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Educere
versão impressa ISSN 1316-4910
Educere v.11 n.37 Meridad jun. 2007
Perspectivas eticas para a educaçao: uma reflexão seus pressupostos humanisticos
Osvaldo Dalberio*
Autarquia Federal de Uberaba Brasil-Brasil osvaldodalberio@gmail.com
Perspectivas éticas para la educación: una reflexión de sus presupuestos humanísticos
Resumen
Este es resultado de una investigación bibliográfica, cuyos temas esenciales son la Ética y la educación. Se enfatiza que el sujeto humano aprehende la realidad, más específicamente, asimila de forma biológica y racional. A través de este procedimiento elabora el lenguaje que le permite expresarse. En la educación se produce una introyección del lenguaje. Sus valores son clasificados por WEIL (1993) como lenguaje común, metafísica, moral, lógica, estética y psicología. Simultáneamente se produce la socialización del hombre. La concepción de hombre anunciada por la iglesia den Puebla de Los Ángeles, en 1979, se distingue por sus categorías: visión determinista, visión psicologista, visión economicista, visión individualista, visión colectivista, visión estatista y visión cientificista. A partir de estas inferencias se puede concluir que el hombre en el proceso de enseñanza-aprendizaje es conducido a despertar el sentido de SER y no el de TENER, se valorizan las experiencias de los estudiantes, se incluye la interacción y reflexión en todos los aspectos sensibilizándolo para el Espíritu Ético. Por lo tanto, es posible la humanización del hombre en el proceso de enseñanza aprendizaje.
Palabras clave: ética, sujeto humano, espíritu ético, humanización
Resumo
Este é o resultado de uma pesquisa bibliográfica, cujos temas básicos são Ética e Educação. Destaca-se que o sujeito humano apreende a realidade, e, mais especificamente, assimila-a de forma biológica e racional. Através desse procedimento, elabora a linguagem para manifestar-se. Na educação, acontece a introjeção da linguagem. Seus valores são classificados por WEIL (1993) como linguagem comum, metafísica, moral, lógica, estética e psicológica. Assim, acontece a socialização do homem. A concepção de homem denunciada pela Igreja em Puebla de Los Angeles, em 1979, se caracteriza através das categorias: visão determinista, visão psicologista, visão economicista, visão individualista, visão coletivista, visão estatista e visão cientificista. A partir dessas inferências, pode-se concluir que o homem inserido no processo ensino-aprendizado é conduzido a: despertar o sentido do SER e não do TER, valorizar a experiência do aluno, compreender a interação e refletir sobre o homem em todos os aspectos, sensibilizar para o Espírito Ético. Portanto, seja viabilizada a humanização do homem no processo ensino aprendizado.
Fecha de recepción: 17-07-06 • Fecha de aceptación: 04-10-06
Aidéia de que o homem faz a sociedade e ao mesmo tempo é feito por ela, estimula o raciocínio no sentido de entender como se manifesta esse fato.
O sujeito humano é aquele que apreende a realidade. Esta ação pode se realizar de várias formas, mas aqui serão apresentadas apenas duas. Uma é a biológica, a outra é a racional. Ambas estão intimamente ligadas e serão separadas apenas para efeito de análise.
Graças à capacidade racional, própria do homem, ele re-elabora, reorganiza as informações provindas da circunstância, e as estrutura de forma manifesta: escrita, oral, mímica, plástica etc. Assim, elabora a linguagem e, com isso, se faz humano.
Ao elaborar a linguagem, elabora, concomitantemente, a sociedade. É sabido que o homem vive com os outros e, juntos, se humanizam. Assim sendo, ele se forma e se estabelece no social. Esta afirmação nos projeta em várias dimensões de análises. Uma dimensão é a vinculada à maneira pela qual o homem se comporta socialmente em um grupo vivendo pelo grupo, no grupo e para o grupo. Outra é a forma como ele age a partir da moral pessoal interferindo na convivência com os outros. Outra, ainda, é o comportamento moral forjado na sua formação, no processo educacional.
Conhecendo biologicamente a realidade por intermédio dos órgãos dos sentidos, o homem se estabelece. Age, no primeiro momento, como “... homem num mundo, numa circunstância interpretada, e passa a contar com os objetos que encontra, segundo a interpretação vigente” (HEGENBERG, 1973,p.21). É um ser inserido em circunstâncias. Ele capta os elementos constituintes de uma realidade primária, ou seja, aquilo que se apresenta imediatamente aos sentidos.
