Interciencia
versión impresa ISSN 0378-1844
INCI v.29 n.5 Caracas mayo 2004
BIOTRANSFORMAÇÕES DE INSETOS NO POVOADO DE PEDRA
BRANCA, ESTADO DA BAHIA, BRASIL
Eraldo Medeiros Costa-Neto
Eraldo Medeiros Costa-Neto. Biólogo, Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente, UFAL. Doutor em Ecologia e Recursos Naturais, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Professor, Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Endereço: UEFS, Departamento de Ciências Biológicas, Km 3, BR 116 CEP 44031-460 Feira de Santana, Bahia, Brasil. e-mail: eraldont@mail.uefs.br
Resumen
Este artigo apresenta o modo como os moradores do povoado de Pedra Branca, localizado no interior do estado da Bahia, nordeste do Brasil, compreendem a ontogenia dos insetos que habitam a região. O trabalho de campo foi desenvolvido no período de fevereiro a maio 2001, realizando-se entrevistas abertas e semi-estruturadas com 34 homens e 29 mulheres, cujas idades variaram de 22 a 82 anos. As entrevistas foram feitas baseando-se em um enfoque etnocientífico. De acordo com os processos de biotransformações que foram explicitados pelos entrevistados, os "insetos" podem ser agrupados em três categorias: insetos que se originam de vegetais, insetos que se originam de outros insetos e insetos que se transformam em outros animais. Os processos locais de biotransformação geralmente incluem o "encantamento", no qual um inseto "encanta" e se transforma em outro podendo este ser semelhante ou não ao que lhe deu origem. Tal percepção tem importância no modo como esses animais são percebidos e classificados.
Summary
This paper shows the way the inhabitants from the town of Pedra Branca, located in the state of Bahia, northeastern Brazil, understand the ontogeny of insects that live in the region. Fieldwork was carried out from February to May 2001, by performing open-ended interviews with 34 men and 29 women, whose ages ranged from 22 to 82 years. Interviews were carried out based on an ethnoscientific approach. According to the processes of biotransformations that were indicated by the interviewers, the "insects" can be grouped into three categories: insects that originate from plants, insects that originate from other insects and insects that change to other animals. The local processes of biotransformation usually include the "enchanting", in which an insect "enchants" and changes itself into another being that may or not be similar to that from which it comes. Such biological transformations have significance in the way people perceive and classify these animals.
Resumen
Este trabajo presenta la manera como los habitantes del poblado de Piedra Blanca, localizado en el interior del estado de Bahia, noreste de Brasil, entienden la ontogenia de los insectos que habitan la región. El trabajo de campo fue desarrollado entre febrero y mayo 2001, realizando entrevistas abiertas y semi-estructuradas a 34 hombres y 29 mujeres, cuyas edades eran entre 22 y 82 años. Las entrevistas fueron hechas basándose en un enfoque etnocientífico. De acuerdo con los procesos de biotransformaciones que fueron explicados por los entrevistados, los "insectos" pueden ser agrupados en tres categorías: insectos que se originan de vegetales, insectos que se originan de otros insectos e insectos que se transforman en otros animales. Los procesos locales de biotransformación generalmente incluyen el "encantamiento", en el cual un insecto "encanta" y se transforma en otro, pudiendo ser semejante o no al que le dio origen. Tal percepción tiene importancia en el modo como esos animales son percibidos y clasificados.
Palavras-chave / Conhecimento Popular / Etnoentomologia / Insetos / Ontôgenese /
Recebido: 08/01/2004. Modificado: 28/04/2004. Aceito: 30/04/2004.
Insects are fascinating animals when one takes the time to observe them or begins to study them carefully.
(DeLong, 1962).
