consumo entre as  diferentes categorias das variáveis de exposição. Adotou-se o nível de  significância estatística de 5%.</font></p>     <p align="justify"><b><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">RESULTADOS</font></b></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Dos 411  escolares considerados elegíveis para o estudo, foram avaliados 356,  representando 86,6% da amostra, houve 13,4% de perdas ou recusas, sendo que a  maioria refere-se ao gênero masculino (67%) e metade das perdas ocorreu em uma  das escolas avaliadas, devido à sua política em relação ao fornecimento de  endereços dos escolares, o que impediu o acesso aos pais ou responsáveis para a  realização das entrevistas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">De acordo com a <a href="#tab1">Tabela 1</a>, mais da metade dos escolares eram do sexo  masculino (53,9%), com média de idade de 8 ± 1,9 anos, sendo que cerca de 80%  tinha entre 5 e 9 anos, e 63,2% pertenciam ao nível socioeconômico C. A  distribuição da amostra segundo a escolaridade da mãe mostrou que 18,3% eram  filhos de mulheres com 4 ou menos anos de escolaridade.</font></p>     <p align="center"><a name="tab1"> <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v62n2/art11tab1.gif" width="360" height="625"></a></p>     
<p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">As prevalências  de consumo frequente de frutas e vegetais foram de 42,1% (IC95% 36,9; 47,3) e  20,2% (IC95% 16,0; 24,4), respectivamente. Dos escolares avaliados, 12,1% não  consumiam nenhuma fruta e 22,5% não consumiam nenhum vegetal, nos sete dias que  antecederam a entrevista (dados não apresentados em tabelas).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Quanto à  avaliação do estado nutricional (n=343), 3,7% dos escolares participantes do  estudo não tiveram peso e altura aferido por não estarem presentes na escola no  dia da coleta antropométrica. Mais da metade dos alunos foram classificados como  eutróficos (55,4%), de acordo com o indicador IMC para idade. A prevalência de  escolares com excesso de peso foi de 43,7%, dos quais 24,5% apresentavam  sobrepeso e 19,2% obesidade.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">A <a href="#tab2">Tabela 2</a> apresenta a distribuição do consumo frequente (&#8805; 5  dias/semana) de frutas e vegetais, segundo as variáveis sociodemográficas e  estado nutricional. O consumo frequente de frutas mostrou-se significativamente  associado à faixa etária dos escolares, sendo maior entre os menores de 10 anos  (p=0,02), e mostrou tendência linear direta com o nível socioeconômico e com a  escolaridade materna, ou seja, o consumo de frutas é mais frequente naqueles  escolares filhos de mães com maior escolaridade e de maior nível socioeconômico  (p&lt;0,001). Enquanto que para o consumo frequente de vegetais somente foi  encontrado associação significativa com a escolaridade materna, sendo maior  entre os filhos de mulheres 5 ou mais anos de escolaridade (p&lt;0,01).</font></p>     <p align="center"><a name="tab2"> <img border="0" src="/img/fbpe/alan/v62n2/art11tab2.gif" width="510" height="442"></a></p>     
<p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Não foram  encontradas diferenças estatisticamente significativas no consumo frequente de  frutas e vegetais entre meninos e meninas e, com estado nutricional.</font></p>     <p align="justify"><b><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">DISCUSSÃO</font></b></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Uma alimentação  saudável no período escolar pode contribuir para a formação de hábitos que  possam ser incorporados ao longo da vida. Dentre os hábitos considerados  saudáveis, estudos apontam para o consumo de frutas e vegetais como potencial  fator de proteção para excesso de peso, doenças cardiovasculares e diabetes tipo  2 (6, 21). O presente estudo encontrou uma alta prevalência de consumo  insuficiente desses alimentos.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Estudos  conduzidos em países desenvolvidos e em desenvolvimento também apontam para  baixas prevalências de consumo adequado de frutas e vegetais (12, 13, 20).  