Após esse primeiro momento, acontece a exteriorização dessa experiência através da linguagem. Ela, a linguagem, “... é própria do homem não só porque ele possui além de outras faculdades, o poder de falar, mas sobretudo porque tem um acesso ao ser” 1 . Pode ser defina, segundo Garcia, nestes termos: “ a linguagem - seja oral ou escrita, seja seja mímica ou semafórica - é um sistema de símbolos, signos ou signos-símbolos, voluntariamente produzidos e convencionalmente aceitos, mediante o qual o homem se comunica com seus semelhantes, expressando suas idéias, sentimentos ou desejos (GARCIA, 1986, p.157/8).
Uma das formas de introjetar no homem os elementos da realidade é por intermédio da linguagem na Educação. A Educação, além de proporcionar condições para o homem apreender os elementos que compõem o meio ao seu redor , viabiliza, também, a possibilidade de formação dos valores humanos essenciais. Segundo(WEIL, 1993,p.47) “ valor é uma variável da mente que faz com que o ser humano decida ou escolha se comportar numa determinada direção e dentro de determinada importância”. O processo de formação desses valores é longo e, às vezes, não definido antecipadamente. Para que isso aconteça globalmente, fazem-se necessários vários mecanismos e várias instituições. Passa pela Família, pela Igreja, pelo Meio Social, pela Classe Social, pela Escola, enfim, por todos os órgãos onde se manifesta a linguagem. Todos esses elementos contribuem para a formação moral do homem.
A maneira pela qual o homem introj eta a realidade e se forma moralmente vai sendo definida pela estrutura de valores estabelecidos na sua história pessoal. Essa estrutura pode ser observada da seguinte maneira: “ ...do ponto de vista da linguagem comum, o que faz valor é aquilo com que se preza ou se rejeita uma coisa, pessoa ou idéia; do ponto de vista metafísico, valor é a característica que faz com que as coisas sejam dignas de serem apreciadas pela consciência ou pelo ser; do ponto de vista da moral, valor é a característica ou a distinção pela consciência moral do que é bem ou mal; do ponto de vista da lógica, valor é a característica do que está logicamente certo ou errado; do ponto de vista estético, o único valor é o belo ou o feio; do ponto de vista psicológico, o valor toma vários aspectos segundo o nível ou função que se considera: a) necessidades biológicas- o homem dá valor à segurança, à sua proteção; à sua alimentação, b) necessidades afetivas - o valor é algo absoluto que faz com que coisas, pessoas ou idéias sejam agradáveis ou desagradáveis “(WEIL, 1993,p.46/7).
Tal estrutura vai se configurando através de várias interpretações ou vários pontos de vista. As normas são elaboradas sistemática ou assistematicamente, de forma implícita ou explícita. Ou seja, o que define tais condições, é a ação e reação do indivíduo no meio social, sejam particulares ou coletivas. Já se definiu que o homem é um ser social e, para tanto, deve elaborar códigos de valores que facilitem uma convivência, de preferência harmoniosa. Para isso, ele, o homem, precisa de normas que o orientem.
O homem se socializa através do convívio na família, na religião, na Escola. É nesta última que ele, geralmente, entra em contato com uma forma estruturada de idéias a respeito dos valores humanos. Tais valores foram, são e serão registrados em cada período histórico. Falando de outra forma, o Espírito Humano é elaborado e refletido na realidade escolar. Nesse sentido, “o espírito humano cultiva ciência e arte; pratica atos de moralidade e de religião”(HESSEN, 1980,p.19)
As pessoas envolvidas no recinto escolar estão, de certa forma, responsáveis pela formação integral do educando. Verifica-se que a forma de comportamento travado entre essas pessoas carece de uma reformulação. Cada qual, com seus valores pessoais, e o grupo todo com os vários perfis morais, estabelecem tal relacionamento. É justamente aí que está o grande problema: o que se pode valorar como certo ou errado? Qual o valor moral que serviria como parâmetro para o aluno, pessoalmente e enquanto fruto de várias relações antecedentes? Passa por essa idéia a preocupação que está sendo apresentada aqui.
Parece que uma forma de se estabelecer um parâmetro para o aluno e para os alunos está direcionada a um padrão humano de comportamento. Humano, não no sentido platônico, ou existencialista, ou teológico, mas, sobretudo, naquilo que faz do homem um ser de relações. “ O homem não é uma coisa entre coisas ou formado por coisas (...) é uma qualidade, um modo de ser, experienciável, descritível, um feixe flácido de qualidades definidas” (BUBER, 1979, p.09). Para tanto, é necessário observar o homem todo e todos os homens nos aspectos psicológico, social, político, moral, cultural, religioso, econômico. Somente assim, um novo homem poderá surgir e renovar seu “eu” em função dos outros “eus”. O homem está sendo entendido como um ser que se constitui de sentimento, de desejos, de emoções, e se socializa, utilizando a razão para elaborar cultura, forjar valores e normas de conduta social.
