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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Alimentação de peixes (osteichthyes, characiformes) em duas lagoas de uma planície de inundação brasileira da bacia do rio paraná]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Feeding of common species such as Cyphochacax modestus, C. nagelii, Prochilodus scrofa, Leporinus lacustris and Hoplias malabaricus was studied in two different environments of the Mogi-Guaçu river floodplain: an oxbow lake seasonally flooded and an artificial lake with permanent connection with the main channel. The diets were studied through one river flood cycle, from September 1997 to October 1998, when no large flooding occured. For interespecific comparisons, previous data from Leporinus aff. friderici and Schizodon nasutus species has been included. Differences in relation to food activity were observed among the species, in the wet and dry seasons, and according to the environments. From stomach content analises, C. modestus, C. nagelii and P. scrofa were considered as iliophagous species, L. lacustris as omnivorous with herbivorous tendency, while L. aff. friderici was predominantly omnivorous; S. nasutus was considered as an herbivorous species and H. malabaricus piscivorous. High values of food overlap (>0,60) were verified in both wet and dry seasons.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Se estudio la alimentación de Cyphocharax modestus, Cyphocharax nagelii, Prochilodus scrofa, Leporinus lacustris e Hoplias malabaricus, especies de peces comunes en dos ambientes diferentes de la planicie de las inundaciones del rio Mogi-Guaçu: una laguna marginal inundada en el período de las lluvias y una laguna artificial con una comunicación permanente al canal principal. Las dietas de las especies de los peces fueron estudiadas en el ciclo anual de septiembre 1997 a octubre 1998, período en que no tuvieron lugar grandes inundaciones. Para una comparación específica se utilizó información previa de las especies Leporinus aff. friderici e Schizodon nasutus. Se encontraron diferencias en la actividad alimentaria, comparando las especies entre sí, en las estaciones seca y lluviosa, y considerando el ambiente. Con base en el análisis del contenido estomacal las especies C. modestus, C. nagelii y P. scrofa fueron consideradas como iliófagas, L. lacustris como omnívora con tendencia a herbívora y L. aff. friderici predominantemente omnívora; S. nasutus fue considerada herbívora y H. malabaricus piscívora. Se verificó que hay altos índices de sobreposición alimentaria (>0,60) en ambas estaciones.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Alimentação]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Planície de Inundação]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <FONT size=2> </FONT><B>     <P align=justify><font size="3">ALIMENTAÇÃO DE PEIXES (Osteichthyes, Characiformes) EM DUAS  LAGOAS DE UMA PLANÍCIE DE INUNDAÇÃO BRASILEIRA DA BACIA DO RIO PARANÁ</font></P> <FONT size=4>     <P align="center">Mara Adriana Marçal-Simabuku e Alberto CarvAlho Peret</P> </FONT>     <P></B>Mara Adriana Marçal-Simabuku. <B>Mestre em Ecologia e Recursos  Naturais, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Doutoranda, UFSCar e  Universidade de São Paulo (USP), Riberão Preto. Endereço: Departamento de  Hidrobiologia, UFSCar, Caixa Postal 676, CEP: 135695-905, São Carlos, SP,  Brasil. e-mail: simabuku@convex.com.br.</P></B>     <P align=justify>Alberto Carvalho Peret. <B>Doutor em Ecologia e Recursos  Naturais, UFSCar. Professor adjunto, Departamento de Hidrobiologia, UFSCar.  Endereço: Departamento de Hidrobiologia, UFSCar, Caixa Postal 676, CEP:  135695-905, São Carlos, SP, Brasil. e-mail: dacp@power.ufscar.br.</P>     <P align=justify>Resumo</P></B><I>     <P align=justify>Estudou-se a alimentação de </I>Cyphocharax modestus<I>,  </I>Cyphocharax nagelii<I>, </I>Prochilodus scrofa<I>, </I>Leporinus  lacustris<I> e </I>Hoplias malabaricus<I>, espécies de peixes comuns em dois  ambientes distintos da Planície de inundação do rio Mogi-Guaçu: uma lagoa  marginal sazonalmente alagada e uma lagoa artificial com comunicação permanente  ao canal principal. As dietas das espécies foram estudadas durante um ciclo  hidrológico, entre setembro 1997 e outubro 1998. Para comparações  interespecíficas foram incluídos dados das espécies </I>Leporinus <B><I>aff.</B>  </I>friderici<I> e </I>Schizodon nasutus<I>, anteriormente estudadas. Durante o  período de estudo não foram observadas cheias acentuadas na região. Apesar  disso, as espécies apresentaram diferenças em relação à atividade alimentar  quando comparadas entre si, nas estações seca e chuvosa, bem como quando  comparados os ambientes. Baseado na análise dos conteúdos estomacais, as  espécies </I>C. modestus, C. nagelii<I> e </I>P. scrofa<I> foram consideradas  iliófagas, </I>L. lacustris<I> foi considerada onívora com tendência à  herbivoria e </I>L<B><I>. aff</B></I>. friderici<I> foi considerada  predominantemente onívora</I>; S. nasutus<I> foi considerada herbívora e </I>H.  malabaricus<I> piscívora. Valores elevados de sobreposição alimentar (&gt;0,60)  foram verificados tanto na estação seca quanto na chuvosa.</I></P>     <P align=justify><B>PALAVRAS CHAVES / Alimentação / Peixes de Água Doce / Planície  de Inundação /</P>     <P align=justify>Summary</P></B><I>     <P align=justify>Feeding of common species such as </I>Cyphochacax modestus<I>,  </I>C. nagelii<I>, </I>Prochilodus scrofa<I>, </I>Leporinus lacustris<I> and  </I>Hoplias malabaricus<I> was studied in two different environments of the  Mogi-Guaçu river floodplain: an oxbow lake seasonally flooded and an artificial  lake with permanent connection with the main channel. The diets were studied  through one river flood cycle, from September 1997 to October 1998, when no  large flooding occured. For interespecific comparisons, previous data from  </I>Leporinus <B><I>aff.</B> </I>friderici<I> and </I>Schizodon nasutus<I>  species has been included. Differences in relation to food activity were  observed among the species, in the wet and dry seasons, and according to the  environments. From stomach content analises, </I>C. modestus<I>, </I>C.  nagelii<I> and </I>P. scrofa<I> were considered as iliophagous species, </I>L.  lacustris<I> as omnivorous with herbivorous tendency, while </I>L<B><I>.  aff</B>. </I>friderici<I> was predominantly omnivorous; </I>S. nasutus<I> was  considered as an herbivorous species and </I>H. malabaricus<I> piscivorous. High  values of food overlap (&gt;0,60) were verified in both wet and dry  seasons.</P></I><B>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>Resumen</P></B><I>     <P align=justify>Se estudio la alimentación de </I>Cyphocharax modestus<I>,  </I>Cyphocharax nagelii<I>, </I>Prochilodus scrofa<I>, </I>Leporinus  lacustris<I> e </I>Hoplias malabaricus<I>, especies de peces comunes en dos  ambientes diferentes de la planicie de las inundaciones del rio Mogi-Guaçu: una  laguna marginal inundada en el período de las lluvias y una laguna artificial  con una comunicación permanente al canal principal. Las dietas de las especies  de los peces fueron estudiadas en el ciclo anual de septiembre 1997 a octubre  1998, período en que no tuvieron lugar grandes inundaciones. Para una  comparación específica se utilizó información previa de las especies  </I>Leporinus<I> <B>aff.