Estudo semelhante desenvolvido com escolares de 8° série do ensino fundamental,  da rede pública municipal de ensino da cidade do Rio de Janeiro, mostrou que  menos da metade dos alunos avaliados apresentavam um consumo adequado de frutas  (45,8%) (20). Mais recentemente a pesquisa PeNSE, realizada com escolares do 9°  ano do ensino fundamental, encontrou uma prevalência ainda menor, 31,5% dos  adolescentes avaliados apresentaram um consumo adequado de frutas, já para  vegetais a prevalência foi de 31,2% (13), maior que a encontrada no presente  estudo. Dados semelhantes foram observados por outros estudos (12, 20, 22, 23).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">A comparação  dos achados do presente estudo mostrou que os mesmos diferem com relação às  faixas etárias, métodos para avaliação do consumo alimentar e categorizações da  frequência de consumo de frutas e vegetais. Porém independente do instrumento e  definição de frequências de forma geral os estudos apontam tendências semelhante,  ou seja, baixo consumo de frutas e verduras em crianças e adolescentes.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Estudos  anteriormente realizados na cidade de Pelotas já apontavam para um baixo consumo  de frutas e vegetais, Neutzling (2010) chamou a atenção para o reduzido  percentual (5,3%) de adolescentes que referiram consumir frutas e verduras cinco  ou mais vezes por dia em estudo conduzido no ano de 2004 (24). Ao avaliar  adultos da mesma cidade, a mesma autora encontrou que somente 20,9% relataram  consumo regular de frutas, legumes e verduras (25). A formação dos hábitos  alimentares sofre influência do meio em que estas crianças estão inseridas,  desta forma o consumo inadequado dos pais pode refletir nas escolhas alimentares  realizadas pelos filhos. Por isso é importante ressaltar o papel fundamental dos  pais neste processo.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Além da baixa  frequência de consumo de frutas e vegetais encontrados no presente estudo, foi  encontrada uma elevada prevalência de escolares com excesso de peso. Segundo  Sichieri &amp; Souza, uma alternativa para a prevenção do excesso de peso seria a  promoção do aumento do consumo de frutas e vegetais. Os autores chamam a atenção  para o baixo número de estudos que avaliam o consumo desses alimentos na  prevenção do excesso de peso (1). No presente estudo, não se encontrou  associação significativa entre o consumo frequente de frutas e vegetais e o  estado nutricional dos escolares, provavelmente devido as baixas prevalências de  consumo dentro do conjunto dos escolares como um todo.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Com relação aos  fatores associados ao consumo de frutas e vegetais, o presente estudo não aponta  diferenças com relação ao gênero dos escolares. No estudo de Levy et al. (2010)  também não foram encontradas diferenças de consumo frequente de frutas e  vegetais entre os gêneros (13). Entretanto, os estudos sobre consumo de frutas e  vegetais entre meninos e meninas têm apresentado resultados divergentes. Por  outro lado, estudo realizado por Costa et al. (2007) identificaram que meninas  adolescentes consumiam mais alimentos do grupo das hortaliças que meninos (26).  Mais estudos apontam para um maior consumo de frutas e vegetais no sexo feminino,  porém foram conduzidos somente com adolescentes, podendo traduzir uma maior  preocupação feminina com relação ao peso e a obtenção ou manutenção de padrões  estéticos vigentes e, consequentemente, com a alimentação (11, 27).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Resultados do  National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES), publicados no ano de  2009, mostraram que pré-escolares (2 a 5 anos) têm, significativamente, maior  ingestão de frutas do que crianças jovens (6 a 11 anos) e adolescentes (12 a 18  anos). O oposto foi observado para o consumo de vegetais, cujo consumo foi maior  entre os adolescentes, porém foi considerado como vegetal, o consumo de batata  frita (28). Já, com relação à ingestão de vegetais, estudo conduzido com  crianças e adolescentes australianos, concluiu que o consumo é maior em grupos  etários mais velhos (29).