Tomando-se esse conceito, pode-se voltar a atenção à concepção do homem latino-americano apresentado como problemática pelo documento elaborado pela Igreja na III Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano em Puebla de Los Angeles, em 1979. Estamos diante de visões do homem, e cada uma propõe um conjunto de valores próprios para o comportamento social segundo seu perfil ideológico. Tais visões nos dão um panorama de reflexão ampla. Desta forma, poderemos delinear o perfil de moral existente aí, e extrapolá-lo em nível de praxis pedagógica.
A primeira e mais problematizável é a visão determinista: “o homem não é dono de si mesmo, mas vítima de forças ocultas” (PUEBLA, 1982, p.124). Pode-se detectar que os homens não são iguais, ou seja, a ideologia daaceitação das diferenças é apregoada em todos os níveis, e, não menos divulgada, na escola. São encontradas idéias que justificam a discriminação social e política, a marginalização, bem como as desigualdades sociais. No sentido econômico, instituiu-se o pobre e o rico, cada um com seus valores morais próprios. Parece pertinente, nessa visão, uma reflexão profunda para se desvendarem os enigmas ideológicos contidos nela, para se levantar, principalmente, a problemática da qualidade da vida humana no que tange ao comportamento social. Mais precisamente, no relacionamento veiculado no processo ensino-aprendizado escolar.
Outra visão é a psicologista, onde “... a pessoa humana se reduz, em última instância, a seu psiquismo” (PUEBLA, 1982,p.124). É importante destacar a necessidade premente de que o comportamento humano não seja colocado simplesmente nas características de estímulo e resposta. Isso, é sabido, já se superou historicamente, haja vista a psicologia contemporânea. Essa visão denunciada tenta enquadrar o ser humano na realidade primária. Por realidade primária, está sendo entendida a conjugação dos elementos constituintes do real ao alcance dos órgãos dos sentidos. É sabido que o homem não pode ser caracterizado apenas como estímulo e resposta. Pode-se, sim, a partir desses elementos simples, empreender uma reflexão do ser do homem. Haverá, com certeza, como fruto dessa reflexão, redimensionamento da concepção do homem no seu meio, desde que tenha como objetivo o todo do homem e todos os homens. Nesta empreitada, deve-se cuidar para não se cair em uma concepção simplória e ideológica da moralidade e divulgá-la como verdade.
A visão que mais se destaca é aquela caracterizada como economicista. Nela, “ a pessoa humana está como que lançada na engrenagem da máquina da produção industrial” onde “ (...) tudo se fabrica e se vende em nome de valores do ter, do poder, do prazer, como se fossem sinônimos da felicidade humana” (PUEBLA, 1982, p.125). O homem do século XX está posto na política do excesso e é governado por ela. As alternativas são tantas para o consumo que nada satisfaz a ânsia do homem. O ter é o que determina o ser e, assim, o homem incorpora todos os valores constituintes do seu ser e o direciona para o ter.” O modo ter de existência não se estabelece por um processo vivo e criativo entre o sujeito e o objeto; ele transforma em coisas tanto o sujeito como o objeto” (FROMM, s/d. p.88). O que importa é o fim, pois ele justifica todo e qualquer meio. Se necessário for, explorar, desrespeitar, sobrepujar o outro, tudo vale pelo fim que é o Ter. Essa visão também é carente de uma análise, principalmente, voltando-se os olhos ao ser humano exposto no meio desse fogo cruzado. De um lado, o Ser humano solicitando um espaço para manifestar a sua humanidade, seus valores mais profundos; de outro, o Ter usando de todas as artimanhas da oferta e da procura, da produção e do consumo. Nesse panorama, cabe a seguinte problemática: o que fazer para que a escola seja formadora do Ser do homem e não do Ter do homem?
Em decorrência desta visão, há a visão individualista. Nesta, “...a dignidade da pessoa está na eficácia econômica e na liberdade individual” (PUEBLA, 1982, p.125). É divulgada a idéia do bem-estar pessoal (individual ou familiar). Aqui está a chave de um valor altamente disseminado pela estrutura econômica: o egoísmo. Esta visão nos projeta em uma visão oposta, visto que estamos pensando em valores morais e no Espírito Ético. Oposta, no que se refere à ética no ensino-aprendizado. Aqui, a análise feita a respeito da Ética está sendo entendida como convivência grupal. Portanto, social.
A outra forma de visão do homem é enunciada como coletivista. Nesse parâmetro “... a pessoa não é originalmente sua consciência, é, antes, constituída por sua existência social” (PUEBLA, 1982, p.125). Esta forma de perceber o ser humano é fragmentária, visto que, anteriormente, apresentamos a necessidade de ver o homem todo e todos os homens. Ou seja, a sociedade influencia, mas não determina a maneira pela qual seus membros a vêem. O que se pretende aqui, a partir de uma reflexão profunda, é resgatar a essência coletiva do ser humano. Por essência coletiva entendemos a maneira pela qual os homens se manifestam conjuntamente no social; ou seja, aquilo que faz social o que é individual. “... é algo que se objetiva. Coisa que habita a interioridade humana em formas cognitivas, ideais e emocionais, e sofre vigorosa objetivação no constituir o entorno humano” (MORAIS, 1992, p.47). Em outras palavras, estudar o comportamento do homem na relação formando-formador, cuja elaboração e solidificação de uma consciência moral está voltada a posturas éticas.