</B> </I>friderici<I> e </I>Schizodon nasutus<I>. Se  encontraron diferencias en la actividad alimentaria, comparando las especies  entre sí, en las estaciones seca y lluviosa, y considerando el ambiente. Con  base en el análisis del contenido estomacal las especies </I>C. modestus<I>,  </I>C. nagelii<I> y </I>P. scrofa<I> fueron consideradas como iliófagas, </I>L.  lacustris<I> como omnívora con tendencia a herbívora y </I>L.<I> <B>aff.</B>  </I>friderici<I> predominantemente omnívora; </I>S. nasutus<I> fue considerada  herbívora y </I>H. malabaricus<I> piscívora. Se verificó que hay altos índices  de sobreposición alimentaria (&gt;0,60) en ambas estaciones.</I></P>     <P align=justify>Recebido: 29/11/2001. Aceito: 29/04/2002</P>     <P align=justify>Os ambientes tropicais não exibem marcada variação de  temperatura e duração do dia, embora possam ocorrer modificações sob influência  do regime dos ventos e, principalmente, da precipitação. A inundação sazonal dos  ambientes, aumenta o espaço disponível surgindo habitats ricos em alimento como  as planícies de inundação (Lowe-McConnell, 1987).</P>     <P align=justify>Entende-se por sistemas "rio-planície de inundação" os  ecossistemas sujeitos a alagamentos periódicos, que selecionam adaptações nos  organismos e comunidades neles existentes, tornando-as, muitas vezes,  características destes ambientes (Welcomme, 1979; Junk, 1982). Alguns mecanismos  de respostas adaptativas por parte dos organismos em relação às flutuações do  nível da água nos ecossistemas têm sido relatados por Santos <I>et al.</I>  (1989); como exemplo, pode-se citar a mudança do espectro e do ritmo alimentar  dos peixes promovida pela maior riqueza de alimento na época das cheias (Hann  <I>et al.</I>, 1997). Dessa forma, espera-se que os peixes apresentem uma  marcada sazonalidade na dieta, resultante do regime de cheias dos rios ou da  falta dele.</P>     <P align=justify>Zaret e Rand (1971) demostraram ainda que a segregação na  utilização de alimentos é mais efetiva nos períodos em que há escassez de  alimento, o que sugere que a disponibilidade dos recursos alimentares desempenha  um papel fundamental no modelo de partição de recursos. Assim, quando  disponíveis, os alimentos podem ser utilizados por muitas espécies, sem se  caracterizar numa interação competitiva. No entanto, quando são escassos, é  possível que haja partição para minimizar pressões competitivas.</P>     <P align=justify>A Estação Ecológica do Jataí, uma importante unidade de  conservação do sudeste do Estado de São Paulo, comporta um complexo de lagoas  marginais sob influência da inundação periódica do rio Mogi-Guaçu. De acordo com  Mozeto e Esteves (1987) nas áreas dessa planície são encontradas lagoas em  diferentes estágios de evolução ecológica, compreendendo desde as mais antigas  que apenas conectam-se com o rio na época da cheia, até as que se encontram  permanentemente conectadas ao rio.</P>     <P align=justify>O presente estudo analisa a influência da sazonalidade sobre a  alimentação de algumas espécies comuns de peixes em dois ambientes distintos da  planície de inundação do rio Mogi-Guaçu, durante um ciclo hidrológico (entre  setembro 1997 e outubro 1998): <I>Cyphocharax modestus</I> e <I>Cyphocharax  nagelii</I> (Curimatidae), <I>Prochilodus scrofa</I> (Prochilondontidae),  <I>Leporinus lacustris</I> (Anostomidae) e <I>Hoplias malabaricus</I>  (Erythrinidae), comparando-as com as espécies <I>L. </I><B>aff</B><I>.  friderici</I> e <I>Schizodon nasutus</I> (Anostomidae) anteriormente estudadas  (Marçal-Simabuku e Peret, no prelo). </P><B>     <P align=justify>Descrição da Área de Estudo</P></B>     <P align=justify>Foram estudados peixes provenientes da Lagoa do Quilômetro e da  Represa do Beija-flor, que são lagoas da planície de inundação do rio  Mogi-Guaçu, situadas dentro da Estação Ecológica do Jataí (21º33’e 21º37’ S;  47º45’e 47º51’ W), no município de Luiz Antônio, Estado de São Paulo, Brasil  <A HREF="#Fig1"> (Figura 1).</A> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>A Lagoa do Quilômetro, de 2,45ha, está localizada a uma  distância de aproximadamente 107m do rio Mogi-Guaçu, mantendo-se isolada deste a  maior parte do ano. Por ocasião das cheias que inundam a região de várzea, a  água pode chegar até essa lagoa através do transbordamento lateral do rio e do  escoamento das lagoas mais próximas. Caracteriza-se como um "sistema fechado"  sem afluentes ou efluentes. Com exceção dos meses de maior precipitação, as  variações no nível da água são pouco pronunciadas ao longo do ano. Localizada na  margem direita do rio Mogi-Guaçu, a região litorânea desta lagoa é densamente  colonizada por gramíneas e em menor proporção por macrófitas aquáticas.</P>     <P align=justify>A Represa do Beija-flor com 17,54ha e 1,80m de profundidade  média, mantém comunicação permanente com o rio Mogi-Guaçu através do córrego do  Beija-flor, afluente do rio Mogi-Guaçu (Pires <I>et al.</I>, 2000). Construída  em 1965 pelo represamento do córrego do Beija-flor, não possui nenhum mecanismo  para controlar a entrada e saída da água no sistema (Rodrigues, 1997). O rio não  tem influência sobre a massa de água da Represa do Beija-flor visto que o mesmo  está localizado em cotas altimétricas elevadas e que não são atingidas pelas  vazões do rio registradas na região. Embora seu nível sofra uma elevação pouco  significativa por ocasião da maior drenagem da bacia a montante.</P>     <P align=justify>De acordo com Galvão (1976) a estação seca ocorre entre abril e  setembro, e a estação chuvosa entre outubro e março, sendo que as precipitações  mais elevadas ocorrem em janeiro e fevereiro e que a precipitação média oscila  em torno de 1433mm e a temperatura média anual é de cerca de 21,7oC  (Toledo-Filho, 1984). Neste estudo consideramos a classificação proposta por  Nimer (1989) que considera que a estação seca inclui os meses com precipitação  total igual ou menor do que o dobro da temperatura média (P<FONT  face=Symbol>£</FONT>2T), desta forma os meses de abril e maio apresentaram-se  chuvosos. </P>     <P align=justify>Durante o período de estudo, os valores mais elevados de  precipitação (87-530mm) ocorreram entre os meses de outubro 1997 e maio 1998 e  no mês de outubro 1998 (243mm), correspondendo ao período chuvoso. De acordo com  Ballester e Santos (2000), são necessárias vazões de 380m3s-1 para se iniciar o  transbordamento lateral do rio Mogi-Guaçu e 510m3s-1 para atingir as lagoas  marginais mais próximas ao canal principal. No período da realização deste  estudo o transbordamento do rio Mogi-Guaçu ocorreu apenas no mês de março sob a  forma de um pulso de rápida duração (três dias), com vazões diárias médias de  412, 387 e 384 m3s-1 não sendo suficiente para inundar a Lagoa do  Quilômetro.</P><B>     <P align=justify>Material e Métodos</P></B>     <P align=justify>Os peixes foram amostrados em seis coletas. Para análise dos  resultados, as coletas foram separadas em estação seca (setembro 1997 e agosto  1998) e estação chuvosa (janeiro, março, maio e outubro 1998).</P>     <P align=justify>Os exemplares foram capturados com baterias de redes de espera  do tipo simples, malhas medindo: 1,2; 1,5; 2,0; 2,5; 3,0 e 3,5 cm entre nós  consecutivos), colocadas ao entardecer em vários pontos nas margens das lagoas,  permanecendo expostas por aproximadamente seis horas, quando era efetuada a  primeira despesca; a seguir, as redes eram novamente colocadas e permaneciam  novamente o mesmo período quando era realizada a segunda despesca. Após  coletados, os peixes foram identificados, medidos e pesados, sendo  posteriormente dissecados e seus estômagos fixados em solução de formalina a  4%.</P> <A NAME="Fig1"> </A>    <P align=center><IMG  border=0 height=251 src="/img/fbpe/inci/v27n6/v27n6a5img1.png" width=450></P><FONT size=2> </FONT>     