Introdução
A série de transformações sofridas por um ser vivo desde a sua geração até seu completo desenvolvimento é conhecida como ontogênese ou ontogenia. Em diferentes culturas, no entanto, tanto a origem quanto o desenvolvimento morfológico dos animais são percebidos e compreendidos segundo uma ótica biológica própria. Para os índios Krahó, por exemplo, homens, animais, vegetais e mesmo minerais e objetos manufaturados têm um karõ, que se pode traduzir aproximadamente como "alma". Ao morrer, a alma humana vaga por algum tempo (ou vai para uma aldeia dos mortos, situada a oeste) até que se transforme em um animal de grande porte; quando esse animal morre, transforma-se em um animal inferior; quando este outro morre, transforma-se em cupinzeiro ou toco de pau. Quando o fogo queima esse cupinzeiro ou toco, o aniquilamento é completo (Melatti, 1978).
Chuang Tsu (370-300 aC) escreveu um dos mais antigos textos sobre o "transformismo" dos seres vivos, incluindo seres reais e imaginários em seu ciclo das transformações (Papavero e Balsa, 1986). Transformações fantásticas eram imputadas ao gato ou à lebre, que tomaram o lugar do lobo nas transformações das bruxas; estas se reuniam para os Sabás do diabo nestas formas (Baring-Gould, 2003). O autor fala que a população da cidade de Le Bessin atribui a feiticeiros o poder de alguns homens se transformarem em animais, sendo que a forma preferida é a de um cachorro. No México, acredita-se que os naguales são bruxos transformados em animais que saem pelas noites fazendo maldades. Esses seres costumam chupar o sangue dos recém-nascidos que ainda não foram batizados (Maria y Campos, 1972). O motivo de se tornar um animal ou mudar de forma tem sido bastante discutido por antropólogos (Hamdan, 1988).
Este artigo visa apresentar o modo como os moradores do povoado de Pedra Branca, localizado no interior do estado da Bahia, Brasil, compreendem a ontogenia dos insetos que habitam a região. Tal percepção tem importância no modo como esses animais são percebidos e classificados.
Material e Métodos
O presente artigo faz parte de um trabalho mais amplo que objetivou descrever a etnoentomologia dos moradores de Pedra Branca. Este povoado está situado na região centro-oeste do estado da Bahia. Está a uma distância de 202km da capital, Salvador, e a cerca de 13km do município de Santa Terezinha, ao qual pertence, localizando-se no sopé da Serra da Jibóia (Paraíso, 1985). Esta é um maciço serrano de aproximadamente 22500ha, com altitude máxima de 839m e situada a 12º51'S e 39º28'W (Juncá et al., 1999).
O trabalho de campo foi desenvolvido no período de fevereiro a maio de 2001, totalizando-se 64 dias de convivência in loco. Os dados foram obtidos mediante realização de entrevistas abertas (conversações livres) e semi-estruturadas (baseadas em uma lista de tópicos previamente escolhidos), recorrendo-se às técnicas usuais de registro etnográfico. As entrevistas foram feitas seguindo-se preceitos etnocientíficos com enfoque emicista-eticista balanceado (Sturtevant, 1964). Uma sessão durava, em média, cerca de uma hora. O universo amostrado foi constituído de 34 homens e 29 mulheres, cujas idades variaram de 22 a 82 anos.
Os objetivos da pesquisa eram explicados de maneira clara no início de cada nova entrevista, perguntando-se aos moradores se consentiam em prestar informações e serem eventualmente fotografados. Poucos foram os casos em que o indivíduo não quis participar, respeitando-se sua decisão. A maior parte das entrevistas foi registrada em fitas micro-cassetes e as transcrições semiliterais encontram-se mantidas no Laboratório de Etnobiologia da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).
Os dados foram analisados segundo o modelo de Hays, de união das diversas competências individuais (Marques, 1991). Segundo este modelo, toda informação pertinente ao assunto pesquisado é considerada. Os controles foram feitos através de testes de verificação de consistência e de validade das respostas, recorrendo-se a entrevistas repetidas em situações sincrônicas e diacrônicas. As primeiras ocorrem quando uma mesma pergunta é feita a indivíduos diferentes em tempos bastante próximos e as segundas, quando uma pergunta é repetida ao mesmo indivíduo em tempos bem distintos.