A formação do indivíduo deve estar conjugada com os valores sociais. Entretanto, o que se percebe é o fato de o professor, isoladamente, trazer em si uma moral que é fruto de sua história pessoal. Sua função de formador se estabelece a partir de seus valores. Cada um traz os seus valores, e o aluno fica submetido às formas individuais de educar. O que aparece como problematização é: que moral social o aluno está recebendo para ser um adulto e valorizar-se como homem?
Uma outra visão é entendida como estatista. Para ela, “... o desenvolvimento econômico e o potencial bélico, sobrepõem-se às necessidades das massas abandonadas e a Segurança Nacional é absolutamente sobreposta às pessoas, institucionaliza a insegurança dos indivíduos” (PUEBLA, 1982, p.126). O poder econômico, centrado no Estado, facilita, de forma geral, as condições para que a ideologia do domínio social esteja a cargo do poder estatal. Sob, esse ponto de vista, pode-se perceber a falha do próprio sistema social no que tange à ética. O que se faz necessário é questionar a qualidade de homens projetados pelos órgãos encarregados da formação social do homem. Ou seja, o que o Ministério da Educação está fazendo pela melhoria da qualidade do ensino e do aprendizado?
O que se questiona aqui é o que e como fazer para renovar as responsabilidades e compromissos com a proposta de um novo homem. Um homem que se volta para um posicionamento social de respeito e de responsabilidade para com os seus semelhantes. Não se quer apregoar um humanismo teórico apenas, mas inserir na prática pedagógica os elementos constituintes da moral humano. Para isso acontecer, é urgente a reciclagem dos educadores, em todos os níveis. Nessa reciclagem, entende-se que a moral e o Espírito Ético sejam os principais temas norteadores da atividade reciclativa.
Apresentando a última visão de homem como cientificista, define-se que o “ homem é reduzido à sua definição científica” (PUEBLA, 1982,p.126). Isto é, cada área do saber define o homem para análise e interpretação. Sabese que isso é importante, embora seja unilateral. O que se apresenta aqui é a necessidade de rever o papel da Educação enquanto formadora de Espírito Ético do ponto de vista da ciência. Assim, a partir das definições científicas, inferir uma análise mais ampla e consistente, anunciando o perfil humano do homem.
Essas visões latino-americanas do homem, denunciadas pela Igreja, através do documento de Puebla, podem proporcionar um ponto de referência para uma análise crítica dos pressupostos existentes na Educação brasileira. Somente com uma análise filosófica da ideologia nos órgãos de caráter formativo é que se pode definir um perfil de moralidade, bem como um Espírito Ético para o homem brasileiro.
1. Conclusão
Tendo em vista que o processo ensino-aprendizado é um processo de formação humana, e que esta atitude requer uma bagagem de informações, bem como um conjunto de valores pessoais interligando-se, esta reflexão remete-nos a algumas diretrizes básicas:
1. que no relacionamento entre professor-aluno seja viabilizada a experiência de aluno, encaminhando-o à posturas éticas, proporcionando-lhe uma humanização em detrimento da robotização;
2. que o professor, no processo de seu aprendizado, seja despertado à necessidade de valorização do Ser sobrepondo o Ter;
3. que a educação esteja sustentada na compreensão da interação e reflexão crítica sobre os pressupostos humanos, no sentido do crescimento sadio tanto do professor ensinante quanto do aluno ensinado;
4. que o Espírito Ético esteja presente na vida e na atitude profissional do professor para sensibilizar seus alunos para as questões de retidão de caráter, de responsabilidade, de compromisso, de viabilização da presença dos valores essenciais ao homem.
Enfim, o processo ensino-aprendizado deve servir ao homem para que, desta maneira, ele possa sistematizar suas experiências práticas e teóricas. Assim, o homem inserido nesse processo humaniza-se, humanizando as suas relações sociais.
Notas
* Osvaldo Dalberio, Doutorando no programa de Pós-graduação em Serviço Social, na UNESP, campus de Franca São Paulo; Mestre em Educação pela Unicamp, professor assistente na Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro em Uberaba MG e professor no Centro de Ensino Superior de Uberaba – CESUBE.
Newton Aquiles Von ZUBEN, prefácio da obera Estudos de Filosofia da Cultura, escrito por Regis de Morais.
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