<P align=justify><A HREF="#Fig1"> Figura 1.</A> Localização da Estação Ecológica de Jataí no Estado  de São Paulo, Brasil, e detalhes mostrando o Rio Mogi-Guaçu e várias lagoas  marginais na área da planície de inundação, dentre elas a Lagoa do Quilômetro  (10) e Represa do Beija-flor (15).</P>     <P align=justify>Para análise do conteúdo estomacal foram examinados, quando  disponível, mais de 10 exemplares de cada espécie, em cada uma das coletas.  Antes da análise do conteúdo estomacal, foi atribuído para cada estômago graus  de repleção, de acordo com a classificação de Walsh e Rankine (1979) citados por  Herrán (1988), onde: 0= vazio; 1= cerca de ¼; 2= ¼ a ½; 3= ½ a ¾ e 4= ¾ a cheio.  A atividade alimentar nas diferentes estações do ano foi analisada com base no  grau médio de repleção (Gr), de acordo com a expressão</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=center><IMG  border=0 height=56 src="/img/fbpe/inci/v27n6/v27n6a5img2.png" width=240></P>     
<P align=center><FONT size=2>&nbsp;</FONT>onde, n0....4 = número de exemplares com grau de  repleção 0, 1, 2, 3 e 4, respectivamente.</P>     <P align=justify>Os conteúdos estomacais foram identificados sob microscópio  estereoscópico. A análise das dietas combinou os métodos de freqüência de  ocorrência (o número de vezes que um determinado item alimentar estava presente)  e o método dos pontos (Hynes, 1950). Neste último, foram atribuídos pontos aos  estômagos de acordo com seu enchimento. Os estômagos cheios receberam 20 pontos  e os vazios 0, com valores intermediários entre 1 e 19. Os estômagos muitos  repletos (com paredes distendidas) receberam excepcionalmente 25 pontos. Os  pontos foram atribuídos para cada categoria de acordo com o volume ocupado em  relação ao volume total dos itens alimentares nos estômagos; o volume de cada  item foi calculado considerando-se o total de pontos atribuídos às várias  categorias como 100%.</P>     <P align=justify>Na dieta dos peixes, a categoria alimentar identificada pelo  termo "sedimento" foi composto de matéria finamente particulada de origem  mineral e terra, não aglutinados, onde foram encontradas várias microalgas. O  termo "detrito" foi utilizado para designar qualquer material muito fragmentado,  bastante aglutinado, não sendo possível identificar se era de origem vegetal ou  animal. Já "detrito vegetal" refere-se a matéria particulada, mas claramente de  origem vegetal. O item "insetos aquáticos" englobou estágios imaturos de vários  insetos com desenvolvimento em ambiente aquático e que ocorreram em volumes  reduzidos. O item "restos animais" foi composto, em maior parte, por fragmentos  de insetos aquáticos imaturos e terrestres não identificados e, em menor  proporção, por escamas de peixes. A categoria "outros" representou qualquer item  ou reuniu vários itens alimentares que ocorreram em volumes muito reduzidos.  </P>     <P align=center>TABELA 1</P>     <P align=center>FREQÜÊNCIA DE OCORRÊNCIA (%) E VOLUME (%) DOS ITENS ALIMENTARES  DAS ESPÉCIES DE PEIXES&nbsp; DA LAGOA DO QUILÔMETRO (Q) E REPRESA DO BEIJA-FLOR(R) </P> <A NAME="TabI"> </A>    <P align=center><IMG  border=0 height=433 src="/img/fbpe/inci/v27n6/v27n6a5img3.jpg" width=661></P><FONT size=2>     
<P align=justify>Valor entre parênteses = volume (%)</P>     <P align=justify>* = volumes inferiores a 0,5%</P>     <P align=justify>São apresentados para cada estação ( sc = seca e ch = chuvosa),  a variação do comprimento padrão (CP), o número de espécimens analisados (N) e o  número de espécimens com conteúdo (n). tec. veg = tecido vegetal; alga fil. =  algas filamentosas; microal. = microalgas; ins. aqu. = insetos aquáticos; ins.  ter. = insetos terrestres; Chiron. = Chironomidae (Díptera); microcr. =  microcrustáceos; restos anim. = restos animais; Detrito veg. = detrito  vegetal.</P></FONT>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>O grau de sobreposição alimentar entre as espécies foi estimado  empregando-se o índice de sobreposição de Morisita (1959) modificado por  Schroeder-Araújo (1980), na qual a contribuição proporcional de um determinado  item é apresentada como a proporção volumétrica para a espécie como um todo. O  coeficiente de sobreposição (C<FONT face=Symbol>l</FONT>) varia de 0 a 1, desde  a completa segregação até a sobreposição total. Os cálculos foram feitos de  acordo com a fórmula</P>     <P align=center><IMG  border=0 height=70 src="/img/fbpe/inci/v27n6/v27n6a5Img4.png" width=196></P>     
<P>onde, s é o número total das categorias de alimento, Xi e Yi proporção  volumétrica dos itens alimentares i na dieta das espécies X e Y. Tem sido  assumido que valores iguais ou maiores do que 0,60 representam alta sobreposição  da dieta (Zaret e Rand, 1971).</P>     <P align=justify>Com base na freqüência de ocorrência relativa, foi obtida a  similaridade entre as dietas das espécies, aplicando-se uma análise de  agrupamento para ambos ambientes. Para as comparações da atividade, sobreposição  e similaridade alimentar, foram usados dados do grau médio de repleção dos  estômagos, porcentagem de volume e freqüência de ocorrência relativa de  diferentes itens alimentares, respectivamente, de 49 especimens de <I>L.<B>  </I>aff.<I> </B>friderici</I> e 52 de <I>S. nasutus</I>, baseados em  Marçal-Simabuku e Peret (no prelo).</P>     <P align=justify>Dados de precipitação foram fornecidos pela Casa da Agricultura  do município de Luiz Antônio, São Paulo. Dados de vazão do Rio Mogi-Guaçu foram  fornecidos pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).</P><B>     <P align=justify>Resultados</P></B>     <P align=justify>A Lagoa do Quilômetro apresentou a maior constância e  abundância no número de exemplares das espécies deste estudo <A HREF="#TabI"> (Tabela I).</A> Das  sete espécies selecionadas para este estudo, a mais abundante foi <I>P.  scrofa</I> (25,2% do total das capturas), seguida por <I>H. malabaricus</I>  (23,1%), <I>C. modestus</I> (17,1%), <I>C. nagelii</I> (13,9%), <I>S.  nasutus</I> (9,2%), <I>L</I>. <B>aff.</B> <I>friderici</I> (8,6%) e <I>L.  lacustris</I> (3,0%). Apenas espécies ocorrendo em mais do que 50% das coletas,  em cada ambiente, foram escolhidas para este estudo. Desta forma, comparações  acerca das dietas foram estabelecidas para as espécies comuns aos dois  ambientes: <I>C. modestus</I>, <I>L. </I><B>aff.</B> <I>friderici</I>, <I>P.  scrofa</I> e <I>S. nasutus</I>. Análises das dietas de <I>C. nagelii</I>, <I>H.  malabaricus</I> e <I>L. lacustris</I> foram estabelecidas apenas para a Lagoa do  Quilômetro.