Resultados e Discussão
O modo como os moradores de Pedra Branca consideram o surgimento dos insetos tem importância na maneira como esses organismos são percebidos e classificados. Em geral, os tipos de transformações biológicas pelas quais os insetos passam são bastante inusitados. De acordo com os processos de biotransformações que foram explicitados pelos entrevistados, os "insetos" podem ser agrupados nas seguintes categorias:

Segundo o conhecimento local, as metamorfoses podem ocorrer de diversas maneiras: quando um inseto cria asa, como a formiga-luíza-doida que, ao se tornar alada, vira um cavalo-do-cão; quando lhe caem as pernas, como no exemplo do louva-a-deus-de-cobra (Cai as pernas e vira a cobra-de-cipó, Seu Z., 53a); quando poca (Cigarra poca pelas costas e gera um bule-bule, Seu J., 34a); quando o inseto migra, a exemplo das borboletas que vão para o mar virar camarão (Dona G., 48a); ou como um processo natural da vida do animal (O povo diz que quando [o louva-a-deus] fica velho vira cobra, Dona E., 63a). Os processos de biotransformação ou metamorfose geralmente incluem o "encantamento", no qual um inseto "encanta" e se transforma em outro podendo este ser semelhante ou não ao que lhe deu origem (Uma lagarta de madeira que incanta nesse besouro, Seu E., 80a).
De acordo com a maneira como os moradores de Pedra Branca compreendem os encantamentos, os animais podem sofrer transformações unilaterais (lagarta-da-madeira ® rola-bosta) ou bilaterais (formiga-da-mandioca « tanajura). Além das mudanças morfológicas, muitas vezes drásticas, os insetos também mudam de categoria zoológica, como as mariposas que se transformam em aves (beija-flores), e de nicho, como as borboletas que se transformam em camarões e passam a viver no mar.
Como se observa nos organismos do primeiro grupo, que têm origem a partir de partes de plantas, como madeiras, galhos, folhas e frutos, muitos entrevistados não reconhecem a semelhança morfológica (mimetismo) que determinados insetos têm com folhas, galhos e ramos; daí associarem a transformação dessas partes vegetais em insetos. Também não percebem que as larvas de muitos insetos desenvolvem-se no interior de troncos, galhos ou mesmo dos frutos. Por isso são comuns frases do tipo: A esperança é feita de folha (J., 26a); A lagarta-do-licuri é gerada dele mesmo (Seu A., >40a); Borboleta vira da folha de chuchu (Dona L., >60a); Jitiranabóia é gerada do pau-paraíba (Seu E., 80a); Louva-a-deus é gerado do camará (Seu Z., 53a). Em uma ocasião, um louva-a-deus (Mantodea) decapitado foi trazido até o pesquisador por duas crianças. Perguntados porquê o inseto estava sem a cabeça, disseram simplesmente que ele ainda estava se transformando!
O ciclo de vida dos lepidópteros foi descrito corretamente por alguns entrevistados, como se observa no seguinte trecho: Bule-bule se origina da lagarta-do-jasmim, que depois dá origem a uma mariposa e esta dá origem a mais lagartas. Põe na folha do jasmim e sai outra safra de lagarta (Dona E., 56a). Muito difundida, porém, é a crença de que mariposas se transformam em beija-flores: Eu mesmo já vi uma mariposa grande, ela transformando numa beija-flor. Já umas duas vezes. Uma espécie de borboleta que é difícil a gente vê (Seu J., 34a). A crença na transformação de borboletas e mariposas1 em beija-flores é um fenômeno transcultural historicamente antigo e fortemente arraigado. Por exemplo, os índios da Califórnia acreditam que essas mariposas transformam-se em beija-flores (Clausen, 1971). Na América do Sul é comum acreditar que esfingídeos resultam do cruzamento de beija-flores com borboletas. No Brasil, o registro dessa crença vem desde o período colonial. José de Anchieta, em sua Epístola (datada de 1560, mas publicada apenas em 1799), já falara sobre os guainumbís (como os beija-flores eram conhecidos na época), um gênero "afirmam todos que se gera da borboleta". Taunay (1999) citou o padre Vasconcelos, que afirmou haver visto, com seus próprios olhos, uns vermezinhos brancos criados na superfície da água que se transformaram em mosquitos; os mosquitos passaram "a forma de lagartos; estes se converteram em mariposas e as mariposas transformaram-se finalmente em beija-flores". É ainda Taunay que comenta:
Dos tais guainumbig uns se geravam dos ovos de pássaros outros de borboletas. E é coisa para ver, anotava o padre Cardin, uma borboleta transformar-se em tal avezinha, porque juntamente é borboleta e pássaro, e assim se vai convertendo até ficar neste formosíssimo passarinho, coisa maravilhosa e ignota aos filósofos, pois um vivente sem corrupção se converte noutro (Taunay, 1999).
