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Archivos Latinoamericanos de Nutrición
versión impresa ISSN 0004-0622versión On-line ISSN 2309-5806
Resumen
GOMES FERREIRA-CLARK, Sra. Sabrina et al. P278/S5-P23 COMÉRCIO INFORMAL DE ALIMENTOS NO ENTORNO DE ESCOLAS PÚBLICAS E PRIVADAS DE UMA METRÓPOLE BRASILEIRA - ESTUDO DA COMERCIALIZAÇÃO DE ALIMENTOS EM ESCOLAS BRASILEIRAS (CAEB). Arch Latinoam Nutr [online]. 2023, vol.73, suppl.1, pp.435-435. Epub 17-Ene-2025. ISSN 2309-5806.
Contexto:
O comércio informal de alimentos no entorno escolar representa uma oferta de alimentos aparentemente fora do alcance regulatório do poder público e pode mostrar- se como obstáculo à promoção da alimentação saudável.
Objetivo:
Caracterizar o ambiente alimentar informal do entorno de escolas públicas e privadas.
Métodos:
foram analisados dados do Estudo da Comercialização de Alimentos em Escolas Brasileiras (CAEB), numa amostra representativa de escolas de Recife, Brasil. Analisamos 131 comércios informais no entorno das escolas segundo a categoria administrativa escolar.
Resultados:
A maioria dos informais concentrava-se no quarteirão da escola sob estrutura de barraca (41,2%), carrinho (24,4%) e caixa de isopor (11,5%). Para 90,8% essa atividade representava a principal fonte de renda atuando unicamente no entorno escolar. Majoritariamente autodeclarados pretos ou pardos (71,7%), 43,5% apontaram o desemprego como principal motivo para informalidade. Parte relatou ação de impedimento por fiscais municipais (21,4%) e proibição de produtos por sugestão da direção da escola, mais frequente no entorno das escolas públicas (p = 0,000), onde, por lei, não há comércio interno de alimentos. Houve diferença na disponibilidade de produtos predominantes no entorno de escolas públicas em relação às privadas: biscoito ultraprocessado (p = 0,000), bolo ultraprocessado (p = 0,037), bolo (preparação culinária) (p = 0,001), café (p = 0,000), doce à base de frutas ou legumes (p = 0,000), fruta fresca (p = 0,004), guloseimas (p = 0,037), néctar (p = 0,000), pipoca industrializada (p = 0,000), suco natural (p = 0,001) e tapioca sem recheio ultraprocessado (p = 0,008). Além de todos os salgados assados (com e sem recheio ultraprocessado) (p = 0,010), salgados fritos (com e sem recheio ultraprocessado) (p = 0,010) e sanduiches (com e sem recheio ultraprocessado) (p = 0,019).
Conclusão:
No entorno das públicas houve maior variedade de produtos saudáveis e não saudáveis. Possivelmente o comércio informal apresenta-se como alternativa à proibição do comércio interno. Essa perspectiva deve ser considerada numa possibilidade de regulação do comércio também nas cantinas de escolas privadas. As políticas públicas devem considerar a convivência entre a comunidade escolar e os componentes da economia formal e informal no território onde a escola está inserida.
Palabras clave : escolas brasileiras; comércio informal de alimentos; comercialização de alimentos.