</P><I>     <P align=justify>Variação sazonal na atividade alimentar</P></I>     <P align=justify>Na Lagoa do Quilômetro as espécies apresentaram um padrão  relativamente definido em relação à tomada de alimentos durante o ano pois, das  sete espécies que ocorreram neste ambiente, cinco apresentaram maior atividade  alimentar na estação chuvosa <A HREF="#Fig2"> (Figura 2a).</A> Na Represa do Beija-flor não foi  possível observar-se qualquer padrão na atividade alimentar das espécies <A HREF="#Fig2"> (Figura 2b).</A> Neste ambiente, entretanto, evidenciou-se maior quantidade de exemplares  com estômagos com graus de repleção mais elevados em relação àqueles da Lagoa do  Quilômetro.</P>     <P align=justify>A atividade alimentar de <I>P. scrofa</I> foi um tanto  diferente nos dois ambientes, com pouca atividade na Lagoa do Quilômetro e  intensa atividade na Represa do Beija-flor no mesmo período, inclusive com maior  atividade na estação seca neste ambiente; <I>C. modestus</I> e <I>C.  nagelii</I>, que ocorreram juntas apenas na Lagoa do Quilômetro, apresentaram  similaridade na tomada de alimentos sendo verificado estômagos com mais conteúdo  no período chuvoso; <I>C. modestus</I> também apresentou bastante similaridade  na estação chuvosa nos dois ambientes.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>Na Lagoa do Quilômetro,<I> L. lacustris</I> e <I>S. nasutus</I>  apresentaram padrão semelhante sendo observada elevada atividade alimentar  durante o ano e um pouco mais elevada durante a estação seca <A HREF="#Fig2"> (Figura 2a).</A> Na  ausência de <I>L. lacustris</I> na Represa do Beija-flor, <I>S. nasutus</I>  apresentou padrão mais semelhante ao de <I>L.</I><B> aff. </B><I>friderici,</I>  cuja atividade alimentar também foi intensa em ambas estações, embora com maior  atividade na estação chuvosa para esta última.</P>     <P align=justify>A pouca atividade na tomada de alimentos de <I>H.  malabaricus</I> <A HREF="#Fig2"> (Figura 2a).</A> se deve às altas porcentagens de estômagos vazios  verificadas durante as estações seca e chuvosa (72,7 e 70,1%, respectivamente),  provavelmente decorrentes de regurgitação do conteúdo estomacal durante as  capturas.</P><I>     <P>Dieta das espécies</P></I>     <P align=justify>Do total de espécimens analisados, provenientes dos dois  ambientes, 72,6% apresentaram conteúdo estomacal sendo que as maiores proporções  de estômagos vazios foram verificadas na Lagoa do Quilômetro, 25,9 e 34,3%, nas  estações seca e chuvosa respectivamente, contra 6,8 e 20,9% na Represa do  Beija-flor para o mesmo período. Resultados detalhados da dieta de cada espécie  podem ser verificados na <A HREF="#TabI"> Tabela I.</A></P>     <P align=justify>Considerando os dois ambientes estudados, as espécies <I>C.  modestus</I> e <I>P. scrofa</I>, consumiram, predominantemente, sedimento em  ambas as estações <A HREF="#Fig3"> Figura 3</A> y <A HREF="#Fig4"> Figura 4</A>; o mesmo ocorreu para <I>C. nagelii</I> na  Lagoa do Quilômetro.</P> <A NAME="Fig2"> </A>    <P align=center><IMG  border=0 height=209 src="/img/fbpe/inci/v27n6/v27n6a5img5.jpg" width=465></P>     
<P align=justify><A HREF="#Fig2"> Figura 2.</A> Variação sazonal no grau de enchimento dos estômagos  das espécies na a: Lagoa do Quilômetro e b: Represa do Beija-flor; Seca  ();Chuvosa ().</P>     <P align=justify>A dieta de <I>L. lacustris</I> na Lagoa do Quilômetro  apresentou volumes porcentuais elevados de itens de origem vegetal (Fig. 3),  principalmente na estação chuvosa. Entretanto, também verifica-se uma presença  expressiva de itens como Chironomidae, <I>Campsurus</I> e restos animais na  dieta dessa espécie. Os resultados do presente trabalho também parecem indicar  que essa espécie apresenta bastante plasticidade na sua dieta consumindo os  itens mais disponíveis de cada ambiente.</P>     <P align=justify>A dieta dos exemplares adultos de <I>H. malabaricus</I> foi  constituída basicamente por peixe, que foi o item predominante em ambas estações  (Fig. 3). Itens como sedimento, restos animais e <I>Campsurus</I> ocorreram  ocasionalmente na dieta da espécie na estação seca; o item fragmentos de tecido  vegetal apareceu em ambas estações porém todos esses itens foram de pouca  relevância, comparados com o item peixe.</P><I>     <P align=justify>Sobreposição e similaridade alimentar</P></I>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>Os coeficientes de sobreposição alimentar calculados para todos  os pares de combinações durante a estação seca e chuvosa em ambos ambientes não  exibiram um padrão de variação sazonal definido. Na Lagoa do Quilômetro,  ocorreram valores elevados (&gt;0,60) dos coeficientes de sobreposição  alimentar, tanto na estação seca <A HREF="#TabII"> (Tabela IIa).</A> quanto na chuvosa <A HREF="#TabII"> (Tabela IIb)</A> para os pares de espécies <I>C. modestus</I> x <I>C. nagelii</I>, <I>C.  modestus</I> x <I>P. scrofa</I>, <I>C. nagelii</I> x <I>P. scrofa</I>, que  compartilharam principalmente o item sedimento e os pares <I>L. lacustris</I> x  <I>S. nasutus</I> que compartilharam principalmente o item tecido vegetal. Na  Represa do Beija-flor, valores elevados de sobreposição alimentar na estação  chuvosa ocorreram para os pares <I>C. modestus</I> x <I>P. scrofa</I> que  compartilharam o item sedimento e para as combinações entre as espécies  <I>L.</I><B> aff. </B><I>friderici </I>x <I>S. nasutus</I>, em ambas estações,  que compartilharam principalmente o item tecido vegetal.</P>     <P align=justify>Em função da similaridade alimentar, as espécies de peixes  foram agrupadas nos seguintes hábitos alimentares: iliófago, onívoro com  tendência à herbívoro, herbívoro, onívoro e piscívoro, <A HREF="#Fig5"> Figura 5a</A> <A HREF="#Fig5"> Figura 5b</A>; a  ausência de um grupo piscívoro na Represa do Beija-flor se deve a não inclusão  de <I>H. malabaricus</I> nas análises devido ao reduzido número de capturas  neste ambiente.</P><B>     <P align=justify>Discussão e Conclusões</P></B><I>     <P align=justify>Variação sazonal na atividade alimentar </P></I>     <P align=justify>Acreditamos que o baixo volume de água verificado na Lagoa do  Quilômetro durante o período de estudo, devido a ausência de inundações, tenha  conferido a este ambiente um regime de hipóxia, impedindo o melhor  aproveitamento dessa área pelas espécies, esse fenômeno já foi relatado por Melo  (1995). Esse fato, também, ao que parece é o que melhor explica a baixa  atividade alimentar de algumas espécies neste ambiente em relação àquelas da  Represa do Beija-flor. </P>     <P align=justify>Contrariamente, na Represa do Beija-flor a maior atividade  alimentar das espécies se deve principalmente às características desse ambiente,  que é colonizado por macrófitas aquáticas que contribuem para a produção do  detrito orgânico, além desse ambiente ser independente do regime de cheias do  rio Mogi-Guaçu, sendo que suas águas são constantemente renovadas pelo seu  afluente e seu nível se mantém elevado e relativamente constante o ano todo,  proporcionando condições estáveis para a produção de alimentos para os peixes.  