A interpretação mais acertada para explicar o porquê de mariposas da família Sphingidae serem, às vezes, confundidas com pequenos beija-flores é a seguinte: tais mariposas (eg., Macroglossum stellatarum) voam ao crepúsculo, freqüentemente pairando em vôo estacionário enquanto extraem o néctar das flores com suas longas probóscidas (Eid e Viard, 1997).
Talvez por semelhança morfológica e de hábitat, os moradores de Pedra Branca freqüentemente confundem louva-a-deus, bichos-pau e esperanças, empregando esses nomes para designar uns e outros. Sobre a descrição dos bichos-pau (Phasmatodea), os entrevistados disseram que o louva-a-deus é da cor de um cipó, do jeito de um pauzinho. Ele anda no pau camará, que chama louva-a-deus-de-camará (Dona L., >80a); Ele é assim como uma cor de uma madeira, com aquelas perna assim como um graveto, todo comprido (L., 26a). A etnoespécie de bicho-pau que é confundida com um louva-a-deus e que se transforma em cobra-de-cipó (Phylodrias spp., Colubridae) provavelmente corresponde ao gênero Phibalosoma (Phibalosomatidae) por seu tamanho conspícuo, pois as fêmeas atingem mais de 20cm de comprimento (Hogue, 1993). Tal descrição assemelha-se àquela realizada por naturalistas do século XVII, como Zacharias Wagner (ver Teixeira, 1997), que assim descreveu o inseto denominado como boa-mesa: "Trata-se de uma estranha criatura parecida com um rebento ou com um pedaço de graveto quebrado. A princípio é verde como capim, depois fica amarelo-escuro. Quando se quer agarrá-lo, dá um salto para longe". O fato de ser comprido e ter uma cor semelhante à cobra faz do bicho-pau ou louva-a-deus-de-cobra um candidato perfeito para sustentar a crença nessa transformação biológica. Além disso, há o fato de tanto um quanto o outro se mimetizarem com o substrato no qual vivem e sofrem mudas: o camará (Lantana sp., Verbenaceae).
Em Pacatuba, interior do Ceará, os habitantes crêem que insetos da família Proscopiidae (Orthoptera) se originam dos ramos do cafeeiro ou da árvore-sabiá (Torres, 2000). Determinadas sociedades indígenas acreditam que as cobras nascem de louva-a-deus (Becker, 1980). Os Hñahñu do México denominam mantódeos e fasmatódeos de cavalos -do-diabo; essa expressão é usada de maneira depreciativa para o indivíduo que tem a má fama de ter sentimentos negativos (Maya, 2000).
De fato, muitos povos acreditam que animais de uma dada espécie, sob certas circunstâncias, podem mudar para animais de uma outra espécie. Os San do Kalahari crêem que a cigarra Munzanear laticlavia se transforma no besouro Sternocea orrisa (Buprestidae) na estação chuvosa, que depois se transforma no grilo Gryllus bimaculatus (Nonaka, 1996). Os Nuaulu da Indonésia oriental acreditam que as larvas de várias espécies de Drosophila se transformam em nemátodas intestinais e que um gênero de formiga (sohane) se transforma em solitárias do gênero Taenia (Ellen, 1985). O povo Kalam das Montanhas Schrader crê na transformação de minhocas tanto em cobras terrestres e aquáticas quanto em enguias (Bulmer, 1968). Meyer-Rochow (1975), registrando a taxonomia e nomenclatura nativa de artrópodes terrestres em cinco grupos étnicos diferentes de Papua Nova Guiné e da Austrália Central, verificou que similaridades tanto morfológicas quanto comportamentais levam os indivíduos a denominarem animais diferentes sob um mesmo rótulo lingüístico. Os Chuave, por exemplo, designam tanto uma pulga quanto uma aranha-saltadora como toridi porque ambos os animais pulam, enquanto que para os Waibiri, o termo kalda-kalda é aplicado para nomear uma formiga e uma vespa porque ambos os insetos causam ferroadas dolorosas.