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">O presente  estudo apresentou resultados semelhantes aos descritos acima, evidenciando  consumo frequente de frutas, significativamente, maior entre as crianças com  idade entre 5 e 9 anos. Possivelmente o maior consumo de frutas entre crianças  quando comparada aos adolescentes decorra da maior autonomia destes nas escolhas  alimentares, enquanto entre crianças menores as escolhas são de responsabilidade  da mãe ou responsável.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Com relação ao  nível socioeconômico, os dados apresentados pela OMS (2003) e pela PeNSE  mostraram que jovens de menor nível socioeconômico consumiam menos frutas e  vegetais do que aqueles de nível mais elevado (6, 13). Resultados semelhantes  foram descritos no estudo Mexican National Health and Nutrition Survey (ENSANUT  2006), mostrando que entre os escolares mexicanos (5 a 11 anos), a quantidade de  frutas e vegetais ingeridos foi maior entre os considerados de melhor condição  de bem estar, avaliados segundo características familiares e posse de bens (30).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">No presente  estudo, o consumo frequente de frutas mostrou relação direta com o nível  socioeconômico, porém com relação ao consumo de vegetais, o mesmo não foi  observado, possivelmente devido à baixa frequência de consumo regular em todos  os níveis socioeconômicos e possivelmente devido ao preço das frutas Porém a  escolaridade materna, que pode ser considerada um proxy das condições  socioeconômicas, encontrou- se associada com ambos alimentos avaliados,  sugerindo que mesmo em condições de menor poder aquisitivo, as mães mais  escolarizadas estão mais aptas a fazer escolhas mais saudáveis em termos de  alimentação. Segundo Monteiro &amp; Freita (2000) mães com maior escolaridade são  mais capazes de utilizar melhor os serviços de saúde e as redes de apoio social,  tem uma percepção mais adequada da condição de saúde das crianças, além de  melhor adesão aos tratamentos em caso de doenças dos filhos (31).</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">O presente  estudo optou pela utilização do instrumento do SISVAN, para avaliação da  frequência de consumo, ao invés de utilizar um questionário de frequência  alimentar, com o objetivo de simplificar a obtenção de dados, que possam  subsidiar a equipe escolar no planejamento de ações de promoção de alimentação  saudável, com especial ênfase na escolha dos alimentos disponibilizados pela  alimentação oferecida na escola. O Formulário proposto pelo SISVAN se mostrou um  instrumento fácil e rápido de ser aplicado, o qual poderá contribuir com a  geração de informações sobre alimentação das crianças e adolescentes brasileiros.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Tendo em vista  a baixa prevalência do consumo frequente de frutas e vegetais, dentre os  escolares avaliados, é reforçada a necessidade de ações de promoção da  alimentação saudável. Atualmente a Política Nacional de Alimentação e Nutrição  (32), a Política Nacional de Alimentação Escolar (33), e a Portaria  Interministerial Interministerial 1.010 sobre a promoção da alimentação saudável  nas escolas (34), apresentam um conjunto de ações de incentivo a alimentação  saudável, que necessitam ser efetivamente incorporadas no ambiente escolar.  Estes programas devem focar especialmente entre os escolares que vivem em  famílias de menor poder aquisitivo, e filhos de mulheres com menor escolaridade,  e de preferência devem fazer parte do projeto pedagógico da escola, de forma a  evitar ações pontuais e descontinuadas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">Diante do  exposto o presente trabalho serviu de subsidio para um estudo de intervenção,  com foco no incentivo ao consumo de frutas e vegetais que posteriormente foi  conduzido nestas mesmas escolas.</font></p>     <p align="justify"><b><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">REFERÊNCIAS</font></b></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">1. Sichieri R,  Souza RA. Estratégias para prevenção da obesidade em crianças e adolescentes.  Cad Saude Publica 2008; 24 (Suppl 2): S209:234. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=517117&pid=S0004-0622201200020001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">2. World Health  Organization. The World Report 2002: Reducing risks, promoting healthy life.  