Além disso, as espécies podem migrar à procura de novas fontes alimentares em  outros locais já que esse ambiente possui comunicação permanente com o rio. </P>     <P align=justify>Os indícios descritos anteriormente podem explicar a maior  atividade de <I>P. scrofa</I> na Represa do Beija-flor, inclusive na estação  seca. Além disso, essa parece ser uma observação não incomum considerando que a  maior intensidade alimentar de <I>P. scrofa</I> no período seco já foi relatada  por Toledo <I>et al.</I> (1987). </P>     <P align=justify>Sazima e Caramaschi (1989) observaram que apesar da  similaridade no hábito alimentar entre espécies de curimatídeos, diferenças  qualitativas e quantitativas podem ocorrer resultantes de diferenças  comportamentais no modo de obtenção de alimentos, especialmente entre espécies  simpátricas. Considerando que neste estudo quase não ocorreu variação na  atividade alimentar de <I>C. modestus</I> e <I>C. nagelii</I> e que não foram  realizadas observações no campo com relação ao modo de obtenção de alimentos,  sugerimos que tal similaridade pode estar refletindo grande semelhança, tanto  morfológica quanto alimentar dessas espécies. </P>     <P align=justify>Na Lagoa do Quilômetro as espécies <I>L. lacustris</I> e <I>S.  nasutus</I> apresentaram intensa atividade na tomada de alimentos,  principalmente na estação seca, indicando que apesar da inexistência de  inundação na várzea, as espécies encontraram boas condições de alimentação. Este  pico na alimentação durante o período de água baixas parece ser comum para as  espécies do gênero <I>Schizodon</I>, fato também verificado por Andrian <I>et  al.</I> (1994) e Santos (1982), este último autor tendo verificado tal fato,  relacionou-o ao período antecedente ao reprodutivo, ou seja, período das águas  baixas, sugerindo que as maiores variações no grau de enchimento dos estômagos  parecem estar mais ligadas ao desenvolvimento gonadal do que à variação das  fontes alimentares. Neste estudo o padrão verificado por Santos (id. ibid.)  parece ser claro para <I>L. lacustris</I> e<I> S. nasutus</I>. Sugerimos também  que o fato de <I>L. lacustris</I> e <I>S. nasutus</I> apresentarem maior  atividade alimentar na estação seca, pode indicar que essas espécies apresentam  atividades alimentares semelhantes.</P>     <P align=justify>Considerando apenas <I>L.</I><B> aff. </B><I>friderici, </I>nos  dois ambientes, os resultados concordam mais com aqueles verificados por Boujard  <I>et al. </I>(1990) e Goulding (1980) para essa mesma espécie, observando-se  maior atividade alimentar na estação chuvosa. Já o fato de <I>L.</I><B> aff.  </B><I>friderici</I> e <I>S. nasutus</I> terem apresentado intensas atividades  alimentares em ambas estações na Represa do Beija-flor, reforça a conclusão de  que as condições nutricionais desse ambiente independem do regime de cheias da  região, diferentemente do observado para a Lagoa do Quilômetro, que mostrou-se  um ambiente onde se torna fundamental, para as espécies de peixes de um modo  geral, a ocorrência de inundações na planície para o melhor aproveitamento desse  ambiente sob influência do rio Mogi-Guaçu. </P> <A NAME="Fig3"> </A>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=center><IMG  border=0 height=500 src="/img/fbpe/inci/v27n6/v27n6a5img6.png" width=485></P>     
<P align=justify><A HREF="#Fig3"> Figura 3.</A> Categorias alimentares predominantes consumidas pelas  diferentes espécies na Lagoa do Quilômetro durante um ciclo hidrológico.</P>     <P align=justify>Godoy (1975) relata que <I>H. malabaricus</I> possui grande  capacidade de adaptar-se à condições hídricas anormais, requer pouca quantidade  de oxigênio na água para sobreviver (Parma De Croux, 1983a) e possui ótima  capacidade de recuperação (Parma De Croux, 1983b). Devido a esses fatos  sugerimos que <I>H. malabaricus</I> é uma espécie bastante adaptada às condições  hídricas da planície de inundação do rio Mogi-Guaçu, sendo pouco afetada pelo  regime hídrico da região. </P>     <P align=justify>Meschiatti (1995), em estudo na mesma região, relatou altas  proporções de estômagos vazios para <I>H. malabaricus</I>, tanto na estação seca  quanto na chuvosa, como verificado neste estudo. Estudos de Zavalla-Camin (1996)  atribuem as altas proporções de estômagos vazios ao fenômeno da regurgitação,  que ocorreria como uma reação de defesa para facilitar a fuga. Alguns autores  consideram como indícios de regurgitação a ocorrência de estômagos evaginados ou  distendidos e ainda aqueles sem ou com pouco conteúdo (Daan, 1973; Bowan, 1986;  Amezaga-Herran, 1988) e também a presença de alimentos semi-digeridos no esôfago  e na cavidade oro-branquial (Zavalla-Camin, 1996). Evidências de regurgitação  puderam ser verificadas durante a dissecção dos exemplares de <I>H.  malabaricus</I>, ocasião em que observou-se muitos estômagos com paredes  distendidas, indicando que havia conteúdo em seu interior. Dessa forma sugerimos  que a baixa atividade alimentar verificada, pode não estar refletindo uma  situação real para a espécie.</P><I>     <P align=justify>Dieta das espécies</P></I>     <P align=justify>Iliofagia, de acordo com Angelescu e Gneri (1949), é o hábito  de consumir lodo, que se constitui de detritos orgânicos e organismos da  biocenose do lodo, caracterizando um regime especializado. Neste estudo, ficou  evidente tal hábito alimentar para as espécies <I>C. modestus</I>, <I>C.  nagelii</I> e <I>P. scrofa</I>, devido à grande quantidade de sedimento ingerido  e a ampla gama de organismos nele presentes, concordando com estudos anteriores  realizados em lagoas (Azevedo <I>et al.</I>, 1938; Sazima e Caramaschi, 1989;  Meschiatti, 1995) e reservatórios (Schroeder-Araújo, 1980; Arcifa <I>et al.</I>,  1988). </P>     <P align=justify>As altas freqüências dos itens microalgas e do Testacida  <I>Difflugia</I> nos estômagos dessas espécies, sugerem um comportamento  generalista, com habilidade para explorar as categorias alimentares presentes em  maior quantidade. Esse fato fica bastante evidente considerando que a Represa do  Beija-flor é um ambiente artificialmente inundado e que comporta grande número  de troncos de árvores submersos colonizados pelo perifíton. </P>     <P align=justify>Segundo Aleev (<I>apud</I> Drake <I>et al.</I>, 1984) a boca em  posição terminal de <I>P. scrofa</I> permite a tomada de alimento em qualquer  posição enquanto os lábios bem desenvolvidos são usados para remover detrito do  fundo e de outros substratos facilitando a captura de presas (Goulding, 1981).  Sedimento composto por matéria finamente particulada como o item mais importante  da alimentação de <I>P. scrofa</I> e a presença de restos animais, rotíferos,  microcrustáceos e insetos aquáticos e terrestres, parecem confirmar tais  adaptações, evidenciando os seus hábitos bentônicos, onde a espécie  provavelmente utiliza diferentes substratos e explora tanto o perifíton que  coloniza as macrófitas aquáticas e troncos submersos (epifíton) quanto o que se  instala sobre o sedimento (epipélon).</P> <A NAME="Fig4"> </A>    <P align=center><IMG  border=0 height=306 src="/img/fbpe/inci/v27n6/v27n6a5img7.jpg" width=465></P>     