O povo Rofaifo que habita as Montanhas Orientais de Papua Nova Guiné afirma que certas larvas de besouros cerambicídeos (foua) podem se transformar em borboletas (ongombila) e estas, por sua vez, podem se transformar em pequenos morcegos (litimbi) (Dwyer, 1976). Uma investigação casual revelou que para muitos insetos (eg, Hymenoptera), as larvas são consideradas como jovens de adultos marcadamente diferentes e as pupas são reconhecidas como uma fase de descanso e de metamorfose.
Os Andoke sabem que as larvas dos besouros sofrem uma metamorfose, que é vista como expressão de um poder mágico de transformação desses insetos (Jara, 1996). No mito Andoke sobre a origem do mel e das abelhas, estas estão associadas com o mundo estelar e dos antepassados; as antas, por sua vez, são as descendentes das abelhas que se transformam em antas depois de cometerem um ato de canibalismo. Por isso que antas e abelhas são colocadas em categorias taxonômicas ordenadas hierarquicamente (Jara, 1996).
Conclusão
As biotransformações na visão de diferentes culturas são importantes porque afetam o modo como os indivíduos percebem e classificam as relações entre diferentes categorias de animais (Ellen, 1985). As expressões isomórficas de relacionamento, tais como "parecer-se com" e "é um tipo de", denotam semelhança classificatória entre os elementos que se comparam. Desse modo, em estudos de classificação etnozoológica há de se levar em conta a etnoontogenia e os processos de transformação biológica, os quais resultam significativos na formação e estruturação das categorias cognitivas.
Por outro lado, algumas das transformações reconhecidas pelos membros de sociedades tradicionais são biologicamente válidas. Como bem salientou Dwyer (1976), no mundo dos insetos predominam metamorfoses dramáticas de cores, formas e estilos de vida. Em alguns casos, os indivíduos reconhecem as metamorfoses da maneira como elas se apresentam: estágios de desenvolvimento dentro de uma dada espécie. Às vezes, no entanto, eles tiram conclusões errôneas da natureza identificando estágios de desenvolvimento como espécies diferentes e alegando transformação entre elas.
Agradecimentos
O autor agradece a todos os moradores de Pedra Branca por compartilharem seus conhecimentos.
NOTAS
1Segundo Livo et al. (1995), as diferenças entre mariposas e borboletas são: as primeiras costumam ser ativas à noite, enquanto que as segundas normalmente estão ativas durante o dia; as mariposas, embora lindamente coloridas, tendem a ter cores pouco vistosas e brilhantes. Elas têm antenas filamentosas, enquanto que as antenas das borboletas são claviformes e finas; a maioria das mariposas mantém suas asas fechadas quando em repouso e as borboletas mantêm suas asas abertas na perpendicular; a maioria das mariposas tem um pequeno gancho ou cerda na margem frontal de cada asa posterior que as une às asas anteriores.