Genebra: World Health Organization, 2002.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">3. Brasil.  Ministério da Saúde. Princípios e Diretrizes de uma Política de Segurança  Alimentar e Nutricional. Textos de Referência da II Conferência Nacional de  Segurança Alimentar e Nutricional Conselho Nacional de Segurança Alimentar e  Nutricional CONSEA; julho de 2004; Brasília, 2004.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">4. World Health  Organization. Fruit and vegetable promotion initiative. Genebra: WHO, 2003.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">5. Brasil.  Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção  Básica. Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Guia alimentar  para a população brasileira. Brasília, 2006.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">6. World Health  Organization. Diet, nutrition and prevention of chronic diseases. Report of a  Joint FAO/WHO Expert Consultation. Genebra: WHO/FAO, 2003.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">7. Levy-Costa  RB, Sichieri R, Pontes NS, Monteiro CA. Household food availability in Brazil:  distribution and trends (1974-2003). Rev Saude Publica 2005; 39 (4): 530-40.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">8. Jaime PC,  Monteiro CA. Fruit and vegetable intake by Brazilian adults, 2003. Cad Saude  Publica 2005; 21 (Suppl 1): S19-24.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">9. Figueiredo  ICR, Jaime PC, Monteiro CA. Fatores associados ao consumo de frutas, legumes e  verduras em adultos da cidade de São Paulo. Rev Saude Publica 2008; 42 (5):  777-85.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">10. Jaime PC,  Figueiredo ICR, Moura EC, Malta,DC. Fatores associados ao consumo de frutas e  hortaliças no Brasil, 2006. Rev Saude Publica 2009; 43 (Supl 2): S57-64.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">11. Currie C,  Roberts C, Morgan A, Smith R, Settertobulte W, Samdal O, et al. Young people’s  health in context. Health Behaviour in Schoolaged Children (HBSC) study:  international report from the 2001/2002 survey. Genebra: WHO, 2004.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">12. Centers for  Disease Control and Prevention. Youth Risk Behavior Surveillance - United States,  2009. Surveillance Summaries. Atlanta, GA. 2010. p. 148.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">13. Levy RB,  Castro RR, Cardoso LO, Tavares LF, Sardinha LMV, Gomes FS, et al. Consumo e  comportamento alimentar entre adolescentes brasileiros: Pesquisa Nacional de  Saúde do Escolar (PeNSE), 2009. Ciencia &amp; Saude Coletiva 2010; 15 (Suppl 2):  S3085-97.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">14. Brasil.  Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção  Básica. Regulamentação da comercialização de alimentos em escolas no Brasil:  Experiências estaduais e municipais. Brasília, 2007.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">15. ABEP.  Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa. Critério de classificação  econômica Brasil. 2009. acesso em agosto de 2011. Disponível em: http:// <a href="http://www.abep.org/novo/Content.aspx?ContentID=301"> www.abep.org/novo/Content.aspx?ContentID=301</a>.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">16. Harrison GG,  Buskirk ER, Carter JEL, Johnston FE, Lohman TG, Pollock ML, et al. Skinfold  thicknesses and measurement technique. In: Lohman TG, Roche AF, Martorell R.  Anthropometric standardization reference manual. USA, 1988.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">17. Antro-plus.  World Health Organization. Software for assessing growth and development of the  world's children. Anthro for personal computers. Genebra; 2007.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">18. Brasil.  Ministério da Saúde – Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição (CGPAN).  Vigilância Alimentar e Nutricional: Classificação do Estado Nutricional de  Crianças e Adolescentes. Norma Técnica-SISVAN, 2009. <a href="http://nutricao.saude.gov.br/docs/geral/sisvan_norma_tecnica_criancas.pdf"> http://nutricao.saude.gov.br/docs/geral/sisvan_norma_tecnica_criancas.pdf</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">19. Brasil.  