<P align=justify><A HREF="#Fig4"> Figura 4.</A> Categorias alimentares predominantes consumidas pelas  diferentes espécies na Represa do Beija-flor durante um ciclo hidrológico.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>Vari (1992) descreve a boca de <I>C. modestus</I> e <I>C.  nagelii</I> em posição subterminal, Fugi e Hahn (1991) além dessa característica  também lhe atribui adaptações como levemente protátil e em forma de pá e postula  que essas características parecem auxiliar na retirada de alimento do substrato.  Entretanto, ao contrário de <I>P. scrofa</I>, pode-se sugerir que <I>C.  modestus</I> e <I>C. nagelii</I> não exploram de forma expressiva o perifíton  que coloniza as macrófitas aquáticas ou os substratos verticais devido a  ausência de adaptação bucal à tomada de alimento em substrato vertical e  provavelmente utilizam somente o perifíton do sedimento. </P>     <P align=center>&nbsp;</P> <A NAME="TabII"> </A>    <P align=center><IMG  border=0 height=400 src="/img/fbpe/inci/v27n6/v27n6a5img8.jpg" width=500></P>     
<P align=justify>De acordo com Lowe-McConnell (1987), a maioria das espécies de  peixe de água doce exibe uma considerável plasticidade na sua dieta. Esta  plasticidade pode ser refletida como um comportamento oportunista, conferindo  maior vantagen às espécies em relação a exploração de habitats sazonais, como os  de planícies de inundação (Araújo-Lima <I>et al.</I>, 1995). A plasticidade na  dieta de <I>L. lacustris</I> pôde ser observada pelos picos na alimentação  composto de Chironomidae e <I>Campsurus</I>, sendo que esses itens se mostraram  abundantes nas observações de campo na Lagoa do Quilômetro.</P>     <P align=justify>A classificação aqui proposta, com <I>S. nasutus</I>  apresentando hábito herbívoro e de <I>L. lacustris</I> sendo onívora com  tendência a herbívora concordam em parte com aquela atribuída por Meschiatti  (1995) na mesma planície de inundação, diferindo apenas na classificação  exclusivamente herbívora atribuída para <I>L. lacustris</I>. Já a classificação  de <I>L.</I><B> aff. </B><I>friderici </I>como onívora concorda com aquela  obtida por Santos (1982) e Barbieri <I>et al.</I> (1994).</P>     <P align=justify>Godoy (1975) e Soares (1979) relatam que <I>H. malabaricus</I>  nas fases iniciais do desenvolvimento é planctófaga, passando a entomófoga e,  posteriormente, carnívora; Knoppel (1970) e Meschiatti <I>et al. </I>(2000)  assinalam que a espécie é piscívora e pode incluir em sua dieta: insetos  aquáticos, tecido vegetal, areia, crustáceos e outros. Os resultados aqui  obtidos concordam com os anteriormentes relatados sendo que os adultos de <I>H.  malabaricus</I> deste estudo apresentaram hábito essencialmente piscívoro.  Sugere-se ainda que a presença de itens como larvas de Ephemeroptera  (<I>Campsurus</I>) e restos animais sejam de grande valor nutricional para esta  espécie que, provavelmente, inclui esses itens em sua dieta quando eles estão  disponíveis, contrariamente aos itens sedimento e fragmentos vegetais,  provavelmente ingeridos acidentalmente.</P><I>     <P align=justify>Sobreposição alimentar</P></I>     <P align=justify>Embora não tenha sido possível quantificar a disponibilidade  dos diferentes itens alimentares, a maior repleção estomacal da maioria das  espécies no período chuvoso indicou que este período representa o de maior  oferta de alimentos. Entretanto, valores significativos de sobreposição  alimentar ocorreram em ambas estações discordando de resultados obtidos por  Zaret e Rand (1971), Prejs e Prejs (1987) e Winemiller (1989) que observaram os  menores valores de sobreposição alimentar durante a época seca, quando os  recursos disponíveis aparentemente são escassos. Matthews (1998) sugere que, em  níveis moderados de disponibilidade de recursos, espécies podem divergir na sua  exploração utilizando o recurso o qual estão mais adaptadas e quando os recursos  são super abundantes, as espécies podem utilizá-los de forma oportunista (não  havendo competição). Nos dois ambientes estudados ficou evidente um  comportamento oportunista por <I>L.</I><B> aff. </B><I>friderici  </I>(Marçal-Simabuku e Peret, no prelo) e <I>L. lacustris</I> que apresentaram  picos na alimentação compostos dos recursos mais abundantes, que ocorreram em  cada ambiente nas duas estações.</P> <A NAME="Fig5"> </A>    <P align=center><IMG  border=0 height=573 src="/img/fbpe/inci/v27n6/v27n6a5img9.jpg" width=465></P>     
<P align=justify><A HREF="#Fig5"> Figura 5.</A> Dendograma de similaridade alimentar entre as  espécies de peixes da, a: Lagoa do Quilômetro e b: Represa do Beija-flor nas  estações seca (S) e chuvosa (Ch).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align=justify>Segundo Ross (1986), o grau de parentesco entre pares de  espécies tem um efeito significativo sobre a similaridade ecológica com pares  menos aparentados mostrando menor sobreposição no comportamento alimentar,  possivelmente devido a diferenças morfológicas (Simberloff e Dayan, 1991).  Levando em conta tal fato, foi possível verificar elevada similaridade entre  espécies fortemente aparentadas: <I>C. modestus</I> e <I>C. nagelii</I>; <I>S.  nasutus</I> e <I>L.</I><B> aff. </B><I>friderici.</I> O fato das espécies de  modo geral permaneceram no mesmo agrupamento nas estações seca e chuvosa,  demonstra que elas também apresentam grande similaridade das dietas entre as  estações.</P>     <P align=justify>Acredita-se que uma possível competição entre as espécies  estudadas seja mais difícil de ocorrer na Represa do Beija-flor do que na Lagoa  do Quilômetro já que, conforme concluiu-se, este ambiente não é fortemente  influenciado pelas alterações no ciclo hídrológico da planície; soma-se a isso  também o fato desse ambiente se constituir em um sistema aberto onde as espécies  podem migrar para outros locais em busca de alimentos, como também verificado  por Santos (1982) para peixes amazônicos. </P><B>     <P align=justify>AGRADECIMENTOS</P></B>     <P align=justify>Agradecemos a CAPES (Fundação para Amparo à Pesquisa  Brasileira) pelo financiamento deste estudo e a Universidade Federal de São  Carlos (UFSCar) pelo suporte logístico. A Lisandro Juno Soares Vieira e Márcio  C. Carvalho Alvim ambos da UFSCar pelas críticas e sugestões.</P>     <P align=justify><B>REFERÊNCIAS</P> <DIR></B>     <!-- ref --><P align=justify>1. Amezaga-Herran R (1988) Análisis de contenidos estomacales  en peces. Revisión bibliográfica de los objetivos y la metodología. <I>Inf. Tec.  Inst. Español Oceanog</I>. <I>63</I>: 1-74.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951116&pid=S0378-1844200200060000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>2. Andrian IEF, Torrente G, Ferreti CML (1994) Atividade  alimentar das piavas <I>Schizodon borelli</I> (Boulenger, 1990) e <I>S.  altoparanae</I> Garavello &amp; Britski, 1990 (Characiformes, Anostomidae), na  planície de inundação do alto Rio Paraná (22o 40’- 22o 50’S/53o 15’-53o 40’W),  Brasil. <I>Rev. Unimar.</I> <I>16 </I>(Supl. 3): 107-116.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951117&pid=S0378-1844200200060000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>3. Angelescu V, Gneri FS (1949) Adaptaciones del aparato  digestivo al régimen alimenticio en algunos peces del Rio Uruguay y del Rio de  La Plata. I. Tipo omnivoro &amp; iliofago en representantes de las familias  Loricariidae y Anostomidae<I>. Rev. Inst. Nac. Invest. C. Nat., 1</I>:  161-272.