Referências
1. Baring-Gould S (2003) Lobisomem: um tratado sobre casos de licantropia. Madras. São Paulo, Brasil. 166 pp. [ Links ]
2. Becker CJ (1980) Lendas e curiosidades sobre os insetos. IV. O louva-a-deus. Natureza em Revista 7: 16-22. [ Links ]
3. Bulmer RNH (1968) Worms that croak and other mysteries of Karam natural history. Mankind 6: 621-639. [ Links ]
4. Clausen L (1971) Insect fact and folklore. Macmillan. New York, EEUU. 194 pp. [ Links ]
5. DeLong DM (1962) Man in a world of insects. Annual Report of the Smithsonian Institution. pp. 423-440. [ Links ]
6. Dwyer PD (1976) Beetles, butterflies and bats: species transformation in a New Guinea folk classification. Oceania 46: 188-205. [ Links ]
7. Eid A, Viard M (1997) Butterflies and moths of the world. Chartwell. New Jersey, EEUU. 192 pp. [ Links ]
8. Ellen RF (1985) Species transformation and the expression of resemblance in Nuaulu ethnobiology. Ethnos 1(2): 5-14. [ Links ]
9. Hamdan AS (1988) Animais fabulosos e reais do Islã. O Correio da Unesco 7: 28-30. [ Links ]
10. Hogue CL (1993) Latin American Entomology. University of California Press. Berkeley, CA, EEUU. 536 pp. [ Links ]
11. Jara F (1996) La miel y el aguijón. Taxonomía zoológica y etnobiología como elementos en la definición de las nociones de género entre los Andoke (Amazonia colombiana). J. Soc. Américanistes 82: 209-258. [ Links ]
12. Juncá F, Freitas M, Alves L, Guerreiro W, Paschoal E (1999) Herpetofauna da Serra da Jibóia - Bahia: novas ocorrências. Resumos 12º Encontro de Zoologia do Nordeste. Brasil. p. 412. [ Links ]
13. Livo LJ, Meglathery G, Livo NJ (1995) Of bugs and beasts: fact, folklore, and activities. Teacher Ideas Press. Englewood, NJ, EEUU. 218 pp. [ Links ]
14. Maria y Campos T (1972) Los animales en la medicina tradicional mesoamericana. Anales de Antropología 16: 183-223. [ Links ]
15. Marques JGW (1991) Aspectos ecológicos na etnoictiologia dos pescadores do Complexo Estuarino-lagunar Mundaú-Manguaba. Tese. Universidade Estadual de Campinas. Campinas, Brasil. 292 pp. [ Links ]
16. Maya EMA (2000) Estudio etnoentomológico de la comunidad Hñähñu, El Dexti - San Juanico, Ixmiquilpan, Hidalgo. UNAM. Iztacala, México. 137 pp. [ Links ]
17. Melatti JC (1978) Ritos de uma tribo Timbira. Ática. São Paulo, Brasil. 364 pp. [ Links ]
18. Meyer-Rochow VB (1975) Local taxonomy and terminology for some terrestrial arthropods in five different ethnic groups of Papua New Guinea and Central Australia. J. Roy. Soc. West. Australia 58: 15-30. [ Links ]
19. Nonaka K (1996) Ethnoentomology of the Central Kalahari San. African Study Monographs (Suppl.) 22: 29-46. [ Links ]
20. Papavero N, Balsa J (1986) Introdução histórica e epistemológica à biologia comparada, com especial referência à biogeografia. I. Do Gênesis ao fim do Império Romano do Ocidente. Sociedade Brasileira de Zoologia. Belo Horizonte, Brasil. 168 pp. [ Links ]
21. Paraíso MHB (1985) Os Kiriri Sapuyá de Pedra Branca. Centro de Estudos Baianos da UFBA. Salvador, Brasil. 96 pp. [ Links ]
22. Sturtevant WC (1964) Studies in ethnoscience. Am. Anthropol. 66: 99-131. [ Links ]
23. Taunay AE (1999) Zoologia fantástica do Brasil (séculos XVI e XVII). Edusp/ Museu Paulista da USP. São Paulo, Brasil. 112 pp. [ Links ]
24. Teixeira DM (1997) Brasil holandês: o "Thierbuch" e a "Autobiografie" de Zacharias Wagner. Vol. 2. Index. Rio de Janeiro, Brasil. 240 pp. [ Links ]
25. Torres GR (2000) Ethnozoology and sustainable development in the environmental protection area (EPA) of the Aratanha Mountains in Pacatuba, Ceará-Brasil. Em Biosfera, 2000. 2nd Internat. Cong. Exhibit. Ecotourism. Rio de Janeiro, Brasil. pp. 175-176. [ Links ]











uBio 