Protocolos do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional – SISVAN na  assistência à saúde. Brasília, 2008.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">20. Castro IRR,  Cardoso LO, Engstrom EM, Levy RB, Monteiro CA. Vigilância de fatores de risco  para doenças não transmissíveis entre adolescentes: a experiência da cidade do  Rio de Janeiro, Brasil. Cad Saude Publica 2008; 24 (10): 2279-88.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">21. World  Health Organization. Global strategy on diet, physical activity and health.  Fifty-seventh world health assembly. Resolução 57.17. 2004 acesso em setembro de  2011. Disponível em: <a href="http://www.who.int/dietphysicalactivity/strategy/eb11344/strategy_english_web.pdf"> http://www.who.int/dietphysicalactivity/strategy/eb11344/strategy_english_web.pdf</a>.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">22. Costa LCF,  Vasconcelos FAG, Corso ACT. Fatores associados ao consumo adequado de frutas e  hortaliças em escolares de Santa Catarina, Brasil. Cad Saude Publica 2012;  28(6): 1133-1142.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">23. Conceição  SIO, Santos CJN, Silva AAM, Silva JS, Oliveira TC. Consumo alimentar de  escolares das redes pública e privada de ensino em São Luís, Maranhão. Rev Nutr  2010; 23 (6): 993-1004.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">24. Neutzling  MB, Assunção MCF, Malcon MC, Hallal PC, Menezes AMB. Hábitos alimentares de  escolares adolescentes de Pelotas, Brasil. Rev Nutr 2010; 23 (3): 379-388.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">25. Neutzling  MB, Rombaldi AJ, Azevedo MR, Hallal PC. Fatores associados ao consumo de frutas,  legumes e verduras em adultos de uma cidade no Sul do Brasil. Cad Saude Publica  2009; 25 (11): 2365-2374.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">26. Costa MCD,  Júnior LC, Matsuo T. Hábito alimentar de escolares adolescentes de um município  do oeste do Paraná. Rev Nutr 2007; 20: 461-71.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">27. Yngve A,  Wolf A, Poortvliet E, Elmadfa I, Brug J, Ehrenblad B, et al. Fruit and vegetable  intake in a sample of 11-year-old children in 9 European countries: The Pro  Children Cross-sectional Survey. Ann Nutr Metab 2005; 49 (4): 236-45.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">28. Lorson BA,  Melgar-Quinonez HR, Taylor CA. Correlates of fruit and vegetable intakes in US  children. J Am Diet Assoc 2009; 109 (3): 474-8. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">29. Magarey A,  Daniels LA, Smith A. Fruit and vegetable intakes of Australians aged 2-18 years:  an evaluation of the 1995 National Nutrition Survey data. Aust N Z J Public  Health 2001; 25 (2): 155-161.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">30. Ramirez-Silva  I, Rivera JA, Ponce X, Hernandez-Avila M. Fruit and vegetable intake in the  Mexican population: results from the Mexican National Health and Nutrition  Survey 2006. Salud publica de mexico 2009; 51 (Suppl 4): S574-85.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">31. Monteiro CA,  Freita ICM. Evolução de condicionantes socioeconômicas da saúde na infância na  cidade de São Paulo (1984-1996). Rev Saude Publica 2000; 34 (Suppl 6):8-1.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">32. Brasil.  Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção a Saúde. Departamento de Atenção  Básica. Política Nacional de Alimentação e Nutrição. Brasília, 1999.</font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">33. Brasil.  Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Programa  Nacional de Alimentação Escolar. Educação. Brasília, 1955. Disponível em: <a href="http://www.fnde.gov.br/index.php/programas-alimentacao-escolar"> http://www.fnde.gov.br/index.php/programas-alimentacao-escolar</a></font></p>     <p align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#221E1F">34. Brasil.  Ministério da Educação. Ministério da Saúde. Portaria Interministerial nº 1.010,  de 8 de maio de 2006. Pub. Diário Oficial da União (9 de maio de 2006).</font></p>       ]]></body>
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