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951118&pid=S0378-1844200200060000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>4. Araújo-Lima CARM, Agostinho AA, Fabré NN (1995) Tropical  aspects of fish communities in Brazilian rivers and reservoirs. Em Tundisi J,  Bicudo CEM, Matsumura-Tundisi T (Eds) <I>Limnology in Brazil.</I> ABC/SBL. Rio  de Janeiro. pp. 105-136.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951119&pid=S0378-1844200200060000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>5. Arcifa MS, Froehlich O, Nortcote TG (1988) Distribution and  feeding ecology of fishes in a tropical Brazilian reservoir. <I>Mem. Soc. Cien.  Nat. La Salle 48 </I>(Supl): 301-326.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951120&pid=S0378-1844200200060000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>6. Azevedo P, Dias M, Vieira BB (1938) Biologia do saguiru  (Characidae, Curimatinae). <I>Memórias do Instituto Oswaldo Cruz 34</I>:  481-553.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951121&pid=S0378-1844200200060000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>7. Ballester MVR, Santos JE (2000) Biogenic gases (CH4, CO2 and  O2) distribution in a riverine wetland system. Em Dos Santos JE, Pires JSR  (Eds.) <I>Estudos integrados em ecossistemas. Estação Ecológica de Jataí</I>.  Rima Editora. São Carlos. pp. 675-683.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951122&pid=S0378-1844200200060000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>8. Barbieri G, Peret AC, Verani JR (1994) Notas sobre a  adaptação do trato digestivo ao regime alimentar em espécies de peixes da região  de São Carlos (SP). I. Quociente intestinal. <I>Rev.</I> <I>Brasil. Biol..  54</I>: 63-69.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951123&pid=S0378-1844200200060000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>9. Boujard T, Sabatier D, Rojas-Beltrán R, Prevost MF, Renno JF  (1990) The food habits of three allochtonous feeding characoids in French  Guiana. <I>Revue d’Ecologie (Terre &amp; Vie) 45</I>: 247-258.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951124&pid=S0378-1844200200060000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>10. Bowman RE (1986) Effect of regurgitation on stomach content  data of marine fishes. <I>Env. Biol. Fishes, 16</I>: 171-181.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951125&pid=S0378-1844200200060000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>11. Dann NA (1973) A quantitative analysis of the food intake  of North Sea Cod, <I>Gadus morhua.</I> <I>Neth. J. Sea Res. 6</I>: 479-517.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951126&pid=S0378-1844200200060000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>12. Drake P, Arias AM, Gallego L (1984) Biología de los  mugilidos (Osteichthyes, Mugilidae) en los esteros de las salinas de San  Fernando (Cádiz). III. Hábitos alimentarios y su relación con la morfometria del  aparato digestivo. <I>Inv. Esq. 48</I>: 337-367.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951127&pid=S0378-1844200200060000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>13. Fugi R, Hahn NS (1991) Espectro alimentar e relações  morfológicas com o aparelho digestivo de três espécies de peixes comedores de  fundo do Rio Paraná. <I>Resumos do Encontro Brasileiro de Limnologia.</I>  Universidade Estadual de Maringá, Paraná. p. 101.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951128&pid=S0378-1844200200060000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>14. Galvão MV (1976) Regiões bioclimáticas do Brasil. <I>Rev.  Brasil. Geog. 29</I>: 3-36.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951129&pid=S0378-1844200200060000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>15. Godoy MP (1975) <I>Peixes do Brasil subordem Characoidei da  Bacia do Rio Mogi-Guaçu. </I>Franciscana. Piracicaba. 216 pp.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951130&pid=S0378-1844200200060000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>16. Goulding M (1980) <I>The Fishes and the Forest</I>.  University of California Press. Los Angeles, CA 280 pp.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951131&pid=S0378-1844200200060000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>17. Gouding M (1981) <I>Man and Fisheries on an Amazon  Frontier</I>. Dr. Junk. The Hague. 132 pp.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951132&pid=S0378-1844200200060000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>18. Hahn NS, Fugi R, Almaeida VLLdE, Russo MR, Loureiro VE  (1997) Dieta e atividade alimentar de peixes do reservatório de Segredo. Em  Agostinho AA, Gomes LC (Eds.) <I>Reservatório de Segredo: bases ecológicas para  o manejo</I>. EDUEM. pp. 141-162&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951133&pid=S0378-1844200200060000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>19. Herrán RA (1988) Análisis de contenidos estomacales en  peces. Revisión bibliográfica de los objetivos y la metodología. <I>Inf. Téc.  Inst. Esp. Oceanogr. 63</I>: 1-73.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951134&pid=S0378-1844200200060000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>20. Hynes HBN (1950) The food of freshwater sticklebacks  (<I>Gasterosteus aculeatus</I> and <I>Rygosteus pungituis</I>) with a review of  methods used in studies of foods of fishes. <I>J. Animal Ecol. 19</I>:  36-58.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951135&pid=S0378-1844200200060000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>21. Junk WJ (1982) Amazonian floodplains: their ecology present  and potencial use. <I>Rev. Hydrobiol. Trop. 15</I>: 285-301.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951136&pid=S0378-1844200200060000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>22. Knoppel HA (1970) Food of Central Amazonian Fishes.  Contribution to the nutrient ecology of Amazonian rain-forest streams.  <I>Amazoniana 2</I>: 257-352.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951137&pid=S0378-1844200200060000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>23. Lowe-McConnell RH (1987) <I>Ecological studies in tropical  fish communities</I>. Cambridge University Press. Cambridge. 382 pp.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951138&pid=S0378-1844200200060000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>24. Marçal-Simabuku MA, Peret AC (no prelo) Alimentary diet of  two Anostomidae fish species in the floodplain of the Mogi-Guaçu river,  south-eastern of Brazil. <I>Multiciência</I>.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951139&pid=S0378-1844200200060000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>25. Matthews WJ (1998) <I>Patters in freshwater fish  ecology</I>. Chapman Hall. New York. 756 pp.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951140&pid=S0378-1844200200060000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>26. Melo CH (1995) Hábitos Alimentares, diversidade de peixes e  condições limninológicas em um córrego de cerrado, Barra do Garças-MT. Tese de  MSc, Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, Mato Grosso. 176 pp.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951141&pid=S0378-1844200200060000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>27. Meschiatti AJ (1995) Alimentação da comunidade de peixes de  uma lagoa marginal do rio Mogi-Guaçu, SP. <I>Acta Limnol. Brasil. 8</I>:  115-137.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951142&pid=S0378-1844200200060000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>28. Meschiatti AJ, Arcifa MS, Fenerich-Verani N (2000) Ecology  of fish in oxbow lakes of Mogi-Guaçu River. Em Dos Santos JE, Pires JSR (Eds.)  <I>Estudos integrados em ecossistemas. Estação Ecológica de Jataí</I>. Rima  Editora. São Carlos pp. 817-830.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951143&pid=S0378-1844200200060000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>29. Mozeto AA, Esteves FA (1987) Ecologia de lagoas marginais.  <I>Ciênc. Hoje. 5</I>(30): 73.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951144&pid=S0378-1844200200060000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>30. Nimer E (1989) <I>Climatología do Brasil</I>. 2o ed. IBGE.  Río de Janeiro. 421 pp.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951145&pid=S0378-1844200200060000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>31. Parma De Croux MJ (1983a) Metabolismo de Rutina de  <I>Hoplias malabaricus</I> (Bloch, 1974) (Osteichthyes, Erythrinidae). <I>Rev.  bras. Zool. 1</I>: 217-222.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951146&pid=S0378-1844200200060000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>32. Parma De Croux MJ (1983b) Nivel de oxígenio y mínimo de  supervivencia de <I>Hoplias malabaricus </I>(Bloch, 1794) (Pisces,  Erythrinidae). <I>Iheringia 63</I>: 91-101.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951147&pid=S0378-1844200200060000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>33. Pires AMZCR, Santos JE, Pires JSR (2000) Caracterização e  diagnóstico ambiental de uma unidade da paisagem. Estudo de caso: Estação  Ecológica de Jataí e Estação Experimental de Luiz Antônio. Em Dos Santos JE,  Pires JSR (Eds.) <I>Estudos integrados em ecossistemas. Estação Ecológica de  Jataí</I>. Rima Editora. São Carlos.<I> </I>pp. 1-26&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951148&pid=S0378-1844200200060000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>34. Prejs A, Prejs K (1987) Feeding of tropical freshwater  fishes: seasonality in resource availability and resource use. <I>Oecologia  71</I>: 397-404.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951149&pid=S0378-1844200200060000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>35. Rodrigues MHS (1997) Estudo da fauna de Chironomidae  (Diptera) do sedimento na Represa do Beija-Flor, na Estação Ecológica de Jataí,  Luiz Antônio, SP. Tese de MSc, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos,  São Paulo. 85 pp. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951150&pid=S0378-1844200200060000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>36. Ross ST (1986) Resource partitioning in fish assemblages:  review of field studies. <I>Copeia 2</I>: 352-388.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951151&pid=S0378-1844200200060000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>37. Santos GM (1982) Caracterização, hábitos alimentares e  reprodutivos de quatro espécies de "aracus" e considerações ecológicas sobre o  grupo no lago Janauacá-AM. (Osteichthyes, Characoidei, Anostomidae). <I>Acta  Amazônica 12</I>: 713-739.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951152&pid=S0378-1844200200060000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>38. Santos JE, Mozeto AA, Galetti Jr PM (1989)  <I>Caracterização preliminar da Estação Ecológica de Jataí (Luiz Antônio, SP).  Lagoas marginais do Rio Mogi-Guaçu: Avaliação ambiental e papel ecológico</I>.  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Simberloff D, Dayan T (1991) The guild concept and the  structure of ecological communities. <I>Rev. Ecol. Syst. 22</I>: 115-143.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951155&pid=S0378-1844200200060000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>41. Soares MGM (1979) Aspectos ecológicos (alimentação e  reprodução) dos peixes do igarapé do Porto, Aripuanã, MT. <I>Acta Amazônica  9</I>: 325-352.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951156&pid=S0378-1844200200060000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>42. Schroeder-Araújo LT (1980) Alimentação dos peixes da  Represa de Ponte Nova, Alto Tietê. Tese de Doutorado em Ciências. Universidade  de São Paulo. 91 pp.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951157&pid=S0378-1844200200060000500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>43. Toledo-Filho DV (1984) Composição florística e estrutura  fitosociológica da vegetação do Município de Luis Antônio (SP). Tese de  doutoramento. Universidade de Campinas, Campinas. 173 pp. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951158&pid=S0378-1844200200060000500043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>44. Toledo SA, Godoy MP, dos Santos EP (1987) Delimitação  populacional do curimbatá Prochilodus scrofa (Pisces, Prochilodontidae) do Rio  Mogi-Guaçu, Brasil. <I>Rev. Brasil. Biol. 47</I>: 501-506.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951159&pid=S0378-1844200200060000500044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>45. Vari RP (1992) <I>Systematics of the Neotropical  Characiform Genus Cyphocharax Fowler (Pisces: Ostariophysi</I>). Smithsonian  Contributions to Zoology Nº 529. Washington. 137 pp.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951160&pid=S0378-1844200200060000500045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>46. Walsh M, Rankine P (1979) Observations on the diet of  mackerel in the North Sea and to the West of Britain. <I>I.C.E.S</I>.<I>C.M.</I>  1979/H: 45.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951161&pid=S0378-1844200200060000500046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>47. Welcomme RL (1979) <I>Fisheries ecology of floodplain  rivers</I>. Longmans. London. 317 pp.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951162&pid=S0378-1844200200060000500047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>48. Winemiller KO (1989) Ontogenetic diet shifts and resource  partitioning among piscivorous fishes in the Venezuelan Lhanos. <I>Env. Biol.  Fish. 26</I>: 177-199.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951163&pid=S0378-1844200200060000500048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>49. Zavalla-Camin LA (1996) <I>Introdução aos estudos sobre  alimentação natural em peixes</I>. Universidade Estadual de Maringá, Paraná  (EDUEM)-Maringá. 129 pp.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951164&pid=S0378-1844200200060000500049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P align=justify>50. Zaret TM, Rand AS (1971) Competition in tropical stream  fishes: support for the competitive exclusion principle. <I>Ecology 52</I>:  336-342.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=951165&pid=S0378-1844200200060000500050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body>
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